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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelo de predição para o abandono do tratamento da tuberculose pulmonar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Nested case-control study within a cohort. The study takes place in Rio de Janeiro, at Raphael de Paula Souza Hospital, from january to march, 1989. It was sampled 78 cases (treatment abandonment) and 93 controls (cure treatment). The aim of this study it was to predict factors to abandonment of tuberculosis treatment. For analyses was used the EPIINFO and SPSS8 applications. The predict factors were unemployment patients, the alcoholic addition, not improvement of clinical symptom related by the patients, the health service rejection translated by the patients as did not come back to the health service and to look for another one.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tuberculose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Modelo    de predi&ccedil;&atilde;o para o abandono do tratamento da tuberculose pulmonar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sonia    Natal<sup>I</sup>; Joaquim Valente<sup>II</sup>; Germano Gerhardt<sup>III</sup>; Maria Lucia Penna<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de    <br>   <sup>II</sup>ENSP    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o    Ataulpho de Paiva    <br>   <sup>IV</sup>UERJ</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudo caso-controle    aninhado em uma coorte de tratamento da tuberculose, com objetivos de determinar    fatores de risco para o abandono do tratamento. O estudo foi realizado no ambulat&oacute;rio    do Hospital Raphael de Paula Souza/MS, Rio de Janeiro, de 01 a 08 de 1989. Os    78 casos foram doentes que abandonaram em qualquer &eacute;poca o tratamento    e foram entrevistados em sua resid&ecirc;ncia; os 93 controles foram doentes    que encerraram o tratamento por cura e entrevistados no ambulat&oacute;rio,    no momento da alta. Foram utilizados os aplicativos EPIINFO e SPSS8. Os fatores    de risco detectados na an&aacute;lise multivariada foram a baciloscopia negativa    no diagn&oacute;stico, aus&ecirc;ncia de trabalho fixo, uso di&aacute;rio de    bebida alco&oacute;lica, relato do doente de n&atilde;o ter apresentado melhora    cl&iacute;nica durante o tratamento, rejei&ccedil;&atilde;o do doente ao servi&ccedil;o    de sa&uacute;de traduzida por sua informa&ccedil;&atilde;o do doente de n&atilde;o    voltar ao mesmo servi&ccedil;o e de ter procurado outro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave:</b>    Tuberculose, Abandono de Tratamento, Predi&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nested case-control study    within a cohort. The study takes place in Rio de Janeiro, at Raphael de Paula    Souza Hospital, from january to march, 1989. It was sampled 78 cases (treatment    abandonment) and 93 controls (cure treatment). The aim of this study it was    to predict factors to abandonment of tuberculosis treatment. For analyses was    used the EPIINFO and SPSS8 applications. The predict factors were unemployment    patients, the alcoholic addition, not improvement of clinical symptom related    by the patients, the health service rejection translated by the patients as    did not come back to the health service and to look for another one.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keys-Words:</b>    Tuberculosis, Abandonment, Predictors.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es,    hoje, para aumentar a efetividade dos programas nacionais de controle da tuberculose    &eacute; o aumento da ader&ecirc;ncia ao tratamento, com a redu&ccedil;&atilde;o    das taxas de abandono.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A busca de casos e o tratamento    da tuberculose, apesar de n&atilde;o reduzir imediatamente o n&uacute;mero de    indiv&iacute;duos infectados pelo bacilo, &eacute; definitivamente o que levar&aacute;    a uma redu&ccedil;&atilde;o do problema a longo prazo. Sem um programa de massa    de quimioprofilaxia, a redu&ccedil;&atilde;o de infectados se dar&aacute;, somente,    atrav&eacute;s do tratamento dos casos infectantes. No Brasil, a taxa de resultados    favor&aacute;veis era inferior a 70,0%<sup>1</sup> , inclu&iacute;dos os casos de sem informa&ccedil;&atilde;o    do desfecho do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, existem poucos    estudos acerca do conhecimento das causas do abandono do tratamento da tuberculose    e das caracter&iacute;sticas dos doentes que perten&ccedil;am a estes grupos.    Mesmo na literatura cient&iacute;fica internacional, a maioria dos estudos acerca    do cumprimento do tratamento s&atilde;o geralmente referentes a outras patologias    e, muito raramente, relacionados com a tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As medidas que    s&atilde;o tomadas, pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, diante de casos de    abandono do tratamento revela a pouca import&acirc;ncia com que estes casos    s&atilde;o tratados, j&aacute; que, na avalia&ccedil;&atilde;o das atividades    dos servi&ccedil;os, os casos de abandono do tratamento s&atilde;o considerados    como &quot;casos encerrados&quot;. A tentativa de se recuperar estes doentes    para a continua&ccedil;&atilde;o do tratamento se reduz, quando muito, &agrave;    emiss&atilde;o de telegrama.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, apesar da proposta    da OMS do tratamento supervisionado, persiste a import&acirc;ncia do perfil    dos doentes que abandonam, pois, mesmo com esta medida, os doentes poder&atilde;o    continuar a faltar, podendo ocorrer o uso irregular das drogas que possibilita    o desenvolvimento da resist&ecirc;ncia bacteriana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo geral    do presente estudo &eacute; descrever as caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas    e sociais dos grupos de doentes que abandonaram e dos que completaram o tratamento,    assim como os aspectos organizacionais do servi&ccedil;o de sa&uacute;de, para    identificar caracter&iacute;sticas dos doentes quanto ao n&atilde;o-cumprimento    do tratamento, de maneira que interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas    possam ser desenvolvidas para grupos espec&iacute;ficos visando a redu&ccedil;&atilde;o    do abandono.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Material    e m&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se um estudo caso-controle    aninhado em uma coorte de tratamento. A coorte foi definida como os casos de    tuberculose que iniciaram tratamento de 01/89 a 03/89, com o esquema terap&ecirc;utico    padronizado (2 RIZ/4RI), com 15 anos ou mais, no Hospital Raphael de Paula Sousa,    no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. O desenlace do tratamento da coorte selecionada    se completou ap&oacute;s 6 meses onde os doentes foram classificados como curados,    fal&ecirc;ncia, &oacute;bitos ou abandono. O abandono foi definido, segundo    as normas nacionais, como o n&atilde;o comparecimento ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de    por 60 dias ou mais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes classificados    como abandono foram considerados casos. Os controles foram selecionados aleatoriamente    entre os pacientes classificados como curados, na propor&ccedil;&atilde;o de    1 caso para 1 controle.