<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-4974</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Epidemiol. Serv. Saúde]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-4974</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-49742005000200003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742005000200003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência da infecção pelo HIV na demanda atendida no Centro de Testagem e Aconselhamento da Cidade de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, 2001-2002]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of HIV infection in the Voluntary Testing and Counseling Center of the City of Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro State, Brazil, 2001-2002]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luciana Cordeiro de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Regina Célia de Souza Campos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Clélia Pinto]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Medina-Acosta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Enrique]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Secretaria Municipal de Saúde de Campos Centro de Testagem e Aconselhamento ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ RJ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Secretaria Municipal de Saúde de Campos Centro de Testagem e Aconselhamento ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ RJ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Centro de Biociências e Biotecnologia Laboratório de Biotecnologia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Campos RJ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<volume>14</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>85</fpage>
<lpage>90</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742005000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742005000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742005000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Com a finalidade de contribuir para o planejamento das ações em DST e aids, o presente estudo objetiva determinar a prevalência da infecção pelo HIV e analisar as características sociocomportamentais em usuários do Centro de Testagem e Aconselhamento da Cidade de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, atendidos no período de janeiro de 2001 a dezembro de 2002 (n=7.386). Para as análises estatísticas, foi utilizado o aplicativo Epi Info 2002. A prevalência de infecção pelo HIV encontrada foi de 0,4% nas mulheres gestantes (n=5.188), 8,1% nas não gestantes (n=1.247) e 12,6% em homens (n=951). Acima de 60% dos usuários possuíam nível fundamental de escolaridade. As mulheres gestantes foram o grupo predominante (70,2%), correspondendo a 36% das gestantes da cidade. A freqüência do uso do preservativo foi baixa em todos os estratos. Relações sexuais com parceiro HIV-positivo foram relatadas por 0,1% das mulheres gestantes, 7,8% das não gestantes e 5,2% dos homens; sintomas relacionados à aids foram relatados por 0,1%, 3,4% e 5,6% desses segmentos, respectivamente. O estudo reforça a urgência de ampliação desse atendimento, a importância das ações de prevenção direcionadas à população de menor nível socioeconômico e mais jovem, bem como o desafio de introduzir práticas mais seguras em relação à prevenção do HIV/aids no Município.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To contribute to the planning of health actions in HIV/AIDS, the present study had as an objective to determine the prevalence of HIV infection and correlating socioeconomic and behavioral factors in users of the Voluntary Testing and Counseling Center located in the city of Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro State, Brazil, receiving services from January 2001 to December 2002 (n=7,386). Statistical analyses were performed using Epi Info 2002 software [Centers for Disease Control and Prevention (CDC)]. The prevalence of HIV infection was 0.4% in pregnant women (n=5,188), 8.1% in non-pregnant women (n=1,247) and 12.6% in men (n=951). Up to 60% of the study population had a basic educational level. Pregnant women (70.2%) were the predominant group studied, corresponding to 36% of all pregnant women in the city for the study period. The frequency of condom usage was low. Sexual intercourse with an HIV-positive partner was reported in 0.1% of pregnant women, 7.8% of non-pregnant women and 5.2% of men. AIDS-related symptoms were reported in 5.6% of men, 3.4% of non-pregnant women and 0.1% of pregnant women. This study reinforces the urgent need to expand HIV screening services, the importance of reassuring prevention policies directed at both lower socioeconomic and younger strata, as well the challenge of introducing safe practices aimed at effective prevention of HIV/AIDS in the municipality.