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<journal-title><![CDATA[Informe Epidemiológico do Sus]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização de informações hospitalares do sistema único de saúde para vigilância epidemiológica e avaliação de serviços ambulatoriais em São José dos Campos-São Paulo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use of hospital information from the unified health system for epidemiological surveillance and assessment of outpatient services in the municipality of São José dos Campos - São Paulo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The regular notification of hospital discharges for outpatient accompaniment is a routine difficult to implement in the health services. Many times there are lost opportunities for preventive actions that could avoid complications and sequele of diseases. The need of disaggregated information on hospital morbidity led to the development of a methodology that utilizes the Hospital Information System from the Unified Health System (SIH-SUS) as the source of epidemiological information, for the city of São José dos Campos, in the state of São Paulo, Brazil. The objective was to subsidize decentralized actions of epidemiological surveillance and evaluation of outpatient services. The territory delimitation of the municipal health system and the introduction of the tenth revision of the International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (CID-10) were important conditions for the development of the methodology. Listings of monthly notification of hospital discharges were established in the health units. The database of SIH-SUS may also be used as a complementary source of epidemiological information, in addition to the traditional sources used for epidemiological surveillance and evaluation of health services.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistemas de informação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="topo"></a>Utiliza&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es hospitalares do sistema &uacute;nico de sa&uacute;de    para vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    ambulatoriais em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-S&atilde;o Paulo<a href="#nota">*    </a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Use of hospital    information from the unified health system for epidemiological surveillance    and assessment of outpatient services in the municipality of S&atilde;o Jos&eacute;    dos Campos - S&atilde;o Paulo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lu&iacute;s    Paulo Rodrigues Melione</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Prefeitura Municipal  de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o    para correspondencia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A notifica&ccedil;&atilde;o    regular de altas hospitalares para acompanhamento ambulatorial &eacute; uma    rotina de dif&iacute;cil implanta&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.    Muitas vezes s&atilde;o oportunidades perdidas para a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    que possam evitar complica&ccedil;&otilde;es e seq&uuml;elas de doen&ccedil;as.    A necessidade de informa&ccedil;&otilde;es desagregadas sobre morbidade hospitalar    levou ao desenvolvimento de uma metodologia que utilizou o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH-SUS) como fonte de    informa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, em S&atilde;o Jos&eacute; dos    Campos, S&atilde;o Paulo. O objetivo foi subsidiar a&ccedil;&otilde;es descentralizadas    de vigil&acirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os ambulatoriais.    A territorializa&ccedil;&atilde;o do sistema municipal de sa&uacute;de e a introdu&ccedil;&atilde;o    da d&eacute;cima revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica    Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de    (CID-10) foram condi&ccedil;&otilde;es importantes para o desenvolvimento da    metodologia. Foram implantadas listagens de notifica&ccedil;&atilde;o mensal    de altas hospitalares por &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia das unidades de sa&uacute;de.    O SIH-SUS tamb&eacute;m pode ser utilizado como fonte de informa&ccedil;&atilde;o    complementar &agrave;s tradicionais fontes utilizadas para os sistemas de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica e avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-Chave:</b>    Sistemas de informa&ccedil;&atilde;o;Vigilancia Epidemiol&oacute;gica; Avalia&ccedil;&atilde;o    de Servi&ccedil;os.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> The regular notification    of hospital discharges for outpatient accompaniment is a routine difficult to    implement in the health services. Many times there are lost opportunities for    preventive actions that could avoid complications and sequele of diseases. The    need of disaggregated information on hospital morbidity led to the development    of a methodology that utilizes the Hospital Information System from the Unified    Health System (SIH-SUS) as the source of epidemiological information, for the    city of S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, in the state of S&atilde;o Paulo,    Brazil. The objective was to subsidize decentralized actions of epidemiological    surveillance and evaluation of outpatient services. The territory delimitation    of the municipal health system and the introduction of the tenth revision of    the International Statistical Classification of Diseases and Related Health    Problems (CID-10) were important conditions for the development of the methodology.    Listings of monthly notification of hospital discharges were established in    the health units. The database of SIH-SUS may also be used as a complementary    source of epidemiological information, in addition to the traditional sources    used for epidemiological surveillance and evaluation of health services.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key Words:</b>    Information Systems; Epidemiological Surveillance; Evaluation of Health Services.