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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mortes maternas no Brasil: análise do preenchimento de variável da declaração de óbito]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal deaths in Brazil: An analyses of related variable in death certificates]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Maternal mortality data is a matter of concern in Public Health. It is well known that causes of death related to pregnancy, childbirth and puerperium are perhaps the worst reported for death certificate (DC) records. Looking to improve the quality of these data, the Ministry of Health (MH) introduced an item in DC records, to be filled out by physicians, indicating whether or not the deceased was pregnant at the moment of death or during the period 12 months prior to death. The objective of this paper is to evaluate these items in Brazilian DC records for 1996 and 1997. In these years, respectively, and "unknown" response was present in 89.3% and 87.4% of the DC for the question of whether or not the deceased was pregnant at the time of death, and 91.4% and 90.4% for the question of whether or not the deceased had been pregnant at any time during the 12 months prior to death. These values represent a real need for improvement in gathering data. Among those DC's with a positive response as to the presence of pregnancy, only 19.4% and 38.1% of the deaths were attributed to maternal causes in 1996 values considered to be low. Information related to pregnancy was obtained in 30.7% and 45.3% of the records attributed to maternal causes (Capter XV of ICD-10) in 1996 and 1997, respectively. Considering the high frequency of "unknown" as a response and the items' obscureness, it is proposed to the MH to revise the question and to reinforce the importance of adequate reporting in filling out DC's by physicians.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Declaração de Óbito]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação do Sistema de Informação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Mortalidade Materna]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Maternal Mortality]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Mortes maternas no Brasil:    an&aacute;lise do preenchimento de vari&aacute;vel da declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Maternal deaths in Brazil: An analyses of    related variable in death certificates</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ruy Laurenti; Maria Helena Prado de Mello    Jorge; Sabina L&eacute;a Davidson Gotlieb</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica / Universidade    de S&atilde;o Paulo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A import&acirc;ncia dos dados relativos &agrave;    mortalidade materna &eacute; ineg&aacute;vel. &Eacute; conhecido o fato de que    as causas de morte decorrentes da gravidez, parto e puerp&eacute;rio s&atilde;o,    talvez, umas das mais mal informadas nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito    (DO). Visando &agrave; melhoria da qualidade dessa informa&ccedil;&atilde;o,    o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) introduziu, nesse documento, item a    ser preenchido pelo m&eacute;dico relativo &agrave; presen&ccedil;a de gravidez    no momento da morte ou nos 12 meses anteriores &agrave; mesma. O objetivo deste    trabalho &eacute; avaliar esse item nas DO referentes ao Brasil, em 1996 e 1997.    Os resultados mostram o mau preenchimento, com resposta &quot;ignorado&quot;    para gravidez no momento da morte em 89,3% e 87,4% dos casos e em 91,4% e 90,4%    para gravidez 12 meses antes, respectivamente em 1996 e 1997. Analisando as    causas b&aacute;sicas de morte das mulheres que estavam ou estiveram gr&aacute;vidas,    19,4% e 38,1% de &oacute;bitos foram por causas maternas, em 1996, valores considerados    baixos. Das mortes maternas (Cap&iacute;tulo XV da CID-10), em 30,7% e 45,3%    havia informa&ccedil;&atilde;o de que &quot;estavam&quot; ou &quot;estiveram&quot;    gr&aacute;vidas, em 1996 e 1997. Considerando a elevada freq&uuml;&ecirc;ncia    de &quot;ignorado&quot; e a falta de clareza do item, sugere-se que o MS reveja    a sua