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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento supervisionado no controle da tuberculose em Ribeirão Preto: novo modo de agir em saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[SUMMARY The objective of this investigation was to analyse through the staff&#8217;s view, the supervised treatment in tuberculosis control, introduced in the Units administered by Municipal Health Department of Ribeirão Preto, so as to characterize , the means of this intervention and its forms of approach. The population of the study was composed of 13 professionals directly evolved with the Tuberculosis Control Programme. The semi-structured interview was used as an instrument for data collection. To treat the data collected was used the method of analysis of content. The thematic unit we came across were: "supervised treatment as a perspective of change in practice: What Kind of intervention?". The conclusion is that the supervised treatment happens in the practice as an intervention permeated of several forms of approaches: as an action with a therapeutic view; as a means to reduce transmission, being it through the control of the communicants, or through favouring educative ctioans at family to broaden the competence of the agent&#8217;s interaction and performance, through the establishment of a bond of union, acceptance, responsibility in the perspective of assuring the adherence of the patient to the treatment and more quality of health attention.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="nota"></a>Tratamento    supervisionado no controle da tuberculose em Ribeir&atilde;o Preto: novo modo    de agir em sa&uacute;de<a href="#topo">*</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jordana    Nogueira Muniz<sup>I</sup>; Tereza Cristina Scatena Villa<sup>II</sup>; C&eacute;sar    Eduardo Pedersolli<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Coordenadora    do Programa de Controle da Tuberculose-SMS de Ribeir&atilde;o Preto. Bolsista    CAPES/mestrado    <br>   <sup>II</sup>Prof<sup>a</sup>. Dra da Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o    Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo    <br>   <sup>III</sup>Bolsista de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica - FAPESP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta investiga&ccedil;&atilde;o    teve como objetivo analisar atrav&eacute;s da vis&atilde;o da equipe executora,    o tratamento supervisionado no controle da tuberculose, implantado nas Unidades    gerenciadas pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o Preto,    a fim de caracterizar, a finalidade desta interven&ccedil;&atilde;o e suas formas    de abordagem. A popula&ccedil;&atilde;o do estudo constituiu-se de 13 profissionais    envolvidos diretamente com o Programa de Controle da Tuberculose. Utilizou-se    a entrevista semi-estruturada como instrumento de coleta de dados. O tratamento    dos dados fundamentou-se no m&eacute;todo de an&aacute;lise de conte&uacute;do,    permitindo eleger como Unidade tem&aacute;tica &quot;o tratamento supervisionado    como perspectiva de mudan&ccedil;a na pr&aacute;tica: uma interven&ccedil;&atilde;o    de que tipo?&quot;. Concluiu-se que, o tratamento supervisionado se coloca na    pr&aacute;tica como uma interven&ccedil;&atilde;o permeada por diversas formas    de abordagem: como uma a&ccedil;&atilde;o de enfoque terap&ecirc;utico; como    um meio de reduzir a transmiss&atilde;o seja atrav&eacute;s do controle dos    comunicantes, seja privilegiando a&ccedil;&otilde;es educativas no &acirc;mbito    familiar; e finalmente, como uma possibilidade de ampliar a capacidade de intera&ccedil;&atilde;o    e atua&ccedil;&atilde;o dos agentes, atrav&eacute;s de estabelecimento de v&iacute;nculo,    acolhimento, responsabilidade, na perspectiva de garantir a ades&atilde;o do    paciente ao tratamento e maior qualidade da aten&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The objective    of this investigation was to analyse through the staff&#8217;s view, the supervised    treatment in tuberculosis control, introduced in the Units administered by Municipal    Health Department of Ribeir&atilde;o Preto, so as to characterize , the means    of this intervention and its forms of approach. The population of the study    was composed of 13 professionals directly evolved with the Tuberculosis Control    Programme. The semi-structured interview was used as an instrument for data    collection. To treat the data collected was used the method of analysis of content.    The thematic unit we came across were: &quot;supervised treatment as a perspective    of change in practice: What Kind of intervention?&quot;. The conclusion is that    the supervised treatment happens in the practice as an intervention permeated    of several forms of approaches: as an action with a therapeutic view; as a means    to reduce transmission, being it through the control of the communicants, or    through favouring educative ctioans at family to broaden the competence of the    agent&#8217;s interaction and performance, through the establishment of a bond    of union, acceptance, responsibility in the perspective of assuring the adherence    of the patient to the treatment and more quality of health attention.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dos esfor&ccedil;os    empreendidos mundialmente no controle da tuberculose, observase nos &uacute;ltimos    anos, eleva&ccedil;&atilde;o na incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a e o aparecimento    de cepas resistentes aos esquemas terap&ecirc;uticos usuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este aumento na    incid&ecirc;ncia, relaciona-se &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o de problemas    m&eacute;dico-sociais, mendic&acirc;ncia, abuso de drogas, epidemia de HIV/AIDS<sup>1</sup>    , bem como &agrave; qualidade de vida de uma popula&ccedil;&atilde;o cujos indicadores    s&atilde;o representados por condi&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o,    moradia e saneamento b&aacute;sico.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outros fatores    apontados referem-se &quot;<i>&agrave; situa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica,    que tem aumentado as condi&ccedil;&otilde;es de pobreza, resultando em dificuldades    de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, crescimento de popula&ccedil;&otilde;es    marginais e migra&ccedil;&otilde;es em busca de melhor qualidade de vida</i>&quot;<i>.