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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[<a name=topo></a>Sistema de informações hospitalares fonte complementar na vigilância e monitoramento das doenças de veiculação hídrica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hospital information system - Complementary source for surveillance and monitoring of water-borne diseases]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Health Information Systems are important tools for the definition of priorities for the health sector, although they are not used in a systematic way. This paper has as objective to evaluate the potentialities of the Hospital Information System - SIH/SUS as a complementary system for surveillance of notifiable water-borne diseases (typhoid Fever, cholera and leptospirosis). Hospital admittances were related to case reports, for states and regions of the country, from 1984 to 1998. A cross-sectional study was performed, using the SIH/SUS data bases and case reports provided by the National Center of Epidemiology - CENEPI. The results points SIH/ SUS as a complementary source for epidemiologic surveillance, since similar epidemiologic behavior patterns were observed between the SIH/SUS data and those reported by the Notifiable Diseases Information System - SINAN/CENEPI: tendency of reduction of these diseases in the whole country, with a predominance of admittances in the Northeast and North regions; registration of epidemic moments of water-borne infections and a similar graphic distribution of the diseases along time, for both information systems. The disease frequencies found in SIH/SUS, reveal a sanitation policy that favors unequal offer and access for the regions and states of Brazil. Because of the environmental characteristics of the country, the described situation provides a favorable scenery for the appearance of epidemics or the maintenance of these diseases in endemic levels.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistema de Informações Hospitalares]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Doenças de veiculação Hídrica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Sistema de informa&ccedil;&otilde;es    hospitalares fonte complementar na vigil&acirc;ncia e monitoramento das doen&ccedil;as    de veicula&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Hospital information system - Complementary    source for surveillance and monitoring of water-borne diseases</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ant&ocirc;nio da Cruz Gouveia Mendes; K&aacute;tia    Rejane Medeiros; Sidney Feitosa Farias; F&aacute;bio Delgado Lessa; Carolina    Novaes Carvalho; Petra Oliveira Duarte</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Departamento de Sa&uacute;de Coletiva-NESC/CPqAM/FIOCRUZ</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Os Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es em    Sa&uacute;de s&atilde;o importantes ferramentas para defini&ccedil;&atilde;o    de prioridades   no setor sa&uacute;de, embora n&atilde;o sejam utilizados de forma sistem&aacute;tica.    Este trabalho tem por objetivo   avaliar as potencialidades do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    (SIH/SUS) como sistema   complementar para vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria de veicula&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica (febre   tif&oacute;ide, c&oacute;lera e leptospirose), relacionando as interna&ccedil;&otilde;es    com as notifica&ccedil;&otilde;es, segundo estados e   regi&otilde;es do pa&iacute;s de 1984 a 1998. Trata-se de estudo transversal,    utilizando bases de dados do SIH/   SUS, e registros de notifica&ccedil;&otilde;es de casos fornecidos pelo Centro    Nacional de Epidemiologia-CENEPI.   Os resultados apontam o SIH/SUS como uma fonte complementar para vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica,   j&aacute; que os mesmos apresentaram comportamento semelhante aos registrados    pelo SINAN/CENEPI:   tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o destas doen&ccedil;as em todo pa&iacute;s,    com predom&iacute;nio das interna&ccedil;&otilde;es nas Regi&otilde;es   Nordeste e Norte, registro de momentos epid&ecirc;micos das patologias de veicula&ccedil;&atilde;o    h&iacute;drica e um   gr&aacute;fico com registro da doen&ccedil;a ao longo do tempo semelhantes nos    dois sistemas de informa&ccedil;&atilde;o. As   freq&uuml;&ecirc;ncias encontradas no SIH/SUS, revelam a presen&ccedil;a de    uma pol&iacute;tica de saneamento em que a   oferta e o acesso s&atilde;o desiguais nas Regi&otilde;es e Estados do Brasil    que, por suas caracter&iacute;sticas   ambientais, fornece cen&aacute;rio favor&aacute;vel ao surgimento de surtos    epid&ecirc;micos, ou manuten&ccedil;&atilde;o das   doen&ccedil;as em n&iacute;veis end&ecirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares; Doen&ccedil;as de veicula&ccedil;&atilde;o H&iacute;drica; Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica; Monitoramento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">SUMMARY</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Health Information Systems are important tools    for the definition of priorities for the health sector, although they are not    used in a systematic way. This paper has as objective to evaluate the potentialities    of the Hospital Information System - SIH/SUS as a complementary system for surveillance    of notifiable water-borne diseases (typhoid Fever, cholera and leptospirosis).    