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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação de discordâncias encontradas nos exames de gota espessa para o diagnóstico da malária realizados por microscopistas dos Estados do Amapá e do Maranhão, Brasil, entre 2001 e 2003]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of discordant results using thick blood smears for the diagnosis of malaria in the brazilian states of Amapá and Maranhão, 2001 to 2003]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Local malaria laboratories are required to send 100% and 10% of positive and negative slides, respectively, to reference laboratories. The objective of this study was to evaluate the discrepancies between the results of thick blood smears evaluated by reference laboratories and results reported by local technicians in Amapá and Maranhão States, Brazil during the period 2001 to 2003. The following methodologies were utilized: Epi Info version 6.04 and 2000 software for data analysis; both Kappa index and &#967;² test, to compare results; and uni-and multivariate analysis to detect variables associated with discrepancies. A higher discrepancy index was observed in Amapá (1.72%) compared to Maranhão (0.43%), with more difficulty in species identification - 1.88% versus 0.37%, respectively. Amapá had a higher false negative index (0.60%); and Maranhão had a higher false positive (0.12%). Training courses were more efficient in Maranhão. In the multivariate analysis, variables for Brazilian State and length of technician's experience were most strongly associated with the discrepancies identified. Training courses and quality control among laboratories are essential for the National Program for Malaria Control.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de discord&acirc;ncias    encontradas nos exames de gota espessa para o diagn&oacute;stico da mal&aacute;ria    realizados por microscopistas dos Estados do Amap&aacute; e do Maranh&atilde;o,    Brasil, entre 2001 e 2003</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Evaluation of discordant results using thick    blood smears for the diagnosis of malaria in the brazilian states of Amap&aacute;    and Maranh&atilde;o, 2001 to 2003</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria da Paz Luna Pereira<sup>I</sup>; Takumi    Iguchi<sup>II</sup>; Elizabeth Gl&oacute;ria Oliveira Barbosa dos Santos<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral do Programa Nacional    de Controle da Mal&aacute;ria, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   <sup>II</sup>Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto    Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os laborat&oacute;rios de base que realizam o    diagn&oacute;stico da mal&aacute;ria t&ecirc;m a obriga&ccedil;&atilde;o de    enviar aos laborat&oacute;rios de revis&atilde;o 100% de l&acirc;minas positivas    e 10% de l&acirc;minas negativas. O objetivo deste trabalho foi avaliar as discord&acirc;ncias    dos resultados dos exames de gota espessa detectadas entre os microscopistas    dos laborat&oacute;rios de base e os microscopistas revisores, nos Estados do    Amap&aacute; e do Maranh&atilde;o, Brasil, no per&iacute;odo de 2001 a 2003.    Utilizaram-se os seguintes aplicativos: Epi Info, nas vers&otilde;es 6.04 e    2000, para an&aacute;lise dos dados; &iacute;ndice Kappa e teste &#967;<sup>2</sup>,    para compara&ccedil;&atilde;o dos resultados; e an&aacute;lises univariada e    multivariada, para detec&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis associadas &agrave;s    discord&acirc;ncias, as quais foram maiores no Amap&aacute; (1,72%) que no Maranh&atilde;o    (0,43%), com maior preju&iacute;zo na identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies    &#8211; 1,88% e 0,37%, respectivamente. No Amap&aacute;, os resultados falsos    negativos foram maiores (0,60%); j&aacute; no Maranh&atilde;o, os falsos positivos    foram maiores (0,12%). Os cursos de capacita&ccedil;&atilde;o foram mais eficientes    no Maranh&atilde;o. Na an&aacute;lise multivariada, as seguintes vari&aacute;veis,    unidade da federa&ccedil;&atilde;o e tempo de servi&ccedil;o dos laboratoristas,    foram as respons&aacute;veis pelas discord&acirc;ncias encontradas. A capacita&ccedil;&atilde;o    dos t&eacute;cnicos e o controle de qualidade interlaboratorial s&atilde;o,    outrossim, vari&aacute;veis essenciais para o Programa Nacional de Controle    da Mal&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> mal&aacute;ria; diagn&oacute;stico;    controle de qualidade.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">SUMMARY</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Local malaria laboratories are required to send    100% and 10% of positive and negative slides, respectively, to reference laboratories.    The objective of this study was to evaluate the discrepancies between the results    of thick blood smears evaluated by reference laboratories and results reported    by local technicians in Amap&aacute; and Maranh&atilde;o States, Brazil during    the period 2001 to 2003. The following methodologies were utilized: Epi Info    version 6.04 and 2000 software for data analysis; both Kappa index and &#967;<sup>2</sup>    test, to compare results; and uni-and multivariate analysis to detect variables    associated with discrepancies. A higher discrepancy index was observed in Amap&aacute;    (1.72%) compared to Maranh&atilde;o (0.43%), with more difficulty in species    identification &#8211; 1.88% versus 0.37%, respectively. Amap&aacute; had a    higher false negative index (0.60%); and Maranh&atilde;o had a higher false    positive (0.12%). Training courses were more efficient in Maranh&atilde;o. In    the multivariate analysis, variables for Brazilian State and length of technician's    experience were most strongly associated with the discrepancies identified.    Training courses and quality control among laboratories are essential for the    National Program for Malaria Control.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> malaria; diagnosis; quality    control.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A mal&aacute;ria, doen&ccedil;a de maior preval&ecirc;ncia    no mundo, constitui um importante problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica na    &Aacute;frica, na &Aacute;sia e nas Am&eacute;ricas; estima-se que 300 milh&otilde;es    de pessoas estejam infectadas e que ocorram, anualmente, cerca de um milh&atilde;o    de &oacute;bitos.