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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S0104-16732000000200002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do sistema de informações hospitalares - SIH/SUS como fonte complementar na vigilância e monitoramento de doenças de notificação compulsória]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of the hospital information system (SIH/SUS) as a complementary information source for surveillance and monitoring of notifiable diseases]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this paper was to explore the potentialities of the Hospital Information System - SIH/SUS for epidemiologic surveillance and monitoring of Notifiable Diseases. The states and regions of Brazil constituted the study area. Data relative to hospital admittances for Notifiable Diseases, during the period from 1984 to 1998, was obtained from the SIH/SUS and data from the National Center of Epidemiology - CENEPI, during the period from 1980 to 1997. Data bases were linked by pathologies, hospital admittances and by place of occurrence - distributed for states and regions of the country. The results of the classification of the states according to the four larger absolute frequencies of admittances and reports and the comparison between the reports and the number of admittances according to the need of admittances for the pathologies, showed a high level of coherence between CENEPI and SIH data. It was concluded that SIH/SUS has a great agility in obtaining the data and shows a good capacity for monitoring the analyzed pathologies, being an important complementary source of information for surveillance of Notifiable Diseases.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistema de Informações Hospitalares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Avalia&ccedil;&atilde;o    do sistema de informa&ccedil;&otilde;es hospitalares - SIH/SUS como fonte complementar    na vigil&acirc;ncia e monitoramento de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Evaluation of the hospital information system    (SIH/SUS) as a complementary information source for surveillance and monitoring    of notifiable diseases</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ant&ocirc;nio da Cruz Gouveia Mendes<sup>I</sup>;    Jarbas Barbosa da Silva Junior<sup>II</sup>; K&aacute;tia Rejane Medeiros<sup>I</sup>; Tereza Maciel    Lyra<sup>I</sup>; Djalma Agripino de Melo Filho<sup>III</sup>; Dom&iacute;cio Aur&eacute;lio de    S&aacute;<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Departamento de Sa&uacute;de Coletiva-NESC/CPqAM/FIOCRUZ    <br>   <sup>II</sup>Centro Nacional de Epidemiologia / Funda&ccedil;&atilde;o Nacional    de Sa&uacute;de    <br>   <sup>III</sup>Diretoria de Desenvolvimento Social / SUDENE</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho teve como objeto a explora&ccedil;&atilde;o    das potencialidades do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares - SIH/SUS    na vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e monitoramento de doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria. Os Estados e Regi&otilde;es    do Brasil constitu&iacute;ram a &aacute;rea de estudo, sendo os dados, coletados    do SIH/SUS, relativos a interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria, do per&iacute;odo de 1984 a 1998, e provenientes do Centro    Nacional de Epidemiologia-CENEPI, de 1980 a 1997. As patologias foram agregadas    quanto &agrave; necessidade de interna&ccedil;&atilde;o e quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    por Estados e Regi&otilde;es do pa&iacute;s. Os resultados da classifica&ccedil;&atilde;o    dos Estados segundo as quatro maiores freq&uuml;&ecirc;ncias absolutas de interna&ccedil;&otilde;es    e notifica&ccedil;&otilde;es e a compara&ccedil;&atilde;o entre a notifica&ccedil;&atilde;o    e n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es de acordo com a necessidade de    internamento da patologia, mostraram uma grande coer&ecirc;ncia entre os dados    do CENEPI e do SIH. Concluiu-se que o SIH/SUS tem uma grande agilidade na obten&ccedil;&atilde;o    dos dados e uma boa capacidade para o monitoramento das patologias analisadas,    podendo assim ser uma importante fonte complementar para vigil&acirc;ncia das    doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chaves:</b> Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares, Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria,    Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, Monitoramento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The objective of this paper was to explore the    potentialities of the Hospital Information System - SIH/SUS for epidemiologic    surveillance and monitoring of Notifiable Diseases. The states and regions of    Brazil constituted the study area. Data relative to hospital admittances for    Notifiable Diseases, during the period from 1984 to 1998, was obtained from    the SIH/SUS and data from the National Center of Epidemiology - CENEPI, during    the period from 1980 to 1997. Data bases were linked by pathologies, hospital    admittances and by place of occurrence - distributed for states and regions    of the country. The results of the classification of the states according to    the four larger absolute frequencies of admittances and reports and the comparison    between the reports and the number of admittances according to the need of admittances    for the pathologies, showed a high level of coherence between CENEPI and SIH    data. It was concluded that SIH/SUS has a great agility in obtaining the data    and shows a good capacity for monitoring the analyzed pathologies, being an    important complementary source of information for surveillance of Notifiable    Diseases.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key Words:</b> Hospital Information System;    Notifiable Diseases; Epidemiologic Surveillance; Monitoring.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A abordagem dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de, a partir de uma perspectiva complementar, vem-se tornando uma    &aacute;rea de estudo bastante promissora, pois, al&eacute;m de identificar    as limita&ccedil;&otilde;es e as possibilidades dos sistemas tomados isoladamente,    pode revelar o resultado da intera&ccedil;&atilde;o entre eles, o que, sem d&uacute;vida,    contribuir&aacute; com o aprimoramento da vigil&acirc;ncia e monitoramento das    doen&ccedil;as, &oacute;bitos e agravos em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esta pesquisa teve como objeto de trabalho avaliar    as potencialidades do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares - SIH/SUS    na vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e monitoramento de doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria (DNC). Foi desenvolvida tendo    como pressuposto a id&eacute;ia de que &eacute; poss&iacute;vel complementar    as informa&ccedil;&otilde;es, obtidas fundamentalmente a partir dos bancos de    dados de corte epidemiol&oacute;gico com outras advindas de outros bancos, como    &eacute; o caso do SIH-SUS, que disp&otilde;e de informa&ccedil;&otilde;es sobre    12,5 milh&otilde;es de interna&ccedil;&otilde;es anuais ocorridas na rede SUS,    no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nessa perspectiva, compararam-se as freq&uuml;&ecirc;ncias    de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria, registradas no SIH-SUS, com as freq&uuml;&ecirc;ncias dos    casos notificados ao Centro Nacional de Epidemiologia - CENEPI do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, no per&iacute;odo de 1993 a 1998, a fim de descrever e interpretar    aspectos relativos &agrave; magnitude e ao comportamento do problema obtidos    em um e outro sistema.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">Informa&ccedil;&atilde;o como Objeto e Instrumento    de Trabalho</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">A informa&ccedil;&atilde;o como objeto de investiga&ccedil;&atilde;o    passa a ocupar espa&ccedil;o na agenda cient&iacute;fica a partir do p&oacute;s-guerra.    A informa&ccedil;&atilde;o desenvolveu-se como premissa para o pleno funcionamento    das institui&ccedil;&otilde;es.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todo o processo gerencial e seu conseq&uuml;ente    planejamento devem estar embasados em informa&ccedil;&otilde;es precisas e dispon&iacute;veis    em &quot;tempo real&quot; para que, de fato, possam ser usadas como instrumento    para melhoria da qualidade das decis&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para que se cumpram esses pressupostos &eacute;    preciso entender que as informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o inseridas no    tempo e no espa&ccedil;o de uma determinada situa&ccedil;&atilde;o. Neste sentido,    no processo de sua constru&ccedil;&atilde;o, devem-se considerar as seguintes    quest&otilde;es: Por que ser&aacute; registrada a informa&ccedil;&atilde;o?    Para que, por quem e como ser&aacute; utilizada? Por quanto tempo ser&aacute;    &uacute;til?<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro aspecto relevante a ser observado &eacute;    a rela&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o com os atores sociais que    a utilizam, pois o estudo da informa&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e a possibilidade    de defini&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios objetos, segundo o olhar e paradigma    no qual se est&aacute; inserido.<sup>1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No setor sa&uacute;de, o conhecimento, a avalia&ccedil;&atilde;o    e a interven&ccedil;&atilde;o nas situa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas    tamb&eacute;m pressup&otilde;em a defini&ccedil;&atilde;o de problema de sa&uacute;de    e sua interven&ccedil;&atilde;o requer uma an&aacute;lise desta situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A constru&ccedil;&atilde;o de indicadores, a    partir de refer&ecirc;ncias e crit&eacute;rios, pode fornecer informa&ccedil;&otilde;es    sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de serem utilizados como um dos instrumentos para o diagn&oacute;stico    no setor sa&uacute;de.