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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742006000400006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Economia em saúde com foco em saúde bucal: revisão de literatura]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Economy on health in focus on oral health: literature review]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to revise literature about types and quality of economic analyses about services and programs of oral health. The authors adopted a criterion of exclusion in two levels: the first one to evaluate the relevance, and the second to evaluate the quality of the studies. The search strategy was the web media, without limit of dates, to surround the full subject of Economy on Health, focusing on oral health. After 538 articles analyzed, only 28 were considered relevant, from which six had been enclosed in the revision: five dealt with preventive programs, and one with services. A major part of the economic analysis was occupied on cost-effectiveness, in predominant perspective to oral health services. It was not possible a safe conclusion about preventive programs nor about the services (lacks methodology quality in the evaluated studies).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO DE    REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Economia em sa&uacute;de com foco em sa&uacute;de    bucal: revis&atilde;o de literatura</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Economy on health in focus on oral health:    literature review</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Christiane Alves Ferreira<sup>I</sup>; Carlos    Alfredo Loureiro<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestranda em Sa&uacute;de Coletiva,    Centro de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Odontologia S&atilde;o    Leopoldo Mandic, Campinas-SP    <br><sup>II</sup>Professor do Curso de Mestrado    em Sa&uacute;de Coletiva, Centro de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o, Faculdade    de Odontologia S&atilde;o Leopoldo Mandic, Campinas-SP</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O artigo objetiva revisar, criticamente, a literatura    dos tipos e a qualidade das an&aacute;lises econ&ocirc;micas realizadas em servi&ccedil;os    e programas de sa&uacute;de bucal. Os autores adotaram um crit&eacute;rio de    exclus&atilde;o dividido em dois est&aacute;gios: o primeiro, para avaliar a    relev&acirc;ncia dos estudos; e o segundo, para avaliar sua qualidade. A estrat&eacute;gia    de busca foi pela rede eletr&ocirc;nica, sem limite de datas, de forma a cercar    o assunto Economia em Sa&uacute;de com foco em sa&uacute;de bucal. Dos 538 artigos    recuperados, somente 28 foram considerados relevantes. Destes, apenas seis foram    inclu&iacute;dos na revis&atilde;o: cinco dissertavam sobre programas preventivos;    e um, sobre servi&ccedil;os. As an&aacute;lises econ&ocirc;micas eram, em sua    maioria, an&aacute;lises de custo-efetividade, sob a perspectiva predominante    do servi&ccedil;o. N&atilde;o foi poss&iacute;vel chegar a uma conclus&atilde;o    segura sobre os programas preventivos, nem sobre os servi&ccedil;os, pois falta    qualidade metodol&oacute;gica aos estudos avaliados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> custos; economia; sa&uacute;de    bucal.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study aims to revise literature about types    and quality of economic analyses about services and programs of oral health.    The authors adopted a criterion of exclusion in two levels: the first one to    evaluate the relevance, and the second to evaluate the quality of the studies.    The search strategy was the web media, without limit of dates, to surround the    full subject of Economy on Health, focusing on oral health. After 538 articles    analyzed, only 28 were considered relevant, from which six had been enclosed    in the revision: five dealt with preventive programs, and one with services.    A major part of the economic analysis was occupied on cost-effectiveness, in    predominant perspective to oral health services. It was not possible a safe    conclusion about preventive programs nor about the services (lacks methodology    quality in the evaluated studies).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> costs; economics; oral health.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em sa&uacute;de, n&atilde;o fosse a presen&ccedil;a    de uma tens&atilde;o natural e constante entre o que o servi&ccedil;o p&uacute;blico    pode oferecer e o que o p&uacute;blico espera dele, n&atilde;o haveria essa    lacuna e todas as a&ccedil;&otilde;es demandadas poderiam ser ofertadas, sem    necessidade de restringir e racionalizar as interven&ccedil;&otilde;es, nem    de considerar as quest&otilde;es relativas &agrave; efici&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os.    Os or&ccedil;amentos, entretanto, s&atilde;o limitados e, quando se opta por    uma atividade, &eacute; negado o uso desse recurso em outra (custo-oportunidade).    