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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações sobre a qualidade de informações de mortalidade na população idosa residente no Município de Maringá, Estado do Paraná, Brasil, no período de 1979 a 1998]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aspects concerning the quality of mortality information in the elderly population resident in the Municipality of Maringá, Paraná State, Brazil, from 1979 to 1998]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study analyzes the quality of mortality information for the elderly population, by ill-defined causes and place of occurrence of death, for the Municipality of Maringá, Paraná State, Brazil, from 1979 to 1998. Data were obtained from the Mortality Information System of the Brazilian Ministry of Health (SIM-MS), National Demographic Census, realized by the Brazilian Institute of Geography and Statistics Foundation (IBGE), and Population Study Department of the University of Campinas (Nepo/Unicamp). During the study period, proportional mortality by ill-defined causes decreased 5.7%, and the mortality rate also decreased for ages less than 79 years old. Between 1996-1998, except for ages 85 and over, the mortality rates were higher for men and increased for more advanced ages. For this time period, the mortality rate for the 60-64 year old age-group and over 85 were, respectively, 114.1 and 1614.4 for men, and 33.9 and 1913.9 for women (per 100.000 inhabitants). The residence was the most common place of death for men and women (63% and 75.6%, respectively). Deaths without medical attendance (38.2%) and for senility (23.5%) were the most frequent during the period. These results show good quality of death information and an increase in deaths due to senility, and death occurring in public places in Maringá-PR.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="top"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es sobre a qualidade    de informa&ccedil;&otilde;es de mortalidade na popula&ccedil;&atilde;o idosa    residente no Munic&iacute;pio de Maring&aacute;, Estado do Paran&aacute;, Brasil,    no per&iacute;odo de 1979 a 1998</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Aspects concerning the quality of mortality    information in the elderly population resident in the Municipality of Maring&aacute;,    Paran&aacute; State, Brazil, from 1979 to 1998</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Thais Aidar de Freitas Mathias<sup>I</sup>; Maria Helena    Prado de Mello Jorge<sup>II</sup>; Ruy Laurenti<sup>III</sup>; Tirza Aidar<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Enfermagem, Universidade Estadual    de Maring&aacute;, Maring&aacute;-PR    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Epidemiologia, Faculdade    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o    Paulo-SP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br></font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Centro Brasileiro de Classifica&ccedil;&atilde;o    de Doen&ccedil;as, Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP    <br></font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>N&uacute;cleo    de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o, Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo analisa a qualidade de informa&ccedil;&otilde;es    sobre mortalidade em idosos, segundo causas mal-definidas e local de ocorr&ecirc;ncia    do &oacute;bito, para o Munic&iacute;pio de Maring&aacute;, Estado do Paran&aacute;,    Brasil, de 1979 a 1998. Os dados foram obtidos do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SIM-MS), do Censo Demogr&aacute;fico    realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE) e do N&uacute;cleo de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o, da Universidade    Estadual de Campinas (Nepo/Unicamp). No per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia do    estudo, a mortalidade proporcional por causas mal-definidas decresceu 5,7%, como    tamb&eacute;m decresceram os coeficientes para idosos at&eacute; 79 anos. Entre    1996-1998, exceto para idosos de 85 anos e mais, os coeficientes foram maiores    para homens e aumentaram com a idade; para os indiv&iacute;duos de 60 a 64 e    de 85 anos e mais, esses coeficientes foram de 114,1 e 1614,4 para homens e de    33,9 e 1913,9 para mulheres (por 100.000 habitantes), respectivamente para essas    datas. O domic&iacute;lio foi o local mais freq&uuml;ente de &oacute;bito para    homens e mulheres (63% e 75,6%, respectivamente). &Oacute;bitos sem assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica (38,2%) e por senilidade (23,5%) foram mais freq&uuml;entes durante    o per&iacute;odo. Esses resultados evidenciam boa qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    de mortalidade e aumento de &oacute;bitos atribu&iacute;dos a senilidade e ocorridos    em via p&uacute;blica em Maring&aacute;-PR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> idoso; mortalidade; qualidade    de dados; estat&iacute;sticas de sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The study analyzes the quality of mortality information    for the elderly population, by ill-defined causes and place of occurrence of    death, for the Municipality of Maring&aacute;, Paran&aacute; State, Brazil,    from 1979 to 1998. Data were obtained from the Mortality Information System    of the Brazilian Ministry of Health (<i>SIM-MS</i>), National Demographic Census,    realized by the Brazilian Institute of Geography and Statistics Foundation (<i>IBGE</i>),    and Population Study Department of the University of Campinas (<i>Nepo/Unicamp</i>).    During the study period, proportional mortality by ill-defined causes decreased    5.7%, and the mortality rate also decreased for ages less than 79 years old.    