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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A carga da doença associada com algumas causas de internação hospitalar realizada pelo SUS]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Burden of disease associated with selected causes of hospital admission in the National Unified Health System (SUS)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Estado do Rio de Janeiro Instituto de Medicina Social ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this paper is to design an indicator which estimates the burden of disease associated with hospital admissions in the National Unified Health System (SUS). The burden of hospital admissions was estimated, measured by years lost because of disability (API), and years of potential life lost (YLL) in consequence of premature mortality, to compose the disability-adjusted life years (DALY), in a similar way to that proposed by Murray. In this experimental stage, some diseases that have lead to hospital admissions have been selected - for example, pulmonary tuberculosis, selected neoplasms, diabetes and acute myocardial infarction - in productive age groups (15 to 64 years of age). The source of data for hospital morbidity was the Hospital Information System of the National Unified Health System (SIH-SUS); and for mortality data, the Mortality Information System (SIM) of the Brazilian Ministry of Health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>A carga da doen&ccedil;a associada com algumas    causas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar realizada pelo SUS<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Burden of disease associated with selected    causes of hospital admission in the National Unified Health System (SUS)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>M&aacute;rio Francisco Giani Monteiro </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Instituto de Medicina </font><font size="2" face="verdana">Social/Universidade    do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste trabalho &eacute; construir    um indicador que estime a carga da doen&ccedil;a associada com interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Para tanto, estimou-se    o que se denomina carga da interna&ccedil;&atilde;o, a ser medida em anos perdidos    por incapacidade (API). Tamb&eacute;m foram estimados os anos potenciais de    vida perdidos (APVP) devido &agrave; mortalidade precoce, para compor os anos    de vida ajustados por incapacidade (AVAI), de forma an&aacute;loga ao indicador    proposto por Murray, conhecido como DALY (<i>disability-adjusted life years</i>).    Nessa fase experimental, foram selecionadas algumas doen&ccedil;as que originaram    interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS &#8211; como a tuberculose pulmonar, algumas    neoplasias espec&iacute;ficas, o diabetes e o infarto agudo do mioc&aacute;rdio    &#8211;, na popula&ccedil;&atilde;o em idade economicamente ativa (15 a 64 anos    de idade). A fonte dos dados sobre morbidade hospitalar &eacute; o Sistema de    Informa&ccedil;&atilde;o Hospitalar do SUS (SIH-SUS); e as informa&ccedil;&otilde;es    sobre mortalidade foram obtidas no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre    Mortalidade (SIM), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> indicadores    de sa&uacute;de; morbidade hospitalar; epidemiologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The objective of this paper is to design an indicator    which estimates the burden of disease associated with hospital admissions in    the National Unified Health System (<i>SUS</i>). The burden of hospital admissions    was estimated, measured by years lost because of disability (API), and years    of potential life lost (YLL) in consequence of premature mortality, to compose    the disability-adjusted life years (DALY), in a similar way to that proposed    by Murray. In this experimental stage, some diseases that have lead to hospital    admissions have been selected &#8211; for example, pulmonary tuberculosis, selected    neoplasms, diabetes and acute myocardial infarction &#8211; in productive age    groups (15 to 64 years of age). The source of data for hospital morbidity was    the Hospital Information System of the National Unified Health System (<i>SIH-SUS</i>);    and for mortality data, the Mortality Information System (<i>SIM</i>) of the    Brazilian Ministry of Health.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b>health indicators; hospital    morbidity; epidemiology.