Assim, instala-se uma competi&ccedil;&atilde;o com outras &aacute;reas (constru&ccedil;&atilde;o    de obras, educa&ccedil;&atilde;o, meio ambiente, cultura, etc.) e &eacute; dif&iacute;cil    determinar qual &aacute;rea deve ser sacrificada. &Eacute; necess&aacute;rio,    portanto, conhecer os benef&iacute;cios e os custos de atividades e programas    para que as escolhas sejam racionais, em prol do conjunto da sociedade.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Drumond e colaboradores,<sup>4</sup>    h&aacute; distin&ccedil;&atilde;o entre uma simples an&aacute;lise de custos    e uma verdadeira avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica. Enquanto a an&aacute;lise    de custos avalia apenas os custos de um procedimento ou programa, a avalia&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica realiza an&aacute;lises comparativas de a&ccedil;&otilde;es    alternativas quanto a custos e conseq&uuml;&ecirc;ncias. O principal objetivo    &eacute; identificar, quantificar e comparar os custos e as alternativas consideradas.    As avalia&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas podem ser parciais, se examinam    apenas custos ou apenas resultados, e totais ou completas, se t&ecirc;m por    objeto custos e resultados; ademais, utilizam-se modalidades de enfoque como    custo-efetividade, custo-utilidade, custo-benef&iacute;cio e custo-minimiza&ccedil;&atilde;o.    Na an&aacute;lise de custo-efetividade, os benef&iacute;cios s&atilde;o expressos    em temos n&atilde;o monet&aacute;rios relacionados com os efeitos da sa&uacute;de,    tais como anos de vida ganhos ou dias livres de sintomas, ou dentes livres de    c&aacute;rie, e comparam-se os efeitos positivos e negativos de duas ou mais    op&ccedil;&otilde;es de um mesmo programa. Na an&aacute;lise de custo-utilidade,    os efeitos s&atilde;o expressos em qualidade de vida ajustada por ano e permitem    compara&ccedil;&atilde;o de diferentes interven&ccedil;&otilde;es. Na an&aacute;lise    de custo-benef&iacute;cio, os efeitos s&atilde;o expressos em termos monet&aacute;rios.    A an&aacute;lise de custo-minimiza&ccedil;&atilde;o compara os custos de procedimentos    ou programas para alcan&ccedil;ar um objetivo determinado, cujas conseq&uuml;&ecirc;ncias    sup&otilde;em-se equivalentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante destacar que, antes de se    implantar um projeto financiado com recursos p&uacute;blicos, &eacute; imprescind&iacute;vel    realizar an&aacute;lises econ&ocirc;micas. De acordo com Iglesias e colaboradores,<sup>5</sup>    na Am&eacute;rica Latina, em Portugal, na Espanha e no Reino Unido, as tomadas    de decis&atilde;o nos sistemas de sa&uacute;de como um todo n&atilde;o s&atilde;o    fundamentadas em an&aacute;lises e avalia&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas    mas baseadas, primeiramente, na aloca&ccedil;&atilde;o de recursos segundo crit&eacute;rios    pol&iacute;ticos, registros hist&oacute;ricos, &aacute;reas geogr&aacute;ficas    e grupos espec&iacute;ficos de pacientes e de doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, &eacute; muito reduzido o n&uacute;mero    de estudos em economia da sa&uacute;de e a literatura cient&iacute;fica &eacute;    ainda mais restrita a respeito de an&aacute;lises de custos de servi&ccedil;os    p&uacute;blicos em sa&uacute;de bucal. Este trabalho pretende realizar uma revis&atilde;o    cr&iacute;tica da literatura sobre a qualidade e a perspectiva das an&aacute;lises    econ&ocirc;micas realizadas na &aacute;rea de sa&uacute;de bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para realizar esta revis&atilde;o da literatura,    utilizou-se um m&eacute;todo com crit&eacute;rio de exclus&atilde;o em dois    est&aacute;gios. No primeiro est&aacute;gio, avaliou-se apenas a relev&acirc;ncia    dos estudos publicados, processo em que o total de estudos recuperados nos bancos    de dados foi classificado de acordo com o seguinte crit&eacute;rio: relevantes,    para estudos que avaliaram dados relativos a custos ou an&aacute;lises econ&ocirc;micas    em sa&uacute;de bucal; e irrelevantes, para estudos que trataram do assunto    mas n&atilde;o analisaram dados sobre custos ou n&atilde;o apresentaram an&aacute;lise    econ&ocirc;mica. Para o segundo est&aacute;gio, os estudos irrelevantes foram    descartados; sobre o subconjunto de estudos relevantes, aplicou-se uma lista    de checagem sugerida por Drummond e colaboradores,<sup>4</sup> para aprecia&ccedil;&atilde;o    da qualidade das avalia&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, caracterizada pela    ado&ccedil;&atilde;o dos seguintes crit&eacute;rios:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) Os objetivos da an&aacute;lise econ&ocirc;mica    foram adequadamente esclarecidos?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">b) Foi oferecida uma descri&ccedil;&atilde;o    abrangente das alternativas concorrentes?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">c) Foi estabelecida a efetividade do programa    ou servi&ccedil;o?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">d) Foram identificados todos os custos e conseq&uuml;&ecirc;ncias    importantes e relevantes de cada alternativa?