formula&ccedil;&atilde;o e reforce, junto aos m&eacute;dicos, a import&acirc;ncia    do adequado preenchimento da DO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-Chave:</b> Declara&ccedil;&atilde;o    de &Oacute;bito; Avalia&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o;    Mortalidade Materna</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Maternal mortality data is a matter of concern    in Public Health. It is well known that   causes of death related to pregnancy, childbirth and puerperium are perhaps    the worst   reported for death certificate (DC) records. Looking to improve the quality    of these data,   the Ministry of Health (MH) introduced an item in DC records, to be filled out    by   physicians, indicating whether or not the deceased was pregnant at the moment    of death   or during the period 12 months prior to death. The objective of this paper is    to evaluate   these items in Brazilian DC records for 1996 and 1997. In these years, respectively,    and   &quot;unknown&quot; response was present in 89.3% and 87.4% of the DC for    the question of   whether or not the deceased was pregnant at the time of death, and 91.4% and    90.4% for   the question of whether or not the deceased had been pregnant at any time during    the 12   months prior to death. These values represent a real need for improvement in    gathering   data. Among those DC's with a positive response as to the presence of    pregnancy, only   19.4% and 38.1% of the deaths were attributed to maternal causes in 1996 values   considered to be low. Information related to pregnancy was obtained in 30.7%    and   45.3% of the records attributed to maternal causes (Capter XV of ICD-10) in    1996 and   1997, respectively. Considering the high frequency of &quot;unknown&quot;    as a response and the   items' obscureness, it is proposed to the MH to revise the question and    to reinforce the   importance of adequate reporting in filling out DC's by physicians.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key Words:</b> Death Certificate; Evaluation    of the Death Information System; Maternal Mortality.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana">&Eacute; bastante conhecido o fato de que a    mortalidade materna, desde a d&eacute;cada de 40, come&ccedil;ou a apresentar    um decl&iacute;nio cont&iacute;nuo nos pa&iacute;ses &quot;mais ricos&quot;,    e que em alguns desses pa&iacute;ses ou em suas regi&otilde;es tornou-se at&eacute;    um evento raro.<sup>1</sup> Entretanto, &eacute; ainda um problema importante    e aparentemente de dif&iacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses    subdesenvolvidos ou &quot;mais pobres&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1987, foi realizada a <i>International Conference    on Safe Motherhood</i>, em Nair&oacute;bi, Qu&ecirc;nia, tida por muitos, corretamente,    como um marco para a conscientiza&ccedil;&atilde;o da gravidade da situa&ccedil;&atilde;o    nos pa&iacute;ses subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. De fato, naquela ocasi&atilde;o,    estimou-se que a intensidade de morte materna nessas &aacute;reas situava-se    entre uma morte para 15 e uma morte para 70 mulheres em idade reprodutiva, enquanto    nos pa&iacute;ses desenvolvidos esses valores estavam entre uma para 3.000 e    uma para 10.000.<sup>2</sup> Uma das metas propostas na reuni&atilde;o, e divulgada    amplamente, foi a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna de tal forma    a atingir, no ano 2000, valores correspondentes a 50% daqueles observados em    1985.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A partir do final da d&eacute;cada de 80   foram propostos programas nacionais e   mesmo internacionais para a redu&ccedil;&atilde;o   dessa mortalidade; entre esses &uacute;ltimos e   de interesse para nosso pa&iacute;s cita-se o   &quot;Plano de A&ccedil;&atilde;o Regional para a Redu&ccedil;&atilde;o   da Mortalidade Materna&quot; da Organiza&ccedil;&atilde;o   Panamericana da Sa&uacute;de (OPAS) e que   foi aprovado pelos pa&iacute;ses americanos   na XXIII Confer&ecirc;ncia Sanit&aacute;ria   Panamericana, em 1990.