Hospital admittances were related to case reports, for states and regions of    the country, from 1984 to 1998. A cross-sectional study was performed, using    the SIH/SUS data bases and case reports provided by the National Center of Epidemiology    - CENEPI. The results points SIH/ SUS as a complementary source for epidemiologic    surveillance, since similar epidemiologic behavior patterns were observed between    the SIH/SUS data and those reported by the Notifiable Diseases Information System    - SINAN/CENEPI: tendency of reduction of these diseases in the whole country,    with a predominance of admittances in the Northeast and North regions; registration    of epidemic moments of water-borne infections and a similar graphic distribution    of the diseases along time, for both information systems. The disease frequencies    found in SIH/SUS, reveal a sanitation policy that favors unequal offer and access    for the regions and states of Brazil. Because of the environmental characteristics    of the country, the described situation provides a favorable scenery for the    appearance of epidemics or the maintenance of these diseases in endemic levels.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key Words:</b> Hospital Information Systems;    Water-borne Diseases; Epidemiologic Surveillance; Monitoring.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo de organiza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica    e social do Brasil tem, historicamente, se refletido no processo de adoecimento    e morte da popula&ccedil;&atilde;o. Com a cria&ccedil;&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o    das condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao desenvolvimento do capitalismo    no pa&iacute;s, verifica-se, desde o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, que    o Estado brasileiro atuou nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de maneira fragmentada    e pontual, atrelando suas a&ccedil;&otilde;es &agrave;s necessidades colocadas    pelo contexto econ&ocirc;mico do pa&iacute;s, ou seja, formulando pol&iacute;ticas    de sa&uacute;de que evitassem qualquer perda de produtividade no trabalho, seja    por doen&ccedil;a ou morte.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como pol&iacute;tica social, as a&ccedil;&otilde;es    de   sa&uacute;de seguiram essa tend&ecirc;ncia: escassez   na oferta de servi&ccedil;os com predom&iacute;nio   de seu car&aacute;ter individual-curativo em   detrimento de medidas coletivas, restritas   a interven&ccedil;&otilde;es residuais e de baixo   impacto. Assim &eacute; o caso da pol&iacute;tica de   saneamento, determinante das condi&ccedil;&otilde;es   de sa&uacute;de e vida, que n&atilde;o foi implementada   pelo Estado de modo equ&acirc;nime em todas   as regi&otilde;es brasileiras, contribuindo para   perpetuar a produ&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as ligadas   ao &quot;atraso&quot;, como as doen&ccedil;as   transmiss&iacute;veis que aliadas &agrave;s doen&ccedil;as e   agravos advindos com a &quot;modernidade&quot;   comp&otilde;em o chamado &quot;mosaico   epidemiol&oacute;gico&quot;, situa&ccedil;&atilde;o que se   distancia do que se poderia chamar   &quot;transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O saneamento &eacute; considerado,   universalmente, como uma pol&iacute;tica que   muito contribui para melhoria das   condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e da qualidade de vida.   Portanto, &eacute; necess&aacute;rio investir no   aumento de sua cobertura.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, a presen&ccedil;a de patologias como    a c&oacute;lera, febre tif&oacute;ide e leptospirose, vinculadas &agrave; escassez    de acesso a saneamento b&aacute;sico, refletem a hist&oacute;ria de uma pol&iacute;tica    de saneamento vinculada ao desenvolvimento institucional do Estado, &agrave;    economia, ao modo de produ&ccedil;&atilde;o, ao desenvolvimento tecnol&oacute;gico    e &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de renda.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora partindo de situa&ccedil;&otilde;es   diferenciadas de risco, pois de um lado   temos a c&oacute;lera e a febre tif&oacute;ide   associadas &agrave; escassez de recursos   h&iacute;dricos e qualidade da &aacute;gua e, de outro,   a leptospirose vinculada &agrave; precipita&ccedil;&atilde;o   pluviom&eacute;trica, verifica-se que, entre elas,   h&aacute; um elemento unificador: uma pol&iacute;tica   de saneamento com baixa cobertura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, onde a oferta de servi&ccedil;os   de saneamento b&aacute;sico e abastecimento de   &aacute;gua &eacute; bastante desigual entre as Regi&otilde;es,<sup>5</sup>   observa-se uma importante disparidade no   acesso, o que se tem refletido no perfil de   adoecimento da popula&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que, nas   Regi&otilde;es Norte e Nordeste, h&aacute; manuten&ccedil;&atilde;o   de n&iacute;veis end&ecirc;micos de patologias que j&aacute;   est&atilde;o quase superadas em outras Regi&otilde;es   do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da identifica&ccedil;&atilde;o de   problemas no campo do acesso a servi&ccedil;os   sanit&aacute;rios, verificando-se a perman&ecirc;ncia   de casos destas patologias, observa-se   que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o, seja   nos registros de interna&ccedil;&atilde;o, seja atrav&eacute;s   da notifica&ccedil;&atilde;o. Entretanto, cabe ressaltar   que &eacute; preocupante a manuten&ccedil;&atilde;o destes   casos, inclusive com registro de algumas   epidemias como a de