<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0103-460X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Bol. Pneumol. Sanit.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0103-460X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0103-460X2004000100002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização de um Sistema de Informação Geográfica para descrição dos casos de tuberculose]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Claudia Benedita dos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hino]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paula]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tarcísio Neves da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tereza Cristina Scatena]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Muniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jordana Nogueira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Enfermagem de Ribeirão Preto Materno Infantil e Saúde Pública]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Ribeirão Preto SP]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Escola Politécnica da Universidade de São Paulo  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[São Paulo SP]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Secretaria Municipal da Saúde do município de Ribeirão Preto Programa de Controle da Tuberculose ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Ribeirão Preto SP]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2004</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2004</year>
</pub-date>
<volume>12</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>07</fpage>
<lpage>12</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2004000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2004000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2004000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este trabalho apresenta informações geográficas provenientes do primeiro levantamento epidemiológico da tuberculose realizado junto à Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do município de Ribeirão Preto, para o período de 1990 a 2000, objetivando contribuir tanto para o entendimento do processo endêmico da tuberculose quanto para a complementação do sistema de informação em saúde do município. Os dados foram coletados por meio de consulta direta às fichas de notificação compulsória, para o período entre 1990 e 1997 e ao programa computacional Epi-Tb para os demais anos. O banco de dados foi elaborado utilizando a técnica da dupla verificação. As informações foram compiladas e geocodificadas com o auxÌlio do software MapInfo Professional, versão 6.5. Os casos de tuberculose estiveram concentrados em uma faixa da região noroeste do município, consistindo de bairros de classe-média ou média-baixa da população. Os resultados contribuem para o conhecimento da distribuição espacial da tuberculose no município de Ribeirão Preto, ressaltando a importância da categoria espaço como alternativa metodológica para auxiliar no planejamento, monitoramento e avaliação das ações em saúde, direcionando as intervenções para diminuir as iniqüidades.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study presents results from the first epidemiological Tuberculosis survey held in the Epidemiological Surveillance Department of the Municipal Health Secretariat in Ribeirão Preto - São Paulo - Brazil for the period from 1990 to 2000, obtained by directly consults to the compulsory notification cards and electronic consultations were also realized by means of the Epi-Tb computer program from 1998 onwards, with a view to contributing to the understanding of the endemic process state of Tuberculosis and to the complementation of the municipal health information system. The information was compiled and geo-codified with the help of the MapInfo Professional software, version 6.5. Many cases were concentrated in the northeast region in the city, which consists the quarters of medium and low economical income. The results contribute to show the Tuberculosis spatial distribution in Ribeirão Preto, they also reinforce the space category as a methodological alternative to manage, to monitor and to evaluate the health actions by directing interventions to decrease the iniquities.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[geoprocessamento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[distribuição espacial]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sistemas de informação em saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[tuberculosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[geo-processing]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[spatial distribution]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[health information systems]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Utiliza&ccedil;&atilde;o de um Sistema de    Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica para descri&ccedil;&atilde;o dos    casos de tuberculose</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Claudia Benedita dos Santos<sup>I</sup>; Paula    Hino<sup>I</sup>; Tarc&iacute;sio Neves da Cunha<sup>II</sup>; Tereza Cristina    Scatena Villa<sup>I</sup> ; Jordana Nogueira Muniz<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Materno Infantil e Sa&uacute;de P&uacute;blica    (MISP), Escola de Enfermagem de Ribeir&atilde;o Preto (EERP), Universidade de    S&atilde;o Paulo (USP). Avenida dos Bandeirantes n&ordm; 3900, Ribeir&atilde;o    Preto - SP. Enviar correspond&ecirc;ncia para C.B.S. E-mail:<a href="mailto:cbsantos@eerp.usp.br">cbsantos@eerp.usp.