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dada a exist&ecirc;ncia desses programas   e a quantidade vari&aacute;vel de recursos para   o seu desenvolvimento, todos os pa&iacute;ses   e ag&ecirc;ncias internacionais do tipo OPAS,   Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS),   Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia   (UNICEF), Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das   Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNFPA) e outras   passaram a ter necessidade de conhecer   os verdadeiros valores das taxas de   mortalidade materna. Sabia-se que a subdeclara&ccedil;&atilde;o das mortes maternas    nos   atestados de &oacute;bito era bastante alta, nos   pa&iacute;ses subdesenvolvidos,<sup>4,5,6,7</sup> n&atilde;o sendo,   tamb&eacute;m, desprez&iacute;vel, em pa&iacute;ses   desenvolvidos como Estados Unidos,   Fran&ccedil;a, Inglaterra e outros.<sup>8,9,10,11</sup> Como   decorr&ecirc;ncia, foram elaboradas propostas   de m&eacute;todos alternativos para o c&aacute;lculo   da taxa de mortalidade materna, algumas   das quais envolvendo custos mais   elevados e outras que retratavam a   mortalidade materna apenas para o   passado, isto &eacute;, relativas a uma ou mais   d&eacute;cadas anteriores.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como uma tentativa de melhor   conhecer ou de, ao menos, se aproximar   mais do n&uacute;mero real de mortes maternas,   a seguinte proposta foi feita pela OMS:   &quot;Com vistas a melhorar a qualidade dos   dados de mortalidade materna e fornecer   m&eacute;todos alternativos de coleta das mortes   durante a gravidez ou relacionadas com   ela, assim como a encorajar o registro   das mortes por causas obst&eacute;tricas   ocorrendo no per&iacute;odo al&eacute;m dos 42 dias   ap&oacute;s o t&eacute;rmino da gravidez, a   Quadrag&eacute;sima Terceira Assembl&eacute;ia   Mundial de Sa&uacute;de adotou, em 1990, a   recomenda&ccedil;&atilde;o de que os pa&iacute;ses   considerassem a inclus&atilde;o, nos atestados   de &oacute;bito, de quest&otilde;es que dissessem   respeito &agrave; gravidez atual e &agrave; gravidez   durante o ano que precedeu a morte&quot;.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Praticamente, todos os pa&iacute;ses   adotaram essa sugest&atilde;o e inclu&iacute;ram, nos   seus formul&aacute;rios de &oacute;bito, um item   espec&iacute;fico para mortes de mulheres em   idade f&eacute;rtil, indagando, nesses casos, se   a mulher estava gr&aacute;vida no momento da   morte ou se esteve gr&aacute;vida no per&iacute;odo   de 12 meses anteriores ao evento fatal.   No Brasil, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, gestor   do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de   Mortalidade, passou desde 1995, a   considerar essa vari&aacute;vel na Declara&ccedil;&atilde;o   de &Oacute;bito (DO).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este trabalho tem como objetivos: 1. conhecer    o grau de preenchimento do item referente &agrave; presen&ccedil;a de gravidez    nas DO de mulheres em idade f&eacute;rtil no Brasil e, 2. conhecer o preenchimento    do item citado na respectiva DO, partindo das mortes cuja causa b&aacute;sica    foi uma causa materna (cap&iacute;tulo XV da CID-10).<sup>13</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O material de estudo foi constitu&iacute;do   pelo banco de dados de mortalidade do   Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Mortalidade -   SIM/MS - relativos a 1996 e 1997,   coletados pelo Centro Nacional de   Epidemiologia (CENEPI) do Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de. Este sistema, implantado em 1976,   parte de um documento b&aacute;sico - DO -   padronizado para todo o pa&iacute;s,   uniformizando, dessa maneira, o registro   das informa&ccedil;&otilde;es exigidas por lei e   necess&aacute;rias &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de estat&iacute;sticas.   