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares s&atilde;o uma importante fonte de informa&ccedil;&atilde;o para    o aperfei&ccedil;oamento da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora a morbidade    hospitalar n&atilde;o seja representiva da morbidade da popula&ccedil;&atilde;o,  <sup>1</sup> as complica&ccedil;&otilde;es de muitas doen&ccedil;as e agravos que a aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica deve prevenir podem refletir-se na morbidade hospitalar. Al&eacute;m    disso, a preven&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o do processo patol&oacute;gico    ap&oacute;s a alta hospitalar, por meio de a&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas,    pode evitar seq&uuml;elas e mortes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A notifica&ccedil;&atilde;o    regular dessas altas hospitalares para acompanhamento ambulatorial b&aacute;sico    ou especializado tem sido um problema para os gestores em sa&uacute;de. &Eacute;    dif&iacute;cil implantar um fluxo regular de notifica&ccedil;&atilde;o para    as unidades de sa&uacute;de respons&aacute;veis pelo seguimento ambulatorial    de pacientes egressos de interna&ccedil;&atilde;o. Depende mais da iniciativa    de alguns servi&ccedil;os hospitalares, de alguns profissionais de sa&uacute;de    ou do pr&oacute;prio paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, perdem-se,    diariamente, milhares de oportunidades de capta&ccedil;&atilde;o, para a aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica, de pessoas que estiveram internadas e que poderiam ter acesso    &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es    de doen&ccedil;as e agravos de relev&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Alguns    problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica como doen&ccedil;as infecciosas, doen&ccedil;as    respirat&oacute;rias, hipertens&atilde;o arterial e diabetes poderiam ser minimizados    mediante adequada abordagem preventiva e curativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma das finalidades    dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &eacute; notificar    os gestores de servi&ccedil;os para interven&ccedil;&otilde;es que possam prevenir    sofrimento, incapacidade e morte. Outra finalidade &eacute; fornecer subs&iacute;dios    para a implanta&ccedil;&atilde;o de metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de gerencia    grandes sistemas nacionais de informa&ccedil;&atilde;o que podem atender a essas    finalidades: Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (SINAN), Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM), Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Nascidos Vivos (SINASC), Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Ambulatoriais (SIA-SUS) e Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    (SIHSUS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O SIH-SUS &eacute;    um sistema de informa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica que pode ser utilizado    regularmente pelos munic&iacute;pios, e &eacute; pouco utilizado como fonte    de informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas. &Eacute; um sistema primariamente    utilizado para coleta, cr&iacute;tica e pagamento de todas as interna&ccedil;&otilde;es    pelo SUS. A unidade de registro usada &eacute; a Autoriza&ccedil;&atilde;o de    Interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar (AIH). Os dados sobre diagn&oacute;sticos    m&eacute;dicos colhidos com finalidade de pagamento s&atilde;o conflitantes.    A codifica&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as &eacute; feita por m&eacute;dicos    que atenderam o paciente ou por pessoal administrativo, ambos n&atilde;o preparados    para a fun&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup> A confiabilidade dos dados para uso    em estudos epidemiol&oacute;gicos fica comprometida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outras limita&ccedil;&otilde;es    das AIH s&atilde;o, segundo Pereira,<sup>2</sup> o fato de ter como unidade de an&aacute;lise    a interna&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o o indiv&iacute;duo e terem sido criadas    para controle financeiro. Isso poderia levar a irregularidades dos hospitais    na medida em que os diagn&oacute;sticos s&atilde;o adequados para obten&ccedil;&atilde;o    de vantagens financeiras. Assim, a capacidade resolutiva dos servi&ccedil;os    hospitalares tanto pode limitar o acesso aos procedimentos como induzir ao uso    desnecess&aacute;rio, interferindo no perfil da morbidade hospitalar. N&atilde;o    obstante fatores como esses, a agilidade do sistema torna as informa&ccedil;&otilde;es    dispon&iacute;veis aos gestores locais com defasagem inferior a um m&ecirc;s,    e qualifica a AIH, conforme afirma Carvalho,<sup>3</sup> como fonte de informa&ccedil;&atilde;o    para vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e avalia&ccedil;&atilde;o e controle    de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com o avan&ccedil;o    da implanta&ccedil;&atilde;o do SUS, aumentou a demanda para descentraliza&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de de modo    a possibilitar a gest&atilde;o e a defini&ccedil;&atilde;o de prioridades em    n&iacute;vel municipal.<sup>4</sup>A Norma Operacional de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de    (NOAS-SUS 01/2001)<sup>5</sup> prev&ecirc; repasse de recursos financeiros para munic&iacute;pios    com capacidade de operar os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas    em dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Altera&ccedil;&otilde;es    promovidas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de no registro de dados do SIH-SUS    demonstraram uma pol&iacute;tica de qualifica&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es.    Foram mudan&ccedil;as importantes, embora fossem insuficientes para viabilizar    o uso das informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas do sistema nos munic&iacute;pios.    Uma das mudan&ccedil;as foi a obrigatoriedade de registro da causa externa de    les&atilde;o no campo &quot;diagn&oacute;stico secund&aacute;rio&quot; sempre    que o &quot;diagn&oacute;stico principal&quot; da interna&ccedil;&atilde;o for    uma les&atilde;o externa.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Munic&iacute;pio    de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, localizado no Vale do Para&iacute;ba (S&atilde;o    Paulo), est&aacute; entre os mais industrializados do pa&iacute;s. Apesar da    alta arrecada&ccedil;&atilde;o que possui, os indicadores socio-econ&ocirc;micos    e de sa&uacute;de apontam desigualdades sociais semelhantes a outros munic&iacute;pios    do mesmo porte. Tem uma popula&ccedil;&atilde;o de cerca de 550 mil habitantes    e foi um dos primeiros a entrar em gest&atilde;o semiplena (1994) e plena (1998)    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Conta com rede pr&oacute;pria de atendimento    dividida em tr&ecirc;s distritos sanit&aacute;rios e &eacute; composta por 37    unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de (UBS), 14 unidades especializadas, uma    unidade laboratorial, cinco unidades de pronto atendimento e um hospital municipal    com 197 leitos. Os demais leitos hospitalares e recursos de consultas e apoio    &agrave; diagnose e terapia s&atilde;o contratados dos servi&ccedil;os filantr&oacute;picos    e privados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A necessidade    de informa&ccedil;&otilde;es sobre morbidade hospitalar para subsidiar o planejamento    local de sa&uacute;de e a busca pela supera&ccedil;&atilde;o de obst&aacute;culos    antigos ao acompanhamento de egressos de interna&ccedil;&otilde;es, como a falta    de refer&ecirc;ncia sistem&aacute;tica dos hospitais para as unidades de sa&uacute;de,    motivaram o desenvolvimento de outras solu&ccedil;&otilde;es locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A vigil&acirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de tamb&eacute;m pode ser feita por meio de listagens de    notifica&ccedil;&atilde;o dos pacientes egressos de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar por &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia das unidades de sa&uacute;de.    As notifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o emitidas mensalmente a partir de informa&ccedil;&otilde;es    do SIH-SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com essa metodologia,    a unidade de an&aacute;lise passa a ser o indiv&iacute;duo. A avalia&ccedil;&atilde;o    individual contorna problemas do sistema como a n&atilde;o identifica&ccedil;&atilde;o    de reinterna&ccedil;&otilde;es, transfer&ecirc;ncias e codifica&ccedil;&atilde;o    errada de diagn&oacute;sticos. Torna-se poss&iacute;vel uma verifica&ccedil;&atilde;o    dos dados quando da investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A disponibiliza&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es atualizadas sobre a ocorr&ecirc;ncia de agravos    ou complica&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;as &eacute; &uacute;til para os    gestores locais de sa&uacute;de na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do atendimento    prestado aos usu&aacute;rios que evolu&iacute;ram para interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar. A capta&ccedil;&atilde;o e acompanhamento ambulatorial dos pacientes    que foram internados pelo SUS, que n&atilde;o eram usu&aacute;rios das unidades    de sa&uacute;de, tamb&eacute;m constitui uma estrat&eacute;gia para o aumento    da cobertura da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo deste    trabalho foi apresentar uma metodologia para disponibilizar informa&ccedil;&otilde;es    de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares do SUS, de forma desagregada, para    subsidiar a&ccedil;&otilde;es descentralizadas de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    de doen&ccedil;as e agravos &agrave; sa&uacute;de e avalia&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os ambulatoriais de sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Material    e m&eacute;todos </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para difundir    informa&ccedil;&otilde;es desagregadas do SIH-SUS, duas medidas foram essenciais.    A primeira foi introduzir no sistema uma forma de referenciar o local de resid&ecirc;ncia    para desagrega&ccedil;&atilde;o posterior das interna&ccedil;&otilde;es por    &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia das UBS. A segunda foi melhorar a qualidade    da codifica&ccedil;&atilde;o dos diagn&oacute;sticos principal e secund&aacute;rio    da AIH. O diagn&oacute;stico principal &eacute; definido como a afec&ccedil;&atilde;o    primariamente respons&aacute;vel pela necessidade de tratamento ou investiga&ccedil;&atilde;o    do paciente. O diagn&oacute;stico secund&aacute;rio pode ser definido como outra    afec&ccedil;&atilde;o que existe ou se desenvolve durante a interna&ccedil;&atilde;o    e que afeta as condi&ccedil;&otilde;es do paciente.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi aproveitada    a oportunidade criada por dois eventos, especialmente prop&iacute;cios para    implantar as medidas mencionadas. O primeiro foi a territorializa&ccedil;&atilde;o    do Sistema Municipal de Sa&uacute;de de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, em    1994. A territorializa&ccedil;&atilde;o permite o reconhecimento das rela&ccedil;&otilde;es    entre condi&ccedil;&otilde;es de vida, sa&uacute;de, acesso &agrave;s a&ccedil;&otilde;es    e servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>8,9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo Teixeira    e colaboradores,<sup>9</sup> a partir do reconhecimento do territ&oacute;rio do munic&iacute;pio,    o processo de planejamento e programa&ccedil;&atilde;o local deve ir al&eacute;m    da racionaliza&ccedil;&atilde;o da oferta de servi&ccedil;os ambulatoriais e    hospitalares e avan&ccedil;ar em um enfoque que incorpore os problemas da sa&uacute;de    e seus determinantes como objeto de interven&ccedil;&atilde;o. Localizar a &aacute;rea    de risco, isto &eacute;, onde reside um indiv&iacute;duo que foi internado,    e correlacion&aacute;-la com a doen&ccedil;a ou o agravo &eacute; uma necessidade    no processo de diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    e de atua&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os sistemas de    informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica s&atilde;o ferramentas fundamentais    neste processo. Todavia, o munic&iacute;pio n&atilde;o dispunha desse recurso    e a necessidade de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de fez com que outra    op&ccedil;&atilde;o fosse procurada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As micro&aacute;reas    de risco dentro do territ&oacute;rio n&atilde;o seguem necessariamente a distribui&ccedil;&atilde;o    espacial das unidades de refer&ecirc;ncia geralmente usadas, como o c&oacute;digo    de endere&ccedil;amento postal (CEP), o bairro ou o setor censit&aacute;rio.    Segundo Barcellos e Santos,<sup>10</sup> a escolha da unidade espacial de agrega&ccedil;&atilde;o    em geoprocessamento define a escala de observa&ccedil;&atilde;o dos fen&ocirc;menos.    A territorializa&ccedil;&atilde;o feita no munic&iacute;pio identificou micro&aacute;reas    de risco, mas n&atilde;o as delimitou dentro de uma unidade de refer&ecirc;ncia.    A l&oacute;gica da defini&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio foi o acesso    &agrave;s unidades de sa&uacute;de. Desde o in&iacute;cio, descartou- se a utiliza&ccedil;&atilde;o    do CEP como unidade de refer&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Essa vari&aacute;vel    tinha baixa qualidade, pela insuficiente presta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o    por parte do usu&aacute;rio. Em 1997, cerca de 85% dos CEP foram registrados    com o c&oacute;digo b&aacute;sico do munic&iacute;pio, ou seja, 12200-000, o    que inviabilizou a desagrega&ccedil;&atilde;o. A unidade de refer&ecirc;ncia    escolhida foi o bairro pelo costume da popula&ccedil;&atilde;o com esta unidade,    sendo mais confi&aacute;vel no registro de endere&ccedil;os do munic&iacute;pio.    Como o objetivo das listagens &eacute; delimitar as interna&ccedil;&otilde;es    dentro da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia das unidades de atendimento ambulatorial,    a delimita&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio por bairros foi utilizada.    A localiza&ccedil;&atilde;o dos pacientes nas micro&aacute;reas de risco ocorreu    nas unidades por busca ativa ou an&aacute;lise do endere&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma codifica&ccedil;&atilde;o    de bairros foi implantada. O endere&ccedil;o de logradouros apresenta grande    variabilidade no seu preenchimento necessitando de uma fase de avalia&ccedil;&atilde;o    cr&iacute;tica dos dados.