c&oacute;lera, no per&iacute;odo   de 1991 a 1994, e a de leptospirose,   em 1996, esta &uacute;ltima localizada,   basicamente, na Regi&atilde;o Sudeste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ressalta-se, tamb&eacute;m, a predomin&acirc;ncia   dos casos de c&oacute;lera, febre tif&oacute;ide e   leptospirose, nas Regi&otilde;es Nordeste e   Norte, revelando a receptividade dessas   Regi&otilde;es para as doen&ccedil;as de veicula&ccedil;&atilde;o   h&iacute;drica: escassez de servi&ccedil;os de   saneamento e extrema pobreza de suas   popula&ccedil;&otilde;es que ampliam o risco de   adoecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao setor sa&uacute;de cabe aprimorar seus   sistemas de informa&ccedil;&otilde;es de maneira que   capte epidemias com maior agilidade,   al&eacute;m de vigiar e monitorar situa&ccedil;&otilde;es   end&ecirc;micas, possibilitando interven&ccedil;&otilde;es   mais adequadas. Neste sentido, esta   investiga&ccedil;&atilde;o tem como objetivo   comparar o comportamento das   interna&ccedil;&otilde;es, registradas pelo Sistema de   Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares - SIH e das notifica&ccedil;&otilde;es,    registradas pelo Centro   Nacional de Epidemiologia - CENEPI, dos   casos de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o   compuls&oacute;ria que tenham na veicula&ccedil;&atilde;o   h&iacute;drica o seu mecanismo de transmiss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Quest&otilde;es Metodol&oacute;gicas Espec&iacute;ficas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A descri&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    de   notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de veicula&ccedil;&atilde;o   h&iacute;drica no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o   Hospitalar (SIH-SUS) exigiu a defini&ccedil;&atilde;o   de alguns crit&eacute;rios metodol&oacute;gicos,   objetivando dispor-se dos dados num   maior intervalo de tempo, com melhor   qualidade nas informa&ccedil;&otilde;es. Por isso, no   caso da c&oacute;lera, optou-se em trabalhar as   interna&ccedil;&otilde;es por diagn&oacute;stico, entre os anos   de 1984 a 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nas interna&ccedil;&otilde;es por febre tif&oacute;ide,   entre 1984 e 1992, os dados foram   obtidos atrav&eacute;s do seu diagn&oacute;stico. A   partir de 1993, identificou-se que a   descri&ccedil;&atilde;o por procedimento realizado   oferecia uma maior consist&ecirc;ncia,   determinando sua utiliza&ccedil;&atilde;o a partir da&iacute;.   J&aacute; nas interna&ccedil;&otilde;es por leptospirose, o   SIH-SUS revela que, somente a partir de   1991, a doen&ccedil;a passa a apresentar   registros de interna&ccedil;&otilde;es, ou seja, entre   1984 e 1990 o sistema n&atilde;o disponibilizava   este diagn&oacute;stico para interna&ccedil;&atilde;o. Neste   sentido, nos primeiros dois anos, 1991 e   1992, trabalhou-se com diagn&oacute;stico e, a   partir de 1993, com procedimentos   realizados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Os dados de notifica&ccedil;&atilde;o foram   fornecidos pelo CENEPI. Para os casos   de c&oacute;lera, as s&eacute;ries foram constru&iacute;das   para o per&iacute;odo de 1991 a 1997, para febre   tif&oacute;ide o intervalo foi maior j&aacute; que havia   registros de notifica&ccedil;&atilde;o de 1980 a 1997 e   para leptospirose o per&iacute;odo foi de 1985 a   1997.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A observa&ccedil;&atilde;o do grupo de doen&ccedil;as   de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de veicula&ccedil;&atilde;o   h&iacute;drica, segundo dados do SIH-SUS e   CENEPI, demonstra que as Regi&otilde;es   Nordeste e Norte s&atilde;o as mais atingidas   por estas doen&ccedil;as, uma vez que nesses espa&ccedil;os se encontram presentes    as   maiores car&ecirc;ncias de saneamento. Como   doen&ccedil;as associadas ao baixo acesso a   estes servi&ccedil;os, a c&oacute;lera e a febre tif&oacute;ide   encontram nestas &aacute;reas um cen&aacute;rio   socioambiental favor&aacute;vel ante a extrema   pobreza da popula&ccedil;&atilde;o e a escassez de &aacute;gua,   agu&ccedil;ada freq&uuml;entemente pelo fen&ocirc;meno   da seca. J&aacute; a leptospirose encontra uma   permanente freq&uuml;&ecirc;ncia, com momentos   epid&ecirc;micos nos per&iacute;odos de maior   precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entretanto, ainda que considerados   os reflexos pol&iacute;ticos, sociais e   ambientais, verifica-se uma redu&ccedil;&atilde;o nas   freq&uuml;&ecirc;ncias dessas doen&ccedil;as, seja por   interna&ccedil;&atilde;o, seja por notifica&ccedil;&atilde;o,   possivelmente relativa a ado&ccedil;&atilde;o de   medidas de controle, disponibilizadas   pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, principalmente   para c&oacute;lera e febre tif&oacute;ide.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>C&oacute;lera</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O c&oacute;lera &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa    intestinal aguda, que tem como agente etiol&oacute;gico o <i>Vibrio cholerae</i>,    um bacilo gram-negativo com flagelo polar, aer&oacute;bico ou anaer&oacute;bico    facultativo. Tem como reservat&oacute;rio o homem, embora alguns estudos, a    partir de 1970, tenham sugerido a possibilidade de reservat&oacute;rios ambientais,    tais como plantas aqu&aacute;ticas e frutos do mar. Sua transmiss&atilde;o ocorre    sobretudo atrav&eacute;s da ingest&atilde;o de &aacute;gua contaminada por fezes    e/ou v&ocirc;mitos do doente ou portador. Os alimentos e utens&iacute;lios podem    ser contaminados pela &aacute;gua, pelo manuseio e por moscas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As maiores complica&ccedil;&otilde;es da   patologia resultam da deple&ccedil;&atilde;o   hidrossalina ocasionada pela diarr&eacute;ia e   pelos v&ocirc;mitos, observada com maior   freq&uuml;&ecirc;ncia em indiv&iacute;duos idosos,   diab&eacute;ticos ou com problemas card&iacute;acos   pr&eacute;vios.