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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistema de informações hospitalares: fonte complementar na vigilância e monitoramento de doenças transmitidas entre pessoas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hospital information system: complementary source for surveillance and monitoring of person-to-person transmitted diseases]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Notifiable Diseases characterized by person-to-person transmission such as: Aids, meningitis (meningococcal, tuberculous), pulmonary tuberculosis, leprosy, congenital syphilis and hepatitis (A and B), were analyzed. Data from the Hospital Information System - SIH/SUS (admittances) and National Center of Epidemiology-CENEPI (case reports), were used as sources of information and were analyzed by regions and states. Coherence was observed between the data of CENEPI and SIH for AIDS, however, over-admittances were detected, probably due to re-admittances rather than underreporting. Congenital syphilis presented a ratio of admittances greater than one in the analyzed period, changing in 1997. Data for pulmonary tuberculosis and leprosy were analyzed in more detail, by determining the total number of admittances of chronical patients. Their exclusion, defined new cases. It was detached the weight of the practices of hospital for chronic patients in the country. For meningitis, different results were obtained, according to the etiology: Similar patterns for admittances and reporting were observed for meningococcal meningitis while discordant results were detected for tuberculous meningitis, wich showed inferior number of admittances compared to cases reports, suggesting imprecision of the generated information. Difficulties for the analysis of hepatitis using data from SIH/SUS were identified. SIH/SUS has potenciality as a complementary source for surveillance and monitoring of notifiable person-to-person transmitted diseases, particularly if the proposed suggestions pointed out in the study are considered.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doenças de Notificação Compulsória]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Sistema de informa&ccedil;&otilde;es    hospitalares - fonte complementar na vigil&acirc;ncia e monitoramento de doen&ccedil;as    transmitidas entre pessoas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Hospital information system    - complementary source for surveillance and monitoring of person-to-person transmitted    diseases</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jarbas Barbosa da Silva J&uacute;nior<sup>I</sup>;    Ant&ocirc;nio da Cruz Gouveia Mendes<sup>II</sup>; Tereza de Jesus Campos Neta<sup>II</sup>;    Tereza Maciel Lyra<sup>II</sup>; K&aacute;tia Rejane Medeiros<sup>II</sup>;    Dom&iacute;cio Aur&eacute;lio de S&aacute;<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro Nacional de Epidemiologia    / Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de Coletiva-NESC/CPqAM/FIOCRUZ</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisaram-se as doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria (DNC) cuja caracter&iacute;stica &eacute; a transmiss&atilde;o    pessoa &agrave; pessoa: AIDS, meningites (meningoc&oacute;cica, tuberculosa),    tuberculose pulmonar, hansen&iacute;ase, s&iacute;filis cong&ecirc;nita e hepatites    (A e B). As fontes de dados foram: Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    (SIH-SUS) (interna&ccedil;&otilde;es) e Centro Nacional de Epidemiologia-CENEPI    (notifica&ccedil;&otilde;es), analisados por regi&otilde;es e estados. Observou-se    coer&ecirc;ncia entre os dados do CENEPI e SIH para Aids, com um sobre-internamento,    provavelmente mais por reinterna&ccedil;&otilde;es do que por subnotifica&ccedil;&otilde;es.    A s&iacute;filis cong&ecirc;nita apresentou raz&atilde;o de interna&ccedil;&atilde;o    maior que 1 no per&iacute;odo analisado, havendo mudan&ccedil;a em 1997. Os    dados de tuberculose pulmonar e hansen&iacute;ase foram analisados mais detalhadamente,    tendo-se observado os totais de interna&ccedil;&atilde;o de pacientes cronificados.    A exclus&atilde;o desses definiu os casos novos. Destacou-se o peso da pr&aacute;tica    de dispensariza&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. As meningites apresentaram    resultados diferentes, conforme sua etiologia: meningite meningoc&oacute;cica    com comportamento semelhante para interna&ccedil;&atilde;o e notifica&ccedil;&atilde;o,    a meningite tuberculosa apresentando interna&ccedil;&otilde;es inferiores &agrave;s    notifica&ccedil;&otilde;es, sugerindo imprecis&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o    gerada. A an&aacute;lise das hepatites a partir do SIH/SUS apresentou dificuldades.    Concluiu-se pela potencialidade do SIH/SUS como sistema complementar na Vigil&acirc;ncia    e Monitoramento das DNC de transmiss&atilde;o entre pessoas, particularmente    se adotadas as proposi&ccedil;&otilde;es apontadas no estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-Chave</b> Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o    Compuls&oacute;ria; Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares; Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica; Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es em Sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Notifiable Diseases characterized by person-to-person    transmission such as: Aids, meningitis (meningococcal, tuberculous), pulmonary    tuberculosis, leprosy, congenital syphilis and hepatitis (A and B), were analyzed.    Data from the Hospital Information System - SIH/SUS (admittances) and National    Center of Epidemiology-CENEPI (case reports), were used as sources of information    and were analyzed by regions and states. Coherence was observed between the    data of CENEPI and SIH for AIDS, however, over-admittances were detected, probably    due to re-admittances rather than underreporting. Congenital syphilis presented    a ratio of admittances greater than one in the analyzed period, changing in    1997. Data for pulmonary tuberculosis and leprosy were analyzed in more detail,    by determining the total number of admittances of chronical patients. Their    exclusion, defined new cases. It was detached the weight of the practices of    hospital for chronic patients in the country. For meningitis, different results    were obtained, according to the etiology: Similar patterns for admittances and    reporting were observed for meningococcal meningitis while discordant results    were detected for tuberculous meningitis, wich showed inferior number of admittances    compared to cases reports, suggesting imprecision of the generated information.    Difficulties for the analysis of hepatitis using data from SIH/SUS were identified.    SIH/SUS has potenciality as a complementary source for surveillance and monitoring    of notifiable person-to-person transmitted diseases, particularly if the proposed    suggestions pointed out in the study are considered. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key Words</b> Notifiable Diseases; Hospital    Information System; Epidemiologic Surveillance; Health Information System.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O grupo de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria cujo modo de transmiss&atilde;o &eacute; de pessoa a pessoa,    tem caracter&iacute;sticas bastante heterog&ecirc;neas. Incluem-se neste grupo    a s&iacute;ndrome de imunodefici&ecirc;ncia adquirida (AIDS), as meningites    meningoc&oacute;cica e tuberculosa, a hansen&iacute;ase, a tuberculose pulmonar,    as hepatites A e B e a s&iacute;filis cong&ecirc;nita.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Aids, que se apresenta como um   dos principais problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica   mundial, tem por agente etiol&oacute;gico o v&iacute;rus   da imunodefici&ecirc;ncia adquirida (HIV),   sendo transmitida pela via sexual,   parenteral e m&atilde;e-filho, no curso da   gravidez e durante ou logo ap&oacute;s o parto,   pelo leite materno.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Aids &eacute; a manifesta&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica avan&ccedil;ada da infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus HIV,    e tem um grande n&uacute;mero de doen&ccedil;as que podem estar associadas a    ela, devido &agrave; sua caracter&iacute;stica de severa imunodefici&ecirc;ncia.<sup>2</sup>    Os crit&eacute;rios de confirma&ccedil;&atilde;o de casos adotados no Brasil    s&atilde;o os: CDC Modificado; Rio de Janeiro-Caracas; Crit&eacute;rio excepcional    CDC e o Crit&eacute;rio excepcional &oacute;bito.