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[prevalência do HIV]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[infecção pelo HIV]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[gestantes]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[HIV prevalence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[HIV infection]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[pregnant women]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="verdana"><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="verdana">Preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV na demanda atendida no Centro de Testagem e Aconselhamento da Cidade    de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, 2001-2002<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Prevalence of HIV infection in the Voluntary    Testing and Counseling Center of the City of Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro    State, Brazil, 2001-2002</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Luciana Cordeiro de Ara&uacute;jo<sup>I</sup>;    Regina C&eacute;lia de Souza Campos Fernandes<sup>II</sup>; </font></b><b><font size="2" face="verdana">Maria    Cl&eacute;lia Pinto Coelho<sup>II</sup>; </font></b><b><font size="2" face="verdana">Enrique    Medina-Acosta<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Centro de Testagem e Aconselhamento,    Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Campos, RJ. Laborat&oacute;rio de Biotecnologia,    Centro de Bioci&ecirc;ncias e Biotecnologia, Universidade Estadual do Norte    Fluminense Darcy Ribeiro, Campos, RJ. Unidade de Patologia Cl&iacute;nica, Hospital    Geral de Guarus, Campos, RJ    <br>   <sup>II</sup>Centro de Testagem e Aconselhamento, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Campos, RJ    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Laborat&oacute;rio de Biotecnologia, Centro de Bioci&ecirc;ncias    e Biotecnologia, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Campos,    RJ</font></p>     <p><a href="#endereco"><font size="2" face="verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com a finalidade de contribuir para o planejamento    das a&ccedil;&otilde;es em DST e aids, o presente estudo objetiva determinar    a preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e analisar as caracter&iacute;sticas    sociocomportamentais em usu&aacute;rios do Centro de Testagem e Aconselhamento    da Cidade de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro, Brasil, atendidos    no per&iacute;odo de janeiro de 2001 a dezembro de 2002 (n=7.386). Para as an&aacute;lises    estat&iacute;sticas, foi utilizado o aplicativo Epi Info 2002. A preval&ecirc;ncia    de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV encontrada foi de 0,4% nas mulheres gestantes    (n=5.188), 8,1% nas n&atilde;o gestantes (n=1.247) e 12,6% em homens (n=951).    Acima de 60% dos usu&aacute;rios possu&iacute;am n&iacute;vel fundamental de    escolaridade. As mulheres gestantes foram o grupo predominante (70,2%), correspondendo    a 36% das gestantes da cidade. A freq&uuml;&ecirc;ncia do uso do preservativo    foi baixa em todos os estratos. Rela&ccedil;&otilde;es sexuais com parceiro    HIV-positivo foram relatadas por 0,1% das mulheres gestantes, 7,8% das n&atilde;o    gestantes e 5,2% dos homens; sintomas relacionados &agrave; aids foram relatados    por 0,1%, 3,4% e 5,6% desses segmentos, respectivamente. O estudo refor&ccedil;a    a urg&ecirc;ncia de amplia&ccedil;&atilde;o desse atendimento, a import&acirc;ncia    das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o direcionadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    de menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico e mais jovem, bem como o desafio    de introduzir pr&aacute;ticas mais seguras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    preven&ccedil;&atilde;o do HIV/aids no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> preval&ecirc;ncia do HIV;    infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV; gestantes.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">To contribute to the planning of health actions    in HIV/AIDS, the present study had as an objective to determine the prevalence    of HIV infection and correlating socioeconomic and behavioral factors in users    of the Voluntary Testing and Counseling Center located in the city of Campos    dos Goytacazes, Rio de Janeiro State, Brazil, receiving services from January    2001 to December 2002 (n=7,386). Statistical analyses were performed using Epi    Info 2002 software &#91;Centers for Disease Control and Prevention (CDC)&#93;. The    prevalence of HIV infection was 0.4% in pregnant women (n=5,188), 8.1% in non-pregnant    women (n=1,247) and 12.6% in men (n=951). Up to 60% of the study population    had a basic educational level. Pregnant women (70.2%) were the predominant group    studied, corresponding to 36% of all pregnant women in the city for the study    period. The frequency of condom usage was low. Sexual intercourse with an HIV-positive    partner was reported in 0.1% of pregnant women, 7.8% of non-pregnant women and    5.2% of men. AIDS-related symptoms were reported in 5.6% of men, 3.4% of non-pregnant    women and 0.1% of pregnant women. This study reinforces the urgent need to expand    HIV screening services, the importance of reassuring prevention policies directed    at both lower socioeconomic and younger strata, as well the challenge of introducing    safe practices aimed at effective prevention of HIV/AIDS in the municipality.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> HIV prevalence; HIV infection;    pregnant women.