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">e) Custos e conseq&uuml;&ecirc;ncias foram mensurados    adequadamente e em unidades apropriadas (exemplos: horas de enfermaria, n&uacute;mero    de consultas cl&iacute;nicas, dias de trabalho perdidos, anos de vida ganhos)?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">f) Foram avaliados custos e conseq&uuml;&ecirc;ncias    com credibilidade?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">g) Custos e conseq&uuml;&ecirc;ncias foram ajustados    para diferentes per&iacute;odos de tempo?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">h) Foi realizada uma an&aacute;lise incremental    (adicional)?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">i) Foi realizada uma an&aacute;lise de sensibilidade?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">j) A apresenta&ccedil;&atilde;o e a discuss&atilde;o    dos resultados do estudo inclu&iacute;ram todos os assuntos concernentes aos    usu&aacute;rios?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade sobre    o subconjunto de estudos relevantes resultou em tr&ecirc;s grupos de artigos,    de acordo com a seguinte classifica&ccedil;&atilde;o: qualidade alta (<b>A</b>),    quando respondia positivamente a pelo menos oito das quest&otilde;es acima descritas;    qualidade m&eacute;dia (<b>B</b>), quando respondia a pelo menos seis dessas    quest&otilde;es; e qualidade baixa (<b>C</b>), quando respondia a menos de seis    quest&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A estrat&eacute;gia de busca foi de tipo eletr&ocirc;nica,    sem limite de datas, de forma a cercar todo o assunto Economia em Sa&uacute;de    com foco em sa&uacute;de bucal, nos bancos de dados da Biblioteca Virtual em    Sa&uacute;de &#91;(BVS)/Centro Latino-Americano e do Caribe de Informa&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (BIREME)&#93;, PubMed/Medline (um servi&ccedil;o    da Biblioteca Nacional de Medicina &#8211;National Library of Medicine &#8211;    dos Estados Unidos da Am&eacute;rica) e EMBASE (um servi&ccedil;o eletr&ocirc;nico    da institui&ccedil;&atilde;o Elsevier, que oferece acesso &agrave;s bases de    dados EMBASE e Medline). Nessa pesquisa, utilizaram-se os seguintes unitermos,    no idioma portugu&ecirc;s: custos; custo-efetividade; custo-benef&iacute;cio;    odontologia. No idioma ingl&ecirc;s, foram utilizados os seguintes unitermos:    <i>cost; health; oral health; economic; evaluation; health care; programme;    cost-efficiency; cost-effectiveness; comparison of costs; efficiency; analysis;    cost-utility analysis; dentistry; treatment; dental; e economy</i>. Tamb&eacute;m    realizou-se uma busca manual a partir de refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas    de artigos considerados relevantes. A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta    detalhes da pesquisa realizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;<img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a06t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> apresenta o conjunto    de artigos recuperados e o subconjunto de artigos avaliados como relevantes    e mostra que o total de artigos recuperados foi igual a 538, sendo 28 avaliados    como relevantes e inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o; e 510 classificados    como irrelevantes, por isso exclu&iacute;dos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;<img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a06t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> fornece detalhes    dos artigos classificados como relevantes, de acordo com ano de publica&ccedil;&atilde;o    &#8211; do mais antigo ao mais recente &#8211; e a qualidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a06t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab4">Tabela 4</a> apresenta os artigos    relevantes inclu&iacute;dos, considerados como de qualidade <b>A</b>, de acordo    com o tipo de an&aacute;lise econ&ocirc;mica e perspectiva da an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;<img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a06t4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A seguir, apresenta-se, detalhadamente e em ordem    cronol&oacute;gica, a revis&atilde;o de literatura propriamente dita dos artigos    que receberam classifica&ccedil;&atilde;o <b>A</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para avaliar o efeito de longo prazo do programa    preventivo de sa&uacute;de bucal, Peterson e Westerberg<sup>6</sup> realizaram    estudo na Su&eacute;cia com o intuito de responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) Que fatores explicam a varia&ccedil;&atilde;o    na incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie nas idades de 11 a 14 e de 11 a 17 anos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) Quais os benef&iacute;cios econ&ocirc;micos    do programa intensivo de aplica&ccedil;&atilde;o de verniz fluoretado (teste),    quando comparado com o programa-padr&atilde;o (controle)?