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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S0104-16732000000300005</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acidentes de trabalho referidos por trabalhadores moradores em área urbana no interior do Estado de São Paulo em 1994]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Santa Casa São Paulo FCM Departamento de Medicina Social]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present article introduces some of the results of a domiciliary survey designed to study the life conditions of the resident population of urban areas of São Paulo interior districts with more than 80.000 inhabitants, in 1994. A prevalence rate of 41.2 work accidents per 1.000 employed workers was estimated. The prevalence rates for typical work accidents and itinerary accidents were of 34.93 and 6.28 per 1.000 employed workers, respectively. The prevalence rates were analyzed with relation to demographic (sex and age) and socioeconomic (income, education and position in the occupation) characteristics of the workers as well as, for work conditions (activity, entail, hours work per day, waste and stressors). Under reporting of work accidents are discussed based on accident information for which there was the emission of CAT, with other information sources. For formal employees the under reporting reaches 42% and for the economically active population as a whole, it reaches 71%.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acidentes de Trabalho]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Subnotificação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Caracteres Epidemiológicos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="topo"></a></p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Acidentes de trabalho referidos por trabalhadores    moradores em &aacute;rea urbana no interior do Estado de S&atilde;o Paulo em    1994<a href="#nota"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referred work related accidents in workers    resident in an urban area of the interior of the State of S&atilde;o Paulo in    1994</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Rita de C&aacute;ssia Barradas Barata; Manoel    Carlos Sampaio de Almeida Ribeiro; Jos&eacute; C&aacute;ssio de Moraes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Departamento de Medicina Social FCM Santa Casa    S&atilde;o Paulo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente artigo apresenta alguns dos resultados    de um inqu&eacute;rito domiciliar realizado para estudo das condi&ccedil;&otilde;es    de vida da popula&ccedil;&atilde;o residente em &aacute;reas urbanas de munic&iacute;pios    com mais de 80.000 habitantes do interior do Estado de S&atilde;o Paulo. Os    resultados aqui apresentados referem-se &agrave; preval&ecirc;ncia e a algumas    caracter&iacute;sticas de acidentes de trabalho ocorridos em um ano. Foram informados    41,20 acidentes de trabalho por 1.000 trabalhadores ocupados. Destes, 34,93    foram acidentes t&iacute;picos e 6,28 foram acidentes de trajeto. As taxas de    preval&ecirc;ncia s&atilde;o analisadas com rela&ccedil;&atilde;o a caracter&iacute;sticas    demogr&aacute;ficas (sexo e idade) e socioecon&ocirc;micas (renda, escolaridade    e posi&ccedil;&atilde;o na ocupa&ccedil;&atilde;o) dos trabalhadores e tamb&eacute;m    a condi&ccedil;&otilde;es de trabalho (atividade, v&iacute;nculo, jornada, desgaste    e estressores). Discute-se ainda a subnotifica&ccedil;&atilde;o de acidentes    de trabalho comparando-se as informa&ccedil;&otilde;es de acidentes para os    quais houve a emiss&atilde;o de CAT com os demais. Para os assalariados do setor    formal a subnotifica&ccedil;&atilde;o atinge 42% e para a popula&ccedil;&atilde;o    economicamente ativa, como um todo, chega a 71%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-Chave:</b> Acidentes de Trabalho;    Subnotifica&ccedil;&atilde;o; Caracteres Epidemiol&oacute;gicos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The present article introduces some of the results    of a domiciliary survey designed to study the life conditions of the resident    population of urban areas of S&atilde;o Paulo interior districts with more than    80.000 inhabitants, in 1994. A prevalence rate of 41.2 work accidents per 1.000    employed workers was estimated. The prevalence rates for typical work accidents    and itinerary accidents were of 34.93 and 6.28 per 1.000 employed workers, respectively.    The prevalence rates were analyzed with relation to demographic (sex and age)    and socioeconomic (income, education and position in the occupation) characteristics    of the workers as well as, for work conditions (activity, entail, hours work    per day, waste and stressors). Under reporting of work accidents are discussed    based on accident information for which there was the emission of CAT, with    other information sources. For formal employees the under reporting reaches    42% and for the economically active population as a whole, it reaches 71%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key Words:</b> Work Accidents; Under Reporting;    Epidemiological Characters.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os acidentes do trabalho s&atilde;o aqueles ocorridos    durante o exerc&iacute;cio do trabalho e que provocam les&atilde;o corporal    ou perturba&ccedil;&atilde;o funcional que podem causar a morte ou a perda ou    redu&ccedil;&atilde;o, permanente ou tempor&aacute;ria, da capacidade para o    trabalho (Lei n<sup>o</sup>. 6.367,19/10/76).