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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Projeto de análise de informação para tuberculose]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Doutora em Saúde Coletiva / IMS-UERJ Médica do Centro de Referência Prof. Hélio Fraga, FUNASA Professora Adjunta Medicina da Família / FACIMPA - UNIPA]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Mestre em Saúde Pública / IMS-UERJ Médico Responsável pelo PCMSO - REDUC - Petrobrás ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The evolution of the concept of epidemic surveillance was presented in agreement with the medicine paradigm changes and with the progress of the epidemiology. It was presented the need of a tuberculosis system of information (TSI) to improvement the tuberculosis control program. These TSI could to identifie the operational and epidemic problems more accurate. It was showed the importance the interface of the TSI with other existent systems informations ordinary used in the country, as well as the analysis of this system. Indicators are presented, so much for PCT in the traditional form of operacionalization, as for they be used in the Family Medicine Program]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Vigilância Epidemiológica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Projeto    de an&aacute;lise de informa&ccedil;&atilde;o para tuberculose</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sonia Natal<sup>I</sup>; Maur&iacute;cio Vieira Elias<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Doutora    em Sa&uacute;de Coletiva / IMS-UERJ, M&eacute;dica do Centro de Refer&ecirc;ncia    Prof. H&eacute;lio Fraga, FUNASA; Professora Adjunta Medicina da Fam&iacute;lia    / FACIMPA - UNIPA    <br>   <sup>II</sup>Mestre em Sa&uacute;de P&uacute;blica / IMS-UERJ; M&eacute;dico    Respons&aacute;vel pelo PCMSO - REDUC - Petrobr&aacute;s</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores apresentam    a evolu&ccedil;&atilde;o do conceito de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    de acordo com as mudan&ccedil;as de paradigma que ocorreram na medicina e no    avan&ccedil;o da epidemiologia, e a sua aplica&ccedil;&atilde;o no controle    da tuberculose. &Eacute; apresentada a necessidade de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    para a tuberculose que identifique os problemas operacionais e epidemiol&oacute;gicos    mais acuradamente. &Eacute; identificada a necessidade da interface do sistema    de informa&ccedil;&atilde;o da tuberculose com outros sistemas existentes e    utilizados no pa&iacute;s, como tamb&eacute;m a an&aacute;lise deste sistema,    sistematicamente. S&atilde;o apresentados indicadores, tanto para o PCT na forma    tradicional de operacionaliza&ccedil;&atilde;o, como para serem utilizados no    Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>    Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica; Tuberculose; Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The evolution    of the concept of epidemic surveillance was presented in agreement with the    medicine paradigm changes and with the progress of the epidemiology. It was    presented the need of a tuberculosis system of information (TSI) to improvement    the tuberculosis control program. These TSI could to identifie the operational    and epidemic problems more accurate. It was showed the importance the interface    of the TSI with other existent systems informations ordinary used in the country,    as well as the analysis of this system. Indicators are presented, so much for    PCT in the traditional form of operacionalization, as for they be used in the    Family Medicine Program.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b>    Epidemic surveillance; Tuberculosis; System of Information</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Evolu&ccedil;&atilde;o    conceitual da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desejo de evitar    o adoecimento das pessoas e monitorizar a sa&uacute;de das comunidades &eacute;    antigo. A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica tem sido utilizada com esta    finalidade, variando o seu conceito de acordo, com a &eacute;poca e com o sistema    s&oacute;cio-pol&iacute;tico de cada comunidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">William Petty,    m&eacute;dico e economista ingl&ecirc;s do s&eacute;culo XVII, salientou a import&acirc;ncia    da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o para o poder e a opul&ecirc;ncia    