Por meio de um fluxo adequado, as   informa&ccedil;&otilde;es chegam ao n&iacute;vel central, que   as divulga por meio eletr&ocirc;nico (CD ROM)   e atrav&eacute;s de publica&ccedil;&otilde;es (Anu&aacute;rios de   mortalidade). Esse sistema, apesar de   apresentar ainda algumas falhas, tanto de   cobertura para certas &aacute;reas do pa&iacute;s como   de qualidade, devidas principalmente a   problemas relativos &agrave; causa da morte,   representa importante subs&iacute;dio para a   &aacute;rea da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A vari&aacute;vel pesquisada foi a referente    &agrave;s perguntas, para &oacute;bitos de mulheres de 10 a 49 anos (aqui consideradas    como em idade f&eacute;rtil), &quot;Estava gr&aacute;vida no momento da morte?&quot;    ou &quot;Esteve gr&aacute;vida nos &uacute;ltimos doze meses anteriores &agrave;    morte?&quot;. Para ambas, as poss&iacute;veis respostas eram: <i>sim, n&atilde;o</i>    e <i>ignorado</i>. &Eacute; preciso esclarecer que est&atilde;o codificados    como &quot;ignorados&quot; tanto os casos em que o m&eacute;dico assinalou esse    fato, evidenciando pelo menos aten&ccedil;&atilde;o ao item, como aqueles em    que o m&eacute;dico deixou em branco, isso &eacute;, n&atilde;o teve sequer    a preocupa&ccedil;&atilde;o em preench&ecirc;-lo. At&eacute; o presente momento,    o Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Mortalidade n&atilde;o permite distinguir    essas situa&ccedil;&otilde;es; entretanto, j&aacute; &eacute; preocupa&ccedil;&atilde;o    dos gestores do Sistema tal provid&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outras vari&aacute;veis de an&aacute;lise foram:    ano calend&aacute;rio e causa b&aacute;sica da morte, esta apresentada segundo    a CID-10,<sup>13</sup> em vigor no Brasil desde 1996, para estudos de mortalidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Resultados e coment&aacute;rios</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados e coment&aacute;rios est&atilde;o   apresentados em duas partes, elaboradas   para atender, respectivamente, aos   objetivos 1 e 2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Parte 1</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de   Mortalidade (SIM/MS) captou, em 1996   e 1997, respectivamente, 908.882 e   903.271 &oacute;bitos para todo o pa&iacute;s.   Relativamente ao sexo, houve, em 1996,   530.068 &oacute;bitos masculinos e 376.502   femininos; dos &oacute;bitos ocorridos em 1997,   528.388 eram homens e 373.632,   mulheres (pequena parcela, em ambos os   momentos, corresponde a DO com   informa&ccedil;&atilde;o ignorada sobre sexo). Dos   &oacute;bitos femininos, 64.795 (17,2%) e   63.379 (17,0%) pertenciam ao grupo de   idade f&eacute;rtil, respectivamente, em 1996 e   1997.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto ao preenchimento do item pesquisado,    verificou-se que, nesses anos, houve elevadas propor&ccedil;&otilde;es de ignorado    (aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o), isto &eacute;, n&atilde;o foi    poss&iacute;vel saber se a mulher estava gr&aacute;vida no momento da morte    em 89,3% e 87,4% dos casos, bem como se tinha estado gr&aacute;vida nos 12 meses    anteriores em 91,4% e 90,4%, respectivamente em 1996 e 1997 (<a href="#tab1">Tabela    1</a>). Esses resultados mostram claramente a m&aacute; qualidade do preenchimento    da DO, pelos m&eacute;dicos, quanto &agrave; resposta relativa &agrave; presen&ccedil;a    de gravidez. Esse fato poderia ser decorrente de neglig&ecirc;ncia ou descaso    por parte do m&eacute;dico ou estar indicando que o item est&aacute; mal descrito    ou mal instru&iacute;do, tanto na DO quanto no Manual de Preenchimento de Declara&ccedil;&atilde;o    de &Oacute;bito, levando a d&uacute;vidas no momento em que o m&eacute;dico    declara o &oacute;bito.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Em 1996, entre os 916 casos em que foi declarado    &quot;sim&quot; para &quot;Estava gr&aacute;vida no momento da morte&quot;,    em apenas 178, correspondendo a 19,4%, a causa b&aacute;sica foi considerada    materna. Em 1997, esses valores corresponderam a 1.346 gr&aacute;vidas no momento    da morte, com a ocorr&ecirc;ncia de 29,7% de causas maternas (<a href="#tab2">Tabela    2</a>). Seria de esperar que tal freq&uuml;&ecirc;ncia fosse mais elevada. V&aacute;rios    autores t&ecirc;m evidenciado a exist&ecirc;ncia de uma subenumera&ccedil;&atilde;o    das mortes por causas maternas,<sup>4,9,11,14</sup> mostrando ser ela devida &agrave; omiss&atilde;o    proposital da causa b&aacute;sica ou pelo fato de ter o m&eacute;dico declarado    apenas uma complica&ccedil;&atilde;o ou causa terminal, por sua aloca&ccedil;&atilde;o    em outro cap&iacute;tulo (principalmente I, IX e XVIII da CID-10) que n&atilde;o    o de Gravidez, Parto e Puerp&eacute;rio, quando de sua codifica&ccedil;&atilde;o    segundo as regras da CID-10.