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Epidemiologia e Serviços de Saúde

versão impressa ISSN 1679-4974versão On-line ISSN 2337-9622

Epidemiol. Serv. Saúde v.12 n.1 Brasília mar. 2003

http://dx.doi.org/10.5123/S1679-49742003000100001 

EDITORIAL

 

A nova face da vigilância epidemiológica

 

 

Jarbas Barbosa da Silva Junior

Secretário de Vigilância em Saúde. Editor Geral

 

 

No mesmo ano em que a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) é criada para integrar a nova estrutura do Ministério da Saúde, lançamos a publicação Epidemiologia e Serviços de Saúde - revista do Sistema Único de Saúde do Brasil.

A SVS possibilitará uma ampliação do escopo da vigilância em saúde pública. Sua estrutura (re) unifica as áreas de vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis da esfera federal, que se encontravam, até o ano de 2002, dispersas entre distintos órgãos do Ministério da Saúde. Agora, as ações e programas anteriormente coordenados pelo Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI) da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) unem-se, sob a mesma gestão, aos programas de DST e aids, tuberculose, hanseníase e hepatites, antes subordinados à extinta Secretaria de Políticas de Saúde.

Além da unificação das áreas de prevenção e controle de doenças transmissíveis, a SVS apresenta, em sua estrutura, um novo departamento de análise de situação de saúde, que, entre outras atribuições, coordenará a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis e fatores de risco, visando subsidiar a adoção de ações de promoção da saúde para redução do seu atual impacto sobre a morbimortalidade do país; fomentará a realização de estudos e análises que construam um sistema permanente de monitoramento da situação de saúde e do perfil sanitário; e promoverá avaliações das ações, programas e políticas de saúde, para aumentar a eficiência do sistema.

A SVS também deverá fortalecer as ações de vigilância ambienta! em saúde, de forma a ampliar a capacidade de detectar riscos e liderar agendas multissetoriais que reduzam e evitem a exposição populacional aos fatores físicos, químicos e biológicos.

Um dos instrumentos da nova Secretaria, no exercício da sua missão de tornar público o conhecimento epidemiológico, é o periódico Epidemiologia e Serviços de Saúde. O presente lançamento da sua primeira edição, neste final do ano de 2003, sucede a trajetória do Informe Epidemiológico do SUS (IESUS) , mantendo praticamente o mesmo comitê editorial, secretaria executiva e corpo de relatores que foram os principais responsáveis pelo progresso e consolidação do IESUS nos últimos quatro anos. As mudanças de conteúdo e o crescimento da revista geraram a necessidade de adequar o seu título e formato, agora mais identificados com o papel de uma publicação que, mantendo o mesmo caráter e padrão científicos, é explicitamente voltada aos serviços de saúde.

Epidemiologia e Serviços de Saúde mantém a linha editorial do IESUS, dedicando-se à publicação de artigos originais nas seguintes linhas temáticas: avaliação de situação de saúde; estudos etiológicos; avaliação epidemiológica de serviços, programas e tecnologias; e avaliação da vigilância epidemiológica. Continuará com a divulgação de temas específicos em artigos de revisão, a republicação de artigos relevantes -originalmente editados por outras fontes -, cuja divulgação seja de interesse para o Sistema Único de Saúde. (SUS). A maior novidade ficará por conta de seções de entrevistas e debates, fomentando a discussão e a reflexão sobre questões atuais para os profissionais de saúde.

Este primeiro número da revista divulga artigo de revisão de Luna e colaboradores1 sobre um agravo emergente nas Américas -a Encefalite do Nilo Ocidental-, trazendo dados históricos de distribuição do seu agente e seus reservatórios, as suas características clínicas e epidemiológicas e a proposição de estratégias de vigilância adequadas à realidade do país. O artigo de Teixeira e colaboradores2 é republicado graças à sua extrema relevância para os serviços de vigilância, ao discutir o uso de áreas sentinelas como uma nova estratégia de coleta de informações pelos sistemas locais de saúde. O artigo original de Gouveia e colaboradores3 divulga dados de pesquisa demandada pelo CENEPI em 1999, constituindo um importante diagnóstico de saúde, capaz de orientar as ações para o controle dos níveis de poluição atmosférica nas grandes cidades brasileiras, uma das prioridades da atual vigilância ambienta. No segundo artigo original deste número, Barros e Chaves4 ao analisarem o processo de reorganização das ações de saúde bucal em municípios sob gestão plena do SUS utilizando dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIASUS) , propõem uma estratégia metodológica para avaliação da atenção odontológica.

Selecionados pelo seu caráter e temática, os quatro artigos cumprem o principal objetivo da revista: divulgar temas relevantes que contribuam para o desenvolvimento das ações de epidemiologia, prevenção e controle nos serviços do sistema de saúde, uma das atribuições do gestor federal. Confiamos que eles inaugurem uma promissora e brilhante trajetória para a Epidemiologia e Serviços de Saúde.

 

Referências bibliográficas

1. Luna EJA, Pereira LE, Souza, RP. Encefalite do Nilo Ocidental: nossa próxima epidemia?. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2003; 12(1):7-19.

2. Teixeira MG, Barreto ML, Costa MCN, Strina A, Martins Jr. D, Prado M. Áreas Sentinelas: uma estratégia de monitoramento em Saúde Pública. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2003; 12(1):21-28.

3. Gouveia N, Mendonça GAS, Leon AP, Correia JEM, Junger WL, Freitas CU, Daumas RP, Martins LC, Giussepe L, Conceição GMS, Manerich A, Cunha-Cruz J. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2003; 12(1):29-40.

4. Barros SG, Chaves SCL. A utilização do sistema de informações ambulatoriais (SIA-SUS) como instrumento para caracterização das ações de saúde bucal. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2003; 12(1):41-51. var gaJsHost = (("https:" == document.location.protocol) ? "https://ssl." : "http://www."); document.write(unescape("%3Cscript src='" + gaJsHost + "google-analytics.com/ga.js' type='text/javascript'%3E%3C/script%3E"));