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A s&iacute;ndrome de imunodefici&ecirc;ncia adquirida    &eacute; hoje, no Brasil, uma epidemia em expans&atilde;o, inclusive quando    se consideram a transmiss&atilde;o heterossexual e o uso de drogas injet&aacute;veis,    tendo o n&uacute;mero de casos crescido consideravelmente entre as mulheres    com implica&ccedil;&otilde;es na transmiss&atilde;o vertical, por infec&ccedil;&atilde;o    de gestantes.<sup>3</sup> As regi&otilde;es mais atingidas s&atilde;o a Sudeste    (grandes centros urbanos de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro), a Sul e a Nordeste.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em recente trabalho, Ferreira e   Portela<sup>4</sup> analisaram a subnotifica&ccedil;&atilde;o de   casos de AIDS no munic&iacute;pio do Rio de   Janeiro utilizando o Sistema de   Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares (SIH/SUS) e o   Sistema Nacional de Agravos de   Notifica&ccedil;&atilde;o (SINAN). Cerca de 43% dos   casos de Aids que foram internados n&atilde;o   foram notificados ao SINAN, refor&ccedil;ando   assim o uso do SIH-SUS como banco complementar na vigil&acirc;ncia e   monitoramento da Aids pelos servi&ccedil;os de   sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As meningites s&atilde;o patologias graves   que acometem o sistema nervoso central   (SNC) e t&ecirc;m etiologias diversas. A   doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica e a meningite   tuberculosa s&atilde;o consideradas as mais   importantes para a sa&uacute;de p&uacute;blica.<sup>1</sup> A   primeira, por sua caracter&iacute;stica   potencialmente epid&ecirc;mica; a segunda, por   suas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas e pelo risco   de crescimento devido &agrave; forte associa&ccedil;&atilde;o   com a Aids.<sup>1,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica, causada    pela <i>Neisseria meningitidis</i> &eacute; transmitida pessoa a pessoa atrav&eacute;s    da secre&ccedil;&atilde;o nasofaringeanas de portadores s&atilde;os ou doentes.<sup>1,6</sup>    &Eacute; uma doen&ccedil;a grave, de alta letalidade, podendo apresentar-se    sob a forma septic&ecirc;mica, com e sem meningite, e sob a forma de meningoencefalite.    O tratamento &eacute; eminentemente hospitalar, tornando-se o hospital <i>locus</i>    privilegiado de notifica&ccedil;&atilde;o dos casos.<sup>1</sup> O diagn&oacute;stico    precoce e a imediata institui&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica s&atilde;o    fatores essenciais para redu&ccedil;&atilde;o da letalidade.<sup>1,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rigorosa vigil&acirc;ncia dos casos &eacute;   fundamental para avalia&ccedil;&atilde;o do   comportamento da doen&ccedil;a. Barroso e   colaboradores<sup>7</sup> salientam que a percep&ccedil;&atilde;o   de mudan&ccedil;as precoces no padr&atilde;o   epidemiol&oacute;gico (faixas et&aacute;rias mais   acometidas, varia&ccedil;&otilde;es no tempo e   espa&ccedil;o) dos casos s&atilde;o dados importantes   para ado&ccedil;&atilde;o de medidas de controle.   Neste sentido, refor&ccedil;a-se o uso   simult&acirc;neo de diferentes Sistemas de   Informa&ccedil;&otilde;es em Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A meningite tuberculosa &eacute; considerada    a forma mais grave de tuberculose, com elevada letalidade quando n&atilde;o    tratada, exigindo portanto tratamento hospitalar. Seu agente etiol&oacute;gico    &eacute; o <i>Mycobacterium tuberculosis</i>. O diagn&oacute;stico reveste-se    de dificuldade, pois, n&atilde;o raro, &eacute; baseado em crit&eacute;rios    cl&iacute;nicos e avalia&ccedil;&atilde;o liqu&oacute;rica.<sup>1,5,8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A forma men&iacute;ngea da tuberculose   n&atilde;o &eacute; transmiss&iacute;vel, mas a   transmissibilidade se mant&eacute;m enquanto   houver doen&ccedil;a pulmonar ativa. A   meningite tuberculosa &eacute; complica&ccedil;&atilde;o da   primoinfec&ccedil;&atilde;o tuberculosa e decorre da   dissemina&ccedil;&atilde;o hematog&ecirc;nica do bacilo.<sup>1,5</sup>   &Eacute; extremamente relevante para a sa&uacute;de   p&uacute;blica, inclusive pela reemerg&ecirc;ncia da   tuberculose em suas diferentes formas,   nos &uacute;ltimos anos.<sup>1,5,8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose pulmonar &eacute; ainda   importante problema de sa&uacute;de   p&uacute;blica, sobretudo em pa&iacute;ses em   desenvolvimento, pois sempre esteve   relacionada a fatores socioecon&ocirc;micos,   embora, nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,   tamb&eacute;m os pa&iacute;ses desenvolvidos tenham   apresentado recrudescimento desta   patologia, seja devido ao surgimento da   AIDS, de cepas resistentes, ou, ainda,   devido aos movimentos migrat&oacute;rios.<sup>1,9,10,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tuberculose &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa    grave, por&eacute;m cur&aacute;vel, que tem por agente etiol&oacute;gico o <i>Mycobacterium    tuberculosis</i>, sendo transmitida por qualquer indiv&iacute;duo com a forma    pulmonar bacil&iacute;fera. O Complexo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> &eacute;    constitu&iacute;do por v&aacute;rias esp&eacute;cies: <i>M. tuberculosis</i>,    <i>M. bovis</i>, <i>M. africanum</i> e<i> M. microti</i>.<sup>1,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento &eacute; eminentemente   ambulatorial, sendo a hospitaliza&ccedil;&atilde;o   indicada apenas nos casos de   complica&ccedil;&otilde;es ou manifesta&ccedil;&otilde;es graves:   meningite tuberculosa, intoler&acirc;ncia aos   medicamentos, indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica,   estado geral de grande debilidade, ou   outros casos especiais (extrema car&ecirc;ncia   social, por exemplo).<font size="2" face="Verdana"><sup>1,10</sup></font></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Chama a aten&ccedil;&atilde;o ainda a elevada   subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos, de abandono do   tratamento, fonte importante de   manuten&ccedil;&atilde;o do quadro epidemiol&oacute;gico   atual.<font size="2" face="Verdana"><sup>9</sup></font></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A hansen&iacute;ase, que &eacute; considerada    uma das doen&ccedil;as mais antigas da humanidade, carrega forte estigma social    devido a suas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas.<sup>12</sup> &Eacute;    uma doen&ccedil;a infecciosa cr&ocirc;nica cujo agente etiol&oacute;gico &eacute;    o <i>Mycobacterium leprae</i>, tendo o homem como &uacute;nica fonte de infec&ccedil;&atilde;o,    atrav&eacute;s de contato direto, geralmente &iacute;ntimo e prolongado.<sup>1,12</sup>    No Brasil, permanece como importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica.    Alguns autores salientam a eleva&ccedil;&atilde;o dos coeficientes de preval&ecirc;ncia,    e que, provavelmente, parte deste aumento esteja relacionado a incremento do    programa de controle da doen&ccedil;a, embora n&atilde;o descartem a hip&oacute;tese    de expans&atilde;o da endemia em territ&oacute;rio nacional.<sup>9,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A hansen&iacute;ase deve ser tratada   em ambulat&oacute;rios, observando-se a   regularidade no tratamento, fato essencial   para a cura. Aspecto relevante a ser   observado durante o tratamento &eacute; a   preven&ccedil;&atilde;o de deformidades, onde o   aprendizado sobre o autocuidado &eacute;   fundamental.<sup>1,12</sup> Assim como para   tuberculose pulmonar, a interna&ccedil;&atilde;o por   hansen&iacute;ase s&oacute; deve ocorrer em situa&ccedil;&otilde;es   especiais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As hepatites A e B s&atilde;o causadas por   v&iacute;rus com tropismo pelo f&iacute;gado.<sup>1</sup> A   hepatite A &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa de   transmiss&atilde;o fecal-oral, que se relaciona   com a dificuldade de acesso &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es   de saneamento adequadas bem como aos   padr&otilde;es de higiene, tendo como   reservat&oacute;rio o homem e alguns primatas   n&atilde;o humanos. A susceptibilidade a esta   patologia &eacute; geral, al&eacute;m de apresentar   distribui&ccedil;&atilde;o mundial. Normalmente,   evolui de forma benigna, sendo tratada   habitualmente no n&iacute;vel ambulatorial.