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O c&oacute;lera consta da lista internacional   de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria,   dada a magnitude, potencial de sua   dissemina&ccedil;&atilde;o e transcend&ecirc;ncia.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Brasil, em 1991, ap&oacute;s um s&eacute;culo   sem registro de qualquer caso notificado<sup>8</sup>, participa da s&eacute;tima pandemia    mundial da   doen&ccedil;a. Introduzida nas Am&eacute;ricas atrav&eacute;s   do Peru, a epidemia difundiu-se   rapidamente no resto do continente,   quando, em 1993, praticamente todos os   pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul e Central e os   Estados Unidos passam a ser   considerados &aacute;reas de transmiss&atilde;o. As   exce&ccedil;&otilde;es foram apenas o Uruguai e a   regi&atilde;o das Antilhas, que n&atilde;o apresentaram   casos aut&oacute;ctones, ou seja, at&eacute; o final   daquele ano foram considerados como   &aacute;reas livres de transmiss&atilde;o.9</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Os primeiros casos da doen&ccedil;a, em   1991, ocorreram na fronteira com o Peru,   em Benjamim Constant, alastrando-se   atrav&eacute;s do curso dos rios Solim&otilde;es e   Amazonas, quando chegaram ao litoral do   Par&aacute; e Amap&aacute;. A partir da&iacute;, o c&oacute;lera atinge   S&atilde;o Lu&iacute;s (MA), quando, em 1992,   detecta-se a doen&ccedil;a no Sert&atilde;o da Para&iacute;ba   distribuindo-se ent&atilde;o pelos demais   Estados nordestinos. Em sua rota,   atrav&eacute;s dos principais eixos rodovi&aacute;rios,   a doen&ccedil;a seguiu para o Sudeste, Esp&iacute;rito   Santo, e Rio de Janeiro.<sup>10</sup> Atualmente, seu   comportamento sugere um padr&atilde;o   end&ecirc;mico, com a presen&ccedil;a regular de   casos e flutua&ccedil;&otilde;es c&iacute;clicas de maior ou   menor gravidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No SIH-SUS, o c&oacute;lera repete o comportamento    descrito na literatura, j&aacute; que o movimento de interna&ccedil;&otilde;es    no pa&iacute;s, passa a ser expressivo, em 1991, apresenta um comportamento    epid&ecirc;mico, em 1992, com incid&ecirc;ncia m&aacute;xima em 1993, mantendo    uma freq&uuml;&ecirc;ncia elevada at&eacute; 1994. Observa-se uma queda, entre    1995 e 1996, embora se identifique uma tend&ecirc;ncia de aumento, em 1997,    tanto no n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es como das notifica&ccedil;&otilde;es    de casos (<a href="#fig1">Figura 1</a> ).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na descri&ccedil;&atilde;o dos dados por Regi&otilde;es    (<a href="#tab1">Tabela 1</a> ), destaca-se a elevada freq&uuml;&ecirc;ncia    de casos no Nordeste e no Norte, com valores m&aacute;ximos, em 1993, sendo    estas duas Regi&otilde;es respons&aacute;veis pela quase totalidade dos casos    no pa&iacute;s. Em 1993, ano de maior freq&uuml;&ecirc;ncia nos dois sistemas    de informa&ccedil;&otilde;es, a Regi&atilde;o Nordeste representou 96,23% das    interna&ccedil;&otilde;es por c&oacute;lera no pa&iacute;s, e 94,60% dos casos    confirmados pelo CENEPI; enquanto a Regi&atilde;o Norte representou 3,22% e    4,43%, respectivamente.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04t1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quando se descreve o coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o    de casos de c&oacute;lera por 100.000 habitantes (<a href="#tab2">Tabela 2</a>    ), observa-se que, em 1993, seu valor foi de 29,61 para o Brasil e de 98,59    para o Nordeste, destacando-se nesta Regi&atilde;o os Estados do Cear&aacute;    (229,15), de Alagoas (204,04), da Para&iacute;ba (147,45) e Pernambuco (99,94).    A Regi&atilde;o Norte vem em segundo lugar, com 29,61 interna&ccedil;&otilde;es    por 100.000 habitantes, destacando-se nesta Regi&atilde;o o Amazonas, que apresentou    coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o de 39,05.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto aos dados de notifica&ccedil;&atilde;o    de casos, no ano de 1993, o coeficiente para o Brasil foi de 39,81 por 100.000    habitantes, com o Nordeste apresentando 133,45 casos por 100.000 hab. O Estado    com maior coeficiente foi o Cear&aacute; com 347,35, seguido pelos Estados da    Para&iacute;ba, Alagoas e Pernambuco, respectivamente, com coeficientes de notifica&ccedil;&atilde;o    de 246,94, 208,30 e 134,17 por 100.000 habitantes (<a href="#tab2">Tabela 2</a>    ).