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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    descentralizadas em sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Maria Fernanda Lima-Costa</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Membro do Comit&ecirc; Editorial</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    decorrentes das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de deve ser encarada como um dos    seus   componentes. Sem essa avalia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    saber se o esfor&ccedil;o empreendido resultou no seu   objetivo principal, a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da    popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    em sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; uma tarefa simples. &Agrave; medida que    elas se tornam mais complexas   e contam com mais atores envolvidos, surgem novos desafios para uma adequada    conclus&atilde;o sobre os   seus efeitos. &Eacute; o caso do Brasil, onde se observa uma progressiva descentraliza&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de,   iniciada com a promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1998.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    traz, nesta edi&ccedil;&atilde;o, dois artigos que utilizaram abordagens   criativas para avaliar a&ccedil;&otilde;es descentralizadas em sa&uacute;de.    O primeiro artigo refere-se a uma avalia&ccedil;&atilde;o de   impacto; e o segundo, a uma avalia&ccedil;&atilde;o de processo. A t&iacute;tulo    de recorda&ccedil;&atilde;o, as avalia&ccedil;&otilde;es de impacto   investigam mudan&ccedil;as na morbimortalidade &#8211; e/ou aspectos relacionados    &#8211;, decorrentes das a&ccedil;&otilde;es, e as   avalia&ccedil;&otilde;es de processo investigam oferta, qualidade, uso e cobertura;<sup>1</sup>    avalia&ccedil;&otilde;es de impacto s&atilde;o menos   comuns no Brasil.<sup>2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O trabalho intitulado &quot;Brechas redut&iacute;veis    de mortalidade em capitais brasileiras (1980-1998)&quot; utiliza a mortalidade    por algumas causas evit&aacute;veis, como eventos sentinela, para avaliar efeitos    de a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de nas capitais do Pa&iacute;s. Como indicadoras    dessa efetividade, foram utilizadas as brechas redut&iacute;veis de mortalidade    (BRM), que constituem uma medida de risco atribu&iacute;vel entre expostos.<sup>3</sup>    Os resultados mostraram decl&iacute;nios consistentes das BRM da mortalidade    infantil por diarr&eacute;ia e das infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias    agudas, que refletem, possivelmente, o efeito das a&ccedil;&otilde;es para o    controle desses agravos, uma vez que as condi&ccedil;&otilde;es de vida foram    consideradas na an&aacute;lise. Por outro lado, as BRM da mortalidade por tuberculose    e por doen&ccedil;a cerebrovascular aumentaram em algumas capitais, indicando    problemas nas estrat&eacute;gias de controle.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O segundo artigo intitula-se &quot;Programa    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: a experi&ecirc;ncia de implanta&ccedil;&atilde;o    em dois   Munic&iacute;pios da Bahia&quot;. O trabalho foi desenvolvido em um Munic&iacute;pio    que possu&iacute;a o sistema municipal   de sa&uacute;de mais estruturado; e em outro, que apresentava um sistema local    de sa&uacute;de incipiente. Por meio   de grupos focais, foram investigados aspectos relacionados &agrave; gest&atilde;o/organiza&ccedil;&atilde;o,    perfil das pr&aacute;ticas e   cobertura do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF). De maneira geral,    o Munic&iacute;pio com melhores indicadores   epidemiol&oacute;gicos e assistenciais apresentou melhor performance; em ambos    os Munic&iacute;pios, entretanto,   dificuldades de articula&ccedil;&atilde;o entre os diversos n&iacute;veis do    sistema, de financiamento e a precariedade das   condi&ccedil;&otilde;es de vida foram identificadas como obst&aacute;culos ao    desenvolvimento do PSF.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Esta edi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m apresenta    uma nota pr&eacute;via, intitulada &quot;Primeira inje&ccedil;&atilde;o de    drogas e hepatite C:   achados preliminares&quot;, com resultados importantes para a orienta&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es preventivas. O estudo,   desenvolvido junto a usu&aacute;rios de drogas injet&aacute;veis (UDI) da cidade    do Rio de Janeiro, identifica uma   redu&ccedil;&atilde;o na preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus    da hepatite C &#8211; provavelmente decorrente de redu&ccedil;&atilde;o da   freq&uuml;&ecirc;ncia de inje&ccedil;&otilde;es &#8211; e a import&acirc;ncia    das redes sociais de UDI para a inicia&ccedil;&atilde;o do uso.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As evid&ecirc;ncias produzidas pelos estudos    avaliativos aqui publicados s&atilde;o preocupantes. Embora elas   demonstrem que a&ccedil;&otilde;es voltadas para a redu&ccedil;&atilde;o da    mortalidade por diarr&eacute;ia e por infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias   agudas apresentam ind&iacute;cios de efetividade, para situa&ccedil;&otilde;es    que representam desafios mais recentes &#8211; caso da re-emerg&ecirc;ncia da    tuberculose; e da doen&ccedil;a cerebrovascular, que persiste como primeira    causa de   mortalidade entre adultos mais velhos <sup>7</sup> &#8211; e para o pr&oacute;prio Programa    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, existem ind&iacute;cios   de problemas nas estrat&eacute;gias adotadas. S&atilde;o evid&ecirc;ncias que    refor&ccedil;am a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es   resultantes de pol&iacute;ticas para o controle de problemas de sa&uacute;de,    e da necessidade da sua incorpora&ccedil;&atilde;o   como atividade permanente do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, SUS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Habicht JP, Victora CG, Vaughan JP. Evaluation    designs for adequacy, plausibility and probability of Public Health   programme performance and impact. International Journal of Epidemiology 1999;    28:10-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Victora C. Avaliando o impacto de interven&ccedil;&otilde;es    em sa&uacute;de &#91;Editorial&#93;. Revista Brasileira de Epidemiologia 2002; 5:2-4.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Miettinen OS. Proportion of disease caused    or prevented by a given exposure, trait or intervention. Annals of   Epidemiology 1974; 99:325-332.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Silva LMV, Costa MCN, Paim JS, Dias IB, Cunha    ABO, Guimar&atilde;es ZA, Sousa LF, Pimentel VN, Bispo RD. Brechas   redut&iacute;veis de mortalidade em capitais brasileiras (1980-1998). Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2005; 14(4):203-   222.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Copque HLF, Trad LAB. Programa Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia: a experi&ecirc;ncia de implanta&ccedil;&atilde;o em dois    Munic&iacute;pios da Bahia.   Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2005; 14(4):223-233.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Oliveira MLA, Bastos FI, Telles PR, Oliveira    SAN, Miguel JC, Hacker M, Yoshida CFT. Primeira inje&ccedil;&atilde;o de drogas    e   hepatite C: achados preliminares. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    2005; 14(4):235-237.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Lima-Costa MF, Peixoto SV, Giatti L. Tend&ecirc;ncias    da mortalidade entre idosos brasileiros (1980-200). Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de 2004; 13(4):217-228.</font> ]]></body><back>
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