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a04t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No ano de 1997, em 855 casos (1,4% do total    de 63.379 &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil) o m&eacute;dico    assinalou &quot;sim&quot; para &quot;esteve gr&aacute;vida nos doze meses que    antecederam a morte&quot;. &Eacute; interessante assinalar que em 47,4%, ou    quase metade dos casos, tratava-se de uma morte materna, como se v&ecirc; na    <a href="#tab3">Tabela 3</a>. Diferentemente do caso anterior, o valor &eacute;    mais alto mas, ainda assim, deve estar subestimado. &Eacute; maior porque mesmo    nas intercorr&ecirc;ncias que aparecem durante a gravidez, geralmente o efeito    letal vai ocorrer mais tardiamente, no parto ou no puerp&eacute;rio. Por outro    lado, &eacute; menor, em face da m&aacute; declara&ccedil;&atilde;o da causa    b&aacute;sica, pelo m&eacute;dico, j&aacute; discutida.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a04t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para melhor avaliar a qualidade do preenchimento    da DO, &eacute; interessante verificar a distribui&ccedil;&atilde;o das mortes    maternas em que houve a informa&ccedil;&atilde;o de a mulher estar gr&aacute;vida    ou ter estado gr&aacute;vida nos 12 meses anteriores &agrave; morte, segundo    o tipo. Esta informa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; causa b&aacute;sica permite    sua classifica&ccedil;&atilde;o como sendo causa direta ou indireta, lembrando    que &quot;ignorada&quot; corresponde &agrave; situa&ccedil;&atilde;o em que    foi poss&iacute;vel caracterizar tratar-se de morte materna, sem que houvesse    evid&ecirc;ncias para identificar a causa espec&iacute;fica (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a04t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Parte 2</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outra maneira de proceder &agrave; an&aacute;lise   dessa situa&ccedil;&atilde;o diz respeito a, partindo dos   casos catalogados sob a rubrica &quot;morte   materna&quot; (cap&iacute;tulo XV da CID-10),   analisar o preenchimento das vari&aacute;veis   referidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1996, houve 1.465 &oacute;bitos   decorrentes de causas maternas (2,3% das   mortes de mulheres em idade f&eacute;rtil). Em   1997, do total de 63.379 &oacute;bitos de mulheres   em idade f&eacute;rtil, 1.776 (2,8%) corresponderam a causas maternas, isto   &eacute;, ou o m&eacute;dico declarou na parte m&eacute;dica   da DO (partes I e II) tratar-se de uma causa   materna espec&iacute;fica (obst&eacute;trica direta ou   indireta) ou de morte materna sem   especificar a causa. H&aacute; de ser lembrado   que est&atilde;o a&iacute; inclu&iacute;das ainda aquelas mortes   em que, apesar de o m&eacute;dico n&atilde;o ter   atestado originalmente uma causa materna,   ap&oacute;s investiga&ccedil;&atilde;o por Comit&ecirc;s de Morte   Materna, foram englobadas nesse Cap&iacute;tulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dado o fato de a morte materna   implicar &oacute;bito por causa decorrente de   gravidez, parto ou puerp&eacute;rio, seria de se   esperar que as DO de todas essas   mulheres apresentassem resposta &quot;SIM&quot;   &agrave;s perguntas &quot;Estava gr&aacute;vida&quot; ou &quot;Esteve   gr&aacute;vida&quot;. Dessa forma, tr&ecirc;s   possibilidades poderiam ocorrer:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> a) 100% dessas mulheres falecidas   &quot;estavam gr&aacute;vidas&quot;,</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> b) 100% dessas mulheres falecidas   &quot;estiveram gr&aacute;vidas&quot; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> c) 100% dessas mulheres falecidas representavam    uma combina&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es <b>a</b> e <b>b</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Surpreendentemente, em 