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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento da tuberculose pulmonar em Cuiabá, Mato Grosso, Brasil (1998-2000): distribuição espacial]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Treatment of bacilliferous pulmonary tuberculosis in Cuiabá, Mato Grosso State, Brazil (1998-2000): spatial distribution]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study is to evaluate the spatial distribution of patients who abandoned treatment for pulmonary tuberculosis (TB). A historical cohort study was performed with the analysis of 481 bacilliferous patients with confirmed TB, registered in the Program of Tuberculosis Control (PCT) in the municipality of Cuiabá, Mato Grosso State, during the period of 1998 to 2000. Data were obtained from the PCT program registry book and medical records. The density of incidence was calculated and other statistical analyses were utilized (Mantel-Haenszel) with a pvalue< 0.05. The results showed an incidence of 5.1 courses of treatment abandoned per 100 individuals-month, with a greater frequency occurring between the second and the third month of treatment. Increasing incidences of abandonment were observed per 100 individuals-month, compared to the reference group of the Western Sanitary District (DS Western = 4.0; Eastern = 4.1: Northern = 7.2; Southern = 7.5), with greater abandonment in the DS Northern and Southern (p<0.001). In conclusion, the incidence of abandoning treatment of TB is high, and the Northern and Southern sanitary districts were responsible for the greatest incidences of abandonment. The same districts are characterized by a precarious socio-economical situation and lower coverage per treatment units.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Tratamento da tuberculose pulmonar em    Cuiab&aacute;, Mato Grosso, Brasil (1998-2000): distribui&ccedil;&atilde;o espacial</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Treatment of bacilliferous pulmonary tuberculosis    in Cuiab&aacute;, Mato Grosso State, Brazil (1998-2000): spatial distribution</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Silvana Margarida Benevides Ferreira<sup>I</sup>;    Ageo M&aacute;rio C&acirc;ndido da Silva<sup>II</sup>;  Cl&oacute;vis Botelho<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Coordenadoria de Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Cuiab&aacute;, Cuiab&aacute;-MT    Universidade de Cuiab&aacute;    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><sup>II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o    de Pesquisa e P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Escola de Sa&uacute;de P&uacute;blica/Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de de Mato Grosso, Cuiab&aacute;-MT Universidade de Cuiab&aacute;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="verdana">Univag &#8211; Centro Universit&aacute;rio,    V&aacute;rzea Grande-MT    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><sup>III</sup>Universidade Federal de Mato    Grosso, Cuiab&aacute;-MT</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste estudo &eacute; avaliar a distribui&ccedil;&atilde;o    espacial dos indiv&iacute;duos que abandonaram o tratamento da tuberculose pulmonar.    Foi realizado estudo de coorte hist&oacute;rica a partir da an&aacute;lise de    481 pacientes bacil&iacute;feros inscritos no Programa de Controle de Tuberculose    (PCT), no Munic&iacute;pio de Cuiab&aacute;, Estado de Mato Grosso, Brasil,    no per&iacute;odo de 1998 a 2000, com dados obtidos do livro de registro do    programa e dos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos. Foi calculada a densidade    de incid&ecirc;ncia e outras an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram utilizadas    (Mantel-Haenszel) com p-valor&lt;0,05. Os resultados mostram que a incid&ecirc;ncia    foi de 5,1 abandonos por 100 pessoas-m&ecirc;s (27,3%), com maior freq&uuml;&ecirc;ncia    entre o segundo e o terceiro m&ecirc;s de tratamento. Foram observadas crescentes    incid&ecirc;ncias de abandono por 100 pessoas-m&ecirc;s, a partir do grupo de    refer&ecirc;ncia do Distrito Sanit&aacute;rio Oeste (DS Oeste = 4,0; Leste =    4,1; Norte = 7,2; Sul = 7,5), com maior abandono entre os DS Norte e Sul (p&lt;0,001).    Conclui-se que &eacute; elevada a incid&ecirc;ncia de abandono do tratamento    da tuberculose em Cuiab&aacute;, especialmente nos distritos sanit&aacute;rios    Norte e Sul, respons&aacute;veis pelas maiores incid&ecirc;ncias de abandono,    tamb&eacute;m caracterizados por prec&aacute;ria situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica    e baixa cobertura por unidades de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose;    abandono; distribui&ccedil;&atilde;o espacial.