Between 1996-1998, except for ages 85 and over, the mortality rates were higher    for men and increased for more advanced ages. For this time period, the mortality    rate for the 60-64 year old age-group and over 85 were, respectively, 114.1    and 1614.4 for men, and 33.9 and 1913.9 for women (per 100.000 inhabitants).    The residence was the most common place of death for men and women (63% and    75.6%, respectively). Deaths without medical attendance (38.2%) and for senility    (23.5%) were the most frequent during the period. These results show good quality    of death information and an increase in deaths due to senility, and death occurring    in public places in Maring&aacute;-PR.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> elderly; mortality; quality    of data; health statistics.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No final do s&eacute;culo XVI, por ocasi&atilde;o    da epidemia de peste que assolava a Europa, o interesse em conhecer o n&uacute;mero    de &oacute;bitos fez com que surgissem as famosas tabelas mortu&aacute;rias    de Londres. Posteriormente, essas tabelas permitiram conhecer a distribui&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos segundo caracter&iacute;sticas importantes, como sexo e idade.    Graunt, considerado o pai das estat&iacute;sticas de mortalidade, e Farr, no    s&eacute;culo XIX, apresentaram resultados de estudos que demonstraram a import&acirc;ncia    dos &oacute;bitos infantis, da sobremortalidade masculina e a rela&ccedil;&atilde;o    entre saneamento, situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, diferenciais regionais    e mortalidade.<sup>1</sup> A partir de ent&atilde;o, os estudos de mortalidade passaram    a ser uma importante ferramenta, preferencialmente utilizada para conhecer e    descrever as caracter&iacute;sticas de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As estat&iacute;sticas de mortalidade no Brasil    representam uma das mais valiosas fontes de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de,    al&eacute;m de constitu&iacute;rem o mais tradicional e um dos mais eficientes    m&eacute;todos para avalia&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es.<sup>2</sup>    Geralmente, s&atilde;o dados que representam, para muitas regi&otilde;es do    Pa&iacute;s, a &uacute;nica fonte dispon&iacute;vel de an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica,    planejamento e administra&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; ou ainda, de vigil&acirc;ncia    da freq&uuml;&ecirc;ncia de algumas doen&ccedil;as cuja mortalidade &eacute;    significativa, como as neoplasias, afec&ccedil;&otilde;es cardiovasculares e    acidentes.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade    est&atilde;o dispon&iacute;veis no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre    Mortalidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SIM-MS), que as obt&eacute;m,    diretamente, da Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito (DO), com busca ativa    dos dados realizada pelos Munic&iacute;pios. Quanto &agrave;s causas de morte,    estas s&atilde;o codificadas de acordo com as regras internacionais estabelecidas    pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS). Vale enfatizar    que a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre    Mortalidade, em 1975, representou um grande avan&ccedil;o na produ&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es sobre a mortalidade no pa&iacute;s. Com a utiliza&ccedil;&atilde;o    do formul&aacute;rio padronizado e individualizado para o registro dos dados    &#8211; a DO &#8211;, houve a possibilidade de se obterem, para todo territ&oacute;rio    nacional, estat&iacute;sticas de melhor qualidade, com a vantagem de ser poss&iacute;vel    comparar essas informa&ccedil;&otilde;es entre regi&otilde;es e pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sempre que as estat&iacute;sticas de mortalidade    s&atilde;o utilizadas, questionamentos se apresentam com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; qualidade desses dados. A despeito das disposi&ccedil;&otilde;es legais    relativas &agrave; obrigatoriedade do registro dos &oacute;bitos, sabe-se que    ainda existem falhas, tanto na cobertura como no preenchimento adequado da DO.    Conhecer a qualidade dos dados &eacute; componente inicial para qualquer an&aacute;lise.    Antes, por&eacute;m, &eacute; necess&aacute;rio que se tenha uma id&eacute;ia    b&aacute;sica do que esperar deles.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1979 a 1989, para o Brasil,    os percentuais da popula&ccedil;&atilde;o coberta com informa&ccedil;&atilde;o    regular nunca foram inferiores a 83%, percentual alcan&ccedil;ado gra&ccedil;as    &agrave;s altas coberturas verificadas nas regi&otilde;es Sul e Sudeste.<sup>5</sup> O percentual    de Munic&iacute;pios que apresentam coleta regular das DO &eacute; mais est&aacute;vel    nos Estados dessas regi&otilde;es &#8211; a exemplo do Paran&aacute;, que apresentava,    em 1979, 97%, e, em 1989, 99% dos seus Munic&iacute;pios com informa&ccedil;&atilde;o    regular para mortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A qualidade da informa&ccedil;&atilde;o na DO,    todavia, &eacute; feita mediante a verifica&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos por causas mal-definidas, inscritas no cap&iacute;tulo XVI    da CID-9<sup>6</sup> (Sinais, sintomas e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas)    e no cap&iacute;tulo XVIII da CID-10.