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A evolu&ccedil;&atilde;o da epidemia de c&oacute;lera    apresentou-se de forma diferenciada no interior do pa&iacute;s. O estado do    Cear&aacute; assistiu a uma queda no coeficiente de notifica&ccedil;&atilde;o    por 100.000 habitantes de 347,35 casos, em 1994, para 0,00 caso em 1997. Os    demais estados do Nordeste tamb&eacute;m apresentaram redu&ccedil;&otilde;es    significativas, por&eacute;m permaneceram sempre com os maiores coeficientes    de notifica&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito nacional. observa-se como destaque    principal, o Estado de Alagoas que apresentou um recrudescimento da doen&ccedil;a,    quando o coeficiente de notifica&ccedil;&atilde;o sobe de 15,23 em 1996, para    60,31 por 100.000 habitantes em 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na compara&ccedil;&atilde;o entre os dados do    SIHSUS   e do CENEPI, observa-se uma grande   simetria das informa&ccedil;&otilde;es. A raz&atilde;o interna&ccedil;&atilde;o/   notifica&ccedil;&atilde;o se aproxima de 1,0 nas regi&otilde;es   Norte, Sudeste e Nordeste em 1993. Neste   ano, entretanto, v&aacute;rios estados apresentaram   uma raz&atilde;o superior a 1,0 (Amap&aacute;, Sergipe,   Bahia, Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo), sugerindo   a exist&ecirc;ncia de subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos   confirmados neste estados. Esta grande   semelhan&ccedil;a entre os dois sistemas de   informa&ccedil;&otilde;es &eacute;, provavelmente, decorrente   das interna&ccedil;&otilde;es serem a principal fonte de   notifica&ccedil;&atilde;o do c&oacute;lera no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Febre Tif&oacute;ide</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A febre tif&oacute;ide &eacute; uma doen&ccedil;a    bacteriana aguda, distribu&iacute;da no mundo associada a baixos n&iacute;veis    socioecon&ocirc;micos, relacionando-se com precariedade nas condi&ccedil;&otilde;es    de higiene pessoal e ambiental.<sup>11</sup> Portanto, nas &aacute;reas onde    o acesso ao saneamento b&aacute;sico e ao abastecimento de &aacute;gua &eacute;    limitado, estima-se que h&aacute; uma maior freq&uuml;&ecirc;ncia da doen&ccedil;a.    A <i>Salmonella typhi</i> &eacute; seu agente etiol&oacute;gico e o homem (doente    ou portador), seu reservat&oacute;rio. Sua transmiss&atilde;o ocorre sobretudo    de forma indireta mediante &aacute;gua e alimentos, especialmente leite e seus    derivados contaminados com fezes ou urina de paciente ou portador. Em crian&ccedil;as    o quadro cl&iacute;nico &eacute; mais benigno do que em adultos. Nos casos onde    ocorre perfura&ccedil;&atilde;o intestinal, hemorragia ou toxemia severa, a    doen&ccedil;a pode levar &agrave; morte.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Caracterizada como doen&ccedil;a que se   relaciona com escassez de acesso a   saneamento b&aacute;sico e abastecimento de   &aacute;gua, identifica-se que sua distribui&ccedil;&atilde;o no   mundo &eacute; tanto menor quanto maior for a   capacidade que os Estados apresentem   em superar problemas quanto &agrave; oferta   destas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Sendo assim,   na maior parte dos pa&iacute;ses do Continente   Europeu a doen&ccedil;a tem mortalidade em   torno de zero. J&aacute; na Am&eacute;rica Latina,   verifica-se a persist&ecirc;ncia da doen&ccedil;a na   forma end&ecirc;mica, sobrepondo-se ainda   algumas epidemias.<sup>1</sup> Nos continentes   asi&aacute;tico e africano, no bloco de pa&iacute;ses   subdesenvolvidos, &eacute; ainda uma   importante causa de mortalidade, onde   apresenta taxas de letalidade que variam   entre 12% e 32%.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, onde a oferta de servi&ccedil;os   de saneamento b&aacute;sico e abastecimento de   &aacute;gua &eacute; bastante desigual entre as regi&otilde;es   do pa&iacute;s,5 observa-se que no Nordeste e no Norte, o comportamento da febre   tif&oacute;ide &eacute; bastante expressivo no   conjunto de patologias relacionadas &agrave;   disponibilidade de recursos h&iacute;dricos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Apesar de seu tratamento ocorrer   fundamentalmente no n&iacute;vel ambulatorial,   e s&oacute; quando houver necessidade a   interna&ccedil;&atilde;o deve ser feita,7 o estudo no   SIH-SUS revelou aspectos bastante   relevantes quanto &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia das   interna&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo de 1984 a 1998,   bem como sua distribui&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig2">Figura 2</a> , observa-se,    a partir de 1991, um grande aumento no n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    de casos de febre tif&oacute;ide, mas isto se deveu ao incremento de rede no    sistema, atingindo sua freq&uuml;&ecirc;ncia m&aacute;xima em 1993. No per&iacute;odo    de 1994 a 1998, verifica-se uma grande redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es, que passou de 13.746, em 1994, para 5.589, em    1998. Esta tend&ecirc;ncia de decl&iacute;nio j&aacute; havia sido apontada    por Godoy,<sup>11</sup> que descreveu a distribui&ccedil;&atilde;o espacial e temporal    da doen&ccedil;a no per&iacute;odo de 1970 a 1990.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    da febre tif&oacute;ide no pa&iacute;s (<a href="#tab3">Tabela 3</a> ) refletem    a caracter&iacute;stica de prolifera&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, encontrando    na Regi&atilde;o Nordeste condi&ccedil;&otilde;es socioambientais favor&aacute;veis,    ante a escassez de fontes de abastecimento de &aacute;gua est&aacute;veis e    com tratamento adequado, esta Regi&atilde;o produziu, no per&iacute;odo de 1993    a 1998, 71,51% das interna&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na <a href="#tab4">Tabela 4</a> , tem-se que    o coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o m&eacute;dio durante o mesmo per&iacute;odo    foi de 15,26 para cada 100.000 habitantes, quando a m&eacute;dia nacional foi    de 6,11. Por&eacute;m, o maior coeficiente m&eacute;dio de interna&ccedil;&atilde;o    por Estados foi registrado no Acre (42,26), seguido da Bahia (36,60), Cear&aacute;    (13,87) e Sergipe (10,08). Em termos absolutos, o maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    foi verificado na Bahia, com 48,10% do total obtido para o pa&iacute;s, vindo    a seguir os Estados do Cear&aacute;, Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A descri&ccedil;&atilde;o dos dados do CENEPI   ficou bastante prejudicada em fun&ccedil;&atilde;o da   irregularidade de sua notifica&ccedil;&atilde;o desde o   ano de 1997. Apesar disto, os dados   dispon&iacute;veis no per&iacute;odo 1993 a 1996   apresentam o Nordeste com 5.125 casos   (62,33% dos casos detectados no   per&iacute;odo, dos quais 3.348 casos na Bahia,   representando 40,72% dos casos   notificados do pa&iacute;s).