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<journal-title><![CDATA[Boletim de Pneumologia Sanitária]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Referência Prof. Hélio Fraga , Secretaria de Vigilância emSaúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atenção suplementar nos municípios prioritários do Estado de São Paulo para pacientes em tratamento supervisionado da tuberculose]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-460X2006000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0103-460X2006000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0103-460X2006000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Controlar a tuberculose (TB) contribui para reduzir o sofrimento humano e as conseqüências sociais e econômicas para o doente, sua família e a sociedade. Um elemento da estratégia DOTS de controle da TB, recomendada pelo Ministério da Saúde (MS), é o tratamento supervisionado (TS), disponibilizado para todos os portadores da doença. O apoio suplementar aos pacientes para promover a adesão ao tratamento deve fazer parte de todos os Programas de Controle da Tuberculose (PCT). Os incentivos são oferecidos aos pacientes em TS para reduzir as chances de abandono do tratamento, ou seja, estimular a adesão ao DOTS. Estes incentivos referem-se à bolsa-alimentação durante o tratamento e à garantia de transporte para o TS. O presente estudo é uma descrição e, ao mesmo tempo, uma contribuição facilitadora do trabalho ao acesso de incentivos para o tratamento supervisionado da TB do PCT dos municípios prioritários do Estado de São Paulo. Trata-se de estudo descritivo e retrospectivo, utilizando os dados sobre atenção suplementar, através do Instrumento de Avaliação e Controle (IAC), fornecido pelo MS com questões sobre o PCT, no 1º semestre de 2006. Os dados recebidos pelos IACs correspondem a 48 dos 73 municípios prioritários (65,8%). Observou-se que 35 municípios utilizam a estratégia DOTS (72,9%). Dos que a utilizam há aqueles que oferecem apenas um tipo de incentivo (27,1%) e aqueles que oferecem as cestas básicas e o vale-transporte como apoio suplementar (33,3%).]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Proper control of tuberculosis leads to reduced human suffering and the social and economic consequences for the ill, his/her family and society. One element of TB control strategy recommended by Brazilian Ministry of Health (BMH) is DOTS strategy (Directly Observed Treatment Short-Course) for all patients with the disease. The supplementary care, as incentives, for patients to promote adherence to treatment must be part in all Tuberculosis Control Program (TCP). Incentives are offered to patients in DOTS to reduce the risks of neglect of treatment, in other words, the patient must adhere to DOTS. Those incentives referred to basic food package during treatment of TB and to transport warranty (transport coupons) to DOTS. This study is an essay and a contribution facilitative of work to the access of incentives for DOTS from TCP&#8217;s high burden cities from State of Sao Paulo. This is a descriptive and retrospective study that uses data on supplementary care by Evaluation and Control Instrument (ECI), a questionnaire survey, distributed by BMH with questions about TCP from fi rst semester of 2006. Data received by ECIs correspond to 48 from 73 high burden cities (65.8%). It was observed that 35 cities use DOTS (72.9%). From cities that use DOTS strategy there are cities that offer only one type of incentive (37,1%) and those that offer both incentives, basic food package and transport coupons as supplementary care (45.8%).]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Controlar a tuberculose (TB) contribui para reduzir o sofrimento humano e as conseqüências sociais e econômicas para o doente, sua família e a sociedade. Os objetivos do controle da TB são: reduzir a morbimortalidade e a transmissão da doença e prevenir a resistência às drogas utilizadas. Para alcançá-los é necessário garantir o acesso ao diagnóstico, ao tratamento, à possibilidade de cura para cada paciente e, bem assim, proteger da TB e de suas formas resistentes às drogas, as populações vulneráveis.1]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Controle da tuberculose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="4" face="Verdana"><b>Aten&ccedil;&atilde;o suplementar    nos munic&iacute;pios priorit&aacute;rios do Estado de S&atilde;o Paulo para    pacientes em tratamento supervisionado da tuberculose</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Valdir Souza Pinto; Regiane A. Cardoso de    Paula; Milton Parron Jr</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> For&ccedil;a Tarefa do Programa Nacional de    Controle da Tuberculose do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para o Estado de    S&atilde;o Paulo. Divis&atilde;o Tuberculose do Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    "Prof. Alexandre Vranjac" da Coordenadoria de Controle de Doen&ccedil;as    da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo. E.