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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos epidemiológicos e operacionais da vigilância e controle do tracoma em escola no Município de São Paulo, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiology and operational aspects of trachoma surveillance and control in a school in the Municipality of São Paulo, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Trachoma is a keratoconjunctivitis affecting mainly children. This study describes epidemiological surveillance of trachoma in a municipal school in São Paulo, Brazil, during 1993-1997. Epidemiological investigation forms were analyzed, and 7,751 students and school employees were examined. Active surveillance or active searches , complemented by educational activities, notification of cases, treatment, and control activities were done each year. The detection rate was 4.1% in 1993, 4.0% in 1994, 0.1% in 1995, 0.9% in 1996, and 0.2% in 1997. The cure rate was 84.0%. It was noted that schoolteachers did not regularly focus on health information, and continuous educational activities at the school and specific treatment every year led to a fall in the trachoma rate. The authors suggest emphasizing Health Education as a subject for public schools, with the hope that children would take home lessons learned, strengthening health promotion in the community.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Aspectos epidemiol&oacute;gicos e operacionais    da vigil&acirc;ncia e controle do tracoma em escola no Munic&iacute;pio de S&atilde;o    Paulo, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Epidemiology and operational aspects of trachoma    surveillance and control in a school in the Municipality of S&atilde;o Paulo,    Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Nilton Harunori Chinen<sup>I</sup>; Suzana    A. Funari A. Penteado<sup>II</sup>; Jane De Eston Armond<sup>II</sup>; C&aacute;rmen    M. Cleto Duarte An<sup>II</sup>; Rosa Kazuye Koda D'Amaral<sup>II</sup>; Suzana    de Jesus Rosa<sup>II</sup>; Wilma T. Miyake Morimoto<sup>III</sup>; Norma Helen    Medina<sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro de Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle de Doen&ccedil;as, Coordenadoria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, Prefeitura da Cidade de S&atilde;o Paulo-SP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>N&uacute;cleo de Epidemiologia,    Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de 9, Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de, Prefeitura da Cidade de S&atilde;o Paulo-SP    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Centro para Organiza&ccedil;&atilde;o    da Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de,    Prefeitura da Cidade de S&atilde;o Paulo-SP    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>Servi&ccedil;o de Oftalmologia    Sanit&aacute;ria S&atilde;o Paulo, Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tracoma &eacute; uma ceratoconjuntivite infecciosa    que acomete crian&ccedil;as, principalmente. Este trabalho descreve as atividades    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica do tracoma em uma escola municipal    de S&atilde;o Paulo, Brasil, no per&iacute;odo de 1993 a 1997. Realizou-se an&aacute;lise    dos dados das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica. Examinaram-se    7.751 pessoas, entre alunos e funcion&aacute;rios. Anualmente, realizam-se atividades    de busca ativa, a&ccedil;&otilde;es educativas, notifica&ccedil;&atilde;o dos    casos, tratamento e controle. As taxas de detec&ccedil;&atilde;o foram de 4,1%    em 1993, 4,0% em 1994, 0,1% em 1995, 0,9% em 1996 e 0,2% em 1997. A taxa de    alta (cura) foi 84,0%. Informa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de n&atilde;o    eram enfocadas, regularmente, pelos professores. A interven&ccedil;&atilde;o    na escola mediante a&ccedil;&otilde;es educativas, ano ap&oacute;s ano, e o    tratamento espec&iacute;fico reduziram as taxas de detec&ccedil;&atilde;o. Os    autores sugerem que se reavive Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de como tema    para o ensino p&uacute;blico, na esperan&ccedil;a de que as crian&ccedil;as    levem aos domic&iacute;lios o aprendizado obtido na escola, para a conseq&uuml;ente    promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de na comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> tracoma; vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica; educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; escolas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Trachoma is a keratoconjunctivitis affecting    mainly children. This study describes epidemiological surveillance of trachoma    in a municipal school in S&atilde;o Paulo, Brazil, during 1993-1997. Epidemiological    investigation forms were analyzed, and 7,751 students and school employees were    examined. Active surveillance or active searches , complemented by educational    activities, notification of cases, treatment, and control activities were done    each year. The detection rate was 4.1% in 1993, 4.0% in 1994, 0.1% in 1995,    0.9% in 1996, and 0.2% in 1997. The cure rate was 84.0%. It was noted that schoolteachers    did not regularly focus on health information, and continuous educational activities    at the school and specific treatment every year led to a fall in the trachoma    rate. The authors suggest emphasizing Health Education as a subject for public    schools, with the hope that children would take home lessons learned, strengthening    health promotion in the community.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> trachoma; epidemiological surveillance;    health education; schools.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cegueira &eacute; um importante problema de    Sa&uacute;de P&uacute;blica que, muitas vezes, n&atilde;o tem recebido a aten&ccedil;&atilde;o    que merece. A maioria das pessoas atingidas por esse mal vive em pa&iacute;ses    em desenvolvimento e est&aacute; relacionada a infec&ccedil;&otilde;es, m&aacute;    nutri&ccedil;&atilde;o e falta de assist&ecirc;ncia oftalmol&oacute;gica.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tracoma &eacute; uma ceratoconjuntivite cr&ocirc;nica,    isto &eacute;, afeta a conjuntiva e a c&oacute;rnea. Seu agente etiol&oacute;gico    &eacute; a bact&eacute;ria <i>Chlamydia trachomatis</i>, que atinge, mais freq&uuml;entemente,    popula&ccedil;&otilde;es rurais pobres em &aacute;reas quentes e &aacute;ridas    de pa&iacute;ses em desenvolvimento. Trata-se da principal causa infecciosa    de cegueira evit&aacute;vel. As infec&ccedil;&otilde;es, repetidas ao longo    dos anos, podem evoluir para a forma&ccedil;&atilde;o de cicatrizes que levam    &agrave; cegueira. A &uacute;nica fonte de infec&ccedil;&atilde;o &eacute; o    homem com infec&ccedil;&atilde;o ativa, qual seja, a forma inflamat&oacute;ria.    Crian&ccedil;as de at&eacute; dez anos de idade e com infec&ccedil;&atilde;o    ativa s&atilde;o os principais reservat&oacute;rios do agente etiol&oacute;gico    nas popula&ccedil;&otilde;es onde o tracoma &eacute; end&ecirc;mico. A principal    forma de transmiss&atilde;o &eacute; a direta, m&atilde;o-olho-m&atilde;o; outra    forma &eacute; a indireta, por objetos contaminados ou vetores mec&acirc;nicos.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS) estima que existam 84 milh&otilde;es de pessoas com tracoma, das quais    1,3 milh&otilde;es totalmente cegas em raz&atilde;o da cicatriz corneana.<sup>3</sup>    A doen&ccedil;a est&aacute; relacionada a baixas condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas    e locais sem saneamento b&aacute;sico. A quest&atilde;o da higiene pessoal &eacute;    de fundamental import&acirc;ncia na preven&ccedil;&atilde;o, especialmente na    lavagem das m&atilde;os e do rosto, para romper a cadeia de transmiss&atilde;o    da infec&ccedil;&atilde;o. Em pa&iacute;ses desenvolvidos, seu controle foi    alcan&ccedil;ado, principalmente, pela melhoria das condi&ccedil;&otilde;es    sanit&aacute;rias.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Estado de S&atilde;o Paulo foi uma das regi&otilde;es    de dissemina&ccedil;&atilde;o do tracoma no Brasil, a partir da imigra&ccedil;&atilde;o    europ&eacute;ia no s&eacute;culo XIX.