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Brasil &eacute; o pa&iacute;s com maior n&uacute;mero    de registros de mal&aacute;ria nas Am&eacute;ricas, respons&aacute;vel por 615.245    casos da doen&ccedil;a reconhecidos em 2000. O <i>Plasmodium vivax</i> &eacute;    respons&aacute;vel por, aproximadamente, 80% dos casos, seguido de 19% atribu&iacute;dos    ao <i>P. falciparum</i> e do percentual restante compartilhado entre o <i>P.    malariae</i> e as infec&ccedil;&otilde;es mistas; no Brasil, o <i>P. ovale</i>    &eacute; diagnosticado t&atilde;o-somente em casos importados. Quase a totalidade    de casos registrados &#8211; 99,7% &#8211; procede da Amaz&ocirc;nia Legal.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A incid&ecirc;ncia de mal&aacute;ria no pa&iacute;s    foi reduzida na d&eacute;cada de 1960, ap&oacute;s intenso trabalho desenvolvido    pela Campanha de Erradica&ccedil;&atilde;o da Mal&aacute;ria (CEM) nas macrorregi&otilde;es    Sul, Sudeste e Nordeste. No in&iacute;cio da d&eacute;cada seguinte, a doen&ccedil;a    apresentava sinais de poss&iacute;vel erradica&ccedil;&atilde;o ao alcan&ccedil;ar    menos de 70 mil casos no ano de 1974; a partir de 1975, contudo, um aumento    progressivo na sua ocorr&ecirc;ncia levou &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    de mais de 500 mil casos em 1989.<sup>3</sup> Esse aumento coincidiu com o advento    de uma pol&iacute;tica governamental de promo&ccedil;&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o    nacional e do desenvolvimento econ&ocirc;mico da Regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia    Legal, mediante abertura de estradas, constru&ccedil;&atilde;o de usinas hidroel&eacute;tricas,    instala&ccedil;&atilde;o de garimpos e lan&ccedil;amento de grandes projetos    de coloniza&ccedil;&atilde;o e reforma agr&aacute;ria que, no seu conjunto,    foram respons&aacute;veis por elevado crescimento demogr&aacute;fico e ocupa&ccedil;&atilde;o    desordenada de grandes espa&ccedil;os da Amaz&ocirc;nia.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na d&eacute;cada de 90, a partir da Confer&ecirc;ncia    Interministerial, realizada em Amsterd&atilde; no ano de 1992, houve mudan&ccedil;a    de abordagem da mal&aacute;ria pela Sa&uacute;de P&uacute;blica, da erradica&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a para o controle integrado, em que os principais objetivos passaram    a ser prevenir a mortalidade e reduzir a morbidade. Definiram-se novos elementos,    considerados b&aacute;sicos, pela Sa&uacute;de P&uacute;blica, para o &ecirc;xito    dessa nova estrat&eacute;gia: diagn&oacute;stico precoce e tratamento oportuno;    planejamento e implementa&ccedil;&atilde;o de medidas antivetoriais seletivas;    r&aacute;pida detec&ccedil;&atilde;o de epidemias para cont&ecirc;-las; e reavalia&ccedil;&atilde;o    regular da situa&ccedil;&atilde;o da mal&aacute;ria nos diversos pa&iacute;ses    afetados.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2000, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS) posicionou-se no sentido de buscar novas estrat&eacute;gias e lan&ccedil;ou,    em parceria com Estados e Munic&iacute;pios, o Plano de Intensifica&ccedil;&atilde;o    das A&ccedil;&otilde;es de Controle da Mal&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia Legal    (PIACM). O principal objetivo do Plano foi o de &#8220;<i>intensificar as a&ccedil;&otilde;es    de Controle da Mal&aacute;ria na Regi&atilde;o Amaz&ocirc;nica, reduzindo a    sua morbimortalidade a n&iacute;veis sustent&aacute;veis de controle, evitando    o surgimento de epidemias localizadas, reduzindo a sua gravidade e, conseq&uuml;entemente,    o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es e &oacute;bitos.</i>&#8221; <sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a implementa&ccedil;&atilde;o do PIACM, a    rede de laborat&oacute;rios passou de 1.182 unidades existentes em 1999 para    2.203 ao final da execu&ccedil;&atilde;o do Plano, em 2002. No Estado do Maranh&atilde;o,    o n&uacute;mero de laborat&oacute;rios passou de 150 para 237; e no Estado do    Amap&aacute;, de 22 para 35.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a expans&atilde;o da rede de diagn&oacute;stico    laboratorial, intensificou-se a realiza&ccedil;&atilde;o de capacita&ccedil;&otilde;es    para microscopistas em todos os Estados da Amaz&ocirc;nia Legal. Durante a vig&ecirc;ncia    do PIACM, foram capacitados 867 microscopistas com o objetivo de melhorar o    diagn&oacute;stico e realizar tratamento adequado.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O PIACM mostrou-se efetivo. Observou-se redu&ccedil;&atilde;o    da incid&ecirc;ncia da mal&aacute;ria nos nove Estados da regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia    Legal,<sup>8</sup> que se manteve elevada no Amap&aacute;, entretanto, e prejudicou    a sustentabilidade do processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    de epidemiologia e controle da doen&ccedil;a nesse Estado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em 2003, o Programa Nacional de Controle da Mal&aacute;ria    (PNCM)<sup>2</sup> estabeleceu, entre suas normas t&eacute;cnicas, a confirma&ccedil;&atilde;o    dos casos, a presen&ccedil;a e a quantifica&ccedil;&atilde;o do parasito no    sangue e suas esp&eacute;cies identificadas por meio de exame laboratorial.    A t&eacute;cnica utilizada na rotina do PNCM &eacute; a de gota espessa, a qual    aumenta a chance do diagn&oacute;stico, pela possibilidade de examinar um volume    sangu&iacute;neo tr&ecirc;s a cinco vezes maior, e apura a sensibilidade do    m&eacute;todo.<sup>2,9,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem por objetivo avaliar as    discord&acirc;ncias dos resultados dos exames de gota espessa, detectadas entre    os microscopistas dos laborat&oacute;rios de base e os microscopistas revisores,    nos Estados do Amap&aacute; e do Maranh&atilde;o, no per&iacute;odo de 2001    a 2003.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, o diagn&oacute;stico da mal&aacute;ria    &eacute; realizado, inicialmente, pelos laborat&oacute;rios de base pr&oacute;ximos    aos focos malar&iacute;genos. Cabe a esses laborat&oacute;rios o primeiro diagn&oacute;stico    dos casos suspeitos, a serem encaminhados para tratamento por ocasi&atilde;o    de resultado positivo; e o envio de 100% e 10% de l&acirc;minas positivas e    negativas, respectivamente, para os laborat&oacute;rios de revis&atilde;o,<sup>2</sup>    onde os microscopistas t&ecirc;m por fun&ccedil;&atilde;o, justamente, revis&aacute;-las.    