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Destacam-se as diferen&ccedil;as entre   interna&ccedil;&otilde;es e notifica&ccedil;&otilde;es. As primeiras s&atilde;o    bastante superiores, o que sugere   uma grande subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos pelo   CENEPI, inclusive, com irregularidade na   pr&oacute;pria alimenta&ccedil;&atilde;o do banco de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Leptospirose</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A leptospirose &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa    aguda de car&aacute;ter sist&ecirc;mico que se instala em homens e animais.    Seu agente &eacute; o microorganismo do g&ecirc;nero <i>Leptospira</i>. A doen&ccedil;a    &eacute; distribu&iacute;da no mundo, embora sua ocorr&ecirc;ncia esteja associada    a condi&ccedil;&otilde;es ambientais de regi&otilde;es de clima tropical e subtropical.    Nos per&iacute;odos de altos &iacute;ndices pluviom&eacute;tricos, identificam-se    condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis a epidemias, donde o car&aacute;ter    sazonal desta doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Trata-se de uma importante zoonose, visto que    &eacute; capaz de causar elevados preju&iacute;zos, pois, com grande incid&ecirc;ncia    nos homens, implica &ocirc;nus por ser de alto custo hospitalar. Os roedores    s&atilde;o os principais reservat&oacute;rios da doen&ccedil;a, que eliminam    a <i>leptospira</i> atrav&eacute;s da urina. A infec&ccedil;&atilde;o nos homens    resulta da exposi&ccedil;&atilde;o direta ou indireta &agrave; urina de animais    infectados.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A doen&ccedil;a classicamente descrita   como bif&aacute;sica apresenta como   manifesta&ccedil;&atilde;o mais grave a icter&iacute;cia, que   precede o per&iacute;odo septic&ecirc;mico,   decorrendo da&iacute; a maioria dos &oacute;bitos pela   infec&ccedil;&atilde;o. Ressalta-se que apenas 5 a 10% dos pacientes evoluem    para   icter&iacute;cia.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, a leptospirose &eacute; end&ecirc;mica,    apresentando picos epid&ecirc;micos nos momentos de maior precipita&ccedil;&atilde;o    pluviom&eacute;trica.<sup>14</sup> Nas &aacute;reas urbanas, a defici&ecirc;ncia    de saneamento b&aacute;sico torna-se o principal fator para prolifera&ccedil;&atilde;o    de roedores. Os grupos sociais com maiores problemas de saneamento, residentes    &agrave;s margens de c&oacute;rregos ou esgotos a c&eacute;u aberto, em per&iacute;odos    de enchentes, est&atilde;o mais propensos &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es,    embora tamb&eacute;m seja considerada de risco ocupacional para algumas categorias    profissionais, trabalhadores de arrozais e canaviais, minas, abatedouros e saneamento.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados referentes &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es   por leptospirose (SIH), revelam a   exist&ecirc;ncia desse diagn&oacute;stico no sistema,   somente a partir de 1991. No entanto, em   rela&ccedil;&atilde;o aos casos notificados pelo   CENEPI, existem registros desde 1985.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#fig3">Figura 3</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o    entre interna&ccedil;&otilde;es e notifica&ccedil;&otilde;es de casos de leptospirose    (SIH e CENEPI).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Identifica-se uma certa semelhan&ccedil;a no   comportamento da doen&ccedil;a nos dois   sistemas, com exce&ccedil;&atilde;o para 1996 que   apresentou um distanciamento, havendo   aumento dos casos notificados, enquanto   o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es foi reduzido com   rela&ccedil;&atilde;o a 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nos dados contidos na <a href="#tab5">Tabela    5</a>, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel observar as semelhan&ccedil;as    entre o SIH e CENEPI, pois existe coincid&ecirc;ncia entre a classifica&ccedil;&atilde;o    dos estados com rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de casos de leptospirose.    Nas duas fonte de dados, os estados com maiores registros, por exemplo, s&atilde;o:    Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Bahia, Pernambuco, Par&aacute; e Paran&aacute;.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1993 a 1997, a m&eacute;dia    anual de casos de leptospirose no Brasil foi de 3.124 interna&ccedil;&otilde;es    e 3.548 notifica&ccedil;&otilde;es de casos. Neste per&iacute;odo, a Regi&atilde;o    Nordeste apresentou o maior n&uacute;mero das interna&ccedil;&otilde;es (38,38%),    seguida do Sudeste com 31,95% das interna&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s.    