<i>mail</i>:<a href="mailto:valdirpinto@uol.com.br">valdirpinto@uol.com.br</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Controlar a tuberculose (TB) contribui para reduzir    o sofrimento humano e as conseq&uuml;&ecirc;ncias sociais e econ&ocirc;micas    para o doente, sua fam&iacute;lia e a sociedade. Um elemento da estrat&eacute;gia    DOTS de controle da TB, recomendada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS),    &eacute; o tratamento supervisionado (TS), disponibilizado para todos os portadores    da doen&ccedil;a. O apoio suplementar aos pacientes para promover a ades&atilde;o    ao tratamento deve fazer parte de todos os Programas de Controle da Tuberculose    (PCT). Os incentivos s&atilde;o oferecidos aos pacientes em TS para reduzir    as chances de abandono do tratamento, ou seja, estimular a ades&atilde;o ao    DOTS. Estes incentivos referem-se &agrave; bolsa-alimenta&ccedil;&atilde;o durante    o tratamento e &agrave; garantia de transporte para o TS. O presente estudo    &eacute; uma descri&ccedil;&atilde;o e, ao mesmo tempo, uma contribui&ccedil;&atilde;o    facilitadora do trabalho ao acesso de incentivos para o tratamento supervisionado    da TB do PCT dos munic&iacute;pios priorit&aacute;rios do Estado de S&atilde;o    Paulo. Trata-se de estudo descritivo e retrospectivo, utilizando os dados sobre    aten&ccedil;&atilde;o suplementar, atrav&eacute;s do Instrumento de Avalia&ccedil;&atilde;o    e Controle (IAC), fornecido pelo MS com quest&otilde;es sobre o PCT, no 1&ordm;    semestre de 2006. Os dados recebidos pelos IACs correspondem a 48 dos 73 munic&iacute;pios    priorit&aacute;rios (65,8%). Observou-se que 35 munic&iacute;pios utilizam a    estrat&eacute;gia DOTS (72,9%). Dos que a utilizam h&aacute; aqueles que oferecem    apenas um tipo de incentivo (27,1%) e aqueles que oferecem as cestas b&aacute;sicas    e o vale-transporte como apoio suplementar (33,3%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Controle da tuberculose;    DOTS; Tratamento Supervisionado; incentivos; Aten&ccedil;&atilde;o Suplementar.    </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Proper control of tuberculosis leads to reduced    human suffering and the social and economic consequences for the ill, his/her    family and society.   One element of TB control strategy recommended by Brazilian Ministry of Health    (BMH) is DOTS strategy (Directly Observed Treatment   Short-Course) for all patients with the disease. The supplementary care, as    incentives, for patients to promote adherence to treatment must be   part in all Tuberculosis Control Program (TCP). Incentives are offered to patients    in DOTS to reduce the risks of neglect of treatment, in other   words, the patient must adhere to DOTS. Those incentives referred to basic food    package during treatment of TB and to transport warranty   (transport coupons) to DOTS. This study is an essay and a contribution facilitative    of work to the access of incentives for DOTS from TCP&#8217;s   high burden cities from State of Sao Paulo. This is a descriptive and retrospective    study that uses data on supplementary care by Evaluation and   Control Instrument (ECI), a questionnaire survey, distributed by BMH with questions    about TCP from fi rst semester of 2006. Data received   by ECIs correspond to 48 from 73 high burden cities (65.8%). It was observed    that 35 cities use DOTS (72.9%). From cities that use DOTS   strategy there are cities that offer only one type of incentive (37,1%) and    those that offer both incentives, basic food package and transport coupons   as supplementary care (45.8%).   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> Tuberculosis Control; DOTS;    Supervised Treatment; incentives; Supplementary Care.