<sup>10</sup> Com o registro dos bairros ocorreu o mesmo. Foi    necess&aacute;ria uma revis&atilde;o dos c&oacute;digos dos bairros antes de    sua utiliza&ccedil;&atilde;o para redu&ccedil;&atilde;o da perda de informa&ccedil;&atilde;o    desagregada. Nos casos de bairros que foram subdivididos, sendo cada subdivis&atilde;o    referenciada para uma UBS diferente, dificuldades foram enfrentadas. Na entrada    dos dados nos hospitais, n&atilde;o foi codificada corretamente a subdivis&atilde;o    dos bairros em 6% das interna&ccedil;&otilde;es. A corre&ccedil;&atilde;o do    problema foi feita por meio da emiss&atilde;o de listagens de igual conte&uacute;do    para as unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de com bairros em comum. Cada servi&ccedil;o    identificava pelo endere&ccedil;o se o paciente residia em sua &aacute;rea de    abrang&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Todos os n&iacute;veis    da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de necessitavam de informa&ccedil;&atilde;o    desagregada para o planejamento de suas a&ccedil;&otilde;es. Os sistemas SIM,    SINASC, SINAN e SIA-SUS foram supridos com a codifica&ccedil;&atilde;o de bairros.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No SIH-SUS, a    codifica&ccedil;&atilde;o foi implantada na rotina de digita&ccedil;&atilde;o    dos arquivos de AIH apresentadas (programa SISAIH01- Sistema de AIH em disquete)    desenvolvido pelo Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (DATASUS). As unidades hospitalares pr&oacute;prias, filantr&oacute;picas    e contratadas no munic&iacute;pio foram orientadas a digitar no campo N&Uacute;MERO    os c&oacute;digos de bairros. Passou a ser digitado juntamente com o nome do    logradouro (campo LOGR - logradouro) o n&uacute;mero da resid&ecirc;ncia, que    antes era digitado no campo N&Uacute;MERO. Assim, sem preju&iacute;zo ao sistema,    preservaram-se os dados referentes ao endere&ccedil;o e foi poss&iacute;vel    implantar uma codifica&ccedil;&atilde;o descentralizada que permitiu a desagrega&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es por Distrito Sanit&aacute;rio e &aacute;rea de    abrang&ecirc;ncia das UBS. Cada interna&ccedil;&atilde;o dos pacientes teve    registrado o c&oacute;digo do bairro do seu endere&ccedil;o de resid&ecirc;ncia,    podendo ser relacionado &agrave; UBS de abrang&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O segundo evento    foi a implanta&ccedil;&atilde;o, no SIH-SUS, da d&eacute;cima revis&atilde;o    da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de (CID-10) a partir de janeiro    de 1998.<sup>11</sup> No &uacute;ltimo bimestre de 1997, foi realizado um treinamento de    codificadores de morbidade em CID-10. O treinamento foi aplicado segundo metodologia    preconizada pelo Centro Colaborador da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de para Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as em Portugu&ecirc;s.    <sup>7,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A codifica&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as nos hospitais n&atilde;o era feita por codificadores treinados,    mas por funcion&aacute;rios administrativos dos hospitais, lotados no setor    de faturamento, sem qualquer treinamento. Eram utilizados c&oacute;digos de    doen&ccedil;as sugeridos em publica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o oficiais de    tabelas de procedimentos do SUS. Diante dessa realidade, optou-se por treinar    esses &quot;faturistas&quot; como codificadores e supervisionar o seu trabalho.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> S&atilde;o Jos&eacute;    dos Campos teve 23.371 interna&ccedil;&otilde;es pagas pelo SUS, em 1997. Seis    unidades eram pr&oacute;prias (uma grande e cinco pequenas) tr&ecirc;s filantr&oacute;picas    e duas contratadas. Foram treinados inicialmente dois codificadores por hospital.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma vez implantadas    as duas medidas, foi desenvolvido um programa gerador de relat&oacute;rios no    Epi-info (vers&atilde;o 6.04b) a partir de uma c&oacute;pia do banco de dados    de AIH (programa SISAIH01). Passaram a ser emitidas listagens de pacientes internados    pelo SUS at&eacute; o dia 15 subseq&uuml;ente ao m&ecirc;s de compet&ecirc;ncia    anterior.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cada listagem    &eacute; composta, com algumas varia&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, de    campos descritivos como: nome do paciente, nome do segurado, sexo, idade, hospital,    prontu&aacute;rio, diagn&oacute;stico principal, diagn&oacute;stico secund&aacute;rio,    procedimento realizado, data de interna&ccedil;&atilde;o, data de alta, evolu&ccedil;&atilde;o    e endere&ccedil;o. Foram encaminhadas diretamente aos gerentes das unidades    de sa&uacute;de e coordenadores de programas de sa&uacute;de, preservando o    sigilo das informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As vari&aacute;veis    selecionadas foram:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> a) idade em anos:    criada a partir da diferen&ccedil;a em dias entre os campos data de interna&ccedil;&atilde;o    (DT_INT) e data de nascimento (DT_NASC);    <br>   b) diagn&oacute;stico principal (DIAG_PRI);    <br>   c) diagn&oacute;stico secund&aacute;rio (DIAG_SEC);    <br>   d) procedimento realizado (PROC_REA);    <br>   e) motivo de cobran&ccedil;a (MOT_COB);    <br>   f) car&aacute;ter da interna&ccedil;&atilde;o (CAR_INT); e     <br>   g) munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia (MUN_PAC). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A prioridade de    escolha de vari&aacute;veis para sele&ccedil;&atilde;o dos agravos de monitoramento    foi para o diagn&oacute;stico, devido ao trabalho de qualifica&ccedil;&atilde;o    do dado junto aos hospitais. Pode-se optar, nesta fase, pela sele&ccedil;&atilde;o    de procedimentos realizados, que guardam correspond&ecirc;ncia com diversas    patologias ou agravos, alvo de monitoriza&ccedil;&atilde;o. O Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de recomendou a escolha de procedimentos para c&aacute;lculo de    alguns indicadores da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, como interna&ccedil;&otilde;es    pelo SUS por &quot;acidente vascular cerebral agudo&quot; e propor&ccedil;&atilde;o    de &quot;parto e curetagem p&oacute;s-aborto&quot; de 10 a 19 anos.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a monitoriza&ccedil;&atilde;o    das interna&ccedil;&otilde;es por parto, aborto e intercorr&ecirc;ncias da gravidez,    por exemplo, &eacute; poss&iacute;vel selecionar tanto o diagn&oacute;stico    principal com c&oacute;digo da CID-10 entre O00.0 e O99.8, como os procedimentos    do grupo 35 (cirurgias obst&eacute;tricas) da tabela de procedimentos hospitalares    do SUS.