do Estado, preparando a coleta de dados sobre a popula&ccedil;&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o,    doen&ccedil;as e rendas, pois sua an&aacute;lise poderia trazer &agrave; luz    quest&otilde;es de interesse nacional<i><sup>(1)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Johan Peter Franck,    no final do s&eacute;culo XVIII, elaborou uma obra sistematizando a denominada    &quot;pol&iacute;cia m&eacute;dica&quot;, que foi a pioneira na an&aacute;lise    sistem&aacute;tica de problemas de sa&uacute;de da comunidade<i><sup>(1)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">William Farr,    superintendente do Departamento de Estat&iacute;stica do Governo Ingl&ecirc;s,    entre 1839 e 1879, &eacute; considerado o fundador dos conceitos modernos de    Vigil&acirc;ncia, por ter desenvolvido metodologia, para identificar o excesso    de mortalidade por todas as causas em uma popula&ccedil;&atilde;o, at&eacute;    hoje empregada para detectar epidemias<i><sup>(1,2)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conceito de    vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de p&uacute;blica est&aacute; ligado inicialmente    &agrave;s pr&aacute;ticas de isolamento e quarentena, que surgem no final da    idade m&eacute;dia, com a intensifica&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio e    a prolifera&ccedil;&atilde;o dos centros urbanos. Estas pr&aacute;ticas tinham    o objetivo de isolar os doentes da popula&ccedil;&atilde;o sadia, sendo executadas    de forma autorit&aacute;ria e punitiva. Nesta &eacute;poca, surgem os hospitais    de isolamento para doen&ccedil;as como var&iacute;ola, lepra e tuberculose<i><sup>(3)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No final do s&eacute;culo    XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, com o surgimento da teoria dos germes    e com o in&iacute;cio das t&eacute;cnicas de vacina&ccedil;&atilde;o, a vigil&acirc;ncia    sanit&aacute;ria passa a incluir a observa&ccedil;&atilde;o dos contatos e os    conceitos de per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o    das doen&ccedil;as. O conceito de vigil&acirc;ncia centrada no indiv&iacute;duo    doente e nos contatos perdurou at&eacute; a metade do s&eacute;culo XX<i><sup>(1,4,5,6)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">At&eacute; a d&eacute;cada    de 1940, as atividades de vigil&acirc;ncia eram voltadas, prioritariamente,    para o controle de doentes com mol&eacute;stias infecciosas graves. O diagn&oacute;stico    destas doen&ccedil;as se acompanhava do isolamento imediato do indiv&iacute;duo    e do controle dos comunicantes<i><sup>(1,4,5,6)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da segunda    guerra mundial, observouse a modifica&ccedil;&atilde;o deste conceito, passando    ao acompanhamento sistem&aacute;tico das doen&ccedil;as na comunidade com o    objetivo de efetuar as medidas de controle necess&aacute;rias. A metodologia    inclu&iacute;a a coleta sistem&aacute;tica e a an&aacute;lise de dados, e a    dissemina&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es. O conceito de vigil&acirc;ncia    passa a referir-se ao controle de doen&ccedil;as e n&atilde;o mais aos indiv&iacute;duos.    A 21<sup>a</sup>; Assembl&eacute;ia Mundial de Sa&uacute;de aplica o conceito de vigil&acirc;ncia    &agrave;s doen&ccedil;as, em detrimento do controle dos indiv&iacute;duos<i><sup>(7)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um exemplo t&iacute;pico    deste novo conceito &eacute; o chamado &quot;Acidente de Cutter&quot;, onde    o Center for Disease Control (CDC) dos Estados Unidos da Am&eacute;rica conseguiu    identificar rapidamente um surto de poliomielite ap&oacute;s vacina&ccedil;&atilde;o    do tipo Salk (v&iacute;rus inativado). O sistema de informa&ccedil;&atilde;o    do CDC permitiu identificar os dois lotes de vacinas respons&aacute;veis pela    epidemia que, por problemas t&eacute;cnicos, continham v&iacute;rus apenas parcialmente    inativados<i><sup>(8)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Raska, em um artigo    publicado em 1964, utiliza pela primeira vez a express&atilde;o &quot;Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica&quot; que ser&aacute; cada vez mais utilizada a partir    da cria&ccedil;&atilde;o da Unidade de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    da Divis&atilde;o de Doen&ccedil;as Transmiss&iacute;veis da OMS, em 1966<i><sup>(9)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir desta    d&eacute;cada, prop&otilde;em