SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.2 número2Caracterização molecular do parvovirus humano B19 associado com neuromieliteDistribuição, diversidade e biologia de flebotomíneos (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) da área do campus da Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Estado do Amazonas, Brasil índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

  • Não possue artigos citadosCitado por SciELO

Links relacionados

  • Não possue artigos similaresSimilares em SciELO

Compartilhar


Revista Pan-Amazônica de Saúde

versão impressa ISSN 2176-6223versão On-line ISSN 2176-6223

Rev Pan-Amaz Saude v.2 n.2 Ananindeua jun. 2011

http://dx.doi.org/10.5123/S2176-62232011000200011 

RESUMO DE TESE E DISSERTAÇÃO | SUMMARY OF THESIS AND DISSERTATION | RESUMEN DE TESIS Y DISERTACIÓN

 

Variação mensal e infecção natural em Lutzomyia umbratilis Ward & Fraiha, 1977, Lutzomyia anduzei Rozeboom, 1942, Lutzomyia flaviscutellata Mangabeira, 1942 e Lutzomyia olmeca nociva Young & Arias, 1982 (Diptera: Psychodidae) por tripanosomatídeos (Kinetoplastida: Trypanosomatidae) em área de treinamento militar na Amazônia, Amazonas, Brasil*

 

Monthly variation and natural infection in Lutzomyia umbratilis Fraiha & Ward, 1977, Lutzomyia anduzei Rozeboom, 1942, Lutzomyia flaviscutellata Mangabeira, 1942 and Lutzomyia olmeca nociva Young & Arias, 1982 (Diptera: Psychodidae) with trypanosomatids (Kinetoplastida: Trypanosomatidae) in the training area military in the Amazon, Amazonas, Brazil

 

Variación mensual y la infección natural en Lutzomyia umbratilis Fraiha & Ward, 1977, Lutzomyia anduzei Rozeboom de 1942, Lutzomyia flaviscutellata Mangabeira, 1942 y Lutzomyia olmeca nociva Young & Arias, 1982 (Diptera: Psychodidae) en tripanosomátidos (Kinetoplastida: Trypanosomatidae) en el área de formación militares en el Amazonas, Amazonas, Brasil

 

 

Luís Henrique Monteiro GomesI; Antonia Maria Ramos FrancoII

IPrograma de Pós-Graduação em Entomologia, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Amazonas, Brasil
IILaboratório de Leishmaniose e Doença de Chagas, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Amazonas, Brasil

Endereço para correspondência
Correspondence
Dirección para correspondencia

 

 


INTRODUÇÃO: Na área de reserva militar localizada entre os quilômetros 54 e 70 da Rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara) Amazonas, localizam-se cinco bases de treinamento militares (BIBR, BI1, BI2, BI3 e BI4) onde casos de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) tem sido notificados.
OBJETIVO: i) Verificar a variação mensal de Lutzomyia umbratilis, L. anduzei, L. flaviscutellata e L. olmeca nociva, incriminadas na transmissão de LTA no Amazonas, além de suas distribuições nas bases de treinamento existentes na reserva militar; ii) avaliar a taxa de infecção natural por tripanosomatídeos em flebótomos nas áreas das bases militares.
MATERIAIS E MÉTODOS: Este estudo foi realizado entre março de 2002 a fevereiro de 2003. Os flebótomos foram capturados utilizando-se armadilhas luminosas do tipo CDC, aspiração em base de árvore e isca animal. O isolamento dos parasitos foi realizado em meio de cultura NNN ágar-sangue e em animais de laboratório susceptíveis (hamster).
RESULTADOS: Foram capturados 11.583 flebótomos, distribuídos em 58 espécies. As quatro espécies de vetores somaram 6.182 (53,3%), sendo L. umbratilis a mais abundante (4.293/69,4%), seguida de L. anduzei (890/14,4%), L. olmeca nociva (668/10,8%) e L. flaviscutellata (331/5,4%) que foi a única espécie coletada em todos meses. A base BI1 apresentou maior número de flebótomos capturados (2.573/47,6%), seguida da BIBR (1.496/27,6%), BI2 (899/16,6%), BI3 (366/6,8%) e BI4 (73/1,4%). Das 821 fêmeas dissecadas, 15 (1,96%) apresentaram infecção natural por tripanosomatídeos, envolvendo apenas a espécie L. umbratilis encontrada naturalmente infectada nas bases BI1 e BIBR. Não foi possível o transporte de animais experimentais para as áreas de coleta (bases militares), o que dificultou o isolamento direto dos flagelados. Não foi realizado o isolamento das formas promastigotas observadas nos tubos digestivos dos insetos, devido à contaminação dos meios de cultivo, impossibilitando a inoculação em animais experimentais.
CONCLUSÃO: A variação mensal das quatro espécies vetoras não se mostrou regular nestas áreas de treinamento e L. umbratilis foi a principal espécie suspeita de transmissão de LTA nesta reserva militar.

Palavras-chave: Insetos Vetores; Estudos de Séries Temporais; Trypanosomatina; Psychodidae; Leishmaniose.


 

Apoio Financeiro: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Centro de Instrução de Guerra na Selva e FAPEAM.

 

 

Correspondência / Correspondence / Correspondência:
Luís Henrique Monteiro Gomes
Rua 21, no 687, conjunto Castelo Branco
Bairro: Parque 10 de Novembro
CEP: 69055-390
Manaus-Amazonas-Brasil
E-mail:luis@inpa.gov.br

Recebido em / Received / Recibido en: 22/8/2010
Aceito em / Accepted / Aceito en: 12/4/2011

 

 

*Resumo de dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Entomologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/INPA, sob a orientação da profa. Dra. Antonia Maria Ramos Franco, para obtenção do título de Mestre em Ciências Biológicas, área de concentração em Entomologia, em 31 de julho de 2003. Manaus, Amazonas, Brasil.