<sup>14</sup> Ao optar-se pela sele&ccedil;&atilde;o dos diagn&oacute;sticos principal    e secund&aacute;rio podem-se perder as interna&ccedil;&otilde;es de &quot;cesariana    com laqueadura tub&aacute;ria&quot; j&aacute; que, nestes casos, o programa    SISAIH01 n&atilde;o aceita c&oacute;digo CID-10 de cesariana como diagn&oacute;stico    principal, restando a op&ccedil;&atilde;o de coloc&aacute;-lo no diagn&oacute;stico    secund&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A forma mais segura    de captar o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de interna&ccedil;&otilde;es    pela causa correta &eacute; estabelecer crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o    concomitantes para diagn&oacute;stico principal, diagn&oacute;stico secund&aacute;rio    e procedimentos realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Essa &eacute;    uma das vantagens da metodologia. Ao tratar o indiv&iacute;duo como unidade    de an&aacute;lise, listando caso a caso, a confiabilidade da informa&ccedil;&atilde;o    sobre a causa da interna&ccedil;&atilde;o &eacute; maior, as reinterna&ccedil;&otilde;es    podem ser identificadas nas listagens seq&uuml;enciais e erros de endere&ccedil;o    podem ser corrigidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Resultados    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O resultado deste    trabalho foi a disponibiliza&ccedil;&atilde;o, a partir de maio de 1998, dos    dados desagregados referentes aos pacientes internados pelo SUS para os servi&ccedil;os    locais de sa&uacute;de. S&atilde;o dez listagens b&aacute;sicas, emitidas mensalmente    pelo setor de informa&ccedil;&otilde;es da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de.    Elas foram implantadas gradualmente conforme verificava-se seu potencial de    aproveitamento. At&eacute; maio de 1999, eram enviadas as listagens impressas    aos respons&aacute;veis t&eacute;cnicos dos distritos sanit&aacute;rios que,    por sua vez, as distribu&iacute;am aos gerentes das unidades de sa&uacute;de.    A partir de junho de 1999, a distribui&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es    foi agilizada por meio de encaminhamento eletr&ocirc;nico das listagens aos    distritos sanit&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com a implanta&ccedil;&atilde;o    dos indicadores para avalia&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    no munic&iacute;pio,<sup>15,16</sup> por interm&eacute;dio do termo de compromisso assinado    entre os Secret&aacute;rios Municipal e Estadual de Sa&uacute;de (junho de 1999),    as metas de monitoramento das interna&ccedil;&otilde;es foram estabelecidas.    Foram pactuados indicadores como coeficientes de interna&ccedil;&atilde;o por    diabetes, por acidente vascular cerebral e infarto agudo do mioc&aacute;rdio,    por doen&ccedil;as respirat&oacute;rias em menores de cinco anos e em maiores    de 60 anos. Assim, por determina&ccedil;&atilde;o da Secretaria Municipal, foram    alteradas as listagens, que passaram a incluir apenas os pacientes internados    pelas doen&ccedil;as que compunham os indicadores de morbidade hospitalar pactuados.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A altera&ccedil;&atilde;o    nos crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o gerou um grupo bem menor de pacientes    cuja interna&ccedil;&atilde;o foi informada &agrave;s unidades de sa&uacute;de.    Por outro lado, a seletividade definida pelas metas pactuadas fez com que as    UBS priorizassem a vigil&acirc;ncia dos pacientes egressos de interna&ccedil;&atilde;o    cujas doen&ccedil;as interferiam nos indicadores da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    pactuados. A cr&ocirc;nica defici&ecirc;ncia de recursos humanos nas unidades    para visitas domiciliares dificultou o processo. Naquele momento, o Programa    de Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de n&atilde;o estava implantado    no munic&iacute;pio. A partir de janeiro de 2001, as listagens para as UBS voltaram    a ser constitu&iacute;das por todos os paciente internados, aumentando a possibilidade    de monitoriza&ccedil;&atilde;o de eventos de interesse epidemiol&oacute;gico    localizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As listagens com    sua configura&ccedil;&atilde;o atual ser&atilde;o descritas a seguir, com seu    conte&uacute;do, vari&aacute;veis e c&oacute;digos selecionados, destino e objetivo.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Listagem    1 </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    menores de um ano de idade, internados por todas as causas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos selecionados: menores de um ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Unidades    B&aacute;sicas de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: acompanhar,    no Programa de Vigil&acirc;ncia da Morbi-mortalidade do Rec&eacute;m-nascido    de Risco do munic&iacute;pio, os casos de interna&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o    identificados, j&aacute; que um dos crit&eacute;rios de risco para inclus&atilde;o    na vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica dos rec&eacute;m-nascidos &eacute;    interna&ccedil;&atilde;o com menos de um ano de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    2</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    gestantes, de todas as idades, internadas por parto, aborto e intercorr&ecirc;ncias    da gravidez e puerp&eacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos da CID-10<sup>12</sup> e da tabela de procedimentos do SUS:<sup>14</sup>diagn&oacute;stico    principal ou secund&aacute;rio: O00.0 a O99.8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Procedimentos    realizados: grupo 35 (cirurgias obst&eacute;tricas).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Unidades    B&aacute;sicas de Sa&uacute;de e Casa da Gestante.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: captar    gestantes para acompanhamento em pr&eacute;-natal de alto risco, aumentar cobertura    de pr&eacute;-natal e prevenir mortalidade materna.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    3 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados por transtornos mentais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos da CID-10:<sup>12</sup> diagn&oacute;stico principal: F00.0 a F99.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Unidades    de Aten&ccedil;&atilde;o Integrada em Sa&uacute;de Mental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: captar    egressos de interna&ccedil;&atilde;o em institui&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas    para seguimento ambulatorial e preven&ccedil;&atilde;o de reinterna&ccedil;&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    4 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados por todas as causas e idades exceto menores de um ano,    transtornos mentais e gestantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos selecionados: diagn&oacute;stico principal, secund&aacute;rio    e procedimento realizado diferentes das listagens 1, 2 e 3.