Em seguida, aqueles laborat&oacute;rios tamb&eacute;m enviam 30% e 10%, respectivamente,    de l&acirc;minas positivas e negativas para os laborat&oacute;rios centrais    de Sa&uacute;de P&uacute;blica (Lacen), nos quais s&atilde;o realizados os controles    de qualidade; e de onde s&atilde;o expedidos os laudos com os resultados, para    os laborat&oacute;rios de revis&atilde;o e de base.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Amap&aacute;, foram utilizados os dados do    formul&aacute;rio &#8220;Registro de Resultados dos Diagn&oacute;sticos da Gota    Espessa&#8221;, onde constam os resultados dos exames de gota espessa realizados    pelos microscopistas dos laborat&oacute;rios de base e do Lacen/AP. No Estado,    foram implantados somente dois laborat&oacute;rios de revis&atilde;o, localizados    nos Munic&iacute;pios de Santana e de Porto Grande; durante o estudo, todas    as l&acirc;minas, positivas e negativas, examinadas nos laborat&oacute;rios    de revis&atilde;o foram encaminhadas ao Lacen/AP para o devido controle de qualidade.    O estudo comparou os resultados obtidos entre os microscopistas dos laborat&oacute;rios    de base e do Lacen/AP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No in&iacute;cio deste trabalho, para o Estado    do Maranh&atilde;o, os autores utilizaram o formul&aacute;rio &#8220;Remessa    de L&acirc;minas do Programa de Mal&aacute;ria para o Laborat&oacute;rio de    Controle de Qualidade&#8221;, que cont&eacute;m os resultados obtidos nos tr&ecirc;s    n&iacute;veis laboratoriais &#8211; local, de revis&atilde;o e do Lacen/MA.    Ao analisarem esses resultados, entretanto, constataram as seguintes discord&acirc;ncias    entre os microscopistas dos laborat&oacute;rios de revis&atilde;o e do Lacen/MA,    em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados provenientes dos laborat&oacute;rios    de base: uma discord&acirc;ncia em 2002; sete em 2003; e nenhuma em 2001. Dessa    forma, optaram por considerar os resultados obtidos nos laborat&oacute;rios    de revis&atilde;o do Estado, onde s&atilde;o revisadas 100% das l&acirc;minas    provenientes dos laborat&oacute;rios de base.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados dos laborat&oacute;rios de revis&atilde;o    do Maranh&atilde;o foram coletados pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    de Laborat&oacute;rio do Maranh&atilde;o (Sislab), que disp&otilde;e os seguintes    dados: ano; m&ecirc;s; Munic&iacute;pio; nome do microscopista; e resultados    discordantes positivos, negativos e na identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies    de <i>Plasmodium</i>, detectados entre os microscopistas dos laborat&oacute;rios    de refer&ecirc;ncia e de base.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram utilizados dados secund&aacute;rios referentes    aos diagn&oacute;sticos realizados nos laborat&oacute;rios de base entre os    anos de 2001 e 2003. Nesse per&iacute;odo, foram examinadas 888.673 l&acirc;minas    e revisadas 215.919, por 181 e 368 microscopistas dos Estados do Amap&aacute;    e do Maranh&atilde;o, respectivamente. A aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio    semi-estruturado, instrumento para a coleta de dados sobre os microscopistas    em ambos os Estados, contemplou as seguintes vari&aacute;veis: idade; escolaridade;    tempo de atividade na fun&ccedil;&atilde;o de microscopista; carga hor&aacute;ria;    v&iacute;nculo com o servi&ccedil;o; supervis&atilde;o recebida; data das capacita&ccedil;&otilde;es    realizadas; qualidade do microsc&oacute;pio utilizado; e tempo necess&aacute;rio    para o diagn&oacute;stico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um banco de dados foi elaborado a partir dos    resultados dos diagn&oacute;sticos de mal&aacute;ria realizados durante os anos    de 2001, 2002 e 2003, nos dois Estados. Nele, constavam informa&ccedil;&otilde;es    &#8211; codificadas &#8211; de 82 e 170 microscopistas, respectivamente do Amap&aacute;    e do Maranh&atilde;o, por&eacute;m sem a ado&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digos    para os Estados, Munic&iacute;pios e resultados discordantes positivos, negativos    e para identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de <i>Plasmodium</i>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A constru&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise    dos bancos de dados foram realizadas utilizando-se o programa Epi Info, na suas    vers&otilde;es 6.04 e 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O teste &#967;<sup>2</sup>(qui-quadrado) foi    aplicado com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica de 5%, para    verificar o cumprimento de envio de 100% de l&acirc;minas positivas e de 10%    de negativas, bem como comparar os resultados obtidos entre os microscopistas.    Para as an&aacute;lises de discord&acirc;ncias, foi utilizada a propor&ccedil;&atilde;o    de 2% como ponto de corte para os erros encontrados nos Estados, nos Munic&iacute;pios    e entre microscopistas.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com os dados do question&aacute;rio, verificou-se    a vari&aacute;vel dependente &Iacute;ndice de Concord&acirc;ncia (Kappa),<sup>12</sup>    que oscila entre os valores de -1 (completo desacordo) e +1 (exato acordo),    este dicotomizado no valor &lt;0,97, considerado concord&acirc;ncia n&atilde;o    aceit&aacute;vel, e no valor =0,97, considerado concord&acirc;ncia aceit&aacute;vel.    Esses valores s&atilde;o referentes &agrave; m&eacute;dia dos valores de Kappa    dos resultados concordantes encontrados entre os microscopistas, no per&iacute;odo    do estudo. Como vari&aacute;veis independentes, foram verificadas: idade; sexo;    escolaridade; v&iacute;nculo empregat&iacute;cio; tempo de atividade; capacita&ccedil;&atilde;o    e supervis&atilde;o no per&iacute;odo de 2001 a 2003; n&uacute;mero de exames    por hora; e unidade da federa&ccedil;&atilde;o. Um modelo de regress&atilde;o    log&iacute;stica foi constru&iacute;do para a an&aacute;lise multivariada. Nesse    modelo, foram inclu&iacute;das vari&aacute;veis com caracter&iacute;sticas relacionadas    &agrave; capacidade t&eacute;cnica dos microscopistas, com o intuito de estabelecer    associa&ccedil;&atilde;o com os microscopistas que apresentaram valores de Kappa    inferiores a 0,97.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi realizado de acordo com a Resolu&ccedil;&atilde;o    do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS) n<sup>o</sup> 196, de 10 de outubro    de 1996, sobre diretrizes e normas reguladoras de pesquisas envolvendo seres    humanos. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para a participa&ccedil;&atilde;o    dos microscopistas foi obtido a partir do documento &#8220;Descri&ccedil;&atilde;o    do processo de obten&ccedil;&atilde;o do TCLE&#8221;. Foi criado um sistema    de c&oacute;digos para a n&atilde;o-identifica&ccedil;&atilde;o dos microscopistas.    O projeto foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Escola    Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, da Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro-RJ, mediante o Parecer n<sup>o</sup>    46, de 9 de julho de 2004.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual de cumprimento de revis&atilde;o    de 100% de l&acirc;minas positivas e de 10% de negativas nos dois Estados mostra    que o Amap&aacute;, embora tenha apresentado uma tend&ecirc;ncia crescente,    somente em 2003 alcan&ccedil;ou o percentual de 98,9% de cumprimento da revis&atilde;o    das l&acirc;minas positivas, pr&oacute;ximo do estabelecido pelo Programa Nacional    de Controle da Mal&aacute;ria. Para a revis&atilde;o das l&acirc;minas negativas,    esse percentual de cumprimento esteve baixo, nos dois primeiros anos, em 6,2%    e 6,3%, respectivamente; somente no ano de 2003, essa propor&ccedil;&atilde;o    passou para 9,9%. O Estado do Maranh&atilde;o, por sua vez, foi exitoso ao alcan&ccedil;ar    a meta estabelecida pelo Programa, de revis&atilde;o de 100% de l&acirc;minas    positivas e 10% de l&acirc;minas negativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s discord&acirc;ncias de leituras    nos exames de gota espessa, detectadas entre os microscopistas dos laborat&oacute;rios    de base do Lacen/AP e dos laborat&oacute;rios de revis&atilde;o no Maranh&atilde;o,    os resultados encontrados mostraram que, do total de 208.134 l&acirc;minas examinadas    no Amap&aacute;, 53.702 (25,80%) foram revisadas no Lacen/AP &#8211; das quais,    922 (1,72%) apresentaram discord&acirc;ncias com os resultados encontrados pelos    microscopistas dos laborat&oacute;rios de base. O ano em que ocorreu o maior    percentual de discord&acirc;ncias foi o de 2002, com 2,70%; no ano seguinte,    a taxa foi de 2,00%. Essas diferen&ccedil;as foram significativas (p&lt;0,05),    estatisticamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Maranh&atilde;o, foram examinadas 680.539    l&acirc;minas: 162.217 (23,84%) revisadas nos laborat&oacute;rios de revis&atilde;o    do Estado, com 693 discord&acirc;ncias, correspondendo a 0,43% dos resultados    oriundos dos laborat&oacute;rios de base. N&atilde;o houve diferen&ccedil;a    significativa entre as propor&ccedil;&otilde;es encontradas nos tr&ecirc;s anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Comparando-se os resultados encontrados nos dois    Estados (<a href="#tab1">Tabela 1</a>), observou-se que a propor&ccedil;&atilde;o    de discord&acirc;ncias encontradas no Amap&aacute; foi superior &agrave; verificada    no Maranh&atilde;o; neste Estado, ela foi de 0,43% e no Amap&aacute;, de 1,72%,    com diferen&ccedil;a significativa entre os Estados (p&lt;0,05).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao tipo de discord&acirc;ncia, no Amap&aacute;,    os resultados encontrados durante o per&iacute;odo estudado mostraram que, do    total de 42.879 l&acirc;minas revisadas com diagn&oacute;stico positivo, 53    (0,12%) foram consideradas negativas pelos microscopistas do Lacen/AP, o que    contrariou o diagn&oacute;stico dos microscopistas dos laborat&oacute;rios de    base e configurou resultados falsos positivos; em 804 (1,88%), houve discord&acirc;ncia    para a identifica&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie. Quanto aos 10% de l&acirc;minas    negativas revisadas, estas representaram 10.823 unidades, das quais verificou-se    serem 65 (0,60%) positivas, caracterizando resultados falsos negativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos resultados    falsos positivos encontrados no ano de 2002, houve um aumento no percentual    de discord&acirc;ncia por esp&eacute;cie (3,15%) e de erros falsos negativos    (0,76%). No ano seguinte, os percentuais mantiveram-se elevados para as tr&ecirc;s    categorias de erro: 2,10%, 0,15% e 0,71% para identifica&ccedil;&atilde;o da    esp&eacute;cie e nos resultados falsos positivos e negativos, respectivamente    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a05t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Maranh&atilde;o, os microscopistas dos laborat&oacute;rios    de revis&atilde;o do Estado revisaram 84.075 l&acirc;minas positivas, entre    as quais verificaram o predom&iacute;nio de discord&acirc;ncia entre os microscopistas    para a identifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies &#8211; 314 (0,37%) l&acirc;minas.    Em seguida, estes autores encontraram 205 (0,24%) l&acirc;minas com resultados    discordantes quanto &agrave; positividade (falsos positivos); e em 78.172 l&acirc;minas    revisadas negativas, 174 (0,22%) que n&atilde;o eram, de fato, negativas (falsos    negativos). No ano de 2002, observou-se o maior percentual de erro na identifica&ccedil;&atilde;o    das esp&eacute;cies (0,53%) (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a05t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando os resultados por tipo de erros foram    comparados, observou-se que as discord&acirc;ncias entre microscopistas dos    laborat&oacute;rios de base e revisores reca&iacute;ram sobre a identifica&ccedil;&atilde;o    das esp&eacute;cies em ambos os Estados; mais elevadas no Amap&aacute;, onde    tamb&eacute;m foram encontrados resultados falsos negativos superiores aos do    Estado do Maranh&atilde;o. No ano de 2001, entretanto, no Maranh&atilde;o, detectou-se    maior propor&ccedil;&atilde;o de erros falsos negativos que no Amap&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Sislab do Maranh&atilde;o, os resultados das    revis&otilde;es referentes aos erros por esp&eacute;cie n&atilde;o discriminavam    a esp&eacute;cie de <i>Plasmodium</i>, ao passo que o Lacen/AP mantinha os resultados    discriminados em seus registros. Do total de 53.702 l&acirc;minas revisadas    no Amap&aacute;, 28.607 (53,3%) pertenciam &agrave; esp&eacute;cie <i>P. vivax</i>,    seguida de 13.797 (25,7%) do <i>P. falciparum</i>. De um total de 10.823 l&acirc;minas    negativas, houve concord&acirc;ncia em 10.770 (99,5%) (<a href="#tab4">Tabela    4</a>); 28 l&acirc;minas, contudo, foram diagnosticadas como negativas, quando    eram positivas para<i> P. falciparum</i>.