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The objective of this study is to evaluate the    spatial distribution of patients who abandoned treatment for pulmonary tuberculosis    (TB). A historical cohort study was performed with the analysis of 481 bacilliferous    patients with confirmed TB, registered in the Program of Tuberculosis Control    (PCT) in the municipality of Cuiab&aacute;, Mato Grosso State, during the period    of 1998 to 2000. Data were obtained from the PCT program registry book and medical    records. The density of incidence was calculated and other statistical analyses    were utilized (Mantel-Haenszel) with a pvalue&lt; 0.05. The results showed an    incidence of 5.1 courses of treatment abandoned per 100 individuals-month, with    a greater frequency occurring between the second and the third month of treatment.    Increasing incidences of abandonment were observed per 100 individuals-month,    compared to the reference group of the Western Sanitary District (DS Western    = 4.0; Eastern = 4.1: Northern = 7.2; Southern = 7.5), with greater abandonment    in the DS Northern and Southern (p&lt;0.001). In conclusion, the incidence of    abandoning treatment of TB is high, and the Northern and Southern sanitary districts    were responsible for the greatest incidences of abandonment. The same districts    are characterized by a precarious socio-economical situation and lower coverage    per treatment units.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis; abandonment;    spatial distribution.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O perfil epidemiol&oacute;gico da tuberculose    no Estado de Mato Grosso n&atilde;o &eacute; diferente no restante do Brasil.<sup>1</sup>    Em 1998, a incid&ecirc;ncia de indiv&iacute;duos bacil&iacute;feros notificados    foi de 27,9/100.000 habitantes, dos quais 72,6% apresentaram cura, 16,6% abandonaram    o tratamento e 5,7% foram a &oacute;bito, com diferen&ccedil;as mareantes nas    diversas regi&otilde;es do Estado.<sup>2</sup> Entre os fatores associados &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o    da endemia, destaca-se o abandono do tratamento institu&iacute;do.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A previsibilidade de abandono do tratamento est&aacute;    relacionada a diversos fatores referentes ao indiv&iacute;duo doente, ao seu    tratamento e ao servi&ccedil;o.<sup>3-5</sup> Os fatores relacionados ao <b>doente</b>    s&atilde;o: aus&ecirc;ncia de trabalho fixo; desemprego; falta de moradia; baixo    n&iacute;vel de escolaridade; alcoolismo; depend&ecirc;ncia a drogas; e estados    psiqui&aacute;tricos.<sup>5-9</sup> Os principais fatores relacionados ao <b>tratamento</b>    s&atilde;o: rea&ccedil;&otilde;es colaterais; tratamento passado de tuberculose;    abandono pr&eacute;vio; recidiva; baciloscopia negativa no diagn&oacute;stico;    hospitaliza&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o-relato de melhora cl&iacute;nica; e    al&iacute;vio apresentado durante as primeiras semanas de terapia e tratamento    n&atilde;o supervisionado.<sup>10-14</sup> S&atilde;o fatores relacionados ao    <b>servi&ccedil;o de sa&uacute;de</b>: falta de atendimento/orienta&ccedil;&atilde;o;    falha do agendamento; n&atilde;o-seguimento do doente durante o tratamento;    impossibilidade de retirada das drogas espec&iacute;ficas por perda do cart&atilde;o    de matr&iacute;cula ou por visita &agrave; unidade de sa&uacute;de no dia errado;    e demora no atendimento.<sup>4,5,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outros fatores, como aqueles relacionados ao    baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, tamb&eacute;m influenciam no abandono,    destacando-se a localidade de moradia do paciente e a dist&acirc;ncia que ela    deve percorrer at&eacute; a unidade de sa&uacute;de mais pr&oacute;xima.<sup>16,17</sup>    Por outro lado, existem alguns fatores determinantes da melhor ades&atilde;o    ao tratamento: caracter&iacute;sticas do esquema terap&ecirc;utico, compreens&atilde;o    da racionalidade e dos detalhes do tratamento, rela&ccedil;&atilde;o servi&ccedil;o    de sa&uacute;de-paciente e supervis&atilde;o aproximada do uso de medicamento.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O diagn&oacute;stico precoce e o correto tratamento    do paciente bacil&iacute;fero s&atilde;o considerados como as medidas de maior    impacto na luta contra a tuberculose. Considerando que o abandono ao tratamento    implica persist&ecirc;ncia da fonte de infec&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o,    verifica-se que, para controlar os problemas relativos ao fen&ocirc;meno estudado,    faz-se necess&aacute;rio o reconhecimento dos fatores determinantes que envolvam    quest&otilde;es ligadas ao doente, &agrave; doen&ccedil;a e ao tratamento como    premissa para redu&ccedil;&atilde;o das taxas de abandono. O objetivo deste    estudo &eacute; avaliar a distribui&ccedil;&atilde;o espacial dos indiv&iacute;duos    que abandonaram o tratamento da tuberculose pulmonar, facilitando a implementa&ccedil;&atilde;o    de medidas para a melhor monitora&ccedil;&atilde;o do Programa de Controle da    Tuberculose (PCT).