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise econ&ocirc;mica baseou-se em    dados provenientes de um estudo prospectivo que contemplava 160 crian&ccedil;as    de 11 anos de idade, selecionadas aleatoriamente, para grupo-teste ou controle    &#8211; cada grupo com 80 participantes. O grupo-teste recebia um programa intensificado    de verniz fluoretado: tr&ecirc;s aplica&ccedil;&otilde;es de verniz de fl&uacute;or    ao ano, com intervalos de uma semana, durante tr&ecirc;s anos. O grupo-controle    (programa-padr&atilde;o) recebia verniz fluoretado duas vezes ao ano, durante    tr&ecirc;s anos. Ambos os grupos recebiam orienta&ccedil;&otilde;es de higiene    bucal e dieta e utilizavam pasta dental fluoretada, diariamente. Por&eacute;m,    essas recomendda&ccedil;&otilde;es eram descontinuadas aos 14 anos (ap&oacute;s    tr&ecirc;s anos); a partir da&iacute;, os participantes recebiam apenas preven&ccedil;&otilde;es    b&aacute;sicas combinadas com necessidades individuais de fl&uacute;or. Aos    17 anos, os participantes eram chamados novamente, para avalia&ccedil;&atilde;o    da condi&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, quando as mesmas rotinas preventivas    eram recordadas. Radiografias do tipo <i>bite-wing</i> eram tomadas no in&iacute;cio    e no final do estudo. A perda de participantes foi de 29% nos dois grupos. O    tipo de avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica realizada foi o de custo-benef&iacute;cio.    Como benef&iacute;cio, considerou-se o recurso financeiro economizado com a    restaura&ccedil;&atilde;o de dentes. Realizou-se uma estimativa do ben&eacute;fico    para dez anos e utilizou-se uma taxa anual de desconto de 5%. Os custos consistiram    em custo total extra, por intensifica&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o    do verniz sobre o programa preventivo-padr&atilde;o. As diferen&ccedil;as na    incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie entre os grupos foram estudadas utilizando-se    o teste T de Student. Para explicar a vari&acirc;ncia na incid&ecirc;ncia de    c&aacute;rie, realizou-se regress&atilde;o log&iacute;stica. Os resultados mostraram    que a incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie foi maior no grupo-controle, para todos    os tipos de les&otilde;es. O custo total foi de SEK$3.800 (SEK: Swedish Krona    ou coroa sueca, unidade monet&aacute;ria da Su&eacute;cia) e os benef&iacute;cios    totais foram de SEK$5.000 (pre&ccedil;o de 1983), um resultado positivo ao longo    de um per&iacute;odo de dez anos. A an&aacute;lise de regress&atilde;o mostrou    que, para explicar a varia&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie entre 11 e 14 anos,    a vari&aacute;vel que explicava o modelo era &quot;Preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie    aos 11 anos de idade&quot;; para a varia&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie entre    11 e 17 anos, as vari&aacute;veis &quot;Escolaridade do pai&quot; e &quot;Uso    de medidas preventivas com o fl&uacute;or&quot; foram melhor explicativas. A    diferen&ccedil;a foi significante, estatisticamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de testar e avaliar a efici&ecirc;ncia    dos cuidados dent&aacute;rios de crian&ccedil;as em cl&iacute;nicas p&uacute;blicas,    Hannerz e Westerberg <sup>18</sup> realizaram estudo na Su&eacute;cia com 80    adolescentes nascidos em 1975, acompanhados desde os 13 anos de idade. A cl&iacute;nica-teste    era composta por um cirurgi&atilde;o-dentista (CD) e cinco higienistas &#91;t&eacute;cnicos    em higiene dental (THD)&#93;; e por 39 crian&ccedil;as nascidas em 1975, regularmente    tratadas entre 1988 e 1993. A cl&iacute;nica-controle era composta por dois    cirurgi&otilde;es-dentistas, quatro auxiliares de consult&oacute;rio dent&aacute;rio    (ACD) e 41 crian&ccedil;as nascidas em 1975, regularmente tratadas entre 1988    e 1993. A avalia&ccedil;&atilde;o da efici&ecirc;ncia econ&ocirc;mica foi baseada    na an&aacute;lise de custo-benef&iacute;cio no n&iacute;vel cl&iacute;nico,    em que o custo foi definido como custos vari&aacute;veis totais por crian&ccedil;a,    anualmente, enquanto os benef&iacute;cios foram definidos como diferen&ccedil;as    no incremento de c&aacute;rie anual. O benef&iacute;cio para cada ano da incid&ecirc;ncia    de c&aacute;rie foi calculado em SEK$300. Todos os valores foram deflacionados    para 1993 e descontados para o dado inicial de 1988. Adotou-se uma taxa de desconto    anual de 6%. Efeitos intang&iacute;veis n&atilde;o foram inclu&iacute;dos. Diferen&ccedil;as    na incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie foram avaliadas utilizando-se o teste T    de Student e a fun&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie foi    estimada mediante regress&atilde;o log&iacute;stica. Os resultados mostraram    que houve diferen&ccedil;a, estatisticamente significante, com menores &iacute;ndices    de c&aacute;rie para o grupo-teste. As vari&aacute;veis independentes &quot;Preval&ecirc;ncia    de c&aacute;rie aos 13 anos&quot; e &quot;Cl&iacute;nica&quot; explicaram melhor    a incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie; &quot;Educa&ccedil;&atilde;o dos pais&quot;    e &quot;G&ecirc;nero&quot; n&atilde;o foram significantes. A an&aacute;lise    de custo-benef&iacute;cio mostrou que o custo por indiv&iacute;duo, no grupo-teste,    foi de SEK$369 e o benef&iacute;cio, de SEK$546, o que resultou em lucro de    SEK$177. S&atilde;o