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico    da tuberculose era preenchida uma ficha com dados de identifica&ccedil;&atilde;o,    a forma da tuberculose e a situa&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica. Os    doentes foram, ent&atilde;o, informados sobre a sua doen&ccedil;a e a import&acirc;ncia    de retornarem ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de para a continua&ccedil;&atilde;o    do tratamento. Foi utilizado um question&aacute;rio padronizado, para a coleta    dos dados prim&aacute;rios, estruturado com perguntas fechadas e outras abertas,    codificadas posteriormente. A entrevista foi realizada com o pr&oacute;prio    doente em sua resid&ecirc;ncia, quando era abandono do tratamento (caso), e    com o grupo controle no ambulat&oacute;rio. Foi poss&iacute;vel entrevistar    89,11% dos casos selecionados e 78,81% dos controles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As informa&ccedil;&otilde;es    de identifica&ccedil;&atilde;o dos doentes, exames bacteriol&oacute;gicos, esquema    de tratamento administrado, efeitos adversos ou t&oacute;xicos, foram coletadas    em registros dispon&iacute;veis no ambulat&oacute;rio do HRPS (livros de registro    dos doentes com tuberculose do ambulat&oacute;rio, de registros de altas para    doentes de tuberculose, e registro de exames bacilosc&oacute;picos do laborat&oacute;rio)    e em prontu&aacute;rios m&eacute;dicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os question&aacute;rios    foram codificados e digitados apenas por uma pessoa. Usou-se o aplicativo dBase    para o armazenamento e checagem da consist&ecirc;ncia dos dados e elimina&ccedil;&atilde;o    dos erros de digita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Utilizou-se o aplicativo    EPIINFO para a an&aacute;lise dos dados univariados e estratificados. Ap&oacute;s    a realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise univariada, com a identifica&ccedil;&atilde;o    das principais vari&aacute;veis do estudo, procedeu-se &agrave; categoriza&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis e &agrave; an&aacute;lise estratificada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para diferen&ccedil;a    de propor&ccedil;&otilde;es foi utilizado o teste de Qui-quadrado (X<sup>2</sup>),    ou o Exato de Fisher (F), quando indicado. O ODDS RATIO (OR) foi calculado como    estimador do risco relativo (RR), com intervalo de 95% de confian&ccedil;a pelo    m&eacute;todo de Cornfield (IC <sub>95%</sub> ). Para o ajustamento do OR, foi    utilizado o m&eacute;todo de Mantel-Haenszel (OR MH) na an&aacute;lise estratificada.    Tamb&eacute;m foi realizada a an&aacute;lise multivariada, atrav&eacute;s de    modelo log&iacute;stico, utilizando o programa SPSS8. Incluiu-se neste modelo    vari&aacute;veis associadas ao desenlace na an&aacute;lise univariada e as poss&iacute;veis    vari&aacute;veis de confus&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caracter&iacute;sticas    do doente</b> - A distribui&ccedil;&atilde;o por idade e por sexo, indicou    que a popula&ccedil;&atilde;o feminina era mais jovem, tanto nos casos quanto    nos controles, com 50.0% masculina no grupo et&aacute;rio de 15 aos 29 anos;    j&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o era de 52,9% no grupo de 30 aos 49 anos.    Verificou-se tamb&eacute;m que os doentes do sexo masculino, entre os controles,    eram mais velhos, que entre os casos e esta diferen&ccedil;a foi estatisticamente    significativa. As propor&ccedil;&otilde;es de 11.5% (9 casos) e 17.2% (16 controles)    da popula&ccedil;&atilde;o de 50 anos de idade e mais indicam que os controles    s&atilde;o ligeiramente mais velhos do que os casos. De fato, as m&eacute;dias    de idade s&atilde;o, respectivamente, para casos e controles, 34.6 e 36.3 anos,    com os controles 1.6 ano mais velhos, em m&eacute;dia, do que os casos, embora    sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p&gt;0.05). Entretanto estas diferen&ccedil;as    n&atilde;o foram estatisticamente significativas. Na <a href="#tab1">tabela    1</a> encontrase a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos e controles segundo    o grupo et&aacute;rio e sexo em que ocorreu homogeneidade na distribui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v7n1/1a07t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As caracter&iacute;sticas    sociais como o baixo n&iacute;vel de escolaridade, a n&atilde;o estrutura&ccedil;&atilde;o    familiar, o baixo n&uacute;mero de componentes na fam&iacute;lia, a n&atilde;o    inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho, e n&atilde;o ter v&iacute;nculo    empregat&iacute;cio que permita direitos trabalhista, como assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica, foram estatisticamente significativos e est&atilde;o sumarizados    na <a href="#tab2">tabela 2</a>. Outras vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas    como a cor da pele, estado civil e renda familiar n&atilde;o foram diferentes,    com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, entre os dois grupos de estudo.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v7n1/1a07t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o    dos participantes segundo o h&aacute;bito de uso de bebida alco&oacute;lica</b>    - O h&aacute;bito de ingest&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas, apesar do    uso duas vezes mais comum entre os casos (OR=2.0; IC= 1,0- 3,8), n&atilde;o    apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente significativa. Verificou-se que    est&aacute; subordinado &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia do uso di&aacute;rio    e &agrave; grande quantidade ingerida por dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis relacionadas com hist&oacute;ria patol&oacute;gica pregressa,    exame bacteriol&oacute;gico do diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a atual, hist&oacute;ria    da doen&ccedil;a atual hist&oacute;ria de tratamento pr&eacute;vio para tuberculose</b>    e relato de tratamento pr&eacute;vio para tuberculose foi verificado em 26 (33,3%)    dos casos e 27 (29,0 %) dos controles, sem diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa. A hist&oacute;ria de tratamento pr&eacute;vio assumiu import&acirc;ncia    quando o n&uacute;mero de tratamentos realizados eram de 2 ou mais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a atual</b> - Predominou, a forma pulmonar em ambos os grupos,    73 entre os casos e 87 entre os controles, com uma taxa de 93.6% nos dois grupos.    Todas as outras formas extrapulmonares foram pleurais (5 entre os casos e 6    entre os controles).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os casos foram    menos freq&uuml;entemente submetidos &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de baciloscopia    que os controles, no momento da confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    de tuberculose: 23 (29.5%) e 19 (20.4%), respectivamente, embora sem ter sido    poss&iacute;vel detectar uma diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significativa    entre os dois resultados (p&gt;0.05). Dentre os participantes que haviam sido    submetidos &agrave; baciloscopia, no momento do diagn&oacute;stico, verificou-se    que a baciloscopia negativa foi 3 vezes mais freq&uuml;ente entre os casos (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O momento cr&iacute;tico    do abandono do tratamento ocorreu no segundo e terceiro m&ecirc;s do tratamento    (61,5%) com 48 ocorr&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O acompanhamento    da evolu&ccedil;&atilde;o do tratamento, atrav&eacute;s da baciloscopia, est&aacute;    apresentado na <a href="#tab3">Tabela 3</a>. Observou-se acentuada redu&ccedil;&atilde;o    da realiza&ccedil;&atilde;o do exame bacilosc&oacute;pico dos controles, j&aacute;    a partir do segundo m&ecirc;s, com apenas 26.9% dos exames realizados. Nos casos,    63 dos doentes (80,8%) j&aacute; haviam abandonado o tratamento ao final do    terceiro m&ecirc;s. Verificou-se que a propor&ccedil;&atilde;o de negativos    no segundo m&ecirc;s foi de 80%, e de 41.7%, entre controles e casos, respectivamente.