conceitos mais abrangentes de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica incluindo a pesquisa em epidemiologia, a avalia&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e inclusive a atua&ccedil;&atilde;o direta    para erradicar e curar determinadas doen&ccedil;as, dentro do escopo de vigil&acirc;ncia<i><sup>(1,3,8,10)</sup></i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Langmuir, em diversos    trabalhos publicados, observa a tend&ecirc;ncia de alguns epidemiologistas de    definir vigil&acirc;ncia como sin&ocirc;nimo de epidemiologia, incluindo a pesquisa    epidemiol&oacute;gica. Em sua opini&atilde;o esta tend&ecirc;ncia &eacute; inconsistente    sobre o aspecto etimol&oacute;gico e insensato sobre o aspecto administrativo.    Este autor acredita que as a&ccedil;&otilde;es diretas de controle das doen&ccedil;as    e os estudos epidemiol&oacute;gicos fogem ao objetivo da vigil&acirc;ncia<i><sup>(3,8,10)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na d&eacute;cada    de 60, a OMS iniciou dois programas de erradica&ccedil;&atilde;o - mal&aacute;ria    e var&iacute;ola - e conceituou a vigil&acirc;ncia de maneira abrangente, incluindo    a responsabilidade pela confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico, modifica&ccedil;&atilde;o    de procedimentos operacionais da campanha, recomenda&ccedil;&otilde;es relativas    &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o e outros. A justificativa para a amplia&ccedil;&atilde;o    do conceito de vigil&acirc;ncia nestes programas prendeuse ao fato de terem    sido implantados em pa&iacute;ses subdesenvolvidos, na forma de campanhas, com    a&ccedil;&otilde;es aplicadas de maneira &quot;verticalizada&quot;, substituindo    o papel dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de inexistentes no caso<i><sup>(11)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1976, a Associa&ccedil;&atilde;o    Internacional de Epidemiologia, em editorial no &#8220;International Journal    of Epidemiology&#8221;, destaca a import&acirc;ncia da vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de    P&uacute;blica, seus diversos conceitos e alerta para a necessidade de delimitar    melhor os conceitos de vigil&acirc;ncia e monitoriza&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Thacker e Berkelman,    1988, propuseram o termo &quot;Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de P&uacute;blica&quot;    no lugar de &quot;Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica&quot;. Estes autores    enfatizam que a vigil&acirc;ncia n&atilde;o abrange a pesquisa ou os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, sendo estas tr&ecirc;s pr&aacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica    relacionadas, mas independentes<i><sup>(12)</sup></i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diversidade    dos conceitos de vigil&acirc;ncia nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, assim como    a abrang&ecirc;ncia de suas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m impedido    a sua utiliza&ccedil;&atilde;o como pr&aacute;tica de sa&uacute;de p&uacute;blica.    Pelo contr&aacute;rio, essa diversidade tem contribu&iacute;do para a delimita&ccedil;&atilde;o    de conceitos de outras pr&aacute;ticas e disciplinas, permitindo uma intera&ccedil;&atilde;o    mais din&acirc;mica e eficaz entre elas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Justificativa</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; muito    antiga a tentativa de controlar as doen&ccedil;as das pessoas em geral e dos    trabalhadores, em particular, atrav&eacute;s do estudo dos determinantes biol&oacute;gicos    e s&oacute;cio-culturais das doen&ccedil;as que atingem essas popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica, utilizada como ferramenta da sa&uacute;de p&uacute;blica,    tem evolu&iacute;do conceitualmente, acompanhando as mudan&ccedil;as de paradigma    que ocorreram na medicina e no avan&ccedil;o da epidemiologia e da estat&iacute;stica.    