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da redu&ccedil;&atilde;o das taxas de    incid&ecirc;ncia e de mortalidade por aids ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o    dos inibidores de protease pela terapia anti-retroviral combinada,<sup>1-5</sup>    a epidemia de HIV cresce, em grande parte, de forma silenciosa, pois o diagn&oacute;stico    da infec&ccedil;&atilde;o &eacute; tardio ou a maioria dos indiv&iacute;duos    n&atilde;o realiza o teste anti-HIV.<sup>6</sup> Todavia, com a compulsoriedade    da notifica&ccedil;&atilde;o determinada apenas para casos de aids e de gestantes    soropositivas e crian&ccedil;as expostas,<sup>7</sup> a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    cl&aacute;ssica n&atilde;o alcan&ccedil;a mensurar o curso da epidemia de HIV.    No Brasil, s&atilde;o estimadas 600 mil pessoas infectadas pelo HIV, mas apenas    1/3 delas conhece o seu diagn&oacute;stico.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">H&aacute; alguns anos, a chamada <b>vigil&acirc;ncia    de segunda gera&ccedil;&atilde;o do HIV</b> vem complementando o sistema cl&aacute;ssico    de vigil&acirc;ncia mediante a conjun&ccedil;&atilde;o entre o indicador biol&oacute;gico    (preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV) e a avalia&ccedil;&atilde;o    de comportamentos de risco. Essa vigil&acirc;ncia de segunda gera&ccedil;&atilde;o    &eacute; flex&iacute;vel &agrave;s necessidades e padr&otilde;es epid&ecirc;micos    existentes e oferece uma melhor compreens&atilde;o das tend&ecirc;ncias da epidemia,    permitindo o melhor planejamento de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    e assist&ecirc;ncia.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A realiza&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos    epidemiol&oacute;gicos na popula&ccedil;&atilde;o geral, em n&iacute;vel local-municipal,    exige estrutura log&iacute;stica, recursos financeiros importantes e profissionais    especializados em epidemiologia. Na grande maioria dos Munic&iacute;pios, o    emprego dessas metodologias &eacute; invi&aacute;vel. Contudo, a utiliza&ccedil;&atilde;o    de outras estrat&eacute;gias &eacute; poss&iacute;vel quando os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de<sup>9</sup> s&atilde;o considerados como fontes de dados, especialmente    aqueles que realizam a testagem anti-HIV e re&uacute;nem informa&ccedil;&otilde;es    sociocomportamentais de interesse para a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    do v&iacute;rus. Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), apesar de seus    objetivos prim&aacute;rios serem voltados &agrave; preven&ccedil;&atilde;o,    podem contribuir para essa vigil&acirc;ncia, tendo em vista a riqueza de dados    dos usu&aacute;rios volunt&aacute;rios. &Eacute; importante considerar as restri&ccedil;&otilde;es    que esse tipo de estudo de demanda atendida implica, principalmente quanto &agrave;    representatividade e aos vieses de sele&ccedil;&atilde;o e de participa&ccedil;&atilde;o    presentes nessas estrat&eacute;gias, por se tratar de amostra n&atilde;o aleat&oacute;ria,    que limita a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados encontrados.<sup>9,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Centro de Testagem e Aconselhamento do Munic&iacute;pio    de Campos dos Goytacazes (CTA-Campos), no Estado do Rio de Janeiro, criado em    1996, enfrentou in&uacute;meros desafios at&eacute; a municipaliza&ccedil;&atilde;o    da testagem anti-HIV, aquisi&ccedil;&atilde;o de sede pr&oacute;pria e informatiza&ccedil;&atilde;o    do atendimento &#8211; gra&ccedil;as ao desenvolvimento de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    pr&oacute;prio, denominado SIGCTASAE. At&eacute; 2002, o CTA-Campos dispunha    de um banco de dados com mais de 14.000 atendimentos computados e diagn&oacute;sticos    da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, bem como informa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas    e comportamentais de indiv&iacute;duos que procuram o servi&ccedil;o voluntariamente,    para realiza&ccedil;&atilde;o do teste anti-HIV.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando a necessidade de gerar informa&ccedil;&otilde;es    epidemiol&oacute;gicas que contribuam para a vigil&acirc;ncia do HIV e a estrutura    informatizada do CTA-Campos, o presente estudo prop&ocirc;s-se a determinar    a preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV nos usu&aacute;rios atendidos    entre janeiro de 2001 e dezembro de 2002;<sup>11</sup> e analisar algumas caracter&iacute;sticas    sociocomportamentais da popula&ccedil;&atilde;o que busca a testagem anti-HIV    no servi&ccedil;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Delineamento</b>: estudo observacional transversal    para determina&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV na popula&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios do CTA-Campos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Popula&ccedil;&atilde;o estudada</b>: usu&aacute;rios    (N=7.386) volunt&aacute;rios do CTA-Campos, atendidos no per&iacute;odo de janeiro    de 2001 a dezembro de 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o</b>: foram    considerados eleg&iacute;veis os usu&aacute;rios atendidos no per&iacute;odo    de janeiro de 2001 a dezembro de 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Crit&eacute;rios de exclus&atilde;o</b>: foram    considerados ineleg&iacute;veis os usu&aacute;rios (a) que n&atilde;o realizaram    a coleta de sangue por desist&ecirc;ncia ou impossibilidade de coleta, (b) que    tiveram seus resultados indispon&iacute;veis e (c) cujos dados apresentaram    inconsist&ecirc;ncia (question&aacute;rio pr&eacute;-teste).