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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise descritiva e de tendência de acidentes de transporte terrestre para políticas sociais no Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper analyzed land transport accident mortality in Brazil in 2003 and its trend from 1980 to 2003. Data from the National Mortality Information System (SIM) were used. Standardized mortality rates were used for the mortality trend analysis, based on the 2000 population in Brazil. There were 33,182 deaths in 2003 - 19 deaths per 100 thousand inhabitants. Pedestrian and motorcycle occupant deaths increased in the period, with the former decreasing after 1998, and the latter increasing mainly after 1995. There was also a differential mortality according to race/color and social condition - educational level. Black victims were more likely to present lower social condition and to die as pedestrians, whereas whites were more likely to present higher social condition and to die as vehicle occupants. The results reinforce the importance of surveillance of transport accidents for health promotion and prevention of these events.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>An&aacute;lise descritiva e de tend&ecirc;ncia    de acidentes de transporte terrestre para pol&iacute;ticas sociais no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Descriptive and trend analyses of land transport    accidents for public policies in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria de F&aacute;tima Marinho de Souza<sup>I</sup>;    Deborah Carvalho Malta<sup>II</sup>; Gleice Margarete de Souza Concei&ccedil;&atilde;o<sup>III</sup>;    Marta Maria Alves da Silva<sup>IV</sup>; Cynthia Gazal-Carvalho<sup>IV</sup>;    Otaliba Lib&acirc;nio de Morais Neto<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de    Informa&ccedil;&otilde;es e An&aacute;lise Epidemiol&oacute;gica, Departamento    de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF. Hospital    das Cl&iacute;nicas, Faculdade de Medicina, Universidade de S&atilde;o Paulo,    S&atilde;o Paulo-SP    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as    e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Departamento de An&aacute;lise de    Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF. Escola de Enfermagem,    Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Informa&ccedil;&otilde;es    e An&aacute;lise Epidemiol&oacute;gica, Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o    de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as    e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Departamento de An&aacute;lise de    Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>V</sup>Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o    de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF. Instituto de Patologia Tropical e Sa&uacute;de    P&uacute;blica, Universidade Federal de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia-GO</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo analisou a mortalidade por acidentes    de transporte terrestre no Brasil em 2003 e sua tend&ecirc;ncia de 1980 a 2003.    Utilizaram-se os &oacute;bitos por acidente de transporte terrestre captados    pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM). Para a an&aacute;lise    de tend&ecirc;ncia, adotaram-se taxas padronizadas, tendo, como refer&ecirc;ncia,    a popula&ccedil;&atilde;o brasileira no ano 2000. Houve 33.182 &oacute;bitos    em 2003 &#8211; 19 &oacute;bitos por 100 mil habitantes. Atropelamentos e acidentes    com motocicleta cresceram no per&iacute;odo estudado, com decl&iacute;nio dos    primeiros a partir de 1998 e crescimento dos &uacute;ltimos, principalmente,    a partir de 1995. Houve diferencial no risco de mortalidade segundo ra&ccedil;a/cor    e condi&ccedil;&atilde;o social &#8211; escolaridade. Indiv&iacute;duos pretos    associaram-se a pior condi&ccedil;&atilde;o social e mortes por atropelamento,    enquanto brancos, a melhor condi&ccedil;&atilde;o social e mortes como ocupantes    de ve&iacute;culo. Os resultados refor&ccedil;am a import&acirc;ncia da vigil&acirc;ncia    de acidentes de transporte no apoio a pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o desses eventos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> acidentes de transporte;    vigil&acirc;ncia; ra&ccedil;a; mortalidade.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">This paper analyzed land transport accident mortality    in Brazil in 2003 and its trend from 1980 to 2003. Data from the National Mortality    Information System (<i>SIM</i>) were used. Standardized mortality rates were    used for the mortality trend analysis, based on the 2000 population in Brazil.    There were 33,182 deaths in 2003 &#8211; 19 deaths per 100 thousand inhabitants.    Pedestrian and motorcycle occupant deaths increased in the period, with the    former decreasing after 1998, and the latter increasing mainly after 1995. There    was also a differential mortality according to race/color and social condition    &#8211; educational level. Black victims were more likely to present lower social    condition and to die as pedestrians, whereas whites were more likely to present    higher social condition and to die as vehicle occupants. The results reinforce    the importance of surveillance of transport accidents for health promotion and    prevention of these events.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> traffic accidents; surveillance;    race; mortality.