<sup>3</sup> Nos indicadores, a informa&ccedil;&atilde;o deve ser    trabalhada a partir de uma no&ccedil;&atilde;o de sistema, ou seja, os Sistemas    de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, permitindo, assim, a produ&ccedil;&atilde;o    e o manuseio de diferentes indicadores de sa&uacute;de, que proporcionem uma    interven&ccedil;&atilde;o mais efetiva nos problemas de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os indicadores podem ser categorizados em: a)    de efici&ecirc;ncia - que prop&otilde;em otimizar a utiliza&ccedil;&atilde;o    dos recursos da melhor maneira poss&iacute;vel, permitindo a avalia&ccedil;&atilde;o    da estrutura do sistema de sa&uacute;de, como produtividade, capacidade instalada    e operacional; b) de efic&aacute;cia - que objetivam alcan&ccedil;ar melhores    resultados, avaliando os processos de trabalho em sa&uacute;de (cobertura, concentra&ccedil;&atilde;o    de procedimentos e resolutividade) e, por fim, c) de efetividade - que buscam    obter transforma&ccedil;&otilde;es concretas da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de,    refletindo a avalia&ccedil;&atilde;o de resultados como aqueles verificados    nos indicadores de morbimortalidade, demogr&aacute;ficos, socioecon&ocirc;micos    e ambientais.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disto, o indicador, para ser de boa    qualidade, deve possuir simplicidade, validade, disponibilidade, robustez, sinteticidade,    discriminatoriedade e cobertura.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A gest&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    exige n&atilde;o s&oacute; a permanente produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es,    mas, tamb&eacute;m, o seu manuseio, pois se espera que sua utiliza&ccedil;&atilde;o    aprimore as potencialidades contidas no sistema de informa&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de ampliar o impacto das a&ccedil;&otilde;es no pr&oacute;prio n&iacute;vel    gerencial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de    (SIS), assim como no conceito de informa&ccedil;&atilde;o, revelam que na defini&ccedil;&atilde;o    e na interpreta&ccedil;&atilde;o dos indicadores h&aacute; um referencial, um    paradigma, o qual tamb&eacute;m estar&aacute; refletido nas formas de interven&ccedil;&atilde;o    nos problemas de sa&uacute;de.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de identifica    como objetivos dos SIS: avaliar e apoiar o planejamento, a tomada de decis&otilde;es    e as a&ccedil;&otilde;es em todos os n&iacute;veis do arcabou&ccedil;o organizacional    do sistema de sa&uacute;de; apoiar o desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico    do setor sa&uacute;de; subsidiar a avalia&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es    de efici&ecirc;ncia e efetividade das pol&iacute;ticas, das estrat&eacute;gias    e das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de; apoiar o desenvolvimento e capacita&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos no setor sa&uacute;de; e, por fim, subsidiar no processo    de comunica&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os do setor sa&uacute;de    com a popula&ccedil;&atilde;o.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A coleta e o processamento dos dados, a produ&ccedil;&atilde;o    e a dissemina&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o processos    que comp&otilde;em os SIS,<sup>5</sup> que podem ser classificados em sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    operacionais e sistemas de informa&ccedil;&atilde;o gerenciais. No primeiro,    observa-se a gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es quanto &agrave;s    atividades de rotina, utilizando mecanismos pr&eacute;-estabelecidos, testados    e normatizados para processos de coleta de dados; no segundo, s&atilde;o geradas    informa&ccedil;&otilde;es voltadas para uma avalia&ccedil;&atilde;o permanente    das respostas que est&atilde;o sendo produzidas e do impacto obtido sobre a    situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, os Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de de abrang&ecirc;ncia nacional possibilitam in&uacute;meras avalia&ccedil;&otilde;es,    sejam atrav&eacute;s dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es assistenciais:    Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares (SIH) e Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Ambulatoriais (SIA), ou atrav&eacute;s dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es    epidemiol&oacute;gicas: Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Mortalidade (SIM),    Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Nascidos Vivos (SINASC) e Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (SINAN).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es assistenciais    no pa&iacute;s conseguem dispor de uma importante quantidade de dados, embora    care&ccedil;am de meios que garantam uma maior agrega&ccedil;&atilde;o e compatibiliza&ccedil;&atilde;o.    Por outro lado, existem outros aspectos problem&aacute;ticos quanto &agrave;    utiliza&ccedil;&atilde;o dos SIS, como a fidedignidade das informa&ccedil;&otilde;es    e seu n&iacute;vel de desagrega&ccedil;&atilde;o que limitam sua utiliza&ccedil;&atilde;o    em diagn&oacute;sticos de sa&uacute;de detalhados e precisos, com vistas a subsidiar    o planejamento e avalia&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.<sup>6</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ainda cabe referir que as principais fontes de    informa&ccedil;&otilde;es nacionais s&atilde;o de responsabilidade de distintas    ag&ecirc;ncias produtoras de informa&ccedil;&otilde;es, gerando muitas vezes    duplicidade de informa&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de diverg&ecirc;ncias    conceituais.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as v&aacute;rias ag&ecirc;ncias, destacam-se    a Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de (SAS) do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, como gestora do SIH e do SIA/SUS, e a Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (FUNASA), por meio do Centro Nacional de Epidemiologia    (CENEPI), respons&aacute;vel pelos sistemas SIM, SINASC e SINAN. Al&eacute;m    destas, pr&oacute;prias do setor sa&uacute;de, existem outras que tamb&eacute;m    produzem informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de, como a Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos aspectos de di&aacute;logo entre os    sistemas de informa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o existe unicidade nem mesmo    dentro dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es assistenciais, pois as produ&ccedil;&otilde;es    ambulatorial e hospitalar n&atilde;o podem ser cruzadas porque n&atilde;o h&aacute;    um &uacute;nico cadastro ou nome da unidade. Almeida<sup>8</sup> lamenta a inexist&ecirc;ncia    de complementaridade entre estes sistemas, pois a amplia&ccedil;&atilde;o da    base de coleta de dados possibilitaria o aumento de cobertura dos eventos em    algumas &aacute;reas do pa&iacute;s onde h&aacute; uma escassez de informa&ccedil;&otilde;es.    Mesmo sendo produzidos de forma independente, &eacute; o Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de o gestor de todos os sistemas referidos.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com a reintrodu&ccedil;&atilde;o do conhecimento    epidemiol&oacute;gico a fim de subsidiar o diagn&oacute;stico para a a&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de<sup>9</sup> e com a disponibilidade de dados secund&aacute;rios para constru&ccedil;&atilde;o    de indicadores para an&aacute;lises epidemiol&oacute;gicas, identifica-se a    urg&ecirc;ncia na revis&atilde;o de alguns problemas operacionais e de compatibiliza&ccedil;&atilde;o    dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o de abrang&ecirc;ncia nacional. Neste    sentido, nenhum dos campos da epidemiologia pode ser desenvolvido sem que haja    um suporte na informa&ccedil;&atilde;o.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    no setor sa&uacute;de, a partir da cria&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de, tem exigido a expans&atilde;o de meios e tecnologias em sa&uacute;de    capazes de subsidiar o diagn&oacute;stico e as a&ccedil;&otilde;es dos gestores    na esfera municipal.<sup>9</sup> Com isto, entra em cena outro obst&aacute;culo: a inabilidade    dos t&eacute;cnicos que comp&otilde;e os quadros municipais em manusear tais    sistemas, seja por desconhecimento de suas vari&aacute;veis e potencialidades,<sup>8</sup>    seja pela escassez de recursos materiais b&aacute;sicos, como a disponibilidade    de computador.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesta perspectiva, observam-se iniciativas do    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, por meio de seu Departamento de Inform&aacute;tica    (DATASUS), da Secretaria de Assist&ecirc;ncia a Sa&uacute;de (SAS) e do Centro    Nacional de Epidemiologia (CENEPI), no sentido de refletir sobre os problemas    presentes nos SIS e criar estrat&eacute;gias com vistas &agrave; interven&ccedil;&atilde;o    na quest&atilde;o.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como exemplo deste esfor&ccedil;o, destaca-se    a estrat&eacute;gia de conforma&ccedil;&atilde;o da Rede Integrada de Informa&ccedil;&otilde;es    para a Sa&uacute;de (RIPSA) que, refletindo sobre os problemas mencionados sobre    os SIS, realizou, em 1996, sua primeira oficina de trabalho e definiu alguns    objetivos: &quot;a) dispor de bases de dados consistentes, atualizados, abrangentes,    transparentes e de f&aacute;cil a cesso; b ) articular institui&ccedil;&otilde;es    que possam contribuir para o fornecimento e cr&iacute;tica de dados e indicadores,    e para an&aacute;lise de informa&ccedil;&otilde;es, inclusive com proje&ccedil;&otilde;es    e cen&aacute;rios; c) implementar mecanismos de apoio para aperfei&ccedil;oamento    permanente da produ&ccedil;&atilde;o de dados e informa&ccedil;&otilde;es; d)    promover interfaces com outros sub-sistemas especializados de informa&ccedil;&atilde;o    da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica; e) contribuir para o aprofundamento    de aspectos ainda pouco explorados, ou identificados como de especial relev&acirc;ncia    para a compreens&atilde;o do quadro sanit&aacute;rio brasileiro&quot;.