<sup>7</sup> (Sintomas, sinais e achados    anormais de exames cl&iacute;nicos e de laborat&oacute;rio n&atilde;o classificados    em outra parte). Em 1979, o Brasil teve 20% de &oacute;bitos classificados nesse    cap&iacute;tulo, baixando para 18,2% em 1990; para alguns Estados, como S&atilde;o    Paulo, o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, as propor&ccedil;&otilde;es eram    inferiores a 10% em 1990, enquanto todos os Estados do Nordeste apresentavam    propor&ccedil;&otilde;es superiores a 30%.<sup>8</sup> De acordo com o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de,<sup>9</sup> em 1997, era de 15,1% a participa&ccedil;&atilde;o    relativa das causas mal-definidas no Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para os &oacute;bitos em idosos, as causas mal-definidas    variaram desde 67% no Estado da Para&iacute;ba, no tri&ecirc;nio 1979-1981,    at&eacute; 1,7% no Distrito Federal, no tri&ecirc;nio 1993-1995.<sup>10</sup> Para a Regi&atilde;o    Sul, esse percentual foi de 11,1% no sexo masculino e de 11,7% no feminino,    no tri&ecirc;nio 1993-1995.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Estado do Paran&aacute;, o percentual de    &oacute;bitos por causas mal-definidas declinou de 17,7%, no tri&ecirc;nio 1979-1981,    para 12,6% em 1990-1992;<sup>11</sup> em 1997, esse percentual foi de 9,8%.<sup>10</sup> A varia&ccedil;&atilde;o    desses dados &eacute; bastante expressiva nos diferentes Munic&iacute;pios do    Paran&aacute;, sendo aqueles do norte do Estado os que det&ecirc;m informa&ccedil;&otilde;es    consideradas muito boas.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade,    uma an&aacute;lise pr&eacute;via dos dados registrados nas DO para todos os    &oacute;bitos de residentes em Maring&aacute;, no per&iacute;odo de 1979 a 1995,    constatou que, de maneira geral, houve significativa melhora das informa&ccedil;&otilde;es.<sup>12</sup>    Para as vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, a informa&ccedil;&atilde;o foi    considerada boa, visto que, em nenhum ano do per&iacute;odo, o n&atilde;o-preenchimento    ultrapassou 0,7% para a idade e 0,3% para o sexo. A an&aacute;lise da vari&aacute;vel    <b>causa b&aacute;sica do &oacute;bito</b> mostrou que o percentual de &oacute;bitos    por sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas, em 1979, foi de    7,5%, caindo para 3,5%, em 1995; os &oacute;bitos sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica    representaram 60%, declinando para 12,4% entre esses dois anos, o que denota    melhora importante na qualidade dos dados para o conjunto dos &oacute;bitos.    Esse aprimoramento de qualidade atribui-se, possivelmente, &agrave; coleta das    DO nos hospitais, feita, semanalmente, por profissionais da Secretaria de Estado    da Sa&uacute;de orientados a n&atilde;o deixar em branco nenhum campo do documento.    A codifica&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es &eacute; feita por    profissional treinado, que, em caso de d&uacute;vida, solicita ao m&eacute;dico    declarante esclarecimentos sobre o &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o avan&ccedil;ar da idade, aumenta a propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos por causas mal-definidas, fato explicado, entre outros motivos,    pela dificuldade de identifica&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica que iniciou    o processo m&oacute;rbido, haja vista o complexo encadeamento de causas em pessoas    idosas.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A import&acirc;ncia em se conhecer melhor a forma    de preenchimento das DO para a popula&ccedil;&atilde;o idosa indicou o objetivo    deste estudo: analisar a qualidade dessas informa&ccedil;&otilde;es no Munic&iacute;pio    de Maring&aacute;, em um per&iacute;odo de 20 anos. Esta an&aacute;lise pode    contribuir para o aprimoramento da qualidade dessa informa&ccedil;&atilde;o    e, indiretamente, promover a avalia&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia prestada    ao idoso, que dever&aacute; subsidiar a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas voltadas a essa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Maring&aacute; ocupa o 3<sup>o</sup> lugar em n&uacute;mero    de habitantes, entre as cidades do Estado do Paran&aacute;: 288.653, dos quais    97,5% s&atilde;o residentes na zona urbana. Cerca de 99% dos domic&iacute;lios    est&atilde;o ligados &agrave;s redes de abastecimento de &aacute;gua e de luz    el&eacute;trica, dispondo de coleta sistem&aacute;tica de lixo. A cobertura    da rede de esgoto gira em torno de 70%.<sup>13</sup> Maring&aacute; &eacute; sede da 15<sup>a</sup>    Regional de Sa&uacute;de do Paran&aacute;, e, a partir de 1998, encontra-se    na Gest&atilde;o Plena do Sistema Municipal.<sup>13</sup> Conta com 24 unidades b&aacute;sicas    de sa&uacute;de e dez hospitais: sete privados, com 812 leitos; um filantr&oacute;pico,    com 150 leitos; o Hospital Universit&aacute;rio, com 96 leitos; e o Hospital    Municipal, com 30 leitos.<sup>13</sup> Por ser o Munic&iacute;pio um p&oacute;lo de atra&ccedil;&atilde;o,    os recursos de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o nele concentrados tamb&eacute;m    atendem expressiva demanda regional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se um estudo descritivo com o objetivo    de avaliar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade na popula&ccedil;&atilde;o    idosa residente em Maring&aacute;, entre 1979 e 1998. Foram considerados idosos    pessoas com 60 anos e mais de idade, conforme crit&eacute;rio da OMS, organiza&ccedil;&atilde;o    que estabeleceu 60 anos como idade limite ou inicial da etapa de envelhecimento.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os &oacute;bitos de idosos residentes em Maring&aacute;    foram identificados nos bancos de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade, a partir do c&oacute;digo do Munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia.    