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Coleta de dados</b>: os procedimentos para    a coleta de dados seguiram a rotina de atendimento do CTA-Campos. Esse servi&ccedil;o    conta com aconselhamento coletivo e individual pr&eacute;-teste, coleta de sangue    e aconselhamento individual p&oacute;s-teste. Os usu&aacute;rios volunt&aacute;rios,    ap&oacute;s terem passado pelo aconselhamento coletivo e recebido informa&ccedil;&otilde;es    sobre a infec&ccedil;&atilde;o, o diagn&oacute;stico, as formas de transmiss&atilde;o    e a preven&ccedil;&atilde;o, foram entrevistados, individualmente, por um profissional    de n&iacute;vel superior da &aacute;rea da Sa&uacute;de capacitado em aconselhamento.    O aconselhador alimentou o banco de dados do sistema SIGCTASAE, desenvolvido    pelo CTA-Campos, com as respostas referentes ao question&aacute;rio estruturado    do servi&ccedil;o. O question&aacute;rio foi preenchido conforme as informa&ccedil;&otilde;es    prestadas pelos usu&aacute;rios durante a entrevista individual. Ap&oacute;s    a realiza&ccedil;&atilde;o do teste sorol&oacute;gico, um digitador inseriu,    no banco de dados, o resultado de cada teste. O laudo foi entregue ao usu&aacute;rio    por um aconselhador &#8211; durante o atendimento e devidas orienta&ccedil;&otilde;es    p&oacute;s-teste &#8211;, que, em seguida, confirmou a entrega do resultado    no banco de dados do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Vari&aacute;veis</b>: para determina&ccedil;&atilde;o    da preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, foi considerado, como    vari&aacute;vel de desfecho, o resultado de teste laboratorial anti-HIV 1 e    2 positivo, conforme a realiza&ccedil;&atilde;o do algoritmo recomendado pelo    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de no per&iacute;odo do estudo. Para as an&aacute;lises    de freq&uuml;&ecirc;ncia, foram consideradas, al&eacute;m do &quot;motivo da    realiza&ccedil;&atilde;o do teste anti-HIV&quot; informado, as vari&aacute;veis    socioecon&ocirc;micas (sexo, idade, escolaridade, estado civil/marital) e a    vari&aacute;vel comportamental &quot;uso de preservativo nos &uacute;ltimos    12 meses&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lise</b>: realizou-se a migra&ccedil;&atilde;o    do banco de dados do sistema SIGCTASAE para o programa Epi Info 2002, do Centers    for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos da Am&eacute;rica    (EUA), visando obter as freq&uuml;&ecirc;ncias das vari&aacute;veis e determinar    os intervalos de confian&ccedil;a. Para a an&aacute;lise da cobertura diagn&oacute;stica    em gestantes, foi utilizada a informa&ccedil;&atilde;o do Departamento de Inform&aacute;tica    do SUS (Datasus) referente ao n&uacute;mero de nascidos vivos no Munic&iacute;pio    durante o per&iacute;odo de estudo, dispon&iacute;vel no Sistema Nacional de    Nascidos Vivos (Sinasc). Esse indicador foi considerado pelos autores como o    mais pr&oacute;ximo da realidade desse estrato populacional. &Eacute; importante    esclarecer, contudo, que ele n&atilde;o expressa o n&uacute;mero real de gestantes    no Munic&iacute;pio, uma vez que, nele, n&atilde;o est&atilde;o computados os    casos de natimortalidade &#91Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Mortalidade    (SIM)&#93, nem os de aborto no per&iacute;odo gestacional. A preval&ecirc;ncia    da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV foi determinada pelo percentual de usu&aacute;rios    soropositivos para o teste anti-HIV em rela&ccedil;&atilde;o ao total de usu&aacute;rios    do estrato em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto do estudo obteve aprova&ccedil;&atilde;o    do Comit&ecirc; Regional de &Eacute;tica em Pesquisa da Faculdade de Medicina    de Campos, resguardado o sigilo de quaisquer informa&ccedil;&otilde;es que pudessem    identificar os sujeitos da pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram analisados 7.386 atendimentos do CTA-Campos,    no per&iacute;odo de janeiro de 2001 a dezembro de 2002, dos quais 70,2% pertenciam    ao grupo de mulheres gestantes (n=5.188), 16,9% ao grupo de mulheres n&atilde;o    gestantes (n=1.247) e 12,9% (n=951) ao grupo de homens (<a href="#tab1">Tabela    1</a>). Com rela&ccedil;&atilde;o ao grupo de mulheres gestantes, a cobertura    diagn&oacute;stica foi analisada utilizando-se como indicador populacional o    n&uacute;mero de nascidos vivos no per&iacute;odo, correspondendo a 36% de todas    as gestantes do Munic&iacute;pio para o per&iacute;odo de estudo (dados n&atilde;o    mostrados). Nesse caso, h&aacute; que se considerar