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As r&aacute;pidas e significativas mudan&ccedil;as    que caracterizam as transi&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica    no Brasil<sup>1</sup> constituem um obst&aacute;culo a mais para a administra&ccedil;&atilde;o    e o planejamento dos recursos da Sa&uacute;de. As dificuldades enfrentadas por    esse setor s&atilde;o, acrescidas, ainda, da grande diversidade de situa&ccedil;&otilde;es    resultante das diferen&ccedil;as regionais; ou como declara Teixeira,<sup>2    </sup>ao comentar a contribui&ccedil;&atilde;o da epidemiologia ao planejamento,    gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de: <i>&quot;Ao    n&iacute;vel 'macro', o grande desafio, sem d&uacute;vida, &eacute; a formula&ccedil;&atilde;o    e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de financiamento e gest&atilde;o    do SUS </i>(Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de) <i>que tenham como prop&oacute;sito    a promo&ccedil;&atilde;o da eq&uuml;idade, isto &eacute;, a redu&ccedil;&atilde;o    das desigualdades sociais expressas em termos de indicadores epidemiol&oacute;gicos    e sociossanit&aacute;rios&quot;</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A import&acirc;ncia dos indicadores de sa&uacute;de    no planejamento e administra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    &eacute; tamb&eacute;m ressaltada por D&eacute;a Carvalho,<sup>3</sup> em sua    disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado (1998): &quot;... <i>embora persistam    numerosas e importantes lacunas de informa&ccedil;&atilde;o, e a abrang&ecirc;ncia,    periodicidade e forma de coleta e processamento dos dados dispon&iacute;veis    apresentarem ainda problemas que influem na validade e oportunidade dos indicadores    com eles elaborados, a fundamenta&ccedil;&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o    dos processos setoriais alocativos s&atilde;o poss&iacute;veis, uma vez que    sejam utilizadas combina&ccedil;&otilde;es de diferenciais obtidos com a aplica&ccedil;&atilde;o    de indicadores elaborados a partir de mais de duas das bases de dados hoje existentes    e para mais de um fen&ocirc;meno ou elemento cr&iacute;tico considerado&quot;</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No entanto, as fontes de dados dispon&iacute;veis    n&atilde;o t&ecirc;m sido utilizadas plenamente. Um dos desafios dos analistas    e t&eacute;cnicos da &aacute;rea da Sa&uacute;de &eacute; explorar, de maneira    criativa e eficiente, fontes tradicionais e fontes alternativas de informa&ccedil;&atilde;o    de interesse para os sistemas de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, ajudando    a acompanhar e esclarecer ainda mais os processos de transi&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica e demogr&aacute;fica, mediante a constru&ccedil;&atilde;o    e an&aacute;lise de indicadores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho &eacute; parte do projeto Desenvolvimento    de Metodologias Alternativas para Constru&ccedil;&atilde;o e An&aacute;lise    de Indicadores de Sa&uacute;de e Demogr&aacute;ficos para a Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica, realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Sa&uacute;de    Coletiva do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de    Janeiro (UERJ). Os indicadores aqui apresentados foram selecionados com a preocupa&ccedil;&atilde;o    de colocar para discuss&atilde;o a possibilidade de se utilizarem, mais amplamente,    as informa&ccedil;&otilde;es do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do SUS (SIH-SUS), dispon&iacute;veis em menos de tr&ecirc;s meses ap&oacute;s    a ocorr&ecirc;ncia da interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A medida de carga da doen&ccedil;a, proposta    por Murray e Lopez,<sup>4 </sup>associa o n&uacute;mero de anos perdidos por    incapacidade (API) com os anos potenciais de vida perdidos (APVP) em conseq&uuml;&ecirc;ncia    de mortalidade precoce, resultando no conceito de anos de vida ajustados por    incapacidade (AVAI), que pode ser resumido pela <a href="#f1">f&oacute;rmula</a>:</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O conceito de AVAI corresponde ao de <i>disability-adjusted    life years</i> (DALY). Esse indicador de carga da doen&ccedil;a tem a vantagem    de unir uma medida de morbidade a uma de mortalidade, al&eacute;m de permitir    avaliar a gravidade de doen&ccedil;as altamente incapacitantes, mas que possuem    baixa letalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Informa&ccedil;&otilde;es sobre morbidade n&atilde;o    s&atilde;o f&aacute;ceis de obter, o que dificulta a sua constru&ccedil;&atilde;o.    Por isso, estamos propondo um indicador chamado Carga das Interna&ccedil;&otilde;es,    que utilize informa&ccedil;&otilde;es sobre morbidade hospitalar do SUS para    estimar os API resultantes dessas interna&ccedil;&otilde;es. O objetivo do novo    indicador &eacute; estimar a carga da doen&ccedil;a associada com algumas causas    de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares realizadas pelo SUS em nove regi&otilde;es    metropolitanas do Brasil, na popula&ccedil;&atilde;o em idade economicamente    ativa (15 a 64 anos).