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis    nos registros de acidentes do trabalho e doen&ccedil;as profissionais s&atilde;o    reconhecidamente subestimadas, uma vez que a CAT (comunica&ccedil;&atilde;o    de acidente do trabalho), o instrumento utilizado para a notifica&ccedil;&atilde;o,    nem sempre &eacute; preenchido no momento do atendimento. Existem tamb&eacute;m    acidentes leves que n&atilde;o necessitam de atendimento m&eacute;dico e n&atilde;o    s&atilde;o registrados. Finalmente, todos os trabalhadores do sistema informal    t&ecirc;m seus acidentes e doen&ccedil;as profissionais n&atilde;o registrados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A realiza&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito    domiciliar em amostra representativa dos munic&iacute;pios com mais de 80.000    habitantes no Estado de S&atilde;o Paulo deu ensejo &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de inqu&eacute;rito relativo a acidentes e doen&ccedil;as profissionais, possibilitando    a oportunidade &uacute;nica de obter dados diretamente dos trabalhadores. O    Inqu&eacute;rito procurou, al&eacute;m da caracteriza&ccedil;&atilde;o dos acidentes,    identificar a percep&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores acerca de suas condi&ccedil;&otilde;es    de higiene e seguran&ccedil;a no trabalho e avaliar a preval&ecirc;ncia dos    acidentes de acordo com atributos dos trabalhadores e caracter&iacute;sticas    dos locais de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es obtidas a partir    de entrevistas com os pr&oacute;prios trabalhadores t&ecirc;m sido utilizadas    por diferentes t&eacute;cnicas de abordagem em sa&uacute;de do trabalhador como    instrumento alternativo &agrave;s visitas aos locais de trabalho que, habitualmente,    dependem de autoriza&ccedil;&atilde;o dos empregadores. Essas informa&ccedil;&otilde;es    t&ecirc;m sido validadas por observa&ccedil;&otilde;es diretas ou atrav&eacute;s    de confronto com prontu&aacute;rios m&eacute;dicos e t&ecirc;m se mostrado confi&aacute;veis    e v&aacute;lidas.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste artigo &eacute; descrever a    preval&ecirc;ncia e algumas das caracter&iacute;sticas dos acidentes de trabalho    ocorridos entre os trabalhadores moradores das cidades do interior do Estado    de S&atilde;o Paulo, com popula&ccedil;&atilde;o acima de 80.000 habitantes.    Ser&atilde;o apresentadas as taxas de preval&ecirc;ncia de acidentes t&iacute;picos    e de trajeto no &uacute;ltimo ano, a taxa de preval&ecirc;ncia de acidentes    leves nos &uacute;ltimos 30 dias, as taxas de acidentes segundo caracter&iacute;sticas    demogr&aacute;ficas e socioecon&ocirc;micas dos trabalhadores e segundo as condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Funda&ccedil;&atilde;o SEADE (Sistema Estadual    de An&aacute;lise de Dados Estat&iacute;sticos) com a colabora&ccedil;&atilde;o    do Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galv&atilde;o do Departamento de    Medicina Social da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Santa Casa    de S&atilde;o Paulo e com o financiamento da FUNDACENTRO, realizou inqu&eacute;rito    domiciliar em amostra probabil&iacute;stica de 8.544 domic&iacute;lios das cidades    do interior do Estado com mais de 80.000 habitantes, em 1994.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do inqu&eacute;rito constavam seis question&aacute;rios    diferentes aplicados aos moradores desses domic&iacute;lios, voltados para a    caracteriza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de moradia, emprego,    renda, escolaridade e acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de e condi&ccedil;&otilde;es    de higiene e seguran&ccedil;a no trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os entrevistadores foram selecionados e treinados    pela equipe respons&aacute;vel pela condu&ccedil;&atilde;o da Pesquisa de Condi&ccedil;&otilde;es    de Vida da Funda&ccedil;&atilde;o SEADE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste artigo, ser&atilde;o utilizadas predominantemente,    as informa&ccedil;&otilde;es contidas no question&aacute;rio F referente &agrave;s    condi&ccedil;&otilde;es de higiene e seguran&ccedil;a no trabalho acrescidas    de dados de identifica&ccedil;&atilde;o, renda e emprego contidos nos demais    question&aacute;rios. Foram entrevistados 10.364 moradores com dez anos e mais    de idade e experi&ecirc;ncia pr&eacute;via de trabalho, dos quais 6.561 estavam    ocupados na &eacute;poca da entrevista, 1.119 estavam desempregados ou inativos    h&aacute; menos de 12 meses e 2.518 estavam desempregados ou inativos h&aacute;    12 meses ou mais. Para efeito desta avalia&ccedil;&atilde;o, foram considerados    apenas os trabalhadores ocupados residentes no interior (6.561 trabalhadores).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Evidentemente, ao obter as informa&ccedil;&otilde;es    de interesse diretamente com os trabalhadores integrantes da amostra, o estudo    n&atilde;o permitiu a inclus&atilde;o dos acidentes fatais ocorridos no per&iacute;odo,    havendo, portanto, uma parcela de subnotifica&ccedil;&atilde;o inerente ao desenho    do estudo. Nesse sentido, optou-se por utilizar a medida de preval&ecirc;ncia,    embora os acidentes sejam eventos agudos com resultados circunscritos no tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O question&aacute;rio F continha 35 quest&otilde;es    pr&eacute;-codificadas distribu&iacute;das em tr&ecirc;s blocos: informa&ccedil;&otilde;es    relativas a atributos dos trabalhadores e caracter&iacute;sticas dos locais    de trabalho; condi&ccedil;&otilde;es de higiene e seguran&ccedil;a no ambiente    de trabalho e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos acidentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A informa&ccedil;&atilde;o acerca dos acidentes    ocorridos no &uacute;ltimo ano foi obtida mediante pergunta aberta. Esperava-se    que os trabalhadores fossem capazes de recordar e relatar acidentes mais importantes    do ponto de vista de limita&ccedil;&otilde;es e problemas deles decorrentes,    raz&atilde;o da amplia&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo recordat&oacute;rio    para um ano. Com rela&ccedil;&atilde;o aos acidentes nos &uacute;ltimos 30 dias,    a metodologia utilizada buscou apreender acidentes leves que tendem a ser omitidos    quando se recorre a perguntas abertas utilizando um &quot;<i>check list</i>&quot;.    