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v7n1/1a07t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os esquemas de tratamentos    administrados, foram semelhantes, nos dois grupos, com claro predom&iacute;nio    do Esquema I (2RIZ/4RI), como esperado ( 66 casos, 84,6%; 86 controles, 92,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis relacionadas com percep&ccedil;&atilde;o do doente quanto    ao seu estado cl&iacute;nico</b> - Para avaliar a percep&ccedil;&atilde;o    do doente quanto ao seu estado cl&iacute;nico, observou-se que enquanto apenas    5.4% dos controles referiram que n&atilde;o houve melhora cl&iacute;nica sobre    sinais e sintomas respirat&oacute;rios relatados na admiss&atilde;o, quase a    metade dos casos referiram &quot;n&atilde;o melhora&quot; do estado cl&iacute;nico(<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Distribui&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis relacionadas com hospitaliza&ccedil;&atilde;o</b>    - Os casos estiveram hospitalizados, durante algum per&iacute;odo do tratamento    atual, com maior freq&uuml;&ecirc;ncia que os controles, diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa (p&lt;0.05). Observou-se, assim, que 33.3% dos casos estiveram    hospitalizados, e os motivos da interna&ccedil;&atilde;o foram: em 61.5% causas    sociais, 23.1% por intercorr&ecirc;ncia cl&iacute;nica e, o restante, para interven&ccedil;&atilde;o    cir&uacute;rgica. Nos controles, por outro lado, apenas 17.2% estiveram hospitalizados,    e os motivos da interna&ccedil;&atilde;o em 56.2% foram sociais e, o restante,    por intercorr&ecirc;ncia cl&iacute;nica ou cir&uacute;rgica.A hospitaliza&ccedil;&atilde;o    foi associada com os casos (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Vari&aacute;veis    ligadas ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de, dist&acirc;ncia da resid&ecirc;ncia    ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de</b> - A necessidade de uso de mais de    um transporte coletivo, para o doente chegar ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de,    foi, mais freq&uuml;ente, entre os controles (90.3%), que entre os casos (78.2%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rela&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dico-paciente</b> - Na refer&ecirc;ncia de n&atilde;o atendimento    m&eacute;dico em algumas das consultas mensais, verificou-se que 14 (18.0%)    doentes do grupo de casos, e 9 (9.7%) dos controles, referiram n&atilde;o atendimento    m&eacute;dico em uma das consultas, diferen&ccedil;a que n&atilde;o se mostrou    estatisticamente significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na distribui&ccedil;&atilde;o    dos participantes, segundo a demora para ser atendido, observa-se que a maioria    dos casos (53.9%) referiram demora, enquanto que apenas 36.6% dos controles    referiram esta condi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conhecimento    do doente de sua doen&ccedil;a &#8211; informa&ccedil;&atilde;o</b> - Os    doentes foram questionados sobre a sua doen&ccedil;a com o objetivo de determinar    seu n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o quanto a saber qual a doen&ccedil;a,    tipo e tempo de tratamento e a forma de cont&aacute;gio. Verificou-se que 43.4%    dos casos e 14.0% dos controles n&atilde;o sabiam a doen&ccedil;a que lhes atingia,    diferen&ccedil;a estatisticamente significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A distribui&ccedil;&atilde;o    dos participantes, segundo a procura de outros servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    ocorreu em propor&ccedil;&atilde;o semelhante, entre casos e controles, respectivamente    27 (34.6%) e 36 (38.7%). Na distribui&ccedil;&atilde;o dos motivos alegados    pelos participantes, para a procura de outros servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    observouse que 3/4 dos indiv&iacute;duos que procuraram outros servi&ccedil;os,    fizeram-no por raz&otilde;es associadas &agrave; rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente,    como piora cl&iacute;nica n&atilde;o valorizada pelo m&eacute;dico, outros problemas    de sa&uacute;de, atendimento negado por n&atilde;o ser o dia da consulta, ou    por n&atilde;o ter confiado no m&eacute;dico. As causas administrativas, respons&aacute;veis    por 1/5 da procura de outros servi&ccedil;os, foram greve e falta de medica&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;fica para a tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&iacute;vel de rejei&ccedil;&atilde;o    ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de que acompanhou os indiv&iacute;duos durante    o tratamento, foi maior entre os casos (14.1%) do que nos controles (4.3%),    por&eacute;m sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise    multivariada</b>. A an&aacute;lise univariada das caracter&iacute;sticas    basais identificaram associa&ccedil;&otilde;es significantes entre o abandono    e as caracter&iacute;sticas a seguir: n&iacute;vel de escolaridade abaixo do    3&ordm; ano do primeiro grau, n&atilde;o ter fam&iacute;lia estruturada, morar    sozinho, desempregado, trabalhador sem v&iacute;nculo empregat&iacute;cio, uso    de bebida alco&oacute;lica di&aacute;rio e em grande quantidade, 2 ou mais tratamentos    pr&eacute;vios para tuberculose, baciloscopia do diagn&oacute;stico negativa,    relato de n&atilde;o apresentar melhora cl&iacute;nica no decurso do tratamento,    ter sido hospitalizado durante um per&iacute;odo do tratamento, desconhecimento    da pr&oacute;pria doen&ccedil;a, necessidade de nenhum ou apenas 1 transporte    coletivo para o deslocamento da resid&ecirc;ncia ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de,    relato de demora no atendimento e que n&atilde;o voltaria ao mesmo servi&ccedil;o    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estas vari&aacute;veis    foram sendo inclu&iacute;das no modelo multivariado, passo a passo, de acordo    com a signific&acirc;ncia detectada na an&aacute;lise univariada, e permaneciam    ou eram retiradas, conforme o incremento do modelo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab4">tabela    4</a> est&atilde;o os resultados do modelo multivariado. Observou-se que o sexo    e a idade agrupada em dois grupos, de 15 a35 anos e 36 anos e mais, n&atilde;o    foram associados ao abandono do tratamento. As vari&aacute;veis associadas foram    a baciloscopia negativa no momento do diagn&oacute;stico, as vari&aacute;veis    sociais: n&atilde;o ter trabalho fixo, morar sozinho, uso de 3 ou mais copos    de &aacute;lcool di&aacute;rio; e as vari&aacute;veis de percep&ccedil;&atilde;o    e/ou opini&atilde;o: n&atilde;o ter apresentado melhora cl&iacute;nica, ter    procurado outro servi&ccedil;o de sa&uacute;de e n&atilde;o voltar ao mesmo    servi&ccedil;o de sa&uacute;de.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v7n1/1a07t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aspectos demogr&aacute;ficos,    s&oacute;cio-econ&ocirc;micos e h&aacute;bitos</b> &#8211; A maior freq&uuml;&ecirc;ncia    do sexo masculino corresponde ao encontrado nas distribui&ccedil;&otilde;es    para esta vari&aacute;vel, em estudos sobre a tuberculose <sup>2,3,4,5</sup>    e nas avalia&ccedil;&otilde;es nacionais<sup>6</sup>, como tamb&eacute;m as    mulheres se concentrarem no grupo et&aacute;rio mais jovem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outros estudos de determina&ccedil;&atilde;o    de vari&aacute;veis, associados ao abandono ou &agrave; n&atilde;o-ader&ecirc;ncia    ao tratamento, n&atilde;o determinaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas    quanto ao sexo e idade <sup>5,7,8</sup> . Apenas um estudo <sup>9</sup> encontrou uma diferen&ccedil;a    estatisticamente significativa entre os sexos, sendo que os homens abandonavam    3.5 vezes mais do que as mulheres, o IC 95% variando de 1.6 a 7.4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos e controles quanto &agrave; cor da pele e estado civil n&atilde;o    foi diferente nos dois grupos. V&aacute;rios autores tamb&eacute;m n&atilde;o    acharam associa&ccedil;&atilde;o entre estas vari&aacute;veis e o abandono ou    a n&atilde;o-ader&ecirc;ncia ao tratamento<sup>5,7,8,10,11,12</sup>  .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aspectos    s&oacute;cio-econ&ocirc;micos</b> - A renda familiar apresentou-se baixa    nos dois grupos de estudo. A popula&ccedil;&atilde;o estudada faz parte da clientela    dos Centros de Sa&uacute;de, onde predomina este perfil s&oacute;cio-econ&ocirc;mico.    