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Fontes dos dados </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados sobre morbidade hospitalar foram obtidos    no SIH-SUS. As informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade foram obtidas no    Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM), do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A popula&ccedil;&atilde;o por idade e sexo foi    estimada a partir dos dados do Censo Demogr&aacute;fico de 1991 e da Contagem    de Popula&ccedil;&atilde;o de 1996. Para a esperan&ccedil;a de vida ao nascer    (e<sub>0</sub>), considerou-se um valor de 65 anos para ambos os sexos, utilizando-se    o modelo Oeste e o programa MORTPAK, desenvolvido pela <i>United Nations Population</i>    <i>Division</i>,<sup>5</sup> para estimar a esperan&ccedil;a de vida no ponto    m&eacute;dio do intervalo de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os grupos de idade considerados foram: 15-19    anos; 20-29 anos; 30-39 anos; 40-49 anos; 50-59 anos; e 60-65 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Defini&ccedil;&atilde;o dos indicadores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Anos de vida perdidos por incapacidade (AVPI)    associada &agrave; causa da interna&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Este &eacute; um indicador experimental, constru&iacute;do    de forma an&aacute;loga ao componente de morbidade (anos perdidos por incapacidade,    API) do indicador de Murray para medir a carga da doen&ccedil;a, por&eacute;m    mais simplificado. Para quantificar a incapacidade segundo a doen&ccedil;a ou    les&atilde;o, por sexo e idade, esse indicador utiliza os mesmos pesos de carga    da doen&ccedil;a (medida de gravidade das seq&uuml;elas), propostos por Murray    e Lopez,<sup>4</sup> resultando em uma medida de anos perdidos por incapacidade,    associados &agrave; causa de interna&ccedil;&atilde;o selecionada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o c&aacute;lculo, foi elaborada uma planilha    Excel com &quot;taxa de desconto&quot; de 3% ao ano, que leva em conta a possibilidade    futura de desenvolvimento de novas t&eacute;cnicas de preven&ccedil;&atilde;o    e tratamento de seq&uuml;elas, conforme sugest&atilde;o de Murray,<sup>6</sup> utilizando    a seguinte <a href="#f2">f&oacute;rmula</a> para estimar os API que correspondem    &agrave; carga da interna&ccedil;&atilde;o, onde:</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">x = grupo et&aacute;rio</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">y = causa da interna&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">z = sexo</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">r = taxa de desconto de 3%</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A taxa de desconto dos API &eacute; utilizada    por Murray<sup>6</sup> considerando a perspectiva futura de melhorias no tratamento das    doen&ccedil;as, que permitir&atilde;o diminuir a gravidade das seq&uuml;elas. Assim:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">n<sub>xyz</sub>= n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    pagas pelo SUS</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">peso<sub>xyz</sub>= medida da gravidade da seq&uuml;ela    associada &agrave; carga da doen&ccedil;a,<sup>4</sup> para o grupo et&aacute;rio x, a    causa y (forma tratada) e o sexo z.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">e(x)<sub>z</sub> = esperan&ccedil;a de vida para o grupo    et&aacute;rio x e o sexo z.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Anos potenciais de vida perdidos (APVP) segundo    a causa do &oacute;bito</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esse indicador &eacute; calculado pela esperan&ccedil;a    de vida &agrave; idade do &oacute;bito e(x)<sub>z</sub> , onde:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">x = grupo et&aacute;rio</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">z = sexo</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">e(x)<sub>z</sub> = esperan&ccedil;a de vida para o grupo    et&aacute;rio x e o sexo z</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os API est&atilde;o associados com as causas    de interna&ccedil;&atilde;o registradas pelo SUS e, por isso, s&atilde;o chamados    de &quot;impacto das interna&ccedil;&otilde;es&quot;. Os APVP dependem apenas    da mortalidade precoce pela causa b&aacute;sica do &oacute;bito.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados s&atilde;o apresentados por estimativas    de um indicador sint&eacute;tico, medido em anos de vida perdidos por mil habitantes,    que permite comparar a gravidade de causas selecionadas (cujas interna&ccedil;&otilde;es    foram pagas pelo SUS) com a mortalidade precoce por essas doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Tuberculose pulmonar</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na distribui&ccedil;&atilde;o de anos perdidos    em conseq&uuml;&ecirc;ncia de tuberculose pulmonar que levou &agrave; interna&ccedil;&atilde;o    (API) ou causou mortalidade precoce (APVP), o padr&atilde;o mais evidente &eacute;    de predomin&acirc;ncia, em todas as regi&otilde;es metropolitanas, de APVP na    popula&ccedil;&atilde;o masculina, principalmente nas regi&otilde;es metropolitanas    de Recife, Salvador e Rio de Janeiro. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nessas regi&otilde;es, os APVP para a popula&ccedil;&atilde;o    feminina s&atilde;o, tamb&eacute;m, mais elevados do que nas demais regi&otilde;es    metropolitanas do pa&iacute;s (<a href="#t1">Tabela1</a>).</font></p>     <p><a name="t1" id="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Diabetes <i>mellitus</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao contr&aacute;rio da tuberculose pulmonar,    n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as marcantes nos APVP por sexo para o diabetes    <i>mellitus</i>, que apresenta valores mais altos na popula&ccedil;&atilde;o    masculina em algumas regi&otilde;es metropolitanas, principalmente na de Porto    Alegre, e valores mais altos para a popula&ccedil;&atilde;o feminina em outras    regi&otilde;es, como na Regi&atilde;o Metropolitana de Recife. Os baixos valores    para a carga de doen&ccedil;as associadas com algumas causas de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar realizada pelo SUS s&atilde;o devidos ao peso de carga da doen&ccedil;a    para diabetes <i>mellitus</i>, que &eacute; de 0,033, enquanto, para a tuberculose    pulmonar, esse peso varia entre 0,264 e 0,274, e para o infarto agudo do mioc&aacute;rdio,    &eacute; de 0,395 em todos os grupos de idade (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Infarto agudo do mioc&aacute;rdio</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O padr&atilde;o mais definido na distribui&ccedil;&atilde;o    dos anos perdidos por infarto agudo do mioc&aacute;rdio &eacute; a gravidade    maior na mortalidade dessa doen&ccedil;a, predominantemente na popula&ccedil;&atilde;o    masculina, com valores mais elevados nas estimativas de anos perdidos em conseq&uuml;&ecirc;ncia    de mortalidade precoce, quando comparados aos mesmos valores para a tuberculose    pulmonar. Contudo, a carga de doen&ccedil;as associadas com algumas causas de    interna&ccedil;&atilde;o hospitalar realizada pelo SUS &eacute; menor para o    infarto agudo do mioc&aacute;rdio do que para a tuberculose pulmonar nas regi&otilde;es    metropolitanas de Bel&eacute;m, Recife, Salvador e Rio de Janeiro, mostrando    a import&acirc;ncia da morbidade por tuberculose nessas metr&oacute;poles (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Leucemia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para esta doen&ccedil;a, os APVP tamb&eacute;m    t&ecirc;m um peso maior que a carga de doen&ccedil;as associadas com algumas    causas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar realizada pelo SUS, porque o peso    de carga de doen&ccedil;a atribu&iacute;do por Murray e Lopez<sup>4</sup> para leucemia    &eacute; relativamente baixo: entre 0,093 e 0,097, de acordo com a idade (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Neoplasias de es&ocirc;fago</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O peso de carga da doen&ccedil;a para neoplasias    de es&ocirc;fago &eacute; de 0,217 para todas as idades. Ainda assim, &eacute;    a mortalidade precoce, expressa em APVP, que predomina, principalmente entre    a popula&ccedil;&atilde;o masculina e da Regi&atilde;o Metropolitana de Porto    Alegre. Podem-se observar, igualmente, valores relativamente altos em outras    regi&otilde;es metropolitanas do Sul e Sudeste, como Curitiba, S&atilde;o Paulo    e Belo Horizonte (<a href="#tab5">Tabela 5</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Neoplasias de mama</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As neoplasias de mama, com um peso de carga da    doen&ccedil;a de 0,086 (mais baixo que o das neoplasias de es&ocirc;fago), mostraram    estimativas mais elevadas para a carga de doen&ccedil;as associadas com algumas    causas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar realizada pelo SUS, quando comparadas    &agrave;s estimativas para as neoplasias de es&ocirc;fago em todas as idades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As estimativas de APVP para neoplasias de mama    tamb&eacute;m s&atilde;o mais elevadas do que para as neoplasias de es&ocirc;fago,    variando em torno de 3 anos perdidos por mil mulheres, chegando a 4,2 anos na    Regi&atilde;o Metropolitana do Rio de Janeiro e a 4,8 anos na Regi&atilde;o    Metropolitana de Porto Alegre (<a href="#tab6">Tabela 6</a>).</font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/1a02t6.