1996,   apenas 12,1% das DO apresentaram a   informa&ccedil;&atilde;o de que a mulher &quot;estava   gr&aacute;vida&quot; e 18,6% que &quot;esteve gr&aacute;vida&quot;   totalizando, portanto, apenas 30,7% dos   casos. Para 1997, os valores foram,   respectivamente, 22,5%, 22,8% e 45,3%,   revelando sens&iacute;vel melhora no   preenchimento, apesar de n&atilde;o alcan&ccedil;ar   nem a metade do esperado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ainda que os resultados comentados evidenciem    claramente a neglig&ecirc;ncia de m&eacute;dicos ao preencher a DO, &eacute;    mais grave ou mesmo estarrecedor o que mostra a <a href="#tab5">Tabela 5</a>.    De fato, foram declaradas 1.465 e 1.776 mortes maternas respectivamente para    1996 e 1997, e os m&eacute;dicos informaram que &quot;n&atilde;o&quot; estavam    gr&aacute;vidas e &quot;n&atilde;o&quot; estiveram gr&aacute;vidas em, respectivamente,    260 (14,6%) e 125 (7,0%) casos, em 1997, e em 1996, 12,6% e 2,4%. Se isso n&atilde;o    bastasse, verificou-se, tamb&eacute;m, respectivamente, que 1.116 (62,9%) e    1.246 (70,2%) casos foram alocados na categoria &quot;Ignorado&quot; em 1997    e em 1996, 1.103 (75,3%) e 1.157 (79%).</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/1a04t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Cabe ainda mencionar que a pergunta, da maneira    como est&aacute; formulada na Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito, &eacute;    amb&iacute;gua, podendo levar &agrave;s seguintes indaga&ccedil;&otilde;es:    a) se a morte ocorrer durante o parto, qual a resposta a ser assinalada: &quot;estava    gr&aacute;vida&quot; ou &quot;esteve gr&aacute;vida&quot;; b) se a morte ocorrer    depois do parto, mas em conseq&uuml;&ecirc;ncia dele, at&eacute; que momento    a resposta dever&aacute; ser &quot;estava gr&aacute;vida&quot;? </font><font size="2" face="Verdana">A    partir de que momento se considera que a resposta deva ser &quot;esteve gr&aacute;vida&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A proposta da OMS de colocar esse item nas DO,    e que o Brasil adotou, foi principalmente uma tentativa de captar maior n&uacute;mero    de mortes maternas, ou seja, obter um n&uacute;mero mais pr&oacute;ximo do real,    visto que os dados oficiais est&atilde;o, como j&aacute; mencionado, sub-enumerados.    Dessa forma, a totalidade das mortes maternas numa determinada &aacute;rea seria    representada pelo conjunto de:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">1<sup>o</sup>) casos em que essa causa j&aacute; vem    assinalada na DO como causa b&aacute;sica e;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2<sup>o</sup>) casos que, apesar da causa   informada estar fora do cap&iacute;tulo XV e por   conterem a resposta SIM &agrave;s perguntas   &quot;estava&quot; ou &quot;esteve&quot; gr&aacute;vida, permitiriam   que os Comit&ecirc;s de Morte Materna   investigassem essas mortes, podendo   concluir por uma causa resultante de   gravidez, parto ou puerp&eacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Pode-se concluir que, no Brasil,   ainda que adotando a proposta da OMS,   n&atilde;o houve um ganho apreci&aacute;vel, pois &eacute;   prov&aacute;vel que ocorram muito mais casos   de mortes maternas que n&atilde;o foram   declarados. Talvez isso se deva, em grande parte, ao fato de que, ao se   introduzir esse item espec&iacute;fico, n&atilde;o tenha   sido feito estudo piloto para testar sua   clareza e, muito mais importante, n&atilde;o   tenha sido dada &ecirc;nfase &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o   desses aspectos aos m&eacute;dicos em geral e   aos obstetras em particular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Apesar de novo modelo da DO, posto em circula&ccedil;&atilde;o    recentemente, j&aacute; apresentar modifica&ccedil;&otilde;es nesse item, recomenda-se    que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o    e distribui&ccedil;&atilde;o das DO, bem como pelo Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Mortalidade, continue suas a&ccedil;&otilde;es no sentido de reavaliar a    melhor forma de ser feita a pergunta. Enfatiza-se tamb&eacute;m n&atilde;o deixar    de envidar esfor&ccedil;os no sentido de obter um melhor desempenho dos m&eacute;dicos    quanto ao preenchimento das DO. Por outro lado, o Conselho Federal de Medicina,    os Conselhos Regionais, a Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Brasileira,    as Associa&ccedil;&otilde;es M&eacute;dicas Estaduais, poderiam assumir a tarefa    de sensibiliz&aacute;-los e motiv&aacute;-los cada vez mais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. WHO Reduction of maternal   mortality. A joint WHO/UNFPA/   UNICEF/World Bank Statement.   