Os doentes diferenciados, com assist&ecirc;ncia m&eacute;dica do pr&oacute;prio    trabalho, seguros privados ou assist&ecirc;ncia particular, quando acometidos    de tuberculose n&atilde;o fazem o tratamento nestes locais. Os estudos realizados    por <sup>5,7,10</sup>, em v&aacute;rios aspectos, t&ecirc;m uma amostra semelhante &agrave;    deste estudo, quanto ao perfil dos doentes que procuram a rede p&uacute;blica    para o tratamento da tuberculose. Por outro lado, FRANCIS<sup>8</sup>, ao trabalhar com    uma amostra de doentes origin&aacute;rios de um ambulat&oacute;rio de um hospital    p&uacute;blico, questiona a n&atilde;o associa&ccedil;&atilde;o destas caracter&iacute;sticas    com o abandono do tratamento, e chama a aten&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o    deixarem de ser consideradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto outros    fatores ligados &agrave; pobreza foram associados com os abandonos. N&atilde;o    ter trabalho fixo foi nove vezes mais comum entre os casos do que entre os controles    (<a href="#tab4">tabela 4</a>), constatando, mais uma vez, a inser&ccedil;&atilde;o    social desfavor&aacute;vel, destes doentes. Verifica-se um n&uacute;mero crescente    de pessoas sub-empregadas e desempregadas e o aumento das favelas, com uma maior    aglomera&ccedil;&atilde;o intradomiciliar de pessoas, propiciando o aumento    das doen&ccedil;as infecto-contagiosas. Nas popula&ccedil;&otilde;es socialmente    desassistidas, o risco de infec&ccedil;&atilde;o por tuberculose &eacute; muito    maior que na popula&ccedil;&atilde;o geral. Este risco, associado ao ac&uacute;mulo    de pessoas, falta de saneamento b&aacute;sico e desnutri&ccedil;&atilde;o, aumenta    ainda mais o risco final de desenvolver a doen&ccedil;a<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o ter    n&uacute;cleo familiar estruturado e o n&uacute;mero de componentes familiares    foi diferente, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, mostrando que os    casos mais freq&uuml;entemente moravam sozinhos, OR=5,4, <a href="#tab4">tabela    4</a>. Este fato traduziu uma pior situa&ccedil;&atilde;o social dos casos que    n&atilde;o tinham fam&iacute;lias e moradia estabelecida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&uacute;mero de pessoas    de baixo n&iacute;vel de escolaridade (menos que o quarto ano do primeiro grau)    entre os casos, foi quase 4 vezes maior que nos controles, diferen&ccedil;a    estatisticamente significativa, detectada na an&aacute;lise univariada, mostrando    uma associa&ccedil;&atilde;o entre baixa escolaridade e abandono do tratamento.    J&aacute; na an&aacute;lise multivariada a escolaridade n&atilde;o apareceu    associada, entretanto, na descri&ccedil;&atilde;o dos doentes que abandonaram    o tratamento, outros autores<sup>14,15</sup> registraram, tamb&eacute;m, altas taxas de    analfabetismo. O grau de analfabetismo, e semianalfabetismo, identifica atraso    cultural, tornando mais dif&iacute;cil o ato de promo&ccedil;&atilde;o de higiene    e sa&uacute;de, se n&atilde;o houver uma adequa&ccedil;&atilde;o da linguagem    dos profissionais de sa&uacute;de para um maior entendimento dos doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O baixo n&iacute;vel de    escolaridade tem como conseq&uuml;&ecirc;ncia diferen&ccedil;as nos valores    de vida e do entendimento. A capacidade de percep&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a    pode ser semelhante, mas provavelmente a percep&ccedil;&atilde;o da gravidade    da doen&ccedil;a e a capacidade de entendimento das orienta&ccedil;&otilde;es    m&eacute;dicas e da prescri&ccedil;&atilde;o ficam comprometidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>H&aacute;bito    de uso de bebida alco&oacute;lica</b> - O alcoolismo, quando analisado    independentemente do ritmo do uso, foi freq&uuml;ente nos dois grupos, n&atilde;o    usar bebida alco&oacute;lica ou usar eventualmente n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a    entre casos e controles. A diferen&ccedil;a dos dois grupos se deu quanto ao    h&aacute;bito de uso di&aacute;rio, que foi 5 vezes maior entre os casos. A    quantidade m&eacute;dia de copos de bebida alco&oacute;lica por dia, mostrouse    tamb&eacute;m maior entre os casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em estudo, realizado em    S&atilde;o Paulo, foi verificado a incid&ecirc;ncia da tuberculose entre os    alco&oacute;latras significantemente mais alta do que o da popula&ccedil;&atilde;o    geral<sup>16</sup>. V&aacute;rios fatores contribuem para o aumento do risco de infec&ccedil;&atilde;o,    como a m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o, infec&ccedil;&otilde;es freq&uuml;entes    do trato respirat&oacute;rio e o pr&oacute;prio &aacute;lcool que atuaria no    trato respirat&oacute;rio, facilitando os processos infecciosos. Em outro estudo<sup>14</sup>,    realizado no Rio de Janeiro, foi relatado que 48.5% dos doentes de abandono    eram alco&oacute;latras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Percep&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a e rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dicopaciente</b> - Os    abandonos ocorreram predominantemente na primeira metade do tratamento. V&aacute;rios    autores associam o abandono nesta &eacute;poca com a melhora cl&iacute;nica    do doente. Uma das vantagens do tratamento de curta dura&ccedil;&atilde;o &eacute;    o desaparecimento dos sinais e sintomas respirat&oacute;rios, na maioria dos    doentes, na segunda semana do tratamento e uma taxa de negativa&ccedil;&atilde;o    da baciloscopia em torno de 50.0%, ao final do primeiro m&ecirc;s de terapia    e 80.0%, ao final do segundo m&ecirc;s. Em outros estudos, tamb&eacute;m, foi    verificado que a ader&ecirc;ncia ao tratamento caiu a partir do 2<sup>o</sup> m&ecirc;s.    Diante de uma melhora cl&iacute;nica, o doente , se n&atilde;o &eacute; estimulado,    modifica suas prioridades que passam a ser outras. A orienta&ccedil;&atilde;o    da manuten&ccedil;&atilde;o do tratamento &eacute; fundamental, para que o pr&oacute;prio    doente entenda a import&acirc;ncia de sua doen&ccedil;a e da manuten&ccedil;&atilde;o    do seu tratamento<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existe um paradoxo    no tratamento da tuberculose, principalmente ap&oacute;s ser preconizado o tratamento    ambulatorial e de curta dura&ccedil;&atilde;o. Por um lado, os doentes t&ecirc;m    que se submeter a seis meses de tratamento, uso de drogas potencialmente t&oacute;xicas    e visitas m&eacute;dicas mensais, ou seja, &quot;&eacute;&quot; uma pessoa doente;    por outro lado, estes doentes s&atilde;o estimulados a terem a vida ativa &quot;normal&quot;,    de pessoas com sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A percep&ccedil;&atilde;o    dos doentes quanto &agrave; melhora cl&iacute;nica e &agrave; presen&ccedil;a    dos sintomas &eacute; contradit&oacute;ria. A n&atilde;o melhora cl&iacute;nica    foi de 44.8% dos casos, mas quando se perguntou especificamente sobre a presen&ccedil;a    de sinais e sintomas da doen&ccedil;a, houve uma sub-estima&ccedil;&atilde;o    da presen&ccedil;a destes. Nos controles, ocorreu o oposto, 5.3% dos doentes    relatavam n&atilde;o melhora cl&iacute;nica e as perguntas espec&iacute;ficas    foram superestimadas. Esta discrep&acirc;ncia talvez possa ser explicada pela    associa&ccedil;&atilde;o de piora cl&iacute;nica com a redu&ccedil;&atilde;o    da capacidade laborativa, mais do que com a presen&ccedil;a de sinais e sintomas.    Outras explica&ccedil;&otilde;es podem ser a falta de informa&ccedil;&atilde;o,    o baixo n&iacute;vel de escolaridade e a menor inser&ccedil;&atilde;o social    destes doentes, ou ent&atilde;o que esta seja uma id&eacute;ia a posterior e    de autojustificativa do doente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A percep&ccedil;&atilde;o    da pr&oacute;pria doen&ccedil;a e a import&acirc;ncia do tratamento dependem    do recebimento de informa&ccedil;&otilde;es corretas e, para isto ocorrer, s&atilde;o    fundamentais as boas rela&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-paciente, e servi&ccedil;o    de sa&uacute;de-paciente. Os m&eacute;dicos e os outros trabalhadores dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, precisam ter receptividade para atender, n&atilde;o s&oacute;    &agrave;s expectativas dos doentes em rela&ccedil;&atilde;o a sua doen&ccedil;a,    como tamb&eacute;m a outras expectativas ligadas a fatores culturais e sociais,    pois o que se v&ecirc; hoje em dia, &eacute; a perda do sentimento de solidariedade<sup>8,11,18,19,20</sup> . Citando, CHRETIEN<sup>18</sup>, que exemplifica bem este fato: &quot;...    <i>de una sociedad de consumo, aparentemente satisfecha y acojedora pero en que    el sentido de la realidad y de la solidariedad se ha singularmente perdido</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A padroniza&ccedil;&atilde;o    do tratamento da tuberculose implicou, erradamente, em uma &quot;padroniza&ccedil;&atilde;o    do atendimento e do doente&quot;, com um embrutecimento nas rela&ccedil;&otilde;es.    As conseq&uuml;&ecirc;ncias se d&atilde;o, principalmente ao n&iacute;vel do    doente, muitas vezes sem o ajustamento das doses dos quimioter&aacute;picos,    tratamentos desnecess&aacute;rios e a perda da dimens&atilde;o humana da rela&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dico-paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desinforma&ccedil;&atilde;o    sobre a doen&ccedil;a foi importante nos dois grupos de estudo. Entre os casos,    43.4 % n&atilde;o sabiam informar sobre a sua doen&ccedil;a, sendo 4.5 vezes    maior a desinforma&ccedil;&atilde;o nos casos com rela&ccedil;&atilde;o aos    controles.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o    recebe informa&ccedil;&otilde;es s&oacute;ciofamiliares, escolares, e atrav&eacute;s    dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. As informa&ccedil;&otilde;es    s&oacute;ciofamiliares podem ter uma carga de temor, estigma, al&eacute;m de    considera&ccedil;&otilde;es erradas. Existe uma defici&ecirc;ncia grande de    informa&ccedil;&otilde;es oficiais sobre os aspectos dos cuidados de sa&uacute;de.    A comunica&ccedil;&atilde;o de massa, quando existe, falha por haver falta de    coer&ecirc;ncia entre os prop&oacute;sitos program&aacute;ticos e a a&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de. A mensagem &eacute; amb&iacute;gua, e utiliza uma linguagem    que limita a compreens&atilde;o. Para que se pudesse ter um resultado positivo,    esta comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poderia ser ocasional, nem sensacionalista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante que    as orienta&ccedil;&otilde;es, e prescri&ccedil;&otilde;es sejam feitas de maneira    enf&aacute;tica, e escritas de maneira simples e clara<sup>21</sup>. Estudos demonstraram    que os doentes, s&oacute; assimilam metade das orienta&ccedil;&otilde;es faladas    pelo m&eacute;dico, e que o restante n&atilde;o &eacute; retido<sup>8,11,12,19</sup>,    que a linguagem pode ser uma barreira importante. Os doentes analfabetos pouca    import&acirc;ncia d&atilde;o &agrave; palavra escrita, sendo que o mais importante    a ser explorado, neste grupo, &eacute; a mem&oacute;ria e a representa&ccedil;&atilde;o    visual. Existe uma rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o clara, citada pelos autores    acima, entre conhecimento do diagn&oacute;stico pelo doente e a ader&ecirc;ncia    ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fatores sociais, como analfabetismo,    alcoolismo e falta de v&iacute;nculo empregat&iacute;cio, s&atilde;o associados    &agrave; mis&eacute;ria e &agrave; hist&oacute;ria da tuberculose. Estes fatores,    quando presentes em um indiv&iacute;duo, estigmatizam-no como um &quot;p&aacute;ria&quot;,    completamente distanciado do processo de produ&ccedil;&atilde;o e sem oportunidade    de se colocar dentro de um grupo social organizado. &Eacute; not&oacute;rio    que o n&uacute;mero de &quot;miser&aacute;veis&quot; vem crescendo desde a d&eacute;cada    passada e tornou-se p&uacute;blico, ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o do    &uacute;ltimo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE) e de outros &oacute;rg&atilde;os internacionais, como o Banco Mundial    e a ONU, de n&uacute;meros preocupantes: 75 milh&otilde;es de indigentes e pobres    no pa&iacute;s, sendo 50% a fatia dos indigentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; freq&uuml;ente    na imprensa a den&uacute;ncia do agravamento da situa&ccedil;&atilde;o social,    constatando que a sociedade brasileira assiste, com passividade, &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o    de um verdadeiro &quot;apartheid social&quot;, onde a estimativa de 64 a 75    milh&otilde;es de brasileiros exclu&iacute;dos, vivem abaixo da linha de pobreza,    sem os mais elementares direitos de cidadania. Esta multid&atilde;o &eacute;    atingida pela fome, mis&eacute;ria e a humilha&ccedil;&atilde;o na luta pela    sobreviv&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante deste quadro, a    tuberculose &eacute; um problema menor para estas pessoas. Os conceitos de sa&uacute;de    e doen&ccedil;a, o significado dos sinais e sintomas e, inclusive, o valor que    se atribui &agrave; vida humana podem ser muito diferentes dos que conhecemos    habitualmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os aspectos analisados,    sociais e econ&ocirc;micos, escapam da possibilidade de modifica&ccedil;&atilde;o    pelos trabalhadores da sa&uacute;de. Entretanto, as modalidades de organiza&ccedil;&atilde;o    da aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, em especial, da cobertura real da popula&ccedil;&atilde;o,    o acesso &agrave; aten&ccedil;&atilde;o e ao desenvolvimento das t&eacute;cnicas    do diagn&oacute;stico precoce da doen&ccedil;a, n&atilde;o s&oacute; pertencem    &agrave; &aacute;rea de sa&uacute;de, como tamb&eacute;m constituem um poderoso    determinante do comportamento da doen&ccedil;a e &eacute;, essencialmente, um    elemento de import&acirc;ncia na recupera&ccedil;&atilde;o posterior dos doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Hist&oacute;ria    de doen&ccedil;a pregressa</b> - Nos dois grupos, 33.3% casos e 29.0% controles,    foi achado comum a hist&oacute;ria de tratamento anterior para tuberculose.    A diferen&ccedil;a entre os grupos se d&aacute; quanto ao n&uacute;mero de tratamentos    de tuberculose no passado, sendo mais de um tratamento, mais freq&uuml;ente    nos casos. A hist&oacute;ria de abandono dos tratamentos passados, tamb&eacute;m    foi maior entre os casos, sendo esta diferen&ccedil;a estatisticamente significativa,    na an&aacute;lise univariada. O n&atilde;o cumprimento do tratamento no passado,    segundo v&aacute;rios autores, &eacute; um componente com maior probabilidade    de repeti&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>. Entretanto na an&aacute;lise multivariada este    aspecto n&atilde;o foi verificado, provavelmente porque os fatores sociais,    nos mais diversos n&iacute;veis de marginaliza&ccedil;&atilde;o, passam a ser    mais importantes do que tratamentos anteriores, sendo os fatores sociais de    import&acirc;ncia para o monitoramento do doente, pois por si s&oacute; &eacute;    de risco para o abandono do tratamento (n&atilde;o ter trabalho fixo, uso de    bebida alco&oacute;lica). Assim, estes fatores sociais estariam determinando    tanto o abandono do tratamento atual, quanto os abandonos anteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um grupo de psic&oacute;logas<sup>22</sup>,    na Argentina, em prosseguimento ao estudo &quot;Factores Psicol&oacute;gicos    que Dificultan la Curaci&oacute;n de los Enfermos Tuberculosos y Motivan su    Reinternaci&oacute;n&quot;, fazem paralelo entre a lepra, a loucura e a tuberculose,    baseado em elementos comuns: medo do cont&aacute;gio, marginaliza&ccedil;&atilde;o,    isolamento social e reclus&atilde;o. Formulam uma s&eacute;rie de hip&oacute;teses    psicol&oacute;gicas para explicar o porque do doente se deixar consumir pela    doen&ccedil;a. A pr&oacute;pria procura tardia para o tratamento estaria ligada    ao abandono, e questionam se seria um desejo de morte destes doentes, ou uma    estrutura psicol&oacute;gica dependente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aspectos    