que a cobertura diagn&oacute;stica    pode estar superestimada, pois o indicador utilizado (n&uacute;mero de nascidos    vivos) n&atilde;o reflete o total de gestantes no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a03t01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV foi determinada para os tr&ecirc;s grupos estudados nos per&iacute;odos    de 2001 e 2002, separadamente, assim como no bi&ecirc;nio 2001- 2002 (<a href="#tab1">Tabela    1</a>). No grupo de mulheres gestantes, a preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV correspondeu a 0,4% nos dois anos analisados. Entre os homens, a preval&ecirc;ncia    da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV foi de 10,3%, 14,2% e 12,6% para 2001, 2002    e o bi&ecirc;nio 2001-2002, respectivamente. No grupo de mulheres n&atilde;o    gestantes, a preval&ecirc;ncia correspondeu a 6,7%, 9,3% e 8,1% para os mesmos    per&iacute;odos, respectivamente (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o por faixa et&aacute;ria,    escolaridade e estado civil/marital encontra-se representada na <a href="#tab2">Tabela    2</a>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria, foi observada    uma distribui&ccedil;&atilde;o normal entre todos os recortes de usu&aacute;rios;    apenas foi observada uma diferencia&ccedil;&atilde;o para o grupo de mulheres    gestantes, o qual apresentou maior concentra&ccedil;&atilde;o na faixa de 20    a 49 anos, possivelmente devido &agrave; idade f&eacute;rtil. Nas gestantes,    as maiores preval&ecirc;ncias foram encontradas nas faixas et&aacute;rias de    13 a 19 anos (0,5%) e de 35 a 44 anos (0,51%). Para o grupo de mulheres n&atilde;o    gestantes, a preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV foi maior    na faixa et&aacute;ria de 45 a 64 anos (10,4% -10,6%). Para o sexo masculino,    a preval&ecirc;ncia foi maior na faixa et&aacute;ria de 35 a 44 anos (20,8%).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a03t02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em todos os segmentos de usu&aacute;rios, predominou    o n&iacute;vel de escolaridade &quot;&lt;8 anos de estudo&quot;. Entre gestantes    e usu&aacute;rios do sexo masculino, a preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV foi maior nos estratos de menor escolaridade. Essa associa&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o foi evidente entre n&atilde;o gestantes. Quanto ao estado civil/marital,    uma grande propor&ccedil;&atilde;o de gestantes (76,7%) informou estar casada    ou convivendo maritalmente. Nos demais segmentos, a propor&ccedil;&atilde;o    de casados/amigados foi menor. Em gestantes, a preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV foi maior entre as solteiras. Quanto &agrave;s mulheres n&atilde;o    gestantes e aos usu&aacute;rios do sexo masculino, essa preval&ecirc;ncia foi    maior entre os vi&uacute;vos, apesar de se tratar de amostra muito pequena (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na an&aacute;lise da vari&aacute;vel &quot;motivo da realiza&ccedil;&atilde;o    do teste anti-HIV&quot;, o grupo de mulheres gestantes apresentou, como principal    motivo, &quot;indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica&quot;. Os outros dois    segmentos informaram &quot;curiosidade/precau&ccedil;&atilde;o&quot; seguida    de &quot;indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica&quot;, como principais motivos.    As preval&ecirc;ncias da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV foram maiores naqueles    usu&aacute;rios desses dois grupos populacionais que relataram rela&ccedil;&otilde;es    sexuais com parceiros sabidamente HIV-positivos e naqueles com sintomas relacionados    &agrave; aids. &Eacute; importante notar que cada motivo de realiza&ccedil;&atilde;o    do teste originou-se de uma pergunta no question&aacute;rio. Houve indiv&iacute;duos    que atribu&iacute;ram a realiza&ccedil;&atilde;o do teste a mais de um motivo.    Essa intera&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis n&atilde;o foi analisada    por este estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel comportamental    &quot;uso de preservativo nos &uacute;ltimos 12 meses&quot;, cerca de 80%    de todos os usu&aacute;rios n&atilde;o usou preservativo no per&iacute;odo questionado;    ou utilizou o preservativo irregularmente, o que seria de esperar no segmento    de gestantes, haja vista a ocorr&ecirc;ncia de gesta&ccedil;&atilde;o, por si    s&oacute;, indicar o n&atilde;o-uso ou o uso irregular desse insumo de preven&ccedil;&atilde;o.    Contudo, nos outros grupos, esperava-se maior freq&uuml;&ecirc;ncia de uso de    preservativo devido &agrave;s campanhas educativas, tanto em n&iacute;vel nacional    como local, e &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o regular pela Coordena&ccedil;&atilde;o    do Programa Municipal DST e Aids.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em detrimento dos demais segmentos atendidos    no CTA-Campos, foi observada uma grande propor&ccedil;&atilde;o de gestantes.    