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>espanhol</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Controlar a tuberculose (TB) contribui para reduzir   o sofrimento humano e as conseq&uuml;&ecirc;ncias sociais e econ&ocirc;micas   para o doente, sua fam&iacute;lia e a sociedade. Os objetivos   do controle da TB s&atilde;o: reduzir a morbimortalidade e   a transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a e prevenir a resist&ecirc;ncia &agrave;s    drogas   utilizadas. Para alcan&ccedil;&aacute;-los &eacute; necess&aacute;rio garantir    o acesso   ao diagn&oacute;stico, ao tratamento, &agrave; possibilidade de cura para   cada paciente e, bem assim, proteger da TB e de suas formas   resistentes &agrave;s drogas, as popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis.1</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Em 1993 a OMS declarou    a TB uma emerg&ecirc;ncia mundial e passou a promover um conjunto de medidas    t&eacute;cnicas e gerenciais</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia    DOTS exige um planejamento pr&eacute;vio cuidadoso e deve ser feita por etapas:1    (a) na inicial devem ser selecionadas poucas unidades de sa&uacute;de do munic&iacute;pio    onde j&aacute; exista uma infra-estrutura de recursos humanos e materiais, facilitando    a organiza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o com normas, procedimentos e fi    uxos bem de- fi nidos de modo a obter, em curto prazo, altas taxas de cura;    (b) na de expans&atilde;o, as unidades de sa&uacute;de que participaram da etapa    inicial, servir&atilde;o como locais de demonstra&ccedil;&atilde;o do sucesso    da estrat&eacute;gia e de capacita&ccedil;&atilde;o de pessoal das demais unidades    onde seguir&aacute; a implanta&ccedil;&atilde;o, per&iacute;odo em que o papel    da coordena&ccedil;&atilde;o do PCT nos munic&iacute;pios &eacute; fundamental,    uma vez que exigir&aacute; capacita&ccedil;&atilde;o continuada de pessoal,    uma oferta de exames de baciloscopia de escarro com resultados para o mesmo    dia ou no m&aacute;ximo em 48 horas, um sistema de informa&ccedil;&otilde;es    &aacute;gil e confi &aacute;vel que permita detectar rapidamente os n&oacute;s    cr&iacute;ticos e propor solu&ccedil;&otilde;es e a supervis&atilde;o cont&iacute;nua    das a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas nas unidades de sa&uacute;de e laborat&oacute;rios;    durante essa fase deve ser dada &ecirc;nfase &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;ria e ao desenvolvimento de parcerias com setores governamentais    especialmente da &aacute;rea social, com o setor privado e com organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o-governamentais cujos objetivos venham a contribuir para o sucesso    das a&ccedil;&otilde;es de controle da tuberculose; e (c) na etapa de manuten&ccedil;&atilde;o,    o esfor&ccedil;o estar&aacute; voltado para manter a efi c&aacute;cia da estrat&eacute;gia    DOTS que resultar&aacute; em altas taxas de cura, atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o    de novos profi ssionais e da reciclagem e atualiza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos;    aqui os gestores de sa&uacute;de e as inst&acirc;ncias de decis&atilde;o devem    estar convencidos dos benef&iacute;cios humanos, econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos    dessa estrat&eacute;gia, que justi- fi cam o investimento de mais recursos para    o controle da tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Perkins e Kritski,4 em editorial da Organiza&ccedil;&atilde;o   Mundial da Sa&uacute;de (OMS), em 2002, afi rmam que o controle   adequado da tuberculose &eacute; uma equa&ccedil;&atilde;o balanceada   entre detec&ccedil;&atilde;o e tratamento. Uma das estrat&eacute;gias do Plano   Global do Stop TB 2006 &#8211; 2015 &eacute; garantir que todo paciente   com TB tenha acesso ao diagn&oacute;stico, ao tratamento   e &agrave; cura efetiva da doen&ccedil;a.2</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O apoio suplementar aos pacientes de TB para   promover a ades&atilde;o ao tratamento &eacute; uma ajuda de grande   signifi c&acirc;ncia para o doente e deve fazer parte do PCT.   