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto melhor o n&iacute;vel de acesso ao   saneamento, menores ser&atilde;o os riscos de   contato dos indiv&iacute;duos com o v&iacute;rus da   hepatite A, seja pela ingest&atilde;o de &aacute;gua   contaminada, alimentos contaminados   pela &aacute;gua, ou pessoa a pessoa. H&aacute;   indica&ccedil;&atilde;o de casos cuja transmiss&atilde;o se   deu por hemoderivados, entre usu&aacute;rios de   drogas injet&aacute;veis ou em indiv&iacute;duos com   pr&aacute;ticas sexuais de risco,<sup>14</sup> embora em   pa&iacute;ses subdesenvolvidos a transmiss&atilde;o   da hepatite A esteja fundamentalmente   relacionada &agrave; qualidade da &aacute;gua.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A hepatite B se transmite atrav&eacute;s de   rela&ccedil;&otilde;es sexuais, exposi&ccedil;&atilde;o parenteral,   agulhas, transfus&atilde;o de sangue, de m&atilde;e   para filho, entre outras,<sup>1</sup> acometendo   preferencialmente adultos jovens. A sua   evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica vai desde formas   assintom&aacute;ticas a formas extremamente   graves (fulminantes) e cronifica&ccedil;&atilde;o.   Portanto, o tratamento depender&aacute; destas   manifesta&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica das    hepatites tem por prop&oacute;sito inicial &quot;conhecer a magnitude e tend&ecirc;ncias    das hepatites virais, sua distribui&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o    &#91;...&#93;, fatores de risco associados aos principais v&iacute;rus &#91;...&#93;,    avaliar o impacto da utiliza&ccedil;&atilde;o de vacina &#91;...&#93; detectar    &#91;...&#93; surtos &#91;...&#93;, para num futuro pr&oacute;ximo, implementar    a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica&quot;.<sup>1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A s&iacute;filis cong&ecirc;nita tem por agente    etiol&oacute;gico o <i>Treponema pallidum</i>, transmitido de m&atilde;e para    filho por via transplacent&aacute;ria.<sup>1,16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos ainda    &eacute;   importante, embora venha aumentando   nos &uacute;ltimos anos, sendo as unidades   pedi&aacute;tricas e maternidades as principais   fontes de informa&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup> A principal a&ccedil;&atilde;o   visando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o da s&iacute;filis   cong&ecirc;nita &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de um pr&eacute;-natal   adequado, quando a doen&ccedil;a pode ser   prevenida atrav&eacute;s do tratamento da   m&atilde;e.<sup>1,14</sup> O tratamento de crian&ccedil;as com   s&iacute;filis cong&ecirc;nita, precoce ou tardia, deve   ser hospitalar devido &agrave; terap&ecirc;utica   preconizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Visando sempre identificar as potencialidades    do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares &agrave; vigil&acirc;ncia    e monitoramento das Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria,    buscou-se identificar o comportamento das doen&ccedil;as consideradas de transmiss&atilde;o    entre pessoas a partir dos dois sistemas de informa&ccedil;&otilde;es utilizados,    SIH/SUS e CENEPI, objetivando salientar os aspectos positivos ou os entraves    ao uso do SIH/SUS como adjuvante da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Quest&otilde;es Metodol&oacute;gicas Espec&iacute;ficas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O grupo denominado de transmiss&atilde;o pessoa    a pessoa tem caracter&iacute;sticas bastante heterog&ecirc;neas, tendo sido    aglutinadas em fun&ccedil;&atilde;o da forma de transmiss&atilde;o entre humanos.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise das doen&ccedil;as constantes    neste grupo foi espec&iacute;fica para cada uma delas, em fun&ccedil;&atilde;o    do seu comportamento, de doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, como tuberculose e hansen&iacute;ase,    ou aguda, como as meningites.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Aids, no SIH, foi estudada utilizado-se o    crit&eacute;rio de an&aacute;lise segundo interna&ccedil;&otilde;es por procedimentos    realizados, no per&iacute;odo de 1993 a 1998, por inexist&ecirc;ncia de registros    de interna&ccedil;&atilde;o por esta patologia nos anos anteriores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o estudo do comportamento das meningites    nesse Sistema, optou-se por buscar os casos atrav&eacute;s do registro do procedimento    espec&iacute;fico realizado na interna&ccedil;&atilde;o, a partir de 1993. Foram    analisados os dados referentes aos casos de meningite meningoc&oacute;cica e    tuberculosa. Outras meningites n&atilde;o foram analisadas neste momento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As an&aacute;lises da tuberculose pulmonar e    da hansen&iacute;ase foram mais complexas, tendo exigido estudos complementares    para defini&ccedil;&atilde;o do que seriam considerados casos novos de interna&ccedil;&otilde;es.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em um primeiro momento, buscou-se no SIH/SUS    os dados de interna&ccedil;&otilde;es por tuberculose e hansen&iacute;ase, no    per&iacute;odo de 1993 a 1997, a partir do diagn&oacute;stico, quando o total    de casos de cada uma delas foi encontrado. Por&eacute;m, verificou-se que eles    mostravam-se insuficientes, pois estavam &quot;contaminados&quot; com os casos    cronificados, internados por longos per&iacute;odos em dispens&aacute;rios.    Buscou-se, ent&atilde;o, identificar o que realmente representaria casos novos    de interna&ccedil;&otilde;es por tuberculose e hansen&iacute;ase. Para obten&ccedil;&atilde;o    desses dados foram selecionados apenas AIH Normal (Tipo 01), ficando exclu&iacute;das    as interna&ccedil;&otilde;es de Longa Dura&ccedil;&atilde;o (AIH 05), al&eacute;m    dos procedimentos FPT (Fora de Possibilidade Terap&ecirc;utica) contidos na    AIH Normal. Logo, para fins de an&aacute;lise neste trabalho, utilizar-se-&atilde;o    fundamentalmente os dados referentes ao que se considerou como casos novos,    tanto para tuberculose pulmonar como para hansen&iacute;ase, conforme anteriormente    definidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Chama-se a aten&ccedil;&atilde;o ainda para    a mudan&ccedil;a na forma de defini&ccedil;&atilde;o do que se considerou como    casos novos de interna&ccedil;&otilde;es por tuberculose pulmonar e hansen&iacute;ase    a partir de 1998, quando se deve considerar como casos novos os casos internados    atrav&eacute;s de AIH Tipo 1, excluindo-se os Fora de Possibilidade Terap&ecirc;utica    - FPT remanescentes, e os motivos de cobran&ccedil;a &quot;Perman&ecirc;ncia&quot;    (considerados com Longa Perman&ecirc;ncia), em fun&ccedil;&atilde;o das Portarias    Ministeriais PT/ SAS/MS n<sup>º</sup> 164 de 30/12/97 e PT/SAS/ MS n<sup>º</sup> 34    de 25/03/98, que modificaram consideravelmente o comportamento das interna&ccedil;&otilde;es    por estas doen&ccedil;as no Brasil, Regi&otilde;es e Estados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para an&aacute;lise das hepatites virais, foram    definidas as hepatites A e B, embora j&aacute; seja poss&iacute;vel conseguir    informa&ccedil;&otilde;es acerca de outras hepatites. Salienta-se que o banco    de dados tem ainda limita&ccedil;&otilde;es, gra&ccedil;as &agrave;s pr&oacute;prias    caracter&iacute;sticas das hepatites, ou ainda por ser a hepatite B de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria apenas a partir da Portaria Ministerial de 23 de dezembro    de 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por fim, para estudo do comportamento da s&iacute;filis    cong&ecirc;nita optou-se por analisar os dados de interna&ccedil;&otilde;es    por diagn&oacute;stico de internamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em todas as patologias referentes ao grupo,    foi analisada a distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia das interna&ccedil;&otilde;es    e notifica&ccedil;&otilde;es, incluindo an&aacute;lise tabular e gr&aacute;fica    dos dados, para o Brasil, Regi&otilde;es e Estados, no per&iacute;odo de 1993    a 1997. Para o ano de 1998, foram analisadas as interna&ccedil;&otilde;es apenas    para algumas patologias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>S&iacute;ndrome de Imunodefici&ecirc;ncia    Adquirida - AIDS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, observa-se um aumento na freq&uuml;&ecirc;ncia    de interna&ccedil;&atilde;o de casos de AIDS a partir de 1993, tendo apresentado    seu pico em 1994, com 29.221 interna&ccedil;&otilde;es. A partir de 1995, h&aacute;    uma redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es, passando    de 28.564, neste ano, para 24.700 em 1998 (<a href="#fig1">Figura 1</a>), provavelmente    como conseq&uuml;&ecirc;ncia dos avan&ccedil;os terap&ecirc;uticos conseguidos    nos &uacute;ltimos anos, uma vez que o n&uacute;mero de casos notificados tem    de modo geral aumentado a cada ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Regi&atilde;o Sudeste foi aquela que mais internou    no per&iacute;odo avaliado, sendo respons&aacute;vel, em m&eacute;dia, por 69,73%    das interna&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s, realizadas entre 1993 e 1997,    seguida pelas Regi&otilde;es Sul e Nordeste. O Estado de S&atilde;o Paulo foi    respons&aacute;vel por 71,27% e 49,70% das interna&ccedil;&otilde;es realizadas,    respectivamente, na regi&atilde;o e no pa&iacute;s no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O comportamento dos dados de notifica&ccedil;&atilde;o    por Aids, no per&iacute;odo de 1993 a 1997, repete a mesma tend&ecirc;ncia:    as Regi&otilde;es Sudeste, Sul e Nordeste s&atilde;o respons&aacute;veis, respectivamente,    por 68,46%, 15,31% e 8,72% do total de casos notificados no pa&iacute;s. Os    cinco Estados que mais geram interna&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o    aqueles que mais notificam: S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do    Sul, Minas Gerais e Pernambuco (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O predom&iacute;nio dos casos notificados e    das interna&ccedil;&otilde;es nos principais centros urbanos do pa&iacute;s    reflete caracter&iacute;sticas da doen&ccedil;a associadas a modos e h&aacute;bitos    de vida mais presentes nas zonas urbanas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Em 1998, a Regi&atilde;o Sudeste registrou o    maior coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o, 21,91 por 100.000 habitantes,    seguida pelo Sul (19,82), Centro-Oeste (9,81), Nordeste (6,39) e Norte (6,73).    Os Estados de S&atilde;o Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro    apresentam os maiores coeficientes de interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 1997, a Regi&atilde;o Sudeste apresentou    o maior coeficiente de notifica&ccedil;&atilde;o, 15,58 por 100.000 habitantes,    vindo em seguida o Sul (13,56), o Centro-Oeste (11,10), o Nordeste (4,09) e    o Norte (2,59). Nesse mesmo ano, os Estados de S&atilde;o Paulo, Santa Catarina    e Rio de Janeiro apresentam os maiores coeficientes de notifica&ccedil;&atilde;o    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Comparando-se os registros do SIH e do CENEPI,    observa-se, no per&iacute;odo de 1993 a 1997, um maior registro de interna&ccedil;&otilde;es    do que casos notificados, na ordem de 1,5 interna&ccedil;&otilde;es/ano para    cada notifica&ccedil;&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o, provavelmente da evolu&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica da doen&ccedil;a, que requer, com freq&uuml;&ecirc;ncia, reinterna&ccedil;&otilde;es,    ou, ainda, devido ao fato relevante de que, para inclus&atilde;o como caso de    AIDS no Sistema de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, existam crit&eacute;rios    rigorosos de defini&ccedil;&atilde;o de caso,<sup>1</sup> o que, provavelmente, n&atilde;o    acontece no momento da admiss&atilde;o, no hospital, do caso suspeito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora o per&iacute;odo em destaque nesta descri&ccedil;&atilde;o    seja pequeno e ainda insuficiente para maiores conclus&otilde;es, identifica-se    no SIH um importante instrumento para compreens&atilde;o do comportamento da    AIDS no Brasil, visto que a raz&atilde;o entre interna&ccedil;&otilde;es e notifica&ccedil;&otilde;es,    no per&iacute;odo destacado manteve-se constante, bem como verificou-se semelhan&ccedil;a    nas distribui&ccedil;&otilde;es entre Regi&otilde;es e Estados. Salienta-se,    ainda, que, embora requerendo reinterna&ccedil;&otilde;es, a redu&ccedil;&atilde;o    relativa de internamentos aponta para efic&aacute;cia das novas terap&ecirc;uticas    adotadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A afirmativa acima &eacute; refor&ccedil;ada    ainda mais, quando se leva em conta a possibilidade do SIH/SUS ser utilizado    em todos os n&iacute;veis de gest&atilde;o do SUS. Logo, o acompanhamento dos    internamentos dos pacientes em uso da terapia com multidrogas e daqueles que    n&atilde;o o fazem permitir&aacute; uma avalia&ccedil;&atilde;o mais acurada    dos benef&iacute;cios de seu uso no n&iacute;vel coletivo e, conseq&uuml;entemente,    das necessidades de investimento nessa perspectiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Meningites</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <i>a) Doen&ccedil;a Meningoc&oacute;cica</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica apresentou    um crescimento constante no n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es e de    notifica&ccedil;&otilde;es desde a d&eacute;cada de oitenta at&eacute; 1995,    no SIH, e at&eacute; 1996, nas notifica&ccedil;&otilde;es consolidadas pelo    CENEPI. A partir da&iacute;, vem apresentando uma redu&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel    tanto na freq&uuml;&ecirc;ncia das interna&ccedil;&otilde;es como das notifica&ccedil;&otilde;es    (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como a doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica &eacute;    uma patologia de extrema gravidade, exigindo hospitaliza&ccedil;&atilde;o em    todos os casos, esperavam-se n&uacute;meros bastante semelhantes entre os dados    provenientes do SIH/SUS e do CENEPI. No entanto, a raz&atilde;o interna&ccedil;&atilde;o/notifica&ccedil;&atilde;o    oscilou entre 0,62, em 1993, e 0,78, em 1997, inferior ao que se esperaria,    pois apesar de a rede hospitalar privada, n&atilde;o conveniada ao SUS, realizar    interna&ccedil;&otilde;es por esta patologia, n&atilde;o deve justificar a diferen&ccedil;a    existente entre os dois sistemas de informa&ccedil;&otilde;es, pois essa fra&ccedil;&atilde;o    &eacute; m&iacute;nima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A explica&ccedil;&atilde;o para as diferen&ccedil;as    encontradas entre interna&ccedil;&otilde;es/notifica&ccedil;&otilde;es, deve    residir, ou na evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da doen&ccedil;a (ainda    alta letalidade, fazendo com que casos cheguem ao hospital sem que haja precis&atilde;o    diagn&oacute;stica, e com evolu&ccedil;&atilde;o para &oacute;bito nas horas    imediatas), ou em problemas de diagn&oacute;stico, fazendo com que casos de    doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica sejam internados como de meningite inespec&iacute;fica.    Ambas as hip&oacute;teses chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade    de acompanhamento deste comportamento, pois sabe-se que a interven&ccedil;&atilde;o    adequada, em tempo h&aacute;bil, reduz significativamente a letalidade e seq&uuml;elas    da doen&ccedil;a. A evolu&ccedil;&atilde;o da raz&atilde;o de interna&ccedil;&atilde;o/notifica&ccedil;&atilde;o    no sentido de uma aproxima&ccedil;&atilde;o da unidade, ao longo do tempo, refor&ccedil;a    a hip&oacute;tese de ter havido nos &uacute;ltimos anos melhorias no diagn&oacute;stico    e de acesso &agrave; rede.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na descri&ccedil;&atilde;o do comportamento das    interna&ccedil;&otilde;es por regi&otilde;es do pa&iacute;s, no per&iacute;odo    de 1993 a 1998 (<a href="#tab3">Tabela 3</a>), verifica-se que a Regi&atilde;o    Sudeste tem a maior propor&ccedil;&atilde;o, com 57,56% do total nacional, seguida    pelo Nordeste com 18,01%. Este comportamento &eacute; concordante com o n&uacute;mero    de casos consolidados pelo CENEPI que, no per&iacute;odo de 1993 a 1997, notificou    57,48% dos casos, na Regi&atilde;o Sudeste, e 17,67% no Nordeste do Brasil.    Os Estados de S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram os que apresentaram,    respectivamente, as maiores freq&uuml;&ecirc;ncias de internamentos e notifica&ccedil;&otilde;es    no per&iacute;odo avaliado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na an&aacute;lise dos coeficientes m&eacute;dios    de notifica&ccedil;&atilde;o por 100.000 habitantes por Estados destacam-se    Santa Catarina, Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Sergipe e Distrito Federal.    