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Estudo de coorte hist&oacute;rico aberto realizado    a partir da an&aacute;lise de 481 pacientes bacil&iacute;feros inscritos no    Programa de Controle de Tuberculose no Munic&iacute;pio de Cuiab&aacute;, Estado    de Mato Grosso, Brasil, no per&iacute;odo de 1998 a 2000. Os dados foram obtidos    do livro de registro do programa, normatizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    e dos arquivos que continham os prontu&aacute;rios m&eacute;dicos de cada paciente    atendido pelas unidades de tratamento para tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A investiga&ccedil;&atilde;o foi realizada em    18 unidades de tratamento de tuberculose: dez centros de sa&uacute;de; um centro    de sa&uacute;de regional/Estado; cinco policl&iacute;nicas e um servi&ccedil;o    ambulatorial especializado (SAE) para tratamento de tuberculose associada a    aids (TB/aids); e uma unidade de tratamento anexa ao Hospital Universit&aacute;rio    J&uacute;lio M&uuml;ller (HUJM). Participam do estudo todos os pacientes inscritos    no PCT e diagnosticados com tuberculose pulmonar bacil&iacute;fera, de idade    igual ou superior a 15 anos, no per&iacute;odo de janeiro a dezembro de 1998,    1999 e 2000, tratados com esquema de curta dura&ccedil;&atilde;o (EI-2RHZ/4RH    e EIR- 2RHZE/4RHE) e classificados segundo a modalidade de tratamento, perfazendo    um total de 529 casos. Desse total, foram exclu&iacute;dos 48 casos por fal&ecirc;ncia    de tratamento (n=14), transfer&ecirc;ncia (n=12) e ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bitos    no per&iacute;odo do estudo (n=22), restando 481 pacientes participantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerou-se caso de tuberculose pulmonar bacil&iacute;fera    todo paciente com les&atilde;o pulmonar confirmada pela baciloscopia do escarro:    duas baciloscopias diretas positivas; uma baciloscopia direta positiva e cultura    positiva; uma baciloscopia direta positiva e imagem radiol&oacute;gica sugestiva    de tuberculose; ou duas ou mais baciloscopias negativas e cultura positiva.    Como abandono do tratamento, foi considerado todo caso de paciente que deixou    de tomar os medicamentos antituberculose por mais de 30 dias consecutivos.<sup>19</sup>    Os dados de abandono foram descritos conforme o distrito sanit&aacute;rio de    resid&ecirc;ncia dos pacientes estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a coleta dos dados, utilizou-se formul&aacute;rio    individual padronizado e armazenado em arquivo eletr&ocirc;nico, em banco de    dados espec&iacute;fico criado no programa Epi-Info vers&atilde;o 6.0.<sup>20</sup>    Foi realizada digita&ccedil;&atilde;o dupla e, em seguida, utilizado o aplicativo    <i>Validate</i> para a checagem da consist&ecirc;ncia dos dados e elimina&ccedil;&atilde;o    dos erros de digita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a estima&ccedil;&atilde;o das taxas de incid&ecirc;ncia,    optou-se pela realiza&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo de <b>densidade    de incid&ecirc;ncia</b>,<sup>21</sup> calculando-se, primeiramente, o n&uacute;mero    de <b>pessoas/tempo de exposi&ccedil;&atilde;o</b> a partir do momento    em que ocorreu o evento de interesse (abandono). O per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o    de cada indiv&iacute;duo foi calculado levando-se em conta a data de in&iacute;cio    do tratamento, estendendo-se at&eacute; a confirma&ccedil;&atilde;o do caso    de abandono ou de final de tratamento &#8211; neste caso, de ades&atilde;o do    paciente durante os seis meses considerados como de tratamento completo de tuberculose.    