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de (OMS), em todo o mundo, o n&uacute;mero de pessoas que morrem a    cada ano v&iacute;timas de acidentes de transporte terrestre &eacute; estimado    em cerca de 1,2 milh&otilde;es, enquanto o n&uacute;mero de pessoas acometidas    pela totalidade de acidentes &eacute; de, aproximadamente, 50 milh&otilde;es    ao ano. Essas causas s&atilde;o respons&aacute;veis por 12% do total de mortes    no planeta, sendo a terceira causa mais freq&uuml;ente na faixa et&aacute;ria    de um a 40 anos.<sup>1</sup> Entre as causas externas de mortalidade, 25% correspondem    aos acidentes de transporte.<sup>2</sup> As estimativas apontam tend&ecirc;ncia    crescente desses n&uacute;meros, que dever&atilde;o aumentar em 40% at&eacute;    2030, caso n&atilde;o sejam adotadas medidas preventivas efetivas.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar dos n&uacute;meros alarmantes, esses eventos    atraem menos a aten&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, comparados a outros, n&atilde;o    t&atilde;o usuais e que envolvem um menor n&uacute;mero de v&iacute;timas. Pedestres,    ciclistas e motociclistas s&atilde;o as v&iacute;timas mais vulner&aacute;veis    a esse tipo de acidente. As faixas et&aacute;rias mais acometidas compreendem    os adultos jovens e correspondem a mais de 50% das mortes entre 15 a 44 anos.    Entre crian&ccedil;as e adolescentes de 5 a 14 anos e jovens de 15 a 29 anos,    acidentes de transporte terrestre constituem a segunda causa de morte.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em pa&iacute;ses da &Aacute;frica, &Aacute;sia    e Am&eacute;rica Latina, a maioria das mortes por acidentes de transporte &eacute;    de pedestres, ciclistas, usu&aacute;rios de outros ve&iacute;culos de duas rodas    e usu&aacute;rios de &ocirc;nibus e peruas. Entre esses indiv&iacute;duos, os    mais acometidos pertencem a grupos de baixa renda.<sup>4,5</sup> No grupo dos pedestres,    os mais vulner&aacute;veis s&atilde;o as crian&ccedil;as e os idosos:<sup>1</sup> enquanto    as crian&ccedil;as t&ecirc;m menor percep&ccedil;&atilde;o de perigo, os idosos    apresentam menor mobilidade e agilidade, defici&ecirc;ncias auditivas e visuais    e redu&ccedil;&atilde;o dos reflexos.<SUP>6</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos econ&ocirc;micos, o custo das perdas    nos acidentes de transporte alcan&ccedil;a cerca de 1% do produto interno bruto    (PIB) em pa&iacute;ses de baixa renda; e 2% do PIB, em pa&iacute;ses de alta    renda.<SUP>7</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada    (Ipea), vinculado ao Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o    (MPOG), realizou estudo em aglomera&ccedil;&otilde;es urbanas no Brasil, que    estimou os custos por acidentes de transporte em, aproximadamente, R$5,3 bilh&otilde;es    de reais em 2001, o que equivale a 0,4% do PIB nacional.<SUP>8</SUP> Esse valor seria muito    maior caso fossem inclu&iacute;dos os custos com acidentes rodovi&aacute;rios.    Estudos estimativos de custos por acidentes de transporte em rodovias encontram-se    em andamento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em muitos pa&iacute;ses, acidentes de transporte    s&atilde;o tratados como <b>fatalidades</b>, quando, na maioria das vezes, s&atilde;o    o resultado da omiss&atilde;o de governos diante das condi&ccedil;&otilde;es    das vias p&uacute;blicas e estradas ou na fiscaliza&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos,    da imprud&ecirc;ncia e neglig&ecirc;ncia dos usu&aacute;rios &#8211; motoristas    e pedestres &#8211; em rela&ccedil;&atilde;o a leis e normas de seguran&ccedil;a.    Os acidentes e crimes de transporte n&atilde;o comovem a opini&atilde;o p&uacute;blica;    muitas vezes, tampouco os transgressores s&atilde;o punidos.<SUP>9</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O termo <b>acidentes</b> &eacute; pouco utilizado    na literatura internacional, pela possibilidade de m&aacute; interpreta&ccedil;&atilde;o    de algo inevit&aacute;vel, imprevis&iacute;vel ou que n&atilde;o seja pass&iacute;vel    de preven&ccedil;&atilde;o. Termos como <i>crash</i> e <i>injury</i> t&ecirc;m    sido utilizados em l&iacute;ngua inglesa, por n&atilde;o transmitirem essa conota&ccedil;&atilde;o.    No Brasil, trabalha-se com o conceito de <b>acidente de transporte</b> como    evento n&atilde;o intencional, por&eacute;m evit&aacute;vel, causador de les&otilde;es    f&iacute;sicas e emocionais. Esse conceito &eacute; importante por traduzir    a previsibilidade do evento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muitos s&atilde;o os fatores de risco associados    aos acidentes de transporte. Seu conhecimento possibilita interven&ccedil;&otilde;es    para a preven&ccedil;&atilde;o. Descrevem-se, entre alguns problemas estruturais    no Brasil, principalmente: a prec&aacute;ria conserva&ccedil;&atilde;o das estradas;    o longo tempo de uso da frota (mais de doze anos) e sua manuten&ccedil;&atilde;o    inadequada; e aqueles relacionados &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o da motocicleta    como instrumento de trabalho. Este &uacute;ltimo fator tem resultado em eleva&ccedil;&atilde;o    assustadora nas taxas de mortalidade entre seus usu&aacute;rios.<SUP>10</SUP> Estudo no    Hospital das Cl&iacute;nicas de S&atilde;o Paulo mostra que, entre os acidentados    de transporte atendidos na emerg&ecirc;ncia do hospital, 31% s&atilde;o v&iacute;timas    de acidentes de motocicleta.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre os fatores protetores para acidentes de    transporte, a literatura cita a legisla&ccedil;&atilde;o rigorosa relativa ao    uso de &aacute;lcool associado &agrave; dire&ccedil;&atilde;o veicular, o uso    dos testes de alcoolemia, o limite imposto &agrave; velocidade veicular,<sup>12</sup>    o uso de equipamentos de seguran&ccedil;a &#8211; como cintos, capacetes, cadeirinhas    de beb&ecirc;s, <i>airbags</i> &#8211;, e outros componentes de seguran&ccedil;a    veicular.