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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Iniciativas de vigilância e prevenção de acidentes e violências no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Violence has been recently included in the agenda of the Health sector, within the last two decades of the XX century, following an increase in the number of deaths and illnesses due to external causes. According to the World Health Organization, 1.6 million people die annually from individual or collective violence. This text presents the inclusion process and various initiatives of the Brazilian Ministry of Health (MS) regarding violence prevention. It also reports the organization of the National Violence Prevention and Health Promotion Network, encouraged by the MS, in order to provide technical and political basis for local projects on health promotion and violence prevention and disseminates the main deliberations of the I National Workshop of the Violence Prevention Network, held in June 2005, reinforcing the Network's structure.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>RELATÓRIO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Iniciativas de vigil&acirc;ncia e preven&ccedil;&atilde;o    de acidentes e viol&ecirc;ncias no contexto do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Initiatives of surveillance and prevention    of accidents and violence within the National Unified Health System (SUS)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Deborah Carvalho Malta<sup>I</sup>; Maria    do Socorro Alves Lemos<sup>II</sup>; Marta Maria Alves da Silva<sup>III</sup>;    Eug&ecirc;nia Maria Silveira Rodrigues<sup>IV</sup>; Cynthia Gazal-Carvalho<sup>III</sup>;    Otaliba Lib&acirc;nio de Morais Neto<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de    Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Departamento de An&aacute;lise    de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF. Escola    de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Hospitalar    do Estado de Minas Gerais, Governo de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral    de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Departamento de    An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>V</sup>Departamento de An&aacute;lise    de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF. Instituto    de Patologia Tropical e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Federal de    Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia-GO</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A viol&ecirc;ncia se incorporou &agrave; agenda    do setor Sa&uacute;de recentemente, por volta das duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas    do s&eacute;culo XX, pautada pelo crescimento dos n&uacute;meros de &oacute;bitos    e adoecimentos por causas externas. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    da Sa&uacute;de, anualmente, mais de 1,6 milh&atilde;o de pessoas morrem v&iacute;timas    de viol&ecirc;ncia individual ou coletiva. Este artigo apresenta o processo    de inser&ccedil;&atilde;o do tema Viol&ecirc;ncia no contexto do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS) e as iniciativas nas diversas &aacute;reas afins ao tema.    Relata, ainda, a estrutura&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o    de Viol&ecirc;ncias e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, estimulada pelo    MS com o objetivo de subsidiar, t&eacute;cnica e politicamente, projetos locais    de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncias;    e divulga as principais delibera&ccedil;&otilde;es da I Oficina Nacional da    Rede de Preven&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncias, realizada em junho de 2005,    visando &agrave; articula&ccedil;&atilde;o dessa Rede.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: viol&ecirc;ncia; preven&ccedil;&atilde;o    de acidentes; vigil&acirc;ncia; Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Violence has been recently included in the agenda    of the Health sector, within the last two decades of the XX century, following    an increase in the number of deaths and illnesses due to external causes. According    to the World Health Organization, 1.6 million people die annually from individual    or collective violence. This text presents the inclusion process and various    initiatives of the Brazilian Ministry of Health (MS) regarding violence prevention.    It also reports the organization of the National Violence Prevention and Health    Promotion Network, encouraged by the MS, in order to provide technical and political    basis for local projects on health promotion and violence prevention and disseminates    the main deliberations of the I National Workshop of the Violence Prevention    Network, held in June 2005, reinforcing the Network's structure.