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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>O Mestrado Profissional em Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Carlos Machado de Freitas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Coordenador do Mestrado Profissional em Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio    Arouca/Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta edi&ccedil;&atilde;o da <i>Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</i> publica tr&ecirc;s artigos resultantes    de disserta&ccedil;&otilde;es defendidas no Mestrado Profissional em Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (MPVS), realizado pela Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica    S&eacute;rgio Arouca (ENSP), da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Fiocruz/MS), em atendimento &agrave; demanda    de forma&ccedil;&atilde;o de quadros estrat&eacute;gicos para o Sistema Nacional    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SNVS). Os tr&ecirc;s artigos tratam de    mal&aacute;ria, tema de grande relev&acirc;ncia para a Sa&uacute;de P&uacute;blica,    em macrorregi&atilde;o do Pa&iacute;s onde as a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    e aten&ccedil;&atilde;o, de preven&ccedil;&atilde;o e controle da doen&ccedil;a    s&atilde;o priorit&aacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O primeiro artigo, &#8220;Avalia&ccedil;&atilde;o    do Plano de Intensifica&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Controle    da Mal&aacute;ria na regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Legal, Brasil, no contexto    da descentraliza&ccedil;&atilde;o&#8221;,<sup>1</sup> assinado por Ladislau,    Leal e Tauil, avalia os resultados da implanta&ccedil;&atilde;o do Plano de    Intensifica&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Controle da Mal&aacute;ria    na Amaz&ocirc;nia Legal, cuja import&acirc;ncia est&aacute; relacionada a dois    aspectos interligados: o primeiro, a pr&oacute;pria pesquisa e seu objetivo    de avaliar um plano de controle de doen&ccedil;as; o segundo aspecto encontra-se    na refer&ecirc;ncia ao contexto de descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de. Ambos os caracteres representam importantes    subs&iacute;dios aos leitores da revista, interessados na melhor compreens&atilde;o    das potencialidades e dos desafios apresentados &agrave; vigil&acirc;ncia e    ao controle de doen&ccedil;as, no esteio de um processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segundo artigo, &#8220;Detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias de mal&aacute;ria no Brasil: uma proposta de automa&ccedil;&atilde;o&#8221;,<sup>2</sup>    de Braz, Andreozzi e Kale, ao contr&aacute;rio dos anteriores, que resultaram    de pesquisas de avalia&ccedil;&atilde;o, tem sua origem em pesquisa orientada    ao desenvolvimento de um instrumento de detec&ccedil;&atilde;o precoce de epidemias    de mal&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia Legal. A proposta de um instrumento para    a rotina dos servi&ccedil;os de vigil&acirc;ncia da mal&aacute;ria responde    &agrave; necessidade de desencadear a&ccedil;&otilde;es de controle mais precoces    poss&iacute;veis. Aqui, o leitor encontrar&aacute; um modelo de vigil&acirc;ncia    que procura, cada vez mais, antecipar-se &agrave;s epidemias, iniciativa estrat&eacute;gica    essencial no mundo de hoje.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O terceiro artigo, &#8220;Avalia&ccedil;&atilde;o    de discord&acirc;ncias encontradas nos exames de gota espessa para o diagn&oacute;stico    da mal&aacute;ria realizados por microscopistas dos Estados do Amap&aacute;    e do Maranh&atilde;o, Brasil, no per&iacute;odo de 2001 a 2003&#8221;,<sup>3</sup>    de Pereira, Iguchi e Santos, avalia as discord&acirc;ncias dos resultados encontradas    nos exames de gota espessa para o diagn&oacute;stico da mal&aacute;ria nos Estados    do Amap&aacute; e do Maranh&atilde;o, detectados por microscopistas dos laborat&oacute;rios    de base e microscopistas revisores. Sua rela&ccedil;&atilde;o com o primeiro    artigo &#8211; coincidentemente, em que reside sua grande import&acirc;ncia    &#8211; est&aacute; na contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; efetividade diagn&oacute;stica.    A melhoria na capacidade de diagnosticar doen&ccedil;as e o fortalecimento dos    laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica s&atilde;o desafios permanentes    &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de, temas de    pesquisa &agrave; espera de serem mais estimulados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os tr&ecirc;s manuscritos t&ecirc;m em comum,    certamente, o fato de relatarem pesquisas de avalia&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento    orientadas ao desempenho do poder p&uacute;blico na Sa&uacute;de. Al&eacute;m    dessa caracter&iacute;stica fundamental, a composi&ccedil;&atilde;o de programas    de mestrados profissional no setor deve prever a busca do aperfei&ccedil;oamento    dos processos de trabalho desses profissionais, adaptando-os &agrave;s novas    exig&ecirc;ncias de descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de    epidemiologia, de preven&ccedil;&atilde;o e controle de doen&ccedil;as. O MPVS    confirmou sua compet&ecirc;ncia na apresenta&ccedil;&atilde;o de seus produtos:    al&eacute;m dos estudos apresentados, disserta&ccedil;&otilde;es de diagn&oacute;sticos    e de solu&ccedil;&otilde;es aplicadas ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS) prometem contribuir para o fortalecimento estrutural do SNVS.