A an&aacute;lise dos coeficientes m&eacute;dios de interna&ccedil;&otilde;es    por 100.000 habitantes, destaca, por sua vez, os Estados do Rio de Janeiro,    Santa Catarina, Mato Grosso, S&atilde;o Paulo e Paran&aacute; (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t4.gif" border="0"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><i>b) Meningite Tuberculosa</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre 1993 e 1997, foram notificados, em m&eacute;dia,    382 casos de meningite tuberculosa por ano, sendo o valor m&aacute;ximo registrado    de 444 casos, em 1995, e valor m&iacute;nimo de 255 casos, em 1997. A informa&ccedil;&atilde;o    de morbidade hospitalar, apesar de apresentar magnitude inferior, com uma m&eacute;dia    anual de 167 interna&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo, apresenta uma grande    regularidade nas informa&ccedil;&otilde;es, com uma tend&ecirc;ncia de aproxima&ccedil;&atilde;o    entre as freq&uuml;&ecirc;ncias de interna&ccedil;&atilde;o e notifica&ccedil;&atilde;o,    tend&ecirc;ncia a ser confirmada nos pr&oacute;ximos anos (<a href="#fig3">Figura    3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; raz&atilde;o entre o n&uacute;mero    de   interna&ccedil;&otilde;es e de notifica&ccedil;&otilde;es de casos   neste mesmo per&iacute;odo, verifica-se, em   m&eacute;dia, uma raz&atilde;o de 0,44. Fato que n&atilde;o se justifica pela    ocorr&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es   na rede privada, pois estes casos, em sua   quase totalidade, encontram-se na rede   p&uacute;blica. A hip&oacute;tese explicativa para este   distanciamento entre freq&uuml;&ecirc;ncia de   interna&ccedil;&otilde;es e notifica&ccedil;&otilde;es &eacute; que tenha   havido, no primeiro caso, subnotifica&ccedil;&atilde;o   originada de problemas no diagn&oacute;stico.   No entanto, esta raz&atilde;o evoluiu de 0,38,   em 1993, para 0,73, em 1997,   representando um avan&ccedil;o significativo ao   longo do tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na distribui&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es    segundo Regi&otilde;es e Estados (<a href="#tab5">Tabela 5</a>), destacam-se    em n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es, o Nordeste, Norte e Sudeste.    Quanto &agrave;s notifica&ccedil;&otilde;es, observa-se que a Regi&atilde;o    Sudeste responde por 42,1% do total nacional, seguida do Nordeste (24,3%) e    da Regi&atilde;o Sul (19,0%). Entre os Estados, observa-se que o maior n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo encontra-se em Pernambuco, Par&aacute;    e S&atilde;o Paulo, enquanto que as notifica&ccedil;&otilde;es de casos concentram-se    em S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Par&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab5"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1993 e 1997, os Estados    de Roraima, Par&aacute; e Rio Grande do Norte apresentam os maiores coeficientes    m&eacute;dios de interna&ccedil;&atilde;o por 100.000 habitantes, enquanto os    maiores coeficientes de notifica&ccedil;&atilde;o de casos se registram no Rio    Grande do Norte, Par&aacute; e o Rio Grande do Sul (<a href="#tab6">Tabela 6</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab6"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destaca-se, finalmente, o n&iacute;vel de   concord&acirc;ncia entre os dois sistemas de   informa&ccedil;&otilde;es, SIH-SUS e CENEPI, nos   Estados do Par&aacute;, Pernambuco e Rio Grande   do Norte e uma discord&acirc;ncia entre os dados   no Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Rio Grande   do Sul, Mato Grosso e Roraima.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Tuberculose Pulmonar</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#fig4">Figura 4</a> apresenta a compara&ccedil;&atilde;o    entre interna&ccedil;&otilde;es (SIH) e notifica&ccedil;&otilde;es (CENEPI).    Observa-se uma tend&ecirc;ncia de decr&eacute;scimo nas notifica&ccedil;&otilde;es    at&eacute; 1990. A partir da&iacute; passa a acontecer uma leve tend&ecirc;ncia    de crescimento. Este crescimento, tamb&eacute;m &eacute; observado nas interna&ccedil;&otilde;es    por tuberculose, sendo bem mais acentuado ap&oacute;s 1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab7">Tabela 7</a>, observa-se,    no per&iacute;odo de 1993 a 1997, uma m&eacute;dia anual de 10.427 interna&ccedil;&otilde;es    de casos novos (v. defini&ccedil;&atilde;o na metodologia). Nota-se uma concentra&ccedil;&atilde;o    de interna&ccedil;&otilde;es na Regi&atilde;o Sudeste, seguida da Regi&atilde;o    Nordeste. Entre os Estados, destacam-se S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Bahia    e Minas Gerais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab7"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t7.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A notifica&ccedil;&atilde;o de casos de tuberculose    pulmonar mant&eacute;m-se em patamares est&aacute;veis com uma m&eacute;dia    de 42.309 notifica&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo 1993 a 1996. A Regi&atilde;o    Sudeste responde por 37,8% das notifica&ccedil;&otilde;es, vindo em seguida    a Regi&atilde;o Nordeste com 35,8%. Nos estados, as notifica&ccedil;&otilde;es    concentram-se em S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, embora o Rio de Janeiro    n&atilde;o tenha apresentado suas notifica&ccedil;&otilde;es nos anos de 1993    e 1994.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Comparando-se as raz&otilde;es entre o n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es e notifica&ccedil;&otilde;es, nos anos de 1995    e 1996 (o Rio de Janeiro n&atilde;o apresentou notifica&ccedil;&otilde;es em    1993 e em 1994 e os dados de 1997 e 1998 ainda n&atilde;o s&atilde;o definitivos),    percebe-se que houve um crescimento de 0,22 para 0,28. Embora discreto, estes    achados podem sugerir uma tend&ecirc;ncia de aumento na gravidade da evolu&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica da tuberculose pulmonar, talvez associada ao crescimento da AIDS    no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab8">Tabela 8</a> mostra a propor&ccedil;&atilde;o    dos casos cronificados (FPT e Longa Dura&ccedil;&atilde;o) no perfil de internamento    por tuberculose no Brasil, destacando-se a Regi&atilde;o Sudeste e, em particular,    os Estados de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro. Neste caso, a m&eacute;dia    de internamentos supera a de casos novos, com uma m&eacute;dia de 11.557 casos    cr&ocirc;nicos totais no per&iacute;odo de 1993 a 1998, dos quais 10.630 no    Sudeste, 5.885 no Rio de Janeiro, e 4.638 em S&atilde;o Paulo, chamando a aten&ccedil;&atilde;o    para uma quest&atilde;o adicional: perfil de rede e/ou pr&aacute;ticas desnecess&aacute;rias    diante do comportamento da doen&ccedil;a, em um momento em que existem recursos    terap&ecirc;uticos adequados para tratamento ambulatorial, e s&oacute; excepcionalmente    exigem recursos hospitalares (tuberculose associada a HIV, por exemplo).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab8"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t8.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No per&iacute;odo de 1993 a 1998, a Regi&atilde;o    Sudeste apresentou o maior coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o de casos    novos por 100.000 habitantes, com destaque para Rio de Janeiro e S&atilde;o    Paulo, seguida pelas Regi&otilde;es Nordeste e Norte, destacando-se os Estados    de Pernambuco, Maranh&atilde;o e Rio Grande do Norte, no primeiro caso, e Roraima    e Amazonas, no segundo (<a href="#tab9">Tabela 9</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab9"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t9.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o aos anos de 1995 e    1996, observa-se que a Regi&atilde;o Norte apresenta o maior coeficiente de    notifica&ccedil;&atilde;o de casos novos por 100.000 habitantes, seguida pelas    Regi&otilde;es Nordeste e Sudeste. O Estado do Rio de Janeiro registra o maior    coeficiente de notifica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, vindo em seguida o    Amazonas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ressaltam-se as mudan&ccedil;as no comportamento    das interna&ccedil;&otilde;es por tuberculose pulmonar em 1998. Neste ano houve    a publica&ccedil;&atilde;o de duas portarias do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    que repercutiram bastante no comportamento das interna&ccedil;&otilde;es por    tuberculose pulmonar no pa&iacute;s: PT/SAS/ MS n<sup>º</sup> 164, de 30/12/97,    que veda a cobran&ccedil;a das interna&ccedil;&otilde;es de tuberculose atrav&eacute;s    de AIH nos c&oacute;digos FPT, e PT/SAS/ MS n<sup>º</sup> 34, de 25/03/98, que inclui na    tabela do SIH/SUS os grupos de procedimentos de tuberculose e hansen&iacute;ase,    &quot;les&otilde;es extensas e multicavit&aacute;rias&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As portarias citadas for&ccedil;aram a rede a    uma maior especifica&ccedil;&atilde;o nas interna&ccedil;&otilde;es, inclusive    com fixa&ccedil;&atilde;o de teto m&aacute;ximo de tempo de perman&ecirc;ncia    nos hospitais (30 dias, segundo a PT/SAS/MS n<sup>º</sup> 34 de 25/03/98), ap&oacute;s o    que se dever&aacute; utilizar no campo &quot;motivo de cobran&ccedil;a&quot;    a Perman&ecirc;ncia por Caracter&iacute;sticas Pr&oacute;prias da Doen&ccedil;a,    vinculada ao n&uacute;mero da AIH.