<sup>10</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de-SIH/SUS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A primeira iniciativa para cria&ccedil;&atilde;o    de um sistema para controle de pagamento de contas hospitalares data de 1976,<sup>11</sup>    quando foi criado o Sistema Nacional de Previd&ecirc;ncia e Assist&ecirc;ncia    Social (SINPAS) e com ele o Instituto Nacional de Assist&ecirc;ncia M&eacute;dica    da Previd&ecirc;ncia Social (INAMPS), encarregado de toda assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica previdenci&aacute;ria do pa&iacute;s. A partir de ent&atilde;o,    foi implantado o Sistema Nacional de Controle e Pagamento de Contas Hospitalares    (SNCPCH).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Caracterizado pelo pagamento de atos m&eacute;dicos    aos hospitais contratados, dispunha de dois instrumentos balizadores do montante    a ser remunerado: a Guia de Interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar (GIH), que estabelecia    limites m&aacute;ximos a serem pagos de acordo com o diagn&oacute;stico ou o    procedimento realizado, e a Tabela de Honor&aacute;rios M&eacute;dicos, que    definia os valores para remunera&ccedil;&atilde;o dos profissionais expressos    em Unidades de Servi&ccedil;os (US).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No final da d&eacute;cada de 1970, evidenciam-se    os problemas de financiamento da previd&ecirc;ncia e assist&ecirc;ncia m&eacute;dica    no Brasil , resultante, de um lado, da crise econ&ocirc;mica do pa&iacute;s    e, de outro, do sistema de remunera&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia &agrave;    sa&uacute;de que, ao remunerar por atos m&eacute;dicos, trazia como caracter&iacute;stica    a imprevisibilidade do faturamento dos hospitais contratados e, conseq&uuml;entemente,    a impossibilidade de previs&atilde;o dos gastos do INAMPS com a assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica. Al&eacute;m destes aspectos, sobrevinham tamb&eacute;m as fraudes    decorrentes deste sistema de remunera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto, foi criado o Conselho Consultivo    de Administra&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Previdenci&aacute;ria (CONASP),    que elaborou um Plano de Reorienta&ccedil;&atilde;o da Assist&ecirc;ncia &agrave;    Sa&uacute;de no &Acirc;mbito da Previd&ecirc;ncia Social. Em 1982, foi apresentado    um plano para aprecia&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o. Nele era consensual    que o sistema vigente necessitava de mudan&ccedil;as, pois, al&eacute;m de apresentar    prec&aacute;ria qualidade de atendimento e baixas produtividade e resolutividade,    tamb&eacute;m era identificado o reduzido aproveitamento da capacidade pr&oacute;pria    instalada, induzindo a distor&ccedil;&otilde;es indesej&aacute;veis, ao desperd&iacute;cio    de recursos e &agrave; imprevisibilidade de gastos, al&eacute;m da freq&uuml;ente    ocorr&ecirc;ncia de fraudes.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Plano do CONASP caracterizava-se fundamentalmente    em buscar uma racionalidade nos gastos realizados com a assist&ecirc;ncia &agrave;    sa&uacute;de, privilegiando o setor p&uacute;blico, al&eacute;m de instituir    mecanismos de controle social sobre a assist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como proposta fundamental para a reorienta&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, surgiram as A&ccedil;&otilde;es    Integradas de Sa&uacute;de (AIS). Pela primeira vez a Previd&ecirc;ncia Social    passa a financiar a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de desenvolvidas pelo setor    p&uacute;blico n&atilde;o pr&oacute;prio: a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de    ambulatorial prestada por munic&iacute;pios.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Sistema de Assist&ecirc;ncia M&eacute;dico-    Hospitalar da Previd&ecirc;ncia Social/Autoriza&ccedil;&atilde;o de Interna&ccedil;&atilde;o    Hospitalar (SAMHPS/AIH), estudado e desenvolvido desde 1979 pelo INAMPS e DATAPREV,    &eacute; adotado como modelo de pagamento a fim de combater as fraudes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mesmo com as transforma&ccedil;&otilde;es ocorridas    na pol&iacute;tica de sa&uacute;de, na d&eacute;cada de 1990, reconhece-se que    o SAMHP/AIH permanece at&eacute; hoje essencialmente o mesmo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A principal transforma&ccedil;&atilde;o observada    consiste na inclus&atilde;o de prestadores de servi&ccedil;os hospitalares de    outras naturezas, como as entidades filantr&oacute;picas e beneficentes, em    1986, universit&aacute;rias, em 1987, e, finalmente, a incorpora&ccedil;&atilde;o    dos hospitais p&uacute;blicos, em 1991, ap&oacute;s a descentraliza&ccedil;&atilde;o    das unidades do antigo INAMPS, principalmente, para as Secretarias Estaduais    de Sa&uacute;de. Ap&oacute;s este processo, o sistema passou a denominar-se    de Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do SUS (SIH/SUS).<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O SIH/SUS &eacute; caracterizado como um modelo    de financiamento do tipo prospectivo, fundamentado na estimativa de custos m&eacute;dios    aplicados a uma unidade determinada (caso ou procedimento) e tendo uma base    de c&aacute;lculo pr&eacute;-definida. Est&aacute; apoiado no conceito de que    os pacientes apresentam caracter&iacute;sticas homog&ecirc;neas, quanto a vari&aacute;veis    demogr&aacute;ficas, sociais e cl&iacute;nicas. Portanto, re&uacute;ne os pacientes    em grupos conforme suas semelhan&ccedil;as e caracter&iacute;sticas.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tamb&eacute;m utilizado pelo <i>Medicare</i>,    nos Estados Unidos, onde &eacute; denominado de <i>Diagnosis Related Group</i>    (DRG), o Mecanismo de Pagamento Fixo por Procedimentos classifica os pacientes    internados por grupos homog&ecirc;neos, de acordo com o volume de recursos que    consomem durante a sua perman&ecirc;ncia no hospital.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Com isso, fica expl&iacute;cito que o sistema    de pagamento das contas hospitalares da AIH apresenta como principal elemento    diferenciador do SNCPCH o processo de pagamento. Com a introdu&ccedil;&atilde;o    da AIH, foi poss&iacute;vel uma maior previsibilidade de gastos e um maior controle    e avalia&ccedil;&atilde;o sobre o faturamento da rede hospitalar. Em conseq&uuml;&ecirc;ncia,    torna-se reduzida a possibilidade de corrup&ccedil;&atilde;o e fraude dentro    do sistema de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica hospitalar do SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, desde a cria&ccedil;&atilde;o    do SIH/SUS, verifica-se a cada dia iniciativas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    no sentido de acrescentar cr&iacute;ticas ao sistema de informa&ccedil;&atilde;o    SIH/SUS como o tempo m&iacute;nimo de interna&ccedil;&atilde;o por tipo de patologia,    estabelecimento de um n&uacute;mero m&aacute;ximo de interna&ccedil;&otilde;es    de acordo com a popula&ccedil;&atilde;o e outras que t&ecirc;m sido bastante    importantes para reduzir determinados tipos de fraudes.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&atilde;o    Hospitalar disp&otilde;em de um conjunto de vari&aacute;veis, sendo as principais:    identifica&ccedil;&atilde;o do paciente, caracteriza&ccedil;&atilde;o do hospital    e gestor (n&uacute;mero de leitos, cl&iacute;nicas dispon&iacute;veis, meios    diagn&oacute;sticos e terap&ecirc;uticos), recursos pagos pela interna&ccedil;&atilde;o,    natureza do evento (causa principal da interna&ccedil;&atilde;o, causas associadas,    procedimento realizado, meios auxiliares de diagn&oacute;stico e terap&ecirc;uticos    utilizados), tempo de interna&ccedil;&atilde;o e o destino do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No SIH/SUS existem dois tipos de AIHs: AIH 1    e a AIH 5. A primeira, al&eacute;m de dispor do n&uacute;mero que identifica    a autoriza&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&atilde;o, cont&eacute;m dados    de identifica&ccedil;&atilde;o do paciente, registro do conjunto de procedimentos    m&eacute;dicos e servi&ccedil;os de diagn&oacute;stico e tratamento nele realizados    e c&oacute;digo da doen&ccedil;a. A AIH 5, ou de Continuidade, &eacute; usada    para aqueles pacientes psiqui&aacute;tricos cr&ocirc;nicos, ap&oacute;s conclu&iacute;do    o tempo de interna&ccedil;&atilde;o permitido na apresenta&ccedil;&atilde;o    da AIH 1, 107 dias para este caso.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O SIH/SUS, a partir das vari&aacute;veis nele    contidas, apresenta possibilidade para ser trabalhada uma s&eacute;rie de indicadores.    Indicadores epidemiol&oacute;gicos podem ser constru&iacute;dos a partir da    morbidade e mortalidade hospitalar, fazendo os cruzamentos das vari&aacute;veis    necess&aacute;rias agregando-se os dados de acordo com as necessidades a serem    avaliadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m disso, indicadores de desempenho    da rede assistencial e de avalia&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de    permitem avaliar os gastos, a oferta de servi&ccedil;os, demanda hospitalar    e a cobertura assistencial, entre outros. Al&eacute;m de subsidiar estudos de    efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e efetividade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Portanto, a combina&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis    dispon&iacute;veis permite constru&ccedil;&atilde;o de um conjunto de indicadores    cuja utiliza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; balizada pela necessidade efetiva    do que se pretende avaliar; al&eacute;m disso, combina&ccedil;&atilde;o de indicadores    permitir&aacute; o desenvolvimento de &iacute;ndices de acordo com os carecimentos,    desenvolvimento tecnol&oacute;gico e grau de utiliza&ccedil;&atilde;o do Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o Hospitalar.