</i><sup>3</sup><i></i><i>    A este cen&aacute;rio, ainda soma-se a </i>&quot;<i>debilidade dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de p&uacute;blica, que t&ecirc;m sido menos eficientes em suas    a&ccedil;&otilde;es nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas</i><sup>3</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o prop&oacute;sito    de reverter este quadro, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS), no ano de 1993, declarou a tuberculose uma emerg&ecirc;ncia mundial,    estabelecendo novas diretrizes de trabalho onde recomenda estrat&eacute;gias    globais para o controle efetivo da tuberculose nos pa&iacute;ses.<sup>4</sup>    Dentre as estrat&eacute;gias propostas pela OMS, encontramos o DOTS (Directly    Observed Treatment Short Course).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O que    &eacute; DOTS?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DOTS significa    tratamento diretamente observado de curta dura&ccedil;&atilde;o. Parte da estrat&eacute;gia    do DOTS, caracteriza-se pela observa&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o    da administra&ccedil;&atilde;o dos medicamentos, mas n&atilde;o deve ser entendida    apenas como tal.<sup>5</sup> Na realidade, compreende um corpo de medidas que    se complementam, definidas pela OMS como os cinco pilares da estrat&eacute;gia:    <b>1) detec&ccedil;&atilde;o de casos por microscopia; 2) tratamento diretamente    observado e monitorado; 3) provis&atilde;o regular das drogas; 4) sistema eficiente    de registro de dados; 5) compromisso pol&iacute;tico no controle da tuberculose</b><sup>5</sup>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sistema DOTS    foi idealizado inicialmente para ser usado em grandes popula&ccedil;&otilde;es    urbanas ou rurais. Mundialmente mais de 1,2 milh&otilde;es de pessoas t&ecirc;m    recebido esta forma de tratamento, alcan&ccedil;ando taxas de cura em torno    de 80%.<sup>6</sup> Pa&iacute;ses como, Rep&uacute;blica Unida da Tanz&acirc;nia,    Estados Unidos, China, Peru, Bangladesh e Nepal, adotaram a estrat&eacute;gia    DOTS e neles j&aacute; observa-se melhoria nos indicadores epidemiol&oacute;gicos    resultante do aumento das de cura e diminui&ccedil;&atilde;o das de abandono.    Pa&iacute;ses com a taxa de cura abaixo de 50%, est&atilde;o alcan&ccedil;ando    situ&aacute;-la entre 80% e 95%.<sup>6, 7, 8, 9, 10, 11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de    modificar o perfil epidemiol&oacute;gico da tuberculose, o emprego da estrat&eacute;gia    DOTS, apresenta outras vantagens. Sua efici&ecirc;ncia sem hospitaliza&ccedil;&atilde;o    torna o tratamento dispon&iacute;vel e de baixo custo<sup>6</sup>. De igual    import&acirc;ncia, &eacute; o fato da estrat&eacute;gia DOTS, fornecer a defesa    mais importante contra o desenvolvimento de linhagens de &quot;Mycobacterium    tuberculosis&quot; multiresistentes resultantes de repetidas terapias, tratamentos    incompletos ou sem sucesso, possibilitando o aparecimento de casos de tratamento    dif&iacute;cil e caro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para garantir o sucesso    terap&ecirc;utico, a estrat&eacute;gia DOTS prev&ecirc; a implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado (TS), que consiste na administra&ccedil;&atilde;o    direta do medicamento por uma segunda pessoa, que entrega, observa e registra    a ingest&atilde;o de cada dose da medica&ccedil;&atilde;o. Este procedimento    pode realizar-se na unidade de sa&uacute;de, no domic&iacute;lio do paciente,    no hospital ou local de trabalho. O observador n&atilde;o precisa necessariamente    ser um profissional de sa&uacute;de, desde que bem treinados e motivados. O    tratamento supervisionado pode ser realizado por agentes de sa&uacute;de ou    volunt&aacute;rios. Os crit&eacute;rios para inclus&atilde;o no tratamento supervisionado,    variam mediante an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o particular de cada    pa&iacute;s, regi&atilde;o ou localidade. S&atilde;o avaliados os recursos existentes,    humanos e materiais, os indicadores, as coberturas etc.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isto significa que, sendo    a finalidade da estrat&eacute;gia DOTS, promover a cura do paciente, n&atilde;o    importa o formato adotado em cada realidade. Na pr&aacute;tica, sua viabiliza&ccedil;&atilde;o    tem se apresentado de maneiras diferentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, ao fixar a aten&ccedil;&atilde;o    para outra dire&ccedil;&atilde;o, percebe-se tamb&eacute;m que esta estrat&eacute;gia    tem ocasionado descri&ccedil;&otilde;es vibrantes relacionadas ao desenvolvimento    do processo. Algumas experi&ecirc;ncias<sup>10</sup> descrevem continuamente termos como:    envolvimento, confian&ccedil;a, persist&ecirc;ncia, lideran&ccedil;a, fio condutor,    desenvolvimento de v&iacute;nculo entre paciente e cuidador, efetividade, est&iacute;mulo    que emana com o sucesso do trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, entre os componentes    da estrat&eacute;gia DOTS, a supervis&atilde;o direta da ingest&atilde;o de    medicamentos come&ccedil;a ser incorporada pelos servi&ccedil;os. No munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o Preto essa experi&ecirc;ncia &eacute; recente, sendo que    grande parte dos pacientes submetidos ao tratamento supervisionado ainda n&atilde;o    o concluiu. Deste modo, entende-se que &eacute; precoce fornecer resultados    conclusivos em termos de indicadores, o que restringe tecer avalia&ccedil;&otilde;es    sobre o impacto epidemiol&oacute;gico do tratamento supervisionado. Avaliar    mudan&ccedil;as nos indicadores, exigir&aacute; maior per&iacute;odo de investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto o recorte deste    estudo se volta para conhecer como este processo tem se consolidado na pr&aacute;tica    dos atores sociais envolvidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta proposta,    incorporada aos servi&ccedil;os de n&iacute;vel local, vem implicando em reorganiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho da equipe de sa&uacute;de vinculada ao Programa de Controle da Tuberculose,    redefinindo fun&ccedil;&otilde;es, responsabilidades, compet&ecirc;ncias e estrat&eacute;gias    de a&ccedil;&atilde;o, bem como modificando o compromisso do profissional perante    o paciente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisar atrav&eacute;s    da vis&atilde;o da equipe executora, se o tratamento supervisionado da tuberculose,    implantado nas Unidades de Sa&uacute;de gerenciadas pela Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o Preto (SMS-RP), no per&iacute;odo de 1997    a 1998, interferiu no olhar e nas a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas por estes    agentes, no atendimento ao paciente com tuberculose.