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A freq&uuml;&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es    totais   cai de 23.407, em 1997, para 16.694, em   1998, sobretudo a partir da redu&ccedil;&atilde;o dos casos cronificados. A    queda tamb&eacute;m se   expressa nos totais de casos novos,   embora com menos intensidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao impacto financeiro das   portarias, para o caso das interna&ccedil;&otilde;es de   tuberculose pulmonar entre os anos de   1997 e 1998, identifica-se uma queda de   R$ 9.603.797,55, em 1997, para R$   8.521.777,00, em 1998. As maiores   quedas localizaram-se no Sudeste e no   Centro-Oeste do pa&iacute;s. A distribui&ccedil;&atilde;o   por Estados explicita que, mesmo se   encontrando no Rio de Janeiro e S&atilde;o   Paulo as prov&aacute;veis estruturas asilares, a   inclus&atilde;o das portarias n&atilde;o refletiu uma   redu&ccedil;&atilde;o t&atilde;o substancial no faturamento para estes Estados.    Como as portarias,   al&eacute;m de vedarem o preenchimento de   AIH&acute;s com procedimento FPT, fixaram   novos itens de procedimentos com valores   diferenciados, ocasionaram uma mudan&ccedil;a   no valor total de despesas de interna&ccedil;&atilde;o   para tuberculose pulmonar, provavelmente   respons&aacute;vel pelo pouco impacto   financeiro, fato que mereceria estudo   espec&iacute;fico, o que foge aos objetivos   imediatos do presente trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hansen&iacute;ase</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No per&iacute;odo de 1993 a 1997, a m&eacute;dia    anual do total de interna&ccedil;&otilde;es por hansen&iacute;ase (somat&oacute;rio    dos casos novos e de longa dura&ccedil;&atilde;o/FPT) no Brasil foi de 35.815    casos, com o valor m&aacute;ximo de 41.887 interna&ccedil;&otilde;es, em 1993,    e o m&iacute;nimo de 31.721 casos, em 1997. Na Regi&atilde;o Sudeste, a m&eacute;dia    no per&iacute;odo foi de 32.111 interna&ccedil;&otilde;es/ano, destacando-se    o Estado do Rio de Janeiro que, sozinho, foi respons&aacute;vel por 54,9% do    total de interna&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando se descreveram as interna&ccedil;&otilde;es    de casos novos (<a href="#tab10">Tabela 10</a>), encontraram-se apenas 3.508    casos em m&eacute;dia, para o per&iacute;odo de 1993 a 1997. O Sudeste &eacute;    a regi&atilde;o que mais interna, e o Rio de Janeiro representa apenas 3,6%    dos internamentos por hansen&iacute;ase no pa&iacute;s, o que &eacute; bem diferente    do comportamento das interna&ccedil;&otilde;es no Estado quando se inserem os    internamentos de casos cronificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab10"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t10.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados provenientes do CENEPI, na mesma tabela,    mostram uma m&eacute;dia de 37.236 casos notificados, no per&iacute;odo de 1993    a 1997, com um m&iacute;nimo de 32.785 casos, em 1994, e um m&aacute;ximo de    44.558 casos notificados, em 1997, sugerindo ou um aumento real do n&uacute;mero    de casos, ou provavelmente uma melhoria do sistema de vigil&acirc;ncia com maior    detec&ccedil;&atilde;o de casos de hansen&iacute;ase no Brasil. Observa-se que    a Regi&atilde;o Nordeste tem o maior peso relativo, com uma m&eacute;dia de    11.586 casos notificados, no per&iacute;odo, seguida da Regi&atilde;o Sudeste    com 9.418, mostrando uma situa&ccedil;&atilde;o bem diferente da encontrada    na descri&ccedil;&atilde;o dos dados provenientes do SIH/SUS, quando o Sudeste    se destacou consideravelmente das demais Regi&otilde;es. Apenas o Estado do    Rio de Janeiro, no per&iacute;odo 1993-1997, &eacute; respons&aacute;vel por    7,46% do total de casos de hansen&iacute;ase notificados no pa&iacute;s e por    29,51% do total na Regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na compara&ccedil;&atilde;o entre as interna&ccedil;&otilde;es    de casos novos de hansen&iacute;ase com as notifica&ccedil;&otilde;es do CENEPI    (<a href="#fig5">Figura 5</a>), percebe-se uma tend&ecirc;ncia crescente das    notifica&ccedil;&otilde;es em todo o per&iacute;odo. J&aacute; o n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es parece n&atilde;o acompanhar essa tend&ecirc;ncia,    demonstrando uma estabiliza&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es,    talvez pelo curto per&iacute;odo analisado (1993-1998).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig5"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;<img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es    de pacientes em estado cronificado da doen&ccedil;a (FPT), encontrou-se uma    m&eacute;dia nacional de 32.307 internamentos/ano, no per&iacute;odo 1993 a    1997, quando a Regi&atilde;o Sudeste representa uma m&eacute;dia de 95,3% deste    total, sempre com destaque para o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1997, o    Rio de Janeiro internou 18.124 casos de hansen&iacute;ase. Excluindo-se os cr&ocirc;nicos,    as interna&ccedil;&otilde;es caem para 115 casos (<a href="#tab11">Tabela 11</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab11"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t11.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab12">Tabela 12</a> apresenta os    coeficientes de interna&ccedil;&otilde;es e de notifica&ccedil;&otilde;es de    hansen&iacute;ase. Ao se descreverem os coeficientes m&eacute;dios de interna&ccedil;&otilde;es    por 100.000 habitantes, no per&iacute;odo de 1993 a 1997, chama-se a aten&ccedil;&atilde;o    para as Regi&otilde;es Norte e Centro-Oeste e para os Estados de Rond&ocirc;nia,    Amazonas, Tocantins e Esp&iacute;rito Santo. Quanto aos coeficientes m&eacute;dios    de notifica&ccedil;&atilde;o por 100.000 habitantes, no mesmo per&iacute;odo,    ressalta-se a magnitude dos Estados de Rond&ocirc;nia, Tocantins, Acre, Maranh&atilde;o,    Mato Grosso e Goi&aacute;s. Observa-se em v&aacute;rios Estados que o coeficiente    de notifica&ccedil;&atilde;o se encontra em ascens&atilde;o, provavelmente por    melhoria do sistema de vigil&acirc;ncia e da capacidade diagn&oacute;stica (<a href="#tab12">Tabela    12</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab12"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t12.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raz&atilde;o interna&ccedil;&atilde;o/notifica&ccedil;&atilde;o    mostra que a Regi&atilde;o Sudeste passa novamente a ocupar posi&ccedil;&atilde;o    de destaque (0,14) seguida da Regi&atilde;o Norte (0,12). O dado sugere uma    pr&aacute;tica de internamento importante, mesmo excluindo-se os pacientes Fora    de Possibilidade Terap&ecirc;utica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados de 1998 revelam uma queda de 68,28%    no n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es totais, que passa de 31.721, em    1997, para 10.061, em 1998. Para o mesmo ano, s&atilde;o registrados 4.088 casos    novos de hansen&iacute;ase no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se a exist&ecirc;ncia de impacto financeiro    das portarias, tendo-se observado uma queda significativa, no pa&iacute;s, entre    os dois anos, de R$ 13.756.455,06 (em 1997) para R$ 3.104.129,19 (em 1998).    A distribui&ccedil;&atilde;o para os Estados demonstra a mesma tend&ecirc;ncia,    tendo por exemplo o Rio de Janeiro reduzido seu faturamento com interna&ccedil;&otilde;es    de casos de hansen&iacute;ase de R$ 7.692.282,40 (em 1997) para R$ 1.386.189,75    (em 1998), comportamento diferente do encontrado para tuberculose.