Geralmente, o tratamento supervisionado requer que os   pacientes compare&ccedil;am diariamente ou tr&ecirc;s vezes por semana,   a uma unidade de sa&uacute;de, onde a tomada dos medicamentos   dar-se-&aacute; sob observa&ccedil;&atilde;o, resultando num custo   social consider&aacute;vel para o paciente e numa s&eacute;rie de difi culdades   econ&ocirc;micas para a fam&iacute;lia. Todavia, h&aacute; estrat&eacute;gias   efi cientes como as de incentivos, por exemplo, que estimulam   os pacientes a completar seu tratamento.5</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme descrito acima, a implanta&ccedil;&atilde;o    dessa estrat&eacute;gia   requer o compromisso governamental de continuidade   das a&ccedil;&otilde;es de controle da TB, que se traduz em   investimentos para contrata&ccedil;&atilde;o de pessoal, transporte de   pessoas e materiais, insumos de laborat&oacute;rio, incentivos   para os pacientes e outras necessidades identifi cadas.1,2,5</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desse modo, os gestores devem estar atentos aos    recursos   dispon&iacute;veis para o controle da tuberculose no Pacto   de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (PAB) e na Programa&ccedil;&atilde;o    Pactuada Integrada   (PPI) e, bem assim, &agrave;s respectivas metas pactuadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Projeto Descentraliza&ccedil;&atilde;o On Line,    sediado na Escola   Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo   Cruz, tem como objetivo estimular o desenvolvimento de   estudos e pesquisas que contribuam para melhorar a gest&atilde;o   p&uacute;blica e descentralizada do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de   (SUS), disponibilizando um conjunto de dados e informa&ccedil;&otilde;es   sobre temas que contextualizam as rela&ccedil;&otilde;es intergovernamentais   na &aacute;rea da sa&uacute;de, em especial aqueles em   destaque nas reuni&otilde;es da Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite   &#8211; CIT.6 Em setembro de 2003, numa das reuni&otilde;es da   CIT, a Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS) apresentou   a situa&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de Controle da Tuberculose   (PNCT), concluindo que "hoje fazemos muito   menos do que a capacidade instalada do SUS pode fazer", apesar de haver    um "consenso t&eacute;cnico" para enfrentar a   grave situa&ccedil;&atilde;o. As metas nacionais expostas pela SVS, do   per&iacute;odo 2003 &#8211; 2007, s&atilde;o a detec&ccedil;&atilde;o de casos    &#8211; 70% ou   mais (meta alcan&ccedil;ada); a cura de 85% ou mais dos casos   identifi cados (83% em 2005); o tratamento supervisionado   para 100% dos casos nos munic&iacute;pios priorit&aacute;rios; e o   aumento do uso da baciloscopia para 90% dos casos pulmonares.   6 Uma das principais linhas de a&ccedil;&atilde;o do PNCT no per&iacute;odo    2003 &#8211; 2007, &eacute; o fortalecimento do PCT nos   Estados e Munic&iacute;pios priorit&aacute;rios, com foco no paciente   atrav&eacute;s da concess&atilde;o de transporte e bolsa-alimenta&ccedil;&atilde;o   (tratamento supervisionado).6</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As recomenda&ccedil;&otilde;es para as a&ccedil;&otilde;es    de controle da TB que incluem a estrat&eacute;gia de tratamento supervisionado    no Estado de S&atilde;o Paulo, pela Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual (CVE/    TB) do PCT, est&atilde;o descritas na <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t1.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os incentivos s&atilde;o oferecidos aos pacientes    sob TS   para reduzir as chances de abandono, ou seja, estes incentivos   s&atilde;o oferecidos para que haja ades&atilde;o do paciente ao TS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pol&iacute;tica de incentivos se baseia nas    a&ccedil;&otilde;es de: (a)   revoga&ccedil;&atilde;o da Portaria 1.4747 de 2002; (b) reformula&ccedil;&atilde;o    do   incentivo, com refor&ccedil;o &agrave;s unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de,    coordena&ccedil;&otilde;es   estaduais e municipais, atrav&eacute;s da aquisi&ccedil;&atilde;o de   equipamentos de laborat&oacute;rio de inform&aacute;tica ("kit TB");    (c)   repasse de recursos para capacita&ccedil;&atilde;o das equipes, supervis&atilde;o,   avalia&ccedil;&atilde;o, campanhas educativas, material t&eacute;cnico, e   condu&ccedil;&atilde;o para o paciente; e (e) incentivos ao paciente.6</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estes incentivos referem-se &agrave; bolsa-alimenta&ccedil;&atilde;o   durante o tratamento; pr&ecirc;mio, se obtiver alta por cura;   garantia de transporte para o tratamento supervisionado.