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Epidemiologia e Serviços de Saúde

versión impresa ISSN 1679-4974versión On-line ISSN 2237-9622

Epidemiol. Serv. Saúde vol.30 no.1 Brasília mar. 2021  Epub 31-Ene-2021

http://dx.doi.org/10.1590/s1679-49742021000100009 

Artigo Original

Prevalência e fatores associados à hipertensão arterial em adultos residentes em Senador Canedo, Goiás: estudo de base populacional, 2016*

Prevalencia y factores asociados con la hipertensión arterial en adultos que viven en Senador Canedo, Goiás, Brasil: estudio de base poblacional, 2016

Gabriela Silvério Bazílio (orcid: 0000-0001-7070-2612)1  , Rafael Alves Guimarães (orcid: 0000-0001-5171-7958)1  , Gabriela de Morais Pedroso Ribeiro (orcid: 0000-0002-5464-3760)2  , Fabricio de Oliveira Morais (orcid: 0000-0002-2446-9271)2  , Rogers Kazuo Rodrigues Yamamoto (orcid: 0000-0002-1634-4081)1  , Regina Tomie Ivata Bernal (orcid: 0000-0002-7917-3857)3  , Otaliba Libânio de Morais Neto (orcid: 0000-0002-3786-318X)1 

1Universidade Federal de Goiás, Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, Goiânia, GO, Brasil

2Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Medicina, Goiânia, GO, Brasil

3Universidade de São Paulo, Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde, São Paulo, SP, Brasil

Resumo

Objetivo

Estimar a prevalência e fatores associados à hipertensão em adultos de Senador Canedo, Goiás, Brasil, no ano de 2016.

Métodos

Inquérito transversal, de base populacional, com amostragem por conglomerados em três estágios. Foi aplicado questionário e realizadas aferições de peso, altura, circunferência da cintura, pressão arterial e dosagem do colesterol total. Empregou-se regressão de Poisson para estimar razões de prevalências (RP) e intervalos de confiança de 95% (IC95%).

Resultados

Nos 709 participantes, a prevalência de hipertensão foi de 23,6% (IC95% 19,3;28,6). Os fatores associados foram: inativos no lazer (RP=1,7 - IC95% 1,1;2,5); circunferência de cintura aumentada (RP=5,9 - IC95% 3,6;9,6); hipercolesterolemia (RP=2,6 - IC95% 1,3;5,2); e idade ≥60 anos (RP=2,9 - IC95% 1,3;6,2).

Conclusão

A prevalência de hipertensão foi inferior à descrita para o Brasil em 2013. Inatividade física, acúmulo de gordura abdominal e idade foram fatores associados à hipertensão.

Palavras-chave: Hipertensão; Fatores de Risco; Doença Crônica; Inquéritos Epidemiológicos; Prevalência

Resumen

Objetivo

Estimar la prevalencia y los factores asociados con la hipertensión en adultos de Senador Canedo, Goiás, Brasil, en el año 2016.

Métodos

Encuesta con muestreo por conglomerados en tres etapas. Se aplicó cuestionario y evaluaron medidas de peso, altura, circunferencia de cintura, presión arterial y colesterol total. La regresión de Poisson se usó para estimar las razones de prevalencia (RP) y los intervalos de confianza del 95% (IC95%).

Resultados

Entre los 709 participantes, la prevalencia de hipertensión fue del 23,6% (IC95% 19,3; 28,6). Los factores asociados fueron: inactivo en el tiempo libre (RP=1,6 - IC95% 1,1; 2,5); aumento de la circunferencia de la cintura (RP=1,7 - IC95% 1,1;2,5); hipercolesterolemia (RP=5,9 - IC95% 3,6;9,6); y edad ≥60 años (RP=2,9 - IC95% 1,3;6,2).

Conclusión

La prevalencia de hipertensión fue menor que la descrita para Brasil en 2013. La inactividad física, la acumulación de grasa abdominal y la edad fueron factores asociados con la hipertensión.