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key Words</b>: violence; accident prevention;    surveillance; National Unified Health System.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A viol&ecirc;ncia &eacute; um fen&ocirc;meno    social e hist&oacute;rico de conceitua&ccedil;&atilde;o complexa, que encerra    eventos de natureza diversa relacionados &agrave;s estruturas sociais, econ&ocirc;micas,    pol&iacute;ticas, culturais e comportamentais, os quais, muitas vezes, fundamentam    e legitimam atos de viol&ecirc;ncia institucionalizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Relat&oacute;rio Mundial sobre a Viol&ecirc;ncia    e a Sa&uacute;de, da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, conceitua    a viol&ecirc;ncia como &quot;<i>uso intencional da for&ccedil;a f&iacute;sica    ou do poder, real ou em amea&ccedil;a, contra si pr&oacute;prio, contra outra    pessoa ou contra um grupo ou comunidade que possa resultar em ou tenha alta    probabilidade de resultar em morte, les&atilde;o, dano psicol&oacute;gico, problemas    de desenvolvimento ou priva&ccedil;&atilde;o</i>&quot;.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Minayo e Souza <sup>2</sup> conceituam a viol&ecirc;ncia    como &quot;<i>evento representado por a&ccedil;&otilde;es realizadas por indiv&iacute;duos,    grupos, classes, na&ccedil;&otilde;es, que ocasionam danos f&iacute;sicos, emocionais,    morais e ou espirituais a si pr&oacute;prio ou a outros</i>&quot;. A viol&ecirc;ncia,    portanto, n&atilde;o &eacute; praticada apenas contra indiv&iacute;duos, sen&atilde;o    tamb&eacute;m contra grupos, g&ecirc;neros, etnias e at&eacute; na&ccedil;&otilde;es,    sendo um fen&ocirc;meno n&atilde;o apenas contempor&acirc;neo, por&eacute;m    arraigado na hist&oacute;ria da constitui&ccedil;&atilde;o da humanidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A viol&ecirc;ncia apresenta uma forte associa&ccedil;&atilde;o    com a pobreza, resultante das desigualdades sociais e da exclus&atilde;o,<sup>3</sup>    revestindo-se de complexidade, seja pela multiplicidade de seus determinantes,    seja pela variedade de abordagens e potencialidades de interven&ccedil;&atilde;o,    o que, na Sa&uacute;de, aponta para um novo significado do conceito Preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A consci&ecirc;ncia social sobre o tema tem se    aprofundado, enquanto a toler&acirc;ncia contra atos violentos, reduzido. Entretanto,    sobre este &uacute;ltimo ponto, ainda permanecem diferencia&ccedil;&otilde;es    e flexibilidades na aceita&ccedil;&atilde;o social. Por exemplo, a viol&ecirc;ncia    do tr&acirc;nsito &#8211; atropelamentos e mortes por consumo de &aacute;lcool    abusivo e alta velocidade &#8211; todavia &eacute; aceita como fatalidade, mais    tolerada que os homic&iacute;dios. A viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra    crian&ccedil;as, adolescentes, mulheres e idosos permanece um tabu, algo n&atilde;o    dito e restrito aos &quot;lares&quot;, oculta, silenciada e, de certa maneira,    tolerada com a coniv&ecirc;ncia pactuada dos membros da fam&iacute;lia e da    comunidade. A viol&ecirc;ncia da criminalidade e da delinq&uuml;&ecirc;ncia    social, por outro lado, inscreve-se no imagin&aacute;rio social como indiscutivelmente    conden&aacute;vel.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Algumas faces do problema</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, na d&eacute;cada de 90, mais de um    milh&atilde;o de pessoas morreram por viol&ecirc;ncias e acidentes: cerca de    400.000 por homic&iacute;dios, 310.000 por acidentes de tr&acirc;nsito e 65.000    por suic&iacute;dios; o restante, por acidentes em geral. Em 1980, de cada 100    mil habitantes, 12 morriam por homic&iacute;dios; em 2003, esse n&uacute;mero    foi de 28 por 100 mil hab.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo dados da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SVS/MS), em 2003, ocorreram    126.656 mortes violentas no Pa&iacute;s, destacando-se as agress&otilde;es (51    mil), os acidentes de tr&acirc;nsito (33,6 mil) e os suic&iacute;dios (7,8 mil).    A maioria das mortes violentas ocorre entre homens jovens.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; menor informa&ccedil;&atilde;o sobre    as viol&ecirc;ncias dom&eacute;sticas &#8211; todas as formas de agress&otilde;es    que acontecem nos domic&iacute;lios. Os estudos existentes mostram somente a    ponta do iceberg. As agress&otilde;es contra crian&ccedil;as e adolescentes    acontecem, em sua maioria, dentro de casa, praticadas pelos pr&oacute;prios    parentes.