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a05t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a identifica&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o    de erros por esp&eacute;cies, observou-se que no Amap&aacute;, o percentual    de erros foi maior para o diagn&oacute;stico do <i>P. malariae</i>; e o menor,    para a identifica&ccedil;&atilde;o do <i>P. vivax</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao verificarmos a propor&ccedil;&atilde;o de    erros para o diagn&oacute;stico entre as esp&eacute;cies <i>P. falciparum</i>    e <i>P. vivax</i>, os erros cometidos pelos microscopistas dos laborat&oacute;rios    de base foram maiores na identifica&ccedil;&atilde;o do <i>P. falciparum</i>;    essa diferen&ccedil;a foi significativa (p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o aos resultados das    discord&acirc;ncias encontradas nos casos de infec&ccedil;&otilde;es mistas    registradas no Estado do Amap&aacute;, de um total de 301 l&acirc;minas com    essa refer&ecirc;ncia examinadas nos laborat&oacute;rios de base, houve concord&acirc;ncia    do Lacen/AP sobre 287 (95,35%) e discord&acirc;ncia sobre 14 (4,65%) &#8211;    destas, dez (3,32%) para o diagn&oacute;stico &uacute;nico de <i>P. falciparum</i>    e quatro (1,33%) para o <i>P. vivax</i>. A propor&ccedil;&atilde;o de discord&acirc;ncias    foi significativa (p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando da verifica&ccedil;&atilde;o dos resultados    discordantes por Munic&iacute;pios, o percentual de discord&acirc;ncias detectado    entre os Munic&iacute;pios do Amap&aacute; variou de 0,54% a 6,61%; em tr&ecirc;s    deles &#8211; Amap&aacute;, Cutias e Vit&oacute;ria do Jar&iacute; &#8211;,    contudo, n&atilde;o foram detectadas diverg&ecirc;ncias entre os microscopistas    dos laborat&oacute;rios de base e os do Lacen/AP. Os maiores percentuais de    discord&acirc;ncias foram encontrados nos resultados dos microscopistas provenientes    dos Munic&iacute;pios de Itaubal (6,61%) e de Porto Grande (4,64%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Amap&aacute;, os resultados gerados pelos    microscopistas dos Munic&iacute;pios de Itaubal, Porto Grande, Pracu&uacute;ba,    Pedra Branca do Amapari e Santana ficaram acima da m&eacute;dia das propor&ccedil;&otilde;es    de discord&acirc;ncias; Itaubal foi o Munic&iacute;pio onde os microscopistas    mais se afastaram da m&eacute;dia de 1,78%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o da freq&uuml;&ecirc;ncia    de discord&acirc;ncias entre os microscopistas dos laborat&oacute;rios de base    dos 16 Munic&iacute;pios do Estado do Amap&aacute; e do Lacen/AP mostrou que,    em 11 deles (68,8%), o percentual de erros ficou abaixo de 1,7%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os erros falsos positivos detectados pelos microscopistas    do Lacen/AP variaram de 0,04% a 7,07%; e os falsos negativos, de 0,17% a 1,40%.    Os resultados falsos positivos e falsos negativos encontrados no Amap&aacute;    mostraram que estes &uacute;ltimos se mantiveram, sempre, mais elevados, nos    tr&ecirc;s anos de avalia&ccedil;&atilde;o, o que representa uma diferen&ccedil;a    significativa (p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Maranh&atilde;o, 131 Munic&iacute;pios realizaram    exames para diagn&oacute;stico de mal&aacute;ria e o percentual de discord&acirc;ncia    entre seus microscopistas e aqueles dos laborat&oacute;rios de revis&atilde;o    variou de 0,04% a 17,39%. Em 34 (26,0%) Munic&iacute;pios do Estado, n&atilde;o    foram encontrados resultados discordantes no per&iacute;odo analisado; em 85    (64,9%), foram detectadas diverg&ecirc;ncias entre os microscopistas, por&eacute;m    abaixo de 2,0%; em 11 (8,4%), as discord&acirc;ncias variaram de 2,1% a 9,1%;    e no Munic&iacute;pio de Po&ccedil;&atilde;o de Pedras, particularmente, o percentual    de resultados discordantes foi de 17,4%. A prop&oacute;sito, os microscopistas    dos Munic&iacute;pios de Po&ccedil;&atilde;o de Pedras, Santo Amaro do Maranh&atilde;o    e Vila Nova dos Mart&iacute;rios foram os que mais se distanciaram da m&eacute;dia    de propor&ccedil;&otilde;es de resultados discordantes, a maioria permanecendo    em torno de 1,07%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dos 97 Munic&iacute;pios maranhenses, 63 apresentaram    discord&acirc;ncias entre os microscopistas para os resultados falsos positivos;    e 59, para os falsos negativos. O n&uacute;mero de Munic&iacute;pios que apresentaram    resultados discordantes falsos positivos foi maior, ligeiramente, quando comparado    ao dos que apresentaram discord&acirc;ncias do tipo falso negativo, com diferen&ccedil;a    n&atilde;o significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao compararmos os resultados falsos positivos    e falsos negativos encontrados nos dois Estados, as propor&ccedil;&otilde;es    de erros falsos positivos mais elevadas foram encontradas no Maranh&atilde;o,    com diferen&ccedil;a significativa (p&lt;0,05) para todos os anos. J&aacute;    os resultados falsos negativos verificados no Amap&aacute; foram superiores    aos do Maranh&atilde;o, com diferen&ccedil;a significativa para os anos de 2002    e 2003 (p&lt;0,05) (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a05f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando se verificam as discord&acirc;ncias por    microscopistas, no Estado do Amap&aacute;, 181 microscopistas dos laborat&oacute;rios    de base realizaram exames para diagn&oacute;stico de mal&aacute;ria no per&iacute;odo    de 2001 a 2003. Desses, 81 (44,8%) n&atilde;o incorreram em diverg&ecirc;ncias    quando suas l&acirc;minas foram revisadas no Lacen/AP. Os demais cometeram erros,    entretanto, que variaram de 0,15% &#8211; uma &uacute;nica l&acirc;mina sobre    656 revisadas &#8211; at&eacute; 100% &#8211; cinco l&acirc;minas sobre o mesmo    total. Em 28,2% dos microscopistas, o erro foi mantido abaixo dos 2%, uma diferen&ccedil;a    n&atilde;o significativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s propor&ccedil;&otilde;es    de microscopistas com erro acima de 2%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Maranh&atilde;o, 368 microscopistas dos laborat&oacute;rios    de base tiveram suas l&acirc;minas revisadas no per&iacute;odo do estudo. Em    196 (53,3%) l&acirc;minas, n&atilde;o foram identificadas diverg&ecirc;ncias    em seus diagn&oacute;sticos pelos laborat&oacute;rios de revis&atilde;o do Estado.    