Palabras clave: Hipertensión; Factores de Riesgo; Enfermedad Crónica; Encuestas Epidemiológicas; Prevalencia

Introdução

A hipertensão arterial (HA), uma doença de relevância mundial, representa um dos mais prevalentes agravos de Saúde Pública, além de estar amplamente associada com o aumento do risco de desfechos negativos, tais como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica, acidente vascular encefálico e doença renal crônica.1 Essa associação contribui para que a HA seja uma das principais causas de diminuição da qualidade e expectativa de vida, associada a óbitos prematuros e incapacidades. O estudo ‘Global Burden of Disease’ estimou que a pressão arterial (PA) elevada contribuiu para 211,8 milhões dos anos de vida perdidos por incapacidade em 2015.2 Estima-se que 25% da população mundial esteja vivendo com HA e projeta-se um aumento de 60,0% do número de casos até 2025.3 Na Região das Américas, estima-se uma prevalência da doença de 35,0% entre adultos maiores de 24 anos. No Brasil, a frequência autorreferida de HA é estimada em 21,4%.4

Os fatores de risco para HA são múltiplos e compartilhados. Eles são classificados em não modificáveis, como idade, sexo, raça/cor da pele e antecedente familiar de HA, e modificáveis, que incluem o tabagismo, consumo abusivo de álcool, comportamentos alimentares inadequados (consumo excessivo de gordura saturada e sal de cozinha), sobrepeso, obesidade e obesidade central/abdominal.1, 5 Outrossim, distúrbios metabólicos, como diabetes mellitus e dislipidemias, são importantes determinantes para o desenvolvimento da HA.1

A principal meta para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) encontra-se na redução dos fatores de risco modificáveis associados a essas doenças, principalmente as doenças do aparelho circulatório. Para isso, faz-se necessária a monitorização da tendência das DCNT, bem como de seus fatores de risco.5, 6

Inquéritos populacionais com o propósito de prevalência das DCNT e seus fatores de risco na população são importantes para o monitoramento e avaliação de intervenções destinadas ao enfrentamento dessas doenças, nas esferas nacional, estadual e municipal da gestão da Saúde. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) são as principais estratégias de monitoramento desses agravos e seus determinantes.7, 8 Esses inquéritos refletem a realidade dos estados e das capitais. Poucos estudos buscam avaliar esses fatores em cidades com menores densidades populacionais, de forma a orientar as políticas locais de vigilância, prevenção das DCNT e promoção da saúde, como também de cuidado integral aos portadores de DCNT nesses municípios. O presente estudo teve como objetivo estimar a prevalência e os fatores associados à HA na população adulta residente em Senador Canedo, munícipio de médio porte do estado de Goiás, região Centro-Oeste do Brasil.

Métodos

Trata-se de um inquérito transversal de base populacional, conduzido na cidade de Senador Canedo, estado de Goiás, Centro-Oeste do Brasil. O município está situado na região metropolitana de Goiânia, capital do estado de Goiás, e contava uma população estimada de 95.018 habitantes e índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,701 no ano de 2010.

A amostra do estudo foi composta por indivíduos adultos (idade igual ou superior a 18 anos) residentes em domicílios particulares permanentes, localizados na área urbana de Senador Canedo. Em cada domicílio, todos os indivíduos da faixa etária de interesse eram considerados elegíveis, à exceção daqueles com alguma incapacidade física e/ou mental que os impedisse de responder ao questionário. Para a definição do tamanho da amostra (n), realizou-se o cálculo amostral consoante os seguintes parâmetros: população estimada de 95.018 indivíduos; prevalência esperada de HA na população brasileira de 22,8%;4 precisão de 5,0%; nível de confiança de 95,0%; e efeito de delineamento de 1,5.9 Assim, a amostra mínima foi de 400 participantes.

O plano amostral utilizado foi por conglomerado em três estágios: a unidade primária de amostragem consistiu dos setores censitários urbanos; a unidade secundária, os domicílios; e a unidade terciária foi constituída pelos residentes adultos (≥18 anos).8 Foi realizada amostragem aleatória sistemática para seleção das unidades primária e secundária. Para a seleção da unidade terciária, realizou-se amostragem probabilística aleatória simples, por meio de sorteio.

Os domicílios foram visitados por entrevistadores treinados. Ao menos três tentativas de contato em cada domicílio amostrado foram feitas, em dias alternados, incluindo final de semana. Nenhum substituto foi usado.