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As mulheres tamb&eacute;m s&atilde;o v&iacute;timas    constantes da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Estudo realizado por Acosta    e Barker <sup>7</sup> com 749 homens na faixa et&aacute;ria entre 15 e 60 anos    no Rio de Janeiro mostra que 25,4% deles usaram de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica    contra sua parceira &iacute;ntima pelo menos uma vez, 38,8% usaram viol&ecirc;ncia    psicol&oacute;gica e 17,2% informaram ter praticado viol&ecirc;ncia sexual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos idosos, os estudos    indicam que a maioria das queixas refere-se &agrave; viol&ecirc;ncia praticada    por parentes.<sup>8</sup> Noventa por cento dos casos de viol&ecirc;ncia contra    esse grupo ocorrem no interior dos lares, dois ter&ccedil;os dos agressores    s&atilde;o filhos homens, noras, genros e c&ocirc;njuges, e o agressor f&iacute;sico    e emocional usa drogas. Contribuem para a maior vulnerabilidade do idoso: o    agressor viver na mesma casa que a v&iacute;tima; os filhos serem financeiramente    dependentes dos pais idosos ou, ao contr&aacute;rio, o idoso depender da fam&iacute;lia    e de seus filhos para sobreviver; o ambiente de pouca comunica&ccedil;&atilde;o,    pouco afeto e fragilidade de v&iacute;nculo familiar; o isolamento social da    fam&iacute;lia e da pessoa idosa; o idoso ter sido ou ser agressivo nas rela&ccedil;&otilde;es    com seus familiares; haver hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia na fam&iacute;lia;    o respons&aacute;vel pelo idoso ter sido v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica;    e presen&ccedil;a de depress&atilde;o ou qualquer tipo de sofrimento mental    ou psiqui&aacute;trico.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por sua invisibilidade, a viol&ecirc;ncia vivida    na esfera dom&eacute;stica tende a ser minimizada ou tratada como uma quest&atilde;o    policial e jur&iacute;dica, ora criminalizando o autor, ora penalizando a v&iacute;tima    e afastando-a do relacionamento amea&ccedil;ador, todavia sem apresentar alternativas    sociais de pr&aacute;ticas preventivas e promocionais de qualidade de vida e    sa&uacute;de. No Brasil, a viol&ecirc;ncia sexual comercial contra crian&ccedil;as    e adolescentes, por sua relev&acirc;ncia, &eacute; alvo de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas nas tr&ecirc;s esferas de governo. O Centro de Refer&ecirc;ncia,    Estudos e A&ccedil;&otilde;es sobre Crian&ccedil;as e Adolescentes (Cecria),    de Bras&iacute;lia-DF, coordenou, apoiado e patrocinado por diversas institui&ccedil;&otilde;es,    um estudo denominado &quot;Tr&aacute;fico de Mulheres, Crian&ccedil;as e Adolescentes    para Fins de Explora&ccedil;&atilde;o Sexual Comercial no Brasil&quot;.<sup>9</sup>    O trabalho constatou 241 rotas do crime organizado, por via terrestre, mar&iacute;tima    ou a&eacute;rea, usadas na explora&ccedil;&atilde;o sexual de mulheres e crian&ccedil;as    brasileiras. A pesquisa permitiu comprovar a rela&ccedil;&atilde;o direta entre    o tr&aacute;fico de seres humanos e o crime organizado &#8211; tr&aacute;fico    de drogas, falsifica&ccedil;&atilde;o de documentos e lavagem de dinheiro. O    estudo tamb&eacute;m ampliou a compreens&atilde;o do fen&ocirc;meno para o contexto    das redes organizadas de explora&ccedil;&atilde;o comercial do sexo e, como    conseq&uuml;&ecirc;ncia, instaurou-se uma Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito    para investigar e identificar as redes de explora&ccedil;&atilde;o sexual de    crian&ccedil;as e adolescentes.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Autores, como Minayo e colaboradores, t&ecirc;m    discutido a import&acirc;ncia de fazer da viol&ecirc;ncia alvo de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas de sa&uacute;de, por sua import&acirc;ncia enquanto problema    que afeta a sa&uacute;de individual e coletiva.<sup>4</sup> Considerada um objeto    novo para a sa&uacute;de coletiva, a viol&ecirc;ncia convida a um movimento    que &quot;<i>cont&eacute;m em si a possibilidade de rejuvenescimento do escopo,    dos debates e da pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o dos horizontes e miss&atilde;o    do setor</i>&quot;.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Intersetorialidade na preven&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A complexidade das quest&otilde;es sociais exige    v&aacute;rios olhares e abordagens, aglutina&ccedil;&atilde;o de saberes e pr&aacute;ticas    na constru&ccedil;&atilde;o integrada de solu&ccedil;&otilde;es. A a&ccedil;&atilde;o    intersetorial surge como uma nova possibilidade de resolu&ccedil;&atilde;o de    problemas sociais, buscando aperfei&ccedil;oar recursos e solu&ccedil;&otilde;es    integradas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Junqueira e Inojosa conceituam a intersetorialidade    como a &quot;<i>articula&ccedil;&atilde;o de saberes e experi&ecirc;ncias no    planejamento, realiza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    para alcan&ccedil;ar efeito sin&eacute;rgico em situa&ccedil;&otilde;es complexas,    visando ao desenvolvimento social, superando a exclus&atilde;o social</i>&quot;.