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>A import&acirc;ncia da vigil&acirc;ncia de    acidentes de transporte na indu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pol&iacute;ticas sociais para a preven&ccedil;&atilde;o    de acidentes de transporte devem se apoiar em informa&ccedil;&otilde;es objetivas.    Os conhecimentos para a preven&ccedil;&atilde;o dos acidentes prov&ecirc;m de    diversas disciplinas: Medicina; Epidemiologia; Sociologia; Educa&ccedil;&atilde;o;    Economia; Engenharia; Criminologia; e outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Sa&uacute;de P&uacute;blica e a Epidemiologia    t&ecirc;m um papel importante nesse processo, seja no desenvolvimento de pesquisas    como na condu&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncias dos acidentes e viol&ecirc;ncias,    compreendendo a coleta e avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de dados    sobre magnitude, escopo, caracter&iacute;sticas e conseq&uuml;&ecirc;ncias dos    acidentes de transporte. Esses estudos buscam determinar as causas e os fatores    associados aos acidentes que sejam pass&iacute;veis de modifica&ccedil;&atilde;o    por meio de interven&ccedil;&otilde;es.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tornam-se importantes, igualmente, os estudos    de monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o dessas interven&ccedil;&otilde;es    &#8211; por exemplo, mediante a avalia&ccedil;&atilde;o de sua rela&ccedil;&atilde;o    custo-efetividade &#8211;, com poss&iacute;vel aprendizado e modifica&ccedil;&atilde;o    de pr&aacute;ticas. Tais estudos s&atilde;o importantes para a persuas&atilde;o    de gestores e respons&aacute;veis pela implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A vigil&acirc;ncia de acidentes e viol&ecirc;ncias    no Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), o    monitoramento e a vigil&acirc;ncia de acidentes e viol&ecirc;ncias &eacute;    responsabilidade da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as e Agravos    N&atilde;o Transmiss&iacute;veis (CGDANT), da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (SVS/MS), respons&aacute;vel pela an&aacute;lise das bases de    dados da &aacute;rea da Sa&uacute;de. A vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as e    agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis pressup&otilde;e o fluxo sistem&aacute;tico    de dados prim&aacute;rios e secund&aacute;rios. As principais fontes de dados    s&atilde;o os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em mortalidade e interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares e os inqu&eacute;ritos de sa&uacute;de peri&oacute;dicos e especiais.    Outra importante a&ccedil;&atilde;o consiste na dissemina&ccedil;&atilde;o de    informa&ccedil;&otilde;es e sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos gestores, t&eacute;cnicos    e conselheiros de sa&uacute;de (tomadores de decis&atilde;o) sobre a import&acirc;ncia    dos acidentes e viol&ecirc;ncias, para os quais &eacute; necess&aacute;rio o    desenvolvimento e fortalecimento de a&ccedil;&otilde;es integradas de preven&ccedil;&atilde;o    e controle desses eventos, como tamb&eacute;m de seus fatores de risco. Torna-se    importante, ademais, atuar de forma articulada e intersetorial, visando ao desencadeamento    de a&ccedil;&otilde;es em comunidades e grupos populacionais espec&iacute;ficos.    A vigil&acirc;ncia de acidentes viol&ecirc;ncias dever&aacute;, portanto, trabalhar    com a &aacute;rea da Sa&uacute;de, estabelecendo parcerias com setores da administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica &#8211; Educa&ccedil;&atilde;o, Meio Ambiente, Trabalho, Transporte,    Direitos Humanos e outros &#8211;, empresas e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    governamentais, com o objetivo de induzir mudan&ccedil;as sociais, econ&ocirc;micas    e ambientais que favore&ccedil;am a redu&ccedil;&atilde;o desses agravos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Brasil tem desenvolvido iniciativas importantes    em rela&ccedil;&atilde;o ao tema, como foi o C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito    Brasileiro (CTB), em 1998, um dos fatores respons&aacute;veis pela redu&ccedil;&atilde;o    nas taxas de mortalidade por acidentes de transporte no pa&iacute;s.<sup>13</sup> O CTB    &eacute; de responsabilidade do Minist&eacute;rio das Cidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2001, no lan&ccedil;amento da Pol&iacute;tica    Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias,    o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de investiu-se da promo&ccedil;&atilde;o de    a&ccedil;&otilde;es articuladas de responsabilidade de suas diversas &aacute;reas    e setores.<sup>14</sup> O Dia Mundial da Sa&uacute;de, em 2004, homenageou as v&iacute;timas    de acidentes de transporte trouxe esse tema relevante para o debate no interior    da institui&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de e de toda a sociedade. SVS/MS,    em 2003, financiou projetos de preven&ccedil;&atilde;o de acidentes de transporte    em cinco capitais, que repercutiram na realiza&ccedil;&atilde;o de importantes    trabalhos locais. O Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia    (Samu), um dos projetos priorit&aacute;rios do governo entre 2003 e 2005, implicou    grande investimento financeiro no atendimento pr&eacute;-hospitalar e na qualifica&ccedil;&atilde;o    do atendimento das emerg&ecirc;ncias hospitalares. Somadas, essas iniciativas    s&atilde;o fundamentais para a efetividade da resposta &agrave;s v&iacute;timas    de acidentes e viol&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem como objetivo analisar    os dados de acidentes de transporte terrestre a partir de informa&ccedil;&otilde;es    provenientes do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM),    sob co-gest&atilde;o da SVS/MS e do Departamento de Inform&aacute;tica do SUS    (Datasus/MS), com vistas a subsidiar o planejamento e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    na &aacute;rea.