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Revista Pan-Amazônica de Saúde

versión impresa ISSN 2176-6215versión On-line ISSN 2176-6223

Resumen

GOVEIA, Christiane de Oliveira et al. Distribuição de Biomphalaria spp. e determinação de áreas de risco de transmissão de Schistosoma mansoni em Belém, estado do Pará, Brasil: subsídios para a vigilância em saúde no contexto da COP30. Rev Pan-Amaz Saude [online]. 2025, vol.16, e202501788.  Epub 13-Nov-2025. ISSN 2176-6215.  http://dx.doi.org/10.5123/s2176-6223202501788.

OBJETIVO:

Analisar a distribuição e a infecção natural de moluscos Biomphalaria no município de Belém, visando identificar áreas críticas de risco epidemiológico para esquistossomose.

MATERIAIS E MÉTODOS:

Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, baseado na análise de dados secundários registrados pelo Laboratório de Malacologia do Instituto Evandro Chagas referentes ao período de 2020 a 2024. As informações foram avaliadas para mapear a distribuição espacial dos moluscos e identificar áreas de maior concentração e risco de ocorrência de esquistossomose.

RESULTADOS:

Foram analisados 5.736 exemplares pertencentes às espécies Biomphalaria glabrata, Biomphalaria straminea e Biomphalaria tenagophila. A taxa de infecção natural foi de 1,2% (67/5.736), com positividade para Schistosoma mansoni registrada apenas em B. glabrata. A análise espacial indicou áreas críticas nos distritos administrativos DAGUA e DASAC, além da presença de focos próximos a pontos turísticos da cidade. Os resultados contribuem para o fortalecimento da vigilância em saúde e ambiental em Belém, especialmente em um momento estratégico para a cidade, que sediará a COP30.

CONCLUSÃO:

A identificação de focos próximos a áreas turísticas reforça a necessidade de ações preventivas integradas, visando proteger a população e os visitantes da capital paraense.

Palabras clave : Schistosoma mansoni; Biomphalaria; Análise Espacial; Vigilância em Saúde Pública; Saúde Única.

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