O banco de dados relativo aos &oacute;bitos dos anos de 1997 e 1998, que, &agrave;    &eacute;poca da an&aacute;lise, ainda n&atilde;o tinha sido publicado, foi cedido    pelo ent&atilde;o Centro Nacional de Epidemiologia da Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (Cenepi/Funasa), hoje Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SVS/MS).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A qualidade das informa&ccedil;&otilde;es foi    avaliada mediante an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o sobre as causas    de &oacute;bito registradas no cap&iacute;tulo dos Sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es    mal-definidas e das informa&ccedil;&otilde;es do bloco IV da DO, referentes    ao local de ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito segundo sexo e faixas de idade.    As causas b&aacute;sicas de &oacute;bito foram analisadas tendo por refer&ecirc;ncia    a 9<sup>a</sup> Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional    de Doen&ccedil;as (CID-9),<sup>6</sup> para o per&iacute;odo de 1979 a 1995,    e a 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional    de Doen&ccedil;as (CID-10),<sup>7</sup> para o per&iacute;odo de 1996 a 1998,    a saber: morte s&uacute;bita de causa desconhecida (CID-9, 798.0-798.2; CID-10,    R96.0-R96.1); senilidade (CID-9, 797.0-797.9; CID-10, R54); morte sem assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica (CID-9, 798.9; CID-10, R98); e outras causas mal-definidas e desconhecidas    de mortalidade (CID-9, 780.0-796.9 e 799.0-799.9; CID-10, R00-R53, R55-R95 e    R99). As informa&ccedil;&otilde;es sobre popula&ccedil;&atilde;o foram obtidas    dos Anu&aacute;rios Estat&iacute;sticos da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), referentes aos recenseamentos    gerais de 1980<sup>15</sup> e 1991<sup>16</sup> e &agrave; contagem populacional    de 1996.<sup>17</sup> Para os anos intercensit&aacute;rios, foram utilizadas    estimativas elaboradas pelo N&uacute;cleo de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o    da Universidade Estadual de Campinas (Nepo/Unicamp).<sup>18</sup> Os dados foram    analisados por meio da verifica&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es    e coeficientes de mortalidade, agrupados em quatro tri&ecirc;nios 1979-1981,    1984-1986, 1990-1992 e 1996-1998 &#8211;, com o objetivo de minimizar poss&iacute;veis    flutua&ccedil;&otilde;es no n&uacute;mero de &oacute;bitos e na popula&ccedil;&atilde;o,    durante o per&iacute;odo. Para a sele&ccedil;&atilde;o dos tri&ecirc;nios, foram    considerados: os primeiros dados, para 1979, dispon&iacute;veis no Sistema de    Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade; os anos censit&aacute;rios nos    tri&ecirc;nios 1979-1981 e 1990-1992 &#8211; meio do per&iacute;odo 1984-1986    &#8211;; e os &uacute;ltimos dados do tri&ecirc;nio 1996-1998, dispon&iacute;veis    &agrave; &eacute;poca da pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es    mal-definidas foram a terceira causa mais freq&uuml;ente de &oacute;bito em    idosos residentes em Maring&aacute;, na primeira parte do per&iacute;odo estudado,    tri&ecirc;nios 1979-1981 e 1984-1986 (7% e 8,2%, respectivamente); e foram a    quarta causa mais freq&uuml;ente de &oacute;bito nos dois &uacute;ltimos tri&ecirc;nios,    1990-1992 e 1996-1998 (10% e 6,6%, respectivamente) (<a href="#tab1">Tabela    1</a>). Esse comportamento foi observado para ambos os sexos. Durante todo o    per&iacute;odo, na maioria das vezes e para todas as idades, os percentuais    de &oacute;bito por sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas    ficaram abaixo de 10%; e observou-se decl&iacute;nio relativo de 9,7% na mortalidade    proporcional, para o sexo masculino (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n3/3a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n3/3a04t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos por faixas de idade, foi observado que, nos 20 anos estudados,    o percentual de &oacute;bitos por sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es    mal-definidas diminuiu para os idosos de at&eacute; 79 anos, com conseq&uuml;ente    aumento a partir de 80 anos de idade. Essa mudan&ccedil;a foi mais evidente    para o sexo feminino: aproximadamente 41% dos &oacute;bitos por sintomas, sinais    e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas ocorreram em mulheres idosas de 85 anos    e mais de idade (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Para os coeficientes de mortalidade,    observou-se aumento com a idade, tanto para o sexo masculino como para o feminino    (<a href="#fig2">Figura 2</a>). No final do per&iacute;odo estudado, tri&ecirc;nio    1996-1998, os coeficientes de mortalidade para idosos de 60 a 64 anos e 85 anos    ou mais de idade foram, respectivamente, 114,1 e 1614,4 (por 100.000 habitantes)    para os homens e 33,9 e 1913,9 (por 100.000 habitantes) para as mulheres. A    <a href="#fig2">Figura 2</a>, especificamente para os tri&ecirc;nios extremos    de 1979-1981 e 1996-1998, mostra a sobremortalidade masculina por sintomas,    sinais e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas, destacando, com refer&ecirc;ncia    ao &uacute;ltimo tri&ecirc;nio, que o risco &eacute; maior para as mulheres    idosas a partir de 85 anos de idade, t&atilde;o-somente, com 1.913,9 &oacute;bitos    &#8211; contra 1.614,4 &oacute;bitos da mesma faixa et&aacute;ria entre os homens,    para cada 100.000 habitantes.