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Escola Polit&eacute;cnica da Universidade de S&atilde;o Paulo (POLI-USP),    S&atilde;o Paulo - SP    <br>   <sup>III</sup>Secretaria Municipal da Sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto, Programa de Controle da Tuberculose, Ribeir&atilde;o Preto - SP    <br>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade> <font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho apresenta informa&ccedil;&otilde;es    geogr&aacute;ficas provenientes do primeiro levantamento epidemiol&oacute;gico    da tuberculose realizado junto &agrave; Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto, para o per&iacute;odo de 1990 a 2000, objetivando contribuir tanto para    o entendimento do processo end&ecirc;mico da tuberculose quanto para a complementa&ccedil;&atilde;o    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de do munic&iacute;pio.    Os dados foram coletados por meio de consulta direta &agrave;s fichas de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria, para o per&iacute;odo entre 1990 e 1997 e ao programa computacional    Epi-Tb para os demais anos. O banco de dados foi elaborado utilizando a t&eacute;cnica    da dupla verifica&ccedil;&atilde;o. As informa&ccedil;&otilde;es foram compiladas    e geocodificadas com o aux&Igrave;lio do software MapInfo Professional, vers&atilde;o    6.5. Os casos de tuberculose estiveram concentrados em uma faixa da regi&atilde;o    noroeste do munic&iacute;pio, consistindo de bairros de classe-m&eacute;dia    ou m&eacute;dia-baixa da popula&ccedil;&atilde;o. Os resultados contribuem para    o conhecimento da distribui&ccedil;&atilde;o espacial da tuberculose no munic&iacute;pio    de Ribeir&atilde;o Preto, ressaltando a import&acirc;ncia da categoria espa&ccedil;o    como alternativa metodol&oacute;gica para auxiliar no planejamento, monitoramento    e avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de, direcionando    as interven&ccedil;&otilde;es para diminuir as iniq&uuml;idades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose; geoprocessamento;    distribui&ccedil;&atilde;o espacial; sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em    sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study presents results from the first epidemiological    Tuberculosis survey held in the Epidemiological Surveillance Department of the    Municipal Health Secretariat in Ribeir&atilde;o Preto - S&atilde;o Paulo - Brazil    for the period from 1990 to 2000, obtained by directly consults to the compulsory    notification cards and electronic consultations were also realized by means    of the Epi-Tb computer program from 1998 onwards, with a view to contributing    to the understanding of the endemic process state of Tuberculosis and to the    complementation of the municipal health information system. The information    was compiled and geo-codified with the help of the MapInfo Professional software,    version 6.5. Many cases were concentrated in the northeast region in the city,    which consists the quarters of medium and low economical income. The results    contribute to show the Tuberculosis spatial distribution in Ribeir&atilde;o    Preto, they also reinforce the space category as a methodological alternative    to manage, to monitor and to evaluate the health actions by directing interventions    to decrease the iniquities.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis; geo-processing;    spatial distribution; health information systems.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Espa&ccedil;o e geoprocessamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A reincorpora&ccedil;&atilde;o pela sa&uacute;de    p&uacute;blica da categoria espa&ccedil;o como elemento integrante das an&aacute;lises    e interven&ccedil;&otilde;es relativas aos problemas de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es    abre novas perspectivas de estudos que atentem para a situa&ccedil;&atilde;o    de extrema desigualdade social existente na maioria dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica    Latina. As prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de vida a que est&atilde;o    submetidas amplas parcelas das popula&ccedil;&otilde;es destes pa&iacute;ses,    sobretudo as urbanas, t&ecirc;m inegavelmente repercutido em seus n&iacute;veis    de sa&uacute;de.