Esse achado, provavelmente, reflete uma dificuldade de cobertura da demanda    do pr&eacute;-natal pela aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica (<a href="#tab1">Tabela    1</a>). A preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV em gestantes    (0,4%) foi inferior &agrave;quela encontrada para o pa&iacute;s (0,57%) e para    a Regi&atilde;o Sudeste (0,64%), resultado do estudo sentinela nacional no corte    do 2<sup>o</sup> semestre de 2000.<sup>12</sup> Embora essa preval&ecirc;ncia    tenha-se mantido nos dois anos enfocados por este estudo, ser&atilde;o necess&aacute;rias    outras an&aacute;lises para verificar a representatividade da amostra estudada,    pois, apesar de representar cerca de 36% das gestantes do Munic&iacute;pio,    trata-se de amostra n&atilde;o aleat&oacute;ria de demanda atendida. Dessa forma,    pode haver influ&ecirc;ncia dos vieses de amostragem e participa&ccedil;&atilde;o.    Sendo assim, apesar da apresenta&ccedil;&atilde;o dos IC95% calculados, deve-se    ter cautela na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos, pois a falta    de aleatoriedade na amostragem limita a realiza&ccedil;&atilde;o de quaisquer    extrapola&ccedil;&otilde;es das preval&ecirc;ncias ou poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es    observadas na popula&ccedil;&atilde;o estudada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As preval&ecirc;ncias da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV entre mulheres n&atilde;o gestantes e usu&aacute;rios do sexo masculino    foram altas, relativamente, mesmo quando comparadas com a preval&ecirc;ncia    observada no grupo de pacientes de cl&iacute;nicas de DST do corte do estudo    sentinela nacional.<sup>12</sup> Por&eacute;m, &eacute; importante considerar    o tamanho da amostra analisada e o fato de essa preval&ecirc;ncia concentrar-se    naqueles indiv&iacute;duos cujo motivo pela procura do teste anti-HIV no CTA    foi &quot;sintomas relacionados &agrave; aids&quot; (35,7% e 56,6%, respectivamente),    &quot;rela&ccedil;&otilde;es sexuais com parceiro sabidamente HIV-positivo&quot;    (23,7% e 24,5%) e/ou &quot;indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica&quot; (13,7%    e 21,2%). Essa preval&ecirc;ncia &eacute;, consideravelmente, menor para os    estratos cujo motivo da realiza&ccedil;&atilde;o do teste foi &quot;curiosidade/precau&ccedil;&atilde;o&quot;    (2,1% e 3,4%, respectivamente). As gestantes tiveram como principal motivo da    realiza&ccedil;&atilde;o do teste a &quot;indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica&quot;    pelo programa de acompanhamento pr&eacute;-natal. Por&eacute;m, a estratifica&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o influenciou na preval&ecirc;ncia para esse grupo, que representa    87,3% da amostra analisada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave; faixa et&aacute;ria, foi observado    um acr&eacute;scimo da preval&ecirc;ncia entre gestantes das faixas et&aacute;rias    de 13-19 anos e 35-44 anos. A freq&uuml;&ecirc;ncia do estrato de 13-19 anos    (19,2%) nesse grupo reflete a ocorr&ecirc;ncia de gravidez entre adolescentes    no Munic&iacute;pio. A preval&ecirc;ncia do HIV em gestantes foi maior quanto    menor a escolaridade, o que refor&ccedil;a uma vulnerabilidade maior &agrave;    infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV associada &agrave; baixa escolaridade &#8211;    possivelmente relacionada com a tend&ecirc;ncia de pauperiza&ccedil;&atilde;o    da epidemia de HIV/aids.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Quanto ao uso de preservativo, foi observada    uma alta freq&uuml;&ecirc;ncia de n&atilde;o-uso ou uso irregular e uma baixa    freq&uuml;&ecirc;ncia do uso consistente (&quot;usou sempre&quot;), maior    entre os homens (13,1%, contra 9,5% de mulheres n&atilde;o gestantes). Esses    dados est&atilde;o de acordo com aqueles encontrados por Paiva e colaboradores.<sup>13</sup>    Os usu&aacute;rios informaram, em grande parte, a condi&ccedil;&atilde;o de    casados ou amigados, o que pode ter contribu&iacute;do para a baixa freq&uuml;&ecirc;ncia    do uso de preservativo. Tem sido descrita uma associa&ccedil;&atilde;o entre    a rela&ccedil;&atilde;o fixa &quot;casado/amigado&quot; e a baixa freq&uuml;&ecirc;ncia    do uso de preservativo.<sup>13</sup> Para verificar essa associa&ccedil;&atilde;o,    seriam necess&aacute;rias an&aacute;lises bivariadas. Mesmo nas rela&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o-fixas, o uso de preservativo tem-se mostrado aqu&eacute;m do esperado.    A preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV foi maior entre os indiv&iacute;duos    com rela&ccedil;&otilde;es sexuais n&atilde;o-fixas, em todos os estratos. Esse    dado, associado &agrave; baixa freq&uuml;&ecirc;ncia do uso de preservativo,    representa um fator relevante para o risco de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV.    