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Revista Pan-Amazônica de Saúde

versão On-line ISSN 2176-6223

Rev Pan-Amaz Saude v.6 n.4 Ananindeua dez. 2015

 

http://dx.doi.org/10.5123/S2176-62232015000400005

ARTIGO ORIGINAL | ORIGINAL ARTICLE | ARTÍCULO ORIGINAL

 

Candidemia em unidade materno infantil de referência: aspectos clínico-epidemiológicos e fatores de risco em prematuros com peso inferior a 1.500 g

 

Candidemia in a reference center for maternal and infant health: clinical and epidemiological features and risk factors in premature infants weighing less than 1,500 g

 

Candidemia en unidad materno infantil de referencia: aspectos clínico-epidemiológicos y factores de riesgo en prematuros con peso inferior a 1.500 g

 

 

Aurimery Gomes ChermontI; Renata Aben-Athar RodriguesI; Felícia Benevides PraxedesI; Cristiane Akina MonmaII; Raísa Elena Tavares PinheiroII; Lígia Cristine Cardoso do NascimentoII

IUniversidade Federal do Pará, Belém, Pará, Brasil
IIUniversidade do Estado do Pará, Belém, Pará, Brasil

Endereço para correspondência
Correspondence
Dirección para correspondencia

 

 


RESUMO

A candidemia é a segunda infecção hospitalar que mais frequentemente piora o curso clínico dos prematuros, possuindo índices de mortalidade variando entre 15 e 59%. Portanto, o presente estudo teve como objetivo identificar aspectos clínico-epidemiológicos e fatores de risco para candidemia em pré-termos com peso ao nascer inferior a 1.500 g. Do total de 231 prontuários, estudou-se 22 de bebês com hemocultura positiva para Candida spp. no período de janeiro de 2008 a dezembro de 2012. Dos 22 prematuros que desenvolveram infecção, a espécie mais frequente foi Candida parapsilosis, acometendo 12 (54,5%) bebês. O peso ao nascer médio foi de 1.217 g, todos os recém-nascidos necessitaram de cateter venoso central e 21 (95%) de ventilação mecânica. Concluiu-se que ainda é baixa a frequência de candidíase invasiva no hospital estudado, porém com alta mortalidade em neonatos abaixo de 1.500 g que apresentaram como fatores de risco associados: presença de cateter venoso central, uso de ventilação mecânica e nutrição parenteral total.

Palavras-chave: Recém-Nascido de Muito Baixo Peso; Candidemia; Fatores de Risco.


ABSTRACT

Candidemia is the second hospital infection that worsens most frequently the clinical course of premature infant, with mortality rates ranging from 15 to 59%. Therefore, the current study aimed to identify clinical and epidemiological features and risk factors for candidemia in preterm infants with birth weight less than 1,500 g. Of the total of 231 records, 22 infants with positive blood culture for Candida spp. were studied in the period from January 2008 to December 2012. Of the 22 preterm infants who developed infection, the most frequent species was Candida parapsilosis affecting 12 (54.5%) babies. The average birth weight was 1,217 g, all newborns need a central venous catheter and 21 (95%) need a mechanical ventilation. It was concluded that the frequency of invasive candidiasis is still low in the studied hospital, but with high mortality in neonates below 1,500 g who presented as risk factors: the presence of central venous catheter, mechanical ventilation and total parenteral nutrition.

Keywords: Infant, Very Low Birth Weight; Candidemia; Risk Factors.


RESUMEN

La candidemia es la segunda infección hospitalaria que más frecuentemente empeora el curso clínico de los prematuros, con índices de mortalidad variando entre 15 y 59%. Por lo tanto, este estudio tuvo como objetivo identificar aspectos clínico-epidemiológicos y factores de riesgo para candidemia en pretérminos con peso al nacimiento, inferior a 1.500 g. Del total de 231 historiales, se estudiaron 22 de bebés con hemocultivo positivo para Candida spp. en el período de enero de 2008 a diciembre de 2012. De los 22 prematuros que desarrollaron infección, la especie más frecuente fue Candida parapsilosis acometiendo a 12 (54,5%) bebés. El peso medio al nacer fue de 1.217 g, todos los recién nacidos necesitaron de catéter venoso central y 21 (95%) de ventilación mecánica. Se concluyó que aún es baja la frecuencia de candidiasis invasora en el Hospital estudiado, aunque con alta tasa de mortalidad en neonatos por debajo de 1.500 g que presentaron como factores de riesgo asociados: presencia de catéter venoso central, uso de ventilación mecánica y nutrición parenteral total.