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No inqu&eacute;rito epidemiol&oacute;gico de    &acirc;mbito nacional realizado na d&eacute;cada de 70, com o objetivo de conhecer    a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica da endemia de tracoma e recomendar    as &aacute;reas priorit&aacute;rias para programas de controle, as unidades    da federa&ccedil;&atilde;o que apresentaram maior preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a    foram o Par&aacute; (26,2%), o Amazonas (15,7%) e Roraima (14,6%), mostrando    que, amplamente disseminada no pa&iacute;s, estava erradicada, praticamente,    no Estado de S&atilde;o Paulo, onde apresentava preval&ecirc;ncia de 0,61% entre    a popula&ccedil;&atilde;o escolar. Hoje, o tracoma &eacute; encontrado em todo    o territ&oacute;rio nacional; sob vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, tem    <i>status</i> de doen&ccedil;a de notifica&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria    nos Estados de Mato Grosso, Cear&aacute; e S&atilde;o Paulo;<sup>5,6</sup> neste,    se o tracoma voltou a ser doen&ccedil;a de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    a partir de 1992,<sup>7,8</sup> a d&eacute;cada de 80 j&aacute; assistia a um    ressurgimento de casos da doen&ccedil;a, em n&uacute;mero crescente, no interior    do Estado, embora apenas em 1990, os primeiros casos na cidade de S&atilde;o    Paulo foram detectados no bairro de Brazil&acirc;ndia, zona norte da capital.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dados do Sistema de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de (SES/SP) mostram taxas de preval&ecirc;ncia    no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo de 4,6 por 100.000 habitantes em 1993,    16,1/100.000 em 1994, 6,1/100.000 em 1995, 2,3/100.000 em 1996, 3,3/100.000    em 1997 e 3,4/100.000 em 1998.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho tem como objetivos descrever    as atividades de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica em uma escola de primeiro    grau e analisar os dados das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    (FIE) de tracoma no per&iacute;odo de 1993 a 1997, para conhecer os fatores    que interferiram na taxa de detec&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Programa de Investiga&ccedil;&atilde;o Epidemiol&oacute;gica    do Tracoma pela Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de 9 (ARS    9), da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo (SMS/SP), teve    in&iacute;cio em 1993, ap&oacute;s notifica&ccedil;&atilde;o de um caso de tracoma    confirmado por exame cl&iacute;nico e por teste de imunofluoresc&ecirc;ncia    direta para <i>Chlamydia trachomatis</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A escola municipal de primeiro grau em estudo,    que pertence ao Distrito Administrativo (DA) de Pedreira, &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia    da ARS 9, &eacute; abastecida de &aacute;gua e esgoto pela rede p&uacute;blica    e est&aacute; situada na regi&atilde;o sul do Munic&iacute;pio de S&atilde;o    Paulo, este constitu&iacute;do de 96 distritos administrativos. O DA de Pedreira    apresenta &iacute;ndice de exclus&atilde;o/inclus&atilde;o social (IEX) de 0,72,    pelo qual ocupa o 74<sup>o</sup> lugar entre os IEX dos DA.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da notifica&ccedil;&atilde;o de um caso    de tracoma, foi desencadeada busca ativa entre os alunos, professores e funcion&aacute;rios    presentes na escola durante os anos letivos de 1993 a 1997. Os comunicantes    domiciliares dos casos positivos foram convocados para exame, ocasi&atilde;o    em que se preencheram as fichas de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    (FIE), iniciou-se o tratamento e a orienta&ccedil;&atilde;o dos casos de tracoma    inflamat&oacute;rio. A visita domiciliar foi realizada para exame dos comunicantes    faltosos, como tamb&eacute;m para conhecer as condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o    desses casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a an&aacute;lise, foram utilizados dados    das FIE: identifica&ccedil;&atilde;o; manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica;    inflama&ccedil;&atilde;o tracomatosa; conjuntivite associada; contato com casos    semelhantes; comunicantes de casos cl&iacute;nicos; e condi&ccedil;&otilde;es    de saneamento do domic&iacute;lio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais da equipe de sa&uacute;de foram    treinados e padronizados para o diagn&oacute;stico de tracoma pelo Centro de    Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica (CVE) e pelo Centro para Organiza&ccedil;&atilde;o    da Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de (COAS). O treinamento consistiu    de parte te&oacute;rica, com apresenta&ccedil;&atilde;o de temas relacionados    &agrave; sa&uacute;de ocular, anatomia, doen&ccedil;as oculares &#8211; como    tracoma (defini&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico, tratamento e controle)    &#8211; e orienta&ccedil;&atilde;o sobre o preenchimento das fichas. A parte    pr&aacute;tica do curso consistiu de busca ativa em escolas selecionadas previamente;    e de realiza&ccedil;&atilde;o, pelos treinandos, de exame cl&iacute;nico em    crian&ccedil;as normais e positivas para tracoma. Considerou-se padronizado    aquele profissional que apresentasse um percentual de acerto no diagn&oacute;stico    de 80% dos casos.