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n3/3a04f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n3/3a04f2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> aponta, para o    &uacute;ltimo tri&ecirc;nio (1996-1998), coeficientes de mortalidade maiores    por morte sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica (97,2 por 100.000 hab.), por outras    causas mal-definidas e desconhecidas de mortalidade (82,3 por 100.000 hab.)    e por senilidade (59,8 por 100.000 hab.). Chamou a aten&ccedil;&atilde;o destes    autores o aumento relativo dos coeficientes por morte sem assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica (266,8 por 100.000 hab.) e dos &oacute;bitos por senilidade (43,4    por 100.000 hab.).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n3/3a04t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao local de ocorr&ecirc;ncia, observou-se,    para todo o per&iacute;odo, que os &oacute;bitos por sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es    mal-definidas, no sexo feminino, ocorreram com maior freq&uuml;&ecirc;ncia no    domic&iacute;lio e no hospital; e para o sexo masculino, al&eacute;m de nesses    locais, tamb&eacute;m na via p&uacute;blica (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).    Destaca-se que, para o &uacute;ltimo tri&ecirc;nio, 1996-1998, 20 &oacute;bitos    (11,8% do total dos &oacute;bitos por sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es    mal-definidas) foram declarados como ocorridos em via p&uacute;blica, dos quais    16 (80%) do sexo masculino (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n3/3a04t4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A magnitude e a variabilidade dos &oacute;bitos    por sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas, normalmente, est&atilde;o    relacionadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, culturais    e de sa&uacute;de da localidade. Conseq&uuml;entemente, a disponibilidade, cobertura    e acesso da popula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de, inclusive para o diagn&oacute;stico em todos os n&iacute;veis    de complexidade, influencia a qualidade dos dados.<sup>19</sup> Alguns fatores    relacionados &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    na zona rural e urbana, e, ainda, ao sistema de sa&uacute;de, no que diz respeito    &agrave; qualidade e quantidade de profissionais que trabalham na capta&ccedil;&atilde;o    e aprimoramento dos dados oficiais s&atilde;o, igualmente, respons&aacute;veis    pela qualidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados aqui apresentados revelaram melhora    de qualidade dessas informa&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo estudado, no    que diz respeito ao percentual dos &oacute;bitos registrados como causas mal-definidas    de mortalidade. A queda relativa na mortalidade proporcional por sintomas, sinais    e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas em idosos residentes em Maring&aacute;    foi de 5,7% (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), varia&ccedil;&atilde;o que, a princ&iacute;pio,    pode parecer inexpressiva para um per&iacute;odo de 20 anos. &Eacute; mister,    entretanto, considerar que o percentual de 7,0% do in&iacute;cio do per&iacute;odo    (1979-1981) j&aacute; n&atilde;o era alto; e que, tamb&eacute;m, houve tend&ecirc;ncia    de aumento desse percentual no meio do per&iacute;odo estudado (<a href="#tab1">Tabelas    1</a> e <a href="#tab2">2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na grande maioria dos Estados brasileiros, para    a popula&ccedil;&atilde;o feminina idosa, houve, igualmente, diminui&ccedil;&atilde;o    da participa&ccedil;&atilde;o relativa dos &oacute;bitos por causas mal-definidas    entre 1980 e 1995.<sup>19</sup> Outrossim, mais um estudo destaca melhora significativa    nas declara&ccedil;&otilde;es das causas b&aacute;sicas de &oacute;bito para    a popula&ccedil;&atilde;o brasileira acima de 60 anos de idade, embora elas    ainda se apresentem elevadas para os Estados nordestinos. As menores propor&ccedil;&otilde;es    foram encontradas para o Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Roraima, S&atilde;o    Paulo e Paran&aacute;, com valores abaixo de 10%.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para ilustrar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    sobre mortalidade em idosos residentes em Maring&aacute;, no tri&ecirc;nio 1996-1998,    o percentual de &oacute;bitos por causas mal definidas em rela&ccedil;&atilde;o    ao conjunto das causas de &oacute;bito foi de 6,6%, ao passo que, para a Regi&atilde;o    Sul e Brasil, foi de 11,2% e 19,6%, respectivamente, conforme apresentado por    Mello Jorge e colaboradores (2001).<sup>21</sup> Ainda assim, para Maring&aacute;,    observando a distribui&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos segundo local de ocorr&ecirc;ncia    (<a href="#tab4">Tabela 4</a>), poder-se-ia esperar um percentual de causas    mal-definidas ainda menor se os &oacute;bitos ocorridos no hospital (21 &oacute;bitos    no &uacute;ltimo tri&ecirc;nio) tivessem sido melhor investigados, considerando    a maior facilidade de exames diagn&oacute;sticos em ambiente hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, os &oacute;bitos por causas mal-definidas    em idosos distribu&iacute;ram-se de forma crescente, acompanhando a idade. Salvo    pequenas varia&ccedil;&otilde;es no decorrer do per&iacute;odo, para o sexo    masculino (tri&ecirc;nios 1979-1981 e 1990-1992), no qual o percentual de &oacute;bitos    foi maior para os idosos de 60 a 69 anos do que para os de 70 a 74 anos, os    &oacute;bitos por causas mal-definidas aumentaram &agrave; medida que a idade    avan&ccedil;ou. Essa tend&ecirc;ncia pode ser observada, principalmente, no    &uacute;ltimo tri&ecirc;nio e para o sexo feminino (<a href="#tab2">Tabela 2</a>    e <a href="#fig1">Figura 1</a>), sendo ainda mais evidente na distribui&ccedil;&atilde;o    dos coeficientes de mortalidade por idade (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existem algumas raz&otilde;es para que a qualidade    da informa&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos seja inferior em idades mais avan&ccedil;adas.    