Os resultados demonstram que, assim como em inqu&eacute;ritos de morbidade em    geral, tamb&eacute;m para os acidentes do trabalho a resposta estimulada fornece    mais informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como vari&aacute;veis explanat&oacute;rias foram    selecionados tr&ecirc;s grupos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&middot; vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas:    sexo e idade;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&middot; vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas:    renda m&eacute;dia mensal em sal&aacute;rios m&iacute;nimos, escolaridade em    n&uacute;mero de anos cursados e posi&ccedil;&atilde;o na ocupa&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&middot; vari&aacute;veis de condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho: ramo de atividade, tipo de v&iacute;nculo, dura&ccedil;&atilde;o    da jornada em horas, tipo da jornada (diurna ou outras), desgaste (f&iacute;sico    e mental, f&iacute;sico ou mental, nenhum), grau de desgaste (baixo, m&eacute;dio,    alto e muito alto) e presen&ccedil;a de estressores no ambiente de trabalho    (higiene, ergonomia, ilumina&ccedil;&atilde;o, ventila&ccedil;&atilde;o, umidade,    poeiras, gases e fuma&ccedil;as, ru&iacute;do, piso, temperatura, subst&acirc;ncias    qu&iacute;micas, m&aacute;quinas, animais, vibra&ccedil;&atilde;o, conforto).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram processados e as an&aacute;lises    foram feitas utilizando-se o conjunto de programas EPI-INFO, vers&atilde;o 6.04,    produzidos pelos <i>Centers of Disease Control and Prevention</i>, de Atlanta,    EUA. A signific&acirc;ncia estat&iacute;stica das associa&ccedil;&otilde;es    foi analisada atrav&eacute;s do teste do &#967;<sup>2</sup> com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5% e a for&ccedil;a das associa&ccedil;&otilde;es foi avaliada pelo c&aacute;lculo    da raz&atilde;o dos produtos cruzados (OR) com limites de confian&ccedil;a de    95% pelo m&eacute;todo de Cornfield.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de preval&ecirc;ncia de acidentes do trabalho    no &uacute;ltimo ano, ocorridos no interior do Estado, foi de 41,20 por 1.000    integrantes da for&ccedil;a de trabalho, isto &eacute;, os indiv&iacute;duos    maiores de dez anos com experi&ecirc;ncia anterior de trabalho. Na composi&ccedil;&atilde;o    dessa taxa participaram os acidentes t&iacute;picos com 34,93 acidentes por    1.000 integrantes da for&ccedil;a de trabalho e os acidentes de trajeto com    6,28 acidentes por 1.000. Dos acidentes de trabalho ocorridos no &uacute;ltimo    ano, 38,8% n&atilde;o implicaram afastamento do trabalha enquanto 61,2% resultaram    em algum afastamento, em que 47,1% demandaram afastamentos inferiores a 15 dias    e 14,1% afastamentos iguais ou superiores a 15 dias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os acidentes leves ocorridos nos &uacute;ltimos    30 dias apresentaram taxa de 122,60 epis&oacute;dios por 1.000 trabalhadores    ativos. Os problemas mais freq&uuml;entemente referidos, isto &eacute;, aqueles    que acometeram mais de 10% da for&ccedil;a de trabalho ocupada foram: irrita&ccedil;&atilde;o    das mucosas (44%), contus&otilde;es (24%), irrita&ccedil;&atilde;o da pele (18%),    ferimentos (15%), mordidas e picadas (12%) e tonturas e n&aacute;useas (10%).    Entre os problemas mais freq&uuml;entes, pode-se observar a exist&ecirc;ncia    de acidentes ou conseq&uuml;&ecirc;ncias para a sa&uacute;de dos trabalhadores    relacionadas com a presen&ccedil;a de subst&acirc;ncias irritantes no processo    de trabalho e condi&ccedil;&otilde;es inseguras relacionadas com a ocorr&ecirc;ncia    de contus&otilde;es e ferimentos, al&eacute;m da exposi&ccedil;&atilde;o a animais    resultando em mordidas e picadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&middot; </b>Subnotifica&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram notificados atrav&eacute;s de CAT apenas    28,9% (27,8 - 30,0) dos acidentes de trabalho ocorridos no &uacute;ltimo ano.    Tendo em vista que, do ponto de vista legal, apenas os acidentes ocorridos entre    trabalhadores assalariados do setor formal s&atilde;o registrados e que 69%    dos assalariados entrevistados pertenciam ao setor formal (com registro em carteira),    a propor&ccedil;&atilde;o de notifica&ccedil;&otilde;es aumenta para 42,1% (39,9    - 44,2). Portanto, haveria, nos dados oficiais, cerca de 57,9% (55,8 - 60,0)    de subnotifica&ccedil;&atilde;o de acidentes de trabalho, mesmo que fossem considerados    apenas os trabalhadores assalariados do setor formal. Entretanto, se for considerado    o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa, a subnotifica&ccedil;&atilde;o    de acidentes de trabalho atinge a cifra de 71,1% (70,0 - 72,2).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&middot; </b>Caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas    e socioecon&ocirc;micas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas de preval&ecirc;ncia de acidentes de    trabalho, t&iacute;pico e de trajeto segundo a idade dos trabalhadores &eacute;    apresentada na <a href="#tab1">Tabela 1</a> e na <a href="#fig1">Figura 1</a>.    