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram obtidas informa&ccedil;&otilde;es do SIM    sobre todos os &oacute;bitos cuja causa b&aacute;sica tenha sido &#8220;acidente    de transporte terrestre&#8221;, ocorridos no Brasil no per&iacute;odo de 2000    a 2003, incluindo local de resid&ecirc;ncia, idade, sexo, ra&ccedil;a/cor e    escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os acidentes de transporte terrestre s&atilde;o    apresentados pela Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional    de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; D&eacute;cima    Revis&atilde;o (CID-10, 1997) sob os c&oacute;digos V01 a V89, subdivididos    nas seguintes categorias, de acordo com o meio de transporte da v&iacute;tima:    pedestre (V01 a V09); bicicleta (V10 a V19); motocicleta (V20 a V29); triciclo    (V30 a V39); autom&oacute;vel (V40 a V49); caminhonete (V50 a V59); ve&iacute;culo    de transporte pesado (V60 a V69); &ocirc;nibus (V70 a V79); e outros (V80 a    V89 &#8211; ve&iacute;culo de tra&ccedil;&atilde;o animal, trem, ve&iacute;culo    de transporte especial, etc.). Para facilitar a interpreta&ccedil;&atilde;o    dos resultados, em grande parte da an&aacute;lise, os acidentes foram agrupados    em tr&ecirc;s categorias: pedestre; acidente de motocicleta; e acidente com    ocupante de outros ve&iacute;culos (esta categoria englobou os acidentes com    autom&oacute;vel, caminhonete, ve&iacute;culo de transporte pesado e &ocirc;nibus);    exclu&iacute;ram-se os acidentes de bicicleta, triciclo e outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As vari&aacute;veis independentes avaliadas para    a mortalidade por acidentes de transporte terrestre foram: local de resid&ecirc;ncia    (macrorregi&atilde;o ou Estado); idade; sexo; ra&ccedil;a/cor; e escolaridade    dos indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizou-se a classifica&ccedil;&atilde;o de    cor/ra&ccedil;a da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE), baseada em cinco categorias: branca; preta; amarela;    parda; e ind&iacute;gena.<sup>15</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es sobre escolaridade    foram utilizadas como <i>proxy</i> do n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico da popula&ccedil;&atilde;o.    Os indiv&iacute;duos foram classificados em dois n&iacute;veis de escolaridade:    at&eacute; quatro anos de estudo (menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico);    e quatro ou mais anos de estudo (maior n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico). Na    an&aacute;lise da escolaridade, trabalhou-se apenas com os &oacute;bitos de    indiv&iacute;duos maiores de 10 anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, ser&aacute; apresentada an&aacute;lise    sobre qualidade do preenchimento das informa&ccedil;&otilde;es sobre idade,    sexo, ra&ccedil;a/cor e escolaridade nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito    por acidente de transporte terrestre. A seguir, ser&aacute; desenvolvida uma    an&aacute;lise descritiva da mortalidade para o ano de 2003, al&eacute;m da    apresenta&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade    para o per&iacute;odo de 2000 a 2003, segundo faixa et&aacute;ria, sexo, ra&ccedil;a/cor    escolaridade no Brasil. Ser&atilde;o apresentados, por fim, resultados da an&aacute;lise    de tend&ecirc;ncia da mortalidade por acidentes de transporte terrestre entre    1980 e 2003, para pedestre, acidente de motocicleta e outros acidentes de transporte    terrestre.<sup>16,17</sup> Para essa an&aacute;lise, utilizaram-se taxas padronizadas,    adotando-se, como refer&ecirc;ncia, a popula&ccedil;&atilde;o brasileira no    ano 2000.<sup>15</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Qualidade da informa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> mostra a propor&ccedil;&atilde;o    de n&atilde;o-preenchimento das vari&aacute;veis idade, sexo, ra&ccedil;a/cor    e escolaridade nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos por acidentes    de transporte terrestre no Brasil, entre 2000 e 2003. A vari&aacute;vel idade    teve um percentual de n&atilde;o-preenchimento inferior a 1,0% em todo o per&iacute;odo.    Para a vari&aacute;vel sexo, o percentual de n&atilde;o-preenchimento n&atilde;o    ultrapassou 0,1%. A vari&aacute;vel ra&ccedil;a/cor apresentou um elevado percentual    m&eacute;dio de n&atilde;o-preenchimento &#8211; 8,5% &#8211; no per&iacute;odo.    A vari&aacute;vel escolaridade apresentou a pior qualidade de preenchimento.    Apesar da melhora no preenchimento observada ao longo dos anos, o percentual    de n&atilde;o-preenchimento foi superior a 40% em 2003.