Os demais, sim, cometeram erros que variaram de 0,02% a 100% &#8211; este percentual,    correspondente a uma &uacute;nica l&acirc;mina. Em 36,7% dos microscopistas,    o erro esteve abaixo dos 2%, uma diferen&ccedil;a significativa em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s propor&ccedil;&otilde;es de microscopistas com erros acima de 2% (p    &lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos cursos de capacita&ccedil;&atilde;o    em diagn&oacute;stico microsc&oacute;pico para mal&aacute;ria realizados no    per&iacute;odo do estudo, observou-se que, dos 16 Munic&iacute;pios do Estado    do Amap&aacute;, 12 (75%) capacitaram seus microscopistas nessa forma diagn&oacute;stica.    No Maranh&atilde;o, as capacita&ccedil;&otilde;es foram realizadas em 32 (33%)    Munic&iacute;pios, de um universo de 97 que realizaram exames.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As diverg&ecirc;ncias no diagn&oacute;stico,    antes e ap&oacute;s as capacita&ccedil;&otilde;es dos microscopistas, variaram    de 1,66% a 1,82% no Amap&aacute;, o que n&atilde;o constitui diferen&ccedil;a    significativa (p=0,3). No Maranh&atilde;o, as propor&ccedil;&otilde;es dessa    varia&ccedil;&atilde;o foram de 0,81% a 0,46%, aqui sim, com diferen&ccedil;as    significativas (p&lt;0,05) (<a href="#tab5">Tabela 5</a>). Ao comparar os resultados    alcan&ccedil;ados, ap&oacute;s as capacita&ccedil;&otilde;es nos dois Estados,    estes autores observaram uma diferen&ccedil;a significativa (p&lt;0,05).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a05t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Identificaram-se as seguintes caracter&iacute;sticas    de perfil e capacidade t&eacute;cnica dos microscopistas dos laborat&oacute;rios    de base que apresentaram o &iacute;ndice Kappa aceit&aacute;vel, em valores    m&eacute;dios: 37 anos de idade; 9,4 anos de tempo de servi&ccedil;o; leitura    de 11 l&acirc;minas por hora; 78,5% do sexo masculino e 81,1% do feminino; 80,1%    com auto-refer&ecirc;ncia de escolaridade m&eacute;dia ou superior; 85% com    v&iacute;nculo empregat&iacute;cio; 78,5% submetidos a supervis&atilde;o anual;    e 76% instrumentados com microsc&oacute;pios considerados, por eles, de boa    qualidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na an&aacute;lise multivariada, encontrou-se    associa&ccedil;&atilde;o para as seguintes vari&aacute;veis: unidade da federa&ccedil;&atilde;o,    com <i>Odds Ratio</i> de 5,6, intervalo de confian&ccedil;a (IC95%) entre 2,5    e 12,4 e p-valor de 0,0000; e (II) tempo de atividade, com <i>Odds Ratio</i>    de 4,4, IC95% entre 1,4 e 13,2 e p-valor de 0,008.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, desde a Campanha de Erradica&ccedil;&atilde;o    da Mal&aacute;ria, h&aacute; controle de qualidade do diagn&oacute;stico com    vistas &agrave; sua confirma&ccedil;&atilde;o. Durante a campanha de erradica&ccedil;&atilde;o    do <i>A. gambie</i> no Rio Grande do Norte, em 1938, o desempenho dos microscopistas    era supervisionado semanalmente; nessa &eacute;poca, eram verificados os cumprimentos    da cota sobre o n&uacute;mero de l&acirc;minas por microscopista, assim como    seus acertos e erros, estes tratados com severidade quando da sua repeti&ccedil;&atilde;o    por parte dos laboratoristas.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O controle de qualidade do diagn&oacute;stico    laboratorial da mal&aacute;ria preconiza a revis&atilde;o das l&acirc;minas,    origin&aacute;rias dos laborat&oacute;rios de n&iacute;vel local.<sup>2,14</sup>    Os percentuais de revis&atilde;o das l&acirc;minas diferem entre os pa&iacute;ses    onde a mal&aacute;ria &eacute; end&ecirc;mica. No Peru, realiza-se a revis&atilde;o    de 10% das l&acirc;minas negativas e positivas, para cada n&iacute;vel de parasitemia.<sup>11</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, os percentuais de revis&atilde;o    das l&acirc;minas encontradas foram diferentes no Estado do Amap&aacute; e do    Maranh&atilde;o.<sup>15</sup> Os resultados encontrados podem estar relacionados    &agrave; perman&ecirc;ncia da equipe de controle de endemias na Secretaria de    Estado da Sa&uacute;de do Maranh&atilde;o ao longo desses anos, quando as a&ccedil;&otilde;es    de controle da mal&aacute;ria n&atilde;o sofreram descontinuidade. No Estado    do Amap&aacute;, contudo, durante o per&iacute;odo deste estudo, observou-se    que a equipe respons&aacute;vel pelo controle da mal&aacute;ria era alterada    com freq&uuml;&ecirc;ncia. Essa pr&aacute;tica, muito provavelmente, refletiu-se    no baixo desempenho dos resultados para o diagn&oacute;stico da enfermidade.    Outro fato a ser considerado foi a utiliza&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios    diferentes na revis&atilde;o das l&acirc;minas; assim, o Lacen/AP pode ter sido    mais rigoroso na revis&atilde;o das l&acirc;minas, comparativamente aos laborat&oacute;rios    de revis&atilde;o do Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As propor&ccedil;&otilde;es de discord&acirc;ncias    encontradas entre os microscopistas de base e do Lacen/AP foram de 1,72%, superiores    &agrave;s do Maranh&atilde;o, de 0,43%; em ambos os Estados, por&eacute;m, as    propor&ccedil;&otilde;es ficaram abaixo de 2%. Para a Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS), o erro somente &eacute; justificado quando    as l&acirc;minas revistas detectam, como m&aacute;ximo, tr&ecirc;s parasitos    n&atilde;o observados no primeiro exame.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados falsos negativos foram mais prevalentes    no Amap&aacute; (0,60%); no Maranh&atilde;o, foram mais prevalentes os falsos    positivos (0,12%). Estudos realizados na Col&ocirc;mbia mostraram que a m&eacute;dia    no percentual de discord&acirc;ncias de l&acirc;minas positivas e negativas    tamb&eacute;m foi diferente. Nesse caso, os resultados falsos negativos prevaleceram.<sup>17</sup>    Cabe ressaltar que os resultados falsos negativos deixam de diagnosticar pacientes    de mal&aacute;ria, que permanecem sem tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para os microscopistas de ambos os Estados, a    maior dificuldade no diagn&oacute;stico foi referente &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    das esp&eacute;cies, detectada em todos os anos analisados. A identifica&ccedil;&atilde;o    da esp&eacute;cie pelo m&eacute;todo da gota espessa, que requer microscopistas    treinados,<sup>18,19</sup> passou a ser considerada importante ap&oacute;s o    surgimento de resist&ecirc;ncia do <i>P. falciparum</i> a cloroquina. A partir    de ent&atilde;o, foram formulados esquemas terap&ecirc;uticos espec&iacute;ficos    para a esp&eacute;cie encontrada nos exames. No Brasil, o esquema para o tratamento    de pacientes com infec&ccedil;&atilde;o por <i>P. vivax</i> &eacute; feito com    cloroquina; para o <i>P. falciparum</i>, o tratamento recomendado faz uso de    quinina; e para as infec&ccedil;&otilde;es mistas, mefloquina. A escolha oportuna    do esquema terap&ecirc;utico &eacute; orientada, portanto, pelo resultado do    diagn&oacute;stico realizado nos laborat&oacute;rios de base, cujos erros podem    trazer conseq&uuml;&ecirc;ncias para os pacientes &#8211; aumento da gravidade    da doen&ccedil;a, necessidade de interna&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo    &oacute;bito &#8211;, al&eacute;m de manter alguns deles como fontes de infec&ccedil;&atilde;o    para o inseto vetor.