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Revista Pan-Amazônica de Saúde
versión impresa ISSN 2176-6215versión On-line ISSN 2176-6223
Resumen
SOUSA, Amauri Mesquita de; CABRAL, Marcos Vinicius Afonso y ARAUJO, José Augusto Carvalho de. Vigilância em doenças tropicais e práticas de enfermagem na Amazônia: modelagem climática e inovações científicas para a saúde em tempos de mudanças globais. Rev Pan-Amaz Saude [online]. 2025, vol.16, e202501743. Epub 07-Nov-2025. ISSN 2176-6215. http://dx.doi.org/10.5123/s2176-6223202501743.
OBJETIVO:
Sintetizar as evidências científicas sobre a aplicação da modelagem climática na vigilância de doenças tropicais na Amazônia, com ênfase no papel da enfermagem, visando compreender como os avanços tecnológicos podem ser traduzidos em práticas de cuidado territorializadas e humanizadas.
MATERIAIS E MÉTODOS:
Seguindo as diretrizes PRISMA, foram analisados 48 estudos publicados entre 2013 e 2023, recuperados das bases PubMed, Scopus, Web of Science, LILACS e SciELO, utilizando combinações de descritores relacionados a clima, doenças tropicais e enfermagem. A qualidade metodológica foi avaliada por ferramentas como a Newcastle-Ottawa Scale e o JBI Critical Appraisal Checklist.
RESULTADOS:
Os achados revelaram que a maioria das pesquisas concentrou-se em malária (45,8%), dengue (29,2%) e leishmaniose (16,7%), utilizando predominantemente variáveis climáticas como temperatura e precipitação. Apenas 18,8% dos estudos descreveram intervenções de enfermagem baseadas em evidências climáticas, destacando-se protocolos de notificação ampliada e educação comunitária. Barreiras significativas incluíram a fragmentação dos sistemas de vigilância (56,3%), a escassa capacitação profissional (39,6%) e a desconexão entre modelos preditivos e realidades locais.
CONCLUSÃO:
Apesar do potencial da modelagem climática para antecipar cenários de risco, sua integração à prática de enfermagem na Amazônia permanece incipiente, exigindo abordagens transdisciplinares que articulem precisão científica, saberes tradicionais e equidade em saúde. Recomenda-se o desenvolvimento de ferramentas participativas, a formação crítica de profissionais e políticas públicas sensíveis às diversidades socioculturais da região, garantindo que as inovações tecnológicas fortaleçam, e não substituam, o cuidado humanizado em contextos de vulnerabilidade.
Palabras clave : Vigilância em saúde pública; Enfermagem; Mudança climática; Ecossistema Amazônico; Saúde pública; Epidemiologia.