Palabras clave: Recién Nacido de Muy Bajo Peso; Candidemia; Factores de Riesgo.


 

 

INTRODUÇÃO

A infecção fúngica é uma condição frequente no período neonatal, acometendo, preferencialmente, os recém-nascidos de muito baixo peso submetidos a procedimentos invasivos em uma unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal. A candidemia é a segunda infecção hospitalar que mais frequentemente complica o curso clínico de neonatos pré-termo, especialmente aqueles que apresentam doença de base. Os índices de mortalidade internacional dessas infecções são significativos, variando entre 15 e 59%, apesar dos avanços na abordagem terapêutica1,2,3,4.

O principal agente etiológico da candidíase neonatal é a Candida albicans, que constitui pelo menos 60% das espécies de Candida isoladas em amostras clínicas. A epidemiologia da infecção, porém, vem sofrendo mudanças com o aumento do número de casos relacionados a espécies de C. não albicans5,6,7,8.

O desenvolvimento de uma estratégia de prevenção faz-se necessário, porém é um desafio porque os procedimentos, em sua maioria, são de grande relevância para a sobrevivência dos pacientes e, ao mesmo tempo, são fatores de risco para a infecção invasiva por fungos9,10.

Pode-se entender que a qualidade de um serviço também é determinada pela prática de investigação microbiológica, visando o controle da infecção hospitalar11. Nesse contexto, quando o público-alvo compreende recém-natos prematuros, as complicações, incluindo as infecciosas, podem culminar em atraso no desenvolvimento neurológico, restrição do crescimento e morte12,13.

Portanto, este estudo objetivou identificar os aspectos clínico-epidemiológicos e os fatores de risco para candidemia em recém-nascidos com peso ao nascer inferior a 1.500 g, em um hospital privado materno infantil de referência na Amazônia.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

A pesquisa foi iniciada após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (CEP-ICS/UFPA), número do parecer 157122, aprovado no dia 27 de novembro de 2012.

Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo e observacional, a partir de 231 nascimentos com peso abaixo de 1.500 g, sendo analisados somente 22 prontuários que continham hemocultura positiva para Candida spp., internados na UTI Neonatal no período de janeiro de 2008 a dezembro de 2012. Para a análise quantitativa e descritiva dos dados, foram utilizados os programas Microsoft Office Excel 2010 e Microsoft Office Word 2010.

 

RESULTADOS

Dos 231 neonatos avaliados, somente 22 desenvolveram a infecção sistêmica com hemocultura positiva para espécies de Candida, representando uma frequência de 9,52%.

A idade gestacional média foi de 30,42 semanas, com desvio padrão de 1,92. Quanto ao peso ao nascer, a média foi de 1.217 g, com desvio padrão de 214,26.

Em relação à frequência de cada espécie de fungo nas amostras estudadas, a C. parapsilosis foi a mais frequente, acomentendo 12 (54%) bebês. Em seguida, aparecem as espécies C. albicans e C. famata, cada uma com quatro (18%) casos. Finalmente, os agentes menos identificados foram C. tropicalis e C. guilliermondii, com um (5%) neonato atingido por cada espécie.

Acerca dos fatores de risco implicados na infecção sistêmica por fungos, estão ilustrados na tabela 1, conforme a frequência encontrada para cada tipo de procedimento de suporte utilizado na UTI Neonatal.

 

 

Quanto ao desfecho clínico, 15 (68,18%) dos infectados evoluíram para óbito, com média de 52,5 dias de internação.