Os dados foram obtidos por entrevistas domiciliares, realizadas entre maio e dezembro de 2016, em três etapas: (i) aplicação do questionário da pesquisa; (ii) aferição das medidas (PA; peso; altura; circunferência da cintura); e (iii) coleta de sangue venoso, para dosagem de colesterol total.

Foram recrutados entrevistadores profissionais de saúde (enfermeiros e biomédicos), com capacidade técnica de aferição de PA e coleta de sangue, além do que todos receberam treinamento sobre todas as etapas da coleta de dados. Para garantir a qualidade da coleta, ademais, foram feitos testes prévios de calibração dos entrevistadores.

Utilizou-se o questionário padronizado da PNS para a coleta dos dados sociodemográficos, condições de saúde, hábitos de vida e potenciais fatores de risco/proteção para as DCNT.4

As aferições antropométricas foram realizadas em duplicata, utilizando-se de balança eletrônica portátil, estadiômetro portátil e trena antropométrica, sendo considerada a média das duas medidas.

A PA foi aferida no braço esquerdo dos participantes sentados, com um manguito de tamanho adequado e medidor digital, sendo considerada a média de três medidas obtidas.

As amostras de sangue venoso foram coletadas para dosagem do colesterol total.

A variável dependente analisada foi a HA. Foram considerados hipertensos aqueles que autorrelataram diagnóstico médico de HA, obtido mediante (i) a proposição da questão “Algum médico já lhe deu o diagnóstico de hipertensão arterial (pressão alta)?4 e/ou (ii) o cálculo da média das três medidas da PA sistólica ≥140 mmHg ou PA diastólica ≥90 mmHg no momento da entrevista.10, 11 Com essa estratégia, incluíram-se na variável de interesse os indivíduos não classificados como hipertensos na aferição da PA, por estarem em uso de medicação anti-hipertensiva e apresentarem a medida da PA normalizada (embora possuíssem diagnóstico médico de HA), que se somaram aos que não possuíam diagnóstico médico de HA mas foram classificados como hipertensos na mensuração da PA.

As variáveis independentes analisadas corresponderam aos principais fatores associados a HA descritos da literatura. Foram consideradas as variáveis descritas a seguir:

  1. Sociodemográficas

    - Sexo (masculino; feminino);

    - Idade (em anos: <60; ≥60);

    - Raça/cor da pele (autodeclarada: branca; preta; parda; outras [amarela ou indígena]);

    - Estado marital (vive com cônjuge: vive sem cônjuge);

    - Escolaridade (ensino superior ou ensino médio completo; ensino médio incompleto ou ensino fundamental completo; sem instrução ou ensino fundamental incompleto).

  2. Hábitos alimentares

    - Consumo recomendado de frutas e hortaliças (definido como o consumo diário de cinco ou mais porções desses alimentos: não; sim);12

    - Consumo de carne ou frango com excesso de gordura (definido como o consumo autorreferido de carne com excesso de gordura visível ou frango com pele: não; sim);12

    - Consumo elevado de sal (definido como consumo autorreferido ‘alto’ ou ‘muito alto’: não; sim).12

  3. Uso de álcool e tabaco

    - Uso abusivo de álcool nos últimos 30 dias (consumo de cinco ou mais doses em uma única ocasião, para homens; consumo de quatro ou mais doses em uma única ocasião, para mulheres [não; sim]);12

    - Uso de tabaco (estratificado em três categorias: não fumante [indivíduo que nunca fumou produtos derivados do tabaco]; ex-fumante [fumante de produtos derivados do tabaco no passado]; fumante atual [fumante atual de produtos derivados do tabaco]).