<sup>1</sup> A acentua&ccedil;&atilde;o da desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o    de renda de v&aacute;rios pa&iacute;ses foi acompanhada por um importante crescimento    na concentra&ccedil;&atilde;o residencial da pobreza,<sup>2</sup> aumentando    particularmente as disparidades sociais nas grandes cidades e, em paralelo,    as varia&ccedil;&otilde;es intra-urbanas das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.<sup>3</sup>    A compreens&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos dados oriundos    dos fen&ocirc;menos ocorridos no espa&ccedil;o constitui um grande desafio para    a elucida&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es centrais em diversas &aacute;reas    do conhecimento, seja em sa&uacute;de, ambiente, geologia, agronomia entre tantas    outras.<sup>4</sup> Os mapas tem&aacute;ticos s&atilde;o instrumentos poderosos    na an&aacute;lise espacial do risco de determinada doen&ccedil;a apresentando    os seguintes objetivos: descrever e permitir a visualiza&ccedil;&atilde;o da    distribui&ccedil;&atilde;o espacial do evento; explorat&oacute;rio, sugerindo    os determinantes locais do evento e fatores etiol&oacute;gicos desconhecidos    que possam ser formulados em termos de hip&oacute;teses e apontar associa&ccedil;&otilde;es    entre um evento e seus determinantes.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, pouco se sabe sobre a distribui&ccedil;&atilde;o    espacial das doen&ccedil;as end&ecirc;micas em &aacute;reas urbanas. Nas d&eacute;cadas    de 60 e 70, ocorreu a expans&atilde;o de endemias rurais para regi&otilde;es    urbanas devido aos deslocamentos populacionais. A urbaniza&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o e o fen&ocirc;meno da periferiza&ccedil;&atilde;o    das metr&oacute;poles tornaram ainda mais complexo o controle da transmiss&atilde;o    de algumas endemias, e passou a exigir novas estrat&eacute;gias de controle    de endemias.<sup>6</sup> O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) organizou no &acirc;mbito    da Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es para a Sa&uacute;de (RIPSA),    um Comit&ecirc; Tem&aacute;tico Interdisciplinar sobre geoprocessamento e dados    espaciais em sa&uacute;de, voltado para facilitar &agrave;s secretarias municipais    de sa&uacute;de e outros &ocirc;rg&atilde;os p&uacute;blicos do setor, acesso    &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas requeridas para o desenvolvimento    da an&aacute;lise espacial.<sup>7</sup> Esses estudos v&ecirc;m se tornando cada vez mais    comuns, devido ao avan&ccedil;o dos recursos computacionais, entre eles o geoprocessamento    que, entre outras capacidades, permitem a atualiza&ccedil;&atilde;o de mapas,    sem necessidade de refaz&ecirc;-los manualmente. Geoprocessamento &eacute; o    conjunto de t&eacute;cnicas de coleta, tratamento e exibi&ccedil;&atilde;o de    informa&ccedil;&otilde;es referenciadas geograficamente, funcionando como uma    ferramenta de visualiza&ccedil;&atilde;o de eventos de sa&uacute;de em mapas.    Destacam-se: sensoriamento remoto, digitaliza&ccedil;&atilde;o dos dados, automa&ccedil;&atilde;o    de tarefas cartogr&aacute;ficas, Sistema de Posicionamento Global (GPS) e Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica (SIG). A aplica&ccedil;&atilde;o    do SIG na pesquisa em sa&uacute;de oferece grandes possibilidades, oferecendo    aos pesquisadores novos m&eacute;todos para o manejo de sua informa&ccedil;&atilde;o    espacial, tornando-se uma poderosa ferramenta para conex&atilde;o entre sa&uacute;de    e ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disso, o uso do SIG na sa&uacute;de    mostra a possibilidade de associar informa&ccedil;&otilde;es de diversas bases    de dados, contribuindo com o avan&ccedil;o das an&aacute;lises espaciais para    os sistemas de vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. A produ&ccedil;&atilde;o    de mapas permite visualizar situa&ccedil;&otilde;es de risco &agrave; sa&uacute;de    resultantes da interse&ccedil;&atilde;o e complementaridade dos eventos, sendo    coerente com um conceito epidemiol&oacute;gico de vigil&acirc;ncia do espa&ccedil;o.    <sup>8 </sup>O ambiente do SIG pode oferecer margem &agrave; integra&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es diversas, as quais poder&atilde;o proporcionar    vis&atilde;o mais abrangente da situa&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o. No    entanto, a avalia&ccedil;&atilde;o do pesquisador &eacute; imprescind&iacute;vel,    pois n&atilde;o h&aacute; mecanismo autom&aacute;tico para a interpreta&ccedil;&atilde;o    dos resultados constru&iacute;dos.<sup>9</sup> Embora o SIG possa ser utilizado    como ambiente de consolida&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de grandes bases    de dados sobre ambiente e sa&uacute;de, &eacute; necess&aacute;rio um esfor&ccedil;o    para compatibilizar t&eacute;cnicas de endere&ccedil;amento de dados, o que    implica a adequa&ccedil;&atilde;o entre bases de dados e base cartogr&aacute;fica.