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Revista Pan-Amazônica de Saúde

versão impressa ISSN 2176-6215versão On-line ISSN 2176-6223

Resumo

SANTOS, Leonardo Miranda dos et al. Alta incidência da infecção urogenital por Chlamydia trachomatis em mulheres parturientes de Belém, Estado do Pará, Brasil. Rev Pan-Amaz Saude [online]. 2016, vol.7, n.4, pp.101-106. ISSN 2176-6215.  http://dx.doi.org/10.5123/s2176-62232016000400012.

INTRODUÇÃO:

A infecção sexual por Chlamydia trachomatis é a infecção bacteriana sexualmente transmissível mais prevalente do mundo. É assintomática em até 80% dos casos e está associada à doença inflamatória pélvica, infertilidade tubária, parto prematuro, aborto, gravidez ectópica, doença respiratória no recém-nascido e mortalidade neonatal.

OBJETIVO:

Verificar a incidência e os fatores associados à infecção urogenital de C. trachomatis em parturientes de uma maternidade pública de referência em Belém, Estado do Pará, Brasil, entre o período de 21 de novembro a 8 de dezembro de 2011.

MATERIAIS E MÉTODOS:

As participantes do estudo assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e responderam um questionário padronizado. A detecção de C. trachomatis foi realizada através do sistema COBAS Amplicor CT/NG (Roche Molecular Systems, Branchburg, NJ, EUA), seguindo as recomendações do fabricante. Na análise estatística, foi utilizado o programa BioEstat v5.0 e o teste Odds ratio foi empregado para a análise das variáveis. O p ≤ 0,05 foi considerado estatisticamente significativo, com intervalo de confiança de 95%.

RESULTADOS:

A incidência da infecção urogenital por C. trachomatis foi de 18% (22/122); a infecção esteve significantemente associada às parturientes de idade igual ou inferior a 25 anos (p = 0,014) e às que não realizaram o pré-natal (p = 0,0029).

CONCLUSÃO:

A alta incidência de C. trachomatis em parturientes de uma grande maternidade mostra a necessidade da elaboração de políticas de saúde voltadas para as estratégias de triagem e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis em grávidas e em neonatos na Região Amazônica brasileira.

Palavras-chave : Doenças Sexualmente Transmissíveis; Gestantes; Saúde da Mulher.

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