Para a estima&ccedil;&atilde;o dessas incid&ecirc;ncias, foram inclu&iacute;dos    todos os indiv&iacute;duos diagnosticados com tuberculose bacil&iacute;fera    no in&iacute;cio do tratamento, totalizando 132 casos de abandono, durante o    per&iacute;odo de acompanhamento da coorte, entre 1998 e 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Inicialmente, foi realizada <b>an&aacute;lise    bivariada</b> centrada nos testes de associa&ccedil;&atilde;o entre a(s)    vari&aacute;vel(eis) independentes e a vari&aacute;vel resposta (abandono ou    n&atilde;o-abandono), para a identifica&ccedil;&atilde;o das principais vari&aacute;veis    associadas ao abandono de tratamento. Em seguida, verificou-se a presen&ccedil;a    de confundimento (<i>confounding</i>) mediante a aplica&ccedil;&atilde;o de    <b>modelos estratificados</b>, comparando-se raz&otilde;es de taxas    brutas com raz&otilde;es de taxas ajustadas, segundo a metodologia de Mantel-Haenszel,    utilizando-se o teste de qui-quadrado para raz&otilde;es de taxas de abandono    (risco relativo, RR) com intervalo de confian&ccedil;a de 95% pelo m&eacute;todo    de Cornfield (IC95%); ou o Exato de Fisher, quando indicado. Foram consideradas,    como crit&eacute;rio para presen&ccedil;a de confundimento, diferen&ccedil;as    superiores a 20% entre an&aacute;lise bivariada e an&aacute;lise estratificada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia cr&iacute;tico    adotado para o tratamento estat&iacute;stico de todas as fases da an&aacute;lise,    admitido para a rejei&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese nula, foi de uma probabilidade    de erro de 5% (p-valor&lt;0,05).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as quatro regi&otilde;es de resid&ecirc;ncia,    19,8% (95/ 481) dos participantes eram procedentes das unidades de registro    pertencentes &agrave; Regi&atilde;o Norte, 22,2% (107/ 481) da Regi&atilde;o    Sul, 31,0% (149/481) da Regi&atilde;o Leste e 27,0% (130/481) da Regi&atilde;o    Oeste (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O total de pessoas-m&ecirc;s analisado durante    o per&iacute;odo do estudo foi de 2.456, das quais 362 pessoas-m&ecirc;s abandonaram    e 2.094 n&atilde;o abandonaram o tratamento de tuberculose (<a href="#tab2">Tabela    2</a>). A maior freq&uuml;&ecirc;ncia do abandono ocorreu entre o segundo e    o terceiro m&ecirc;s de tratamento, com percentual acumulado de 75,8 %, m&eacute;dia    de dura&ccedil;&atilde;o de seguimento entre os abandonos de 2,7 meses, mediana    e moda de 3,0 meses.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos 481 pacientes estudados, 64% (308/481) eram    do sexo masculino e 36,0% (173/481) do sexo feminino. Ao comparar densidades    de incid&ecirc;ncia de abandono, estas foram maiores para homens do que para    mulheres, observando-se uma diferen&ccedil;a estatisticamente significante (RR=1,47    e p=0,047) (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A idade m&eacute;dia dos pacientes foi de 39,9    anos para o sexo masculino e de 37,5 anos para o sexo feminino. Utilizando-se    a faixa et&aacute;ria de 60 anos ou mais como refer&ecirc;ncia, verificou-se    que os percentuais de abandono de tratamento mantiveram-se proporcionalmente    distribu&iacute;dos para todas as categorias, n&atilde;o demonstrando qualquer    diferen&ccedil;a estatisticamente significante (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font><font size="2" face="verdana">Entretanto,    a densidade de incid&ecirc;ncia de abandono foi maior entre os pacientes com    menor escolaridade (reagrupamento Ensino m&eacute;dio ou mais/Analfabeto e ensino    fundamental), evidenciando uma diferen&ccedil;a estatisticamente significante    (RR=1,56; p=0,043) (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de tuberculose    pulmonar bacil&iacute;fera por densidade de incid&ecirc;ncia de abandono, segundo    o distrito sanit&aacute;rio (DS) de resid&ecirc;ncia, est&aacute; apresentada    na <a href="#tab4">Tabela 4</a>. Foram observadas incid&ecirc;ncias crescentes    de abandono por 100 pessoas-m&ecirc;s no grupo de refer&ecirc;ncia do Distrito    Sanit&aacute;rio Oeste (DS Oeste=4,0; Leste=4,1; Norte=7,2; Sul=7,5). Ao agrupar    os distritos sanit&aacute;rios Oeste e Leste, cujas incid&ecirc;ncias de abandono    foram menores, e utilizando esse novo grupo como refer&ecirc;ncia, comparando-o    aos distritos sanit&aacute;rios Norte e Sul (agrupados devido &agrave; semelhan&ccedil;a    de incid&ecirc;ncias), o abandono verificado foi maior entre estes &uacute;ltimos,    com diferen&ccedil;a estatisticamente significante (RR=1,81; p&lt;0,001).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;<img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; <a href="#tab4">Tabela    4</a>, na an&aacute;lise quanto &agrave; resid&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos    em estudo e a modalidade de tratamento &#91;tratamento supervisionado (TS);    n&atilde;o supervisionado (NS)&#93;, chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato de    que a associa&ccedil;&atilde;o entre abandono e tratamento n&atilde;o supervisionado    foi mais forte entre os indiv&iacute;duos residentes dos distritos sanit&aacute;rios    Leste e Oeste, em rela&ccedil;&atilde;o aos residentes dos DS Norte e Sul (RR=2,39    e RR=1,91, respectivamente), embora o risco de abandono tenha sido mais elevado    nestes &uacute;ltimos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diversas pesquisas cl&iacute;nicas foram realizadas    nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, para determinar a efic&aacute;cia e/ou efetividade    do esquema terap&ecirc;utico do tratamento da tuberculose. Detectou-se que os    resultados da efetividade do esquema de curta dura&ccedil;&atilde;o dependiam,    diretamente, da regularidade do cumprimento do tratamento feito pelo paciente.    