Uma possibilidade reside no fato de que, em pessoas mais jovens, as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de e a hist&oacute;ria m&eacute;dica tenham maior possibilidade    de serem agudas e mais facilmente associadas com o &oacute;bito, gerando diagn&oacute;sticos    claros ou causas de &oacute;bitos declaradas de forma mais precisa e completa.    Para os &oacute;bitos entre os mais idosos, principalmente por doen&ccedil;as    cr&ocirc;nicas de longa dura&ccedil;&atilde;o, o atestado de &oacute;bito teria    maior chance de ser preenchido com menor precis&atilde;o, por desconhecimento    do m&eacute;dico sobre a hist&oacute;ria do falecido; e, possivelmente, em raz&atilde;o    da menor disponibilidade de informa&ccedil;&otilde;es, como exames laboratoriais    complementares.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; interessante salientar a sobremortalidade    masculina por causas mal-definidas observada, praticamente, em todas as faixas    de idade e para os dois tri&ecirc;nios extremos (1979-1981 e 1996-1998) (<a href="#fig2">Figura    2</a>). An&aacute;lise da morbimortalidade por causas para a popula&ccedil;&atilde;o    idosa residente em Maring&aacute;<sup>23</sup> identificou sobremortalidade    masculina para a maioria das causas de &oacute;bito &#8211; com algumas exce&ccedil;&otilde;es,    como as doen&ccedil;as das art&eacute;rias, arter&iacute;olas e capilares, no    tri&ecirc;nio 1979 &#8211;; e para as outras formas de doen&ccedil;as do cora&ccedil;&atilde;o    e doen&ccedil;as dos intestinos, no tri&ecirc;nio 1996-1998. Destacou-se o diabetes    mellitus, cujo risco de &oacute;bito, sempre, foi superior entre as mulheres    idosas residentes no Munic&iacute;pio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O fato de as DO serem mais detalhadas para os    &oacute;bitos femininos deve-se, provavelmente, ao comportamento diferenciado    das mulheres em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua sa&uacute;de. Quando se sentem    doentes, elas procuram os servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica,    ocasionando maior n&uacute;mero de registros sobre a sua situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de, facilitando o diagn&oacute;stico e posterior defini&ccedil;&atilde;o    das causas. A esse respeito, estudos populacionais revelam que s&atilde;o as    mulheres que referem maior preval&ecirc;ncia de epis&oacute;dios m&oacute;rbidos,<sup>24</sup>    maior incapacidade funcional<sup>25</sup> e maior utiliza&ccedil;&atilde;o dos    servi&ccedil;os ambulatoriais,<sup>26</sup> o que tamb&eacute;m pode refletir    as mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas que acompanham o envelhecimento na mulher    e a preval&ecirc;ncia de algumas doen&ccedil;as, como o diabetes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao local de ocorr&ecirc;ncia    do &oacute;bito durante o per&iacute;odo estudado, n&atilde;o houve mudan&ccedil;a    importante nos percentuais relativos aos &oacute;bitos ocorridos no hospital    e no domic&iacute;lio. J&aacute; para os &oacute;bitos ocorridos em via p&uacute;blica,    observou-se aumento na freq&uuml;&ecirc;ncia para os homens, a partir do tri&ecirc;nio    1990-1992; para as mulheres, o aumento da freq&uuml;&ecirc;ncia de &oacute;bitos    nessa situa&ccedil;&atilde;o apareceu no &uacute;ltimo tri&ecirc;nio, 1996-1998.    Outros estudos poderiam ser feitos para melhor explicar o que estaria acontecendo,    especialmente trabalhos de busca de informa&ccedil;&otilde;es sobre a possibilidade    de melhora da qualidade do preenchimento dos diversos campos da DO; de forma    mais espec&iacute;fica, do campo local de ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito.    Verificou-se que os &oacute;bitos por causas mal-definidas registrados como    local ignorado foram pouco freq&uuml;entes, apenas no primeiro tri&ecirc;nio    &#8211;1979-1981 &#8211; e para o sexo masculino; portanto, a possibilidade    de melhora no preenchimento desse campo da DO poderia n&atilde;o ter ocorrido.    O aumento do n&uacute;mero de &oacute;bitos de idosos em via p&uacute;blica    pode ser decorrente da crescente urbaniza&ccedil;&atilde;o, de uma nova condi&ccedil;&atilde;o    de maior autonomia e independ&ecirc;ncia das pessoas idosas e da sua presen&ccedil;a    mais freq&uuml;ente nas ruas, principalmente dos homens: no tri&ecirc;nio 1996-1998,    entre os &oacute;bitos por causas mal-definidas ocorridos em via p&uacute;blica,    17,4% s&atilde;o de homens contra 5,1% de mulheres (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para as causas de morte, merece destaque o aumento    proporcional de &oacute;bitos sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e de &oacute;bitos    por senilidade. No Brasil, para o per&iacute;odo de 1979 a 1995, tamb&eacute;m    houve aumento no percentual de &oacute;bitos sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica,    em rela&ccedil;&atilde;o ao total de &oacute;bitos por causas mal-definidas.    &Agrave; medida que s&atilde;o implementados programas de capta&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos, a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o tende a diminuir,    gerando, a princ&iacute;pio, maior n&uacute;mero de DO com causas mal-definidas,    para, posteriormente, promover-se o aprimoramento da qualidade do registro no    formul&aacute;rio.