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como sistema de informa&ccedil;&atilde;o dirigido    para o pagamento de contas hospitalares, s&atilde;o inerentes ao SIH/SUS busca    de restri&ccedil;&atilde;o dos gastos e privilegiamento do controle e avalia&ccedil;&atilde;o    da rede hospitalar. A l&oacute;gica que concebeu cria&ccedil;&atilde;o do sistema    foi definida a partir do elemento despesa. Por outro lado, identifica-se que    em sua evolu&ccedil;&atilde;o as iniciativas de aprimoramento do sistema t&ecirc;m    estado circunscritas ao elemento produ&ccedil;&atilde;o/despesas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No pa&iacute;s, s&atilde;o raros os estudos que    investigam a confiabilidade dos dados produzidos no SIH/SUS. Os &uacute;nicos    que demonstram investiga&ccedil;&atilde;o neste sentido com divulga&ccedil;&atilde;o    nacional foram os de Lebr&atilde;o,<sup>14</sup> que enfocou a vari&aacute;vel diagn&oacute;stico    principal nas informa&ccedil;&otilde;es hospitalares do Estado de S&atilde;o    Paulo, e de Veras &amp; Martins,<sup>13</sup> que avaliou confiabilidade dos dados da AIH    no Estado do Rio de Janeiro. Destaca-se que o momento em que estes estudos foram    desenvolvidos n&atilde;o reflete o SIH/SUS com maior extens&atilde;o de rede,    tratando-se, portanto, de um per&iacute;odo anterior ao SUS, onde a rede p&uacute;blica    restringia-se &agrave; rede contratada pela Previd&ecirc;ncia Social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ainda assim, a investiga&ccedil;&atilde;o da    confiabilidade dos dados da AIH pela rede contratada do Rio de Janeiro, descrita    por Veras &amp; Martins, concluiu: &quot;...os resultados obtidos por este estudo    indicam que a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis no    banco de dados constitu&iacute;do pelos dados anotados nos formul&aacute;rios    AIH era, de alguma forma, melhor do que a qualidade corriqueiramente imputada    a esse banco de dados&quot;.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os autores ainda detectaram uma baixa confiabilidade    dos dados em rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico principal, embora haja    melhora quando existe um maior n&iacute;vel de agrega&ccedil;&atilde;o (uso    de tr&ecirc;s d&iacute;gitos ao inv&eacute;s de quatro), e aos servi&ccedil;os    auxiliares de diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utica e uma alta confiabilidade    nas vari&aacute;veis referentes ao procedimento realizado, &oacute;bito (exceto    para mortes perinatais) e transfer&ecirc;ncia.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Carvalho<sup>7</sup> tamb&eacute;m identifica a exist&ecirc;ncia    de outros elementos limitadores no SIH/SUS: o sistema n&atilde;o &eacute; universal,    pois representa apenas as interna&ccedil;&otilde;es realizadas na rede p&uacute;blica    de servi&ccedil;os, embora, no caso brasileiro, represente 70% a 80% do total    das interna&ccedil;&otilde;es realizadas no pa&iacute;s; os dados dispon&iacute;veis    est&atilde;o suscept&iacute;veis a fraudes, mesmo com as estrat&eacute;gias    de cr&iacute;ticas a partir de programas desenvolvidos pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de; n&atilde;o permite corre&ccedil;&otilde;es posteriores &agrave;    realiza&ccedil;&atilde;o do pagamento, visto que ele &eacute; feito a partir    de faturas de servi&ccedil;os prestados; e, por fim, n&atilde;o identifica reinterna&ccedil;&otilde;es    e transfer&ecirc;ncias de outros hospitais, dando margem a duplas e triplas    contagens de um mesmo paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entretanto, Carvalho<sup>7</sup> destaca a potencialidade    da base de dados do SIH, tendo em vista o montante de vari&aacute;veis de que    disp&otilde;e e a agilidade que apresenta. Os dados por ele aportados tornam-se    dispon&iacute;veis aos gestores em menos de um m&ecirc;s e, na Internet, o consolidado    Brasil nunca apresenta atraso maior que dois meses, al&eacute;m de serem &uacute;teis    &agrave; vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    e controle das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m de Veras &amp; Martins<sup>13</sup> e Carvalho,<sup>7</sup>    outros autores j&aacute; haviam destacado que o SIH/SUS, apesar de ter como    principal objetivo a remunera&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares em fun&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os,    disp&otilde;e de outras possibilidades, visto que se constitui na &uacute;nica    fonte regular e universal sobre morbidade hospitalar no Brasil.<sup>6,8,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Almeida,<sup>7</sup> refletindo sobre a potencialidade do    SIH/SUS, compara o sistema brasileiro com as caracter&iacute;sticas e gerenciamento    dos SIS na Fran&ccedil;a: &quot;Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es    hospitalares, o Brasil possui um sistema mais sofisticado do que aquele existente    na Fran&ccedil;a, para os hospitais que integram o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.    O Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares com base nas AIH (Autoriza&ccedil;&atilde;o    de Interna&ccedil;&otilde;es Hospitalares) permite que se tenham informa&ccedil;&otilde;es    gerencias e epidemiol&oacute;gicas mais detalhadas e &aacute;geis do que aquelas    obtidas atualmente na Fran&ccedil;a, onde h&aacute; uma separa&ccedil;&atilde;o    dos dados destinados ao controle de pagamento das interna&ccedil;&otilde;es    das informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas&quot; (pag.11).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sobre as falhas no pagamento das interna&ccedil;&otilde;es,    Almeida<sup>8</sup> corrobora as conclus&otilde;es de Veras &amp; Martins,<sup>13</sup> pois refere    que os problemas est&atilde;o mais associados &agrave; pequena utiliza&ccedil;&atilde;o    dos dados dispon&iacute;veis em atividades de controle e avalia&ccedil;&atilde;o    do que a quest&otilde;es oriundas de sua concep&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Buss<sup>15</sup> aborda a potencialidade do SIH como instrumento    de defini&ccedil;&atilde;o de prioridades pol&iacute;ticas, ou seja, pode subsidiar    a tomada de decis&atilde;o, possibilitando uma melhor adequa&ccedil;&atilde;o    das pol&iacute;ticas &agrave;s necessidades de servi&ccedil;os de sa&uacute;de    para a popula&ccedil;&atilde;o. Neste contexto, explora vari&aacute;veis da    assist&ecirc;ncia hospitalar, no per&iacute;odo de 1984 a 1991, contemplando    a distribui&ccedil;&atilde;o da oferta de aten&ccedil;&atilde;o hospitalar no    pa&iacute;s e a produ&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os com seus custos no    interior do SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nas contribui&ccedil;&otilde;es dos autores referidos,    reitera-se a pertin&ecirc;ncia de investiga&ccedil;&atilde;o das potencialidades    do SIH/SUS como instrumento capaz de subsidiar defini&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito    da gest&atilde;o do sistema de sa&uacute;de e capaz de fornecer suporte &agrave;s    atividades de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, por refletir o perfil    de morbidade hospitalar de 80% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<sup>11</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos    de Notifica&ccedil;&atilde;o-SINAN</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As primeiras iniciativas de listar doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria datam de 1377, quando se elaborou,    em Veneza, a legisla&ccedil;&atilde;o fundamental de quarentena. Em 1851, aquela    cidade sediou a I Confer&ecirc;ncia Sanit&aacute;ria Internacional, quando s&atilde;o    estabelecidos princ&iacute;pios de m&aacute;xima prote&ccedil;&atilde;o contra    propaga&ccedil;&atilde;o internacional de enfermidades. Os princ&iacute;pios,    constitu&iacute;dos em Veneza, guiaram a formula&ccedil;&atilde;o do primeiro    Regulamento Sanit&aacute;rio Internacional, em 1951, quando foram definidas    seis enfermidades que necessitavam de quarentena: peste, c&oacute;lera, febre    amarela, var&iacute;ola, tifo e febre recorrente.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na primeira metade da d&eacute;cada de 1960,    consolidou-se, internacionalmente, uma conceitua&ccedil;&atilde;o mais abrangente    de vigil&acirc;ncia como o conjunto de atividades que permite reunir a informa&ccedil;&atilde;o    indispens&aacute;vel para conhecer, a qualquer momento, o comportamento ou hist&oacute;ria    natural das doen&ccedil;as, bem como detectar ou prever altera&ccedil;&otilde;es    de seus fatores condicionantes, com o fim de recomendar oportunamente, sobre    bases firmes, as medidas indicadas e eficientes que levem &agrave; preven&ccedil;&atilde;o    e ao controle de determinadas doen&ccedil;as.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 1975, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    que passou por uma mudan&ccedil;a em sua estrutura organizacional, cria o Sistema    Nacional de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica (SNVE) que fazia parte da    Secretaria de A&ccedil;&otilde;es B&aacute;sicas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    O sistema era respons&aacute;vel pelo controle de doen&ccedil;as end&ecirc;micas,    que, antes, era atribui&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios servi&ccedil;os nacionais    como os de mal&aacute;ria e tuberculose. Adotando um modelo operacional horizontal,    onde atuariam os tr&ecirc;s n&iacute;veis distintos da estrutura de servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, foi destinado ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de o servi&ccedil;o    de normatiza&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o das atividades.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Al&eacute;m destas mudan&ccedil;as, houve a incorpora&ccedil;&atilde;o    de um conjunto de doen&ccedil;as de maior relev&acirc;ncia sanit&aacute;ria    para o pa&iacute;s<sup>13</sup>: doen&ccedil;as estabelecidas pelo Regulamento Sanit&aacute;rio    Internacional: var&iacute;ola, febre amarela, peste, c&oacute;lera; doen&ccedil;as    vinculadas ao Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&atilde;o: poliomielite, sarampo,    t&eacute;tano, difteria, coqueluche, raiva, febre tif&oacute;ide e doen&ccedil;a    meningoc&oacute;cica; doen&ccedil;as control&aacute;veis atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es    coordenadas por &oacute;rg&atilde;os espec&iacute;ficos do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de: mal&aacute;ria, hansen&iacute;ase e tuberculose e meningites    em geral.