  4. Atividade física no lazer

    - Participantes que referiram prática de no mínimo 150 minutos semanais de exercícios moderados ou pelo menos 75 minutos semanais de exercícios vigorosos no lazer.13

  5. Estado nutricional e circunferência da cintura

    - Circunferência da cintura aumentada (avaliada pelo cálculo da média de duas aferições da circunferência da cintura, sendo considerada cintura aumentada: valores maiores ou iguais a 88cm de circunferência, para as mulheres; e valores maiores ou iguais a 102cm, para os homens);14

    - Estado nutricional (avaliado pelo índice de massa corporal [IMC], calculado pela relação peso/altura2: normal ou eutrófico [IMC: 18,5 a 24,9kg/m2]; sobrepeso [IMC: 25,0 a 29,9kg/m2]; obeso [IMC: ≥30kg/m2]).15

  6. Hipercolesterolemia

    Foi mensurada pelo colesterol total e autorreferido. Foram considerados indivíduos com hipercolesterolemia os que referiram diagnóstico médico de colesterol alto ao responder (i) ‘Sim’ à questão “Algum médico já lhe deu o diagnóstico de colesterol alto?” e/ou (ii) obtiveram a dosagem de colesterol total maior ou igual a 200mg/dL.16

Para corrigir possíveis vícios de resposta, dadas as características da amostragem por conglomerados, foram calculados pesos de pós-estratificação.17 O método utilizado para a construção dos pesos foi o rake, mediante uso das variáveis ‘idade’ e ‘sexo’. Foram calculados pesos de delineamento e de pós-estratificação por idade e sexo, com o auxílio do pacote estatístico SAS, utilizando-se a macro rakinge.sas e a distribuição da população do Censo de 2010.17, 18 Este método estatístico permite que sejam feitas comparações entre a amostra e a população para cada variável sociodemográfica selecionada, que resulta da criação dos pesos.18

As análises foram realizadas com o uso do software STATA, versão 14.0, utilizando o módulo de amostra complexa (survey). Inicialmente, aplicou-se o método de regressão de Poisson bruto com cálculo das razões de prevalência (RP), para estabelecer as potenciais associações entre o desfecho e as variáveis independentes analisadas. O valor de p≤0,20 na análise bruta foi o ponto de corte de escolha, para inclusão das variáveis na regressão logística múltipla de Poisson; foram consideradas estatisticamente associadas as variáveis que apresentaram valores de p<0,05 no modelo final.

A entrevista foi realizada após a obtenção do consentimento, por escrito, dos participantes. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Goiás (CEP/UFG): Parecer nº 1.369.638, emitido em 15 de dezembro de 2015; Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) nº 50285015.5.0000.5083.

Resultados

Foram sorteados 1.393 domicílios, dos quais 603 participaram do estudo, totalizando 709 indivíduos na amostra. Houve, portanto, uma perda de 57% dos domicílios, o que motivou o uso do peso de pós-estratificação para corrigir a elevada proporção de perdas. Após o cálculo dos pesos pós-estratificação, o sexo feminino representou 50,7% da amostra.

Do total de participantes, 16,6% (IC95% 13,8;19,7) relataram ter HA diagnosticada por um médico e 13,2% (IC95% 10,7;16,1) apresentaram pressão arterial elevada (≥140/90 mmHg) no momento da entrevista; destes, 54,0% (IC95% 41,1;66,4) relataram não ter diagnóstico médico de hipertensão. Considerando-se a definição adotada neste estudo, a prevalência global de HA foi de 23,6% (IC95% 19,3;28,6) (Tabela 1).

Tabela 1 Prevalência e razão de prevalências de hipertensão arterial segundo variáveis independentes, Senador Canedo, Goiás, 2016 