<sup>10</sup>    A constru&ccedil;&atilde;o de um sistema de vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de,    orientado por um modelo de an&aacute;lise de risco em substitui&ccedil;&atilde;o    ao modelo de risco individual, tem o espa&ccedil;o como refer&ecirc;ncia e apresenta    um maior poder explicativo por expressar diferentes acessos aos bens e servi&ccedil;os    de infraestrutura urbana.<sup>6</sup> Nesse sentido, o espa&ccedil;o surge como categoria    de estudo, na perspectiva de melhor compreender o processo sa&uacute;de - doen&ccedil;a    nas coletividades atrav&eacute;s da distribui&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica da ocorr&ecirc;ncia de endemias em &aacute;reas urbanas.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizar um SIG para descrever a distribui&ccedil;&atilde;o    espacial dos casos notificados de tuberculose (TB) no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto para o per&iacute;odo 1990 a 2000, com vistas ao entendimento do processo    end&ecirc;mico da TB e &agrave; complementa&ccedil;&atilde;o do sistema de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Justificativa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante da critica situa&ccedil;&atilde;o da    TB, torna-se imprescind&iacute;vel uma avalia&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    da doen&ccedil;a no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, com vistas &agrave;    an&aacute;lise e contribui&ccedil;&atilde;o para implementa&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es de seu controle e combate, visto que a pol&iacute;tica    e as a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de devem ser preventivas. As a&ccedil;&otilde;es    curativas s&atilde;o importantes, mas n&atilde;o debelam o mal totalmente; da&iacute;    a necessidade de se adotar uma conduta preventiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente ao exposto acredita-se que no que concerne    &agrave; difus&atilde;o espacial e temporal da doen&ccedil;a, as informa&ccedil;&otilde;es    sendo localiz&aacute;veis, fornecem elementos para construir a cadeia explicativa    dos problemas e aumentam o poder de orientar a&ccedil;&otilde;es intersetoriais    espec&iacute;ficas criando subs&iacute;dios para a tomada de decis&otilde;es.    At&eacute; onde &eacute; de nosso conhecimento, este estudo mostra pela primeira    vez, a distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos casos de TB em Ribeir&atilde;o    Preto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ribeir&atilde;o Preto localiza-se a 47&ordm;48'24&quot;    W de longitude e 21&ordm;10'42&quot; S de latitude, na regi&atilde;o nordeste    do Estado de S&atilde;o Paulo. Os limites da cidade s&atilde;o dados pelos seguintes    munic&iacute;pios: ao sul, Guatapar&aacute;; ao norte, Jardin&oacute;polis;    ao leste, Serrana; ao oeste, Dumont. Com 504.923 habitantes segundo o Censo    Demogr&aacute;fico de 2000, a taxa de urbaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; de    99,57%. A &aacute;rea total do munic&iacute;pio &eacute; de 651km<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo &eacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica, de cunho descritivo explorat&oacute;rio. Investiga&ccedil;&otilde;es    descritivas t&ecirc;m o objetivo de informar sobre a distribui&ccedil;&atilde;o    de um evento, na popula&ccedil;&atilde;o, em termos quantitativos, e seus resultados    podem sugerir explica&ccedil;&otilde;es para as varia&ccedil;&otilde;es de frequ&ecirc;ncia,    servindo de base &agrave;s pesquisas futuras sobre o assunto, atrav&eacute;s    de estudos anal&iacute;ticos, atestando o forte componente de investiga&ccedil;&atilde;o,    existente na epidemiologia. Epidemiologia descritiva &eacute;, portanto, o estudo    da distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncia das doen&ccedil;as e dos agravos    &agrave; sa&uacute;de coletiva, em fun&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis    ligadas ao tempo, ao espa&ccedil;o - ambientais e populacionais - e &agrave;    pessoa, possibilitando o detalhamento do perfil epidemiol&oacute;gico, com vistas    &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o do presente estudo    compreende os casos de TB notificados no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto, no per&iacute;odo de 1990 a 2000. Os casos de TB ser&atilde;o descritos    segundo as vari&aacute;veis: ano de notifica&ccedil;&atilde;o, sexo, idade e    endere&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O levantamento das vari&aacute;veis descritas    foi realizado por meio de consulta direta em cada uma das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria dos casos de TB existentes na Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    (VE) da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de (SMS) de Ribeir&atilde;o Preto-SP    e de consulta ao programa Epi-Tb, padronizado a partir de 1998 pelo estado de    S&atilde;o Paulo. Tais instrumentos possibilitaram o seguimento mensal do doente.    