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A equipe local, uma vez treinada, realizou as    a&ccedil;&otilde;es educativas nos tr&ecirc;s per&iacute;odos escolares; utilizou-se    de recursos audiovisuais &#8211; apresenta&ccedil;&atilde;o de diapositivos    (<i>slides</i>) e &aacute;lbuns seriados sobre a doen&ccedil;a &#8211;, distribui&ccedil;&atilde;o    de panfletos e demonstra&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica da t&eacute;cnica de    evers&atilde;o palpebral no exame cl&iacute;nico. Com o intuito de avaliar o    aproveitamento das palestras, foram aplicados question&aacute;rios de perguntas    dissertativas e de m&uacute;ltipla escolha. Durante as palestras, os pais ou    respons&aacute;veis foram solicitados a explicitar, por escrito, na caderneta    de anota&ccedil;&otilde;es dos alunos, quando n&atilde;o autorizassem a submiss&atilde;o    da crian&ccedil;a ao exame.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para a busca ativa, definiu-se como caso de tracoma    qualquer pessoa que, ao exame ocular externo, apresentasse, pelo menos, um dos    sinais do Esquema Simplificado de Grada&ccedil;&atilde;o da OMS,<sup>12</sup>    a saber:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- tracoma inflamat&oacute;rio folicular (TF),    quando h&aacute;, pelo menos, cinco fol&iacute;culos de 0,5mm de di&acirc;metro    como m&iacute;nimo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- tracoma inflamat&oacute;rio intenso (TI), quando    mais de 50% dos vasos tarsais profundos encontram-se obscurecidos por hipertrofia    papilar e edema;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- tracoma cicatricial (TS), quando h&aacute;    presen&ccedil;a de cicatrizes conjuntivais;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- triqu&iacute;ase tracomatosa (TT), quando h&aacute;,    pelo menos, um c&iacute;lio tocando o globo ocular ou evid&ecirc;ncia de c&iacute;lios    epilados; ou</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- opacifica&ccedil;&atilde;o corneana (CO), quando    a opacifica&ccedil;&atilde;o, facilmente vis&iacute;vel, atinge a &aacute;rea    pupilar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento preconizado consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o    de tetraciclina 1% pomada oft&aacute;lmica &#8211; fornecida pela SES/SP &#8211;    duas vezes ao dia, por 45 dias consecutivos, com retorno do paciente ap&oacute;s    esse per&iacute;odo para o primeiro controle de tratamento. A cada 45 dias,    novos retornos foram realizados para controle de cura, em total de tr&ecirc;s.    Se, durante esse per&iacute;odo, n&atilde;o houve intercorr&ecirc;ncia de tracoma    inflamat&oacute;rio (TF-TI), nem cicatrizes conjuntivais (TS), o paciente recebeu    alta &#8211; curado, sem cicatriz. Quando apresentou cicatrizes, recebeu alta    &#8211; curado, com cicatriz &#8211; e orienta&ccedil;&atilde;o para retornar    uma vez ao ano, para controle.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Refor&ccedil;aram-se as seguintes medidas de    preven&ccedil;&atilde;o: lavar o rosto sempre que lavar as m&atilde;os; separar    e manter a higiene de objetos de uso pessoal; utilizar toalhas descart&aacute;veis    na escola; e tomar os devidos cuidados para diminuir a popula&ccedil;&atilde;o    de moscas e mosquitos (cuidados com lixo, resto de comida, entre outros). A    taxa de detec&ccedil;&atilde;o na institui&ccedil;&atilde;o foi calculada pelo    n&uacute;mero de casos positivos em rela&ccedil;&atilde;o ao total de examinados    multiplicado por cem, no per&iacute;odo de 1<sup>o</sup> de janeiro a 31 de    dezembro de cada ano.