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Elegeu-se como locais de    trabalho, tr&ecirc;s Unidades gerenciadas pela SMS e que desenvolvem tratamento    e seguimento ambulatorial dos pacientes com tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o    do estudo constituiu-se de profissionais que executam o Tratamento Supervisionado    (auxiliares de enfermagem, visitadoras e enfermeiras) e os m&eacute;dicos envolvidos    diretamente com o desenvolvimento deste trabalho, n&atilde;o considerando-se    a categoria dos profissionais envolvidos e nem t&atilde;o pouco a esp&eacute;cie    de v&iacute;nculo que estes tivessem para com o munic&iacute;pio. Deste modo    a amostra totalizou-se em 13 profissionais entrevistados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Utilizou-se a    entrevista semi-estruturada como instrumento de coleta de dados, tendo como    principal enfoque: a pr&aacute;tica do tratamento supervisionado enquanto possibilidade    de ampliar espa&ccedil;os e formas de interven&ccedil;&atilde;o no processo    sa&uacute;de-doen&ccedil;a em &acirc;mbito individual e coletivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento dos    dados fundamentou-se no m&eacute;todo de <i>an&aacute;lise de conte&uacute;do</i><sup>12</sup>    que se desdobrou em tr&ecirc;s etapas b&aacute;sicas. A primeira, compreendem    a fase de organiza&ccedil;&atilde;o, levantamento bibliogr&aacute;fico, defini&ccedil;&atilde;o    do objeto, objetivo e metodologia; a Segunda, constituiu-se da transcri&ccedil;&atilde;o    das entrevistas e organiza&ccedil;&atilde;o dos dados, permitindo eleger uma    Unidade Tem&aacute;tica :&quot;<b>o tratamento supervisionado como perspectiva    de mudan&ccedil;a na pr&aacute;tica: uma interven&ccedil;&atilde;o de que tipo?</b>&quot;    A terceira etapa, realizou-se o tratamento dos resultados, a infer&ecirc;ncia    e interpreta&ccedil;&atilde;o, permitindo validar as informa&ccedil;&otilde;es    obtidas nas fases anteriores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise    e discuss&atilde;o dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para compreender a concep&ccedil;&atilde;o    dos profissionais sobre o tratamento supervisionado e suas diferentes formas    de interven&ccedil;&atilde;o , diferenciaram-se os depoimentos quanto &agrave;    finalidade da a&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. Tratamento    supervisionado: &quot;A ingest&atilde;o medicamentosa&quot;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns agentes    definiram o tratamento supervisionado como uma a&ccedil;&atilde;o onde se observa    a ingest&atilde;o medicamentosa de pacientes em tratamento de tuberculose &quot;<i>...&eacute;    um tratamento onde o paciente vai tomar a medica&ccedil;&atilde;o sob a supervis&atilde;o    direta de um funcion&aacute;rio da sa&uacute;de...</i>&#8221;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A preocupa&ccedil;&atilde;o    neste n&uacute;cleo est&aacute; centrada na garantia da ingest&atilde;o do medicamento,    cujo enfoque da aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; voltado para a cura do paciente.    Tratar o doente consiste em cumprir uma etapa do ciclo biol&oacute;gico da doen&ccedil;a,    evidenciado no modelo m&eacute;dico tradicional, onde a atua&ccedil;&atilde;o    &eacute; pautada na terap&ecirc;utica medicamentosa. H&aacute; que se observar    nesta l&oacute;gica um predom&iacute;nio da vis&atilde;o medicalizante que tem    como objeto, a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por considerar-se    que o tratamento dos casos &eacute; um dos pontos fundamentais de controle da    doen&ccedil;a, assim como a imuniza&ccedil;&atilde;o com o BCG, a quimioprofilaxia    e localiza&ccedil;&atilde;o dos casos, acreditase que intervindo-se sobre estes    &quot;<b>m&eacute;todos espec&iacute;ficos</b>&quot;<sup>13</sup>    de controle da tuberculose, seguramente se evidenciar&aacute; redu&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. Tratamento    supervisionado: &quot;O controle da transmiss&atilde;o como estrat&eacute;gia    de controle de risco&quot;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este n&uacute;cleo    tem&aacute;tico, contrap&otilde;e a vis&atilde;o apresentada no n&uacute;cleo    anterior, pois reconhece que a a&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado    pode diminuir o risco de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a no ambiente e comunidade,    explicitado atrav&eacute;s dos discursos &quot;...<i>a gente vai na casa n&atilde;o    s&oacute; por causa do doente mais pelas pessoas que moram com esse doente,    a gente est&aacute; preocupada com o pessoal, com a regi&atilde;o com a comunidade...</i>&quot;    &quot;...<i>&eacute; uma doen&ccedil;a que se n&atilde;o tratar pode complicar,    podendo transmitir para outras pessoas</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia do    tratamento &eacute; valorizada no sentido de quebrar a cadeia epidemiol&oacute;gica    da doen&ccedil;a, diminuindo assim o risco de transmiss&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este posicionamento    determina o predom&iacute;nio do pensamento cl&iacute;nico sobre o processo    sa&uacute;de-doen&ccedil;a, onde o enfrentamento dos problemas se explicam por    uma rela&ccedil;&atilde;o agente/hospedeiro, havendo um corte entre causas e    efeitos.<sup>14</sup> Adotar medidas que intervenham sobre a doen&ccedil;a ocasionar&aacute;    sobretudo diminui&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o. Este modelo que valoriza    a&ccedil;&otilde;es destinadas a tratar enfermidades ou a reabilitar os pacientes    portadores de seq&uuml;elas, tem sido privilegiado pelos servi&ccedil;os de    sa&uacute;de. Cada problema de sa&uacute;de &eacute; definido como tendo uma    ou mais causas, bastando para resolv&ecirc;-lo achar a causa e elimin&aacute;-la    ou corrigi-la por meio de uma interven&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Isto    significa que mais doen&ccedil;as e mais doentes devem ser enfrentados com mais    servi&ccedil;os de sa&uacute;de, independentemente de que os fatores determinantes    estejam orientados para a produ&ccedil;&atilde;o social das enfermidades.<sup>14</sup>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Tratamento    supervisionado: o controle da transmiss&atilde;o atrav&eacute;s da orienta&ccedil;&atilde;o/educa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar da finalidade    terap&ecirc;utica do tratamento supervisionado, alguns profissionais no desempenho    di&aacute;rio de suas atividades, conseguem ir al&eacute;m do ato de medicar,    ampliando sua capacidade de olhar e responder &agrave; realidade na qual se    inserem. O momento da visita favorece o desencadeamento de orienta&ccedil;&otilde;es    enfocando aspectos relacionados &agrave; doen&ccedil;a, h&aacute;bitos de higiene    do indiv&iacute;duo, da moradia, do ambiente, visando bloquear a transmiss&atilde;o    da doen&ccedil;a. A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &eacute; o instrumento    privilegiado pela equipe de sa&uacute;de. Esta afirmativa &eacute; demonstrada    nos discursos: &quot;...