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;<img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, as causas externas foram respons&aacute;veis    por 128.790 &oacute;bitos no ano de 2003, correspondendo &agrave; terceira causa    de &oacute;bito na popula&ccedil;&atilde;o geral. No mesmo ano, foram registrados    33.182 &oacute;bitos por acidentes de transporte terrestre no Pa&iacute;s. Entre    as mortes por causas externas com inten&ccedil;&atilde;o indeterminada, houve    apenas quatro casos decorrentes de impacto de um ve&iacute;culo a motor nesse    ano (CID-10, c&oacute;digo Y32). Do total de 33.182 &oacute;bitos, 26.934 (81%)    eram indiv&iacute;duos do sexo masculino. O sexo n&atilde;o foi identificado    em apenas seis casos. Em ambos os sexos, essa mortalidade esteve concentrada    entre as idades de 15 a 59 anos: 83% dos &oacute;bitos do sexo masculino e 67%    dos &oacute;bitos do sexo feminino. No sexo feminino, a porcentagem de &oacute;bitos    nas faixas mais jovens (de 0 a 19 anos) e nas mais idosas (a partir de 60 anos)    totalizou 44%; no sexo masculino, essa propor&ccedil;&atilde;o foi de 26%. Assim,    no sexo feminino, a mortalidade esteve mais distribu&iacute;da ao longo das    diferentes faixas et&aacute;rias, enquanto no masculino, a mortalidade esteve    mais concentrada nas faixas et&aacute;rias intermedi&aacute;rias (20 a 59 anos)    (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A informa&ccedil;&atilde;o sobre ra&ccedil;a/cor    n&atilde;o foi preenchida em 8% das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito    em 2003. A maior parte dos &oacute;bitos ocorreu entre indiv&iacute;duos brancos    (54%). Os &oacute;bitos entre pardos e pretos totalizaram 38% entre ind&iacute;genas    e amarelos, 0,5%, seguindo o padr&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o de    ra&ccedil;a/cor da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como o n&uacute;mero de &oacute;bitos por acidentes    de transporte terrestre foi muito pequeno entre ind&iacute;genas e amarelos,    comparado ao das outras categorias de ra&ccedil;a/cor, a maior parte das an&aacute;lises    envolveu apenas as categorias branca, preta e parda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do total de &oacute;bitos em 2003, 95% foram    de indiv&iacute;duos maiores de 10 anos de idade (<a href="#fig1">Figura 1</a>),    o que correspondeu a 31.449 &oacute;bitos. Dos indiv&iacute;duos para os quais    a informa&ccedil;&atilde;o sobre escolaridade foi coletada (58% dos casos),    35% tinham at&eacute; quatro anos de estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual de &oacute;bitos de indiv&iacute;duos    com mais de quatro anos de estudo foi maior entre brancos e amarelos (40 e 47%,    respectivamente). Entre pretos e pardos, o percentual de &oacute;bitos de indiv&iacute;duos    com escolaridade maior de quatro anos foi de 30 e 37%, respectivamente. De fato,    segundo estimativas populacionais, o percentual de indiv&iacute;duos com mais    de quatro anos de estudo &eacute; maior entre brancos (77%) e pardos (61%),    do que entre pretos (58%).<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#fig2">Figura 2</a> apresenta a propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos por acidentes de transporte terrestre ocorridos no ano de 2003,    de acordo com o sexo e o meio de transporte da v&iacute;tima. A maior parte    dos &oacute;bitos (31%) foi classificada na categoria Outros. Esta categoria    inclui os acidentes ocorridos com ocupantes de trem, bonde, ve&iacute;culos    de transporte especiais, ve&iacute;culos usados em &aacute;reas industriais    ou agr&iacute;colas, entre outros, al&eacute;m dos acidentes n&atilde;o especificados.    Dos 10.207 &oacute;bitos nessa categoria, 8.211 (81%) corresponderam a acidentes    de transporte com ve&iacute;culo a motor n&atilde;o especificado (CID-10, V89.2)    e 1.125 (11%) corresponderam a acidentes de transporte com ve&iacute;culo n&atilde;o    especificado, a motor ou n&atilde;o (CID-10, V89.9). Daqui por diante, essa    categoria ser&aacute; referida como acidente com ve&iacute;culo n&atilde;o especificado.    Esses resultados mostram que a qualidade dos dados de mortalidade por acidentes    e viol&ecirc;ncias ainda tem muito a avan&ccedil;ar: muitas declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito ainda n&atilde;o s&atilde;o preenchidas de maneira adequada,    o que dificulta o entendimento da ocorr&ecirc;ncia e, conseq&uuml;entemente,    o desenvolvimento de medidas para sua preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pedestres constitu&iacute;ram a segunda categoria    com maior n&uacute;mero de &oacute;bitos (30%), seguidos dos ocupantes de autom&oacute;vel    (19%) e motocicleta (13%). As demais categorias combinadas (ocupantes de bicicleta    e ve&iacute;culos de transporte pesado, caminhonete, &ocirc;nibus e triciclo)    corresponderam ao restante dos &oacute;bitos (7%). Para o sexo feminino, a principal    causa de &oacute;bito foram os atropelamentos (37%). Para o masculino, observou-se    o maior n&uacute;mero de &oacute;bitos na categoria Outros, formada, principalmente,    pelos &oacute;bitos por acidente com ve&iacute;culo n&atilde;o especificado.    A propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por acidentes de bicicleta, motocicleta    e ve&iacute;culos de transporte pesado foi expressivamente maior (duas vezes    ou mais) entre os homens do que entre as mulheres (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> mostra a mortalidade    proporcional por acidentes de transporte terrestre segundo o meio de transporte    e a faixa et&aacute;ria, para cada sexo. Entre crian&ccedil;as de 0 a 14 anos    e idosos maiores de 60 anos, independentemente do sexo, o atropelamento foi    a primeira causa de &oacute;bito, correspondendo a cerca de 50% do total de    &oacute;bitos; a segunda causa mais freq&uuml;ente foi o acidente com ve&iacute;culo    n&atilde;o especificado (Outros); e a terceira, o acidente com autom&oacute;vel.    As demais causas, combinadas, corresponderam a menos de 12% dos &oacute;bitos.    