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Unidades    B&aacute;sicas de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: captar    egressos de interna&ccedil;&atilde;o para seguimento ambulatorial, subsidiando    a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade e o aumento da cobertura de programas    de controle de diabetes, hipertens&atilde;o arterial, doen&ccedil;as respirat&oacute;rias    na inf&acirc;ncia e na terceira idade, neoplasias malignas da mama, colo de    &uacute;tero, pulm&atilde;o, pr&oacute;stata e outros agravos de relev&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    5 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados por todas as doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias    e de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos selecionados da CID-10<sup>12</sup> e da tabela de procedimentos do SUS:<sup>14</sup>    diagn&oacute;stico principal: A00 a B99; G37.3, G61, P35, G83 a G83.9, K73 a    K73.9, E40 a E43, G00 a G03.9, J60 a J65; e diagn&oacute;stico secund&aacute;rio:    W53.0 a W59.9, X20.0 a X22.9, X48.0 a X49.9, Y58.0 a Y59.9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Procedimento realizado:    grupo 70 (tratamento da s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida    - AIDS), 74 (doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias) e 91 (AIDS em    hospital-dia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Coordena&ccedil;&atilde;o    do Servi&ccedil;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica Municipal. Objetivo:    confrontar casos de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria no munic&iacute;pio com as registradas no SINAN, para detec&ccedil;&atilde;o    de casos n&atilde;o notificados e monitoriza&ccedil;&atilde;o dos casos de doen&ccedil;as    infecciosas e parasit&aacute;rias de relev&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    no munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    6 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados que evolu&iacute;ram para &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos selecionados: motivo de cobran&ccedil;a: c&oacute;digos de    41 a 53. Destino: Coordena&ccedil;&atilde;o do SIM do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: informar    sobre diagn&oacute;stico de interna&ccedil;&atilde;o, procedimento realizado,    data de interna&ccedil;&atilde;o e n&uacute;mero de prontu&aacute;rio para complementar    os dados da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito, subsidiar a redu&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos de causa mal definida e a investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos    infantis e maternos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    7 </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados por doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis (DST)    e AIDS, linfomas, sarcoma de Kaposi e demais doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos selecionados da CID-10<sup>12</sup> e da tabela de procedimentos do SUS:<sup>14 </sup>   diagn&oacute;stico principal ou secund&aacute;rio: A00.0 a B99.9, C46.0 a C46.9,    C81.0 a C88.9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Procedimentos    realizados: grupo 70 (tratamento da AIDS) e 91 (AIDS em hospital-dia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Coordena&ccedil;&atilde;o    do Programa de Controle de DST-AIDS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: Verificar    casos internados por s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida (AIDS)    e doen&ccedil;as suspeitas de associa&ccedil;&atilde;o com AIDS para acompanhamento    e redu&ccedil;&atilde;o da sub-notifica&ccedil;&atilde;o de casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Listagem    8 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados por acidentes de trabalho declarados, doen&ccedil;as ocupacionais,    dorsopatias e causas externas de 10 a 65 anos. Vari&aacute;veis e c&oacute;digos    selecionados:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> a) idade de 10    a 65 anos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> b) car&aacute;ter    da interna&ccedil;&atilde;o: 6 a 7; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> c) diagn&oacute;stico    principal:<sup>12</sup> D70, F38.8, G24.9, G56, G57.5, H83.3, J30.0 a J30.4, J45.0, J45.9,    J60.0 a J69.8, L23.0 a L25.9, M51.0 a M54.9, M65.0 a M65.9, M70.0 a M70.9, M71.3,    M75.0 a M75.9, M77.0 a M77.9, Z02.8, Z20.9, S00.0 a T98.3.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Centro    de Refer&ecirc;ncia Especializado em Sa&uacute;de Ocupacional do munic&iacute;pio.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: identificar    os casos internados em que n&atilde;o ocorreu abertura de Comunica&ccedil;&atilde;o    de Acidente de Trabalho para reduzir a subnotifica&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    9 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados por acidentes de tr&acirc;nsito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos selecionados da CID-10:<sup>12</sup> diagn&oacute;stico secund&aacute;rio:    V01 a V99.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Departamento    de Tr&acirc;nsito da Secretaria Municipal de Transportes. Objetivo: permitir    o cruzamento dos dados de local de ocorr&ecirc;ncia de acidentes de tr&acirc;nsito    com a gravidade e as causas das les&otilde;es provocadas de forma a subsidiar    a ado&ccedil;&atilde;o de medidas de seguran&ccedil;a no tr&acirc;nsito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Listagem    10 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conte&uacute;do:    pacientes internados residentes nos munic&iacute;pios vizinhos por todas as    causas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vari&aacute;veis    e c&oacute;digos selecionados: c&oacute;digo do Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE) dos munic&iacute;pios da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Destino: Dire&ccedil;&atilde;o    Regional de Sa&uacute;de de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos - Secretaria de    Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Objetivo: informar    aos munic&iacute;pios vizinhos sobre as interna&ccedil;&otilde;es de seus pacientes    e subsidiar a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O conte&uacute;do    e o destino das listagens de notifica&ccedil;&atilde;o podem ser alterados de    acordo com a sua utilidade para a vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. Os    agravos priorit&aacute;rios para o munic&iacute;pio podem ser adaptados a qualquer    momento do processo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o    </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As listagens mensais    de notifica&ccedil;&atilde;o de pacientes internados pelo SUS, por unidade de    sa&uacute;de de abrang&ecirc;ncia, foram incorporadas ao sistema de informa&ccedil;&atilde;o    da secretaria municipal de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Existem duas limita&ccedil;&otilde;es    para o melhor aproveitamento das notifica&ccedil;&otilde;es. A primeira &eacute;    a periodicidade mensal, j&aacute; que o banco de dados de AIH &eacute; gerado    uma vez ao m&ecirc;s pelos hospitais. No entanto, esta &eacute;, na maioria    das vezes, a &uacute;nica forma de obten&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o    