O banco de dados foi elaborado com aux&iacute;lio do programa Excel, tendo sido    utilizada a t&eacute;cnica da dupla verifica&ccedil;&atilde;o, objetivando reduzir    poss&iacute;veis erros na transcri&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es.    Para a sumariza&ccedil;&atilde;o dos resultados, foi utilizado o SPSS, vers&atilde;o    10.0. Para obten&ccedil;&atilde;o dos mapas digitais foi utilizada a base cartogr&aacute;fica    do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto e o programa MapInfo Professional,    vers&atilde;o 6.5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente projeto foi previamente submetido    &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc;    de &eacute;tica em Pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de S&atilde;o    Paulo. Como este estudo utilizou exclusivamente informa&ccedil;&otilde;es das    fichas de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, n&atilde;o envolvendo    a identifica&ccedil;&atilde;o dos doentes, foi solicitada dispensa do termo    de consentimento livre e esclarecido devido &agrave; garantia do sigilo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados apresentados complementam estudo    anteriormente realizado pelos autores.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o per&iacute;odo entre 1990 a 1997, foram    encontradas 2016 fichas de casos notificados de TB e, para os anos entre 1998    a 2000, foram encontrados 742 casos armazenados no banco de dados, com 7,6%    do total para o ano 1990; 6,8% para 1991; 8,6% para 1992; 8,6% para 1993; 9,0%    para 1994; 9,3% para 1995; 11,6% para 1996; 11,6 % para 1997; 10,4% para 1998;    9,2% para 1999 e, 7,3% para 2000.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, a porcentagem    de registro variou de 94,9% para o ano de 1995 a 98,4% para o ano de 1997 (ressalte-se    que para o per&iacute;odo 1998 a 2000, os dados est&atilde;o armazenados eletronicamente).    Observou-se, para o sexo masculino, 61,2%; 72,7%; 71,6%; 74,7%; 67,8%; 68,3%;    76,9%; 79,7%; 69,6%; 70,9% e, 64,9%, para o per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; idade, com 100% de registro para    todos os anos estudados, foram obtidos os seguintes valores m&eacute;dios e    respectivos desvios-padr&otilde;es (aqui representados por x (dp)), segundo    ordem crescente de ano de notifica&ccedil;&atilde;o: 38,4 (21,6)anos; 38,4(18,6)    anos; 38,5(18,8) anos; 35,9(18,2) anos; 37,0(20,7) anos; 38,1(20,2) anos; 37,5(19,8)    anos; 37,9(18,1) anos; 34,8(16,4) anos; 37,7(14,5) anos e, 38,6(15,0) anos.    Ressalte-se que, para todos os anos, os valores de idade tiveram amplitude de    varia&ccedil;&atilde;o de 0 a aproximadamente 95 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o de idades, em rela&ccedil;&atilde;o    ao sexo masculino, apresentou-se da seguinte maneira, segundo ordem crescente    de ano de notifica&ccedil;&atilde;o: 36,9(17,2) anos; 37,1(16,1) anos; 36,9(16,6)    anos; 36,0(15,9) anos; 35,6(16,8) anos; 37,0(14,4) anos; 36,2(15,7) anos; 38,0(14,9)    anos; 36,4(15,8) anos; 39,0(14,6) anos e, 39,6(14,6) anos. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao sexo feminino, a distribui&ccedil;&atilde;o de idades apresentou-se da seguinte    maneira, segundo ordem crescente de ano de notifica&ccedil;&atilde;o: 36,2(23,3)    anos; 38,0(19,8) anos; 37,2(16,4) anos; 30,1(15,7) anos; 32,7(18,6) anos; 30,9(17,5)    anos; 33,0(19,4) anos; 32,8(21,4) anos; 31,2(17,1) anos; 34,3(13,8) anos e,    36,7(15,4) anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; geocodifica&ccedil;&atilde;o,    para todos os anos, aproximadamente entre 50%-60% dos casos n&atilde;o foram    geocodificados automaticamente, devido &agrave; incompatibilidade entre os endere&ccedil;os    no banco de dados e os da base cartogr&aacute;fica. Procedeu-se, ent&atilde;o    &agrave; geocodifica&ccedil;&atilde;o de forma interativa, onde alcan&ccedil;ou-se    finalmente, uma m&eacute;dia de 91,5% de endere&ccedil;os georeferenciados,    com os demais n&atilde;o constando na base cartogr&aacute;fica ou nas fichas    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale ressaltar que a vari&aacute;vel que localizou    o dado de morbidade foi o endere&ccedil;o de resid&ecirc;ncia. O trabalho de    obten&ccedil;&atilde;o do banco de dados e posteriormente da liga&ccedil;&atilde;o    entre os endere&ccedil;os com o mapa digital foi muito trabalhoso, consumindo    grande parte do tempo dos autores. Inicialmente, o banco de dados necessitou    de v&aacute;rias complementa&ccedil;&otilde;es e ajustes ap&oacute;s verifica&ccedil;&atilde;o    entre as duas digita&ccedil;&otilde;es. Quanto &agrave; liga&ccedil;&atilde;o    entre os endere&ccedil;os com o mapa digital, problemas ocorreram devido aos    endere&ccedil;os incompletos das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    e tamb&eacute;m porque as caracter&iacute;sticas de arruamento n&atilde;o permitiram    realizar esta etapa de forma automatizada necessitando complementar as informa&ccedil;&otilde;es    co-aux&iacute;lio de lista telef&ocirc;nica. Partindo-se do pressuposto de que    os endere&ccedil;os incompletos, portanto dif&iacute;ceis de serem localizados,    pertencem a &aacute;reas carentes, os casos em bols&otilde;es urbanos de pobreza    podem estar sendo subestimados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A seguir, s&atilde;o mostrados os mapas tem&aacute;ticos    obtidos ap&oacute;s geocodifica&ccedil;&atilde;o dos endere&ccedil;os coletados.    