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante que o sistema de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica seja preservado e constantemente aprimorado, incorporando-se    a ele os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos de cada per&iacute;odo,    pois, em parte, dele dependem a efici&ecirc;ncia e a efetividade da Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As normas de notifica&ccedil;&atilde;o devem    adequar-se, no tempo e no espa&ccedil;o, quanto &agrave;s doen&ccedil;as consideradas    &aacute;reas geogr&aacute;ficas abrangidas, conte&uacute;do de informa&ccedil;&atilde;o    requerido, crit&eacute;rios de defini&ccedil;&atilde;o de casos, periodicidade    de transmiss&atilde;o dos dados, modalidades de notifica&ccedil;&atilde;o e    fontes de informa&ccedil;&atilde;o utilizadas.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na d&eacute;cada de 1990, com a promulga&ccedil;&atilde;o    da Lei no 8.080, o Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    (SNVE) sofre mudan&ccedil;as importantes, na medida em que as proposi&ccedil;&otilde;es    se encontram ancoradas nas principais diretrizes do Sistema &Uacute;nico de    Sa&uacute;de, que prop&otilde;em uma reorganiza&ccedil;&atilde;o do setor sa&uacute;de    no Brasil, seja mediante a inclus&atilde;o dos Munic&iacute;pios na gest&atilde;o    da sa&uacute;de, seja atrav&eacute;s da integra&ccedil;&atilde;o preventivo-assistencial    das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Sendo concebido e desenvolvido a partir    de 1992, o Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (SINAN) utilizou como experi&ecirc;ncia-piloto os Munic&iacute;pios do Estado    de Pernambuco e Paran&aacute;.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Somente em 1993 o sistema passa a ser introduzido    em todo territ&oacute;rio nacional, podendo ser utilizado a partir do n&iacute;vel    local, objetivando racionalizar os processos de coleta e transfer&ecirc;ncia    de dados relacionados a doen&ccedil;as e agravos de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Atualmente, o sistema contempla um elenco de    doen&ccedil;as de diferentes naturezas: cr&ocirc;nicas transmiss&iacute;veis    e n&atilde;o transmiss&iacute;veis.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O SINAN disp&otilde;e de dados sobre unidade    notificadora, identifica&ccedil;&atilde;o do paciente, informa&ccedil;&otilde;es    sobre o caso, m&eacute;todo de diagn&oacute;stico e evolu&ccedil;&atilde;o do    caso.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O SINAN, a partir da constru&ccedil;&atilde;o    de taxas ou coeficientes de incid&ecirc;ncia, preval&ecirc;ncia e letalidade,    entre outros, permite a elabora&ccedil;&atilde;o de indicadores para defini&ccedil;&atilde;o    de prioridades de problemas de sa&uacute;de a serem enfrentados. Os limites    postos, at&eacute; hoje, na constru&ccedil;&atilde;o destes indicadores residem    em dois aspectos: a) o SINAN ainda n&atilde;o tem abrang&ecirc;ncia em todas    unidades da federa&ccedil;&atilde;o e b) a dificuldade na obten&ccedil;&atilde;o    no n&uacute;mero de doentes, tendo em vista a aus&ecirc;ncia de inqu&eacute;ritos    epidemiol&oacute;gicos no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as caracter&iacute;sticas mais favor&aacute;veis    do SINAN, tem-se o seu car&aacute;ter universal, imposto atrav&eacute;s da Lei    n&ordm; 6259/75 e do Decreto n&ordm; 78.231/76, que, inclusive, prev&ecirc;em    penalidades aplic&aacute;veis a pessoas f&iacute;sicas ou jur&iacute;dicas.<sup>16</sup>    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Destaca-se ainda que o SINAN encontra-se ainda    em processo de implanta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o havendo impunidade no pa&iacute;s    para aqueles casos onde se identifica descumprimento no registro da notifica&ccedil;&atilde;o.    Verifica-se uma baixa clareza quanto ao objetivo prim&aacute;rio da notifica&ccedil;&atilde;o,    levando a um mau desempenho global, contribuindo, inclusive, para o excesso    de subnotifica&ccedil;&otilde;es. H&aacute; lentid&atilde;o na disponibilidade    de suas informa&ccedil;&otilde;es que decorre, entre outros aspectos, da exist&ecirc;ncia    de v&aacute;rios fluxos para seus documentos e informa&ccedil;&otilde;es.<sup>7,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Reconhecendo o papel que tem o pleno funcionamento    do SINAN na defini&ccedil;&atilde;o de prioridades e interven&ccedil;&atilde;o    nos agravos, desde 1993 o Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI) tem destinado    esfor&ccedil;os no sentido de reorganizar o Sistema de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    objetivando contribuir para o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o. Sendo    assim, v&ecirc;m sendo adotadas medidas como o processo de revis&atilde;o da    lista nacional de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o, dos instrumentos    t&eacute;cnicos e do sistema operacional do SINAN, al&eacute;m dos esfor&ccedil;os    para alocar recursos e estimular a sua implanta&ccedil;&atilde;o nos Munic&iacute;pios,    visando &agrave; agiliza&ccedil;&atilde;o do uso das informa&ccedil;&otilde;es    geradas no SNDC, no n&iacute;vel local do SUS. O CENEPI tamb&eacute;m vem estimulando    as discuss&otilde;es sistem&aacute;ticas com dirigentes das Secretarias Estaduais    de Sa&uacute;de sobre os crit&eacute;rios, formas e recursos para financiamento    do Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia, na &oacute;tica da descentraliza&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es. A cria&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara T&eacute;cnica    de Epidemiologia do Conselho Nacional dos Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de    (CONASS) constitui um bom exemplo deste esfor&ccedil;o, pois participa das reuni&otilde;es    ordin&aacute;rias deste Conselho, nas quais s&atilde;o discutidas as propostas    de desenvolvimento da Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica em todos os n&iacute;veis    do sistema com a participa&ccedil;&atilde;o da Diretoria do CENEPI e representantes    das Secretarias Estaduais. Na perspectiva de mudan&ccedil;a de paradigma, h&aacute;    capta&ccedil;&atilde;o de recursos extra-or&ccedil;ament&aacute;rios para implanta&ccedil;&atilde;o    de um novo modelo denominado Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, tendo como principais    eixos a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e ambiental. Finalmente, elaboram-se    projetos para iniciar o processo de vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas    n&atilde;o transmiss&iacute;veis e outros agravos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana">Procedimentos Metodol&oacute;gicos da Pesquisa</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">Neste item encontram-se descritos de forma gen&eacute;rica    os procedimentos metodol&oacute;gicos da investiga&ccedil;&atilde;o. O detalhamento    com maior especificidade foi remetido para cada um dos artigos que se referem    a subgrupos de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>&Aacute;rea, Universo de Estudo e Per&iacute;odo    de Refer&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O territ&oacute;rio brasileiro, categorizado    em Regi&otilde;es e Estados, constituiu a &aacute;rea de estudo. A pesquisa    teve dois universos de estudo. O primeiro, foi formado pelos casos de doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, que foram internados em hospitais    pr&oacute;prios ou conveniados com o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS),    no per&iacute;odo de 1984 a 1998. O segundo, foi formado pelos casos de doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria que foram notificados ao Centro    Nacional de Epidemiologia-CENEPI-MS, no per&iacute;odo de 1980 a 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Consideraram-se doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria aquelas relacionadas no art. 1<sup>o</sup> da Portaria n<sup>o</sup> 4.052, do    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, de 23 de dezembro de 1998, publicada no Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o, de 24 de dezembro de 1998.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Algumas doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria, por suas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas ou epidemiol&oacute;gicas,    foram exclu&iacute;das do estudo: peste, por ser um evento raro; rub&eacute;ola,    por n&atilde;o requerer interna&ccedil;&atilde;o; doen&ccedil;a de Chagas, por    s&oacute; exigir notifica&ccedil;&atilde;o de casos agudos; mal&aacute;ria,    por ser de notifica&ccedil;&atilde;o apenas em &aacute;reas n&atilde;o-end&ecirc;micas    e, finalmente, meningite por <i>Haemophilus influenzae</i>, por n&atilde;o se    dispor de dados espec&iacute;ficos em s&eacute;rie hist&oacute;rica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Portanto, foram inclu&iacute;das no estudo as    seguintes doen&ccedil;as: c&oacute;lera, coqueluche, dengue, difteria, febre    amarela, febre tif&oacute;ide, hansen&iacute;ase, hepatites virais, leishmaniose,    meningites, poliomielite/paralisia fl&aacute;cida aguda, raiva humana, sarampo,    s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida - AIDS, t&eacute;tano (neonatal    e acidental) e tuberculose. Mesmo n&atilde;o sendo de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria, foi inclu&iacute;da a leptospirose, por sua import&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica e pelo diagn&oacute;stico diferencial com febres hemorr&aacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Desenho de Estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudo descritivo, onde foram constru&iacute;das    s&eacute;ries temporais com dados referente a interna&ccedil;&otilde;es e a    notifica&ccedil;&otilde;es de casos de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria. N&atilde;o h&aacute;, portanto, inten&ccedil;&atilde;o de    testar hip&oacute;teses, embora no contexto da interpreta&ccedil;&atilde;o dos    resultados observados tenham sido levantadas algumas hip&oacute;teses explicativas    para o fen&ocirc;meno em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Elenco de Vari&aacute;veis</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As vari&aacute;veis descritas no