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Revista Pan-Amazônica de Saúde

versão On-line ISSN 2176-6223

Resumo

CHAGAS, Anadeiva Portela et al. Aspectos ecológicos da fauna de flebotomíneos em focos de leishmaniose na Amazônia Oriental, Estado do Pará, Brasil. Rev Pan-Amaz Saude [online]. 2016, vol.7, n.esp, pp.123-132. ISSN 2176-6223.  http://dx.doi.org/10.5123/s2176-62232016000500014.

Este estudo descreve comunidades de flebotomíneos e suas variações sazonais em focos de transmissão das leishmanioses na interface urbano-rural do município minerário de Juruti, Estado do Pará, na Região Amazônica. Realizou-se captura mensal de flebotomíneos durante dois anos, em duas localidades sentinelas, Santa Maria e Paraense. Armadilhas CDC foram colocadas no intra e no peridomicílio. A amostra de 36.408 flebotomíneos teve 32 espécies representadas; as mais frequentes foram Lutzomyia longipalpis (76,8%) e Lutzomyia walkeri (19%). A riqueza de espécies foi maior em Paraense, a despeito da destacada abundância de Lu. longipalpis (85%, 23.878/27.951), sobretudo no inverno amazônico (r = 0,8; p < 0,05). Em Santa Maria, Lu. longipalpis, pouco frequente, não apresentou variação sazonal. Constatou-se a ocorrência, apenas em Paraense, no interior de residências, de flebotomíneos naturalmente infectados por Leishmania sp.: Lu. longipalpis (0,12%; 1/821), vetor de Leishmania (Leishmania) infantum; e Lutzomyia antunesi (1,16%; 2/173), provável vetor de Leishmania (Viannia) lindenbergi. A alta frequência de Lu. longipalpis no período chuvoso, mas apenas em Paraense, revela influências locais determinantes da composição da comunidade de flebotomíneos e abundância de espécies. Ações integradas para a prevenção das leishmanioses devem ser contínuas e preferencialmente intensificadas de setembro a novembro, meses que antecedem as chuvas naquela região.

Palavras-chave : Leishmaniose; Região Amazônica; Psychodidae; Insetos Vetores; Ecologia.

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