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao aumento de &oacute;bitos    por senilidade, destaca-se, ainda, que a dem&ecirc;ncia senil se encontrava    no cap&iacute;tulo dos transtornos mentais da CID 9 (CID 9, 290.0); j&aacute;    na CID 10, esse item se encontra no cap&iacute;tulo dos Sintomas sinais e achados    anormais de exames cl&iacute;nicos (CID 10, R54). Esse fato pode ser uma poss&iacute;vel    causa da eleva&ccedil;&atilde;o desse diagn&oacute;stico na mortalidade de idosos    em Maring&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os diagn&oacute;sticos que poderiam ser atribu&iacute;dos,    de alguma forma, &agrave; senilidade ou estados de dem&ecirc;ncia, tornaram-se    cada vez mais comuns entre as causas de &oacute;bitos em idosos.<sup>27</sup> Em 1950,    aproximadamente 0,3% dos &oacute;bitos entre 70 e 74 anos e 2,8% entre 85 e    89 anos de idade eram atribu&iacute;dos ao estado de dem&ecirc;ncia. Em 1990,    esse percentual j&aacute; havia aumentado para 1,6% e 3,1%, respectivamente    para essas faixas et&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda se discute se, em idades avan&ccedil;adas,    nenhuma causa de morte pode parecer &oacute;bvia, sobretudo quando v&aacute;rias    doen&ccedil;as de longa dura&ccedil;&atilde;o est&atilde;o presentes na pessoa    idosa, ademais do fen&ocirc;meno progressivo de decl&iacute;nio das fun&ccedil;&otilde;es    fisiol&oacute;gicas, especialmente nessa fase da vida.<sup>28</sup> O verdadeiro motivo    do &oacute;bito, em parte consider&aacute;vel da popula&ccedil;&atilde;o idosa,    seria o pr&oacute;prio envelhecimento, velhice, senilidade ou dem&ecirc;ncia    senil, senectude, senesc&ecirc;ncia, todos esses termos aceitos e inclu&iacute;dos    como senilidade, sob o c&oacute;digo R54, CID 10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A &quot;velhice&quot; n&atilde;o &eacute; uma    causa de morte aceit&aacute;vel com freq&uuml;&ecirc;ncia, pois as informa&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas e os testes diagn&oacute;sticos laboratoriais n&atilde;o s&atilde;o    avaliados no sentido de um diagn&oacute;stico de velhice ou senilidade. A s&iacute;ndrome    da velhice poderia ser considerada como uma doen&ccedil;a fatal ou motivo de    &oacute;bito; ou seja, quando a morte em indiv&iacute;duos muito debilitados    da popula&ccedil;&atilde;o idosa n&atilde;o pudesse ser atribu&iacute;da a qualquer    processo m&oacute;rbido que causasse o &oacute;bito em pessoas adultas, o motivo    da morte deveria seria descrito como senilidade.<sup>28</sup> De fato, idade avan&ccedil;ada    j&aacute; foi um diagn&oacute;stico aceito no atestado de &oacute;bito em 1900,    quando 2,5% dos &oacute;bitos Apesar de mais de 10% de &oacute;bitos por sintomas,    sinais e afec&ccedil;&otilde;es mal-definidas, pode-se confiar na qualidade das    informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade de idosos em Maring&aacute;.eram    atribu&iacute;dos a ela e 8% ocorridos em pessoas entre 80 a 89 anos.<sup>27</sup> Nos    dias de hoje, recomenda-se que os m&eacute;dicos descrevam as causas espec&iacute;ficas    de morte e reservem o uso dos c&oacute;digos das causas mal-definidas nos &oacute;bitos    para os quais n&atilde;o exista informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel sobre    a sua causa.<sup>29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As conclus&otilde;es acerca da tend&ecirc;ncia    apresentada no Munic&iacute;pio de Maring&aacute; devem ser observadas, lembrando    que o per&iacute;odo analisado compreendeu vig&ecirc;ncia de duas revis&otilde;es    da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as (CID), a 9<sup>a</sup>    e a 10<sup>a</sup>, o que pode ter influenciado a magnitude das mudan&ccedil;as observadas.    Com o in&iacute;cio da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma nova revis&atilde;o,    podem ocorrer eventuais mudan&ccedil;as na tend&ecirc;ncia da mortalidade por    determinadas causas, em raz&atilde;o do surgimento de novas doen&ccedil;as ou    por haver transfer&ecirc;ncia de uma determinada doen&ccedil;a ou agrupamento    de um cap&iacute;tulo para outro; ou, ainda, por uma doen&ccedil;a com apenas    uma categoria passar a ser representada por um agrupamento (v&aacute;rias categorias).<sup>30</sup>    Assim, os resultados observados neste estudo podem refletir, em parte, as mudan&ccedil;as    nas pr&aacute;ticas diagn&oacute;sticas e no preenchimento dos atestados de    &oacute;bito durante as duas d&eacute;cadas estudadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa breve an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es    sobre mortalidade na popula&ccedil;&atilde;o idosa residente em Maring&aacute;,    al&eacute;m de subsidiar a discuss&atilde;o sobre a qualidade dessas informa&ccedil;&otilde;es    no Munic&iacute;pio, acrescenta outras quest&otilde;es relevantes ao tema da    sa&uacute;de do idoso, como o aumento dos &oacute;bitos em via p&uacute;blica,    que, no caso das mulheres, poderia ser chamado de &#8220;surgimento&#8221;,    j&aacute; que n&atilde;o fora registrado qualquer caso feminino nos tr&ecirc;s    primeiros tri&ecirc;nios. A constata&ccedil;&atilde;o do aumento de &oacute;bitos    sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e por senilidade &eacute;, possivelmente,    resultado do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o de Maring&aacute; ou    um reflexo da dificuldade de acesso do seu contingente idoso aos ambulat&oacute;rios    e hospitais; ou, ainda, falta de empenho dos profissionais na busca de informa&ccedil;&otilde;es    que completem, com clareza, todos os dados exigidos na DO. Por&eacute;m, encontrar    