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Epidemiologia e Serviços de Saúde
versão impressa ISSN 1679-4974versão On-line ISSN 2237-9622
Epidemiol. Serv. Saúde vol.34 no.s1 Brasília 2025 Epub 25-Nov-2025
http://dx.doi.org/10.5327/2237-9622.2025.v34s1.319
Anais Do Congresso Da Rebrats
ID 319 - Avaliação do RAPID3 como Ferramenta de Triagem em Pacientes com Artrite Reumatoide no SUS
Introdução:
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que exige monitoramento contínuo da atividade da doença. O (RAPID3), no Questionário de Avaliação Multidimensional em Saúde (MDHAQ), tem sido utilizado como uma ferramenta simples de avaliação autorreportada para acompanhamento da atividade da AR. Este estudo tem como objetivo avaliar a sensibilidade e a especificidade do RAPID3 para identificar pacientes com atividade moderada/alta da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), comparando seus resultados com o DAS28 (VHS) – padrão-ouro.
Método:
Foram incluídos 129 pacientes com diagnóstico de AR atendidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SUS), convidados a responderem o instrumento em formato eletrônico, previamente a suas consultas reumatológicas eletivas. O estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa desse Hospital e todos os pacientes preencheram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A utilização do questionário neste estudo teve prévia autorização do autor do instrumento (Pincus .).
Perfil dos participantes:
Dados clínicos:
–. Tempo de doença (mediana): 13 anos (IQR 7-23)
–. Fator reumatoide ou anti-CCP positivo: 86,7%
–. Uso de medicamentos:
Resultados:
sensibilidade: 98%
especificidade: 49%
valor preditivo negativo: 92%
probabilidade pós-teste negativa: 8%
curva ROC do RAPID3: AUC = 0,79 (IC 95% 0,71-0,88)
–. Sensibilidade e especificidade do RAPID3 para identificar atividade moderada/alta:
–. Facilidade de uso do instrumento em formato eletrônico:
Conclusão:
Discussão: o RAPID3 demonstrou ser uma ferramenta eficaz para a triagem de atividade de doença em pacientes com AR no SUS, especialmente devido à sua alta sensibilidade e ao valor preditivo negativo, comparável ao DAS28. Além disso, o questionário apresentou aplicabilidade prática tanto no formato eletrônico quanto em papel, com alta aceitação entre os pacientes. A correlação com desfechos clínicos e a facilidade de uso sugerem que o RAPID3 pode ser útil em contextos de atendimento remoto, como telemedicina, promovendo uma abordagem compartilhada entre médico e paciente. A utilização de questionários autorreportados pelo paciente (PROs) facilita a dinâmica compartilhada entre médico e paciente com impacto direto na tomada de decisões clínicas. Ao considerarmos a integralidade da avaliação pelo MDHAQ, diferentes estudos demonstraram sua capacidade de monitorar e contribuir positivamente na decisão compartilhada em diferentes patologias reumatológicas. Além disso, o MDHAQ permite a extração de escores pertinentes para identificação de fibromialgia, ansiedade e depressão sobreposta nessa população de pacientes.
Conclusão:
o RAPID3 mostrou-se confiável na triagem de atividade de doença em pacientes com AR, validado frente ao DAS28, tanto no formato papel quanto eletrônico. Sua utilização pode servir para melhorar o monitoramento de pacientes no SUS, especialmente em ambientes de cuidado remoto, reforçando sua importância na gestão de doenças crônicas.
Palavras-chaves: artrite reumatoide; RAPID3; saúde digital; Avaliação de Tecnologias em Saúde; SUS; telemedicina; triagem de atividade de doença