Geneve: 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Banco Mundial, OMS, UNFPA. La   prevencion de la tragedia de las   muertes maternas - Informe sobre la   &quot;Conferencia Internacional sobre la   Mortalidade Materna. Nairobi, Kenia:   1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. OPAS. Plan de Acci&oacute;n Regional de la   Mortalidade materna em las   Americas. XXIII Conferencia   Sanitaria Panamericana. Washington:   1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Laurenti R, Buchalla CM, L&oacute;lio CA,   Santo AH, Mello Jorge MH.   Mortalidade de mulheres em idade   f&eacute;rtil no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo   (Brasil), 1986. I - Metodologia e   resultados gerais. Revista de Sa&uacute;de   P&uacute;blica 1990; 24(2) : 128-133.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Laurenti R. Maternal mortality in Latin   America Urban Areas: The case of   S&atilde;o Paulo, Brazil. Bulletin of the   PAHO 1993; 27(3) : 205-214.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Walker GL, Mc Caw AM, Ashley   DEC, Bernard GW. Maternal   mortality in Jamaica. The Lancet   1986; I(8479) : 486-488.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. WHO/UNICEF Revised Estimates of   Maternal Mortality. A new approach by WHO and UNICEF. WHO/FHR/   MSM/96.11, UNICEF/PZN/96.1,   1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Smith JC, Hughes JM, Pekow PS and   Rochat RW. An assessment of the   incidence of maternal mortality in the   United States. American Journal of   Public Health 1984; 74 : 780-783.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Bouvier-Colle Varnoux N, Costes P,   Hatton F. Reasons for the   underreporting of maternal mortality   in France, indicated by a survey of   all deaths of women of child-bearing   age. International Journal of   Epidemiology 1991; 20 : 717-721.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Turnbull LA, Tindall VR, Beard RW,   Robson G, Dawson IM, Cloake LP,   Ashley JS and Botting B. Report on   the confidential inquires into maternal   deaths in England and Wales, 1982-   1984. Report on Health and Social   Subjects 1989; 34 : 166 London:   HMSO.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Roystan E, Lopez AD. On the   assessment of maternal mortality.   World Health Statistics Quart1987;   40 : 214-224.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Laurenti R, Mello Jorge MHP, Gotlieb   SLD. Reflex&otilde;es sobre a mensura&ccedil;&atilde;o   da mortalidade materna. Cadernos de   Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000; 16(1) : 23-30.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13.Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de/   Centro Colaborador da OMS para a   Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as em   Portugu&ecirc;s. Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica   Internacional de Doen&ccedil;as em   Portugu&ecirc;s e Problemas Relacionados   a Sa&uacute;de. D&eacute;cima Revis&atilde;o. Volume 2,   Manual de Instru&ccedil;&atilde;o. EDUSP: S&atilde;o   Paulo; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Puffer RR, Griffith GW. Patterns of urban    mortality. Scientific Publication 151. Washington DC: Pan American Health Organization,    1967.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v9n1/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Av. Dr. Arnaldo, 715 - S&atilde;o Paulo/SP.    <br>   CEP: 01.246-904    <br>   Telefone: (11) 282-3886    <br>   E-mail:<a href="mailto:laurenti@usp.br">laurenti@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp; </p>      ]]></body><back>
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