Os dados apresentados mostram, para os acidentes t&iacute;picos, um risco bastante    alto para os menores de 14 anos, redu&ccedil;&atilde;o do risco no grupo seguinte    (14 a 17 anos) novo aumento do risco entre 18 e 29 anos, estabiliza&ccedil;&atilde;o    em valores menores entre 30 e 59 anos e outra redu&ccedil;&atilde;o na faixa    de 60 anos e mais. Para os acidentes de trajeto o risco &eacute; baixo nos menores    de 14 anos, mant&eacute;m-se praticamente constante entre 14 e 59 anos e aumenta    entre os maiores de 60 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05f1.gif" border="0"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, os acidentes    t&iacute;picos foram 2,5 vezes mais prevalentes no sexo masculino enquanto os    acidentes de trajeto apresentaram preval&ecirc;ncias praticamente id&ecirc;nticas.    Para os acidentes no &uacute;ltimo ano, a raz&atilde;o de riscos foi de 2,12    em decorr&ecirc;ncia do peso que os acidentes t&iacute;picos t&ecirc;m no conjunto    de acidentes relatados. Os acidentes leves registrados nos &uacute;ltimos 30    dias apresentaram taxas de preval&ecirc;ncia semelhantes para homens e mulheres,    com raz&atilde;o de riscos de 1,20.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As Tabelas <a href="#tab2">2</a>, <a href="#tab3">3</a>    e <a href="#tab4">4</a> apresentam as taxas de acidentes do trabalho segundo    algumas caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas dos trabalhadores acidentados.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05t2.gif" border="0"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><a name="tab3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05t3.gif" border="0"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05t4.gif" border="0"></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para os acidentes t&iacute;picos, observou-se    rela&ccedil;&atilde;o inversa entre a taxa de acidentes e os anos de escolaridade.    Tomando-se como refer&ecirc;ncia a taxa observada para os indiv&iacute;duos    com 12 anos ou mais de escolaridade, as raz&otilde;es de risco foram de 4,40    para os indiv&iacute;duos sem escolaridade formal; 3,75 para aqueles com um    a quatro anos de escolaridade ; 3,35 para aqueles com cinco a oito anos e 2,33    para aqueles com nove a 11 anos de escolaridade. Podem-se distinguir tr&ecirc;s    faixas de risco diferentes: alto nos indiv&iacute;duos sem escolaridade formal    ou com escolaridade b&aacute;sica, intermedi&aacute;rio nos indiv&iacute;duos    com escolaridade secund&aacute;ria e baixo para aqueles com escolaridade superior.    Para os acidentes de trajeto n&atilde;o se observou qualquer tend&ecirc;ncia.    Quanto aos acidentes leves nos &uacute;ltimos 30 dias, as taxas revelaram o    mesmo comportamento observado para os acidentes t&iacute;picos no &uacute;ltimo    ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; renda familiar    <i>per capita</i> observou-se que as taxas de preval&ecirc;ncia de acidentes    no &uacute;ltimo ano apresentaram valores mais altos para as tr&ecirc;s primeiras    classes de renda, isto &eacute;, entre 0,0 e 2,0 sal&aacute;rios m&iacute;nimos.    Entre 2,1 e 5,0 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, as taxas observadas foram menores    que as anteriores, na classe entre 5,1 e 10,0 as taxas voltaram a subir e na    classe de rendimentos acima de dez sal&aacute;rios m&iacute;nimos elas ca&iacute;ram    pela metade. Para a ocorr&ecirc;ncia de acidentes nos &uacute;ltimos 30 dias,    observaram-se taxas altas em todas as faixas de rendimento, com redu&ccedil;&atilde;o    na classe de mais de 10,0 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Embora exista uma    rela&ccedil;&atilde;o inversamente proporcional entre rendimentos e taxa de    acidentes, ela n&atilde;o parece t&atilde;o espec&iacute;fica quanto, por exemplo,    a observada com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra vari&aacute;vel socioecon&ocirc;mica considerada    al&eacute;m da escolaridade e da renda foi a posi&ccedil;&atilde;o na ocupa&ccedil;&atilde;o    (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Chama a aten&ccedil;&atilde;o a taxa de preval&ecirc;ncia    extremamente alta para os agricultores. A grosso modo, as posi&ccedil;&otilde;es    que correspondem ao subproletariado e ao proletariado apresentam maiores taxas    de preval&ecirc;ncia, destacando-se, nesses grupos, os assalariados e assalariados    com contratos de aut&ocirc;nomo com os maiores riscos. &Eacute; interessante    notar a preval&ecirc;ncia semelhante entre trabalhadores dom&eacute;sticos mensalistas    e empregadores sugerindo, assim, um certo excesso de acidentes entre empregadores    que, por sua condi&ccedil;&atilde;o social, deveriam estar menos sujeitos a    situa&ccedil;&otilde;es de risco. Os donos de neg&oacute;cios familiares, correspondentes    a uma parte da pequena burguesia, apresentam taxas de acidentes relativamente    mais baixas, assim como os trabalhadores familiares. Os profissionais liberais    apresentaram taxas maiores que a desses dois grupos por&eacute;m inferiores    aos demais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&middot; </b>Condi&ccedil;&otilde;es de trabalho</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A principal vari&aacute;vel relativa a condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho &eacute; o ramo de atividade, uma vez que ela condiciona o tipo    de atividade desenvolvida e, portanto, o tipo e a quantidade de exposi&ccedil;&atilde;o    a situa&ccedil;&otilde;es favorecedoras de acidentes de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As atividades produtivas que apresentaram taxas    de preval&ecirc;ncia de acidentes no &uacute;ltimo ano mais altas foram as extrativistas    e de representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, seguidas da constru&ccedil;&atilde;o    civil e metalurgia, transforma&ccedil;&atilde;o industrial e agropecu&aacute;ria.    As atividades que apresentaram menor preval&ecirc;ncia de acidentes no &uacute;ltimo    ano foram com&eacute;rcio de mercadorias e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os.    