resultados favor&aacute;veis. Eles n&atilde;o s&oacute;    indicam que a divis&atilde;o do trabalho com menor n&uacute;mero de CD e maior    n&uacute;mero de THD &eacute; perfeitamente aplic&aacute;vel, como encorajam    outras investiga&ccedil;&otilde;es, com amostras maiores e estudos do tipo de    ensaios randomizados controlados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo de Morgan, Crowle e Wright <sup>19</sup>    avaliou o custo-efetividade de um programa escolar de preven&ccedil;&atilde;o    de c&aacute;rie dent&aacute;ria de tr&ecirc;s anos, baseado em aplica&ccedil;&atilde;o    de selantes e realiza&ccedil;&atilde;o de bochechos de fl&uacute;or, em duas    &aacute;reas de Vit&oacute;ria, Austr&aacute;lia, cujas &aacute;guas de abastecimento    n&atilde;o eram fluoretadas. A amostra, proveniente de cinco escolas, consistiu    em 256 crian&ccedil;as com altos n&iacute;veis de c&aacute;rie, no grupo-controle;    e em 256 crian&ccedil;as, tamb&eacute;m com altos n&iacute;veis de c&aacute;rie,    no grupo de interven&ccedil;&atilde;o. Este recebeu aplica&ccedil;&otilde;es    de selante, bochechos semanais e sess&otilde;es anuais de orienta&ccedil;&atilde;o    de higiene bucal, enquanto o grupo-controle recebeu somente orienta&ccedil;&otilde;es    de higiene bucal. Realizou-se a an&aacute;lise de sensibilidade e adotou-se    uma taxa de desconto de 5%. Os resultados mostraram que a diferen&ccedil;a no    &iacute;ndice CPOS (&iacute;ndice que soma as superf&iacute;cies cariadas, obturadas    e perdidas) entre os dois grupos foi de 1,22 em um per&iacute;odo de tr&ecirc;s    anos. A raz&atilde;o de custo incremental (RICE) economizou de US$7,00 a US$35,60    por superf&iacute;cie evitada. O programa tornou-se mais custo-efetivo a cada    ano sucessivo. Os autores conclu&iacute;ram que a introdu&ccedil;&atilde;o de    programas preventivos em &aacute;reas n&atilde;o fluoretadas podem representar    um eficiente uso dos recursos de uma comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de determinar o custo-benef&iacute;cio    de longo prazo de um programa p&uacute;blico de preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie,    Crowley, Campain e Morgan <sup>22</sup> realizaram avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica    de custo-benef&iacute;cio na Austr&aacute;lia, a partir de um estudo de interven&ccedil;&atilde;o    (programa preventivo) em adolescentes de 12 a 15 anos de idade, acompanhados    durante tr&ecirc;s anos, provenientes de cidades (Geelong e Ballarat) cujas    &aacute;guas de abastecimento n&atilde;o eram fluoretadas. Como benef&iacute;cio,    considerou-se o valor monet&aacute;rio de redu&ccedil;&atilde;o no custo do    tratamento a partir da interven&ccedil;&atilde;o de um tratamento dent&aacute;rio.    Benef&iacute;cios intang&iacute;veis n&atilde;o foram levados em conta. Os custos    consistiram em despesas de opera&ccedil;&atilde;o referentes ao programa preventivo    e &agrave; compra de equipamentos. Adotou-se uma taxa de desconto de 5% e realizou-se    a an&aacute;lise de sensibilidade. Os resultados mostraram que o custo estimado    anual para a operacionaliza&ccedil;&atilde;o do programa, em d&oacute;lar australiano    (A$1=US$0.63), foi de A$ 272.500,00, o que resulta em A$33,00 por crian&ccedil;a    &#8211; mesmo custo da triagem. Os custos de opera&ccedil;&atilde;o para dez    anos foram estimados em A$1,96 milh&otilde;es. A estimativa para o valor atual    de rede para dez anos variou entre A$1,43 milh&otilde;es (considerando 0% de    efetividade) e A$7.000,00 (considerando 60% de efetividade). Esses ganhos econ&ocirc;micos    traduzem uma taxa de custo-benef&iacute;cio que varia entre 1,0 e 1,7. Os autores    conclu&iacute;ram que o RICE melhorou a cada ano sucessivo, sob todos os aspectos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Visando a uma avalia&ccedil;&atilde;o de custo-efetividade,    Arrow <sup>20</sup> realizou uma an&aacute;lise de custo-minimiza&ccedil;&atilde;o    em programas para preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;ries oclusais, desenvolvidos    na Austr&aacute;lia. A an&aacute;lise baseou-se em estudo de interven&ccedil;&atilde;o    que testava a efetividade de um programa de aplica&ccedil;&atilde;o seletiva    de selante e aplica&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de fl&uacute;or para molares    permanentes rec&eacute;m-erupcionados. Criaram-se dois grupos: um grupo-controle    (n&atilde;o exposto), constitu&iacute;do por 197 crian&ccedil;as de seis anos    de idade que recebiam os cuidados de preven&ccedil;&atilde;o padronizados &#8211;    selante e fl&uacute;or em primeiros molares rec&eacute;m-erupcionados, al&eacute;m    de exames peri&oacute;dicos aos 12 e 24 meses &#8211;; e outro grupo (grupo-teste    ou exposto), de 207 participantes que recebiam os cuidados preventivos padronizados,    al&eacute;m de profilaxias e instru&ccedil;&otilde;es de higiene bucal em cada    visita. A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foi baseada no n&uacute;mero    de crian&ccedil;as tratadas. A an&aacute;lise de custo-minimiza&ccedil;&atilde;o    realizou-se na perspectiva do programa preventivo-padr&atilde;o. A efetividade    