estudo, para    os dados do SIH-SUS, foram relativas ao tipo de doen&ccedil;a de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria, ao ano e local (unidade da federa&ccedil;&atilde;o) da interna&ccedil;&atilde;o    e aos valores (total e m&eacute;dio ) pagos por interna&ccedil;&atilde;o. No    caso do CENEPI, as vari&aacute;veis se referenciam ao tipo de doen&ccedil;a    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, ao ano e ao local da notifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Fonte de Dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados sobre as doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria foram obtidos a partir de dois bancos: o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares - SIH/SUS, relativo ao registro das interna&ccedil;&otilde;es no    per&iacute;odo de 1984 a 1998, e o denominado banco CENEPI que consolidou os    dados obtidos das Secretarias Estaduais de Sa&uacute;de, no per&iacute;odo 1980    a 1997. Ressalta-se aqui que os dados referentes &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o    de casos n&atilde;o foram obtidos unicamente a partir do SINAN. O banco de dados    do SIH/SUS foi explorado a partir das Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&otilde;es    Hospitalares (AIHs), arquivo reduzido (RDUFAAMM.dbc), acessado pela INTERNET    no site do Departamento de Inform&aacute;tica do SUS (DATASUS) atrav&eacute;s    do TABNET, tabulador de dados desenvolvido pela mesma, e de CD-ROMs produzidos    tamb&eacute;m pelo DATASUS, atrav&eacute;s do TABWIN 1.2. As duas fontes foram    complementares.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A morbidade hospitalar pode ser explorada a partir    do que foi registrado como diagn&oacute;stico principal do internamento ou como    procedimento espec&iacute;fico realizado. A op&ccedil;&atilde;o por uma ou outra    fonte se deu em fun&ccedil;&atilde;o de sua disponibilidade e de sua qualidade.    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Antes da descri&ccedil;&atilde;o dos dados, foi    realizado um estudo piloto com a raiva humana, por se tratar de uma doen&ccedil;a    com letalidade de 100% e que, portanto, exige interna&ccedil;&atilde;o em todos    os casos, constituindo assim um par&acirc;metro para avaliar a qualidade dos    dados. Neste estudo chegou-se &agrave; conclus&atilde;o que a morbidade em geral    tem uma melhor qualidade quando obtida atrav&eacute;s do procedimento registrado    na AIH, por ser este o definidor do valor do pagamento da interna&ccedil;&atilde;o,    sendo, portanto, preenchido com maior rigor. Por&eacute;m, o campo do procedimento    s&oacute; se encontra dispon&iacute;vel, no sistema de informa&ccedil;&atilde;o,    a partir de 1993, limitando assim a descri&ccedil;&atilde;o da s&eacute;rie    hist&oacute;rica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O diagn&oacute;stico principal da interna&ccedil;&atilde;o,    apesar de ter apresentado menos rigor no seu preenchimento, tem como vantagem    a possibilidade da obten&ccedil;&atilde;o da s&eacute;rie hist&oacute;rica a    partir de 1984. Portanto, o estudo optou, em regra, pela descri&ccedil;&atilde;o    da morbidade atrav&eacute;s dos dados do diagn&oacute;stico principal, quando    este n&atilde;o apresentava diferen&ccedil;a significativa entre diagn&oacute;stico    e procedimento. Quando os dados do diagn&oacute;stico apresentavam uma baixa    qualidade optou-se pelo procedimento realizado. Neste caso, para n&atilde;o    se perder a s&eacute;rie, usou-se o diagn&oacute;stico no per&iacute;odo de    1984 a 1992 e o procedimento realizado a partir de 1993.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desta forma, as doen&ccedil;as para as quais    se optou pelo uso do diagn&oacute;stico foram: sarampo, coqueluche, poliomielite,    t&eacute;tano, c&oacute;lera, dengue, febre amarela, hepatites, tuberculose    pulmonar, hansen&iacute;ase e s&iacute;filis cong&ecirc;nita. Quanto &agrave;    Aids, meningites, difteria, raiva humana, febre tif&oacute;ide, leptospirose    e leishmaniose visceral, optou-se pela explora&ccedil;&atilde;o dos dados a    partir dos procedimentos espec&iacute;ficos realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Houve necessidade de compatibiliza&ccedil;&atilde;o    de diagn&oacute;sticos para algumas doen&ccedil;as, entre o SIH e o CENEPI,    em fun&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;as ocorridas na Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;as (CID), pois, at&eacute; 1997, os dados provenientes    do SIH eram codificados usando a 9<sup>a</sup> revis&atilde;o e, a partir de 1998, a 10<sup>a</sup>    revis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Problemas Metodol&oacute;gicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma vez que o SIH-SUS n&atilde;o cobre, evidentemente,    todas as interna&ccedil;&otilde;es realizadas, &eacute;necess&aacute;rio fazer    algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre sua representatividade em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A seguir, apresentam-se alguns argumentos que    corroboram essa representatividade principalmente em rela&ccedil;&atilde;o a    essas patologias. O Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de gera, em m&eacute;dia,    12.500.000 interna&ccedil;&otilde;es por ano, representando em torno de 80%    do total registrado para o pa&iacute;s. Grande parte das modalidades de seguros-sa&uacute;de    restringiam nas suas ap&oacute;lices o pagamento de interna&ccedil;&otilde;es    por doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria. E, quando    os seguros cobrem essas patologias, os hospitais, a estes conveniados, tendem    a n&atilde;o aceit&aacute;-las, na medida em que muitas dessas patologias requerem    importante estrutura f&iacute;sica e humana, o que representaria significativos    investimentos sem o retorno financeiro assegurado, levando a clientela desses    seguros a recorrer aos servi&ccedil;os p&uacute;blico sem caso de necessidade.    S&atilde;o os servi&ccedil;os credenciados ao SUS que det&ecirc;m maior tecnologia    e recursos humanos com maior experi&ecirc;ncia e qualifica&ccedil;&atilde;o    no tratamento de doen&ccedil;as infecciosas. Sabe-se que num pa&iacute;s com    importantes iniq&uuml;idades sociais como o Brasil, as doen&ccedil;as infecciosas    ocorrem principalmente em localidades e popula&ccedil;&otilde;es de menos recursos,    ou seja, a clientela totalmente dependente do SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Plano de Descri&ccedil;&atilde;o dos Dados</b>    </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por se tratar da explora&ccedil;&atilde;o de    doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, buscou-se aglutin&aacute;-las    segundo crit&eacute;rios de freq&uuml;&ecirc;ncia de internamento e forma de    transmiss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em fun&ccedil;&atilde;o da demanda por interna&ccedil;&otilde;es,    foram agregadas em dois grandes grupos: a) interna&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria    ou muito freq&uuml;ente: raiva humana, difteria, meningites, t&eacute;tano,    s&iacute;filis cong&ecirc;nita, poliomielite/paralisias fl&aacute;cidas, febre    amarela, leptospirose, Aids, leishmaniose visceral e c&oacute;lera e b ) interna&ccedil;&otilde;es    espor&aacute;dicas: dengue cl&aacute;ssica, hansen&iacute;ase, tuberculose,    coqueluche, sarampo e hepatite.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave;s formas de transmiss&atilde;o,    foram agrupadas em doen&ccedil;as imunopreven&iacute;veis, de veicula&ccedil;&atilde;o    h&iacute;drica, transmiss&atilde;o vetorial e as doen&ccedil;as transmitidas    pessoa a pessoa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Como doen&ccedil;as imunopreven&iacute;veis consideraram-se    o sarampo, a poliomielite, a difteria, a coqueluche, o t&eacute;tano acidental    e neonatal e a raiva humana que tem na vacina&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-agress&atilde;o    seu principal elemento de controle. No conjunto de doen&ccedil;as de veicula&ccedil;&atilde;o    h&iacute;drica, foram inclu&iacute;das a c&oacute;lera, a febre tif&oacute;ide    e a leptospirose. No bloco das doen&ccedil;as transmitidas por vetores foram    inclu&iacute;das a dengue, a febre amarela e a leishmaniose visceral. Por fim,    considerou-se como transmitidas atrav&eacute;s de contato interpessoal a AIDS,    a s&iacute;filis cong&ecirc;nita, as meningites, a hansen&iacute;ase, a tuberculose    pulmonar e as hepatites virais (A e B). Embora a hepatite A seja melhor enquadrada    como fundamentalmente de veicula&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica, ela foi descrita    juntamente com a hepatite B.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados foram descritos segundo freq&uuml;&ecirc;ncia    absoluta e coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o e de notifica&ccedil;&atilde;o    de casos. Comparou-se a freq&uuml;&ecirc;ncia absoluta das doen&ccedil;as em    s&eacute;rie hist&oacute;rica, observando-se em particular a coer&ecirc;ncia    encontrada entre o SIH-SUS e o CENEPI para o per&iacute;odo de 1993 a 1997.    A op&ccedil;&atilde;o por este intervalo foi em fun&ccedil;&atilde;o de ser    o ano de 1993 aquele onde h&aacute; a unifica&ccedil;&atilde;o de toda informa&ccedil;&atilde;o    da rede hospitalar do SUS no sistema AIH, e ser o ano de 1997 aquele em que    se disp&otilde;e de dados &quot;fechados&quot; pelo CENEPI. No ano de 1998 foram    trabalhados apenas os dados provenientes do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares. Os coeficientes de interna&ccedil;&atilde;o e de notifica&ccedil;&atilde;o    de casos tamb&eacute;m foram avaliados no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A raz&atilde;o entre interna&ccedil;&otilde;es/notifica&ccedil;&otilde;es    evidenciou diferen&ccedil;as entre os dois sistemas de informa&ccedil;&otilde;es    como, por exemplo, a subnotifica&ccedil;&atilde;o do SIH e CENEPI e as prov&aacute;veis    reinterna&ccedil;&otilde;es na rede hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Impacto das Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o    Compuls&oacute;ria no Total das Interna&ccedil;&otilde;es do SUS: Magnitude,    Distribui&ccedil;&atilde;o e Custos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A prop&oacute;sito de uma vis&atilde;o panor&acirc;mica    dos primeiros resultados da investiga&ccedil;&atilde;o, pois os subgrupos mais    espec&iacute;ficos de doen&ccedil;as ser&atilde;o considerados separadamente,    descrevem-se, inicialmente, os dados sobre a participa&ccedil;&atilde;o (magnitude    e gastos) das doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    - DNC em rela&ccedil;&atilde;o ao total das interna&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Observa-se na <a href="#tab1">Tabela 1</a> que,    em 1993, houve 204.842 interna&ccedil;&otilde;es por DNC, representando 1,38%    do total das 14.829.769 interna&ccedil;&otilde;es realizadas. J&aacute; em 1998,    registraram-se 116.700 as interna&ccedil;&otilde;es por DNC, correspondendo    a 1% do total. Houve, portanto, uma redu&ccedil;&atilde;o em termos absolutos    de 88.142 interna&ccedil;&otilde;es realizadas pelo Sistema &Uacute;nico de    Sa&uacute;de - SUS no referido ano.