 

DISCUSSÃO

A frequência de fungemia na população estudada de 9,52% foi concordante com a pesquisa realizada por Benjamin et al14 que, ao estudarem 1.515 recém-nascidos com menos de 1.000 g, encontraram que 9,0% da população estudada era acometida por infecção invasiva por Candida, documentada por meio de hemocultura. Por outro lado, no estudo de Ali et al15, detectou-se uma frequência de 12,8%, considerando todos os prematuros, independente do peso.

No estudo conduzido por Ariff et al16, a idade gestacional média dos neonatos com candidíase invasiva foi de 30 semanas, coincidindo com o encontrado no presente estudo (média de 30,41 semanas). Borges et al1 concluíram, em suas pesquisas, que a idade gestacional entre 26 e 30 semanas está intimamente relacionada à colonização por fungos e, consequentemente, a um maior número de infecção invasiva por estes agentes.

Ao avaliar os casos de candidíase sistêmica em UTI Neonatal, Oliveira et al17 verificaram que 79,5% apresentavam peso de nascimento inferior a 2.500 g, concordante com a média do peso ao nascer do presente estudo. Tal achado pode ser explicado pelo fato do sistema imunológico desses recém-nascidos de muito baixo peso e de extremo baixo peso ainda apresentar-se imaturo ao nascimento, facilitando a candidemia hematogênica.

De acordo com Xavier et al7, os fatores de risco mais implicados com a infecção sistêmica por fungos, na amostra que estudaram, foram: cateter venoso central (100%) e ventilação mecânica (100%); tempo de internação hospitalar superior a 15 dias (80%); e nutrição parenteral prolongada (92%). Estes achados são semelhantes à amostra da presente pesquisa, na qual se encontrou, respectivamente: 100% e 95,45%; 100%; e 95,45% dos casos.

Quanto à frequência de cada espécie de fungo nas amostras do presente estudo, C. parapsilosis foi a mais frequente (54,5%), discordando dos estudos de Haan et al18 e Soares et al19, os quais afirmam que a espécie de fungo mais encontrada em UTI Neonatal ainda é a C. albicans. O aumento na incidência de infecção por C. parapsilosis pode ser explicado pelo fato de sua transmissão ocorrer sem pré-colonização, podendo ser transmitida horizontalmente ou pelo contato com as mãos dos prestadores de cuidados de saúde20,21. Diferentemente de C. albicans que geralmente é precedida de colonização para desenvolver a doença invasiva. Além disso, segundo Trofa et al22, esses microrganismos possuem afinidade com dispositivos intravasculares e próteses.

Do total de 22 casos analisados, 15 (68,18%) tiveram óbito como desfecho final. De outro modo, no estudo de Swanson et al23 foi encontrada uma mortalidade de 20,5%. Benjamin et al14, ao estudarem a epidemiologia da fungemia em neonatos, encontraram altos índices de mortalidade em suas pesquisas (34%). Essas distintas, porém elevadas taxas de mortalidade, podem ser explicadas pela prematuridade associada a procedimentos invasivos, como cateter venoso central e ventilação mecânica, além do uso de nutrição parenteral. Estes, segundo estudos de Paiva et al24, Herrmann et al25 e Leal et al26 , atuam como fatores de risco, favorecendo a infecção por patógenos oportunistas.

 

CONCLUSÃO

Concluiu-se que ainda é baixa a frequência de infecção por candidíase invasiva, porém com alta mortalidade em neonatos abaixo de 1.500 g que apresentaram como fatores de risco associados: presença de cateter venoso central, nutrição parenteral total e internação prolongada. Alguns destes são itens necessários nos cuidados clínicos ao prematuro internado em UTI, no entanto podem ser modificados e melhor manejados em lugares com altos níveis de candidemia. Outros, como a baixa idade gestacional e o baixo peso ao nascer, podem ser evitados por meio de melhorias e ampliação do pré-natal e atuação de equipe multidisciplinar no manejo destes pacientes.

 

AGRADECIMENTOS

As autoras agradecem ao hospital terciário que disponibilizou acesso às informações médicas dos neonatos em estudo.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência / Correspondence / Correspondencia:
Aurimery Gomes Chermont
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E-mail: achermont@supeerig.com.br

Recebido em / Received / Recibido en: 23/1/2015
Aceito em / Accepted / Aceito en: 4/12/2015