Embora a efic&aacute;cia dos esquemas preconizados permane&ccedil;a indiscut&iacute;vel,    a sua efetividade continua comprometida diante dos aumentos crescentes nas taxas    de abandono.<sup>5,7,12,16,22,23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outros estudos revelam maior aumento nas taxas    de abandono com esquemas de retratamento, que apresentam um desfecho desfavor&aacute;vel,    em torno de 52%, diante do observado nos pacientes novos de tratamento 17%.<sup>18,24-26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esquemas terap&ecirc;uticos inadequados podem    levar &agrave; resist&ecirc;ncia secund&aacute;ria ou &agrave; resist&ecirc;ncia    adquirida, traduzida como resultado da sele&ccedil;&atilde;o de mutantes do    <i>Mycobacterium tuberculosis</i> resistentes a uma ou mais drogas, haja vista    a sua utiliza&ccedil;&atilde;o incorreta, pela m&aacute; operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do PCT. No Brasil, o problema dessa resist&ecirc;ncia j&aacute; &eacute; preocupante    e confirma a gravidade do reingresso de casos ao tratamento. Segundo dados recentes,    a taxa de resist&ecirc;ncia isolada &agrave; isoniazida (INH) encontra-se em    5%, &iacute;ndice superior aos 4% considerados fatores de risco para a resist&ecirc;ncia    prim&aacute;ria, ou seja, presen&ccedil;a de bacilos resistentes em doentes    que nunca receberam tratamento.<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A discuss&atilde;o a respeito do abandono do    tratamento da tuberculose implica uma reflex&atilde;o sobre o risco da transmiss&atilde;o    dos casos bacil&iacute;feros detectados e n&atilde;o tratados adequadamente    e sobre o res&iacute;duo decorrente do insucesso do tratamento. S&atilde;o fatos    que apontam para o risco de prolifera&ccedil;&atilde;o de novos doentes resistentes    aos quimioter&aacute;picos e o agravo da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica,    de conseq&uuml;&ecirc;ncias desastrosas, tanto econ&ocirc;micas como sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A investiga&ccedil;&atilde;o do abandono do tratamento    da tuberculose no Munic&iacute;pio de Cuiab&aacute; abrange n&atilde;o apenas    o direcionamento do PCT &#8211; que deve ser entendido como um conjunto de atividades    organizadas, coordenadas e integradas em todos os n&iacute;veis do sistema de    sa&uacute;de &#8211;, mas tamb&eacute;m os meios para ao alcance dos seus objetivos    program&aacute;ticos. &Eacute; importante analisar os fatores associados a esse    abandono. Falhas no tratamento podem resultar na persist&ecirc;ncia da fonte    de infec&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o, retratamento, piora do    progn&oacute;stico, aumento do sofrimento e mortalidade por tuberculose, al&eacute;m    de elevar os custos do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A incid&ecirc;ncia global de abandono foi de    5,1 abandonos por 100 pessoas-m&ecirc;s, o que equivale a 27,4% de abandono    entre todos aqueles que fizeram tratamento nos anos de 1998, 1999 e 2000. Esse    resultado &eacute; concordante com outros estudos, cujos percentuais encontrados,    at&eacute; o momento da conclus&atilde;o deste trabalho, variam entre 6,8% a    33,8%.<sup>22-27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entretanto, para o Munic&iacute;pio de Cuiab&aacute;,    segundo registros de avalia&ccedil;&atilde;o do programa de tuberculose em n&iacute;vel    central para o ano de 1998, o abandono (maiores de 15 anos) foi menor, representando    16,1%, com decl&iacute;nio acentuado em 1999 e 2000 (7,7% e 4,9% respectivamente).<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Diante dessas diferen&ccedil;as, uma das justificativas    para o elevado percentual de abandono constatado no presente estudo poderia    estar relacionada com a defini&ccedil;&atilde;o do caso de abandono adotada    pelos autores, diferentemente das refer&ecirc;ncias tomadas pelos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, que consideram os casos de abandono como &quot;casos encerrados&quot;,    ou seja, quando os pacientes n&atilde;o mais procuram o atendimento para o tratamento,    e/ou exigindo um longo per&iacute;odo para categorizar um caso de abandono.