<sup>20,21</sup> Segundo o PNCM, o erro na identifica&ccedil;&atilde;o    da esp&eacute;cie ainda pode trazer outras conseq&uuml;&ecirc;ncias consider&aacute;veis,    como o aumento do custo do Programa pela realiza&ccedil;&atilde;o de tratamentos    inadequados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Amap&aacute;, 28 l&acirc;minas, erroneamente,    foram diagnosticadas nos laborat&oacute;rios de base como negativas, quando,    na verdade, eram positivas para esp&eacute;cie <i>P. falciparum</i>, respons&aacute;vel    pela forma mais grave da doen&ccedil;a. Quando analisadas as concord&acirc;ncias    entre as duas esp&eacute;cies mais prevalentes, <i>P. vivax</i> e <i>P. falciparum</i>,    os laborat&oacute;rios de base do Amap&aacute; apresentaram maior dificuldade    na identifica&ccedil;&atilde;o do <i>P. falciparum</i>. A identifica&ccedil;&atilde;o    dessa esp&eacute;cie requer a leitura de, no m&iacute;nimo, 100 campos antes    da emiss&atilde;o de um laudo negativo ou positivo por outra esp&eacute;cie,    pr&aacute;tica nem sempre cumprida pelos microscopistas.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O maior percentual de discord&acirc;ncia detectado    no Lacen/AP foi para a esp&eacute;cie <i>P. malariae</i>. Esse fato pode ter    sido causado pelo elevado grau de dificuldade na identifica&ccedil;&atilde;o    dessa esp&eacute;cie pelo m&eacute;todo da gota espessa.<sup>16,21,22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na perspectiva de realiza&ccedil;&atilde;o de    diagn&oacute;sticos oportunos, durante a vig&ecirc;ncia do PIACM, houve expans&atilde;o    da rede de diagn&oacute;stico laboratorial da mal&aacute;ria da ordem de 86,4%:    59,1% e 58,0% no Amap&aacute; e no Maranh&atilde;o, respectivamente. Devido    aos aumentos no n&uacute;mero de laborat&oacute;rios, v&aacute;rios cursos de    capacita&ccedil;&atilde;o em diagn&oacute;stico foram realizados em todos os    Estados da Amaz&ocirc;nia Legal.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s as capacita&ccedil;&otilde;es dos    microscopistas dos laborat&oacute;rios de base, os resultados mostraram redu&ccedil;&atilde;o    na propor&ccedil;&atilde;o de discord&acirc;ncias no Estado do Maranh&atilde;o    (de 0,81% para 0,46%), ressaltando a efetividade dos cursos ministrados. No    Amap&aacute;, ao contr&aacute;rio, o resultado foi de eleva&ccedil;&atilde;o    proporcional de discord&acirc;ncias (de 1,66% para 1,82%), possivelmente relacionada    &agrave; rotatividade dos profissionais: 40,8% dos microscopistas do Amap&aacute;    entrevistados n&atilde;o possu&iacute;am v&iacute;nculo empregat&iacute;cio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos Munic&iacute;pios de ambos os Estados que    apresentaram propor&ccedil;&otilde;es de discord&acirc;ncias superiores a 2%,    consideradas elevadas pela OPAS,<sup>16,22</sup> evidenciou-se a urg&ecirc;ncia    na supervis&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o de seus microscopistas, principalmente    nas localidades de baixa incid&ecirc;ncia de mal&aacute;ria. O processo de aprendizagem    dos microscopistas dever&aacute; contemplar as condi&ccedil;&otilde;es que lhes    s&atilde;o dadas para a realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico por gota    espessa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados encontrados na an&aacute;lise multivariada    refor&ccedil;am os achados de que a propor&ccedil;&atilde;o de l&acirc;minas    discordantes no diagn&oacute;stico da mal&aacute;ria no Estado do Maranh&atilde;o    foi inferior &agrave; correspondente no Amap&aacute;. No Maranh&atilde;o, os    microscopistas s&atilde;o mais antigos na atividade e, possivelmente, conhecem    melhor a condi&ccedil;&atilde;o de trabalho e re&uacute;nem mais chance de aprimorar    a concord&acirc;ncia no diagn&oacute;stico. Outrossim, vari&aacute;veis como    gerenciamento e organiza&ccedil;&atilde;o estrutural dos servi&ccedil;os de    sa&uacute;de s&atilde;o, igualmente, relevantes para a diminui&ccedil;&atilde;o    dos n&iacute;veis de discord&acirc;ncias no diagn&oacute;stico de mal&aacute;ria;    n&atilde;o obstante, far&atilde;o parte de um pr&oacute;ximo estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS) recomenda aos programas de controle de mal&aacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o    de avalia&ccedil;&otilde;es de alguns indicadores &#8211; por exemplo: propor&ccedil;&atilde;o    de locais de sa&uacute;de onde existam pr&aacute;ticas de controle de qualidade    para mal&aacute;ria; e propor&ccedil;&atilde;o de locais de postos de sa&uacute;de    com capacidade para o diagn&oacute;stico laboratorial &#8211;, ap&oacute;s confirma&ccedil;&atilde;o    do laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia.<sup>23,24</sup> Ainda de acordo com    as recomenda&ccedil;&otilde;es da OPAS,<sup>25</sup> para que a gest&atilde;o    local de um programa seja competente, esfor&ccedil;os devem ser empreendidos    no aprimoramento da infra-estrutura dos servi&ccedil;os de diagn&oacute;stico    laboratorial da mal&aacute;ria, na constitui&ccedil;&atilde;o de quadro de pessoal    qualificado e est&aacute;vel e na implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema    de gest&atilde;o de qualidade para o diagn&oacute;stico microsc&oacute;pico    da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Torna-se fundamental, pois, a elabora&ccedil;&atilde;o    de um manual de procedimentos de diagn&oacute;stico para a mal&aacute;ria e    o estabelecimento de um sistema de qualifica&ccedil;&atilde;o permanente de    recursos humanos, com controle de qualidade interlaboratorial e avalia&ccedil;&atilde;o    de desempenho por meio de supervis&otilde;es pontuais e peri&oacute;dicas, realizadas    pelo Laborat&oacute;rio Central de cada unidade da federa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos dirigentes da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (SVS/MS), &agrave; equipe da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral    do Programa Nacional de Controle da Mal&aacute;ria (PNCM/SVS) e aos t&eacute;cnicos    da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Laborat&oacute;rios (CGLAB/SVS), aos t&eacute;cnicos    da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana de Sa&uacute;de, aos Membros do Comit&ecirc;    do PNCM, aos servidores das Secretarias de Estado da Sa&uacute;de do Amap&aacute;    e do Maranh&atilde;o, aos servidores dos laborat&oacute;rios centrais do Amap&aacute;    (Lacen/AP) e do Maranh&atilde;o (Lacen/MA), aos microscopistas dos dois Estados    e aos professores da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Oswaldo Cruz/Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. World Health Organization. Malaria. Fact Sheet    94. Washington: WHO, 2002 &#91;updated 2004 Jan. 02&#93;. Available from: <a href="http://www.who.int/inf-fs/em/fact094.html" target="_blank">http://www.who.int/inf-fs/em/fact094.