Os mapas apresentam a distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos casos de TB notificados    junto &agrave; VE da SMS-Ribeir&atilde;o Preto, para os anos entre 1990 e 2000,    segundo sexo. (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/bps/v12n1/1a02f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A TB est&aacute; ligada &aacute; situa&ccedil;&atilde;o    s&oacute;cio-econ&ocirc;mica de uma regi&atilde;o ou pa&iacute;s, sendo ent&atilde;o    uma enfermidade em que m&uacute;ltiplos fatores causais est&atilde;o relacionados,    ao lado do bacilo para a determina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.<sup>13</sup>    Atrav&eacute;s do desemprego e diminui&ccedil;&atilde;o de remunera&ccedil;&atilde;o    da m&atilde;o-de-obra n&atilde;o especializada foram criados bols&otilde;es    de pobreza nas &aacute;reas urbanas. Na sociedade brasileira encontram-se altas    taxas de desemprego, subemprego e diminui&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel salarial,    acrescentados por m&aacute;-condi&ccedil;&atilde;o de transporte, habita&ccedil;&atilde;o,    desnutri&ccedil;&atilde;o e fome; deste modo, a TB encontra condi&ccedil;&otilde;es    favor&aacute;veis permitindo seu agravamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por meio da an&aacute;lise do padr&atilde;o espacial    existente no decorrer dos anos estudados, conclui-se que para o munic&iacute;pio,    este comportamento n&atilde;o foi diferente. De fato, os casos estiveram sempre    concentrados em uma faixa na regi&atilde;o sudoeste do munic&iacute;pio, consistindo    de bairros de classe-m&eacute;dia ou m&eacute;dia-baixa da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo inicial descreveu a difus&atilde;o    da TB por interm&eacute;dio de mapas sequenciais que permitiram visualizar graficamente    a evolu&ccedil;&atilde;o da epidemia em Ribeir&atilde;o Preto. Essa etapa descritiva    &eacute; importante para o estudo da difus&atilde;o, pois permite sua visualiza&ccedil;&atilde;o    e an&aacute;lise qualitativa inicial. O instrumental metodol&oacute;gico utilizado    revelou-se de grande import&acirc;ncia para possibilitar formula&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es diferenciadas no &acirc;mbito local em servi&ccedil;os    que atuam em regi&otilde;es geogr&aacute;ficas delimitadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados contribuem para o conhecimento    da distribui&ccedil;&atilde;o espacial da TB no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto, ressaltando a import&acirc;ncia da categoria espa&ccedil;o como alternativa    metodol&oacute;gica para auxiliar no planejamento, monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de, direcionando as interven&ccedil;&otilde;es    para diminuir as iniquidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores, entretanto, compreendem a relev&acirc;ncia    da an&aacute;lise estat&iacute;stica espacial para identifica&ccedil;&atilde;o    de poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre a ocorr&ecirc;ncia do evento    e o espa&ccedil;o, ao afirmarem que o geoprocessamento com a incorpora&ccedil;&atilde;o    de m&eacute;todos estat&iacute;sticos para a an&aacute;lise de dados espaciais    tornou-se um campo de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica sobre    o papel do espa&ccedil;o na produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de doen&ccedil;as.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estima-se um tempo relativamente breve para a    divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos por meio da an&aacute;lise estat&iacute;stica    espacial<sup>15-17</sup> objeto mediato de investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Braga C, Ximenes RAA, Albuquerque MFPM et    al. Avalia&ccedil;&atilde;o do indicador s&oacute;cio-ambiental utilizado no    rastreamento de &aacute;reas de transmiss&atilde;o de filariose linf&aacute;tica    em espa&ccedil;os urbanos. Cad Sa&uacute;de Publica 2001;17:1211-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Andrade CLT, Szwarcwald CL. An&aacute;lise    espacial da mortalidade neonatal precoce no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro,    1995-1996. Cad Sa&uacute;de Publica 2001;17:1199-210.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Massey DS. The age of extremes: Concentrated    affluence and poverty in the twenty-first century. Demography 1996; 33:395-    412; discussion 413-6. Review.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. C&acirc;mara G, Monteiro AM, Fucks SD, Carvalho    MS. An&aacute;lise espacial e geoprocessamento. INPE 2001 &#91;livro na Internet&#93;    &#91;citado em: junho de 2004&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/analise/index.html." target="_blank">http://www.dpi.inpe.br/gilberto/livro/analise/index.html.