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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Os caminhos da Epidemiologia Brasileira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Mois&eacute;s Goldbaum</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de Coletiva &#8211; ABRASCO    <br>   Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade    de S&atilde;o Paulo &#8211;FMUSP    <br>   Membro do Comit&ecirc; Editorial</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A vitalidade da Epidemiologia, componente que    &eacute;, ao lado das Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais em Sa&uacute;de e da    Pol&iacute;tica, Planejamento e Administra&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de,    do campo da Sa&uacute;de Coletiva, reafirma-se cont&iacute;nua e progressivamente    no Brasil, bem como oferece excelentes oportunidades para o estreitamento do    necess&aacute;rio interc&acirc;mbio entre os diferentes setores que trabalham    o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a, seja em n&iacute;vel nacional, seja em    n&iacute;vel internacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nessa perspectiva, consolidam-se e aprimoram-se    os instrumentos de divulga&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conhecimentos    que, no campo da Epidemiologia, encontram nos nossos destacados peri&oacute;dicos,    dos quais<b><i> Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de &#8211;    revista do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de do Brasil</i></b> &eacute;    um deles, os ve&iacute;culos tradicionais para alcan&ccedil;ar o grande contigente    de usu&aacute;rios das informa&ccedil;&otilde;es produzidas. Ao lado deles,    a realiza&ccedil;&atilde;o de j&aacute; tradicionais eventos, com destaque para    os Congressos Brasileiros de Epidemiologia e os encontros da Expo-Epi, constitui    momentos de exposi&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o da nossa produ&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnico-cient&iacute;fica. O primeiro, organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o    Brasileira de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva &#8211;    ABRASCO &#8211;, realiza-se como um acontecimento singular e inovador, no qual    a comunidade cient&iacute;fica da Sa&uacute;de Coletiva, em conjunto com os    profissionais de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, apresenta, debate e sintetiza    a produ&ccedil;&atilde;o disseminada pelos quatro cantos do pa&iacute;s. O segundo,    organizado pelo Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de, por interm&eacute;dio da    Secretaria de Vigil&acirc;ncia de Sa&uacute;de &#8211; SVS/MS &#8211;, refor&ccedil;a    as exitosas experi&ecirc;ncias postas em pr&aacute;tica por nossos servi&ccedil;os,    expondo-as &agrave; an&aacute;lise e &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o de nossas    comunidades. Esses eventos, associados &agrave;queles de menor porte e mais    espec&iacute;ficos (mas de igual import&acirc;ncia), mobilizam todos os envolvidos    com a produ&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos epidemiol&oacute;gicos,    tratando da extensa gama de problemas de sa&uacute;de que interessam &agrave;    nossa popula&ccedil;&atilde;o, bem como da forma&ccedil;&atilde;o de recursos    humanos e da pr&aacute;tica epidemiol&oacute;gica em servi&ccedil;os de sa&uacute;de.    Todo esse processo inspira-se, entre outros documentos, nos &quot;Planos Diretores    para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil&quot;, organizados pela Comiss&atilde;o    de Epidemiologia da ABRASCO com o apoio decisivo do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    pelo ent&atilde;o Centro Nacional de Epidemiologia &#8211; Cenepi.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A expans&atilde;o dessas iniciativas, elementos    de visibilidade da consolida&ccedil;&atilde;o da Epidemiologia Brasileira, vem    permitindo, dentro de um processo bem organizado e articulado, atravessar as    nossas fronteiras e estabelecer um bem-vindo movimento de interc&acirc;mbio    com nossos pares latino-americanos e da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica. No    &uacute;ltimo Congresso Brasileiro de Epidemiologia, realizado em Recife, em    junho deste ano, participamos da organiza&ccedil;&atilde;o da &quot;Rede de    Epidemiologia para a Am&eacute;rica Latina e Caribe&quot; &#8211; EPILAC &#8211;,    que pretende incrementar o interc&acirc;mbio entre os pa&iacute;ses da regi&atilde;o    e promover o estabelecimento e fortalecimento de redes de ensino e pesquisa    no &acirc;mbito universit&aacute;rio e dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.    