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores ressaltam que essa atividade constitui    rotina da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, em que &eacute; sempre solicitada    a autoriza&ccedil;&atilde;o dos pais para a realiza&ccedil;&atilde;o dos exames    dos escolares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram examinadas 7.751 pessoas, entre alunos,    professores, funcion&aacute;rios e comunicantes de casos positivos de tracoma    no per&iacute;odo de 1993 a 1997. Todos os comunicantes do caso-&iacute;ndice    foram examinados, n&atilde;o tendo sido encontrado qualquer caso positivo de    tracoma.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta os casos    notificados, os examinados e a taxa de detec&ccedil;&atilde;o observada na escola    de primeiro grau, segundo presen&ccedil;a de inflama&ccedil;&atilde;o ocular    de origem tracomatosa e anos de ocorr&ecirc;ncia. As taxas de detec&ccedil;&atilde;o    indicam decl&iacute;nio no decorrer dos cinco anos estudados, a partir de interven&ccedil;&atilde;o    na escola com a&ccedil;&otilde;es educativas, ano ap&oacute;s ano, e institui&ccedil;&atilde;o    do tratamento preconizado. Essas taxas foram, proporcionais, inversamente, ao    n&uacute;mero de pessoas examinadas durante o per&iacute;odo de 1993 a 1997;    assim, quanto maior o n&uacute;mero de examinados, menor o n&uacute;mero de    casos cl&iacute;nicos detectados.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a08t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de tracoma,    95,4% (125) dos casos diagnosticados eram do tipo folicular (TF), 3,8% (5) do    tipo cicatricial (TS) e 0,8% (1) do tipo intenso (TI).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o dos casos segundo    o sexo foi de 41,2% (54) para o sexo masculino e de 58,8% (77) para o feminino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual dos casos de tracoma folicular foi    menor nos grupos et&aacute;rios extremos, de 1 a 4 anos (1,6%) e de 50 anos    ou mais (0,8%); a maioria desses casos concentrou-se nas faixas et&aacute;rias    de 5 a 9 e de 10 a 14 anos, totalizando mais de 80% dos casos investigados (<a href="#fig1">Figura    1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a08f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os casos de tracoma cicatricial (TS) ocorreram    de acordo com a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o proporcional por faixa et&aacute;ria:    60,0% (3) de casos de 20 a 49 anos; 20,0% (1) de 15 a 19 anos; e 20,0% (1) acima    dos 50 anos. O &uacute;nico caso de tracoma intenso (TI) foi de uma crian&ccedil;a    com idade entre 5 e 9 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas,    presentes em 73,6% dos casos, foram as seguintes mais freq&uuml;entes: prurido    (44,3%); lacrimejamento (30,5%); hiperemia (28,2%); ardor (23,7%); sensa&ccedil;&atilde;o    de corpo estranho (17,6%); e fotofobia (11,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se que 98,5% (129) dos casos n&atilde;o    apresentaram associa&ccedil;&otilde;es com conjuntivites; e que a taxa de alta    &#8211; curado &#8211; foi de 84,0% para o per&iacute;odo em estudo. Em rela&ccedil;&atilde;o    aos comunicantes, 47,6% (291) foram examinados e 27 casos de tracoma (9,3%)    foram diagnosticados. Os autores ressaltam que, no ano de 1997, todos os comunicantes    foram examinados e nenhum caso foi detectado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tipo de contato predominante com casos semelhantes    foi em creche/escola, para 89,3% (117) dos casos. Somente para 9,2% (12) dos    casos, o contato foi domiciliar; para 1,5% (2), n&atilde;o havia essa informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao abastecimento de &aacute;gua, verificou-se    que, em 98,5% (129) dos domic&iacute;lios onde ocorreram os casos, a &aacute;gua    era fornecida pela rede p&uacute;blica &#8211; menos de 2% do abastecimento    dependia de outras fontes, portanto. Sobre esgotamento sanit&aacute;rio, 53,9%    (69) dos domic&iacute;lios encontravam-se conectados &agrave; rede p&uacute;blica    e 46,1% (59) n&atilde;o, conforme demonstra a <a href="#fig2">Figura 2</a>.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a08f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O impacto da doen&ccedil;a foi brando nessa escola.    Detectou-se apenas um caso de TI em 1994 e n&atilde;o foram encontrados casos    de TT e CO, al&eacute;m de haver pouca associa&ccedil;&atilde;o com conjuntivite,    fatores agravantes do progn&oacute;stico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se a aus&ecirc;ncia de predomin&acirc;ncia    significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, em concord&acirc;ncia com outros    trabalhos nacionais.