<i>a gente d&aacute; a medica&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o    sobre a resist&ecirc;ncia do bacilo, a contamina&ccedil;&atilde;o, a casa bem    arejada, tossir com a m&atilde;o na boca, n&atilde;o cuspir no ch&atilde;o,    explica os sinais, sintomas, tratamento, inclusive que a tuberculose tem cura    mas tamb&eacute;m mata se n&atilde;o tratar</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o atendimento existe    uma preocupa&ccedil;&atilde;o com o controle da transmiss&atilde;o no n&iacute;vel    individual e, em restrito, onde o doente vive. A orienta&ccedil;&atilde;o &eacute;    norteada pelo saber m&eacute;dico, centrada no modelo cl&iacute;nico, onde o    processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a, &eacute; tido como um fen&ocirc;meno individual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta forma restrita de    conduzir a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, retrata a conforma&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rica das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil.    No in&iacute;cio do s&eacute;culo XX a educa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria    foi adotada como instrumento de trabalho predominante, visando formar a consci&ecirc;ncia    sanit&aacute;ria do povo em geral.<sup>15</sup> Neste per&iacute;odo, a a&ccedil;&atilde;o    sanit&aacute;ria dirigia-se aos indiv&iacute;duos, atrav&eacute;s da introdu&ccedil;&atilde;o    de uma consci&ecirc;ncia sanit&aacute;ria traduzida pela obten&ccedil;&atilde;o    e aquisi&ccedil;&atilde;o de normas de higiene individual.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta concep&ccedil;&atilde;o    de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, voltada para educa&ccedil;&atilde;o    individual e do ambiente ainda se faz muito presente no modelo de sa&uacute;de    vigente. Ainda que em &acirc;mbito pode ser capaz de provocar mudan&ccedil;as    no comportamento, por&eacute;m n&atilde;o desenvolve nas pessoas a consci&ecirc;ncia    cr&iacute;tica das causas dos seus problemas, e nem tampouco atua no sentido    de desencadear mudan&ccedil;as.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m das    orienta&ccedil;&otilde;es, &eacute; poss&iacute;vel durante a visita domiciliar    ampliar a aten&ccedil;&atilde;o para o controle de comunicantes e detec&ccedil;&atilde;o    de casos novos.&quot;...<i>quando tem um caso de tuberculose os comunicantes s&atilde;o    chamados, analisamos se h&aacute; algum sintom&aacute;tico ... mas para aquele    que n&atilde;o vem, quando a visitadora vai &agrave; casa do paciente ela observa    tamb&eacute;m se h&aacute; sintom&aacute;tico, pergunta e sempre traz para consulta</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta forma de interven&ccedil;&atilde;o,    que n&atilde;o se restringe apenas ao agravo ou dano, &eacute; denominada controle    de risco.<sup>18</sup> Durante o atendimento ocorre a identifica&ccedil;&atilde;o dos comunicantes    de casos de tuberculose, ou seja, indiv&iacute;duos expostos ao risco de adquirir    a doen&ccedil;a (grupo de risco) sendo, se necess&aacute;rio, adotadas medidas    de controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A estrat&eacute;gia de    interven&ccedil;&atilde;o em grupos de risco n&atilde;o &eacute; uma estrat&eacute;gia    de a&ccedil;&otilde;es coletivas, mas sim sobre os indiv&iacute;duos, sendo    que nesta perspectiva o coletivo &eacute; constitu&iacute;do por um conjunto    de indiv&iacute;duos com determinadas caracter&iacute;sticas ou atributos, onde    as interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o individualizadas. Esta estrat&eacute;gia    de interven&ccedil;&atilde;o em grupos de risco pode ser entendida como uma    forma de racionalizar a assist&ecirc;ncia m&eacute;dico-hospitalar, porque permite    intervir antes que os problemas se tornem mais complexos, seja em termos de    sofrimento humano, seja em termos financeiros .<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao se reduzir    a probalidade de uma doen&ccedil;a afetar um indiv&iacute;duo, pode-se classificar    que houve uma interven&ccedil;&atilde;o preventiva, por&eacute;m restrita a    indiv&iacute;duos ou a pequenos grupos alvo. Esta forma de atendimento &eacute;    definida como &quot;<b>preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria</b>&quot;,    a qual pode ser &quot;<b><i>obtida a partir da busca de casos(...)assim    como atrav&eacute;s de rastreamento dos contatos</i></b>.<sup>20</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De maneira geral, os Programas    de Sa&uacute;de foram historicamente organizados para responder diferentes agravos    e especificidades, onde cada programa, previamente definido e suportado por    saberes especializados, tem tentado assegurar sua implanta&ccedil;&atilde;o    nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, por meio de normas formatadas e r&iacute;gidas.    O Programa de Controle da Tuberculose, desde sua origem, tem determinado diretrizes    e estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o concebidas em n&iacute;vel nacional,    as quais privilegiam atividades de controle de danos e riscos. No caso dos danos,    representado por um complexo de efeitos como doen&ccedil;a, cura, seq&uuml;elas,    &oacute;bitos e no segundo caso, poderia ser expresso atrav&eacute;s dos grupos    de risco (comunicantes e outras pessoas expostas). Deste modo, o programa tem    direcionado as a&ccedil;&otilde;es, privilegiando a descoberta precoce de casos,    tratamento, cura, e vacina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta l&oacute;gica    de trabalho incorporada pelos agentes e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, explica    a vis&atilde;o reducionista do problema da tuberculose. Na verdade, &quot;<i><b>os    programas n&atilde;o d&atilde;o conta de responder aos desafios de uma realidade    articulada por problemas complexos, por desconhecerem a limita&ccedil;&atilde;o    dos recursos e n&atilde;o considerarem a historicidade dos diferentes territ&oacute;rios    e grupos sociais</b></i>&quot;.<sup>14</sup></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; preciso    reconhecer a import&acirc;ncia de participar do <b>controle de danos e    riscos</b>, no entanto &eacute; necess&aacute;rio incorporar os condicionantes    (modo de vida) e determinantes s&oacute;cio-ambientais visando o <b>controle    de causas</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do tratamento supervisionado    caracterizar-se como uma a&ccedil;&atilde;o pontual e focalizada que privilegia    o controle de danos e riscos, tem permitido ampliar a atua&ccedil;&atilde;o    do profissional em aspectos educativos e preventivos, mesmo que restrito a indiv&iacute;duos    ou a pequenos grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4. Tratamento    supervisionado: &quot;a constru&ccedil;&atilde;o de um modo diferente de agir    em sa&uacute;de&quot;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O comparecimento    constante do profissional da sa&uacute;de no domic&iacute;lio do paciente, tem    determinado o estabelecimento de di&aacute;logo entre profissional, cliente    e familiares. O &quot;ato de ir ao domic&iacute;lio do cliente&quot;, participar    diariamente de seu meio social, possibilita ao profissional vivenciar o processo    terap&ecirc;utico e intervir &agrave; medida que surjam necessidades ou intercorr&ecirc;ncias.    &quot;...<i>Como vamos &agrave; resid&ecirc;ncia do paciente todos os dias,    &eacute; mais f&aacute;cil orientarmos, pois acompanhamos o que est&aacute;    acontecendo. A medida que v&atilde;o surgindo as dificuldades, n&oacute;s orientamos</i>...&quot;    &quot;... <i>al&eacute;m disso, melhora a id&eacute;ia do paciente ao tratamento    e o acompanhamento dele como um todo. Ele vinha mensalmente pegar a medica&ccedil;&atilde;o    mas n&oacute;s n&atilde;o sab&iacute;amos o que acontecia com ele no decorrer    do m&ecirc;s, agora supervisionando n&oacute;s vemos</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conhecer a realidade    onde est&atilde;o inseridos determinados pacientes, modifica o olhar, as atitudes    t&eacute;cnicas de quem executa o tratamento supervisionado exigindo muitas    vezes que as a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de sejam ampliadas. &quot;...aproveitamos    a visita domiciliar e fazemos avalia&ccedil;&atilde;o da vacina&ccedil;&atilde;o,    das condi&ccedil;&otilde;es da sa&uacute;de da fam&iacute;lia como um todo,    voc&ecirc; vai no domic&iacute;lio e v&ecirc; tudo...&quot; &quot;...acaba se    envolvendo n&atilde;o s&oacute; com a medica&ccedil;&atilde;o mas com outros    problemas do paciente e da fam&iacute;lia ...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No per&iacute;odo que antecede    &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do tratamento supervisionado, a equipe de    sa&uacute;de n&atilde;o tinha acompanhamento direto da realidade singular vivida    por cada paciente. As rela&ccedil;&otilde;es se davam no espa&ccedil;o institucional    e limitavam-se a terap&ecirc;utica, por ocasi&atilde;o dos retornos m&eacute;dicos    mensais ou intercorr&ecirc;ncias. Nas visitas domiciliares procediam-se &agrave;    identifica&ccedil;&atilde;o e controle dos comunicantes bem como o resgate dos    pacientes faltosos ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado, a visita domiciliar &eacute; adotada como estrat&eacute;gia    para supervis&atilde;o da ingest&atilde;o medicamentosa, oferecendo &agrave;    equipe oportunidade de identificar outras necessidades com maiores par&acirc;metros    para avaliar, encaminhar e intervir. &quot;... <i>quando ele vinha aqui na unidade    e fazia o tratamento no domic&iacute;lio, n&oacute;s n&atilde;o conhec&iacute;amos    a realidade para direcionarmos melhor nossas a&ccedil;&otilde;es</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este discurso    revela que &quot;<b>estar presente</b>&quot;, &quot;<b>participar    do cotidiano</b>&quot; s&atilde;o fatores fundamentais para o estabelecimento    de uma nova forma de contato com a clientela. O conhecimento da realidade exige    novas responsabilidades dos profissionais de sa&uacute;de, bem como mudan&ccedil;as    na sua pr&aacute;tica cotidiana. Estas mudan&ccedil;as pressup&otilde;em, o    estabelecimento de <b>v&iacute;nculo</b> entre o profissional de sa&uacute;de    e o usu&aacute;rio e, o <b>acolhimento</b> por parte dos trabalhadores    de sa&uacute;de em servi&ccedil;o.<sup>22</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns entrevistados,    apontaram o <b>acolhimento</b> como aspecto positivo do tratamento    supervisionado. &quot;...<i>o paciente se sente acolhido. Ele sente a gente    interessado, que o servi&ccedil;o est&aacute; indo atr&aacute;s dele e acaba    dando um retorno. No come&ccedil;o se esconde um pouco e a&iacute; ele come&ccedil;a    at&eacute; a esperar na porta. Ent&atilde;o eles criam um v&iacute;nculo muito    forte, fortalece o v&iacute;nculo com a unidade... os familiares ficam aliviados    porque v&ecirc;em que a pessoa est&aacute; tomando e acabam vindo tamb&eacute;m    na consulta ...</i>&quot;<i> </i>&quot;<i>... trouxe uma troca maior entre profissional/paciente,    uma liga&ccedil;&atilde;o muito grande, o paciente se percebe melhor porque    n&oacute;s o enxergamos melhor, trazendo um crescimento grande para os profissionais    da equipe de sa&uacute;de ...</i>&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As rela&ccedil;&otilde;es    que se estabelecem entre profissionais de sa&uacute;de, paciente e familiares    decorrentes da supervis&atilde;o terap&ecirc;utica, s&atilde;o diferentes daquelas    estabelecidas no ambiente intra-hospitalar ou ambulatorial. Quando o paciente    &eacute; atendido pelos servi&ccedil;os, a rela&ccedil;&atilde;o de domina&ccedil;&atilde;o,    subordina&ccedil;&atilde;o tende a ser maior, imposta por normas institucionais.    Na visita domiciliar, existe a chance de estabelecer-se com um grau de menor    subordina&ccedil;&atilde;o, pois o espa&ccedil;o de atua&ccedil;&atilde;o &eacute;    compartilhado com o paciente e familiares. As rela&ccedil;&otilde;es se tornam    menos desiguais, exigindo que o profissional adote nova postura em rela&ccedil;&atilde;o    ao paciente, tais como ouvir, conhecer, estar aberto ao di&aacute;logo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acompanhar diariamente    a ingest&atilde;o dos medicamentos, permite criar novas possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o,    pois modifica as rela&ccedil;&otilde;es entre t&eacute;cnicos da &aacute;rea    da sa&uacute;de e pacientes/fam&iacute;lia estabelecendo novos v&iacute;nculos.    O relato do caso abaixo, &eacute; representativo, no que diz respeito ao estabelecimento    de v&iacute;nculo entre os agentes.&quot;...<i>um paciente idoso, ap&oacute;s terminado    o tratamento, pedia &agrave;s filhas que ligassem para n&oacute;s, pedindo que    pass&aacute;ssemos l&aacute; que ele estava com saudades...&eacute; gratificante    perceber o quanto &eacute; importante a nossa atua&ccedil;&atilde;o enquanto    profissional de sa&uacute;de, de estar criando esse v&iacute;nculo e como o    paciente &eacute; carente e precisa da nossa ajuda...como isso &eacute; importante    e bom para a equipe</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este posicionamento    valoriza a participa&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de no tratamento    do paciente, ampliando sua responsabilidade e compromisso perante o mesmo. &quot;...    <i>a gente tem um caso de uma crian&ccedil;a, cujo pai e irm&atilde;os s&atilde;o    doentes e est&atilde;o tratando. Assim que come&ccedil;aram a usar a medica&ccedil;&atilde;o    diariamente, come&ccedil;aram a se desenvolver bastante....a crian&ccedil;a    ficou mais esperta, se desenvolveu...nem conversando estava, passou a conversar.    Inclusive a crian&ccedil;a quando chegou aqui n&atilde;o andava, se arrastava.    &Eacute; gratificante voc&ecirc; ver a crian&ccedil;a melhorar, acompanh&aacute;-la    diariamente</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na verdade, se    o profissional n&atilde;o se sente sujeito ativo no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o    ou na trajet&oacute;ria de interven&ccedil;&atilde;o de programas para debelar    um problema sanit&aacute;rio mais coletivo, ele n&atilde;o somente perder&aacute;    contato com elementos potencialmente estimuladores de sua criatividade, como    tender&aacute; a n&atilde;o se responsabilizar pelo objetivo final da pr&oacute;pria    interven&ccedil;&atilde;o, ou seja, pela recupera&ccedil;&atilde;o do paciente    ou pela promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de uma comunidade.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ato de supervisionar,    a equipe de sa&uacute;de atua n&atilde;o somente no processo da interven&ccedil;&atilde;o    terap&ecirc;utica como tamb&eacute;m interage com sua realidade social. Esta    participa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua amplia a compreens&atilde;o da equipe    de sa&uacute;de sobre os pacientes, seus interesses, suas rela&ccedil;&otilde;es    familiares, suas necessidades, estreitando as rela&ccedil;&otilde;es. Esta nova    rela&ccedil;&atilde;o supera a l&oacute;gica do saber t&eacute;cnico, exigindo    mudan&ccedil;as de comportamento, de atitudes, tanto do profissional quanto    do paciente possibilitando modifica&ccedil;&otilde;es na qualidade da aten&ccedil;&atilde;o.    &quot;...<i>um paciente com co-infec&ccedil;&atilde;o e diversos abandonos anteriores,    com tratamento prolongado h&aacute; anos; hoje esse paciente toma os medicamentos    direitinho, fica esperando todos os dias pronto e arrumado, de banho tomado,    com o caf&eacute; pronto, esperando chegarmos para tomar a medica&ccedil;&atilde;o    e depois tomar o caf&eacute; dele, isso nos tranq&uuml;iliza, ele esta assumindo,    &eacute; uma car&ecirc;ncia afetiva, ele gosta que vamos l&aacute;, tamb&eacute;m    batemos papo</i>...</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Evidencia-se que o paciente    sentiu-se valorizado no tratamento atual, o que tem permitido maior ades&atilde;o    e participa&ccedil;&atilde;o do mesmo no processo, o que n&atilde;o ocorreu    em situa&ccedil;&otilde;es anteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se a import&acirc;ncia    de considerar o doente com tuberculose, como um ser inserido em uma sociedade    complexa e contradit&oacute;ria da qual fazemos parte e de que tamb&eacute;m    somos respons&aacute;veis.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; nesta    dire&ccedil;&atilde;o que a proposta de execu&ccedil;&atilde;o do tratamento    supervisionado deve ser valorizada, pois cria novas possibilidades de construir    um modo diferente de agir na sa&uacute;de. N&atilde;o significa romper com a    l&oacute;gica de interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, mas sim aproveitar    este novo espa&ccedil;o como uma forma de conhecer a realidade, manter di&aacute;logos,    estabelecer v&iacute;nculos, levantar outras necessidades, conhecer as ang&uacute;stias    e expectativas do cliente e familiares, buscar a&ccedil;&otilde;es intercomplementares.    &quot;...<i>diante &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sociais do paciente, tentamos    ajud&aacute;-lo com a cesta b&aacute;sica, &aacute;s vezes &eacute; pouco, ent&atilde;o    entre n&oacute;s mesmos, arrecadamos alguma coisa...at&eacute; roupas a gente    arruma</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este depoimento exemplifica    a capacidade resolutiva da equipe frente a um problema espec&iacute;fico, cuja    solu&ccedil;&atilde;o foi encontrada atrav&eacute;s do envolvimento dos agentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percebe-se que    em virtude deste novo &quot;conviver&quot; estabelecido atrav&eacute;s da estrat&eacute;gia    do tratamento supervisionado, alguns t&eacute;cnicos conseguem estabelecer rela&ccedil;&otilde;es    entre a doen&ccedil;a, seus fatores determinantes, construindo um novo olhar    sobre quest&otilde;es ligadas &agrave; sa&uacute;de das pessoas, na busca de    a&ccedil;&otilde;es que possibilitem a integralidade da aten&ccedil;&atilde;o    . Esta afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; demonstrada atrav&eacute;s das falas:    &quot;... <i>observamos o problema cultural das pessoas, desemprego, h&aacute;    situa&ccedil;&otilde;es que nos deixam deprimidas, porque ficamos de m&atilde;os    atadas, h&aacute; coisas que n&atilde;o d&aacute; para resolvermos... agora    com a cesta b&aacute;sica eles t&ecirc;m pelo menos isso para comer. O problema    social &eacute; muito grande e deprimente, ningu&eacute;m acredita, quem n&atilde;o    v&ecirc; n&atilde;o acredita...</i>&quot;<i> </i>&quot;<i>...o tratamento supervisionado    foi importante para equipe...o fato de sair do Centro de Sa&uacute;de e ir para    a comunidade, possibilita ver outros aspectos, onde ele mora, como &eacute;    a vida dele, como que as rela&ccedil;&otilde;es, voc&ecirc; conhece a pobreza,    a mis&eacute;ria, o sofrimento que essas pessoas vivem e at&eacute; come&ccedil;a    a entender como &eacute; dif&iacute;cil para eles sa&iacute;rem desta situa&ccedil;&atilde;o,    entenderem a import&acirc;ncia da doen&ccedil;a...ent&atilde;o para eles as    coisas n&atilde;o tem a mesma import&acirc;ncia que para n&oacute;s...at&eacute;    mesmo para as pessoas entenderem que isto n&atilde;o &eacute; paternalismo...&eacute;    responsabilidade do profissional da sa&uacute;de ter esse entendimento, n&oacute;s    temos que ter e n&atilde;o o paciente...as vezes ele n&atilde;o vai alcan&ccedil;ar    isso, mas n&oacute;s temos que estar acima disso</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estas quest&otilde;es    emergem como fundamentais para o entendimento, n&atilde;o somente do ciclo biol&oacute;gico    da doen&ccedil;a mas tamb&eacute;m do processo gerador da tuberculose. Conhecer    melhor na realidade social qual o paciente se insere, entender como ele vive,    condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o, nutri&ccedil;&atilde;o,    ocupa&ccedil;&atilde;o/profiss&atilde;o e renda familiar, pode possibilitar    a compreens&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o do homem em determinada cadeia    epidemiol&oacute;gica, estudando as raz&otilde;es vinculadas &agrave; estrutura    social que os fazem dela participar.