A EPILAC, resultado de reuni&atilde;o paralela ao Congresso, em uma a&ccedil;&atilde;o    conjunta da ABRASCO, da International Epidemiological Association &#8211; IEA    &#8211;, pela sua Representa&ccedil;&atilde;o regional, da Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana de Sa&uacute;de &#8211; OPAS &#8211; e do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de do Brasil, pela sua Secretaria de Vigil&acirc;ncia da Sa&uacute;de,    congregou epidemiologistas de 16 pa&iacute;ses, incluindo o Brasil, al&eacute;m    de dois representantes dos Centers for Disease Control and Prevention &#8211;    CDC &#8211;, resultando na constitui&ccedil;&atilde;o de um grupo executivo,    com representa&ccedil;&atilde;o de diferentes pa&iacute;ses e institui&ccedil;&otilde;es,    para a condu&ccedil;&atilde;o de propostas de atividades. De outro lado, por    ocasi&atilde;o do &uacute;ltimo Congresso Europeu de Epidemiologia, realizado    na cidade do Porto, Portugal, em setembro deste ano, a reuni&atilde;o, que contou    com o decisivo apoio da SVS/MS, de epidemiologistas brasileiros e portugueses,    propiciou o lan&ccedil;amento da &quot;<i>Carta do Porto</i>&quot;, onde    se reafirmou a necessidade de refor&ccedil;ar e articular as iniciativas e atividades    comuns dos dois pa&iacute;ses no desenvolvimento da Epidemiologia. Para tanto,    constituiu-se, igualmente, uma comiss&atilde;o bilateral com a incumb&ecirc;ncia    de concretizar e implementar o interc&acirc;mbio e a troca das respectivas experi&ecirc;ncias.    Nessas reuni&otilde;es, ficou evidente a diversidade de situa&ccedil;&otilde;es    experimentadas pelos diferentes pa&iacute;ses em termos da sua evolu&ccedil;&atilde;o    e organiza&ccedil;&atilde;o e identificou-se, tamb&eacute;m, o amplo conjunto    de problemas comuns que nos une e nos desafia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A evolu&ccedil;&atilde;o de nossa Sa&uacute;de    Coletiva, na qual a Epidemiologia se inscreve, beneficia-se de todos esses movimentos.    Este novo n&uacute;mero da revista <i><b>Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de</b></i>, ao trazer artigos oferecidos por pesquisadores    de tr&ecirc;s Estados e abordando quest&otilde;es diversas como hepatite B,<sup>2</sup>    risco de protozo&aacute;rios,<sup>3</sup> sa&uacute;de ambiental<sup>4</sup> e medicamentos,<sup>5</sup> reafirma    sua condi&ccedil;&atilde;o de uma plataforma indispens&aacute;vel para refor&ccedil;ar    a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; diversidade e complexidade de nossas quest&otilde;es    de natureza epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. ABRASCO. Plano Diretor para o Desenvolvimento    da Epidemiologia no Brasil. Rio de Janeiro: ABRASCO, 1989.     ABRASCO. II Plano    Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil. Rio de Janeiro: ABRASCO,    1995. ABRASCO. III Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no    Brasil. Rio de Janeiro: ABRASCO, 2000.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Souto FJD, Fontes CJF, Oliveira SS, Yonamine    F, Santos DRL, Gaspar AMC. Preval&ecirc;ncia da hepatite B em &aacute;rea rural    de munic&iacute;pio hiperend&ecirc;mico na Amaz&ocirc;nia Mato-grossense: situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2004;13(2):    93-102.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Heller L, Bastos RKX, Vieira MBCM, Bevilacqua    PD, Brito LLA, Mota SMM, Oliveira AA, Machado PM, Salvador DP, Cardoso AB. Oocistos    de <i>Cryptosporidium</i> e cistos de <i>Giardia</i>: circula&ccedil;&atilde;o    no ambiente e riscos &agrave; sa&uacute;de humana. Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de 2004;13(2): 79-92.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Pal&aacute;cios M, C&acirc;mara VM, Jesus    IM. Considera&ccedil;&otilde;es sobre a epidemiologia no campo de pr&aacute;ticas    de sa&uacute;de ambiental. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2004;13(2):    103-113.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Rozenfeld S, Valente J. Estudos de utiliza&ccedil;&atilde;o    de medicamentos &#8211; considera&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas sobre coleta    e an&aacute;lise de dados. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2004;13(2):    115-123.</font> ]]></body><back>
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