<sup>5,28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Assim, &eacute; de se supor que a qualidade de    um programa n&atilde;o se reflita, necessariamente, apenas na utiliza&ccedil;&atilde;o    de um regime terap&ecirc;utico, mas tamb&eacute;m em medidas de vigil&acirc;ncia,    tanto na monitora&ccedil;&atilde;o das doses medicamentosas e no entendimento    dos indicadores de avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados, quanto nos dispositivos    essenciais de condu&ccedil;&atilde;o efetiva do programa. &quot;<i>Diante    de programas ruins, poderia haver danos epidemiol&oacute;gicos levando &agrave;    revers&atilde;o do decl&iacute;nio natural da tuberculose.</i>&quot;<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi importante o grau de escolaridade na incid&ecirc;ncia    de abandono. Indiv&iacute;duos de baixo n&iacute;vel de escolaridade (analfabetos    e com refer&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o fundamental) foram respons&aacute;veis    por um maior abandono, comparativamente aos demais. Outros estudos indicam,    tamb&eacute;m, a exist&ecirc;ncia de baixa escolariza&ccedil;&atilde;o &#8211;    analfabetos funcionais &#8211; como preditiva de abandono.<sup>17,18,29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Resultados diferentes s&atilde;o descritos por    Jordan e colaboradores. (2000),<sup>4</sup> que, em revis&atilde;o de literatura    sobre ades&atilde;o em doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, afirmam ser baixo o poder    de predi&ccedil;&atilde;o de <i>status</i> econ&ocirc;mico, como renda e/ou    escolaridade e/ou condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o e/ou emprego,    exceto nos casos de extrema pobreza. Infelizmente, este trabalho n&atilde;o    pode avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    e abandono pela aus&ecirc;ncia dessas informa&ccedil;&otilde;es nos prontu&aacute;rios.    &Eacute; importante lembrar que a ades&atilde;o se relaciona &agrave; forma    como &eacute; processada a assist&ecirc;ncia prestada ao indiv&iacute;duo, que    compreende desde a adequa&ccedil;&atilde;o da linguagem at&eacute; o claro entendimento    das suas necessidades, transcendendo a dimens&atilde;o biol&oacute;gica e constituindo    a base que determinar&aacute; o &ecirc;xito do tratamento.<sup>5,30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o    geogr&aacute;fica dos distritos sanit&aacute;rios de resid&ecirc;ncia dos pacientes    estudados (Norte, Sul, Leste e Oeste), verificou-se que, nos DS Norte e Sul,    ocorreram as maiores incid&ecirc;ncias de abandono (7,35/100 pessoas-m&ecirc;s),    em compara&ccedil;&atilde;o com os achados referentes aos DS Leste e Oeste (4,06/    100 pessoas-m&ecirc;s). Esse resultado pode ser justificado pela diferencia&ccedil;&atilde;o    encontrada nas unidades pertencentes a cada distrito sanit&aacute;rio, observadas    a capacidade instalada, dist&acirc;ncia da resid&ecirc;ncia ao servi&ccedil;o    de sa&uacute;de, rela&ccedil;&atilde;o servi&ccedil;o-paciente, al&eacute;m    das diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;micas entre os DS. Constata&ccedil;&otilde;es    semelhantes sobre associa&ccedil;&atilde;o entre o abandono e a resid&ecirc;ncia    dos pacientes encontram-se em estudo de C&oacute;rdova &amp; Pacheco D&iacute;az    (1996).<sup>31</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A organiza&ccedil;&atilde;o espacial de busca    e tratamento dos casos de tuberculose tem-se mostrado pouco satisfat&oacute;ria,    onde a exist&ecirc;ncia de &aacute;reas com cobertura populacional de servi&ccedil;os    de sa&uacute;de suficiente contrasta com outras, em que a cobertura &eacute;    insuficiente e a diferen&ccedil;a socioecon&ocirc;mica faz-se evidente.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Corrobora a afirmativa acima citada, o fato verificado    de que 19,8% e 22,2% da distribui&ccedil;&atilde;o dos pacientes bacil&iacute;feros    estudados serem provenientes, respectivamente, dos distritos sanit&aacute;rios    Norte e Sul, que abrigam popula&ccedil;&otilde;es de prec&aacute;ria situa&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica e s&atilde;o respons&aacute;veis por maiores incid&ecirc;ncias    de abandono, com baixa cobertura por unidades de tratamento. Oliveira (1991),<sup>32</sup>    em estudo do tratamento da tuberculose na rede p&uacute;blica do Munic&iacute;pio    de Campinas, Estado de S&atilde;o Paulo, constatou que os pacientes inscritos    procediam, principalmente, de &aacute;reas com grande aglomera&ccedil;&atilde;o    habitacional, bem como de &aacute;reas ocupadas por favelas. Outro estudo, realizado    por Ignotti e colaboradores.. (2001),<sup>28</sup> sobre a ades&atilde;o ao tratamento    de hansen&iacute;ase