Os acidentes com motocicleta representaram menos de 3% dos &oacute;bitos nessas    faixas et&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nas faixas de 15 a 19 anos e de 20 a 39 anos    de idade, a primeira <i>causa mortis</i> foi o acidente com ve&iacute;culo n&atilde;o    especificado. O atropelamento passou a ser a segunda causa de &oacute;bito nessas    faixas et&aacute;rias. A terceira causa foi o acidente com autom&oacute;vel,    que contribuiu com cerca de 20% dos &oacute;bitos entre os homens e 25% dos    &oacute;bitos entre as mulheres. A quarta causa foi o acidente de motocicleta,    que passou a ter uma contribui&ccedil;&atilde;o maior nessas faixas et&aacute;rias:    em torno de 21% dos &oacute;bitos entre homens e de 12% entre mulheres. As demais    causas, combinadas, corresponderam a menos de 9% do total de &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na faixa de 40 a 59 anos de idade, o atropelamento    j&aacute; foi a primeira causa de morte. Sua contribui&ccedil;&atilde;o caiu    para 38% dos &oacute;bitos no sexo feminino e 32% no sexo masculino. A segunda    causa foi o acidente com ve&iacute;culo n&atilde;o especificado, representando    cerca de 30% dos &oacute;bitos nos dois sexos, seguido do acidente com autom&oacute;vel,    que representou cerca de 20% dos &oacute;bitos. A quinta causa foi o acidente    de motocicleta, respons&aacute;vel por 8% dos &oacute;bitos em homens e 5% em    mulheres. As demais causas combinadas corresponderam a menos de 10% dos &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Taxas de mortalidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2003, os brasileiros morreram por acidentes    de transporte a uma taxa de 19 por 100 mil habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior parte dos &oacute;bitos por acidente    de transporte terrestre ocorreu na Regi&atilde;o Sudeste (41%), seguida das    Regi&otilde;es Nordeste (22%), Sul (20%), Centro-Oeste (10%) e Norte (7%). Quando    se consideram as taxas por 100 mil habitantes, entretanto, a lideran&ccedil;a    da Regi&atilde;o Centro-Oeste (30 por 100 mil) &eacute; seguida pelas Regi&otilde;es    Sul (26 por 100 mil), Sudeste (19 por 100 mil), Norte (18 por 100 mil) e Nordeste    (16 por 100 mil).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os homens apresentaram risco de &oacute;bito    por acidentes de transporte 4,5 vezes maior do que as mulheres: no sexo masculino,    essa taxa foi de 31 por 100 mil habitantes; e, no feminino, de 7 por 100 mil    habitantes. Considerando-se todos os meios de transporte combinados, brancos,    pardos e pretos apresentaram as maiores taxas de mortalidade (19, 16 e 15 por    100 mil, respectivamente). Para ind&iacute;genas e amarelos, essas taxas foram    bem menores (7 e 5 por 100 mil, respectivamente), de modo que ser&aacute; dada    &ecirc;nfase aos resultados das categorias branca, preta e parda (<a href="#tab3">Tabela    3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As categorias de meio de transporte respons&aacute;veis    pelas maiores taxas de &oacute;bitos foram pedestre (6 por 100 mil), autom&oacute;vel    (4 por 100 mil) e motocicleta (2 por 100 mil). As demais categorias apresentaram    taxas por demais pequenas, quando comparadas com as citadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A mortalidade por acidentes de transporte terrestre    atingiu homens e mulheres diferentemente, como aconteceu com brancos, pretos    e pardos, tendo sido poss&iacute;vel identificar uma s&eacute;rie de peculiaridades,    a depender do meio de transporte avaliado. Em 2003, os homens pretos morreram    mais por atropelamento (10 por 100 mil) do que os pardos (9 por 100 mil) ou    os brancos (8 por 100 mil). J&aacute; o risco de &oacute;bito como ocupante    de autom&oacute;vel ou por acidente com motocicleta foi maior para os homens    brancos do que para os pardos e pretos (<a href="#tab4">Tabela 4</a>). As mulheres    pretas, a exemplo dos homens pretos, foram identificadas com maior risco de    &oacute;bito por atropelamento (3 por 100 mil) do que as brancas e pardas (2    por 100 mil). As mulheres brancas, por sua vez, estiveram sob maior risco de    &oacute;bito como ocupantes de autom&oacute;vel, comparadas &agrave;s pretas    e pardas; e as mulheres pardas, sob maior risco de &oacute;bito por acidentes    de motocicleta (0,5 por 100 mil) do que as brancas (0,4 por 100 mil) e pretas    (0,2 por 100 mil) (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diferencial no risco de atropelamento segundo    ra&ccedil;a/cor parece ter sido influenciado pelo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico,    representado pela vari&aacute;vel escolaridade. Os atropelamentos ocuparam o    primeiro lugar entre as causas de &oacute;bito para as pessoas com at&eacute;    quatro anos de estudo. Na popula&ccedil;&atilde;o branca, as pessoas com at&eacute;    quatro anos de estudo morreram atropeladas a uma taxa duas vezes maior do que    aquelas com quatro ou mais anos de estudo. Nas popula&ccedil;&otilde;es preta    e parda, essa diferen&ccedil;a foi menor (<a href="#fig3">Figura 3</a>). Cabe    ressaltar que os indiv&iacute;duos brancos apresentaram maiores n&iacute;veis    de escolaridade (n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico) do que os demais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04f3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, em raz&atilde;o do elevado percentual    de n&atilde;o-preenchimento da vari&aacute;vel escolaridade, deve-se manter    cautela na interpreta&ccedil;&atilde;o desses resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Evolu&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade    por acidentes de transporte terrestre no Brasil, de 2000 a 