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este novo olhar    que se revela atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o de supervisionar o tratamento    do paciente com tuberculose, tem possibilitado &agrave; equipe de sa&uacute;de    ampliar seu conhecimento a respeito do estilo de vida do paciente, entender    suas dificuldades, estabelecer v&iacute;nculo e sentir-se respons&aacute;vel    n&atilde;o s&oacute; pelo seu tratamento mas tamb&eacute;m para com a pessoa    humana, permitindo ainda maior envolvimento no planejamento da assist&ecirc;ncia    prestada &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e comunidade. Ainda ocasiona responsabiliza&ccedil;&atilde;o    do caso, exigindo tomada de decis&otilde;es, interven&ccedil;&otilde;es e muitas    vezes articula&ccedil;&atilde;o com outros setores. &quot;...<i>buscamos ajuda    do servi&ccedil;o social, psic&oacute;logos, outras unidades de sa&uacute;de,    vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, coordena&ccedil;&atilde;o do programa,    outras especialidades m&eacute;dicas, do Conselho da Crian&ccedil;a e do Adolescente,    encaminhamos para retirada de documenta&ccedil;&atilde;o porque muitos foram    moradores de rua e perderam seus documentos ou n&atilde;o os t&ecirc;m</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Devido a magnitude dos    problemas de sa&uacute;de e complexidade que envolve o paciente de tuberculose,    outros setores s&atilde;o convocados, dentro e fora do &acirc;mbito dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. Esta articula&ccedil;&atilde;o entre profissionais intra e    extra setoriais poder&aacute; resultar em maior intera&ccedil;&atilde;o entre    os mesmos e ampliar o processo de reflex&atilde;o acerca da diversidade de problemas    que envolvem o paciente e seus familiares, conduzindo deste modo, a busca de    solu&ccedil;&otilde;es dentro de um universo mais amplo de op&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por&eacute;m,    n&atilde;o deve-se perder de vista que dentro do quadro complexo em que se inserem    os problemas de sa&uacute;de, nem sempre o setor sa&uacute;de disp&otilde;e    de recursos para dar uma resposta efetiva na solu&ccedil;&atilde;o dos mesmos.<sup>17</sup>    Na atualidade caracteriza-se como um desafio aos planejadores de sa&uacute;de    adotar estrat&eacute;gias que contribuam para melhoria da qualidade dos servi&ccedil;os    ofertados e garantam o acesso igualit&aacute;rio e a equidade em sa&uacute;de,    condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para constru&ccedil;&atilde;o do    Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). No entanto, sabe-se que a constru&ccedil;&atilde;o    social de um novo sistema de sa&uacute;de, que privilegie as a&ccedil;&otilde;es    de promo&ccedil;&atilde;o implicar&aacute; em mudan&ccedil;as no paradigma e    na pr&aacute;tica sanit&aacute;ria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O processo de implanta&ccedil;&atilde;o    do tratamento supervisionado no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, vem    se construindo com alguns avan&ccedil;os e dificuldades, revelando-se por&eacute;m,    capaz de transformar a pr&aacute;tica de aten&ccedil;&atilde;o ao paciente com    tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O princ&iacute;pio norteador    da proposta, caracterizado pelo ato de supervisionar a ingest&atilde;o medicamentosa,    continua sendo a finalidade central da interven&ccedil;&atilde;o. Promover a    cura dos pacientes pode significar mudan&ccedil;as nos indicadores e conseq&uuml;ente    impacto epidemiol&oacute;gico. No entanto, o processo desponta como capaz de    ampliar os espa&ccedil;os e formas de interven&ccedil;&atilde;o, no &acirc;mbito    individual e coletivo, permitindo o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es que    resultem em redu&ccedil;&atilde;o na transmiss&atilde;o da tuberculose, seja    atrav&eacute;s do controle dos comunicantes, seja privilegiando a&ccedil;&otilde;es    educativas no &acirc;mbito familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acresce-se a estes aspectos,    que o comparecimento di&aacute;rio do profissional ao domic&iacute;lio do paciente,    permite conhecer a realidade na qual vive o paciente, modificando as rela&ccedil;&otilde;es    e atitudes. Este conv&iacute;vio freq&uuml;ente, pressup&otilde;e o estabelecimento    de v&iacute;nculo, promovendo mudan&ccedil;as na qualidade da aten&ccedil;&atilde;o,    ampliando o compromisso e responsabiliza&ccedil;&atilde;o do profissional perante    o paciente e seu tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante ressaltar    que existem fatores extr&iacute;nsecos, que independem a capacidade de intera&ccedil;&atilde;o    dos profissionais. Uma parte de nossa clientela &eacute; alco&oacute;latra,    usu&aacute;rio de droga, doentes de AIDS, n&atilde;o tem resid&ecirc;ncia fixa,    fatores estes, dificultadores para o estabelecimento de v&iacute;nculo e da    ades&atilde;o ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dos    aspectos que envolvem diretamente o paciente (uso de drogas, &aacute;lcool,    AIDS) ainda se deparam com problemas de maior abrang&ecirc;ncia, de car&aacute;ter    econ&ocirc;mico, cultural e social. &quot;...<i>tem pacientes que vivem em situa&ccedil;&atilde;o    muito dif&iacute;cil...hoje eu fui na casa de um paciente que estou assistindo    a tomada de medica&ccedil;&atilde;o...n&atilde;o tinha nem arroz para fazer...</i>&quot;<i>    </i> &quot;<i>...assim fornecemos uma cesta b&aacute;sica, que al&eacute;m de    amenizar sua fome melhora a ades&atilde;o ao tratamento</i>...&quot;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este depoimento retrata    necessidades de sa&uacute;de, socialmente determinadas e definidas, e refletem    a pr&oacute;pria estrutura da sociedade. Intervir sobre estes aspectos exige    o reconhecimento da complexidade da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de no    Brasil e dependem de interven&ccedil;&otilde;es que envolvem articula&ccedil;&otilde;es    de amplo alcance, com participa&ccedil;&atilde;o de outras inst&acirc;ncias    decis&oacute;rias (pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e s&oacute;cio-cultural).    Por isso &eacute; preciso ampliar os espa&ccedil;os de participa&ccedil;&atilde;o,    e conceber iniciativas pactuadas entre Sociedade, Munic&iacute;pios, Estados    e Governo Federal.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, deve-se enfatizar    que o tratamento supervisionado n&atilde;o pode estar descolado deste contexto    maior das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de. Sem d&uacute;vida, sabe-se que esta    estrat&eacute;gia n&atilde;o contempla a totalidade da situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de, concentrando sua aten&ccedil;&atilde;o no controle da tuberculose.    