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O indicador sobre carga de doen&ccedil;as associadas    com algumas causas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar realizada pelo SUS,    em forma de taxa (por mil habitantes), apesar de n&atilde;o levar em conta a    distribui&ccedil;&atilde;o por idade, &eacute; mais adequado quando se pretende    comparar as regi&otilde;es metropolitanas, justamente pelo seu car&aacute;ter    sint&eacute;tico. Tamb&eacute;m podemos estimar taxas por grupo et&aacute;rio,    o que permitiria observar as varia&ccedil;&otilde;es por idade e comparar os    riscos entre as regi&otilde;es, mas criaria um n&iacute;vel de complexidade    maior para este trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todas as causas apresentaram diferen&ccedil;as    entre as regi&otilde;es, mas a que se mostrou mais homog&ecirc;nea em sua distribui&ccedil;&atilde;o    foi a leucemia, tendo sido, tamb&eacute;m, a que apresentou as taxas mais baixas,    nunca atingindo valor maior do que um ano de vida perdido por mil habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os indicadores de carga de doen&ccedil;as associadas    com algumas causas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar realizada pelo SUS,    estimados em n&uacute;mero total de anos perdidos por incapacidade associada    &agrave; causa da interna&ccedil;&atilde;o, ou na forma de taxa por mil habitantes,    resultaram em estimativas que apontam para diferen&ccedil;as importantes na    distribui&ccedil;&atilde;o por idade, sexo e regi&atilde;o metropolitana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados para    as seis causas selecionadas, segundo sexo e regi&atilde;o, permite que muitas    quest&otilde;es sejam levantadas para explicar essas diferen&ccedil;as observadas.    Apesar de algumas delas serem conhecidas, como a incid&ecirc;ncia mais elevada    de neoplasias de es&ocirc;fago no Rio Grande do Sul e algumas defici&ecirc;ncias    no registro de &oacute;bitos segundo a causa b&aacute;sica em Fortaleza e Salvador,    &eacute; necess&aacute;ria uma an&aacute;lise mais cuidadosa, para aprofundar    a interpreta&ccedil;&atilde;o desses resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entretanto, consideramos ser esse indicador    uma ferramenta complementar que pode contribuir &#8211; e bastante &#8211; para    a an&aacute;lise das interna&ccedil;&otilde;es pagas pelo SUS, apontando para    diferen&ccedil;as de risco que sirvam como sugest&atilde;o de estudos epidemiol&oacute;gicos    espec&iacute;ficos sobre as seis causas de interna&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;das    neste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise de s&eacute;ries hist&oacute;ricas    pode ser a pr&oacute;xima etapa desta proposta de indicador para estimar a carga    da doen&ccedil;a associada com algumas causas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar    realizada pelo SUS, bem como o aumento do per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o    de um para tr&ecirc;s anos, para que se registre um n&uacute;mero maior de observa&ccedil;&otilde;es,    principalmente sobre as regi&otilde;es menores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Monteiro MFG. A transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica    e seus efeitos sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o. In: Barata RB    et al, organizadores. Eq&uuml;idade e sa&uacute;de: contribui&ccedil;&otilde;es    da Epidemiologia. Rio de Janeiro: Fiocruz/Abrasco; 1997. p.189-204.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Teixeira CF. Epidemiologia e planejamento    de sa&uacute;de. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva 1999;4(2):287-303.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Carvalho DM. Sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    e aloca&ccedil;&atilde;o de recursos: um estudo sobre as possibilidades de uso    das grandes bases de dados nacionais para uma aloca&ccedil;&atilde;o orientada    de recursos &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ):    Instituto de Medicina Social da UERJ; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Murray CJL, Lopez AD. The Global Burden of    Disease: a comprehensive assessment of mortality and disability from diseases,    injuries and risk factors in 1990 and projected to 2020. Cambridge: Harvard    University Press; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. United Nations. MORTPAK-LITE, the United Nations    Software Package for Mortality Measurement. Population Division, United Nations.    New York, 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Murray CJL, Rethinking DALY. In: Murray CJL,    Lopez AD, editors. The Global Burden of Disease: a comprehensive assessment    of mortality and disability from diseases, injuries and risk factors in 1990    and projected to 2020. Cambridge: Harvard University Press; 1996.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v13n1/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b></font><b>:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font size="2" face="verdana">Rua S&atilde;o Clemente, 127, B/411,    <br>   Botafogo, Rio de Janeiro-RJ.    <br>   CEP: 22260-001    <br>   <i>E-mai</i>l:<a href="mailto:monteiro@uerj.br">monteiro@uerj.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Pesquisa demandada por meio    de edital e apoiada com recursos do Projeto Vigisus, Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</font></p>      ]]></body><back>
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