<sup>11</sup>    A intersetorialidade pressup&otilde;e uma id&eacute;ia de integra&ccedil;&atilde;o    que transcende as a&ccedil;&otilde;es isoladas de um &uacute;nico setor social,    com vistas a uma nova abordagem dos problemas sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A intersetorialidade implica, outrossim, novo    formato de planejar, executar e controlar a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os,    objetiva superar as iniq&uuml;idades, buscar acesso igual para os desiguais.    Nesse sentido, exige-se articula&ccedil;&atilde;o de saberes e experi&ecirc;ncias,    estabelecimento de parcerias e redes sociais. As redes sociais, por sua vez,    buscam, com a&ccedil;&otilde;es integradas, superar problemas e estabelecer    acordos de coopera&ccedil;&atilde;o, alian&ccedil;a e reciprocidades, para definir    seus objetivos de forma coletiva e articulada.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, essa compreens&atilde;o    motivou a concep&ccedil;&atilde;o da rede de preven&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia    para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias pactuadas de vigil&acirc;ncia,    preven&ccedil;&atilde;o e controle sustent&aacute;vel das viol&ecirc;ncias e    fatores de risco, apoiadas nas realidades social, econ&ocirc;mica e regional    do Pa&iacute;s. Participam da sustenta&ccedil;&atilde;o dessas redes gestores,    profissionais de sa&uacute;de, institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, institui&ccedil;&otilde;es    de ensino e pesquisa e entidades profissionais; e conselhos de sa&uacute;de,    institui&ccedil;&otilde;es privadas e institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    governamentais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sociedade tem estabelecido, cada vez mais,    redes de saberes e pr&aacute;ticas. Os espa&ccedil;os de conex&atilde;o t&ecirc;m    se redobrado &agrave; medida que o fluxo das informa&ccedil;&otilde;es e de    atividades se intensifica, em resposta &agrave; demanda crescente de novos acordos    sociais na vida dos povos. A Sa&uacute;de, rediscutida nessa complexidade lan&ccedil;ada    pela sociedade em redes, abre-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de suas possibilidades    e limites mediante a constru&ccedil;&atilde;o, cont&iacute;nua, de formas de    olhar e pontos de contato.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In&uacute;meras t&ecirc;m sido as iniciativas,    em todos os campos do saber, de organiza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os    capazes de potencializar a&ccedil;&otilde;es conjuntas e de fazer fluir as informa&ccedil;&otilde;es.    A realiza&ccedil;&atilde;o de uma a&ccedil;&atilde;o conjunta n&atilde;o depende,    t&atilde;o-somente, dos fluxos diversos de informa&ccedil;&atilde;o. Ela exige    que se definam objetivos e estrat&eacute;gias, implica estimular a organiza&ccedil;&atilde;o    da a&ccedil;&atilde;o entre aqueles que dela participar&atilde;o. Mais do que    tudo, esses espa&ccedil;os representam a capacidade de grupos e institui&ccedil;&otilde;es    de explicitar a riqueza intersubjetiva, organizacional e pol&iacute;tica, e    concretizar esses compromissos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa nova forma de articula&ccedil;&atilde;o    em rede requer a inclus&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es parceiras e atores    que se mobilizem em torno a um tema que afeta, negativamente, o cotidiano, para    o melhor reconhecimento de suas causas, assim como de suas solu&ccedil;&otilde;es    potenciais. Nesse espa&ccedil;o, seguramente, s&atilde;o refor&ccedil;ados valores    como colabora&ccedil;&atilde;o, confian&ccedil;a e solidariedade. Dessa forma,    esses atores se disp&otilde;em a pesquisar, monitorar, avaliar e promover a    materializa&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias, fomentando a distribui&ccedil;&atilde;o    de responsabilidades, a tomada democr&aacute;tica de decis&otilde;es, controles    coletivos sobre o que est&aacute; a ser feito e avalia&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas    dos resultados obtidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O que h&aacute; de novo nesse tipo de organiza&ccedil;&atilde;o    em rede &eacute; que os atores envolvidos assumem uma a&ccedil;&atilde;o proposta    e decidem participar, engajam-se nessa a&ccedil;&atilde;o como sujeitos