bacteriol&oacute;gicos e hist&oacute;ria da doen&ccedil;a atual</b> - O    principal motivo para a procura do servi&ccedil;o de sa&uacute;de para o tratamento    atual foi relatado pelos doentes: a presen&ccedil;a de sintomas respirat&oacute;rios    e comprometimento do estado geral (55.1% casos, 44.1% controles). A localiza&ccedil;&atilde;o    da tuberculose na grande maioria foi pulmonar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados    da baciloscopia do diagn&oacute;stico est&atilde;o nas <a href="#tab2">tabelas    2</a> e <a href="#tab4">4</a>. N&atilde;o foram realizados exames em 29.5% dos    casos e 20.4% dos controles, n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o    do exame bacilosc&oacute;pico do diagn&oacute;stico demonstra um grave problema    de organiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o e uma rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dicopaciente    e servi&ccedil;o-paciente deteriorada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os doentes que fizeram    o exame bacilosc&oacute;pico no diagn&oacute;stico, verificamos que os casos    foram tr&ecirc;s vezes mais negativos que os controles. O tratamento de doentes    sem confirma&ccedil;&atilde;o acarreta uma s&eacute;rie de preju&iacute;zos    ao pr&oacute;prio doente e aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na an&aacute;lise estratificada,    a hist&oacute;ria passada de tratamento da tuberculose apresentou uma poss&iacute;vel    intera&ccedil;&atilde;o com o resultado da baciloscopia negativa do diagn&oacute;stico,    n&atilde;o confirmada na an&aacute;lise multivariada. Entretanto existem estudos    que mostram que os indiv&iacute;duos com hist&oacute;ria de retratamento quando    negativos &agrave; baciloscopia do diagn&oacute;stico, pode significar que,    provavelmente, seriam doentes residuais com sintomas respirat&oacute;rios, n&atilde;o    necessitando de tratamento espec&iacute;fico para a tuberculose. Em estudo realizado    em um Centro de Sa&uacute;de do Estado do Rio de Janeiro, 142 doentes matriculados    como tuberculose, mas antes de iniciarem o tratamento, foram encaminhados para    o esclarecimento do diagn&oacute;stico. A confirma&ccedil;&atilde;o foi realizada    em 45.5% dos doentes apenas com a repeti&ccedil;&atilde;o do exame bacilosc&oacute;pico,    em 0.9% com a cultura do escarro e os restantes, 51.8%, mudaram o diagn&oacute;stico    para outras doen&ccedil;as<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A propor&ccedil;&atilde;o    de casos positivos &agrave; baciloscopia foi de 56.4%, e, entre os controles,    a positividade foi de 81.1%. A positividade estaria associada a um quadro cl&iacute;nico    mais exuberante e &agrave; gravidade da doen&ccedil;a (n&atilde;o considerando    falsos negativos) e o esperado para estes doentes seria um menor abandono<sup>21,24</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros autores    referem que n&atilde;o s&oacute; os doentes mais graves abandonariam, mais freq&uuml;entemente,    o tratamento, como tamb&eacute;m os doentes diagnosticados por busca ativa o    fariam mais do que os que o procuram espontaneamente. Este fato pode estar ligado    a fatores subjetivos, como valoriza&ccedil;&atilde;o da vida, entendimento de    sa&uacute;de e percep&ccedil;&atilde;o da gravidade da doen&ccedil;a, e seriam    fatores pr&eacute;vios comuns que explicariam tanto o abandono, como deixar    a doen&ccedil;a avan&ccedil;ar<sup>25,26</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A n&atilde;o confirma&ccedil;&atilde;o    do diagn&oacute;stico &eacute; um fator prejudicial &agrave; ader&ecirc;ncia    ao tratamento, pois diminui a import&acirc;ncia da gravidade da doen&ccedil;a,    prejudica o seguimento do tratamento, quando na verdade, pode at&eacute; ser    outro o diagn&oacute;stico<sup>11,19,20,23</sup>. Este fato demonstra o desn&iacute;vel    entre o conhecimento t&eacute;cnico dispon&iacute;vel e a possibilidade de aplica-los    com &ecirc;xito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O custo do PNCT varia,    inversamente, ao n&uacute;mero de doentes tratados. Quanto maior o valor preditivo    (VP) positivo do diagn&oacute;stico bacilosc&oacute;pico, menor o custo do tratamento.    Nos casos pulmonares negativos, utiliza-se o VP do diagn&oacute;stico radiol&oacute;gico.    O controle da qualidade do diagn&oacute;stico do escarro constitui uma contribui&ccedil;&atilde;o    chave para a manuten&ccedil;&atilde;o do PCT eficaz27. (MURRAY, 1991)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hospitaliza&ccedil;&atilde;o    - A hospitaliza&ccedil;&atilde;o foi importante nos dois grupos (33.3% casos    e 17.2% controles). A diferen&ccedil;a foi estatisticamente significativa, j&aacute;    que a maior propor&ccedil;&atilde;o de casos foi internada, apontando que estar    internado n&atilde;o contribui para uma melhor educa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria    e maior ader&ecirc;ncia ao tratamento; pelo contr&aacute;rio, doentes internados    sofrem restri&ccedil;&otilde;es que afetam suas sa&iacute;das, visitas e recrea&ccedil;&otilde;es.    O papel do hospital &eacute; questionado, desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo    (1904), quanto a uma melhor ader&ecirc;ncia ao tratamento. O n&atilde;o uso    da medica&ccedil;&atilde;o, em nenhum momento, &eacute; indica&ccedil;&atilde;o    de interna&ccedil;&atilde;o. Alguns estudos mostram uma associa&ccedil;&atilde;o    entre abandono do tratamento e a hospitaliza&ccedil;&atilde;o, e que isto se    daria mais no momento da alta hospitalar, por esta ser entendida pelo doente,    como alta do tratamento<sup>9,10,11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aspectos    ligados ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de</b> - O primeiro aspecto detectado,    relacionado com o n&iacute;vel central, foi a falta de medica&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;fica, no per&iacute;odo, e de supervis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falta de drogas, para    o tratamento da tuberculose, atingiu o hospital, da mesma maneira que a outros    servi&ccedil;os de sa&uacute;de, independente do mesmo ser um hospital do MS.    A falta de Pirazinamida ocorreu nos per&iacute;odos de 17/1/89 a 20/4/89 e de    1/8/89 a 25/7/90. A falta da Rifampicina associada &agrave; Isoniazida ocorreu    de 17/1/89 a 17/2/89 e de 20/7/89 a 24/1/90. Durante estes per&iacute;odos,    a distribui&ccedil;&atilde;o das drogas foi mantida de maneira irregular, atrav&eacute;s    de remanejamento de drogas de outras institui&ccedil;&otilde;es ou encaminhamento    dos doentes para outros servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto importante    detectado, indiretamente, s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-paciente    e servi&ccedil;o-paciente: n&atilde;o busca do abandono, n&atilde;o seguimento    bacilosc&oacute;pico do tratamento, n&atilde;o detec&ccedil;&atilde;o de insucessos    de tratamento, reten&ccedil;&atilde;o de doentes que moram longe do servi&ccedil;o,    a n&atilde;o orienta&ccedil;&atilde;o do doente quanto &agrave; coleta do material    para o exame bacilosc&oacute;pico e quanto &agrave; doen&ccedil;a e ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os outros fatores ligados    ao servi&ccedil;o, citados na literatura como associados ao abandono, s&atilde;o    o tempo de demora no atendimento e a necessidade do uso de mais de transporte    coletivo. Verificou-se que, ao contr&aacute;rio do esperado, os controles necessitavam    de mais transporte, que os casos. A demora para o atendimento, segundo o doente,    foi mais freq&uuml;ente entre os casos. &Eacute; citado na literatura, que quanto    maior a espera para o atendimento em um ambulat&oacute;rio, mais elevada a propor&ccedil;&atilde;o    de ausentes nas consultas seguintes<sup>20,24,28</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A organiza&ccedil;&atilde;o    do atendimento, em trabalho em equipe, tem import&acirc;ncia, para n&atilde;o    criar uma tend&ecirc;ncia de descarregar a execu&ccedil;&atilde;o em cima de    uma