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O MPVS surgiu na ENSP ap&oacute;s um per&iacute;odo    de desenvolvimento institucional, junto ao bem-sucedido Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    strictu sensu, com a amplia&ccedil;&atilde;o de seu escopo de trabalho. O Mestrado    procurou combinar (I) a preserva&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de excel&ecirc;ncia    do programa, (II) um car&aacute;ter inovador no desenvolvimento de m&eacute;todos    pedag&oacute;gicos apropriados, adapt&aacute;veis &agrave;s necessidades dos    alunos e institui&ccedil;&otilde;es demandantes, (III) a defini&ccedil;&atilde;o    de produtos de r&aacute;pida aplica&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o p&uacute;blica    em sa&uacute;de e (IV) a sele&ccedil;&atilde;o de um p&uacute;blico-alvo oriundo    de demandas institucionais, que, por conseguinte, viessem a constituir quadros    estrat&eacute;gicos em suas respectivas institui&ccedil;&otilde;es.<sup>4</sup>    Esses quatro aspectos n&atilde;o somente nortearem o MPVS, o que resultou no    desenvolvimento dos estudos aqui apresentados, como tamb&eacute;m inspiraram    o desenho de outros cursos, j&aacute; realizados ou em desenvolvimento, atualmente,    na ENSP/Fiocruz/MS.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As atividades desenvolvidas ao longo do Mestrado    tiveram como objetivo principal incrementar a capacidade dos gestores e profissionais    de sa&uacute;de e &aacute;reas afins no planejamento, implementa&ccedil;&atilde;o,    operacionaliza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    e programas em vigil&acirc;ncia, bem como no desenvolvimento ou incorpora&ccedil;&atilde;o    de novas tecnologias com enfoque epidemiol&oacute;gico, social e ambiental.    Para dar conta dessa miss&atilde;o, adotou-se uma perspectiva multidisciplinar    orientada para as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia, monitoramento e gest&atilde;o    de programas de controle nas &aacute;reas de vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as    transmiss&iacute;veis, imunoprevin&iacute;veis, n&atilde;o-transmiss&iacute;veis,    de vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de ind&iacute;gena, de monitoramento de indicadores    de saneamento, de desempenho dos laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica    na vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de, de vigil&acirc;ncia ambiental em sa&uacute;de    e de operacionaliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de. Al&eacute;m da implementa&ccedil;&atilde;o da multidisciplinariedade,    foi necess&aacute;ria, igualmente, a montagem de uma estrutura pedag&oacute;gica    que permitisse combinar m&oacute;dulos te&oacute;ricos e atividades pr&aacute;ticas,    que envolvesse a adequa&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de auto-aprendizado    e de ensino a dist&acirc;ncia, visando suprir as limita&ccedil;&otilde;es de    tempo em classe de alunos. Estes, em nenhum momento, deixaram de exercer suas    fun&ccedil;&otilde;es profissionais de gest&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o    da vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cursos que objetivem formar quadros estrat&eacute;gicos    para a Sa&uacute;de &#8211; e para o SNVS em particular &#8211; devem comprometer    as institui&ccedil;&otilde;es demandantes nessa modalidade de capacita&ccedil;&atilde;o,    em que os alunos, al&eacute;m de aproveitarem a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia    profissional, continuam a exercer suas atividades cotidianas de trabalho. Outrossim,    a experi&ecirc;ncia do MPVS na ENSP, que resultou nos artigos publicados por    esta Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de, n&atilde;o seria t&atilde;o    exitosa se n&atilde;o contasse com o apoio irrestrito da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (SVS) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, consciente de que,    antes de titular indiv&iacute;duos, &eacute; mister capacitar quadros estrat&eacute;gicos,    capazes de consolidar o Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m desse m&eacute;rito, o Mestrado Profissional    em Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de representou um imenso aprendizado para a    p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o, que se empenha,    desde ent&atilde;o, na maior aproxima&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas com os servi&ccedil;os, de forma a que elas ampliem sua fun&ccedil;&atilde;o    e responsabilidade social na consecu&ccedil;&atilde;o de uma sa&uacute;de melhor    para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Ladislau JLB, Leal MC, Tauil PL. Avalia&ccedil;&atilde;o    do Plano de Intensifica&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Controle    da Mal&aacute;ria na regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Legal, Brasil, no contexto    da descentraliza&ccedil;&atilde;o. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    2006; 15(2):9-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Braz RM, Andreozzi VL, Kale PL. Detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias de mal&aacute;ria no Brasil: uma proposta de automa&ccedil;&atilde;o.    Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2006; 15(2):21-33.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Pereira MPL, Iguchi T, Santos EGOB. Avalia&ccedil;&atilde;o    de discord&acirc;ncias encontradas nos exames de gota espessa para o diagn&oacute;stico    da mal&aacute;ria realizados por microscopistas dos Estados do Amap&aacute;    e do Maranh&atilde;o, Brasil, no per&iacute;odo de 2001 a 2003. Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2006; 15(2):35-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Sabroza P, Leal MC, Granado S, Matos IE. O    Mestrado Profissionalizante em Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de da Escola Nacional    de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca. Rio de Janeiro: Editora    Fiocruz; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Freitas CM, Rivera FJU, Artmann E, Santos    RV. O Mestrado Profissional nos Cen&aacute;rios Futuros da Escola Nacional de    Sa&uacute;de P&uacute;blica. In: Leal MC &amp; Freitas CM. Experi&ecirc;ncias    e Desafios do Mestrado Profissional em Sa&uacute;de Coletiva. Rio de Janeiro:    Editora Fiocruz; 2006.</font> ]]></body><back>
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