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Malta D, Almeida MCM, Dias MAS, Merhy EE.    A mortalidade infantil em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, por &aacute;rea    de abrang&ecirc;ncia dos Centros de Sa&uacute;de (1994-1996). Cad Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2001;17:1189-98.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Ximenes RAA, Martelli CMT, Souza WV et al.    Vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as end&ecirc;micas em &aacute;reas urbanas:    a interface entre mapas de setores censit&aacute;rios e indicadores de morbidade.    Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;15:53-61.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es    para a Sa&uacute;de. Sistemas de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica    e a gest&atilde;o da sa&uacute;de no munic&iacute;pio. Bras&iacute;lia (Brasil);    1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Lapa T, Ximenes RAA, Silva NN, Souza WV, Albuquerque    MFM, Campozana G. Vigil&acirc;ncia da hansen&iacute;ase em Olinda, Brasil, utilizando    t&eacute;cnicas de an&aacute;lise espacial. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica    2001;17:1153-62.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Santos SM, Barcellos C, Carvalho MS, Flores    R. Detec&ccedil;&atilde;o de aglomerados espaciais de &oacute;bitos por causas    violentas em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, 1996. Cad Sa&uacute;de    Publica 2001;17:1141-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Barcellos C, Santos SM. Colocando dados no    mapa: a escolha da unidade espacial de agrega&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o    de bases de dados em sa&uacute;de e ambiente atrav&eacute;s do geoprocessamento.    Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1997;1:22-29.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Rouquayrol MZ. Epidemiologia descritiva.    Rio de Janeiro (Rio de Janeiro): M&eacute;dica e Cient&iacute;fica; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Santos CB, Hino P, Villa TCS, Muniz JN.    Indicadores epidemiol&oacute;gicos e de impacto da tuberculose para Ribeir&atilde;o    Preto no per&iacute;odo de 1990 a 2000. Bol Pneumol Sanit 2002; 10(1): 31-40.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Filho GG, Hijjar MA. Aspectos Epidemiol&oacute;gicos    da tuberculose no Brasil. J Pneumol 1993;19(1).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Medronho RA, Werneck GL. T&eacute;cnicas    de an&aacute;lise espacial em sa&uacute;de. In: Epidemiologia. 1ed. S&atilde;o    Paulo, Rio de Janeiro, Ribeir&atilde;o Preto, Belo Horizonte: Atheneu; 2002.    p.427-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Cliff AD, Ord JK. Spacial Processes, Models    and Applications. London: Pion 1981.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Cressie N. Statistics for Spatial Data. New    York: Willey 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Walter SD. Assessing Spatial Patterns in    Disease Rates. Statistics in Medicine 1993;12: 1885-94.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 24/03/2004.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Aceito em 31/03/2004.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braga]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ximenes]]></surname>
<given-names><![CDATA[RAA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albuquerque]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFPM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do indicador sócio-ambiental utilizado no rastreamento de áreas de transmissão de filariose linfática em espaços urbanos]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Publica]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1211-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[CLT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Szwarcwald]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise espacial da mortalidade neonatal precoce no município do Rio de Janeiro, 1995-1996]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Publica]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1199-210</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Massey]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The age of extremes: Concentrated affluence and poverty in the twenty-first century]]></article-title>
<source><![CDATA[Demography]]></source>
<year>1996</year>
<volume>33</volume>
<page-range>395- 412</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Câmara]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fucks]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise espacial e geoprocessamento: INPE 2001]]></source>
<year>junh</year>
<month>o </month>