incremental (marginal) foi expressa como a diferen&ccedil;a no n&uacute;mero    de indiv&iacute;duos que n&atilde;o desenvolveram c&aacute;rie dent&aacute;ria    oclusal no primeiro molar permanente. A crian&ccedil;a com c&aacute;rie em um    ou mais dentes molares permanentes era classificada como caso. A incid&ecirc;ncia    em cada grupo foi calculada e a diferen&ccedil;a no risco foi utilizada para    representar o ganho marginal na efetividade do programa testado. Os custos do    programa foram estimados a partir dos custos de trabalho (sal&aacute;rios de    CD e ACD) e dos custos de material de consumo. Os custos do trabalho foram estimados    e convertidos em tempo gasto para realizar os procedimentos preventivos (em    minutos), multiplicados pelo &iacute;ndice salarial calculado em d&oacute;lar    australiano. Custos indiretos para pacientes e seus familiares e custos por    cabe&ccedil;a e de capital n&atilde;o foram inclu&iacute;dos na an&aacute;lise,    porque eram custos comuns aos dois grupos. O n&uacute;mero de visitas/ano por    pessoa para tratamento preventivo, entretanto, foi usado como uma estimativa    adicional de custos de um grupo sobre o outro. Os custos dos selantes foram    calculados para um dente e multiplicados pelo n&uacute;mero m&eacute;dio de    dentes tratados por indiv&iacute;duo; a partir da&iacute;, foi poss&iacute;vel    estimar o custo por pessoa. O custo da profilaxia e da aplica&ccedil;&atilde;o    do fl&uacute;or foi estimado e os custos administrados foram assumidos como    sendo realizados pelo ACD. Os custos foram deflacionados e descontados em 5%.    An&aacute;lise de sensibilidade foi conduzida para testar a sensibilidade dos    achados de taxa de desconto e custos de trabalho. Os resultados mostraram aus&ecirc;ncia    de diferen&ccedil;as significantes, estatisticamente, na ocorr&ecirc;ncia de    c&aacute;rie entre os grupos de teste e de controle. O programa de preven&ccedil;&atilde;o-teste    foi mais caro do que o padr&atilde;o; e o RICE, de A$40 por crian&ccedil;a/ano,    passados dois anos para o grupo-teste. Estimou-se que 25 pessoas deveriam ser    tratadas com o programa-teste, para que uma pessoa pudesse ser beneficiada pela    aus&ecirc;ncia de c&aacute;rie; por&eacute;m, esse efeito tendia a diminuir    com o tempo. Dessa forma, o programa-teste n&atilde;o deveria ser adotado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de comparar custos e conseq&uuml;&ecirc;ncias    dos programas de preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie em adolescentes de    alto risco na Su&eacute;cia, Oscarson e colaboradores <sup>30</sup> realizaram    uma an&aacute;lise de custo-efetividade utilizando-se de uma amostra de 3.373    crian&ccedil;as de 12 anos de idade provenientes de 26 cl&iacute;nicas odontol&oacute;gicas,    acompanhadas durante quatro anos (1995 a 1999). Inicialmente, as crian&ccedil;as    foram divididas em dois grupos: um grupo experimental de 1.165; e um grupo-controle    de 2.208. O grupo experimental foi subdividido, aleatoriamente, em quatro subgrupos:    Grupo A &#8211; recebia apenas instru&ccedil;&otilde;es sobre escova&ccedil;&atilde;o,    por carta, e pasta dental fluoretada; as instru&ccedil;&otilde;es eram repetidas    a cada exame, uma vez ao ano; Grupo B &#8211; recebia tabletes com fl&uacute;or    para execu&ccedil;&atilde;o de bochechos, em casa, e um reexame era feito uma    vez ao ano; Grupo C &#8211; recebia profilaxia e verniz com fl&uacute;or tr&ecirc;s    vezes por semana, com repeti&ccedil;&atilde;o a cada seis meses; e Grupo D &#8211;    recebia revis&atilde;o da higiene bucal, profilaxia e verniz de fl&uacute;or,    instru&ccedil;&otilde;es sobre higiene bucal e dieta, com repeti&ccedil;&atilde;o    e checagem dessas instru&ccedil;&otilde;es e reaplica&ccedil;&atilde;o do verniz    de fl&uacute;or a cada tr&ecirc;s meses. Para o grupo-controle, realizou-se    apenas exame anual. Um question&aacute;rio para avalia&ccedil;&atilde;o de custos    do paciente era respondido pelos pais das crian&ccedil;as a cada exame, em cada    programa. Foram levantados custos com a organiza&ccedil;&atilde;o e opera&ccedil;&atilde;o    do programa, custos para o paciente e sua fam&iacute;lia e custos gerados por    outros setores da Sa&uacute;de. Consideraram-se dois componentes de custo: custo    da quantidade de recursos utilizados, convertido em tempo (minutos); e custo    por unidade ou pre&ccedil;o, calculado a partir do custo de tempo de tratamento    para o CD, o THD e o ACD. Realizou-se an&aacute;lise de vari&acirc;ncia e an&aacute;lise    de sensibilidade e adotaram-se taxas de desconto de 3 e 5%. Os resultados do    estudo mostraram que 44% dos pacientes de alto risco tiveram entre nenhuma at&eacute;    duas novas les&otilde;es de c&aacute;rie em quatro anos. Quando a vari&aacute;vel    &quot;C&aacute;rie de esmalte&quot; foi inclu&iacute;da, 16% n&atilde;o apresentaram    c&aacute;rie. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; efetividade, o programa de    interven&ccedil;&atilde;o C foi o &uacute;nico que obteve um ganho significativo    no CPOS, embora a diferen&ccedil;a fosse pequena. A distribui&ccedil;&atilde;o    de c&aacute;rie inclinada sugere que poucas pessoas de alto risco poder-se-iam    beneficiar com diferentes abordagens preventivas. Em &aacute;reas com alto &iacute;ndice    de c&aacute;rie, programas preventivos tendiam a apresentar bom custo-efetividade.    