Variável Prevalência de HAa
% IC95%b
Escolaridade
Ensino médio completo, ensino superior incompleto e superior completo 250 14,0 (9,9;19,4)
Ensino fundamental completo e ensino médio incompleto 160 21,6 (15,0;30,1)
Sem instrução e ensino fundamental incompleto 298 36,4 (28,3;45,3)
Estado marital
Não 212 20,8 (14,7;28,6)
Sim 488 24,7 (19,8;30,3)
Raça/cor da pele (autodeclarada)
Branca 173 27,0 (19,7;30,9)
Preta 62 21,0 (11,1;36,2)
Parda 439 23,6 (18,3;29,7)
Outras 26 15,5 (7,8;28,5)
Consumo de carne ou frango com excesso de gordura
Não 381 23,4 (18,4;29,2)
Sim 328 23,9 (18,5;30,4)
Consumo elevado de sal
Não 204 35,3 (25,6;46,5)
Sim 504 20,3 (16,2;25,1)
Consumo recomendado de hortaliças e frutas
Não 389 22,1 (17,0;28,2)
Sim 320 25,6 (19,1;33,4)
Atividade física no lazer
Ativo 131 14,4 (10,2;20,0)
Inativo 578 26,2 (21,4;31,9)
Consumo abusivo de álcool
Não 573 24,4 (19,0;30,8)
Sim 134 21,2 (15,8;28,0)
Tabagismo
Nunca fumou 438 19,2 (15,1;24,2)
Ex-fumante 142 37,7 (27,3;49,4)
Fumante 111 26,6 (18,3;37,0)
Estado nutricional
Eutrófico 239 14,7 (10,1;20,8)
Sobrepeso 255 24,6 (18,0;32,7)
Obesidade 192 37,9 (28,0;48,8)
Circunferência da cintura
Normal 408 14,8 (11,2;19.4)
Aumentada 280 40,5 (30,9;50,9)
Hipercolesterolemia
Não 505 19,2 (15,3;23,9)
Sim 194 41,6 (32,2;51,6)
Sexo
Feminino 438 26,0 (20,2;32,7)
Masculino 271 21,2 (16,2;27,3)
Idade (anos)
<60 606 18,9 (15,2;23,2)
≥60 103 76,6 (67,5;83,8)

Notas: a) IC95%: intervalo de confiança de 95%; b) Apenas para mulheres que realizaram parto vaginal; c) MNF: medida não farmacológica.

Na análise bruta, os seguintes fatores foram associados ao desfecho: idade ≥60 anos (RP=4,1 - IC95% 3,2;5,1), ensino fundamental completo ou ensino médio incompleto (RP=1,5 - IC95% 1,1;2,2), sem instrução ou ensino fundamental incompleto (RP=2,6 - IC95% 1,8;3,8), inatividade física no lazer (RP=1,8 - IC95% 1,3;2,6), tabagismo anterior (RP=2,0 - IC95% 1,4;2,8), circunferência abdominal aumentada (RP=2,7 - IC95% 1,9;3,8), sobrepeso (RP=1,7 - IC95% 1,1; 2,6), obesidade (RP=2,6 - IC95% 1,7;3,8) e hipercolesterolemia (RP=2,2 - IC95% 1,7;2,8) (Tabela 2).

Tabela 2 Razões de prevalências brutas e ajustadas segundo variáveis de interesse, Senador Canedo, Goiás, 2016 

Variável Análise bivariada p-valorc Análise multivariável p-valor
RPa IC95%b RPa IC95%b
Escolaridade
Ensino médio completo, ensino superior incompleto e superior completo 1,0 1,0
Ensino fundamental completo e ensino médio incompleto 1,5 (1,1;2,2) <0,001 1,3 (0,9;1,9) 0,099
Sem instrução e ensino fundamental incompleto 2,6 (1,8;3,8) 1,6 (0,9;2,7)
Estado marital
Não 1,0
Sim 1,2 (0,8;1,7) 0,335 - - -
Raça/cor da pele (autodeclarada)
Branca 1,0
Preta 0,8 (0,4;1,6) 0,272 - -
Parda 0,9 (0,6;1,2) -
Outras 0,6 (0,3;1,2)
Consumo de carne ou frango com excesso de gordura
Não 1,0
Sim 1,0 (0,8;1,3) 0,853 - - -
Consumo elevado de sal
Não 1,0
Sim 0,9 (0,5;1,3) 0,512 - - -
Consumo recomendado de hortaliças e frutas
Não 1,0
Sim 1,2 (0,8;1,6) 0,406 - - -
Atividade física no lazer
Ativo 1,0
Inativo 1,8 (1,3;2,6) <0,001 1,7 (1,1;2,5) 0,018
Consumo abusivo de álcool
Não 1,0
Sim 0,9 (0,6;1,3) 0,445 - - -
Tabagismo
Nunca fumou 1,0 1,0
Ex-fumante 2,0 (1,4;2,8) 0,003 1,1 (0,7;1,5) 0,241
Fumante 1,4 (1,0;1,9) 1,3 (0,9;1,9)
Estado nutricional
Eutrófico 1,0 1,0
Sobrepeso 1,7 (1,1;2,6) <0,001 1,6 (0,7;3,4) 0,898
Obesidade 2,6 (1,7;3,8) 1,1 (0,3;4,2)
Circunferência da cintura
Normal 1,0
Aumentada 2,7 (1,9;3,8) <0,001 5,9 (3,6;9,6) <0,001
Hipercolesterolemia
Não 1,0
Sim 2,2 (1,7;2,8) <0,001 2,6 (1,3;5,2) 0,009
Sexo
Feminino 1,0
Masculino 0,8 (0,6;1,1) 0,211 - - -
Idade (anos)
<60 1,0
≥60 4,1 (3,2 5,1) <0,001 2,9 (1,3;6,2) 0,010