Por&eacute;m, apesar de caracterizar-se como uma interven&ccedil;&atilde;o de    espectro mais limitado, direcionado ao tratamento medicamentoso, estabelece    novas possibilidades de ampliar os espa&ccedil;os e formas de interven&ccedil;&atilde;o    no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a em &acirc;mbito individual e coletivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sua pr&aacute;tica desenvolve    a capacidade de articula&ccedil;&atilde;o com outros setores, promove uma aproxima&ccedil;&atilde;o    com a realidade social dos pacientes, possibilitando ampliar a capacidade de    intera&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o dos agentes, atrav&eacute;s    de estabelecimento de v&iacute;nculo, acolhimento, responsabilidade, na perspectiva    de garantir maior qualidade e ades&atilde;o do paciente ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento supervisionado    no controle da tuberculose, desponta no espa&ccedil;o da sa&uacute;de como capaz    de gerar mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica dos agentes envolvidos, configurando    um novo modo de agir em sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. PEARSON, L.;    JEREB, J. A.; CRAWFOR, J. T.; DAVIS, B. J.; DOOLEY, S. W.; ARWIS, W. R. Ann.    Intern. Med. v.117,n.3,p.191-6, 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. FREIRE, D.    N. Tuberculose. In: AMATO NETO, V.; BALDY, J. L. S. <b>Doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis</b>.    3. ed. S&atilde;o Paulo, cap.71,1991. p. 845-68.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. OPS/OMS. Reunion    regional de directores nacionales de programas de control de la tuberculosis.    <b>Informe final</b>. Ecuador, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro Nacional    de Epidemiologia. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria.    <b>Controle da tuberculose</b>: diretrizes do plano de a&ccedil;&atilde;o    emergencial para munic&iacute;pios priorit&aacute;rios. Bras&iacute;lia, 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. TEIXEIRA, G.    <b>DOTS</b>: A retomada de uma estrat&eacute;gia. Rio de Janeiro,    1998. 5p. mimeografado</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. KOCHI, A. <b>Tuberculosis    control</b>: is DOTS the health breakthrough of the 1990s? World Health    Forum, Geneva, 1997. vol.18, number 3/4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. S&Atilde;O PAULO.    Secretaria Estadual da Sa&uacute;de, Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    Divis&atilde;o de Tuberculose. <b>Tratamento supervisionado de Tuberculose</b>.    S&atilde;o Paulo, 1997. 7p. mimeografado.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. SUAREZ,G.P.    Uma brecha no Peru. In: KOCHI, A. <b>Is DOTS the health breakthrough of    the 1990s?</b> Geneva, 1997. v. 18, p. 235-236.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. NEHER, A.;    BREYER G.; SHRESTHA B.; FELDMANN K. <b>Directly observed intermittent short-couse    chemotherapy in the Kathamandu valley</b>. Germany, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. SBARBARO,    J. A. Directly observed therapy: who is responsible? <b>Clin. Chest Med</b>.,    v.18, n.1, p. 131-133, march. 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. SOUFFRANT,    G. Harlem&#8217;s Model Tuberculosis Center. In: UPHAM, G.; BROWDERICK, A. <b>Tuberculosis    &amp; HIV</b>. New York, 1995. n.6, p.22- 23.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. MINAYO, M.    C. F. <b>O desafio do conhecimento</b>: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de.    2. ed. S&atilde;o Paulo, HUCITEC/ABRASCO, 1993. 269p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. RUFFINO NETTO,    A.; PEREIRA, J. C. Sa&uacute;de-doen&ccedil;a e sociedade: a tuberculose &#8211;    o tuberculoso. <b>Rev. Medicina</b>, v.15 , n.1-2, p.5-11, 1982.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. MENDES, E.V.    Um novo paradigma sanit&aacute;rio: a produ&ccedil;&atilde;o social da sa&uacute;de    . In: MENDES, E.V. <b>Uma Agenda para a Sa&uacute;de</b>. HUCITEC,    1996. Cap.4, p.233-300,</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. VILLA, T.    C. S. <b>A Enfermeira nos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de P&uacute;blica    do Estado de S&atilde;o Paulo (1967- 1983)</b>. Ribeir&atilde;o Preto,    1992. Tese (Doutorado) &#8211; Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto,    Universidade de S&atilde;o Paulo.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. MERHY, E.    E. O capitalismo e a sa&uacute;de p&uacute;blica. Campinas, Papirus, 1985</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. MENDON&Ccedil;A,    G.F. Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de: um processo participativo. In:    BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de .<b>A&ccedil;&atilde;o Participativa</b>:    avalia&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias. Bras&iacute;lia, Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 1987. p.11-19.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. PAIM, J. S.;    TEIXEIRA, M. G. L. C. Reorganiza&ccedil;&atilde;o do sistema de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica na perspectiva do sistema &uacute;nico de sa&uacute;de(SUS).    <b>Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS</b>. v. I , n. 5, p. 27- 57,    out. 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. SILVA, L.    J. Da vacina &agrave; aspirina: considera&ccedil;&otilde;es acerca das a&ccedil;&otilde;es    coletivas em sa&uacute;de p&uacute;blica. Sa&uacute;de e Sociedade, v. 5, n.    2, p. 3-16, 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. VAUGHAN, J.    P.; MORROW, R. H. <b>Epidemiologia para os munic&iacute;pios</b>.    Manual de gerenciamento dos distritos sanit&aacute;rios, S&atilde;o Paulo. HUCITEC,1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. CAMPOS, G.W.S.    An&aacute;lise cr&iacute;tica da contribui&ccedil;&otilde;es da sa&uacute;de    coletiva e a organiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de sa&uacute;de no    SUS. In: FLEURY, S.(org.) <b>Sa&uacute;de e democracia</b>: a luta    do CEBES. S&atilde;o Paulo, Lemos Editorial, 1997. p.113-124.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Centro Nacional    de Epidemiologia. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria.    <b>Plano nacional de controle da tuberculose</b>. Bras&iacute;lia,    1998.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="topo"></a><a href="#nota">*</a>    Parte da pesquisa realizada para obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de    mestre, junto ao Depto. Materno Infantil da E.E.R.P - USP</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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