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os dados referidos s&oacute; confirmam   a enorme distor&ccedil;&atilde;o que vinha ocorrendo   no que diz respeito &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es por   hansen&iacute;ase, com a cronifica&ccedil;&atilde;o e   marginaliza&ccedil;&atilde;o de parcela consider&aacute;vel   dos portadores desta patologia, fato   inaceit&aacute;vel diante das novas abordagens   terap&ecirc;uticas e dos avan&ccedil;os no Sistema   Nacional de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hepatites A e B</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Conforme esperado, em fun&ccedil;&atilde;o da    evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da doen&ccedil;a, o n&uacute;mero de internamentos    de hepatites A e B &eacute; reduzido em rela&ccedil;&atilde;o aos casos notificados    (<a href="#fig6">Figuras 6</a> e <a href="#fig7">7</a>), embora se saliente    que, ainda em fun&ccedil;&atilde;o de suas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas,    existe uma prov&aacute;vel subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos de hepatites,    sobretudo a do tipo A.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig6"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f7.gif" border="0"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A descri&ccedil;&atilde;o dos casos notificados    de hepatite A mostra um aumento importante em sua freq&uuml;&ecirc;ncia no ano    de 1995, principalmente nas Regi&otilde;es Norte, Sul e Centro-Oeste, sugerindo    prov&aacute;vel surto, embora as interna&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tenham    seguido a mesma tend&ecirc;ncia (<a href="#tab13">Tabela 13</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab13"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t13.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A m&eacute;dia de interna&ccedil;&otilde;es por    hepatite B, no per&iacute;odo de 1993 a 1997, foi de 154 casos anuais. Percebe-se    um grande aumento de interna&ccedil;&otilde;es no ano de 1998, que apresentou    498 interna&ccedil;&otilde;es, elevando a m&eacute;dia no per&iacute;odo de    1993 a 1998 para 211 casos (<a href="#tab14">Tabela 14</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o    aos Estados e Regi&otilde;es, no per&iacute;odo de 1993 a 1997, destaca-se o    Sudeste, com 50,85% das interna&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s por hepatite    B, seguido do Sul (20,94%) e Norte (17,04%), sendo os estados de S&atilde;o    Paulo, Santa Catarina e Par&aacute; os que apresentam maiores propor&ccedil;&otilde;es    com 34,85%, 10,14% e 9,49%, respectivamente. No ano de 1998, o total de interna&ccedil;&otilde;es    aumentou 311,25%, contudo o Sudeste permaneceu como a principal regi&atilde;o    com 56,22% das interna&ccedil;&otilde;es no ano, seguido do Nordeste (15,26%)    e do Sul (13,45%). Entre os estados, S&atilde;o Paulo manteve-se com maior n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es (33,73%), seguido agora da Bahia (10,44%) e Minas    Gerais (9,84%). Esta amplia&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;meros de interna&ccedil;&otilde;es    pode ser creditada &agrave; melhor especifica&ccedil;&atilde;o do tipo de hepatite,    a partir da implanta&ccedil;&atilde;o da CID 10, ou a um real aumento de casos,    o que poder&aacute; ser melhor elucidado a partir da compara&ccedil;&atilde;o    com as notifica&ccedil;&otilde;es de 1998, n&atilde;o dispon&iacute;veis neste    estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab14"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t14.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos registros do CENEPI, houve uma redu&ccedil;&atilde;o    das notifica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s de 1996 para 1997, principalmente    nas regi&otilde;es Nordeste e Norte. Este fato talvez possa ser explicado pelo    impacto da vacina&ccedil;&atilde;o nestas regi&otilde;es, devendo ser confirmado    nos anos posteriores (<a href="#tab14">Tabela 14</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>S&iacute;filis Cong&ecirc;nita</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No per&iacute;odo de 1993 a 1998, observa-se    uma certa const&acirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es por s&iacute;filis cong&ecirc;nita,    embora com uma pequena tend&ecirc;ncia de crescimento. Quanto ao n&uacute;mero    e casos fornecidos pelo CENEPI, s&oacute; existem registros a partir de 1995.    Neste curto per&iacute;odo, percebe-se uma tend&ecirc;ncia extremamente crescente,    caracterizando uma melhoria no sistema de notifica&ccedil;&atilde;o desta doen&ccedil;a    (<a href="#fig8">Figura 8</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig8"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06f8.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab15">Tabela 15</a>, constam os    registros dispon&iacute;veis de interna&ccedil;&otilde;es (SIH) e notifica&ccedil;&otilde;es    (CENEPI). No per&iacute;odo entre 1993 e 1998, concentraram-se no Sudeste e    Nordeste, respectivamente, as maiores freq&uuml;&ecirc;ncias de interna&ccedil;&otilde;es,    destacando-se o estado de S&atilde;o Paulo e o de Pernambuco. Tamb&eacute;m    merecem aten&ccedil;&atilde;o os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.    Nos dados fornecidos pelo CENEPI, verifica-se que as maiores freq&uuml;&ecirc;ncias    de notifica&ccedil;&otilde;es foram as regi&otilde;es Sudeste e Centro-Oeste,    destacando-se os estados de S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.    Estes n&uacute;meros expressam um crescimento no total de notifica&ccedil;&otilde;es    em todo o pa&iacute;s, embora dos sete estados da Regi&atilde;o Norte, apenas    Tocantins fornece com mais regularidade notifica&ccedil;&otilde;es para s&iacute;filis    cong&ecirc;nita. No Nordeste, Alagoas, e no Sudeste, Minas Gerais, tamb&eacute;m    s&atilde;o irregulares quanto a estes registros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab15"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t15.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o aos coeficientes de    casos por 100.000 habitantes (<a href="#tab16">Tabela 16</a>), destacam-se as    regi&otilde;es Sudeste e o Nordeste, com os maiores coeficientes de interna&ccedil;&atilde;o.    Entre os estados, sobressaltam: Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.    Com rela&ccedil;&atilde;o as notifica&ccedil;&otilde;es, os maiores coeficientes    m&eacute;dios no per&iacute;odo entre 1995 e 1997, est&atilde;o nas regi&otilde;es    Centro-Oeste e Sudeste, com destaque para o Distrito Federal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab16"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/2a06t16.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na compara&ccedil;&atilde;o dos dados oriundos    do SIH com os do CENEPI, de modo geral, identificam-se grandes incompatibilidades    entre os registros destes sistemas, com predom&iacute;nio de interna&ccedil;&otilde;es    em algumas regi&otilde;es do pa&iacute;s. Para s&iacute;filis cong&ecirc;nita    espera-se que haja uma grande aproxima&ccedil;&atilde;o entre as freq&uuml;&ecirc;ncias    de interna&ccedil;&atilde;o e notifica&ccedil;&atilde;o, haja visto que todos    os casos devem necessitar de interna&ccedil;&atilde;o, o que implicaria sua    notifica&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria. Entretanto, tem-se, no per&iacute;odo    de 1995 a 1997, um predom&iacute;nio no n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    em detrimento das notifica&ccedil;&otilde;es nas regi&otilde;es Norte, Nordeste    e Sul, sugerindo uma subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos (CENEPI).