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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Lista nacional de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Jarbas Barbosa da Silva Junior</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Editor</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica no Brasil tem    apoiado suas a&ccedil;&otilde;es, historicamente, por meio do registro sistem&aacute;tico    de morbidade, institu&iacute;do desde 1969, das chamadas Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o    Compuls&oacute;ria. Registro este que imp&otilde;e obrigatoriedade e pressup&otilde;e    universalidade de notifica&ccedil;&atilde;o, visando o r&aacute;pido controle    de eventos que requerem pronta interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para a constru&ccedil;&atilde;o do Sistema de Doen&ccedil;as    de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria (SDNC), parte-se da elabora&ccedil;&atilde;o    de uma Lista de Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria    (LDNC), cujas doen&ccedil;as s&atilde;o selecionadas atrav&eacute;s de determinados    crit&eacute;rios como: magnitude, potencial de dissemina&ccedil;&atilde;o, transced&ecirc;ncia,    vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle, compromisso internacional    com programas de erradica&ccedil;&atilde;o, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As altera&ccedil;&otilde;es no perfil epidemiol&oacute;gico,    a implementa&ccedil;&atilde;o de outras t&eacute;cnicas para o monitoramento    de doen&ccedil;as, o conhecimento de novas doen&ccedil;as ou a re-emerg&ecirc;ncia    de outras, imp&otilde;em a necessidade de constantes revis&otilde;es peri&oacute;dicas    na LDNC no sentido de mant&ecirc;-la atualizada e oportuna.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A LDNC sofreu ao longo do tempo v&aacute;rias altera&ccedil;&otilde;es,    modificando a lista de 1969, inicial, que era relacionada aos compromissos internacionais.    Inclus&otilde;es foram feitas em 1976, ap&oacute;s a institui&ccedil;&atilde;o    do Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica (SNVE), 1979,    1986 e 1996. O Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI), mais recentemente,    desde mar&ccedil;o de 1998, vem desencadeando processos de revis&atilde;o da    LDNC por meio de discuss&otilde;es envolvendo profissionais de sa&uacute;de,    comunidade acad&ecirc;mica-cient&iacute;fica e &aacute;reas espec&iacute;ficas    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Os debates havidos n&atilde;o somente    resultaram em revis&otilde;es da lista, como enfatizaram a necessidade do uso    mais sistem&aacute;tico, pela vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, de outros    sistemas de informa&ccedil;&atilde;o existentes no pa&iacute;s e sugeriram alternativas    ao SDNC, como a utiliza&ccedil;&atilde;o de formas ativas de vigil&acirc;ncia:    unidades sentinelas, inqu&eacute;ritos epidemiol&oacute;gicos e outros (Informe    Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998; VII (1) : 7-28). Desde mar&ccedil;o de 1998,    a LDNC sofreu duas altera&ccedil;&otilde;es. A primeira revis&atilde;o incluiu    e excluiu doen&ccedil;as com base nos crit&eacute;rios estabelecidos nas reuni&otilde;es    t&eacute;cnicas e nos v&aacute;rios debates ocorridos e a &uacute;ltima incluiu    Hantavirose, Hepatite por v&iacute;rus C e Leptospirose, resultando na portaria    1461 de 22 de dezembro de 1999, publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o    em 23 de dezembro de 1999 e que o Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS agora    publica neste n&uacute;mero.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ressaltamos que aos estados e munic&iacute;pios cabe a    prerrogativa de, respeitada a lista m&iacute;nima nacional, selecionar doen&ccedil;as    e agravos que complementem a LDNC, de modo a garantir a notifica&ccedil;&atilde;o    de problemas de sa&uacute;de individualizados pelas caracter&iacute;sticas e    import&acirc;ncia locais. Cabe ressaltar, entretanto, que o instrumento de notifica&ccedil;&atilde;o    obrigat&oacute;ria de cada caso, individualmente, n&atilde;o se presta para    monitoramento de todas as doen&ccedil;as e outros agravos &agrave; sa&uacute;de.    Recursos como an&aacute;lises de dados secund&aacute;rios, inqu&eacute;ritos    epidemiol&oacute;gicos, unidades sentinelas, entre outros, s&atilde;o mais apropriados    para determinadas situa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O processo de revis&atilde;o da LDNC &eacute; um processo    cont&iacute;nuo e din&acirc;mico, que deve ser oportuno o suficiente de modo    a responder &agrave;s novas demandas e ajustar-se aos novos perfis epidemiol&oacute;gicos    do pa&iacute;s, tanto quanto &eacute; din&acirc;mico e cont&iacute;nuo o aperfei&ccedil;oamento    do SNVE, incorporando novas t&eacute;cnicas e novos instrumentos que garantam    a informa&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida para a a&ccedil;&atilde;o daquelas    doen&ccedil;as presentes ou n&atilde;o no sistema compuls&oacute;rio.</font></p>      ]]></body>
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