N&atilde;o houve men&ccedil;&atilde;o de acidentes nas outras atividades provavelmente    em fun&ccedil;&atilde;o do pequeno n&uacute;mero de trabalhadores arrolados    nesse grupo (<a href="#tab5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab5"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao tipo de v&iacute;nculo, a taxa de preval&ecirc;ncia    de acidente do trabalho, no &uacute;ltimo ano, foi de 51,79 entre os trabalhadores    assalariados registrados, 26,06 entre os trabalhadores assalariados n&atilde;o    registrados e 38,87 entre os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se rela&ccedil;&atilde;o diretamente    proporcional entre dura&ccedil;&atilde;o da jornada e taxa de preval&ecirc;ncia    de acidentes de trabalho no &uacute;ltimo ano, exce&ccedil;&atilde;o feita aos    trabalhadores cuja jornada era habitualmente inferior a 20 horas semanais e    que apresentaram risco semelhante ao daqueles que trabalharam entre 41 e 60    horas semanais, risco esse maior do que o registrado para os trabalhadores com    jornadas entre 20 e 40 horas semanais (<a href="#tab6">Tabela 6</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab6"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05t6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As jornadas de trabalho noturnas, por turnos    ou irregulares, foram agrupadas para finalidade de an&aacute;lise. Comparativamente,    as taxas de preval&ecirc;ncia de acidentes no &uacute;ltimo ano foram maiores    para os trabalhadores com esse tipo de jornadas (54,28 por 1.000 trabalhadores)    do que para aqueles em jornadas diurnas (39,64 por 1.000 trabalhadores), com    raz&atilde;o de riscos de 1,37.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o esperado, observou-se rela&ccedil;&atilde;o    diretamente proporcional entre a preval&ecirc;ncia de acidentes no &uacute;ltimo    ano e o desgaste referido pelos trabalhadores ao final da jornada de trabalho.    Os trabalhadores que referiram sentir-se bem ap&oacute;s o trabalho, ou seja,    n&atilde;o referiram desgaste, apresentaram taxas menores de acidentes (22,54/1.000    trabalhadores). Aqueles que referiram cansa&ccedil;o f&iacute;sico ou mental    e aqueles que referiram cansa&ccedil;o f&iacute;sico e mental mostraram as maiores    taxas de acidentes, respectivamente 46,81 e 46,63 (por 1.000 trabalhadores).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas de preval&ecirc;ncia de acidentes no    &uacute;ltimo ano tamb&eacute;m mostraram rela&ccedil;&atilde;o diretamente    proporcional ao grau de desgaste referido ao final da jornada. Para os acidentes    ocorridos no &uacute;ltimo ano, tomando-se como refer&ecirc;ncia a preval&ecirc;ncia    para os indiv&iacute;duos que referiram baixo grau de desgaste, a raz&atilde;o    de riscos variou de 1,18 para o n&iacute;vel m&eacute;dio a 1,62 para o n&iacute;vel    alto e 1,96 para o muito alto (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/iesus/v9n3/3a05f2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram considerados estressores uma s&eacute;rie    de condi&ccedil;&otilde;es presentes nos locais de trabalho que poderiam representar    maior possibilidade de acidentalidade. As taxas de preval&ecirc;ncia de acidentes    no &uacute;ltimo ano foram mais altas entre os trabalhadores que referiram a    presen&ccedil;a de estressores nos locais de trabalho do que para aqueles que    n&atilde;o referiram (63,71 e 23,32/1.000, respectivamente). A preval&ecirc;ncia    foi 2,73 vezes maior entre os trabalhadores que afirmaram a presen&ccedil;a    de estressores em seus locais de trabalho. Para os acidentes ocorridos no &uacute;ltimo    m&ecirc;s, a preval&ecirc;ncia foi 5,46 vezes maior entre esse grupo de trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas de preval&ecirc;ncia dos acidentes no    &uacute;ltimo ano apresentam valores altos para todos os estressores relatados.    Entretanto, destacam-se por sua magnitude as taxas observadas em locais de trabalho    nos quais h&aacute; presen&ccedil;a de ferramentas ou m&aacute;quinas perigosas,    vibra&ccedil;&otilde;es, disposi&ccedil;&atilde;o inadequada de m&oacute;veis    e equipamentos, manipula&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas,    presen&ccedil;a de animais, ilumina&ccedil;&atilde;o inadequada e pisos irregulares    ou escorregadios. Estes cinco grupos de estressores corresponderam tamb&eacute;m    &agrave;s maiores taxas de preval&ecirc;ncia dos acidentes nos &uacute;ltimos    30 dias, embora em ordem de import&acirc;ncia diferente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para os acidentes ocorridos no &uacute;ltimo    ano, as menores taxas foram relacionadas a temperaturas inadequadas, ru&iacute;do,    posi&ccedil;&otilde;es antiergon&ocirc;micas e poeira. Para os acidentes ocorridos    do &uacute;ltimo m&ecirc;s, as menores taxas foram observadas para temperatura    inadequada, poeiras e ru&iacute;do.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raz&atilde;o de risco entre as taxas de acidentes    ocorridos no &uacute;ltimo ano para as situa&ccedil;&otilde;es de presen&ccedil;a    dos estressores e a taxa total de acidentes na aus&ecirc;ncia deles apresenta    valores acima de 2 para todas as situa&ccedil;&otilde;es, com valores variando    de 3,0 para presen&ccedil;a de poeiras a 6,94 para a presen&ccedil;a de ferramentas    e m&aacute;quinas perigosas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de preval&ecirc;ncia de acidentes de trabalho    entre os trabalhadores residentes no interior do Estado de S&atilde;o Paulo,    nas &aacute;reas urbanas de munic&iacute;pios com mais de 80.000 habitantes,    superou a taxa registrada para o pa&iacute;s como um todo que, para o ano de    1990, correspondeu a 30 acidentes por 1.000 trabalhadores registrados.