2003</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Comparando-se tr&ecirc;s diferentes categorias    de acidentes de transporte (autom&oacute;vel, atropelamento, motocicleta), de    modo geral, as menores taxas de mortalidade foram observadas entre os acidentes    de moto e as maiores entre os atropelamentos. As taxas intermedi&aacute;rias    corresponderam aos acidentes com ocupantes de outros ve&iacute;culos (<a href="#fig4">Figura    4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m foi bastante evidente o diferencial    das taxas de mortalidade por ra&ccedil;a/cor. A taxa de mortalidade por atropelamento    foi bastante semelhante entre pretos e pardos; e maior nesses dois grupos, em    rela&ccedil;&atilde;o a brancos, durante todo o per&iacute;odo analisado. A    taxa de mortalidade por acidentes com ocupantes de outros ve&iacute;culos manteve-se,    ao longo do per&iacute;odo, sempre maior na popula&ccedil;&atilde;o branca,    comparada &agrave; dos pardos e pretos. Para os acidentes de motocicleta, a    evolu&ccedil;&atilde;o ao longo do per&iacute;odo foi semelhante para brancos    e pardos, que sempre apresentaram taxas maiores do que as observadas entre os    pretos (<a href="#fig4">Figura 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Evolu&ccedil;&atilde;o das taxas entre 1980    e 2003</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A tend&ecirc;ncia das taxas padronizadas de mortalidade    por acidentes de transporte terrestre no Brasil, para ambos os sexos, foi vari&aacute;vel.    A taxa de mortalidade por atropelamento cresceu desde 1980; a partir de 1998,    por&eacute;m, apresentou decl&iacute;nio importante. O mesmo ocorreu com os    acidentes de autom&oacute;veis e outros n&atilde;o especificados, cujas taxas    declinaram, principalmente na d&eacute;cada de 90, tend&ecirc;ncia que se acentuou    e coincidiu com a implanta&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito    Brasileiro em 1998. Esse fen&ocirc;meno foi mais evidente em Regi&otilde;es    como o Sul e o Sudeste, onde o C&oacute;digo foi melhor implantado.<sup>12</sup> Seguindo    tend&ecirc;ncia oposta, as taxas de mortalidade por acidente com motocicleta    cresceram de uma taxa praticamente nula em 1980, at&eacute; 4,0 e 0,5 por 100    mil habitantes em 2003, para os sexos masculino e feminino, respectivamente.    A faixa et&aacute;ria que mais morreu por acidente de motocicleta foi a de 20    a 29 anos. Observou-se, tamb&eacute;m, uma grande diferen&ccedil;a na magnitude    das taxas de mortalidade entre homens e mulheres. As taxas para os atropelamentos    foram cerca de 3 a 4 vezes maiores entre homens do que entre mulheres. As taxas    para os ocupantes de ve&iacute;culos foram de 3,5 a 7,5 vezes maiores entre    os homens do que entre as mulheres. Para os acidentes de motocicleta, as taxas    entre homens chegaram a ser 17 vezes as apresentadas pelas mulheres (<a href="#fig5">Figura    5</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="fig5"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a04f5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo mostrou a utiliza&ccedil;&atilde;o    de dados provenientes de sistemas de informa&ccedil;&otilde;es existentes &#8211;    neste caso, o SIM e o do IBGE &#8211; para o diagn&oacute;stico de situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira quanto &agrave; mortalidade    por acidentes de transporte terrestre. A an&aacute;lise de tend&ecirc;ncia permitiu,    ainda, o acompanhamento da evolu&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade por    esses eventos no decorrer de 14 anos, per&iacute;odo em que se implantou o novo    C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro e em que a frota de motocicletas    cresceu, principalmente em &aacute;reas urbanas, como meio de transporte mais    r&aacute;pido e econ&ocirc;mico.<sup>13</sup> A an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o    dessas taxas por ra&ccedil;a/cor e escolaridade, al&eacute;m dos meios de transporte    utilizados pelas v&iacute;timas, pode proporcionar, ainda, a avalia&ccedil;&atilde;o    da efetividade de interven&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, ou, ao menos,    a gera&ccedil;&atilde;o de hip&oacute;teses quanto a essa efetividade, &agrave;    semelhan&ccedil;a do observado com a implanta&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo    de Tr&acirc;nsito Brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os acidentes de transporte terrestre s&atilde;o,    em grande parte, previs&iacute;veis e pass&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o.    Constituem, portanto, um problema suscet&iacute;vel a an&aacute;lise racional    e interven&ccedil;&otilde;es. A an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de    sa&uacute;de pode auxiliar no planejamento das a&ccedil;&otilde;es e enfrentamento    da quest&atilde;o. A preven&ccedil;&atilde;o de acidentes &eacute; um tema de    Sa&uacute;de P&uacute;blica, cujas a&ccedil;&otilde;es devem contemplar a articula&ccedil;&atilde;o    entre diversos setores. Estudos sobre esse tema, melhoria e integra&ccedil;&atilde;o    das bases de dados e avalia&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o algumas inicitivas a serem estimuladas,    para subsidiar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas com planos estrat&eacute;gicos    nacionais, a exemplo do desenvolvimento de parcerias entre os setores p&uacute;blico    e privado, para o adequado financiamento e a necess&aacute;ria presta&ccedil;&atilde;o    de contas do emprego dos recursos e das a&ccedil;&otilde;es realizadas.