no Munic&iacute;pio de Duque de Caxias, Estado do Rio de    Janeiro, indica a influ&ecirc;ncia da desigualdade de acesso aos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de como fator de abandono do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao estratificar a vari&aacute;vel estudada, distribui&ccedil;&atilde;o    espacial, controlando a escolaridade, observou-se maior chance de abandono em    pacientes mais escolarizados residentes nos distritos Norte e Sul, quando comparada    &agrave; de pacientes dos distritos Leste e Oeste. Essa diferen&ccedil;a decorre    de uma menor efetividade no acompanhamento de indiv&iacute;duos com maior escolaridade    pelos distritos Norte e Sul, possivelmente resultante da concentra&ccedil;&atilde;o    de esfor&ccedil;os no acompanhamento daqueles com menor escolaridade. N&atilde;o    se deve preterir o fato de que os residentes com menor escolaridade desses distritos    foram respons&aacute;veis pelo maior abandono dos diferentes tipos de tratamento,    quando os comparamos aos dados similares dos distritos Leste e Oeste.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ratificando esses mesmos dados, a an&aacute;lise    dos autores, ao estratificar a modalidade do tratamento por distrito sanit&aacute;rio    de resid&ecirc;ncia, indicou um maior risco relativo para abandono entre os    tratamentos supervisionados e n&atilde;o supervisionados nos distritos sanit&aacute;rios    Leste e Oeste, distritos estes centrais ao munic&iacute;pio. De igual maneira,    &eacute; de se supor que os servi&ccedil;os dos distritos Norte e Sul utilizaram    melhores crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o ao indicar o usu&aacute;rio    para este ou aquele tipo de tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo de Pinho (2000)<sup>33</sup> demonstrou    que o desempenho do programa estava relacionado, intrinsecamente, com o maior    n&uacute;mero de pacientes em tratamento supervisionado existentes em uma &uacute;nica    unidade, registrando-se piores resultados com o tratamento n&atilde;o-supervisionado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Sabe-se que a efetividade do programa de tuberculose    deve-se garantir independentemente do tipo de estrat&eacute;gia adotada, sendo    imprescind&iacute;vel a a&ccedil;&atilde;o da equipe de sa&uacute;de na orienta&ccedil;&atilde;o    e mantenimento da vigil&acirc;ncia sobre todos os pacientes em tratamento. A    informa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e esclarecedora &eacute; fator essencial    do sucesso do programa de controle da tuberculose. Por&eacute;m, h&aacute; que    se moldar estrat&eacute;gias alternativas de tratamento supervisionado para    cada regi&atilde;o, oferecendo oportunidade de escolha, ao contr&aacute;rio    de experi&ecirc;ncias mais controversas, como o encarceramento dos pacientes    com o objetivo de diminuir os riscos da doen&ccedil;a para a coletividade.<sup>34,35</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar do conhecimento, por parte de todos os    envolvidos, dos passos necess&aacute;rios para atingir o sucesso do programa    de controle da tuberculose, existem vari&aacute;veis de dif&iacute;cil controle    e que extrapolam os limites da a&ccedil;&atilde;o dos agentes de sa&uacute;de    na ponta do sistema, os problemas do seu dia-a-dia. &Eacute; mister que se realize,    urgentemente, uma implementa&ccedil;&atilde;o mais rigorosa das medidas de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, onde o envolvimento entre os profissionais dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de e a comunidade possa contribuir para uma melhor qualidade no    tratamento da tuberculose no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Ruffino-Netto A. Programa de Controle de Tuberculose    no Brasil: situa&ccedil;&atilde;o atual e novas perspectivas. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 2001; 10: 129-138.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Secretaria do Estado de Sa&uacute;de de Mato    Grosso/SES. Coordenadoria t&eacute;cnica. Divis&atilde;o de programas e projetos    em sa&uacute;de. &Aacute;rea t&eacute;cnica de controle da tuberculose: Dados    dos anos &#8211; (1998, 1999, 2000), 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Oliveira HB. Estudo do reingressante no sistema    de notifica&ccedil;&atilde;o. Recidivas em tuberculose e seus fatores de risco    (1993-1994). Campinas, 1996. Tese (Doutorado) &#8211; Unicamp.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Jordan MS, Lopes JF, Okazaki E, Komatsu CL,    Nemes MIB. Ader&ecirc;ncia ao tratamento anti-retroviral em AIDS: Revis&atilde;o    de literatura. In:Teixeira, Paiva, Shima. T&aacute; dif&iacute;cil de engolir?    