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa    Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o e Controle da Mal&aacute;ria. Bras&iacute;lia:    MS; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Plano de    Intensifica&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Controle da Mal&aacute;ria    na Amaz&ocirc;nia Legal &#8211; PIACM &#8211; Relat&oacute;rio de Gest&atilde;o.    Bras&iacute;lia: MS; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Marques AC, Pinheiro EA. Fluxo de casos de    mal&aacute;ria no Brasil em 1980. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina    Tropical 1982;34:1-31.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Sabroza PC, Toledo LM, Osanai CH. A Organiza&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o e os processos end&ecirc;micos-epid&ecirc;micos. In: Leal MC,    Sabroza PC, Rodrigues RH, Buss P. Sa&uacute;de, ambiente e desenvolvimento:    processos e conseq&uuml;&ecirc;ncias sobre as condi&ccedil;&otilde;es de vida.    S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1992. p.57-77.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud. Conferencia    Ministerial sobre el Paludismo; 1992 Oct 26-27; Amsterdam, Pa&iacute;ses Bajos.    Washington DC: OMS; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Plano de    Intensifica&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Controle da Mal&aacute;ria    na Amaz&ocirc;nia Legal. Bras&iacute;lia: MS; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Tauil PL. Avalia&ccedil;&atilde;o de uma nova    estrat&eacute;gia de controle da mal&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia Brasileira    &#91;tese de Doutorado&#93;. Bras&iacute;lia (DF): Universidade de Bras&iacute;lia;    2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 5<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia:    Funasa; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Igreja RP, Gomes AP, Batista RS, Gon&ccedil;alves    MLC. Mal&aacute;ria. In: Gomes AP, Batista RS, Gon&ccedil;alves MLC, Igreja    RP, Huggins WD. Medicina Tropical &#8211; uma abordagem.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Gutierrez SCG, Arr&oacute;spide NV. Manual    de procedimientos de laboratorio para el diagn&oacute;stico de malaria. Lima,    Peru: Ministerio de Salud, Instituto Nacional de Salud; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Landis JR, Koch GG. The measurement of observer    agreement for categorical data. Biometrics 1977;33:159-174.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Deane LM. A mal&aacute;ria no Brasil. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Debates 1985;1:86-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Pampana E. Erradicaci&oacute;n de la Malaria.    M&eacute;xico: Editorial Limusa-Wiley; 1963.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Pereira MPL. Avalia&ccedil;&atilde;o de discord&acirc;ncias    no diagn&oacute;stico laboratorial de mal&aacute;ria, pelo m&eacute;todo da    gota espessa, nos Estados do Amap&aacute; e Maranh&atilde;o, no per&iacute;odo    de 2001 a 2003 &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro    (RJ): Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud,    Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud. Manual para el diagn&oacute;stico microsc&oacute;pico    de la malaria. Washington DC: OPS; 1975.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Garcia M, Mendon&ccedil;a N. Evaluaci&oacute;n    del programa de diagn&oacute;stico de malaria en la red de laboratorios de Colombia,    1977-1999. Biom&eacute;dica 2002;22(2):123-132.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Ferreira MS. Mal&aacute;ria. In: Veronesi    R. Tratado de infectologia. S&atilde;o Paulo: Editora Atheneu; 2004. p. 1280-1308.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. World Health Organization. Malaria diagnosis    Memorandum from a WHO Meeting. Bulletin of the World Health Organization 1988;66:575-594.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Manual de terap&ecirc;utica da mal&aacute;ria. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Diagn&oacute;stico    e tratamento no controle da mal&aacute;ria. Bras&iacute;lia: MS; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud.    Diagn&oacute;stico de malaria. Washington DC: OPS; 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de.    Fazer recuar o paludismo. Estrutura para controlo do progresso avalia&ccedil;&atilde;o    dos resultados e impacto. Washington DC: OMS; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. World Health Organization. Basic malaria    microscopy. Learner&acute;s guide. Geneva: WHO; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud.    Gu&iacute;a para la implementaci&oacute;n de un sistema de gesti&oacute;n de    calidad en el diagn&oacute;stico microsc&oacute;pico de malaria. Estandarizaci&oacute;n    de procedimientos y herramientas sobre el control de calidad y la evaluaci&oacute;n    externa del desempe&ntilde;o en las redes de laboratorio. Washington DC. In    press 2004.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral do Programa Nacional de Controle da Mal&aacute;ria/SVS/MS,    <br>   SEPN (W3 Norte), Quadra 511, Bloco C,    <br>   Edif&iacute;cio Bittar IV, 3<sup>o</sup> andar,    <br>   Unidade III do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Bras&iacute;lia-DF.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 70750-593    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:maria.luna@saude.gov.br">maria.luna@saude.gov.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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