Esta utiliza&ccedil;&atilde;o tem permitido uma descri&ccedil;&atilde;o mais    detalhada do processo de adoecimento das popula&ccedil;&otilde;es e em alguns    casos tem ajudado no controle e at&eacute; na erradica&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cria&ccedil;&atilde;o    de ag&ecirc;ncias governamentais de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica (VE),    como o CDC (inicialmente &#8220;Comunicable Diseases Center&#8221; e alguns    anos mais tarde, &#8220;Centers for Disease Control and Prevention&#8221;),    em 1946, e a forma&ccedil;&atilde;o de unidades de VE em institui&ccedil;&otilde;es    como a OMS e a OPAS refor&ccedil;aram a import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o    desta metodologia no controle dos agravos &agrave; sa&uacute;de<i><sup>(1,10)</sup></i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A complexidade    do quadro epidemiol&oacute;gico da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira,    que congrega problemas de t&atilde;o grande diversidade, no n&iacute;vel dos    determinantes, e no da interven&ccedil;&atilde;o, coloca enormes desafios para    o sistema de sa&uacute;de. A tuberculose, em todas as formas cl&iacute;nicas,    &eacute; uma doen&ccedil;a de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria em    todo o territ&oacute;rio brasileiro. O Programa Nacional de Controle da Tuberculose    (PNCT) passa por uma fase de dificuldade diante da desestrutura&ccedil;&atilde;o    ocorrida na Sa&uacute;de P&uacute;blica, onde o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    tem ocorrido de forma desarticulada, n&atilde;o havendo o financiamento necess&aacute;rio    ao desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es, nem a determina&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica para a manuten&ccedil;&atilde;o do sistema. Aliada &agrave;    desestrutura&ccedil;&atilde;o do setor p&uacute;blico da sa&uacute;de, associam-se    a perda do poder aquisitivo da popula&ccedil;&atilde;o, com aumento das desigualdades    sociais, e a endemia da aids, que agravam o problema da tuberculose na popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para aumentar    a efetividade do PNCT &eacute; necess&aacute;ria a interven&ccedil;&atilde;o    em alguns pontos cr&iacute;ticos, visando a redu&ccedil;&atilde;o do custo,    o aumento da ades&atilde;o ao tratamento e o controle da emerg&ecirc;ncia da    resist&ecirc;ncia bacteriana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Plano Emergencial    de Controle da Tuberculose selecionou alguns munic&iacute;pios de alto risco    obedecendo aos seguintes crit&eacute;rios: incid&ecirc;ncia de todas as formas    de tuberculose, mortalidade por tuberculose, incid&ecirc;ncia de aids, porcentagens    de cura e de abandono e propor&ccedil;&atilde;o de cobertura do programa em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s unidades de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o desenvolvimento    do PNCT e a detec&ccedil;&atilde;o precoce de mudan&ccedil;as, &eacute; necess&aacute;rio    um sistema de informa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise para o planejamento    das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de que poder&aacute; servir como um instrumento    b&aacute;sico de racionaliza&ccedil;&atilde;o, definindo as prioridades calcadas    no perfil identificado para cada regi&atilde;o do pa&iacute;s. Um sistema de    informa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise (SIA) adequado permitir&aacute; identificar    as dificuldades peculiares &agrave;s marcadas diferen&ccedil;as que existem    entre regi&otilde;es. &Eacute; portanto vital que se disponha de sistemas de    informa&ccedil;&atilde;o atuais, de boa qualidade, com dados pertinentes e de    f&aacute;cil acesso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos problemas    da informatiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a racionaliza&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o    dos instrumentos de registros de dados. A notifica&ccedil;&atilde;o apresenta    atrasos e as fichas de notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o    de tuberculose s&atilde;o registradas somente no n&iacute;vel central e, em    muitos locais, ainda utilizando a ficha amarela.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O Programa    de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e o Programa de Controle da Tuberculose</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Programa de    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) que est&aacute; sendo desenvolvido principalmente    no interior do pa&iacute;s, em cidades de pequeno e m&eacute;dio portes, poder&aacute;    apresentar um papel importante no controle da tuberculose, com um impacto de    redu&ccedil;&atilde;o da endemia. Com estas equipes o perfil epidemiol&oacute;gico    poder&aacute; ser melhor definido, com a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores    que reduzem o sucesso do Programa de Controle da Tuberculose (PCT).