Notas: a) RP: razão de prevalências; b) IC95%: intervalo de confiança de 95%; c) p: valor de p no teste de Wald.

No modelo final ajustado, verificou-se que os seguintes fatores mantiveram associação significativa com HA: inatividade física no lazer (RP=1,7 - IC95% 1,1;2,5), circunferência de cintura aumentada (RP=5,9 - IC95% 3,6;9,6), hipercolesterolemia (RP=2,6 - IC95% 1,3;5,2) e idade ≥60 anos (RP=2,9 - IC95% 1,3;6,2) (Tabela 2).

Discussão

No presente estudo, a prevalência de hipertensão autorreferida foi de 16,6% - IC95% 13,8;19,7 -, inferior às estimadas no estudo do Vigitel 2013 (24,1% - IC95% 23,4;24,8)19 e na PNS (21,4% - IC95% 20,8;22,0) em 2013,4 ambos conduzidos na população adulta brasileira. A frequência foi inferior à descrita para a região Centro-Oeste (21,2% - IC95% 20,0;22,4)4 e semelhante à de Goiás na PNS (19,6% - IC95% 17,6;21,6).4 Considerando-se o critério de classificação da HA medida e/ou referida, a prevalência da doença também foi inferior à observada para o Brasil como um todo (32,3% - IC95% 31,7;33,0) e Goiás, 30,8% (IC95% 27,3;34,6) sobre dados colhidos na PNS 2013.20

O resultado demonstra que, para a população estudada, o critério de classificação dos hipertensos, utilizando-se ambos os critérios (PA medida por instrumento e/ou relato de diagnóstico médico), fez crescer os dados de prevalência da doença. Entre os entrevistados que apresentaram PA elevada, 54,0% (IC95% 41,1;66,4) não tinham diagnóstico médico. Utilizar apenas questionários com medidas autorreferidas para acompanhamento e avaliação da prevalência da HA podem resultar em subestimação da prevalência da doença na população.7, 20

Nesse estudo, verificou-se associação com a idade ≥60 anos, corroborando resultados de outras investigações.19, 21 Além da exposição a múltiplos fatores de risco, ao longo da vida, o envelhecimento leva a alterações próprias, que tornam o indivíduo mais propenso ao desenvolvimento da HA, incluindo alterações vasculares da aorta, enrijecimento do tecido conjuntivo, depósito de lipídios e cálcio nas paredes dos vasos e aumento da resistência vascular.22

A prática regular de atividade física é um importante fator de proteção para o desenvolvimento de diversas DCNT.23 A associação significativa entre hipertensão e a inatividade física no lazer foi amplamente descrita na literatura.23, 24 A atividade física regular promove a diminuição da resistência vascular e da rigidez arterial, da inflamação, redução do peso corporal, e aumenta o diâmetro das artérias, contribuindo para prevenção da HA.24, 25

A circunferência da cintura aumentada foi fortemente associada à HA. De fato, estudos têm mostrado que a obesidade abdominal está mais fortemente associada com os níveis de PA do que apenas o aumento de peso total.26, 27 Os achados deste trabalho reforçam a hipótese da maior importância da obesidade abdominal como fator de risco para HA.