Quanto aos custos dos programas, o estudo mostrou que o paciente e sua fam&iacute;lia    tiveram um alto impacto nos custos totais para crian&ccedil;as e adolescentes    jovens; contudo, diminu&iacute;am com o avan&ccedil;ar do tempo, na medida em    que o adolescente ficava mais velho. A RICE foi de SEK$2.043 ou US$240.00 por    superf&iacute;cie revertida, em que o tratamento representou SEK$1.337 (US$156.00),    utilizando unidade de custo para a ACD. Isso significa um custo anual de, aproximadamente,    SEK$334 ou US$40.00.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao avaliar os artigos recuperados, constata-se    que, na &aacute;rea da Odontologia, s&atilde;o realizados e publicados muito    poucos estudos de economia em sa&uacute;de, ainda que, nos &uacute;ltimos anos,    tenha aumentado o interesse sobre o assunto, especialmente quando se trata de    avalia&ccedil;&atilde;o de programas preventivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao tipo de an&aacute;lise econ&ocirc;mica,    a maioria dos estudos concentrava-se em custo-efetividade e custo-benef&iacute;cio,    ainda que se encontrassem an&aacute;lises de custo-utilidade e custo-minimiza&ccedil;&atilde;o.    Resultados semelhantes foram observados por Cunningham <sup>34</sup> em sua    revis&atilde;o. De acordo com o autor, at&eacute; o ano de 1999, a pesquisa    com as palavras Custo-efetividade e Odontologia recuperava 388 artigos entre    1971 e 1999; com as palavras Custo-benef&iacute;cio e Odontologia, 370 artigos    entre 1971 e 1999; com as palavras Custo-utilidade e Odontologia, apenas 18    artigos entre 1980 e 1998; e com as palavras Custo-minimiza&ccedil;&atilde;o    e Odontologia, nenhum artigo era encontrado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sob a &oacute;tica das an&aacute;lises econ&ocirc;micas,    entre os 28 artigos analisados, somente um <sup>30</sup> fora realizado sob    a perspectiva do paciente; todos os demais relataram an&aacute;lises a partir    do enfoque do servi&ccedil;o. A import&acirc;ncia dessa perspectiva &eacute;    de que a popula&ccedil;&atilde;o que acessa os servi&ccedil;os do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS), apesar de n&atilde;o pagar diretamente por eles, implica    custos intang&iacute;veis, os quais podem se tornar um peso para o paciente,    quando os tratamentos ou programas de preven&ccedil;&atilde;o propostos exigem    muito tempo ou requerem muitas e repetidas visitas at&eacute; sua consecu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que concerne &agrave; qualidade dos estudos,    dos 28 artigos avaliados como relevantes, apenas seis foram classificados como    de alta qualidade, <b>A.</b> Destes, cinco tratavam de programas preventivos    <sup>6,19,20,22,30</sup> e um de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>18</sup>    Analisando-os, especificamente aqueles de an&aacute;lise de custo de programas    preventivos, verificou-se a inexist&ecirc;ncia de consenso entre os autores.    Quatro estudos que realizaram an&aacute;lise de custo-efetividade ou de custo-benef&iacute;cio    indicaram poss&iacute;vel viabilidade econ&ocirc;mica dos programas preventivos    com utiliza&ccedil;&atilde;o do fl&uacute;or em &aacute;reas de alto risco de    c&aacute;rie,<sup>6,19,22,30</sup> enquanto um estudo de an&aacute;lise de custo-minimiza&ccedil;&atilde;o    <sup>20</sup> sugeriu que programa preventivo de fl&uacute;or acompanhado de    profilaxias e educa&ccedil;&atilde;o para sa&uacute;de era mais caro do que    programas preventivos com utiliza&ccedil;&atilde;o apenas de selante. Apesar    de esses estudos terem recebido a classifica&ccedil;&atilde;o <b>A</b>, por    responderem de forma positiva a pelo menos oito quest&otilde;es da lista de    checagem, n&atilde;o consideraram, em suas an&aacute;lises, custos de capital.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O custo de capital &eacute; imprescind&iacute;vel    nas an&aacute;lises econ&ocirc;micas porque, sendo um investimento importante,    deve representar a perda de oportunidade em investir os recursos em um outro    programa que poderia render benef&iacute;cios positivos (custo oportunidade).    Outro componente do custo de capital &eacute; sua deprecia&ccedil;&atilde;o    ao longo do tempo. A n&atilde;o-inclus&atilde;o desse custo subestima o custo    total, assim como as m&eacute;dias de custo obtidas, e fornece resultados n&atilde;o    v&aacute;lidos, especialmente para diferentes programas que implicam em grandes    diferen&ccedil;as quanto ao uso de edifica&ccedil;&otilde;es e equipamentos.    Para se dispor de uma an&aacute;lise v&aacute;lida, o custo de capital necessita    ser anuitizado e depreciado ao longo do tempo; caso contr&aacute;rio, o efeito    pode ser o de aumentar diferen&ccedil;as que n&atilde;o s&atilde;o reais.