<sup>3</sup> Para    1991, na cidade de Barcelona, foram registrados 89 acidentes por 1.000 trabalhadores,    correspondendo, assim, a um risco cerca de duas vezes maior.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dado que a informa&ccedil;&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia    do acidente dependia do relato do trabalhador e que o per&iacute;odo de investiga&ccedil;&atilde;o    cobria os &uacute;ltimos 12 meses, era de se esperar que tivesse ocorrido maior    registro de acidentes com maior gravidade, isto &eacute;, os trabalhadores estariam    mais propensos a recordar e referir os acidentes que provocaram afastamento    do trabalho ou algum tipo de modifica&ccedil;&atilde;o na vida cotidiana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados relativos ao percentual de acidentes    em que n&atilde;o ocorreu afastamento do trabalho bem como a taxa de preval&ecirc;ncia    de acidentes ocorridos nos &uacute;ltimos 30 dias parecem corroborar a expectativa    anteriormente expressa. Dos acidentes referidos, apenas 40% n&atilde;o demandaram    afastamento. Para o Brasil, no ano de 1991, apenas 13% dos acidentes notificados    n&atilde;o demandaram afastamento.<sup>5</sup> A pequena propor&ccedil;&atilde;o de acidentes    mais leves sugere que h&aacute; subnotifica&ccedil;&atilde;o e subinforma&ccedil;&atilde;o    importante, visto que os acidentes leves deveriam ser proporcionalmente mais    freq&uuml;entes do que os moderados e graves.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A preval&ecirc;ncia de acidentes nos &uacute;ltimos    30 dias foi tr&ecirc;s vezes maior do que a taxa de acidentes referidos no &uacute;ltimo    ano. Tal resultado decorre da t&eacute;cnica de <i>check list</i> empregada    para aferi&ccedil;&atilde;o dos acidentes nos &uacute;ltimos 30 dias que fornece,    em geral, um n&uacute;mero maior de men&ccedil;&otilde;es do que o relato espont&acirc;neo    obtido atrav&eacute;s de pergunta aberta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; subnotifica&ccedil;&atilde;o,    as cifras registradas foram altas tanto para os trabalhadores inseridos no setor    formal da economia quanto para a popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa.    N&atilde;o h&aacute; dados de literatura que permitam a compara&ccedil;&atilde;o    com os dados desse inqu&eacute;rito. A &uacute;nica informa&ccedil;&atilde;o    dispon&iacute;vel refere-se &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre acidentes    de trabalho fatais registrados no sistema de informa&ccedil;&otilde;es de mortalidade,    cujo instrumento b&aacute;sico de registro s&atilde;o os atestados de &oacute;bito,    e as notifica&ccedil;&otilde;es pela CAT. Em trabalho realizado por t&eacute;cnicos    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de observou-se cerca de 43,2% de subnotifica&ccedil;&atilde;o,    isto &eacute;, apenas 56,8% dos &oacute;bitos registrados como decorrentes de    acidentes de trabalho haviam sido notificados por CAT.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o dos acidentes por    idade e sexo foi semelhante &agrave; observada para o pa&iacute;s como um todo,    no qual 60% dos acidentes concentram-se no grupo de 18 a 35 anos e h&aacute;    cerca de tr&ecirc;s vezes mais acidentes entre os homens.<sup>3,7</sup> Chama a aten&ccedil;&atilde;o    o risco alto, para os acidentes t&iacute;picos, entre os menores de 14 anos,    provavelmente relacionado com o exerc&iacute;cio de atividades agr&iacute;colas,    atividades estas que apresentam riscos altos de acidentes.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o observada entre escolaridade    e taxa de acidentes de trabalho foi bastante semelhante &agrave; registrada    por Barreto<sup>5</sup> ao estudar os acidentes fatais entre trabalhadores de uma sider&uacute;rgica    brasileira. A rela&ccedil;&atilde;o inversamente proporcional entre preval&ecirc;ncia    de acidentes e escolaridade provavelmente reflete as atividades ocupacionais    predominantes nos diferentes estratos de escolaridade, isto &eacute;, h&aacute;    uma rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia bastante estrita entre posi&ccedil;&atilde;o    na ocupa&ccedil;&atilde;o, ramo de atividade e escolaridade, e destas vari&aacute;veis    com as situa&ccedil;&otilde;es de insalubridade e inseguran&ccedil;a no trabalho.    A escolaridade tamb&eacute;m pode contribuir diretamente para a maior percep&ccedil;&atilde;o    de perigo e condi&ccedil;&otilde;es insalubres e para a constru&ccedil;&atilde;o    de comportamentos de preserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O risco de acidentes de trabalho foi significativamente    mais alto para os trabalhadores com renda familiar <i>per capita</i> inferior    a dez sal&aacute;rios m&iacute;nimos. A renda <i>per capita</i>, assim como    a escolaridade, encontra-se estreitamente associada &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o    e &agrave; inser&ccedil;&atilde;o do trabalhador no processo produtivo. Barreto<sup>5</sup>    encontrou diferen&ccedil;as ainda mais marcantes ao estudar os acidentes fatais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisando a distribui&ccedil;&atilde;o das taxas    de acidentes segundo a posi&ccedil;&atilde;o na ocupa&ccedil;&atilde;o, observou-se    que, quanto maior a autonomia na execu&ccedil;&atilde;o do trabalho (dono de    neg&oacute;cio familiar, trabalhadores familiares e profissionais liberais),    menor o risco de acidentar-se. Os dados parecem sugerir que o dom&iacute;nio,    pelo trabalhador, da execu&ccedil;&atilde;o de sua atividade, a defini&ccedil;&atilde;o    dos ritmos, pausas, etc., representam menor risco para acidentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Barreto<sup>9</sup>, estudando a mortalidade por acidentes    fatais e outras causas, em coorte de trabalhadores de siderurgia, encontrou    taxas padronizadas de mortalidade inversamente proporcionais &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o    dos trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o das taxas de acidentes    segundo ramo de atividade foi coerente com os processos de trabalho predominantes    em cada grupo de atividades consideradas. De maneira geral, as atividades agr&iacute;colas    e industriais apresentam, em seus processos de produ&ccedil;&atilde;o, situa&ccedil;&otilde;es    mais prop&iacute;cias &agrave; ocorr&ecirc;ncia de acidentes enquanto as atividades    comerciais e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os apresentam condi&ccedil;&otilde;es    mais seguras. A mesma tend&ecirc;ncia foi observada no estudo de acidentes fatais    nos Estados Unidos,<sup>8</sup> em Campinas<sup>10</sup> e em Porto Alegre.