<sup>14-16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os casos de tracoma folicular ocorreram, com    maior freq&uuml;&ecirc;ncia, na faixa et&aacute;ria de 5 a 14 anos, dados tamb&eacute;m    coincidentes com os da literatura em que crian&ccedil;as s&atilde;o apontadas    como o principal reservat&oacute;rio para a transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a.<sup>16</sup>    No tocante ao tracoma cicatricial (TS), vale ressaltar que quatro desses casos    eram migrantes dos Estados da Bahia, do Cear&aacute;, de Minas Gerais e de S&atilde;o    Paulo (interior deste Estado); apenas para um caso, n&atilde;o foi poss&iacute;vel    identificar a proced&ecirc;ncia. Esses fatos sugerem que o tracoma seja um acontecimento    recente na regi&atilde;o, haja vista a observ&acirc;ncia de maior freq&uuml;&ecirc;ncia    de tracoma folicular e de casos de TS em indiv&iacute;duos n&atilde;o origin&aacute;rios    da &aacute;rea da ARS 9.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Grande parte dos casos apresentou algum tipo    de sintoma, o mais freq&uuml;ente o prurido, resultado semelhante ao obtido    em estudo realizado no povoado de Po&ccedil;o Redondo, Estado da Bahia.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A escola agrega a faixa et&aacute;ria mais acometida    pelo tracoma que apresenta, como principal modo de transmiss&atilde;o, o contato    direto m&atilde;o-olho-m&atilde;o. A ocorr&ecirc;ncia de casos, a aus&ecirc;ncia    de detec&ccedil;&atilde;o em alguns domic&iacute;lios e a refer&ecirc;ncia de    contato com casos semelhantes na escola s&atilde;o evid&ecirc;ncias que indicam    a institui&ccedil;&atilde;o como local facilitador da dissemina&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a. A lavagem das m&atilde;os e do rosto com freq&uuml;&ecirc;ncia,    fator importante na preven&ccedil;&atilde;o, faz com que se quebre a cadeia    de transmiss&atilde;o da <i>Chlamydia trachomatis</i>. A escola &eacute; abastecida    de &aacute;gua &#8211; pot&aacute;vel e de boa qualidade &#8211; pela rede p&uacute;blica,    al&eacute;m de dispor de esgoto sanit&aacute;rio. O n&uacute;mero de torneiras    dispon&iacute;veis para lavar as m&atilde;os no per&iacute;odo de recrea&ccedil;&atilde;o,    entretanto, pode n&atilde;o ser suficiente; se todos os alunos saem para o recreio    ao mesmo tempo, seu acesso &agrave; &aacute;gua &eacute; dificultado. Trabalho    desenvolvido no Munic&iacute;pio de Bebedouro, Estado de S&atilde;o Paulo, demonstrou    que existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre ocorr&ecirc;ncia de tracoma e acesso    a &aacute;gua; observou-se que, nas casas que contavam com &aacute;gua em seu    interior, o n&uacute;mero de casos detectados era menor, comparativamente &agrave;quelas    cuja fonte de &aacute;gua era externa.<sup>19</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As atividades de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    do tracoma realizadas, continuamente, nessa escola, em especial as atividades    de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para a preven&ccedil;&atilde;o e o    tratamento da doen&ccedil;a, e a interven&ccedil;&atilde;o medicamentosa, promoveram    uma redu&ccedil;&atilde;o quantitativa do agente etiol&oacute;gico circulante    e, conseq&uuml;entemente, elevada taxa de cura e queda na taxa de detec&ccedil;&atilde;o    para menos de 1%. O sincronismo dessas a&ccedil;&otilde;es permitiu que se controlasse    a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para prevenir o aparecimento de novos casos,    os autores sugerem &agrave; escola a instala&ccedil;&atilde;o de mais torneiras    no p&aacute;tio e/ou a programa&ccedil;&atilde;o da recrea&ccedil;&atilde;o    dos estudantes em per&iacute;odos escalonados &#8211; algumas classes de cada    vez &#8211;, al&eacute;m de manter as atividades de educa&ccedil;&atilde;o em    sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados desse trabalho demonstram que a    simples oferta de &aacute;gua n&atilde;o deve ser o foco principal das a&ccedil;&otilde;es    dirigidas para o controle da doen&ccedil;a; &eacute; primordial, igualmente,    a inclus&atilde;o de h&aacute;bitos de higiene no cotidiano das pessoas, especialmente    nas &aacute;reas de limitada inclus&atilde;o social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo deste estudo, o t&oacute;pico    Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de n&atilde;o constava da grade curricular.    