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios    fatores de risco t&ecirc;m sido detectados para a redu&ccedil;&atilde;o do rendimento    e efici&ecirc;ncia do PCT<i><sup>(13)</sup></i>. Entre eles, s&atilde;o indiscut&iacute;veis,    a maior participa&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos de sa&uacute;de e da    fam&iacute;lia, para o &ecirc;xito do tratamento. O uso irregular da medica&ccedil;&atilde;o    e o abandono est&atilde;o ligados tanto ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de, quanto    ao pr&oacute;prio paciente. Problemas como o uso abusivo de &aacute;lcool e    o baixo n&iacute;vel de escolaridade s&atilde;o um empecilho para a melhor compreens&atilde;o    da doen&ccedil;a e do tratamento. A equipe do PSF, por estar integrada &agrave;    comunidade, poder&aacute; identificar os problemas que impedem a cura do doente    tuberculoso, desenvolver atividades para a compreens&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o    da tuberculose e reduzir o estigma da doen&ccedil;a. Junto &agrave; fam&iacute;lia,    poder&aacute; desenvolver atividades, n&atilde;o s&oacute; no monitoramento    de casos novos entre os contatos, como tamb&eacute;m na educa&ccedil;&atilde;o    e esclarecimento da doen&ccedil;a. Outro fator importante &eacute; a maior facilidade    para o tratamento supervisionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o melhor desenvolvimento    do controle da tuberculose pelas equipes do PSF, s&atilde;o importantes: os    indicadores operacionais de fam&iacute;lias examinadas, as taxas de abandono,    cura e fal&ecirc;ncia, al&eacute;m da busca ativa de sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios    para submet&ecirc;-los &agrave; baciloscopia, ver <a href="../img/revistas/bps/v8n1/html/1a03q1.htm">Quadro1</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo geral</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Desenvolver um    Sistema de An&aacute;lise Epidemiol&oacute;gica, tendo como substrato os dados    armazenados no SINAN para nortear o planejamento das a&ccedil;&otilde;es de    controle da tuberculose do PNCT<sup><i>(14)</i></sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivos espec&iacute;ficos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Determinar    o perfil epidemiol&oacute;gico da tuberculose nas diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Caracterizar    os fatores de risco para a tuberculose, especificamente para a infec&ccedil;&atilde;o,    o adoecimento, a letalidade e o fracasso do tratamento</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Avalia&ccedil;&atilde;o    da eficacia e eficienciadas medidas de interven&ccedil;&atilde;o utilizadas,    em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo, espa&ccedil;o e popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Desenvolver    programas de rela&ccedil;&atilde;o entre o banco de dados de Controle da Tuberculose    (PNCT/SINAN/RIPSA) e o de mortalidade, aids e PNI. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Desenvolver    an&aacute;lises que auxiliem no gerenciamento e vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Defini&ccedil;&atilde;o    e utiliza&ccedil;&atilde;o dos indicadores epidemiol&oacute;gicos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alimenta&ccedil;&atilde;o    do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&otilde;es (SINAN), &eacute; um programa desenvolvido    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), para armazenamento dos dados utilizados    em n&iacute;vel nacional. O SINAN &eacute; o sistema de registro para as doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria e se utiliza como base de desenvolvimento    do sistema de an&aacute;lise. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em uma primeira    fase ser&aacute; utilizado o Epi-Info, por ser um aplicativo de uso p&uacute;blico    que funciona em todos os computadores sob DOS ou WINDOWS (qualquer vers&atilde;o).    Em um segundo momento ser&atilde;o desenvolvidos programas de an&aacute;lise    simples que possam ser implantados em todas as Unidades de Sa&uacute;de (US).    Os resultados ter&atilde;o sa&iacute;das diretas em arquivos texto, que poder&atilde;o    ser lidos e formatados no Win-WORD. Ser&aacute; elaborado manual de interpreta&ccedil;&atilde;o    para os principais resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise    ser&aacute; definida por n&iacute;veis de atua&ccedil;&atilde;o. Estas estrat&eacute;gias    de an&aacute;lise, uma vez testadas, poder&atilde;o ser incorporadas ao SINAN.