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos avaliados por esta revis&atilde;o,    portanto, n&atilde;o fornecem suporte quanto a valores econ&ocirc;micos para    programas de preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel    chegar a uma conclus&atilde;o segura. H&aacute; uma escassez de estudos bem    conduzidos, metodologicamente, nessa &aacute;rea. Este resultado concorda com    a revis&atilde;o conduzida por Kallestal e colaboradores,<sup>35</sup> que verificaram    n&atilde;o haver evid&ecirc;ncia de que programas preventivos apresentem bom    custo-efetividade. Cunningham <sup>34 </sup>tamb&eacute;m sugeriu que a maioria    dos estudos publicados, apesar de se concentrarem em an&aacute;lises de custos    de programas preventivos, careciam de qualidade nas avalia&ccedil;&otilde;es    econ&ocirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &uacute;nico artigo sobre servi&ccedil;os <sup>18</sup>    de qualidade avaliada <b>A</b> realizou an&aacute;lise de custo-benef&iacute;cio    e mostrou que cl&iacute;nicas odontol&oacute;gicas p&uacute;blicas, quando utilizam    maior n&uacute;mero de ACD e THD e menor n&uacute;mero de CD, s&atilde;o mais    eficientes; seus autores, entretanto, n&atilde;o consideraram o custo de capital    em sua an&aacute;lise e suas conclus&otilde;es devem ser consideradas com restri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Sobre os estudos de programas preventivos em    sa&uacute;de bucal avaliados por estes autores, n&atilde;o foi poss&iacute;vel    concluir que tais programas sejam custo-efetivos em fun&ccedil;&atilde;o da    qualidade, a desejar, dos artigos de an&aacute;lise recuperados. Quanto &agrave;    perspectiva dessas an&aacute;lises, a maioria delas concentra-se nos servi&ccedil;os.    J&aacute; sobre os estudos de an&aacute;lise de custo de servi&ccedil;os de    sa&uacute;de, n&atilde;o foi poss&iacute;vel responder a perguntas como &quot;Quanto    custa implantar um servi&ccedil;o?&quot; ou &quot;Qual o custo de manuten&ccedil;&atilde;o    de uma unidade de sa&uacute;de bucal?&quot;, tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o    da qualidade metodol&oacute;gica dos artigos recuperados; aqui, igualmente,    a perspectiva da an&aacute;lise concentrava-se nos servi&ccedil;os.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Donaldson C. Economic evaluation in dentistry:    an ethical imperative? Dental Update 1998;25(6):260-264. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Piola SF, Viana SM, organizador. Economia    da sa&uacute;de: conceitos e contribui&ccedil;&atilde;o para a gest&atilde;o    da Sa&uacute;de &#91;monografia na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: Ipea; 1995.    &#91;Acesso: 8 mar&ccedil;o 2006&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipea.gov.br/pub/livros/livro149.pdf">http://www.ipea.gov.br/pub/livros/livro149.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Silva MGC. Economia da Sa&uacute;de: da epidemiologia    &agrave; tomada de decis&atilde;o. In: Rouquayrol MZ, Almeida Filho N. Epidemiologia    e sa&uacute;de. 5<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Medsi; 1999. Cap. 18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Drummond MF, O'Brien BJ, Stoddart GI, et al.    Methods for the economic evaluation of health care programmes. 2nd ed. Oxford:    University Press; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Iglesias CP, Drummond MF, Rovira J, et al.    Health-care decision-making processes in Latin America: problems and prospects    for the use of economic evaluation. International Journal of Technology Assessment    Health Care 2005;21(1):1-14.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Peterson LG, Westerberg. Intensive fluoride    varnish program in Swedish adolescents: economic assessment of a 7-year follow-up    study on proximal caries incidence. Caries Research 1994;28:59-63.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Doherty N, Vivian SL. Costs of publicly financed    dental care for children in three different types of practice settings. Journal    of the Public Health Dentistry 1976 Winter;36(1):3-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Klock, B. Economic aspects of a caries preventive    program. Community Dentistry Oral Epidemiology 1980 Apr;8(2):97-102.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Doherty NJ, Brunelle JA, Miller AJ et al.    Costs of school-based mouthrinsing in 14 demonstration programs in USA. Community    Dentistry Oral Epidemiology 1984 Feb;12(1):35-38. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Doherty NJ, Crakes GM. Economic specification    of cost estimates in dental programs. Journal Dentistry Research 1985 Jun;64(6):922-924.    </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Rosa AGF, Cauduro Neto R. Custos em odontologia-An&aacute;lise    dos custos de um servi&ccedil;o odontol&oacute;gico do setor p&uacute;blico.    RGO 1985 jul-set 33(3):242-243. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Donaldson C, Forbes J, Smalls M et al. Preventive    dentistry in a health centre: effectiveness and cost. Social Science and Medicine    1986; 23(9):861-868. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Doherty NJ, Martie CW. Analysis of the costs    of school-based mouthrinsing programs. 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