por parte das unidades ambulatoriais de sa&uacute;de. A segunda &eacute; o universo    de interna&ccedil;&otilde;es que se referem somente &agrave;quelas pagas pelo    SUS. Em 1999, as interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS representaram 51,8% do total    em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos. Muitas pessoas residentes em &aacute;reas    de risco, internadas por meio do sistema de sa&uacute;de suplementar, tamb&eacute;m    s&atilde;o potenciais usu&aacute;rios do SUS e deveriam ser objeto de a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de no territ&oacute;rio da autoridade    sanit&aacute;ria local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Algumas vantagens    importantes da aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia podem ser apontadas. Uma    delas foi o acesso dos trabalhadores de sa&uacute;de e da comunidade &agrave;s    informa&ccedil;&otilde;es locais sobre morbidade hospitalar e coeficientes de    interna&ccedil;&atilde;o pelo SUS pactuados com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    e Secretaria de Estado da Sa&uacute;de. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o    regularmente disseminadas por &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia das unidades    de sa&uacute;de. &Eacute; um subs&iacute;dio importante para o planejamento    local e a programa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A metodologia    apresentada tamb&eacute;m pode subsidiar a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade    das interven&ccedil;&otilde;es nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de.    A identifica&ccedil;&atilde;o das raz&otilde;es pelas quais um usu&aacute;rio    de uma unidade de sa&uacute;de evoluiu para complica&ccedil;&atilde;o de sua    doen&ccedil;a &eacute; uma quest&atilde;o que pode ser estudada. A avalia&ccedil;&atilde;o    da qualidade da aten&ccedil;&atilde;o pode ser feita pela revis&atilde;o do    prontu&aacute;rio do da percep&ccedil;&atilde;o do paciente e dos familiares,    de poss&iacute;veis raz&otilde;es de seu estado de sa&uacute;de: dificuldade    de acesso geogr&aacute;fico, falta de acolhimento na unidade, falta de medicamentos,    insufici&ecirc;ncia de m&eacute;dicos, entre outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A avalia&ccedil;&atilde;o    da qualidade do atendimento ambulatorial tamb&eacute;m pode ser realizada a    partir da compreens&atilde;o das raz&otilde;es pelas quais um indiv&iacute;duo,    residente na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia de uma unidade de sa&uacute;de    que evoluiu para uma interna&ccedil;&atilde;o hospitalar, n&atilde;o &eacute;    usu&aacute;rio dela. Permite uma reflex&atilde;o da equipe local de sa&uacute;de    sobre o impacto que suas interven&ccedil;&otilde;es podem ter numa popula&ccedil;&atilde;o    que tem pouco acesso ao servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A cobertura de    programas de sa&uacute;de para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas pode aumentar pela    capta&ccedil;&atilde;o daqueles que n&atilde;o s&atilde;o usu&aacute;rios das    unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de. Poder&aacute; ser um aumento pequeno    para causar impacto nos indicadores da sa&uacute;de em munic&iacute;pios com    alta cobertura ambulatorial, mas importante para reduzir danos maiores &agrave;    sa&uacute;de de cada cidad&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O sistema de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria de doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis, doen&ccedil;as ocupacionais    e acidentes de trabalho pode ser aperfei&ccedil;oado com a ajuda da metodologia.    Ferreira e colaboradores<sup>17</sup> encontraram 34,8% de subnotifica&ccedil;&atilde;o    de AIDS em pacientes que utilizaram a rede hospitalar vinculada ao SUS, comparando    o SIH-SUS com o SINAN. Patologias de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    que exigem um maior grau de interna&ccedil;&atilde;o como raiva humana, t&eacute;tano    acidental, s&iacute;filis cong&ecirc;nita, febre amarela, difteria e febre tif&oacute;ide    apresentaram maior freq&uuml;&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS    do que notifica&ccedil;&otilde;es pelo SINAN, em estudo realizado por Mendes    e colaboradores.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Recentes publica&ccedil;&otilde;es    nacionais t&ecirc;m avaliado o SIH-SUS como fonte de informa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica complementar para os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de. <sup>17-22</sup> As an&aacute;lises foram realizadas por meio de tabula&ccedil;&atilde;o    de dados, comparando- se os resultados encontrados com os de outros sistemas    de informa&ccedil;&atilde;o, como o SINAN.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A metodologia    aqui apresentada complementa o conhecimento proporcionado pela literatura sobre    o assunto, pois se caracteriza por uma abordagem individualizada das informa&ccedil;&otilde;es.    &Eacute; uma forma adequada para utiliza&ccedil;&atilde;o em vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica e avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de servi&ccedil;os.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> An&aacute;lises    de dados do SIH-SUS t&ecirc;m demonstrado sua utilidade como fonte complementar    de informa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, apesar de problemas de qualidade    dos dados.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A capta&ccedil;&atilde;o    pelo servi&ccedil;o de sa&uacute;de, de um paciente que esteve internado, cuja    interven&ccedil;&atilde;o ambulatorial posterior possa interromper a cadeia    que poderia lev&aacute;-lo a uma morte evit&aacute;vel, &eacute; uma forma de    utiliza&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica da base de dados de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com a implanta&ccedil;&atilde;o    do SUS, os gestores locais de sa&uacute;de t&ecirc;m, progressivamente, a responsabilidade    de gerenciar os servi&ccedil;os, assim como obter informa&ccedil;&otilde;es    de qualidade do perfil epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o. O SIH-SUS    tamb&eacute;m pode ser utilizado como uma fonte de informa&ccedil;&otilde;es    desagregadas complementar &agrave;s tradicionais fontes de informa&ccedil;&atilde;o    utilizadas para os sistemas de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e avalia&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A aplica&ccedil;&atilde;o    de t&eacute;cnicas simples de desagrega&ccedil;&atilde;o de dados aos sistemas    de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de implantados nos munic&iacute;pios,    bem como esfor&ccedil;os constantes para melhorar a qualidade dos registros    de dados nesses sistemas, viabilizam a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    epidemiol&oacute;gicas a partir de bancos de dados secund&aacute;rios. A metodologia    apresentada neste trabalho, de baixo custo operacional e pouca complexidade    tecnol&oacute;gica, apresenta-se como uma ferramenta complementar para vigil&acirc;ncia    e monitoriza&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e agravos &agrave; sa&uacute;de    para os munic&iacute;pios.