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s notifica&ccedil;&otilde;es registradas pelo    CENEPI, verificou-se, no mesmo per&iacute;odo, a presen&ccedil;a da Regi&atilde;o    Sudeste com 38,69% dos casos nacionais, e o Nordeste com 27,07% dos casos notificados.    Ressalta-se que, em 1996, foram registados 5.555 casos no Brasil, sendo que    60,30 % originaram-se do Sudeste, em decorr&ecirc;ncia de uma epidemia no Rio    de Janeiro, com 2.564 casos notificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1998, o maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    por leptospirose concentrou-se na Regi&atilde;o Sul, representando 38,38% do    total de interna&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s, com destaque para o Rio Grande    do Sul, que registrou 595 interna&ccedil;&otilde;es (<a href="#tab5">Tabela    5</a> ).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#tab6">Tabela 6</a> apresenta os    coeficientes de interna&ccedil;&otilde;es e de notifica&ccedil;&otilde;es de    casos de leptospirose. No per&iacute;odo de 1993 a 1997, os maiores coeficientes    m&eacute;dios de interna&ccedil;&otilde;es por 100.000 habitantes, foram registrados    no Amap&aacute; (21,92), Pernambuco (5,15), Par&aacute; (4,71) e Rio Grande    do Norte (4,65). A Regi&atilde;o Sul merece aten&ccedil;&atilde;o, em 1998,    por apresentar um coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o de 4,74 por 100.000    habitantes, destacando-se o estado do Rio Grande do Sul com 6,03. Quanto aos    coeficientes de notifica&ccedil;&atilde;o, no mesmo per&iacute;odo, os estados    com destaques foram: Amap&aacute; (45,33), Par&aacute; (7,00), Rio de Janeiro    (5,48) e Distrito Federal com 3,63 casos de leptospirose por 100.000 habitantes.</font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a04t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como a leptospirose tem como   determinante as condi&ccedil;&otilde;es de   saneamento e de precipita&ccedil;&otilde;es   pluviom&eacute;tricas, seu comportamento end&ecirc;mico decorre dessas condi&ccedil;&otilde;es    e seu   comportamento epid&ecirc;mico possivelmente   tamb&eacute;m est&aacute; associado &agrave;s grandes   precipita&ccedil;&otilde;es pluviom&eacute;tricas. Portanto,   estas epidemias podem ter um   comportamento focal.   Comparando o n&uacute;mero de   interna&ccedil;&otilde;es com as notifica&ccedil;&otilde;es de casos   de leptospirose, verifica-se, no per&iacute;odo   de 1993 a 1997, que, em m&eacute;dia, as   interna&ccedil;&otilde;es corresponderam a 88% das   notifica&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; um resultado   bastante satisfat&oacute;rio, refor&ccedil;ando a   qualidade do SIH como sistema de   informa&ccedil;&atilde;o complementar na vigil&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Coment&aacute;rios Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados da c&oacute;lera sugerem que   esta doen&ccedil;a vem apresentando um   comportamento end&ecirc;mico-epid&ecirc;mico no   Brasil, refor&ccedil;ando a necessidade de vigiar   e monitorar surtos de diarr&eacute;ias. O   acompanhamento dos internamentos por   diarr&eacute;ias e/ou com diagn&oacute;stico de c&oacute;lera   deve ser um indicador de alerta para   busca de casos que estejam ocorrendo   ainda de forma insidiosa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A raz&atilde;o entre interna&ccedil;&otilde;es/   notifica&ccedil;&otilde;es deve ser considerada um   bom indicador, pois, identificando um   n&uacute;mero maior de casos internados com   diagn&oacute;stico de c&oacute;lera em rela&ccedil;&atilde;o aos casos notificados/confirmados,    pode   sugerir um alerta de recrudescimento da   doen&ccedil;a de forma epid&ecirc;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A febre tif&oacute;ide apresentou uma concentra&ccedil;&atilde;o    de casos na Regi&atilde;o Nordeste, estando o maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    nos Estados da Bahia e Cear&aacute;. Identifica-se uma redu&ccedil;&atilde;o    das interna&ccedil;&otilde;es por febre tif&oacute;ide no Brasil nos &uacute;ltimos    anos, apesar de n&atilde;o haver melhoria substancial nas condi&ccedil;&otilde;es    sanit&aacute;rias. Contudo, apesar desta redu&ccedil;&atilde;o, h&aacute; de    se considerar uma prov&aacute;vel subnotifica&ccedil;&atilde;o, haja vista que,    nos &uacute;ltimos anos, observa-se uma agudiza&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno    da seca no Nordeste, que tornam mais escassos os reservat&oacute;rios de &aacute;gua.    Neste contexto, poder-se-ia esperar o incremento no n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O SIH-SUS demonstra uma maior   potencialidade para explica&ccedil;&atilde;o do   comportamento da febre tif&oacute;ide, quando   comparado aos dados do CENEPI que   apresenta uma prov&aacute;vel subnotifica&ccedil;&atilde;o   dos registros. Sugere-se que a cada   diagn&oacute;stico de febre tif&oacute;ide confirmado   nos hospitais se proceda ao registro de   notifica&ccedil;&atilde;o. Com isso espera-se aumentar   a capacidade dos dados da informa&ccedil;&atilde;o   epidemiol&oacute;gica expressando a tend&ecirc;ncia   de comportamento da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na descri&ccedil;&atilde;o dos casos de   leptospirose, demonstrou-se que as   freq&uuml;&ecirc;ncias de interna&ccedil;&otilde;es apresentam   sempre n&uacute;meros muito pr&oacute;ximos daqueles   encontrados nas notifica&ccedil;&otilde;es. Destaca-se   que, a partir de 1995, os registros de   notifica&ccedil;&otilde;es passam a superar os totais de   