Trabalho nesse sentido foi iniciado na d&eacute;cada de 70, com o Programa de    Oftalmologia Sanit&aacute;ria Escolar para as escolas sob administra&ccedil;&atilde;o    do Estado de S&atilde;o Paulo. Reunido em um manual educativo, o Programa, entretanto,    n&atilde;o abrangeu as escolas municipais.<sup>20</sup> No final de 1997, a    Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Fundamental do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o    e Cultura lan&ccedil;ou o Programa Curricular Nacional (PCN), para subsidiar    as escolas estaduais e municipais na elabora&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do    curricular.<sup>21</sup> O assunto foi contemplado em temas transversais, entre    eles a Sa&uacute;de, o que n&atilde;o significou a cria&ccedil;&atilde;o de    novas &aacute;reas ou disciplinas e sim temas que permeariam as disciplinas    convencionais, todavia n&atilde;o obrigat&oacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; fundamental, portanto, a conscientiza&ccedil;&atilde;o    dos professores sobre a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    nas salas de aula, cujo desenvolvimento dar-se-ia em duas etapas: a primeira,    fixa, abordaria no&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de higiene e manuten&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de; e a segunda, vari&aacute;vel, enfocaria doen&ccedil;as que    afetassem a regi&atilde;o em determinado momento &#8211; por exemplo, tracoma    e/ou sarampo e/ou leptospirose e/ou hepatite e/ou dengue, entre outras. A efetiva&ccedil;&atilde;o    desse processo dependeria, outrossim, da cria&ccedil;&atilde;o de um sistema    de parceria entre as &aacute;reas da Sa&uacute;de e da Educa&ccedil;&atilde;o    que dinamizasse o impacto dos conhecimentos transmitidos &agrave;s crian&ccedil;as    para preven&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as; elas, na    id&eacute;ia proposta por estes autores, levariam o conhecimento aprendido para    dentro dos seus lares, ampliando a difus&atilde;o de novos conceitos e h&aacute;bitos    para a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de na sua fam&iacute;lia e comunidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud. Estrategias    para la prevenci&oacute;n de la ceguera en los programas nacionales: un enfoque    desde el punto de vista de la atenci&oacute;n primaria de salud. 2<sup>a</sup>    ed. Ginebra: OMS; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Dawson CR, Jones BR, Tarizzo ML. Guide to    trachoma control in programmes for the prevention of blindness. Geneve: World    Health Organization; 1981.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Resnikoff S, Pascolini D, Etya'ale D, Kocur    I, Pararajasegaram R, Pokharel G, Mariotti S. Global data on visual impairment    the year 2002. Bulletin of the World Health Organization 2004;8:811-890.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Taylor HR, Velasco FM, Sommer A. The Ecology    of trachoma: an epidemiological study, in Southern Mexico. Bulletin of the World    Health Organization 1985;63:559-567.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Freitas CA. Preval&ecirc;ncia de tracoma no    Brasil. Revista Brasileira de Malariologia e Doen&ccedil;as Tropicais 1976;28:227-380.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Manual de controle do tracoma. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de;    2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Campos CEG. Preval&ecirc;ncia de tracoma entre    pr&eacute;-escolares e escolares, moradores em favelas do bairro da Freguesia    do &Oacute;, regi&atilde;o norte do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo &#8211;    Estado de S&atilde;o Paulo &#91;tese de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo (SP):    Escola Paulista de Medicina; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo. Resolu&ccedil;&atilde;o S.S. 60/92 de 17/02/92, alterada. Di&aacute;rio    Oficial do Estado 104(162), p.21, 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo. Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Dados do Sistema de    Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica do Tracoma. S&atilde;o Paulo: Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Sposati A. Mapa da exclus&atilde;o/inclus&atilde;o    social da cidade de S&atilde;o Paulo/2000. Din&acirc;mica social dos anos 90    &#91;monografia em CD-ROM&#93;.