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Identifica&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis pertinentes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As vari&aacute;veis    ser&atilde;o as utilizadas no instrumento de coleta de dados de tuberculose,    Ficha de Notifica&ccedil;&atilde;o, que permitam a constru&ccedil;&atilde;o    dos indicadores operacionais e epidemiol&oacute;gicos, <a href="../img/revistas/bps/v8n1/html/1a03q1.htm">Quadro    1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o    do Sistema de Identifica&ccedil;&atilde;o de Agravos<i><sup>(15)</sup></i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este sistema deve    ser adequado aos recursos dispon&iacute;veis dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    como conv&eacute;m a qualquer sistema de vigil&acirc;ncia a ser implantado.    A avalia&ccedil;&atilde;o do SIA dever&aacute; levar em conta a rela&ccedil;&atilde;o    custo-benef&iacute;cio, a qualidade do sistema e a sua capacidade de gerar ou    melhorar a pol&iacute;tica e os programas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em linhas gerais    poderemos avaliar a utilidade do sistema atrav&eacute;s da capacidade de<i><sup>(1)</sup></i>:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Identificar    fatores envolvidos na ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Quantificar    a magnitude da morbidade e da mortalidade dos agravos sob vigil&acirc;ncia.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Identificar    os diferentes riscos de adoecimento de grupos espec&iacute;ficos, para analisar    a presen&ccedil;a de associa&ccedil;&otilde;es causais com os fatores de exposi&ccedil;&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 Avaliar    o impacto das medidas de controle implantadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A qualidade do    sistema proposto ser&aacute; avaliada pelos seguintes atributos que normalmente    est&atilde;o presentes na avalia&ccedil;&atilde;o destes sistemas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 <i>Sensibilidade    (S)</i> &Eacute; a capacidade de identificar os casos dos eventos sob vigil&acirc;ncia,    sendo expressa pela raz&atilde;o entre o n&uacute;mero total de casos detectados    pelo sistema e o total de casos identificados por meio de uma averigua&ccedil;&atilde;o    independente e mais completa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mensura&ccedil;&atilde;o    da sensibilidade do sistema permitir&aacute; avaliar a defini&ccedil;&atilde;o    dos casos, o engajamento dos profissionais de sa&uacute;de em notificar os eventos    e a introdu&ccedil;&atilde;o de novos testes diagn&oacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 <i>Especificidade    (E)</i> &Eacute; a capacidade do sistema de identificar os verdadeiros casos    negativos, isto &eacute;, a propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos sem    a doen&ccedil;a que s&atilde;o identificados pelo sistema como sadios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo a popula&ccedil;&atilde;o    de doentes com tuberculose conhecida, ficar&aacute; mais f&aacute;cil conhecer    a especificidade do sistema atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos    de diagn&oacute;stico mais precisos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Valor Preditivo    Positivo (VPP)</i>. &Eacute; a propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos    identificados como casos pelo SVE e que de fato o s&atilde;o. O valor preditivo    positivo depende diretamente da preval&ecirc;ncia do agravo da comunidade e    da sensibilidade do sistema<i><sup>(18)</sup></i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v8n1/1a03f1.gif" border="0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>&#8226; Representatividade</i>.    Um SIA representativo descreve, com exatid&atilde;o, a ocorr&ecirc;ncia de um    evento, ao longo do tempo, segundo os atributos da popula&ccedil;&atilde;o e    a distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos casos. Para ser representativo, o    sistema deve obter informa&ccedil;&otilde;es completas em rela&ccedil;&atilde;o    ao agravo em quest&atilde;o, aplicando formul&aacute;rios e fichas bem feitos,    preenchidos por pessoal capacitado, e boa ades&atilde;o por parte dos profissionais    e da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 <i>Oportunidade,    (O)</i>. &Eacute; o intervalo de tempo previsto entre a detec&ccedil;&atilde;o    de um caso e as provid&ecirc;ncias a serem tomadas em rela&ccedil;&atilde;o    a este determinado agravo. Pode, portanto, variar para doen&ccedil;as agudas,    doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas e doen&ccedil;as ou acidentes do trabalho.