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a02t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Em 1995, gastou-se a import&acirc;ncia de R$    43.695.343,50 com interna&ccedil;&otilde;es por DNC, ou seja, 1,37% do total    (R$ 3.192.437.637,99). Em 1998, a propor&ccedil;&atilde;o dos gastos com DNC    caiu para 1,15% do total. O valor m&eacute;dio pago por interna&ccedil;&otilde;es    gerais no pa&iacute;s, em 1995, foi de R$ 252,44, enquanto as DNC apresentavam    um valor m&eacute;dio pago de R$ 294,84. Em 1998, elevam-se, respectivamente,    para R$ 325,17 e R$ 376,10, correspondendo a 28,81% e 27,56% de crescimento    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Verifica-se, no per&iacute;odo de 1995 a 1998,    uma redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero total de interna&ccedil;&otilde;es,    assim como na propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria. Isso pode ser atribu&iacute;do    a uma queda da incid&ecirc;ncia/preval&ecirc;ncia destas patologias e/ou a uma    maior prioridade pelo tratamento ambulatorial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os maiores valores m&eacute;dios pagos, em 1998,    por doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria foram para    t&eacute;tano acidental (R$ 888,34) e Aids (R$ 749,20), sendo o menor (R$ 90,47)    destinado &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es por febre tif&oacute;ide. Em 1998,    as interna&ccedil;&otilde;es por Aids, meningites e tuberculose custaram ao    SUS R$ 34.695.417,60, representando 82,39% do total gasto em interna&ccedil;&otilde;es    por DNC inclu&iacute;das no estudo (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O comportamento das freq&uuml;&ecirc;ncias para    o pa&iacute;s entre os anos de 1993 e 1997 (<a href="#tab3">Tabela 3</a>), provenientes    das duas fontes de informa&ccedil;&atilde;o utilizadas, CENEPI e SIH, mostra    que a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es tende a melhorar nos &uacute;ltimos    anos (1996/1997), o que refor&ccedil;a o processo evolutivo em fun&ccedil;&atilde;o    ainda da implanta&ccedil;&atilde;o do SINAN e melhoria do controle e avalia&ccedil;&atilde;o    do SIH. Esta avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; melhor percebida pelas patologias    que exigem um maior grau de interna&ccedil;&atilde;o como difteria, meningites,    raiva humana, leptospirose, t&eacute;tano acidental e s&iacute;filis cong&ecirc;nita.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a02t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#fig1">Figura 1</a>, apesar dos bons    resultados percebidos em sua totalidade, destaca alguns achados em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s patologias para as quais se esperava um grande n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es.    O n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es por casos de raiva humana, t&eacute;tano    acidental, s&iacute;filis cong&ecirc;nita, febre amarela, difteria e febre tif&oacute;ide    ultrapassou a freq&uuml;&ecirc;ncia dos casos notificados em todo o per&iacute;odo,    sugerindo, portanto, a exist&ecirc;ncia de uma subnotifica&ccedil;&atilde;o.    As reinterna&ccedil;&otilde;es ocorridas com os casos de AIDS e leishmaniose    visceral explicam o maior n&uacute;mero de internamentos em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s notifica&ccedil;&otilde;es. No caso da c&oacute;lera, mais de 70%    de interna&ccedil;&otilde;es dos casos notificados &eacute; tamb&eacute;m um    resultado esperado. A freq&uuml;&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es por    meningites encontra-se abaixo do esperado, talvez por causa da participa&ccedil;&atilde;o    da rede privada no internamento dos casos. Todavia, o pior resultado fica por    conta do t&eacute;tano neonatal que, apesar da necessidade da interna&ccedil;&atilde;o    obrigat&oacute;ria, apresentou poucas interna&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o    ao n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria que necessitam de poucas interna&ccedil;&otilde;es,    os dados sobre poliomielite/paralisia fl&aacute;cida, dengue, tuberculose pulmonar,    hansen&iacute;ase, hepatites e sarampo foram compat&iacute;veis com o esperado,    a exce&ccedil;&atilde;o fica por conta da coqueluche, uma vez que mais de 20%    dos casos notificados exigiram interna&ccedil;&otilde;es, n&uacute;mero acima    do esperado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora possa parecer paradoxal, a n&atilde;o    observa&ccedil;&atilde;o de similitude entre o encontrado para interna&ccedil;&otilde;es    e o esperado, como foi observado em algumas patologias para as quais se esperava    tamb&eacute;m grande n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es, refor&ccedil;a    a import&acirc;ncia de acompanhar de forma complementar os dados provenientes    do SIH.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De um lado, patologias como o t&eacute;tano neonatal    e a meningite tuberculosa, em que se observou um n&uacute;mero surpreendentemente    inferior de interna&ccedil;&otilde;es, ou de outro lado, a s&iacute;filis cong&ecirc;nita    para a qual se observou comportamento inverso, ou seja, maior n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es do que de notifica&ccedil;&otilde;es. Estes achados    s&atilde;o indicativos &uacute;teis para alertar o CENEPI sobre a necessidade    de buscar ativamente casos perdidos, ou identificar a n&atilde;o capta&ccedil;&atilde;o    dos casos, pela rede assistencial, frente aos quais um tratamento, adequadamente    institu&iacute;do, traria impacto para a letalidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Quando os dados foram descritos, a partir dos    dois sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o de sua ocorr&ecirc;ncia    no espa&ccedil;o definido para o estudo, ou seja, Regi&otilde;es e Estados,    observa-se que as manchas se distribuem com bastante semelhan&ccedil;a nos dois    sistemas de informa&ccedil;&otilde;es, mostrando uma grande coer&ecirc;ncia,    destacando-se, em fun&ccedil;&atilde;o da densidade populacional, a Regi&atilde;o    Sudeste. Em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados, sobressaem-se, em ordem de freq&uuml;&ecirc;ncia,    S&atilde;o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, vindo a seguir o Estado da    Bahia, no Nordeste, o Estado do Rio Grande do Sul, no Sul, e o Par&aacute;,    no Norte (Figuras <a href="#fig2">2</a> e <a href="#fig3">3</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a02f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a02f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Quando se observam os subgrupos, verifica-se    que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; magnitude das imunopreven&iacute;veis,    sobressaem-se os Estados de Minas Gerais, Bahia, S&atilde;o Paulo e Rio Grande    do Sul, nos dois sistemas de informa&ccedil;&otilde;es. No conjunto das doen&ccedil;as    imunopreven&iacute;veis, o Estado de Minas Gerais &eacute; aquele que ocupa    mais vezes a primeira posi&ccedil;&atilde;o, enquanto o Estado da Bahia se destaca    quando se refere aos casos notificados. Quando se consideram os grupos das doen&ccedil;as    cuja transmiss&atilde;o se faz de pessoa a pessoa, sobressai-se, nos dois sistemas    de informa&ccedil;&otilde;es, a Regi&atilde;o Sudeste, com os Estados de S&atilde;o    Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, al&eacute;m do Estado do Paran&aacute;,    na Regi&atilde;o Sul. Contudo, o Estado de Minas Gerais apresenta uma maior    freq&uuml;&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es, enquanto o Rio de Janeiro    apresenta um maior n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es. As doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de veicula&ccedil;&atilde;o    h&iacute;drica concentram-se na Regi&atilde;o Nordeste, principalmente nos Estados    da Bahia, Pernambuco e Cear&aacute;, embora nestes dois &uacute;ltimos se perceba    uma importante notifica&ccedil;&atilde;o de casos de febre tif&oacute;ide, sem    correspond&ecirc;ncia com os internamentos. Destaca-se, ainda, a participa&ccedil;&atilde;o    do Sudeste na freq&uuml;&ecirc;ncia da leptospirose observada nos registros    do CENEPI e SIH. As patologias transmitidas por vetores tamb&eacute;m apresentam    uma maior concentra&ccedil;&atilde;o nos estados do Nordeste, particularmente    na Bahia, evidenciada nos dois sistemas de informa&ccedil;&otilde;es, embora    tamb&eacute;m haja uma importante participa&ccedil;&atilde;o dos Estados de    S&atilde;o Paulo e Minas Gerais nas interna&ccedil;&otilde;es por febre amarela.