O presente estudo refor&ccedil;a a urg&ecirc;ncia de amplia&ccedil;&atilde;o    do atendimento, a import&acirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    direcionadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    e de menor idade e o desafio de introduzir pr&aacute;ticas mais seguras em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de HIV/aids no Munic&iacute;pio, conforme as    tend&ecirc;ncias j&aacute; observadas para a epidemia. Ademais, este trabalho    marca a conquista do desafio de iniciar a utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados    gerados pelo CTA-Campos para o melhor conhecimento da epidemia de HIV local    e a gera&ccedil;&atilde;o de respostas operacionais sobre demanda reprimida;    para o planejamento das a&ccedil;&otilde;es de amplia&ccedil;&atilde;o do acesso    ao diagn&oacute;stico &#8211; especialmente na aten&ccedil;&atilde;o durante    o per&iacute;odo pr&eacute;-natal &#8211;, das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    e de assist&ecirc;ncia aos portadores do HIV e pacientes de aids no Munic&iacute;pio    de Campos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Williams AB. New horizons: antiretroviral    therapy in 1997. Journal of the Association of Nurses in AIDS Care 1997;8(4):26-38.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Brodt HR, Kamps BS, Gute P, Knupp B, Staszewski    S, Helm EB. Changing incidence of AIDS-defining illnesses in the era of antiretroviral    combination therapy. AIDS 1997;11(14):1731-1738.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Chiasson MA, Berenson L, Li W, Schwartz S,    Singh T, Forlenza S, Mojica BA, Hamburg MA. Declining HIV/AIDS mortality in    New York City. Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes and Human Retrovirology    1999;21(1):59-64.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Palella FJ Jr, Delaney KM, Moorman AC, Loveless    MO, Fuhrer J, Satten GA, Aschman DJ, Holmberg SD. Declining morbidity and mortality    among patients with advanced human immunodeficiency virus infection. HIV Out    Patient Study Investigators. New England Journal of the Medicine 1998;338(13):853-60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Chequer P, Sudo E, de &Aacute;vila VMA, Cunha    C, Veloso VG. O impacto da terapia anti-retroviral &#91;monografia na Internet&#93;.    Bras&iacute;lia: Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de DST e Aids; 1999. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.aids.gov.br">http://www.aids.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Schechter M, Rachid M. Manual de HIV/Aids.    7<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Revinter RJ; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa    Nacional de Doen&ccedil;as Sexualmente Transmiss&iacute;veis e Aids. Defini&ccedil;&atilde;o    nacional de casos de Aids em indiv&iacute;duos com 13 anos ou mais. Bras&iacute;lia:    MS; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Szwarcwald CL, Carvalho MF. Estimativa do    n&uacute;mero de indiv&iacute;duos de 15 a 49 anos infectados pelo HIV, Brasil,    2000. AIDS Boletim Epidemiol&oacute;gico 2001;1 (1<sup>a</sup> a 13<sup>a</sup> semanas epidemiol&oacute;gicas).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de DST    e Aids. Vigil&acirc;ncia do HIV no Brasil, Novas Diretrizes. Bras&iacute;lia:    MS; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Hulley SB, Cummings SR, Browner WS, Grady    D, Hearst N, Newman TB. Delineando a pesquisa cl&iacute;nica: uma abordagem    epidemiol&oacute;gica. Porto Alegre: Artmed, 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Ara&uacute;jo LC. Preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV no Munic&iacute;pio de Campos-RJ &#91;projeto de tese de mestrado&#93;.    Campos dos Goytacazes (RJ): Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy    Ribeiro; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa    Nacional de DST e Aids. Soropreval&ecirc;ncia para o HIV segundo corte e grupo.    Estudo Sentinela Brasil. 1997-2000 &#91;monografia na Internet&#93;. Bras&iacute;lia:    MS. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br">http://www.aids.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Paiva V, Venturi G, Fran&ccedil;a-Junior    I, Lopes F. Uso de preservativos: Pesquisa Nacional MS/Ibope, Brasil 2003 &#91;monografia    na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: MS. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br">http://www.aids.gov.br</a>.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco" id="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Rua Conselheiro Otaviano, 241,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Centro, Campos dos Goytacazes-RJ.    <br>   CEP 28010-140    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:luciana.dstaids@censanet.com.br">luciana.dstaids@censanet.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>O estudo contou    com o apoio da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Campos-RJ, Coordena&ccedil;&atilde;o    do Programa Nacional de DST e Aids do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Programa    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia    e a Cultura (UNESCO).</font></font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[New horizons: antiretroviral therapy in 1997]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the Association of Nurses in AIDS Care]]></source>
<year>1997</year>
<volume>8</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>26-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brodt]]></surname>
<given-names><![CDATA[HR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamps]]></surname>