pessoa; normalmente o m&eacute;dico. Esta centraliza&ccedil;&atilde;o, determina    depend&ecirc;ncia e exclusividade pessoal na execu&ccedil;&atilde;o das atividades,    n&atilde;o levando &agrave; integra&ccedil;&atilde;o e provocando desvincula&ccedil;&atilde;o    com o resto dos trabalhadores de sa&uacute;de. Uma das conseq&uuml;&ecirc;ncias    &eacute; a falta de entrevista do doente com a enfermeira, que normalmente &eacute;    o elo entre o servi&ccedil;o e o m&eacute;dico. Com isto, reduz-se a possibilidade    de uma melhor abordagem e compreens&atilde;o quanto aos problemas s&oacute;cio-familiares,    como moradia, retendo doentes de &aacute;reas distantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CHAULET<sup>29,30</sup>    &eacute; bastante contundente em suas afirma&ccedil;&otilde;es sobre a responsabilidade    do abandono. Para ele, este fracasso &eacute; organizacional e estrutural, em    todos os n&iacute;veis de sa&uacute;de, e principalmente no atendimento. Segundo,    este autor: &quot;... <i>Por lo tanto, el cumplimiento y su corolario, el incumplimiento,    no son conceptos asociados al curso natural de las actividades humanas: son    principalmente la consecuencia de la actividad o de los errores de hombres y    mujeres reales, quienes realizan o no un trabajo por el cual son pagados por    la comunidad</i>.&quot;</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados encontrados    n&atilde;o diferiram, na sua maioria, dos encontrados na literatura, quanto    &agrave;s vari&aacute;veis ligadas aos doentes e ao servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o modelo multivariado    seriam predi&ccedil;&atilde;o para o abandono do tratamento doentes com tuberculose    sem trabalho fixo, uso de alcool di&aacute;rio, com rela&ccedil;&atilde;o aos    fatores sociais, independente do sexo, grupo et&aacute;rio. Com rela&ccedil;&atilde;o    ao servi&ccedil;o m&eacute;dico a n&atilde;o confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    &eacute; de grande risco para o abandono, cabendo aos servi&ccedil;os realizar    de maneira adequada o diagn&oacute;stico o que poder&aacute; desta maneira melhorar    o progn&oacute;stico do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros fatores    de risco associados ao abandono, &quot;subjetivos&quot;, como o relato de n&atilde;o    melhora cl&iacute;nica do doente, durante o tratamento, a rejei&ccedil;&atilde;o    ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de, como procurar outro servi&ccedil;o e/ou relatar    que n&atilde;o voltaria ao mesmo servi&ccedil;o, t&ecirc;m que ser melhor avaliados    e compreendidos. A n&atilde;o melhora pode estar relacionada a efeitos adversos    das drogas, ao diagn&oacute;stico incorreto (doentes n&atilde;o confirmados),    ou mesmo uma justificativa a posteriori do doente. O relato de n&atilde;o mais    voltar ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de necessita a avalia&ccedil;&atilde;o    da qualidade do atendimento aos doentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fatores, ligados aos    doentes fazem parte de um quadro de pobreza e podem n&atilde;o serem os efetores    diretos do abandono do tratamento. Apesar da plausibilidade, n&atilde;o se pode,    a partir deste estudo chegar a uma defini&ccedil;&atilde;o segura do perfil    dos doentes que abandonam. Entretanto, podemos caracterizar epidemiologicamente,    com seguran&ccedil;a, as dificuldades relacionadas aos servi&ccedil;os que contribuem    para o baixo rendimento do programa e as caracter&iacute;sticas principais dos    doentes que abandonam embasados na pr&aacute;tica m&eacute;dica e na literatura    cient&iacute;fica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O problema de altas taxas    de abandono do tratamento, altas taxas de reingresso para o retratamento, no    munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, &eacute; persistente. Ap&oacute;s ter sido    uma constante na d&eacute;cada de 90, observa-se um agravamento da situa&ccedil;&atilde;o,    no final da d&eacute;cada, como observado nas avalia&ccedil;&otilde;es do programa    de controle<sup>31</sup> e em estudo de tratamento da tuberculose<sup>32</sup>. Portanto a quest&atilde;o    do abandono do tratamento &eacute; um dos principais aspectos da baixa efetividade    do programa de controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fatores s&oacute;cio-econ&ocirc;micos    caracterizados nos grupos de estudo n&atilde;o est&atilde;o relacionados com    as limita&ccedil;&otilde;es do programa e est&atilde;o fora do &acirc;mbito    de sua atua&ccedil;&atilde;o. Entretanto, a melhor organiza&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o e a melhor utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos poderiam    reduzir a influ&ecirc;ncia destes fatores, para obten&ccedil;&atilde;o de uma    maior efetividade do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A d&eacute;cada de 90 deparou-se    com problemas pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos, que levaram ao empobrecimento    n&atilde;o s&oacute; da popula&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m dos governos    locais, com a redu&ccedil;&atilde;o de recursos globais. No PNCT verificam-se    dois fatos de gravidade: falta de medicamentos e a redu&ccedil;&atilde;o das    supervis&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Perspectiva    para preven&ccedil;&atilde;o do abandono do tratamento da tuberculose</b>    - A principal medida, &eacute; a descentraliza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    e tratamento, pois sem esta medida, qualquer outra como busca dos casos faltosos,    e/ou tratamento supervisionado ficam prejudicados, n&atilde;o s&oacute; em grandes    centros urbanos, decorrente dos dif&iacute;ceis acessos, desconhecimento da    equipe de sa&uacute;de da comunidade na qual o doente est&aacute; inserido,    como em regi&otilde;es n&atilde;o urbanizadas mas onde os acessos s&atilde;o    dif&iacute;ceis pelos problemas geogr&aacute;ficos. Outras medidas, entretanto,    necessitam serem tomadas para aumentar o rendimento do PCT e reduzir as taxas    de abandono, s&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226; Aumento    da confirma&ccedil;&atilde;o dos diagn&oacute;sticos dos doentes em tratamento    e o acompanhamento adequado no decorrer do tratamento;    <br>   &#8226; Aumento real da cobertura do programa e da rede de laborat&oacute;rios,    al&eacute;m do treinamento dos t&eacute;cnicos para reduzir os tratamentos sem    confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico;    <br>   &#8226; Revis&atilde;o das defini&ccedil;&otilde;es de abandono e de casos encerrados;    <br>   &#8226; Organiza&ccedil;&atilde;o de um fluxo de informa&ccedil;&atilde;o, entre    o n&iacute;vel central e local;    <br>   &#8226; Supervis&atilde;o adequada, visando n&atilde;o s&oacute; avalia&ccedil;&atilde;o,    mas principalmente o comprometimento na busca das solu&ccedil;&otilde;es dos    problemas detectados;    <br>   &#8226; Divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento e da educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de, n&atilde;o s&oacute; nos servi&ccedil;os, mas nas entidades    representativas locais, principalmente as escolas;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   &#8226; Revis&atilde;o do PNCT para elabora&ccedil;&atilde;o de propostas, com    a participa&ccedil;&atilde;o das Escolas de Medicina, Sociedades M&eacute;dicas    e Secretarias de Sa&uacute;de;    <br>   &#8226; Implantar nos servi&ccedil;os de diagn&oacute;stico e tratamento da    tuberculose o controle da ader&ecirc;ncia ao tratamento, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o    do comparecimento &agrave;s consultas m&eacute;dicas e &agrave; contagem das    drogas;    <br>   &#8226; Reduzir o tempo entre as consultas m&eacute;dicas, nos doentes de maior    risco de abandono, al&eacute;m de dar um atendimento diferenciado quanto a orienta&ccedil;&atilde;o    do tratamento e cuidados gerais com a sa&uacute;de;    <br>   &#8226; Obter informa&ccedil;&atilde;o adequada do doente quanto a resid&ecirc;ncia,    local de trabalho para contato, quando necess&aacute;rio. Procurar matricular    os doentes nos servi&ccedil;os para o tratamento, de acordo com as &aacute;reas    de domic&iacute;lio, trabalho e prefer&ecirc;ncia do doente. Esta medida facilitar&aacute;    as visitas domiciliares que devem ser consideradas priorit&aacute;rias nos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de;    <br>   &#8226; Cumprir a rotina de sempre haver a entrevista com a enfermeira, e posteriormente    com o m&eacute;dico. De maneira nenhuma, os doentes podem receber os medicamentos    sem a consulta pr&eacute;via;    <br>   &#8226; Finalmente, os profissionais de sa&uacute;de e a sociedade devem se    conscientizar que a tuberculose n&atilde;o &eacute; um problema resolvido, pelo    contr&aacute;rio, a solu&ccedil;&atilde;o esta muito distante, portanto constituindo    uma prioridade de sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. GEHARDT G;    Natal S. Efici&ecirc;ncia do Tratamento da Tuberculose no Brasil. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional da Sa&uacute;de. Ano 4. Bras&iacute;lia:    CENEPI. 1996: 95-98.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. CASTELO Filho    A. Estudo randomizado controlado para avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade    de um esquema intermitente de curta dura&ccedil;&atilde;o no tratamento da tuberculose    pulmonar. Tese Doutorado. DIP / EMP, SP, 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. MONTANER L.    J. G.; Natal Ribeiro S.; Yongchaiyud P.; Olliaro P. Rifabutin for the Treatment    of Newly- Diagnosed Pulmonary Tuberculosis: a Multinacional, Randomized, Comparative    Study versus Rifampicin. Tubercle and Lung Disease. 75 (341-347), 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. NATAL Ribeiro    S.; Bejgel I.; Grhardt G et als. Fatores associados a fal&ecirc;ncia do tratamento    da tuberculose, Brasil. <u>Jornal de Pneumologia</u>. 18 (supl 2): 121, 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. BELTRAN ORP;    Mosca CA.; Eisele C; Carosso A. El abandono del tratamiento en tuberculosis.    Realidad actual e perspectivas futuras. <u>Rev Argentina de Tuberculosis, Enfermedades    Pulmonares y Salud Publica</u>. XLIV (1): 11-19, 1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. MINIST&Eacute;RIO    DA SA&Uacute;DE. Reuni&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o operacional e epidemiol&oacute;gica    do PNCT, na d&eacute;cada de 80. Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria. 1993.    N&uacute;mero Especial: 9-70.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. ANDERSEN S;    Banerji D. A sociological Inquiry into an urban tuberculosis control programme    in India. <u>Bull Wld Hlth Org</u>. 29: 685-700, 1963.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8 FRANCIS V; Korsch B;    Morris MJ. Gaps in doctor patient comunication. <u>The New England J Medicine</u>.    280 (10): 535-540, 1969.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. CHUAH SY. Factors    associated with poor patient compliance with anti-tuberculosis therapy in North    West Pirak, Malaysia. <u>Tubercle</u>, 72: 261-264, 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. IRURZUN RN;    Hasper J; Garcia LE. Retratamiento por tuberculosis, incumplimiento del tratamiento    anterior y su relaci&oacute;n con el mismo. <u>Rev Argentina del Torax</u>. 51 (1):    17-30, 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. KILPATRICK    GS. Compliance in relation to tuberculosis. <u>Tubercle</u>. 68: 31-32, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. SBARBARO J.    Cumplimiento del paciente con el tratamiento preventivo. Consideraciones operacionales.    <u>Bol Uni&oacute;n Int Tuberc Enf Resp</u>. 66 (supl): 39-41, 1990-1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. GRZYBOWSKI    S. Cost in tuberculosis control. <u>Tubercle</u>. 68 (supl): 33-37, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. BECKER RS.    <u>Estudo da investiga&ccedil;&atilde;o da enfermeira nas investiga&ccedil;&otilde;es    de quimioterapia da tuberculose</u>. Tese, concurso Docente Livre, Escola de    Enfermagem Ana Nery, Rio de Janeiro, 1976.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. SERRANO CA.;    Mackevich EJ; Gordillo CR. Causas de reingressos de pacientes hospitalizados    en el instituto tisilogico de Punilla. <u>Rev Argentina de Tub</u>. XXXIV (1-2):    15-20, 1970.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. RUFFINO Netto    A.; Ruffino M. Associa&ccedil;&atilde;o entre alcoolismo e tuberculose pulmonar.    <u>Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica S&atilde;o Paulo</u>. 13: 183-194, 1979.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. LEADING ARTICLE.    Defaulters and motivation. Tubercle. 53: 147-148, 1972.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. CHRETIEN J.    Tuberculosis y VIH. El duo maldito. <u>Bol Uni&oacute;n Int Tuberc Enf Resp</u>. 65    (1): 27- 30,1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. REICHMAN LB.    Compliance in developed nations. <u>Tubercle</u>. 68: 25-29, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. SNIDER DE.    Rese&ntilde;a sobre el cumplimiento de las prescripciones en los programas de    la tuberculosis. <u>Bol Union Int Tuberc</u>. 57 (3-4): 255-260, 1982.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. CROFTON J.    Les causes possibles de l'echec des trautment de la tuberculosis pulmonaire    comment les eviter. <u>Bol Int Union Tuberc</u>. 55 (3-4): 93-101, 1980.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. BARAYOBRE    S; Herrera S; Qui&ntilde;onero B; Torres A. et als. Tuberculosis, abandono reiterado    del tratamiento. <u>Rev Argentina de Tuberculosis, Enfermedades Pulmonares y    Salud Publica</u>. 48 (2): 23-31, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. NATAL S; Teixeira    GM; Penna ML et als. Tuberculose pulmonar sem confirma&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica.    Bol. Pneum. Sanit. 1998. 6(1): 44-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. TEKLER B.    Reasons for failure in treatment of pulmonary tuberculosis in Ethiopians. <u>Tubercle</u>.    65: 17-21, 1984.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. CASSELS A.;    Heineman E.; Le Clerq, S. Tuberculosis case-finding in Eastern Nepal. <u>Tubercle</u>,    63 (3): 175- 185, 1982.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. HULKA BS;    Cassel JC; Kupper LL. Communication, compliance and concordance between physicians    and patients with prescribed medications. <u>Amer J Publ Health</u>. 66: 847-853,1976.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. MURRAY CJL.    Investigation econ&ocirc;mica, social y operacional sobre la tuberculosis: estudios    recientes y algunas cuestiones prioritarias. <u>Bol Uni&oacute;n Int Tuberc    Enf Resp</u>. 66: 163-171, 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. WATTS TE.    The regularity of attendance of male tuberculosis patients diagnosed at Mulago    Hospital between january and july in 1968 and in 1970. <u>Tubercle</u>. 53:    174- 181, 1972.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. CHAULET P.    La quimioterapia de la tuberculosis en 1983. <u>Bol Uni&oacute;n Int Tuberc</u>.    58 (1): 26-36, 1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. CHAULET P.    Compliance with anti-tuberculosis chemotherapy in developing countries. <u>Tubercle</u>.    68: 19-24, 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. CAVALCANTE    SC; Pacheco AG; Lauria L et als. Epidemiologia da Tuberculose no Munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro &#8211; Revis&atilde;o dos casos notificados de 1995 a 1997.    <u>Bol Pneum. Sanit</u>. 1988. 6 (1): 81-92.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. NATAL S; Toledo    A; Penna MF. Fatores de Predi&ccedil;&atilde;o para a Resist&ecirc;ncia aos    Tuberculost&aacute;ticos e o Impacto da Resist&ecirc;ncia no Resultado do Tratamento.    J Pneumol. 1998. 4 (S1): S153.</font><p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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