Observou-se associação da HA com a hipercolesterolemia, corroborando resultados de outros estudos observacionais.28, 29 As dislipidemias e a pressão alta possuem mecanismos fisiopatológicos comuns, que contribuem para o processo de aterogênese. A hipercolesterolemia atua diretamente no endotélio vascular, resultando no enrijecimento do vaso e consequente aumento da pressão do fluxo sanguíneo.30

O estudo apresenta limitações metodológicas relacionadas à complexidade do processo de amostragem por conglomerados. A primeira foi a taxa de resposta dos domicílios, inferior ao esperado, apesar de ter-se obtido quantidade de participantes com poder estatístico para análise. A maior dificuldade encontrada para a entrevista foi o número de residências encontradas fechadas, mesmo sendo feitas, para cada domicílio, três visitas em dias e horários distintos e, obrigatoriamente, uma das visitas aos sábados. Outras limitações são relativas à coleta de dados por meio de um questionário que apresentou perguntas de difícil compreensão para alguns participantes, no módulo de características de educação, sendo necessário que o entrevistador reformulasse algumas perguntas na hora da entrevista.

O viés de recordatório também é uma importante limitação do estudo, visto que o questionário é extenso nos aspectos de hábitos de vida, utilização de serviço de saúde, morbidade referida e outros dados coletados. A natureza transversal do estudo não permite o estabelecimento da temporalidade na associação entre as variáveis. Além disso, por se tratar de um estudo transversal, realizado em período curto e determinado, casos prevalentes observados tendem a excluir óbitos precoces, superestimando casos de mais longa sobrevida, o que caracteriza o viés de sobrevivência.

Apesar das limitações, este foi o primeiro estudo realizado no município e no interior do estado de Goiás, utilizando o mesmo questionário aplicado pela PNS 2013. Os métodos estatísticos adotados minimizaram os vieses da amostra, visto que os resultados são coerentes com investigações publicadas anteriormente. Além disso, a utilização da aferição da pressão arterial, das medidas da circunferência da cintura e a realização do exame de colesterol foram importantes para as estimativas dessas variáveis, de forma mais qualificada do que apenas o critério das prevalências autorreferidas. A prevalência da HA na população adulta deve ser um direcionador dos modelos de atenção à saúde voltados para as DCNT, com foco em intervenções sobre o controle do peso e consequente diminuição do acúmulo de gordura na região abdominal, controle dos níveis de colesterol, prática regular de exercícios físicos, cuidado integral por parte da equipe multiprofissional, vigilância das doenças e dos fatores de risco e promoção da saúde.

As altas prevalências de sobrepeso, obesidade e obesidade abdominal, além da inatividade física, refletem a realidade de Senador Canedo, e do Brasil, como descrito em outros inquéritos nacionais e regionais, o que pode ser reflexo de falhas nos programas voltados à promoção da saúde e prevenção das DCNT.

Os gestores da Saúde no município devem propor intervenções de enfrentamento das DCNT e suscitar uma articulação local, na orientação de ações principalmente relacionadas ao fortalecimento das equipes de Saúde da Família e da Atenção Básica mais ampla, para que promovam a segurança alimentar, a atividade física e, assim, contribuam para o empoderamento da população diante do desafio de se buscar opções mais saudáveis, no sentido de se reduzir a carga da hipertensão e de outras DCNT no município.

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Recebido: 12 de Setembro de 2019; Aceito: 21 de Maio de 2020

Endereço para correspondência: Gabriela Silvério Bazílio - Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, Departamento de Saúde Coletiva, Rua 235, s/n, sala 409, Setor Universitário, Goiânia, GO, Brasil. CEP: 74605-050. E-mail: biomedicagabriela@gmail.com

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Pesquisa baseada em dissertação de mestrado de Gabriela Silvério Bazílio, intitulada ‘Prevalência de Doenças Crônicas não Transmissíveis e seus fatores de risco e determinação de fatores associados à hipertensão arterial sistêmica no município de Senador Canedo, Goiás’, apresentada junto ao Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, da Universidade Federal de Goiás, em 2017.

Contribuição dos autores

Bazílio GS, Guimarães RA, Morais Neto OL, Ribeiro GMP, Morais FO e Yamamoto RKR contribuíram na concepção e delineamento do artigo, análise e interpretação dos dados e redação da primeira versão do manuscrito, sua análise e revisão final. Bernal RTI contribuiu na análise e interpretação dos dados e revisão crítica do manuscrito. Todos os autores aprovaram a versão final e são responsáveis por todos os aspectos do trabalho, incluindo a garantia de sua precisão e integridade.

Editor associado

Bruno Pereira Nunes - orcid.org/0000-0002-4496-4122

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