interna&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s. Em 1996, houve a   maior diferen&ccedil;a na raz&atilde;o entre o n&uacute;mero   de casos registrados nos dois sistemas, o   que no restante do per&iacute;odo apresentou   valores muito aproximados de 1, ou seja,   para cada interna&ccedil;&atilde;o havia uma   notifica&ccedil;&atilde;o. A coer&ecirc;ncia do tra&ccedil;ado das   curvas do SIH-SUS e do CENEPI &eacute;   mantida ao se descrever por Regi&otilde;es do   Brasil. A exce&ccedil;&atilde;o fica para o caso do Rio   de Janeiro, em 1996, que apresentou uma   grande epidemia de leptospirose, mas com   um n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es n&atilde;o   correspondente, interferindo nos resultados n&atilde;o s&oacute; da Regi&atilde;o    como do   pa&iacute;s. A Regi&atilde;o Sul, que sempre apresentou   freq&uuml;&ecirc;ncia baix&iacute;ssima de interna&ccedil;&atilde;o, foi   respons&aacute;vel, em 1998, pelos maiores   registros de interna&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Considerando a gravidade da leptospirose onde    se espera uma alta taxa de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e necessidade do diagn&oacute;stico    diferencial com outras patologias (dengue hemorr&aacute;gica, hepatites, hantav&iacute;rus,    etc.), parece ser de extrema utilidade o emprego do SIHSUS como fonte complementar    na investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Costa NR. Lutas urbanas e controle   sanit&aacute;rio: origem das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de   no Brasil. Petr&oacute;polis: Vozes; Rio   de Janeiro: ABRASCO; 1986.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Minist&eacute;rio do Planejamento e   Or&ccedil;amento. Secretaria de Pol&iacute;tica   Urbana. Fundamentos e proposta de   ordenamento institucional. Bras&iacute;lia:   N&uacute;cleo de Pesquisa em Informa&ccedil;&otilde;es   Urbanas/USP; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Freitas MB. Qualidade da &aacute;gua de   consumo humano como indicador de   condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e saneamento no   Parque Fluminense. Cadernos de   Sa&uacute;de Coletiva 1998; 6(supl. esp. 1)   : 23-38.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Costa AM. An&aacute;lise hist&oacute;rica    do   saneamento no Brasil. In: Anais da I   Exposi&ccedil;&atilde;o de Experi&ecirc;ncias   Municipais na &Aacute;rea de Saneamento;   1996; Belo Horizonte. Belo Horizonte:   1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Costa AM, Agenda pol&iacute;tica em   saneamento ambiental: desafios para   o controle social. In: Santos OA   (org). Pol&iacute;ticas de Saneamento   Ambiental: inova&ccedil;&otilde;es na perspectiva   do controle social. Rio de Janeiro:   FASE; 1998. p. 47-75.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Guia   de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 5. ed.   rev. ampl. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de/Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de;   1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Teixeira MG, Penna GO, Risi JB,   Penna ML, Alvim MF, Moraes JC,   Luna E. Sele&ccedil;&atilde;o das Doen&ccedil;as de   Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria: crit&eacute;rios e   recomenda&ccedil;&otilde;es para as tr&ecirc;s esferas   de Governo. Informe Epidemiol&oacute;gico   do SUS 1998; VII(1) : 7-28.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Lisboa AH. Freq&uuml;&ecirc;ncia dos pacientes    de c&oacute;lera com diarr&eacute;ia tipo &quot;&Aacute;gua-de-arroz&quot;    em Fortaleza, 1993. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1994; III(3/4) : 51-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Toledo LM. O C&oacute;lera nas Am&eacute;ricas    e   a sua produ&ccedil;&atilde;o no Brasil. Informe   Epidemiol&oacute;gico do SUS 1993; II(1)   : 7-17.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Penna ML, Silva LP. Algumas   considera&ccedil;&otilde;es sobre a ocorr&ecirc;ncia   de c&oacute;lera no Brasil. Informe   Epidemiol&oacute;gico do SUS 1992; I(1)   : 7-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Godoy AMM. An&aacute;lise epidemiol&oacute;gica   da febre tif&oacute;ide no Brasil. Informe   Epidemiol&oacute;gico do SUS 1992; I(5) :   75-81.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Arruda AHS, Ara&uacute;jo TM. Epidemia   de febre tif&oacute;ide em Laranja da Terra   / Esp&iacute;rito Santo: relato preliminar.   Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS   1997; VI(2) : 21-32.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Cruz MLS, Andrade J, Pereira MM.   Leptospirose em crian&ccedil;as no Rio de   Janeiro. Revista da Sociedade   Brasileira de Medicina Tropical 1994;   27(1) : 5-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Almeida LP, Martins LFS, Brod CS,   Germano PML. Levantamento   soroepidemiol&oacute;gico de leptospirose em   trabalhadores do Servi&ccedil;o de   Saneamento Ambiental em localidade   urbana na Regi&atilde;o Sul do pa&iacute;s. Revista   de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994; 28(1) : 77-81.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Dept<sup>o</sup> de Sa&uacute;de Coletiva-NESC / Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&atilde;es    / FIOCRUZ    <br>   Rua dos Coelhos, 450 - 1<sup>o</sup> andar    <br>   Coelhos - Recife/PE    <br>   CEP: 50.070-550    <br>   E-mail:<a href="mailto:nesc@cpqam.fiocruz.br">nesc@cpqam.fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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