</font><font size="2" face="Verdana">Na    maioria dos PCT &eacute; oferecida uma cesta b&aacute;sica e o valetransporte   para o paciente, enquanto durar o tratamento. </font><font size="2" face="Verdana">Este    vale-transporte serve para que o paciente se desloque   de sua resid&ecirc;ncia at&eacute; o local da tomada do medicamento,   seja na unidade de sa&uacute;de ou em outro local da comunidade   onde ser&aacute; administrada a dose supervisionada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aporte nutricional do paciente &eacute; importante    para sua   recupera&ccedil;&atilde;o, sendo parte integrante do seu tratamento. Para   tanto, a distribui&ccedil;&atilde;o de cestas b&aacute;sicas com alimentos diferenciados   e o fornecimento de caf&eacute; da manh&atilde; s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es    de sucesso   para os pacientes que fazem uso da estrat&eacute;gia DOTS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esses incentivos poder&atilde;o ser obtidos atrav&eacute;s    de   conv&ecirc;nio com as Secretarias Municipais da &Aacute;rea Social e   com outros parceiros locais do setor p&uacute;blico ou privado.   Nos 73 munic&iacute;pios priorit&aacute;rios do Estado de S&atilde;o Paulo,   em sua grande maioria, a distribui&ccedil;&atilde;o de incentivos &eacute; parte   integrante do PCT, constituindo uma forma de aten&ccedil;&atilde;o   suplementar ao paciente sob TS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>OBJETIVO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este estudo &eacute; uma descri&ccedil;&atilde;o    e uma contribui&ccedil;&atilde;o facilitadora   de trabalho, como ferramenta &uacute;til, de acesso aos   incentivos para o tratamento supervisionado da TB do   PCT dos munic&iacute;pios priorit&aacute;rios do Estado de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de estudo descritivo e retrospectivo    utilizando os dados sobre aten&ccedil;&atilde;o suplementar pelo Instrumento    de Avalia&ccedil;&atilde;o e Controle (IAC) (<a href="#tab2">Tabela 2</a>),    fornecido pela Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Doen&ccedil;as End&ecirc;micas    (CGDEN) do PNCT do MS sobre o PCT dos munic&iacute;pios priorit&aacute;rios    do Estado de S&atilde;o Paulo, do 1&ordm; semestre de 2006.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t2.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os IACs foram entregues aos 73 munic&iacute;pios    priorit&aacute;rios do Estado de S&atilde;o Paulo que preencheram e entregaram    &agrave; For&ccedil;a Tarefa do PNCT/MS para o Estado de S&atilde;o Paulo, com    anu&ecirc;ncia da Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual do PCT (CVE/TB), na data    de 20 de outubro de 2006. Os 73 munic&iacute;pios est&atilde;o descritos na    <a href="#tab3">Tabela 3</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t3.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab4">Tabela 4</a> est&atilde;o    os dados recebidos pelos IAC, que correspondem a 48 dos 73 munic&iacute;pios    priorit&aacute;rios (65,8%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t4.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab5">Tabela 5</a> apresenta os 13    munic&iacute;pios, - 27,1%, dentre os 48 participantes da investiga&ccedil;&atilde;o    - que estavam sem pacientes em TS no per&iacute;odo estudado, sendo que 5 oferecem    incentivos (10,4%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab5"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t5.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; 35 munic&iacute;pios (72,9%) que t&ecirc;m    implantada a estrat&eacute;gia DOTS. Destes, 13 (27,1% dos 48 analisados) d&atilde;o    apenas um tipo de incentivo, sendo que em 12 o incentivo est&aacute; representado    por cestas b&aacute;sicas (<a href="#tab6">Tabela 6</a>) e em 1 por vale-transporte    (<a href="#tab7">Tabela 7</a>); 16 (33,33%) ofertam cestas b&aacute;sicas e    vale-transporte (<a href="#tab8">Tabela 8</a>) e, por &uacute;ltimo, 6 n&atilde;o    entregam qualquer incentivo (<a href="#tab9">Tabela 9</a>).</font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t6.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t7.