Experi&ecirc;ncias de ades&atilde;o ao tratamento anti-retroviral em S&atilde;o    Paulo. Nepaids &#8211; DST/Aids, 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Natal S, Valente J, Gerhardt G, Penna ML.    Situa&ccedil;&atilde;o bacteriol&oacute;gica dos doentes de tuberculose que    abandonaram o tratamento. Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria 1999; 7: 65-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Oliveira HC, Moreira Filho DC. Abandono de    tratamento e recidiva da tuberculose: aspectos de epis&oacute;dios pr&eacute;vios,    Campinas, SP, Brasil, 1993-1994. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;    34: 437-43.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Belluomini M, Tagusaga HK. Seq&uuml;&ecirc;ncia    do tratamento de curta dura&ccedil;&atilde;o da tuberculose pulmonar em unidades    sanit&aacute;rias do Vale do Para&iacute;ba, 1980-1981, S&atilde;o Paulo, Brasil.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1984; 18: 466-75.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Ortega FP, Rivera JMPS, Garc&iacute;a JG,    P&eacute;rez-Herro JRC, Rodr&iacute;gues JV, P&eacute;rez-Medel AP. Factores    predictivos del abandono del tratamiento antituberculoso en pacientes infectados    por el v&iacute;rus de la inmunodeficiencia humana. Revista Cl&iacute;nica Espa&ntilde;ola    1996; 197: 163-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Pablos-Mend&eacute;z A, Knirsch, CA, Barr    G, Lener BH., Frieden TR. Nonadherence in tuberculosis treatment: predictors    and consequences in NewYork City. American Journal Medicine 1997; 102: 165-70.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Natal S. A retomada da import&acirc;ncia    da tuberculose como prioridade para a&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de P&uacute;blica.    Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria 1998; 6: 140-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Friz HP, Kremer L, Acosta H, Abdala O, Canova    S, Rojo S, Roca G, Da&iacute;n A. Terapeutica con tuberculost&aacute;ticos:    cumprimiento en un hospital general. Revista Facultad de Ciencias Medicas (C&oacute;rdoba)    1997; 55: 21-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Morrone, N, Solha, MSS, Cruvinel M.C, Morrone    Junior N, Freire JAS. Tuberculose: tratamento supervisionado &quot;vs&quot;    tratamento auto-administrado - experi&ecirc;ncia ambulatorial em institui&ccedil;&atilde;o    filantr&oacute;pica e revis&atilde;o da literatura. Jornal de Pneumologia 1999;    25: 198-205.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Rabahi MF, Rodrigues AB, Queiroz de Mello    F, de Almeida Netto JC, Kritski AL. Noncompliance with tuberculosis treatment    by patients at tuberculosis and AIDS reference hospital in midwestern. Brazilian    Journal Infection Diseases 2002; 6:63-73.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Watts TE. The regularity of attendance of    male tuberculosis patients diagnosed at Mulago Hospital between 1968-1970. Tubercle    1972; 53:174-81.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia/SBPT.    Consenso sobre tuberculose: abandono do tratamento. Jornal de Pneumologia 1997;    23: 313-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Almeida MMMB, Nogueira PAA, Arantes GRA.    Avalia&ccedil;&atilde;o longitudinal do tratamento da tuberculose. Boletim de    Pneumologia Sanit&aacute;ria 1995; 3: 78-86.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Braga Lima M, Mello DA, Morais AP, Silva    WC. Estudo de casos sobre o abandono do tratamento da tuberculose: Avalia&ccedil;&atilde;o    do atendimento, percep&ccedil;&atilde;o e conhecimentos sobre a doen&ccedil;a    na perspectiva dos clientes (Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil). Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2001; 17: 877-85.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Campos HMA, Albuquerque MFM, Campelo ARL,    Souza W, Brito AB. O retratamento da tuberculose no Munic&iacute;pio do Recife,    1997: uma abordagem epidemiol&oacute;gica. Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria    2000; 26: 235-40.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de Pneumologia Sanit&aacute;ria (MS/CNPS). Normas para o controle da    tuberculose. Cadernos de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. &#91; Monografia    na Internet &#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.saude.gov.br">http://www.saude.gov.br</a>,    em 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Dean AG, Dean JA; Coulombier D, Brendel KA,    Smith DC, Burton AH, Dicker RC, Sulliman K, Fagan RF, Arner TG. A word processing    database, and statistics program for epidemiology on microcomputers. 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