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Revista Pan-Amazônica de Saúde

versão On-line ISSN 2176-6223

Resumo

SILVEIRA, Fernando Tobias  e  CORBETT, Carlos Eduardo Pereira. Leishmania chagasi Cunha & Chagas, 1937: nativa ou introduzida? Uma breve revisão. Rev Pan-Amaz Saude [online]. 2010, vol.1, n.2, pp.143-147. ISSN 2176-6223.  http://dx.doi.org/10.5123/S2176-62232010000200018.

Esta revisão aborda a etiologia da leishmaniose visceral americana devido a uma recente polêmica sobre a origem do seu agente etiológico, a Leishmania chagasi Cunha & Chagas, 1937. Conforme é sabido, este parasito foi descrito como uma nova espécie de Leishmania em razão da sua incapacidade de produzir, experimentalmente, a leishmaniose visceral no cão doméstico; este caráter a diferenciou de outro agente etiológico já conhecido da leishmaniose visceral na Bacia do Mediterrâneo na Europa: Leishmania infantum Nicolle, 1908. Após 50 anos da descrição da Leishmania chagasi, o gênero Leishmania sofreu ampla revisão e o parasito foi reclassificado como um membro do subgênero Leishmania, espécie Leishmania (Leishmania) chagasi. Recentemente, em seguida a uma análise molecular usando a técnica da amplificação aleatória polimórfica do DNA (RAPD), que comparou a L. (L.) chagasi com a L. (L.) infantum, foi concluído que ambos os parasitos eram geneticamente indistinguíveis e, portanto, que a L. (L.) chagasi era sinônimo de L. (L.) infantum. Por esse motivo, esta revisão procurou agregar todo o conhecimento sobre a eco-epidemiologia da L. (L.) chagasi na Amazônia brasileira, principalmente acerca dos hábitos silvestres de seu flebotomíneo vetor, Lutzomyia longipalis, e seu reservatório vertebrado, a raposa do campo Cerdocyon thous, com o propósito de demonstrar que a L. (L.) chagasi não pode ser negligenciada do cenário parasitológico da leishmaniose visceral no Novo Mundo; ela deve ser considerada, pelo menos em um nível subespecífico, como Leishmania (L.) infantum chagasi.

Palavras-chave : Leishmania; Leishmaniose Visceral; Leishmania chagasi.

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