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Epidemiologia e Serviços de Saúde
versão impressa ISSN 1679-4974versão On-line ISSN 2237-9622
Resumo
ANDRADE, Paulo Henrique Santos et al. ID 210 - Vacinação contra a Covid-19 no Brasil: descrição dos erros de imunização na nova tecnologia incorporada pelo Sistema Único de Saúde, 2021-2024, Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde [online]. 2025, vol.34, n.s1, ID210. Epub 25-Nov-2025. ISSN 1679-4974. http://dx.doi.org/10.5327/2237-9622.2025.v34s1.210.
Introdução:
A introdução das vacinas contra a covid-19, como as de mRNA e vetor viral, no Sistema Único de Saúde (SUS) representou uma inovação significativa em saúde pública, mas também trouxe desafios relacionados ao gerenciamento seguro dessas novas tecnologias. A análise de erros de imunização (EI) visa fornecer dados reais, que possam informar gestores e administradores sobre a segurança e os ajustes necessários na implementação dessas vacinas, contribuindo para a prospecção tecnológica e para o desenvolvimento de estratégias de mitigação eficazes no âmbito da farmacovigilância.
Método:
Estudo descritivo realizado no âmbito das ações de farmacovigilância de vacinas no País, baseado nas notificações de erros de imunização (EI) relacionados às vacinas covid-19, registradas entre 17 de janeiro de 2021 e 17 de janeiro de 2024 no e-SUS Notifica, sistema de informações do Ministério da Saúde. O desfecho principal foi a ocorrência de EI, e o secundário a ocorrência de evento supostamente atribuído à vacinação ou imunização (Esavi) classificado como A3 (reação relacionada a EI). A análise descritiva dos dados foi executada no software R Studio-4.3.1. Foram calculados os coeficientes de incidência de EI por doses administradas (DA) segundo semana epidemiológica, características sociodemográficas, estado gestacional, vacina e tipo de erro.
Resultados:
Foram notificados 70.293 EI após 517.276.512 doses administradas (12,8/100.000 DA). As maiores incidências de EI foram encontradas para a faixa etária de 12 a 17 anos (31,3 erros/100.000 DA), vacina CoronaVac (18,5 /100.000 DA) e no estado de Alagoas (41,1 /100.000 DA). Entre as gestantes, o coeficiente de incidência de EI foi de 88,7/100.000 DA, relacionados, em sua maioria, à exposição durante a gravidez, à administração de vacina incorreta e à vacina AstraZeneca. Entre os EI, em geral, destacaram-se: "Administração de vacina incorreta" (2,9/100.000 DA), "Utilização de vacina vencida" (2,4/100.000 DA), "Administração de vacina para idade inadequada" (2,3/100.000 DA). Do total de EI notificados, 95 (1,8%) apresentaram algum Esavi classificado como A3 (<0,1/100.000 DA), sendo a maioria (98,9%) não grave.
Conclusão:
Os EI foram mais frequentes entre crianças e adolescentes e entre as vacinas utilizadas nessa faixa etária, configurando-se como um grupo prioritário para a implementação de ações destinadas à redução dos EI no País. Esses erros são compreensíveis em um cenário de rápida implementação de novas tecnologias vacinais, mas reforçam a importância de capacitar continuamente os profissionais de saúde. A adoção de medidas proativas é essencial para minimizar os EI e assegurar a confiança e a segurança da vacinação, especialmente em contextos de inovação tecnológica e urgência sanitária.
Palavras-chave : erros de medicação; vacinas contra covid-19; farmacovigilância; avaliação da tecnologia biomédica.