<day>de</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Malta]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[MAS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merhy]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A mortalidade infantil em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, por área de abrangência dos Centros de Saúde (1994-1996)]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1189-98</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ximenes]]></surname>
<given-names><![CDATA[RAA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CMT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[WV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vigilância de doenças endêmicas em áreas urbanas: a interface entre mapas de setores censitários e indicadores de morbidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>1999</year>
<volume>15</volume>
<page-range>53-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Rede Interagencial de Informações para a Saúde</collab>
<source><![CDATA[Sistemas de informação geográfica e a gestão da saúde no município]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília^eBrasil Brasil]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lapa]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ximenes]]></surname>
<given-names><![CDATA[RAA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[NN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[WV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albuquerque]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campozana]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vigilância da hanseníase em Olinda, Brasil, utilizando técnicas de análise espacial]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1153-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barcellos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flores]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Detecção de aglomerados espaciais de óbitos por causas violentas em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, 1996]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Publica]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1141-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barcellos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Colocando dados no mapa: a escolha da unidade espacial de agregação e integração de bases de dados em saúde e ambiente através do geoprocessamento]]></article-title>
<source><![CDATA[Informe Epidemiológico do SUS]]></source>
<year>1997</year>
<volume>1</volume>
<page-range>22-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rouquayrol]]></surname>
<given-names><![CDATA[MZ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Epidemiologia descritiva]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro^eRio de Janeiro Rio de Janeiro]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Médica e Científica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[CB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hino]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Villa]]></surname>
<given-names><![CDATA[TCS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[JN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indicadores epidemiológicos e de impacto da tuberculose para Ribeirão Preto no período de 1990 a 2000]]></article-title>
<source><![CDATA[Bol Pneumol Sanit]]></source>
<year>2002</year>
<volume>10</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>31-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[GG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hijjar]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos Epidemiológicos da tuberculose no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pneumol]]></source>
<year>1993</year>
<volume>19</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Medronho]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Werneck]]></surname>
<given-names><![CDATA[GL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Técnicas de análise espacial em saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Epidemiologia]]></source>
<year>2002</year>
<edition>1</edition>
<page-range>427-46</page-range><publisher-loc><![CDATA[São PauloRio de JaneiroRibeirão PretoBelo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Atheneu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cliff]]></surname>
<given-names><![CDATA[AD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ord]]></surname>
<given-names><![CDATA[JK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Spacial Processes, Models and Applications]]></source>
<year>1981</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pion]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cressie]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Statistics for Spatial Data]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Willey]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Walter]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessing Spatial Patterns in Disease Rates]]></article-title>
<source><![CDATA[Statistics in Medicine]]></source>
<year>1993</year>
<volume>12</volume>
<page-range>1885-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