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As diferen&ccedil;as observadas na preval&ecirc;ncia    de acidentes de trabalho entre funcion&aacute;rios p&uacute;blicos e trabalhadores    assalariados com ou sem registro refletem tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas    dos atividades predominantes em cada grupo. Os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos    desempenham predominantemente atividades de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    e administrativas, havendo apenas um pequeno contingente em atividades de produ&ccedil;&atilde;o    industrial, tais como gr&aacute;ficas, usinas de asfalto, concretagem, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, em 1990, 23% da popula&ccedil;&atilde;o    economicamente ativa estava envolvida em atividades agr&iacute;colas e cerca    de 92% n&atilde;o tinha registro em carteira; 23% estava inserida em atividades    industriais; na ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o e nos transportes,    70% dos trabalhadores eram registrados enquanto na constru&ccedil;&atilde;o    civil apenas 37% eram registrados; finalmente 54% estavam envolvidos em atividades    do setor terci&aacute;rio onde cerca de 30% dos trabalhadores eram registrados.<sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em S&atilde;o Paulo, entre os assalariados sem    registro, predominaram as atividades comerciais e de presta&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os que acarretam menor risco de acidentes aos trabalhadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O comportamento das taxas de preval&ecirc;ncia    segundo a dura&ccedil;&atilde;o da jornada de trabalho foi o esperado na medida    em que o maior risco correspondeu &agrave; maior exposi&ccedil;&atilde;o, exce&ccedil;&atilde;o    feita ao grupo com jornadas de menos de 20 horas semanais. Provavelmente, os    trabalhadores com jornadas menores do que 20 horas semanais t&ecirc;m inser&ccedil;&otilde;es    prec&aacute;rias no mercado que poderiam estar associadas a situa&ccedil;&otilde;es    de maior exposi&ccedil;&atilde;o, apesar da menor quantidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As jornadas noturnas, por turnos ou irregulares,    apresentaram maior risco de acidentes, provavelmente pelo tipo de desgaste que    provocam no trabalhador. O risco de acidentar-se foi 1,37 vezes maior. Barreto<sup>5</sup>    encontrou risco 4,6 vezes maior em rela&ccedil;&atilde;o a acidentes fatais,    sugerindo que al&eacute;m de maior risco de acidentes h&aacute; tamb&eacute;m    maiores dificuldades para o atendimento aos acidentados e/ou maior gravidade    nos acidentes ocorridos em jornadas diferentes da diurna.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A associa&ccedil;&atilde;o entre preval&ecirc;ncia    de acidentes e desgaste referido pelo trabalhador encontra explica&ccedil;&atilde;o    em observa&ccedil;&otilde;es anteriores de maior desaten&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o    da capacidade de reflexo, diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade d e enfrentamento    de situa&ccedil;&otilde;es potencialmente inseguras e, portanto, facilidade    para a ocorr&ecirc;ncia de diferentes agravos entre trabalhadores desgastados    f&iacute;sica e/ou mentalmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A observa&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o    tipo dose-resposta entre o grau de desgaste referido e a taxa de acidentes de    trabalho apenas refor&ccedil;a as considera&ccedil;&otilde;es anteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das raz&otilde;es fundamentais para o desgaste    est&aacute; na organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, na aliena&ccedil;&atilde;o    e falta de autonomia. Outra, est&aacute; na presen&ccedil;a de condi&ccedil;&otilde;es    inseguras ou insalubres. Foram consideradas como estressoras as condi&ccedil;&otilde;es    de exposi&ccedil;&atilde;o a agentes f&iacute;sicos, qu&iacute;micos ou biol&oacute;gicos    presentes no ambiente de trabalho e percebidos como problem&aacute;ticos por    parte dos trabalhadores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar da grande import&acirc;ncia dos acidentes    de trabalho como causas de morbidade e mortalidade entre os trabalhadores, h&aacute;    relativamente poucas investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas sobre    o tema em nosso meio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muitos dos trabalhos referem-se a um local particular    de trabalho ou utilizam dados dos atestados de &oacute;bitos para a caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos acidentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Um problema permanente nesse tipo de investiga&ccedil;&atilde;o    tem sido o dos denominadores, isto &eacute;, a dificuldade em dispor de informa&ccedil;&otilde;es    detalhadas sobre a popula&ccedil;&atilde;o exposta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os inqu&eacute;ritos populacionais podem vir    a constituir uma forma alternativa de caracterizar melhor os acidentes de trabalho,    possibilitando ao pesquisador ter acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es    do evento de interesse e tamb&eacute;m da popula&ccedil;&atilde;o exposta. Como    outros estudos de preval&ecirc;ncia, entretanto, tais investiga&ccedil;&otilde;es    est&atilde;o sujeitas ao vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o (exclus&atilde;o    de casos j&aacute; falecidos e que porventura estejam internados e, portanto,    n&atilde;o presentes no momento do inqu&eacute;rito) e aos diferentes tipos    de vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o (recordat&oacute;rio, vi&eacute;s    do entrevistador, instrumento, etc.