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Revista Pan-Amazônica de Saúde
versión impresa ISSN 2176-6215versión On-line ISSN 2176-6223
Resumen
FRANCO, Edna Cristina Santos; ATAIDE, Amanda Moutinho; PANTOJA, Ana Paula Ferreira y CHAVES, Danielle de Souza. Entre saberes e direitos: saúde, cultura e resistência nas comunidades quilombolas da Amazônia sob a perspectiva da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). Rev Pan-Amaz Saude [online]. 2025, vol.16, e202501753. Epub 11-Dic-2025. ISSN 2176-6215. http://dx.doi.org/10.5123/s2176-6223202501753.
OBJETIVO:
O presente estudo analisa as desigualdades em saúde enfrentadas por comunidades quilombolas da Amazônia brasileira, considerando determinantes sociais, barreiras de acesso, saberes tradicionais de cuidado e os desafios de implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).
MATERIAIS E MÉTODOS:
A pesquisa consistiu em uma revisão de literatura, com enfoque antropológico, abrangendo artigos científicos, documentos governamentais e multilaterais, além de livros que contextualizam aspectos históricos, legais e culturais. Os descritores utilizados foram: "quilombolas", "saúde pública", "antropologia médica", "políticas públicas em saúde" e "Amazônia".
RESULTADOS:
A saúde quilombola está intimamente ligada à territorialidade, espiritualidade e práticas ancestrais, sendo afetada por múltiplos determinantes sociais e estruturais. A precariedade no acesso aos serviços básicos de saúde, invisibilidade estatística e racismo institucional são barreiras significativas à efetivação da equidade. A pesquisa evidencia ainda a centralidade dos saberes tradicionais e da resistência das mulheres quilombolas no cuidado em saúde. A discussão mostra que, embora a PNSIPN represente um avanço normativo importante, sua implementação é desigual, especialmente em áreas remotas da Amazônia, carecendo de estratégias territorializadas e interculturais.
CONCLUSÃO:
A promoção da saúde quilombola requer um olhar interdisciplinar, atento às singularidades culturais, históricas e territoriais, alinhados aos ODS 3 e ODS 10. A Antropologia médica oferece ferramentas para reconhecer e valorizar saberes tradicionais, promovendo diálogo intercultural e subsidiando políticas públicas mais inclusivas. A superação do racismo estrutural e a adoção de práticas que respeitem singularidades históricas, culturais e territoriais são essenciais para assegurar o direito à saúde integral dessas populações.
Palabras clave : Ecossistema Amazônico; Antropologia Médica; Quilombolas; Racismo Estrutural; Políticas de Saúde; Saúde das Minorias Étnicas.