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 <i>Simplicidade</i>.    O SVE deve ter como meta simplificar ao m&aacute;ximo os procedimentos de coleta    de informa&ccedil;&otilde;es, a an&aacute;lise dos dados e a transmiss&atilde;o    destes para o controle dos agravos. O n&iacute;vel de complexidade vai depender    dos recursos dispon&iacute;veis, dos objetivos e da qualidade do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os aspectos    que devem ser levados em conta, temos: as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias    para o estabelecimento do diagn&oacute;stico; as fontes de informa&ccedil;&atilde;o;    a capacita&ccedil;&atilde;o de pessoal; a abrang&ecirc;ncia da an&aacute;lise    de informa&ccedil;&otilde;es e o tempo gasto nas diversas etapas do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 <i>Flexibilidade</i>.    &Eacute; a capacidade que o sistema tem de operar mudan&ccedil;as na sua estrutura    em fun&ccedil;&atilde;o de novas necessidades, como inclus&atilde;o de novos    agravos ou mudan&ccedil;as de m&eacute;todos diagn&oacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#8226 <i>Aceitabilidade</i>.    &Eacute; avaliada pela disposi&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel dos profissionais    que coletam as informa&ccedil;&otilde;es e analisam os dados, assim como da    pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o em fornecer dados precisos e completos    de maneira consistente e regular. A aceitabilidade do sistema vai depender da    compreens&atilde;o da import&acirc;ncia que este tem para a preven&ccedil;&atilde;o    e controle dos agravos sob vigil&acirc;ncia, e da qualidade dos dados que retornam    aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de gerando novos programas ou facilitando os    j&aacute; existentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro fator importante    &eacute; o aprimoramento das fichas a serem preenchidas devendo-se evitar ac&uacute;mulo    de trabalho com seu preenchimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De uma maneira    geral, os atributos do SIA s&atilde;o interdependentes, devendo ser analisados    de forma cont&iacute;nua e com vis&atilde;o global. Se quisermos melhorar a    sensibilidade do sistema para determinado agravo, temos que levar em conta o    aumento de custos, a repercuss&atilde;o na aceitabilidade, o risco de diminuir    a especificidade e aumentar os casos falsos positivos. Um dos objetivos da avalia&ccedil;&atilde;o    do sistema &eacute; aprimor&aacute;-lo e adequ&aacute;-lo &agrave; realidade    local dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Divulga&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A divulga&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas tamb&eacute;m tem papel    relevante na consolida&ccedil;&atilde;o desses sistemas. A garantia da continuidade    e distribui&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es &eacute; importante    para o aumento do conhecimento necess&aacute;rio ao desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o    do PNCT.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Interface</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desenvolvimento    de modelos especiais de interven&ccedil;&atilde;o de controle da tuberculose    com o PCT, de acordo com as caracter&iacute;sticas regionais identificadas.    A interface com outros sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, principalmente    o de notifica&ccedil;&atilde;o da AIDS e a de verifica&ccedil;&atilde;o dos    &oacute;bitos, permitir&aacute; uma melhor an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica    e operacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Crit&eacute;rios    &eacute;ticos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; necess&aacute;rio    definir de forma participativa e democr&aacute;tica, os crit&eacute;rios &eacute;ticos    que regulamentem o processo de coleta, tratamento, dissemina&ccedil;&atilde;o    e uso da informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, com &ecirc;nfase na garantia    do respeito &agrave; privacidade dos indiv&iacute;duos<i><sup>(18)</sup></i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Coment&aacute;rios finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com um SIA, poderemos    conhecer o problema mais profundamente e as rela&ccedil;&otilde;es com outras    doen&ccedil;as, por exemplo um dos grandes problemas do PCT &eacute; conhecer    qual &eacute; a letalidade por tuberculose e qual a mortalidade mais real. Uma    maior integra&ccedil;&atilde;o do PCT com outros programas e outros sistemas    de informa&ccedil;&atilde;o desenvolvidos no pa&iacute;s permitir&aacute; um    conhecimento mais adequado da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e    operacional do PCT. Permitir&aacute; tamb&eacute;m o conhecimento do impacto    do PSF na preven&ccedil;&atilde;o da tuberculose, no diagn&oacute;stico e tratamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncia    bibliogr&aacute;fica</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Thacker, S.B.;    Parrish, R.G.; Trowbridge, F. L. A Method for Evaluating Systems of Epidemiological    Surveillance. Wld Hlth Statisc. Quart. 1988; 41:11-118.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Waldman, E.A.    Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica como Pr&aacute;tica de Sa&uacute;de P&uacute;blica.    Tese Doutorado. USP/S&atilde;o Paulo 1991; 228 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Langmuir, A.D.    The Surveillance of Comunicable Diseases of National Importance. New England    J Med.1963; 268 (4):182-192.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Benchimol,    J. Manguinhos um Retrato de Corpo Inteiro. Relat&oacute;rio de Pesquisa. Casa    Oswaldo Cruz; MIMEO. 1986;298 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Natal, S. O    Controle da Tuberculose no Brasil: Principais Momentos de sua Hist&oacute;ria<u>.    Pulm&atilde;o</u> 1993; 3 (2):27-40 (a).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Natal, S. Abandono    do Tratamento da Tuberculose: Aspectos do Tratamento Mal Conduzido. Tese Mestrado    IMS/UERJ, Rio de Janeiro 1993; 140 p. (b).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. WORLD HEALTH    ORGANIZATION. National and Global Surveillance of Comunicable Diseases. A 21.    Techinical Discussion 5. Geneva: WHO, 1968.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Langmuir, A    .D. Evolution of the Concept of Surveillance in the United States. Proc Roy    Soc Med 1971; 64: 681-684.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Raska, K. The    Epidemiologic Surveillance Program. J Hyg Epidem. Praha. 1964;8:37-168. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Langmuir,    A. D. The Epidemic Inteligennce Service of The Center for Disease Control. Publ    Hlth Rep 1980; 95:470-477.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. ORGANIZATION    MUNDIAL de la SALUD. Comit&eacute; de Expertos en Erradication de la Viruella.    Ginebra. 1971. Segundo Informe. Serie de Informes T&eacute;cnicos: 493. Ginebra.    1972.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Thacker, S.    B.; Berkelman, R. L. Public Health Surveillance in the United States. Epidem    Rev. 1988; 10:164-190.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Natal, S.;    Valente, J.; Gerhardt, G.; Penna, M.L.F. Modelo de Predi&ccedil;&atilde;o para    o abandono do tratamento da tuberculose pulmonar. Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria    1999;7 (1):65-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Merch&aacute;n-Hamann,    E. Diagn&oacute;stico Macroregional da Situa&ccedil;&atilde;o das Endemias das    Regi&otilde;es Norte e Nordeste. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1997;6(3):43-114.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Elias, M.V.    Proposta de um Sistema de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica em uma Refinaria    de Petr&oacute;leo. Tese Mestrado IMS/UERJ, Rio de Janeiro, 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Feng-Zeng,    Z.; Levy, M.H.; Sumin, W. Sputum microscopy results at two and three months    predicted outcome of tuberculosis treatment. Int J Tuberc Lung Dis 1997;1(6):570-572.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Styblo, K.    Epidemiology of Tuberculosis. The Hague: Royal Nrtherlands Tuberculosis Association    Select Papers 1991; 24.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Compatibiliza&ccedil;&atilde;o    de Bases de Dados Nacionais. Relat&oacute;rio do GTISP da Abrasco. Informe Epidemiol&oacute;gico    6(3): 25-3.</font><p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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