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t8.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab9"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/3a06t9.gif" border="0"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde que se implantou a estrat&eacute;gia DOTS    no   Estado de S&atilde;o Paulo, tem-se trabalhado muito com os   gestores municipais para garantir o acesso do paciente   ao tratamento da TB. Obviamente, h&aacute; ainda muito   para ser feito. Em 2005, o PNCT/MS, em parceria   com o CVE/TB, contratou tr&ecirc;s profissionais para dar   apoio t&eacute;cnico, nas tr&ecirc;s esferas de governo, os consultores   da For&ccedil;a Tarefa, com atua&ccedil;&atilde;o direta nos munic&iacute;pios   priorit&aacute;rios, na tentativa de sensibilizar os   gestores e coordenadores municipais, e indicar qual   a melhor forma de gerenciar recursos, como tamb&eacute;m,   capacitar os profissionais de sa&uacute;de na incrementa&ccedil;&atilde;o   da estrat&eacute;gia DOTS, ou seja, a descoberta precoce de   casos, a melhoria no diagn&oacute;stico e o aumento na qualidade   de tratamento, com garantia de incentivos que   s&atilde;o fundamentais para o paciente com TB. Tudo isso   &eacute; de suma import&acirc;ncia, tendo em vista que a TB &eacute;,   entre outros, um respeit&aacute;vel indicador de qualidade   do munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. Brito R, Zuim R, Carvalho RMG, Siqueira-Batista    R, Bethlem EP, Bevilaqua   ALT., Kritski AL, Selig, L. Recomenda&ccedil;&otilde;es da Assessoria de   Pneumologia Sanit&aacute;ria do Estado do Rio de Janeiro Para o Controle de   Tuberculose em Hospitais Gerais. Pulm&atilde;o RJ 2003; 12(3):169-173.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. S&atilde;o Paulo. Secretaria de Estado da    Sa&uacute;de. Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica   "Prof. Alexandre Vranjac". Estrat&eacute;gia DOTS. 2002</font><p><font size="2" face="Verdana">3. World Health Organization. Tuberculosis. DOTS    Strategy. URL dispon&iacute;vel em 16/01/2007: <a href="http://www.who.int/tb/dots/whatisdots/%20en/index.html">http://www.who.int/tb/dots/whatisdots/    en/index.html</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Perkins MD, Kritski AL. Diagnostic and testing    in the control   of tuberculosis. In: Perspectives. Bull World Health Organ.   2002;80(6):512-3</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Legisla&ccedil;&atilde;o Federal. Portaria    1.474 de agosto de 2002. URL dispon&iacute;vel em 16/01/2007: <a href="http://sna.saude.gov.br/legisla/legisla/informes/GM_P1.474_02informes.doc">http://sna.saude.gov.br/legisla/legisla/informes/GM_P1.474_02informes.doc</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Hadley, M; Maher, D. Community involvement    in tuberculosis   control: lessons from other health care programmes. Int J Tuberc   Lung Dis(5):401-8, 2000.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">7. Descentraliza&ccedil;&atilde;o On Line: Reuni&atilde;o    da Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite: PNCT. URL dispon&iacute;vel em    16/01/2007 em: <a href="http://cedoc.ensp.fiocruz.br/descentralizar/debates_3.cfm?debate=69&txt=845">http://cedoc.ensp.fiocruz.br/descentralizar/debates_3.cfm?debate=69&amp;txt=845</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/bps/v14n3/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b></font>    <br>   <font size="2" face="Verdana">Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria    <br>   Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio Fraga    <br>   Estrada de Curicica 2000 - Jacarepagu&aacute;    <br>   22710-552 Rio de Janeiro, RJ - Brasil    <br>   e-mail:<a href="mailto:crphf@saude.gov.br">crphf@saude.gov.br</a>    <br>   <a href="mailto:lucia.cadilhe@saude.gov.br">lucia.cadilhe@saude.gov.br</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a href="mailto:mariajose.procopio@saude.gov.br">mariajose.procopio@saude.gov.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido    em 05/12/2006    <br>   Aceito em 12/12/2006</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp; </p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>São Paulo. Secretaria de Estado da Saúde^dCentro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac"</collab>
<source><![CDATA[Estratégia DOTS]]></source>
<year>2002</year>
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