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Torna-se fundamental a continuidade da implanta&ccedil;&atilde;o    do C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro, o qual se mostrou efetivo, embora    ainda n&atilde;o tenha sido devidamente implantado em todas as macrorregi&otilde;es    do Pa&iacute;s.<sup>12</sup> Tamb&eacute;m &eacute; importante seu aprimoramento e atualiza&ccedil;&atilde;o    para o enfrentamento de novas realidades, com o aprofundamento do processo educativo    dos condutores e pedestres e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o rigorosa do uso do    &aacute;lcool, de cintos de seguran&ccedil;a e do respeito aos limites de velocidade,    entre outras medidas a serem tomadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O surpreendente crescimento das taxas de mortalidade    entre jovens condutores de motocicleta requer a&ccedil;&otilde;es urgentes.    Parcerias do poder p&uacute;blico com as entidades de condutores &#8211; em    particular, com as associa&ccedil;&otilde;es de <i>motoboys</i> &#8211; devem    promover a ado&ccedil;&atilde;o de medidas trabalhistas e, principalmente, educativas,    para mudar comportamentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, a vigil&acirc;ncia de acidentes de    transporte deve ser aperfei&ccedil;oada, especialmente no seu papel de defesa,    atraindo a aten&ccedil;&atilde;o dos gestores p&uacute;blicos para o problema    e subsidiando a articula&ccedil;&atilde;o entre o atendimento pr&eacute;-hospitalar    e uma resposta &aacute;gil e qualificada da assist&ecirc;ncia hospitalar de    urg&ecirc;ncia e sua retaguarda. A melhor contribui&ccedil;&atilde;o do setor    Sa&uacute;de est&aacute; na preven&ccedil;&atilde;o desses eventos e na promo&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es intersetoriais e integradas dos parceiros envolvidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. World Health Organization. World report on    road traffic injury prevention. Geneva: WHO; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Peden M, McGee K, Sharma G. The injury chart    book: a graphical overview of the global burden of injury. Geneva: World Health    Organization; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Mathers C, Loncar D. Updated projections of    global mortality and burden of disease, 2002-2030: data sources, methods and    results. Geneva: World Health Organization; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Natulya VM, Reich MR. The neglected epidemic:    road traffic injuries in developing countries. British Medical Journal 2002;324:1139-1141.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Nantulya VM, Sleet DA, Reich MR, Rosenberg    M, Peden M, Waxweiler R. The global challenge of road traffic injuries: can    we achieve equity in safety? Injury Control and Safety Promotion 2003;10:3-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Yabiku L. Os motoristas da terceira idade    e as condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o amig&aacute;veis da dire&ccedil;&atilde;o    veicular. Revista da Abramet 2000;35:42-47.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Jacobs G, Aeron-Thomas A, Astrop A. Estimating    global road fatalities. Crowthorne: Transport Research Laboratory; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada.    Impactos sociais e econ&ocirc;micos dos acidentes de tr&acirc;nsito em aglomera&ccedil;&otilde;es    urbanas brasileiras. Relat&oacute;rio Executivo. Bras&iacute;lia: Ipea; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Esteves R, Montalv&atilde;o CR, Valle-Real    M. Por uma cultura do tr&acirc;nsito. Revista da Abramet 2001;36:31-35.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Souza ER, Minayo MC, Malaquias JV. Viol&ecirc;ncia    no tr&acirc;nsito: express&atilde;o da viol&ecirc;ncia social. In: Brasil, 2005.    Impacto da viol&ecirc;ncia na sa&uacute;de dos brasileiros. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Mello Jorge MH, Koizumi MS. Acidentes de    tr&acirc;nsito no Brasil: breve an&aacute;lise de sua fonte de dados. Revista    da Abramet 2001;38:49-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Hingson R, Winter M. Epidemiology and consequences    of drinking and driving. Alcohol Research &amp; Health 2003;27:63-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    An&aacute;lise de s&eacute;rie temporal da mortalidade por acidentes por transporte    terrestre no Brasil e Regi&otilde;es, 1981 a 2001. In: Sa&uacute;de Brasil,    2004. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria GM n<sup>o</sup> 737, de 16 de maio de 2001. Disp&otilde;e sobre a Pol&iacute;tica    Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias.    Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 18 maio 2001. Se&ccedil;&atilde;o    1e.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Popula&ccedil;&atilde;o estimada por idade,    revis&atilde;o 2004. Rio de Janeiro: IBGE; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. H&auml;rdle W. Smoothing techniques with    implementation. New York: Springer-Verlag; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. McCullagh P, Nelder JA. Generalized linear    models. 2nd ed. London: Chapman &amp; Hall; 1989</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia    <br>   </b>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de,    <br>   Esplanada dos Minist&eacute;rios,    <br>   Bloco G, Edif&iacute;cio-sede, 1<sup>o</sup> Andar, Sala 142,    <br>   Bras&iacute;lia-DF.    <br>   CEP: 70058-900    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:deborah.malta@saude.gov.br">deborah.malta@saude.gov.br</a>;    <a href="mailto:cgdant@saude.gov.br">cgdant@saude.gov.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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