respostas para quest&otilde;es de suma import&acirc;ncia, como essas, extrapola    os objetivos do presente estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda que tenham sido observados percentuais    acima de 10% de &oacute;bitos por sintomas, sinais e afec&ccedil;&otilde;es    mal-definidas, em algum momento do per&iacute;odo estudado e nas idades mais    avan&ccedil;adas &#8211; o que, de certa forma, &eacute; esperado &#8211; &eacute;    poss&iacute;vel confiar na boa qualidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre    mortalidade para a popula&ccedil;&atilde;o idosa residente no Munic&iacute;pio    de Maring&aacute;. Tamb&eacute;m &eacute; importante lembrar que as limita&ccedil;&otilde;es,    porventura existentes, na utiliza&ccedil;&atilde;o e qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    sobre mortalidade n&atilde;o invalidam o esfor&ccedil;o dedicado &agrave; sua    an&aacute;lise. Cabe aos usu&aacute;rios dessas informa&ccedil;&otilde;es conhecer    os seus limites, saber interpret&aacute;-los e contribuir para a sua supera&ccedil;&atilde;o,    quantitativa e qualitativamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD. O Sistema de    Informa&ccedil;&otilde;es de Mortalidade: problemas e propostas para seu enfrentamento.    Projeto de Pesquisa apresentado ao CNPq, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Laurenti R. An&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de: 1893-1993, cem anos de Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional    de Doen&ccedil;as. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1991;25:407-417.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Freitas MS. Avalia&ccedil;&atilde;o do Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade no Estado do Acre no ano de 1994    &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo (SP): Universidade    de S&atilde;o Paulo; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Becker RA. 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Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de. 10<sup>a</sup> rev. S&atilde;o    Paulo: Edusp; 1998. 3 vol.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Vasconcelos AMN. Estat&iacute;sticas de mortalidade    por causas: uma avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o.    In: Anais do X Encontro Nacional de Estudos Populacionais &#91;CD-ROM&#93; 1996,    Caxamb&uacute;, Brasil. Caxambu: ABEP; 1996. v.1, p. 151-166.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. IDB 97    Brasil. Indicadores e Dados B&aacute;sicos. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es    para a Sa&uacute;de &#8211; RIPSA. Bras&iacute;lia: MS/OPAS/OMS; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD. As Condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de no Brasil: retrospecto de 1979 a 1995. 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Dispon&iacute;vel em &lt;URL:<a href="http://www.ibge.gov.br">http://www.ibge.gov.br</a>&gt;</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. N&uacute;cleo de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o    da Unicamp. Estimativa da popula&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio de Maring&aacute;,    1979 a 1998. Campinas: Unicamp; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Cunha EMGP da, Telles SMBS, Jorge FG. Morbimortalidade    feminina no Brasil (1979-1995). In: Berqu&oacute; E, Cunha EMPG da, organizadores.    Campinas; Editora da Unicamp; 2000. p. 197-271.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Sim&otilde;es CCS. Perfis de sa&uacute;de    e de mortalidade no Brasil: uma an&aacute;lise de seus condicionantes em grupos    populacionais espec&iacute;ficos. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o    Panamericana da Sa&uacute;de; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD, Laurenti R.    A Sa&uacute;de no Brasil: an&aacute;lise do per&iacute;odo 1996 a 1999. Bras&iacute;lia:    Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Rosenberg HM, Chevarley F, Powell-Griner    E, Kochanek K, Feinleib M. Causes of death among the elderly: information from    the death certificate. Vital and Health Statistics 1991. Proceedings of 1988    International Symposium on data on aging, NCHS, n. 6, p. 35-58. Series 5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Mathias TAF. A Sa&uacute;de do idoso em Maring&aacute;:    an&aacute;lise do perfil de sua morbi-mortalidade &#91;tese de Doutorado&#93;. S&atilde;o    Paulo (SP): Universidade de S&atilde;o Paulo; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Borges-Y&aacute;&ntilde;ez SA, G&oacute;mez    Dant&eacute;s H. Uso de los servicios de salud por poblaci&oacute;n de 60 a&ntilde;os    y m&aacute;s en M&eacute;xico. 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S&atilde;o Paulo: Centro    Brasileiro de Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as; 1990. S&eacute;rie    divulga&ccedil;&atilde;o n. 5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Grassi PR, Laurenti R. Implica&ccedil;&otilde;es    da introdu&ccedil;&atilde;o da 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;as em an&aacute;lise de tend&ecirc;ncia da mortalidade    por causas. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998;VII(3):43-47.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/ess/v14n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</font></b><font size="2" face="Verdana">    <br>   Rua Maring&aacute;, 540/18,    <br>   Jardim Aclima&ccedil;&atilde;o, Maring&aacute;-PR.    <br>   CEP:87050-740    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:tafmathias@uem.br">tafmathias@uem.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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