<given-names><![CDATA[BS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gute]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knupp]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Staszewski]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Helm]]></surname>
<given-names><![CDATA[EB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Changing incidence of AIDS-defining illnesses in the era of antiretroviral combination therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[AIDS]]></source>
<year>1997</year>
<volume>11</volume>
<numero>14</numero>
<issue>14</issue>
<page-range>1731-1738</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chiasson]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berenson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwartz]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Singh]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Forlenza]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mojica]]></surname>
<given-names><![CDATA[BA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hamburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Declining HIV/AIDS mortality in New York City]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes and Human Retrovirology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>21</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>59-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Palella FJ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jr]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Delaney]]></surname>
<given-names><![CDATA[KM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moorman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loveless]]></surname>
<given-names><![CDATA[MO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fuhrer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Satten]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aschman]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holmberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Declining morbidity and mortality among patients with advanced human immunodeficiency virus infection: HIV Out Patient Study Investigators]]></article-title>
<source><![CDATA[New England Journal of the Medicine]]></source>
<year>1998</year>
<volume>338</volume>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>853-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chequer]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sudo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Ávila]]></surname>
<given-names><![CDATA[VMA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Veloso]]></surname>
<given-names><![CDATA[VG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O impacto da terapia anti-retroviral]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Coordenação Nacional de DST e Aids]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schechter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rachid]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de HIV/Aids]]></source>
<year>2003</year>
<edition>7</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Revinter RJ]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dPrograma Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids</collab>
<source><![CDATA[Definição nacional de casos de Aids em indivíduos com 13 anos ou mais]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Szwarcwald]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimativa do número de indivíduos de 15 a 49 anos infectados pelo HIV, Brasil, 2000]]></article-title>
<source><![CDATA[AIDS Boletim Epidemiológico]]></source>
<year>2001</year>
<volume>1</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Políticas de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Vigilância do HIV no Brasil: Novas Diretrizes]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hulley]]></surname>
<given-names><![CDATA[SB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cummings]]></surname>
<given-names><![CDATA[SR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Browner]]></surname>
<given-names><![CDATA[WS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grady]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hearst]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Newman]]></surname>
<given-names><![CDATA[TB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Delineando a pesquisa clínica: uma abordagem epidemiológica]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[LC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Prevalência da infecção pelo HIV no Município de Campos-RJ]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Campos dos Goytacazes^eRJ RJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dPrograma Nacional de DST e Aids</collab>
<source><![CDATA[Soroprevalência para o HIV segundo corte e grupo: Estudo Sentinela Brasil. 1997-2000]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paiva]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Venturi]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[França-Junior]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Uso de preservativos: Pesquisa Nacional MS/Ibope, Brasil 2003]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