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Lebr&atilde;o    ML. Estat&iacute;sticas hospitalares. In: Lebr&atilde;o ML. Estudos de morbidade.    S&atilde;o Paulo: USP; 1997. p.59-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Pereira MG.    Morbidade. In: Pereira MG. Epidemiologia: teoria e pr&aacute;tica. Rio de Janeiro:    Guanabara Koogan; 1995. p.76-104. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Carvalho DM.    Grandes sistemas nacionais de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: revis&atilde;o    e discuss&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o atual. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 1997;6(4):7-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Almeida MF.    Descentraliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o e o uso    das informa&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel municipal. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 1998;7(3): 27-33.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n. 95, de 26 de janeiro de 2001. Aprova a Norma Operacional    de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de - NOAS-SUS 01/2001. Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, v.139, n.20, p.23, 29 jan. 2001. Se&ccedil;&atilde;o    1. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n. 142, de 13 de novembro de 1997. Disp&otilde;e sobre    o preenchimento de Autoriza&ccedil;&atilde;o de Interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar    - AIH, em casos com quadro compat&iacute;vel com causas externas. Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, v.135, n.222, p.26499, 17 nov. 1997.    Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. Centro Colaborador da OMS para Classifica&ccedil;&atilde;o    de Doen&ccedil;as em Portugu&ecirc;s. Manual de treinamento no uso da CID-10    em morbidade. S&atilde;o Paulo: EDUSP; 1997. &#91;mimeo&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Unglert CVS.    Territorializa&ccedil;&atilde;o em sistemas de sa&uacute;de. In: Mendes EV.    Distrito sanit&aacute;rio: o processo social de mudan&ccedil;a das pr&aacute;ticas    sanit&aacute;rias do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. S&atilde;o Paulo:    HUCITEC; 1993. p.221-235.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Teixeira CF,    Paim JS, Vilasb&ocirc;as AL. SUS, modelos assistenciais e vigil&acirc;ncia da    sa&uacute;de. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998;7(2):7-28.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Barcellos    C, Santos SM. Colocando dados no mapa: a escolha da unidade espacial de agrega&ccedil;&atilde;o    e integra&ccedil;&atilde;o de bases de dados em sa&uacute;de e ambiente atrav&eacute;s    do geoprocessamento. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998; 6(1):21-29.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n. 1311, de 12 de setembro de 1997. Define a compet&ecirc;ncia    janeiro de 1988, para que a CID-10 vigore, em todo territ&oacute;rio nacional,    em morbidade hospitalar e ambulatorial. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,    Bras&iacute;lia, v.135, n.178, p.20518, 16 set. 1997. Se&ccedil;&atilde;o 1.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. CID- 10. Classifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica    internacional de doen&ccedil;as e problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de.    10<sup>a</sup> Revis&atilde;o. S&atilde;o Paulo: EDUSP; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n. 723, de 10 de maio de 2001. Aprova a rela&ccedil;&atilde;o    de indicadores a serem pactuados no ano 2001 pelos estados e munic&iacute;pios.    Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, v.138, n.107, p.139,    4 jun. 2001. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. BRASIL. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Portaria n. 1258, de 9 de julho de 2002. Redefine valores e    aprova a tabela de procedimentos do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de - SIH/SUS.    Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, v.139, n.131, 10 jul.    2002. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Manual    para a organiza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Indicadores    para avalia&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: resumo    informativo. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1999. &#91;mimeo&#93;.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Ferreira VMB,    Portela MC, Vasconcellos MTL. Fatores associados a subnotifica&ccedil;&atilde;o    de pacientes com Aids no Rio de Janeiro, RJ, 1996. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    2000;34(2):170-177. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Mendes ACG,    Silva J&uacute;nior JB, Medeiros KR, Lyra TM, Melo Filho DA, S&aacute; DA. Avalia&ccedil;&atilde;o    do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares-SIH/SUS como fonte complementar    na vigil&acirc;ncia e monitoramento de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000;9(2): 67-86.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Lyra TM, Mendes    ACG, Silva J&uacute;nior JB, Duarte PO, Melo Filho DA, Albuquerque PC. Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares: fonte complementar na vigil&acirc;ncia    e monitoramento de doen&ccedil;as imunopreven&iacute;veis. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 2000;9(2):87-110.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Mendes ACG,    Medeiros KR, Farias SF, Lessa FD, Carvalho CN, Duarte PO. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares: fonte complementar na vigil&acirc;ncia e monitoramento das doen&ccedil;as    de veicula&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica. Informe Epidemiol&oacute;gico do    SUS 2000;9(2):111-124. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. 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Novas metodologias    para vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica: uso do sistema de informa&ccedil;&otilde;es    hospitalares - SIH/SUS. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000;9(Supl.1):3-27.    </font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/iesus/v11n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Rua Jos&eacute; de Alencar, 123, 5&ordm; andar, sala 1    <br>   S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos/SP.    <br>   CEP: 12.209-530.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E-mail:<a href="mailto:lpmelione@usa.net">lpmelione@usa.net</a>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#topo">*</a><a name="nota"></a>Artigo    divulgado em: Anais do VI Congresso Paulista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    1999;2:69-78.</font></p>      ]]></body><back>
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