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quando se descreveram as patologias segundo a    necessidade potencial de interna&ccedil;&atilde;o, observou-se que, independentemente    de requererem interna&ccedil;&otilde;es com maior ou menor freq&uuml;&ecirc;ncia,    o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares - SIH/SUS mostrou uma boa    compatibilidade quando comparado com o sistema de notifica&ccedil;&atilde;o    de casos, principalmente para aquelas patologias em que se tem uma boa vigil&acirc;ncia    como a difteria, AIDS, meningite meningoc&oacute;cica, raiva humana, t&eacute;tano    acidental, s&iacute;filis cong&ecirc;nita, tuberculose pulmonar e sarampo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados tamb&eacute;m evidenciaram que    a potencialidade do SIH/SUS no monitoramento e vigil&acirc;ncia das doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria n&atilde;o est&aacute; relacionada    &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia de internamentos que elas exigem. O SIH-SUS mostrou-se    um sistema &aacute;gil e com boa capacidade de detec&ccedil;&atilde;o dos casos    esperados tanto para as doen&ccedil;as que requerem muitos internamentos, como    para as que pressup&otilde;em internamentos espor&aacute;dicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A explora&ccedil;&atilde;o das potencialidades    do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares - SIH/SUS, como coadjuvante    do monitoramento e vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica das doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, revelou grande qualidade como    fonte complementar de informa&ccedil;&otilde;es para a vigil&acirc;ncia destas    patologias, ao contr&aacute;rio do senso comum que imagina este sistema de informa&ccedil;&atilde;o    de qualidade bastante question&aacute;vel como fonte de dados epidemiol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O SIH pode tornar-se ainda mais potente &agrave;    medida que se fa&ccedil;am alguns ajustes no sistema, e que ele seja usado de    forma regular e cont&iacute;nua, tendo como conseq&uuml;&ecirc;ncia maior avalia&ccedil;&atilde;o    e controle das informa&ccedil;&otilde;es prestadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ressalta-se, deste modo, import&acirc;ncia da    continuidade de estudos com explora&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es    contidas no SIH, utilizando-se tanto a metodologia descritiva, como desenhos    anal&iacute;ticos mais sofisticados, que contribuir&atilde;o para eleva&ccedil;&atilde;o    da confiabilidade do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A descri&ccedil;&atilde;o realizada demonstra    necessidade de se corrigirem alguns problemas. Assim, com o intuito de melhorar    a qualidade do SIH e contribuir com as informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de    do SUS, ser&atilde;o apresentadas algumas sugest&otilde;es: a) Condicionar o    pagamento da AIH de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    notifica&ccedil;&atilde;o do caso, no momento do preenchimento da AIH, com conseq&uuml;ente    aperfei&ccedil;oamento dos dados de morbidade hospitalar e notifica&ccedil;&otilde;es    das doen&ccedil;as. Esta notifica&ccedil;&atilde;o poderia ser registrada em    um campo aberto pela pr&oacute;pria AIH, gerando-se um disquete de notifica&ccedil;&otilde;es    a ser entregue junto com a cobran&ccedil;a da interna&ccedil;&atilde;o; b) Prop&otilde;e-se    a revis&atilde;o, caso a caso, dos valores pagos para essas patologias, tornando-os    mais justos estimulando os hospitais que se ocupam destes tipos de interna&ccedil;&otilde;es,    pois os baixos valores pagos para a maioria das interna&ccedil;&otilde;es por    DNC, somado obrigatoriedade da notifica&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; gerar    uma fuga para outros diagn&oacute;sticos e procedimentos, que n&atilde;o necessitem    da notifica&ccedil;&atilde;o. Esta medida provocar&aacute; impacto ainda sobre    as &quot;poss&iacute;veis fraudes&quot;, na medida em que tamb&eacute;m ser&atilde;o    geradas a notifica&ccedil;&atilde;o e a conseq&uuml;ente investiga&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica, o controle e avalia&ccedil;&atilde;o sobre estas interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares; c) Para uma melhor qualidade das informa&ccedil;&otilde;es prestadas    pelo SIH, condicionar o pagamento das interna&ccedil;&otilde;es por DNC ao preenchimento    de diagn&oacute;sticos e procedimentos compat&iacute;veis, que hoje n&atilde;o    se exige; d) Compatibiliza&ccedil;&atilde;o na codifica&ccedil;&atilde;o de    vari&aacute;veis comuns aos dois sistemas como: Sexo (SIH M=1, F=3/SINAN M=1,    F=2) Idade (SIH Dia=1, M&ecirc;s=2, Ano=3/SINAN Hora=1, Dia=2, M &ecirc; s =    3 , A n o = 4 ) , Diagn&oacute;stico ( S I H - CID 10/SINAN-CID 9), Estabelecimento    de Sa&uacute;de (SIH=CGC, SINAN=C&oacute;digo); e) Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; continuidade da exist&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es por poliomielite    e registro no SIH, sugere-se o uso obrigat&oacute;rio de s&iacute;ndromes paral&iacute;ticas    n&atilde;o especificadas (CID G93.9) para casos suspeitos ou a interna&ccedil;&atilde;o    por seq&uuml;elas de poliomielite (CID B91) para tratamentos cir&uacute;rgicos    ou fisioter&aacute;picos e, at&eacute; mesmo, poliomielite, desde que acompanhado    da notifica&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a; f) O registro do sarampo no SIH    tem como limita&ccedil;&atilde;o &agrave; inexist&ecirc;ncia deste procedimento    para pacientes n&atilde;o pedi&aacute;tricos, levando ao seu sub-registro, devendo,    portanto, ser admitido em pacientes adultos; g) Todo caso de interna&ccedil;&atilde;o    por raiva humana dever&aacute; obrigatoriamente constar, evidentemente, como    motivo de alta o &oacute;bito, rejeitando-se o pagamento com outros motivos    de alta. No caso de interna&ccedil;&otilde;es para administra&ccedil;&atilde;o    do soro usar o CID Z24.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Fernandes GC. O objeto de estudo da ci&ecirc;ncia    da informa&ccedil;&atilde;o. INFORMARE Cadernos do Programa de P&oacute;s- Gradua&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o 1995; 1(1) : 25-30. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Moraes HIS. Informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de:    da pr&aacute;tica fragmentada ao exerc&iacute;cio da cidadania. S&atilde;o Paulo:    HUCITEC; Rio de Janeiro: ABRASCO;1994. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Mendes EV. A constru&ccedil;&atilde;o social    da vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de no &acirc;mbito do distrito sanit&aacute;rio.    In: Mendes EV (org). Vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de no distrito sanit&aacute;rio.    Bras&iacute;lia: OPAS/OMS, 1993. p. 7-19. </font><p><font size="2" face="verdana">4. Lessa FJD. Avalia&ccedil;&atilde;o do Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares na notifica&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito    - Recife - 1997 &amp;#091;disserta&ccedil;&atilde;o&amp;#093;. Recife (PE):    NESC/ FIOCRUZ; 2000. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Branco MAF. Sistemas de informa&ccedil;&otilde;es    em sa&uacute;de no n&iacute;vel local. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica    1996; 12(2) : 267-270. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Baldij&atilde;o MFA. Sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de. Revista S&atilde;o Paulo em Perspectiva 1992; 6(4) : 21-28.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Carvalho DM. Grandes sistemas nacionais de    informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: revis&atilde;o e discuss&atilde;o    da situa&ccedil;&atilde;o atual. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1997;    VI(4) : 7-46. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Almeida MF. Algumas considera&ccedil;&otilde;es    sobre os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de da Fran&ccedil;a    e Brasil. Informe Epidemol&oacute;gico do SUS 1996; V(4) : 7-12. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Teixeira MG, Penna GO, Risi JB, Penna ML,    Alvim MF, Moraes JC, Luna E. Sele&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria: crit&eacute;rios e recomenda&ccedil;&otilde;es para as tr&ecirc;s    esferas de Governo. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998; VII(1) : 7-28.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Rede Integrada    de Informa&ccedil;&otilde;es para Sa&uacute;de no Brasil - RIPSA: concep&ccedil;&atilde;o    e estrutura&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: OPAS; 1996. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Levcovitz E, Pereira TRC. SIH-SUS (Sistema    AIH): uma an&aacute;lise do sistema p&uacute;blico de remunera&ccedil;&atilde;o    de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares no Brasil, 1983-1991. Rio de Janeiro:    IMS/UERJ: 1993. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia e    Assist&ecirc;ncia Social. Portaria n. 3.062, de 23 de agosto de 1982. Aprova    o Plano de Reorienta&ccedil;&atilde;o da Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de    no &acirc;mbito da Previd&ecirc;ncia Social - CONASP. Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 15829, 25 ago. 1982. Se&ccedil;&atilde;o    I, pt. 1. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Veras, CMT, Martins MS. A confiabilidade    dos dados nos formul&aacute;rios de autoriza&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar (AIH). Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994; 10(3) : 339-355.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Lebr&atilde;o ML. An&aacute;lise da fidedignidade    dos dados estat&iacute;sticos hospitalares dispon&iacute;veis na Secretaria    Estadual de Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo em 1974. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1978; 12 :234-249. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Buss PM. Assist&ecirc;ncia hospitalar no    Brasil (1984-1991): uma an&aacute;lise preliminar baseada no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    Hospitalar do SUS. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1993; II(2) :5-42. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 5. ed. rev. ampl. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/ Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de;    1998.</font><p><font size="2" face="verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b></font><font size="2" face="verdana">Depto de Sa&uacute;de Coletiva-NESC/Centro    de Pesquisas Aggeu Magalh&atilde;es / FIOCRUZ    <br>   Rua dos Coelhos, 450 - 1<sup>o</sup> andar    <br>   Coelhos - Recife/PE    <br>   CEP: 50.070-550    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   E-mail:<a href="mailto:nesc@cpqam.fiocruz.br">nesc@cpqam.fiocruz.br</a>    <br>   </font></p>      ]]></body><back>
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