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de todas as limita&ccedil;&otilde;es apontadas,    o inqu&eacute;rito domiciliar mostrou-se um recurso v&aacute;lido para a obten&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es suficientes para tra&ccedil;ar o perfil epidemiol&oacute;gico    dos acidentes de trabalho destacando a import&acirc;ncia de caracter&iacute;sticas    demogr&aacute;ficas e socioecon&ocirc;micas dos trabalhadores e condi&ccedil;&otilde;es    de higiene e seguran&ccedil;a no trabalho em sua produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, por meio do inqu&eacute;rito, foi    poss&iacute;vel avaliar a magnitude da subnotifica&ccedil;&atilde;o que afeta    os dados oficiais dos acidentes registrados nas CATs e ultrapassar as limita&ccedil;&otilde;es    impostas pela legisla&ccedil;&atilde;o analisando a ocorr&ecirc;ncia de acidentes    na popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa, independentemente de sua forma    de inser&ccedil;&atilde;o no processo produtivo, isto &eacute;, sem restringir-se    aos acidentes em trabalhadores assalariados do setor formal da economia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Agradecimentos</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Agrave; equipe de pesquisadores da Funda&ccedil;&atilde;o    SEADE respons&aacute;veis pela realiza&ccedil;&atilde;o da Pesquisa de Condi&ccedil;&otilde;es    de Vida 94: Annez Andraus Troyano, Olavo Viana Costa, Sandra M&aacute;rcia Chagas    Brand&atilde;o, Wilton de Oliveira Bussab; &agrave; equipe t&eacute;cnica e    aos entrevistadores, e ao diretor executivo da Funda&ccedil;&atilde;o SEADE,    Pedro Paulo Martoni Branco, pela autoriza&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o    do banco de dados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Laurell, AC, Noriega, M. Processo de produ&ccedil;&atilde;o    e sa&uacute;de, trabalho e desgaste oper&aacute;rio. S&atilde;o Paulo: HUCITEC;    1989.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Facchini LA. Uma contribui&ccedil;&atilde;o    da epidemiologia: o modelo de determina&ccedil;&atilde;o social aplicado &agrave;    sa&uacute;de do trabalhador. In: Buschinelli JTP, Rocha LE, Rigotto RM. Isto    &eacute; trabalho de gente? Vida, doen&ccedil;a e trabalho no Brasil. S&atilde;o    Paulo: Vozes; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. W&uuml;nsch Filho V. Varia&ccedil;&otilde;es    e tend&ecirc;ncias na morbimortalidade dos trabalhadores. In: Monteiro CA (org).    Velhos e novos males da sa&uacute;de no Brasil. S&atilde;o Paulo: HUCITEC; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Sampaio RF, Martin MM, Artazcoz LL. Acidentes    de trabalho em Barcelona no per&iacute;odo de 1992-1993. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1998; 32 (4) : 00-00. (falta n<sup>o</sup> p&aacute;ginas).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Barreto S, Swerdlow AJ, Smith PG, Higgins    CD. A nested case-control study of fatal work related injuries among brazilian    steel workers. Occupational and Environmental Medicine 1997; 54 : 599-604.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Beraldo PSS, Medina MG, Borba EA, Silva LP.    Mortalidade por acidentes do trabalho no Brasil - uma an&aacute;lise das declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito, 1979-1988. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1993 jan/fev;    II (1) : 41-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Oliveira PAB, Mendes JM. Acidentes de trabalho:    viol&ecirc;ncia urbana e morte em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997; 13 (supl. 2 ) : 73-83.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Bailer AJ, Stayner LT, Stout NA, Reed LD,    Gilbert SJ. Trends in rates of occupational fatal injuries in the US (1983-1992)    Occuaptional and Environmental Medicine 1998; 55 : 485-489.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Barreto S, Swerdlow AJ, Smith PG, Higgins    CD, Andrade A. Mortality from injuries and ohter causes in a cohort of 21.800    Brazilian steel workers. Occupational and Environmental Medicine 1996; 53 :    343-350.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Lucca S de, Mendes R. Epidemiologia dos acidentes    do trabalho fatais em &aacute;rea metropolitana da regi&atilde;o sudeste do    Brasil, 1979- 1989. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993; 27 (3):168-176.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/iesus/v9n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Departamento de Medicina Social    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas    da Santa Casa de S&atilde;o Paulo    <br>   Rua Dr. Ces&aacute;rio Motta Jr., 61 - S&atilde;o Paulo    <br>   CEP: 01221-020.    <br>   E-mail: <a href="mailto:chmedsoc@santacasasp.org.br">chmedsoc@santacasasp.org.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a> Trabalho    apresentado e premiado com men&ccedil;&atilde;o honrosa no IV Congresso Brasileiro    de Epidemiologia, ABRASCO, Rio de Janeiro, 1998.</font></p>     ]]></body>
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