Scielo RSS <![CDATA[Revista Pan-Amazônica de Saúde]]> http://scielo.iec.gov.br/rss.php?pid=2176-622320260001&lang=en vol. 17 num. lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://scielo.iec.gov.br/img/en/fbpelogp.gif http://scielo.iec.gov.br <![CDATA[Spatiotemporal analysis of dengue fever in a municipality of the Brazilian Amazon between 2007 and 2021]]> http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-62232026000110111&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO A dengue é uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, cuja ocorrência está relacionada a fatores ambientais, sociodemográficos e de mobilidade populacional. OBJETIVO: Analisar a distribuição espaço-temporal dos casos de dengue no município de Abaetetuba, estado do Pará, Brasil, no período de 2007 a 2021, identificando o perfil dos casos e sua relação com o meio ambiente. MATERIAIS E MÉTODOS: Os dados dos casos de dengue foram obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os limites municipais, setores censitários e bairros foram extraídos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e os dados ambientais, do Google Earth Engine. O georreferenciamento foi realizado com um script específico no Google Drive. RESULTADOS: O perfil socioepidemiológico predominante correspondeu a adultos (37,39%), do sexo feminino (52,88%), de cor parda (84,05%), com ensino fundamental incompleto (41,93%), residentes na zona urbana (77,73%), com casos autóctones (75,36%) e classificação clínica dengue/dengue clássica (99,01%). A confirmação laboratorial ocorreu em 51,34% dos registros, com evolução para cura em 70,91% dos casos e somente um óbito registrado, ocorrido em 2011. A análise espacial indicou associação dos casos com zonas urbanas (área central do município), fatores ambientais (temperatura do dia) e fatores sociodemográficos relacionados às condições do entorno das casas (número de domicílios e falta de pavimentação, calçadas, meio-fio e bueiros). CONCLUSÃO: As técnicas de Sistemas de Informação Geográfica mostraram-se eficazes para a espacialização da dengue, identificação de aglomerados e delimitação de áreas de risco, subsidiando ações de monitoramento, intervenção e controle da doença.<hr/>ABSTRACT Dengue fever is an infectious disease transmitted by the Aedes aegypti mosquito, and its incidence is associated with environmental, sociodemographic, and population mobility factors. OBJECTIVE: To analyze the spatiotemporal distribution of dengue fever cases in Abaetetuba, Pará State, Brazil, from 2007 to 2021, identifying the case profile and its relationship with environmental conditions. MATERIALS AND METHODS: Dengue case data were obtained from the Notifiable Diseases Information System. Municipal boundaries, census sectors, and neighborhoods were retrieved from the Brazilian Institute of Geography and Statistics, while environmental data were obtained from Google Earth Engine. Georeferencing was performed using a specific script in Google Drive. RESULTS: The predominant socioepidemiological profile comprised adults (37.39%), females (52.88%), brown-skinned individuals (84.05%), with incomplete elementary education (41.93%), residing in urban areas (77.73%), with autochthonous cases (75.36%), and clinical classification as dengue/classic dengue (99.01%). Laboratory confirmation was observed in 51.34% of records, with recovery in 70.91% of cases, and only one death was reported in 2011. Spatial analysis revealed an association between case distribution and urban areas (downtown of Abaetetuba), environmental factors (daytime temperature), and sociodemographic conditions of the residential surroundings, including household density and the absence of paving, sidewalks, curbs, and storm drains. CONCLUSION: Geographic Information System techniques proved effective for mapping dengue distribution, identifying clusters, and delineating risk areas, supporting monitoring, intervention, and disease control actions. <![CDATA[Oysters as bioindicators in the Amazon: detection of pathogenic bacteria in estuarine environments]]> http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-62232026000110112&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO INTRODUÇÃO: A poluição de ambientes aquáticos por esgoto e resíduos orgânicos intensifica a contaminação microbiológica da fauna marinha. Moluscos bivalves, por serem filtradores e bioacumuladores, refletem a qualidade da água de cultivo e são amplamente utilizados como bioindicadores, além de responderem a variações térmicas e pluviométricas. OBJETIVO: Avaliar a qualidade microbiológica de ostras cultivadas e comercializadas no estado do Pará, com ênfase na identificação de microrganismos patogênicos associados à contaminação ambiental e sua correlação com variações de temperatura e precipitação. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisadas 120 ostras provenientes de cinco pontos de cultivo. Realizou-se o isolamento bacteriano em meios seletivos e de enriquecimento, seguido de identificação bioquímica convencional e automatizada pelo sistema VITEK®2 (bioMérieux). RESULTADOS: Foram identificados os gêneros Vibrio spp., Aeromonas spp., Salmonella spp. e Escherichia spp., todos associados à poluição e epidemiologicamente relevantes. Vibrio foi o gênero mais frequente, com destaque para V. parahaemolyticus e V. vulnificus, cuja proliferação é favorecida por temperaturas elevadas e está relacionada a surtos alimentares. A detecção de E. coli indica contaminação fecal e falhas nas práticas sanitárias. Aeromonas spp. e Salmonella spp., embora menos prevalentes, representam riscos à saúde, especialmente para populações vulneráveis. CONCLUSÃO: A presença desses patógenos evidencia a baixa qualidade ambiental das águas utilizadas na aquicultura, associada à poluição e a alterações térmicas e pluviométricas que influenciam a multiplicação bacteriana. Ressalta-se a necessidade de monitoramento contínuo e de implementação de medidas eficazes de controle sanitário e ambiental para a proteção e preservação dos ecossistemas aquáticos e da saúde pública.<hr/>ABSTRACT INTRODUCTION: Pollution of aquatic environments by sewage and organic waste intensifies the microbiological contamination of marine fauna. Bivalve mollusks, due to their filter-feeding behavior and bioaccumulation capacity, reflect the quality of cultivation waters and are widely used as bioindicators, in addition to responding to thermal and pluviometric variations. OBJECTIVE: To evaluate the microbiological quality of oysters cultivated and marketed in the state of Pará, with emphasis on the identification of pathogenic microorganisms associated with environmental contamination and their correlation with variations in temperature and precipitation. MATERIALS AND METHODS: A total of 120 oysters from five farming sites were analyzed. Bacterial isolation was performed using selective and enrichment media, followed by conventional biochemical identification and automated analysis using the VITEK® 2 system (bioMérieux). RESULTS: The genera Vibrio spp., Aeromonas spp., Salmonella spp., and Escherichia spp. were identified, all of which are associated with pollution and are epidemiologically relevant. Vibrio was the most frequent genus, particularly V. parahaemolyticus and V. vulnificus, whose proliferation is favored by elevated temperatures and is linked to foodborne outbreaks. The detection of E. coli indicates fecal contamination and deficiencies in sanitary practices. Although less prevalent, Aeromonas spp. and Salmonella spp. also pose health risks, especially to vulnerable populations. CONCLUSION: The presence of these pathogens indicates the poor environmental quality of waters used in aquaculture, associated with pollution and with thermal and pluviometric changes that influence bacterial multiplication. These findings highlight the need for continuous monitoring and the implementation of effective sanitary and environmental control measures to protect aquatic ecosystems and public health.