de seus    compromissos. Em suma, a organiza&ccedil;&atilde;o em rede tem como valores    fundamentais: co-responsabilidade; liberdade; respeito m&uacute;tuo; democracia;    e transpar&ecirc;ncia. Estas premissas refor&ccedil;am a constru&ccedil;&atilde;o    de uma agenda de compromissos entre atores do Estado e da sociedade civil, uma    oportunidade de o Estado atribuir novo significado a seu papel e compromisso    &eacute;tico com a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    que respondam &agrave;s necessidades sociais, com o fortalecimento da autonomia    das estruturas da sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho objetiva descrever as iniciativas    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de na vigil&acirc;ncia e preven&ccedil;&atilde;o    de acidentes e viol&ecirc;ncias, com destaque para a estrutura&ccedil;&atilde;o    da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o &agrave;s Viol&ecirc;ncias e Promo&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de e a realiza&ccedil;&atilde;o da I Oficina Nacional, visando    a sua articula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Alguns resultados em andamento na incorpora&ccedil;&atilde;o    do tema da viol&ecirc;ncia pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Reconhecendo a import&acirc;ncia do tema, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de reuniu especialistas no tema Viol&ecirc;ncia, gestores e profissionais    de atendimento de servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia, que elaboraram um documento    estabelecendo as diretrizes e atividades para o setor Sa&uacute;de e a constru&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas intersetoriais. O documento foi pactuado junto ao Conselho    Nacional de Sa&uacute;de e apresentado como a Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o    da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (PNRMAV/SUS).<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa Pol&iacute;tica lida com a viol&ecirc;ncia    em suas v&aacute;rias formas de express&atilde;o: agress&atilde;o f&iacute;sica;    abuso sexual; viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica; e viol&ecirc;ncia institucional.    Nela, a viol&ecirc;ncia &eacute; abordada como um problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica    a ser compartilhado com outros setores, que necessita de defini&ccedil;&otilde;es    de estrat&eacute;gias pr&oacute;prias de &quot;<i>promo&ccedil;&atilde;o da    sa&uacute;de e de preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e agravos</i>&quot;.<sup>13</sup>    S&atilde;o pressupostos da PNRMAV: (I) sa&uacute;de entendida como um direito    humano fundamental e essencial ao desenvolvimento social e econ&ocirc;mico;    (II) direito e respeito &agrave; vida como valores &eacute;ticos da cultura    e da sa&uacute;de; e (III) promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de como base    para o desenvolvimento de todos os planos, programas, projetos e atividades    de redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e dos acidentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O documento tamb&eacute;m define as seguintes    diretrizes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. Promo&ccedil;&atilde;o e ado&ccedil;&atilde;o    de comportamentos e ambientes seguros e saud&aacute;veis</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Monitoramento da ocorr&ecirc;ncia de acidentes    e de viol&ecirc;ncias</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Sistematiza&ccedil;&atilde;o, amplia&ccedil;&atilde;o    e consolida&ccedil;&atilde;o do atendimento pr&eacute;-hospitalar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Assist&ecirc;ncia interdisciplinar e intersetorial    &agrave;s v&iacute;timas de acidentes e viol&ecirc;ncias</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Estrutura&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o    do atendimento voltado &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o e &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O pressuposto colocado &eacute; de integra&ccedil;&atilde;o    e articula&ccedil;&atilde;o de todas as &aacute;reas do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de nas a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia, preven&ccedil;&atilde;o,    assist&ecirc;ncia, avalia&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o dos recursos    humanos do SUS para a abordagem do tema.