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Coment&aacute;rios Finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> De modo geral, a descri&ccedil;&atilde;o do    grupo de patologias, cuja transmiss&atilde;o &eacute; de pessoa a pessoa, apontou    para o uso potencial do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do    SUS no apoio &agrave; vigil&acirc;ncia e monitoramento das doen&ccedil;as de    notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O comportamento das interna&ccedil;&otilde;es   de casos de AIDS chama aten&ccedil;&atilde;o para a   converg&ecirc;ncia dos dados provenientes do   SIH/SUS e do CENEPI, sempre com   maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; de   se esperar devido &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a   com reinterna&ccedil;&otilde;es, ou por n&atilde;o ado&ccedil;&atilde;o dos   crit&eacute;rios epidemiol&oacute;gicos rigorosos   adotados para defini&ccedil;&atilde;o de caso. O grande   potencial do uso do SIH/SUS no caso da   AIDS, no entanto, reside na possibilidade   de se avaliar a m&eacute;dio prazo o impacto das novas terap&ecirc;uticas adotadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s meningites, observou-se   tanto para a doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica como   para a forma tuberculosa um n&uacute;mero   mais reduzido de interna&ccedil;&otilde;es do que o   esperado, tendo-se por base os dados   provenientes do CENEPI e a sua evolu&ccedil;&atilde;o   cl&iacute;nica. Restam, portanto, duas quest&otilde;es   a serem melhor avaliadas: ou existe um   n&uacute;mero consider&aacute;vel de casos internados   e clinicamente n&atilde;o especificados, ou um   n&uacute;mero importante de pacientes n&atilde;o tem   tido acesso a tratamento em tempo h&aacute;bil,   o que em ambas formas cl&iacute;nicas, &eacute; letal,   j&aacute; que n&atilde;o se acredita que a rede privada   seja a respons&aacute;vel pela totalidade das   demais interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso das interna&ccedil;&otilde;es por   tuberculose pulmonar, apesar de se   identificar a exist&ecirc;ncia de distor&ccedil;&atilde;o no   caso de pacientes cr&ocirc;nicos naquelas   unidades hospitalares com prov&aacute;veis   caracter&iacute;sticas asilares, localizadas   basicamente no Rio de Janeiro e S&atilde;o   Paulo, a ado&ccedil;&atilde;o das portarias ministeriais   referidas n&atilde;o representou mudan&ccedil;a nas   mesmas dimens&otilde;es registradas pela hansen&iacute;ase. Este comportamento   diferenciado da tuberculose pulmonar   deve estar ligado &agrave;s caracter&iacute;sticas e   especificidades desta patologia, al&eacute;m do   fato da forte associa&ccedil;&atilde;o desta doen&ccedil;a   com a AIDS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a hansen&iacute;ase, chama aten&ccedil;&atilde;o    a   imensa distor&ccedil;&atilde;o na rede, o que refor&ccedil;a   o papel do SIH/SUS no controle e   avalia&ccedil;&atilde;o do sistema. Seu papel de auxiliar   na vigil&acirc;ncia e monitoramento das   doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria &eacute;   importante, pois alerta para a n&atilde;o detec&ccedil;&atilde;o   precoce de casos, vindo estes a   necessitarem de recursos terap&ecirc;uticos   hospitalares, o que, normalmente deve ser   evento pouco freq&uuml;ente, ou aponta para   o que &eacute; mais prov&aacute;vel, uma pr&aacute;tica de   aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o compat&iacute;vel com a evolu&ccedil;&atilde;o   clinica da doen&ccedil;a diante das terap&ecirc;uticas   dispon&iacute;veis, onerosa para o Estado e   excludente para o doente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A descri&ccedil;&atilde;o das hepatites mostrou   um n&uacute;mero muito reduzido de   interna&ccedil;&otilde;es, o que j&aacute; era esperado. O uso   do SIH/SUS como adjuvante do   monitoramento deste grupo de patologias   somente poder&aacute; ser dimensionado ap&oacute;s   um maior fomento do pr&oacute;prio sistema de   vigil&acirc;ncia destas patologias. &Eacute; prov&aacute;vel,   no entanto, que apresente as mesmas   perspectivas de outras patologias onde a   interna&ccedil;&atilde;o &eacute; evento raro. Ou seja,   contribuir&aacute; para avaliar mudan&ccedil;as no seu   comportamento a longo prazo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, o comportamento da s&iacute;filis    cong&ecirc;nita aponta para um prov&aacute;vel incremento do Sistema de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica desta doen&ccedil;a, mostrando um crescimento importante    dos casos notificados entre 1995 e 1997. As interna&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m,    n&atilde;o acompanham este comportamento. &Eacute; um exemplo t&iacute;pico    que refor&ccedil;a afirma&ccedil;&otilde;es j&aacute; feitas em momentos anteriores,    que sugere a obrigatoriedade de notifica&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria pela rede hospitalar, para o    pagamento da interna&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; demais lembrar que    a disparidade encontrada entre interna&ccedil;&otilde;es e notifica&ccedil;&otilde;es    pode dever-se &agrave; precariedade diagn&oacute;stica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas:</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 5. ed. rev. ampl. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/ Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de;    1998. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Veronesi R, Focaccia R. (coord). Aids. In:    Veronesi R, Focaccia R (ed). Veronesi: Tratado de Infectologia. S&atilde;o Paulo:    Atheneu; 1996. p. 83-168. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Bastos FI, Barcellosa C. Geografia social    da AIDS no Brasil. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1995; 29(1) : 52-62.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Ferreira VMB, Portela MC. Avalia&ccedil;&atilde;o    da subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos de AIDS no munic&iacute;pio do Rio    de Janeiro com base em dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica    1999; 15(2) : 317-324. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Perfeito JB, Assis JL, Bacha HA. Meningoencefalite    tuberculosa. In: Veronesi R, Focaccia R (ed). Veronesi: Tratado de Infectologia.    S&atilde;o Paulo: Atheneu; 1996. p. 832-841. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Meira DA. Doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica.    In: Veronesi R, Focaccia R (ed). Veronesi: Tratado de Infectologia. S&atilde;o    Paulo: Atheneu; 1996. p. 623-632. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Barroso DE, Carvalho DM, Nogueira AS, Solari    CA. Doen&ccedil;a meningoc&oacute;cica: epidemiologia e controle dos casos secund&aacute;rios.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998; 32(1) : 89-97. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Nunes C, Cunha S, Gomes N, Tavares A, Amorim    D, Gomes I, Melo A. Meningoencefalite tuberculosa: avalia&ccedil;&atilde;o de    231 casos. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 1998; 31(5)    : 441-447. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Waldman EA, Silva LJ, Monteiro CA. Trajet&oacute;ria    das doen&ccedil;as infecciosas: da elimina&ccedil;&atilde;o da poliomielite    &agrave; reintrodu&ccedil;&atilde;o da c&oacute;lera. In: Monteiro CA (org).    Velhos e novos males da sa&uacute;de no Brasil. S&atilde;o Paulo: HUCITEC/NUPES/USP;    1995. p. 195-244.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Melo FAF (coord). Tuberculose. In: Veronesi    R, Focaccia R (ed). Veronesi: Tratado de Infectologia. S&atilde;o Paulo: Atheneu;    1996. p. 914-959.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Hijjar MA. Controle das doen&ccedil;as end&ecirc;micas    no Brasil - tuberculose. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical    1994; 27 (supl. III): 23-26.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Margarido-Marchese L, Tedesco- Marchese    A, Rivitti C. Hansen&iacute;ase. In: Veronesi R, Focaccia R (ed). Veronesi:    Tratado de Infectologia. S&atilde;o Paulo: Atheneu; 1996. p. 714-738.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Albuquerque MFPM, Morais HMM, Ximenes R.    A expans&atilde;o da hansen&iacute;ase no nordeste brasileiro. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1989; 23(2) : 107-116.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Almeida LM. Soropreval&ecirc;ncia da Hepatite    A no munic&iacute;pio de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de    Sa&uacute;de Coletiva 1998; 6(supl. esp.) : 39-49.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. Medronho RA, Gomide M, Guimar&atilde;es    LM, Braga RCC. Uso do geoprocessamento na investiga&ccedil;&atilde;o do papel    do meio ambiente na produ&ccedil;&atilde;o de hepatite A. Cadernos de Sa&uacute;de    Coletiva 1998; 6(supl. esp.) : 61-79. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16.Santos Junior MFQ. S&iacute;filis cong&ecirc;nita.    In: Veronesi R, Focaccia R (ed.) Veronesi: Tratado de Infectologia. S&atilde;o    Paulo: Atheneu; 1996. p. 1009-1012.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v9n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Depto de Sa&uacute;de Coletiva-NESC / Centro de Pesquisas Aggeu Magalh&atilde;es    / FIOCRUZ    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua dos Coelhos, 450 - 1<sup>o</sup> andar    <br>   Coelhos - Recife/PE    <br>   CEP: 50.070-550    <br>   E-mail:<a href="mailto:nesc@cpqam.fiocruz.br">nesc@cpqam.fiocruz.br</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Fundação Nacional de Saúde</collab>
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