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Programa para a preven&ccedil;&atilde;o da cegueira. Procedimentos para o controle    do Tracoma em n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria da sa&uacute;de.    OMS/PBL/93.33. Genebra: OMS; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Thylefors B, et al. A Simple system for the    assessment of trachoma and its complications. Bulletin of the World Health Organization    1987;65:477-483.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo. Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Manual de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica do tracoma: normas e instru&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o    Paulo: Centro de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Luna EJA, Medina NH, Oliveira MB. Vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica do tracoma no Estado de S&atilde;o Paulo. Arquivos Brasileiros    de Oftalmologia 1987;50(2):70-79.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Medina NH, Gentil RM, Oliveira MB, Sartori    MF, Cabral JH, Vasconcelos MS, Barros OM. Investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    do tracoma em pr&eacute;-escolares e escolares nos Munic&iacute;pios de Franco    da Rocha e Francisco Morato. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia 1994;57(3):154-158.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. N&oacute;brega MJ, Bonono PPO, Scarpi MJ,    Guidugli T, Campos CEG, Juliano Y, Novo NF. Preval&ecirc;ncia de tracoma em    crian&ccedil;as pr&eacute;-escolares e escolares da periferia da cidade de Joinville,    Estado de Santa Catarina, Brasil. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia 1993;56:13-17.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Medina NH, Massaini MG, Azevedo CLB, Harima    C, Prado M, Maluf S, Marcucci M, Caligaris LSA, Morimoto WTM. Vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica do tracoma em institui&ccedil;&atilde;o de ensino na cidade    de S&atilde;o Paulo, SP. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32(1):59-63.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Scarpi MJ, Gentil R. Sinais e sintomas do    tracoma em povoado do Estado da Bahia &#8211; Brasil. Arquivos Brasileiros de    Oftalmologia 1990;53(6): 276-278.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Luna EJA, Medina NH, Oliveira MB, Barros    OM, Vranjck A, Melles HHB, West S, Taylor HR. Epidemiology of trachoma in Bebedouro,    State of S&atilde;o Paulo, Brazil: prevalence and risk factors. International    Journal of Epidemiology 1992;21:169-177.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Secretaria de Estado dos Neg&oacute;cios    da Educa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo. Oftalmologia sanit&aacute;ria    escolar &#8211; aspectos educativos. S&atilde;o Paulo: Secretaria de Estado    dos Neg&oacute;cios da Educa&ccedil;&atilde;o; 1974.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Fundamental. Par&acirc;metros curriculares    nacionais: apresenta&ccedil;&atilde;o dos temas transversais. Bras&iacute;lia:    MEC/SEF; 1997.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b><strong>:</strong>    <br>   Prefeitura da Cidade de S&atilde;o Paulo,    <br>   Secretaria Municipal da Sa&uacute;de,    <br>   Coordenadoria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Centro de Preven&ccedil;&atilde;o e Controle de Doen&ccedil;as,    <br>   Rua Santa Isabel, 181, 7<sup>o</sup> Andar,    <br>   Vila Buarque, S&atilde;o Paulo-SP.    <br>   CEP: 01221-010    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:nchinen@prefeitura.sp.gov.br">nchinen@prefeitura.sp.gov.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organización Mundial de la Salud</collab>
<source><![CDATA[Estrategias para la prevención de la ceguera en los programas nacionales: un enfoque desde el punto de vista de la atención primaria de salud]]></source>
<year>1997</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Ginebra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OMS]]></publisher-name>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
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<source><![CDATA[Guide to trachoma control in programmes for the prevention of blindness]]></source>
<year>1981</year>
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<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
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