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica    Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias    do SUS, diversas interven&ccedil;&otilde;es e atividades foram desenvolvidas    no esteio dessas diretrizes, entre as quais ressaltam:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Vigil&acirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A SVS/MS tem realizado monitoramento de acidentes    e viol&ecirc;ncias por meio da an&aacute;lise das bases de dados existentes,    como o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SIH/SUS). A an&aacute;lise dessas bases de dados tem servido ao monitoramento    da morbimortalidade por acidentes e viol&ecirc;ncias e &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. An&aacute;lises de dados foram apresentadas    nas duas edi&ccedil;&otilde;es do Sa&uacute;de Brasil, de 2004 e 2005, sobre    tend&ecirc;ncias hist&oacute;ricas de acidentes e viol&ecirc;ncias, avalia&ccedil;&atilde;o    da efetividade de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &#8211; como o C&oacute;digo    de Tr&acirc;nsito Brasileiro &#8211; e a campanha de desarmamento da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>5,14</sup>    Outra fonte de informa&ccedil;&atilde;o consiste no monitoramento dos <b>fatores    de risco</b>, tendo sido realizada, em 2003, a 1<sup>a</sup> Pesquisa Nacional    de Fatores de Risco em Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis    em 16 capitais, gra&ccedil;as &agrave; parceria entre o Instituto Nacional do    C&acirc;ncer/MS e a SVS/MS.<sup>15</sup> Em 2007, ocorrer&aacute; a primeira    Pesquisa Nacional de Fatores de Risco em Escolares, que contar&aacute; com um    m&oacute;dulo de acidentes e viol&ecirc;ncias para monitorar o envolvimento    de escolares adolescentes (13 a 15 anos de idade) em situa&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia. Outra iniciativa em curso consiste na implanta&ccedil;&atilde;o    do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Sentinela de Viol&ecirc;ncias em Munic&iacute;pios    selecionados. Planejou-se uma ficha de notifica&ccedil;&atilde;o de acidentes    e viol&ecirc;ncias, a ser implantada em Munic&iacute;pios selecionados, para    monitorar o comportamento desses agravos nos diversos segmentos populacionais    e cursos da vida (mulher, crian&ccedil;a, adolescente, idoso, deficiente f&iacute;sico    e trabalhadores). Os Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Sentinela ser&atilde;o    implantados em locais de atendimento das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia e    de acidentes, visando captar informa&ccedil;&otilde;es essenciais para a preven&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de monitorar o impacto das a&ccedil;&otilde;es implantadas.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Assist&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;    Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SAS/MS), respons&aacute;vel    por participar da formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o das    pol&iacute;ticas de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e especializada, responde,    entre outras a&ccedil;&otilde;es de seu Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o    Especializada, pela implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de    Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s Urg&ecirc;ncias.<sup>17</sup> Esta pol&iacute;tica    resultou do trabalho do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de com o Conselho Nacional    de Sa&uacute;de, Estados e Munic&iacute;pios. Seu principal componente consiste    na implanta&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel de    Urg&ecirc;ncia (Samu), cuja cobertura atual &eacute; de 62 milh&otilde;es de    brasileiros em 266 cidades. A Pol&iacute;tica Nacional ap&oacute;ia-se em cinco    a&ccedil;&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. Organiza&ccedil;&atilde;o do atendimento de    urg&ecirc;ncia em unidades de pronto-atendimento</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Estrutura&ccedil;&atilde;o do atendimento    pr&eacute;-hospitalar m&oacute;vel (Samu/192)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Reorganiza&ccedil;&atilde;o das grandes urg&ecirc;ncias    e prontos-socorros em hospitais</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Cria&ccedil;&atilde;o da retaguarda hospitalar    para os atendidos nas urg&ecirc;ncias</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">5. Estrutura&ccedil;&atilde;o do atendimento    p&oacute;s-hospitalar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na implanta&ccedil;&atilde;o desse servi&ccedil;o,    est&atilde;o sendo investidos recursos destinados &agrave; compra de ambul&acirc;ncias,    montagem das Centrais de Regula&ccedil;&atilde;o e dos N&uacute;cleos de Educa&ccedil;&atilde;o    em Urg&ecirc;ncia.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, a implanta&ccedil;&atilde;o do    Qualisus objetiva qualificar os servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia com a melhoria    do conforto do usu&aacute;rio, atendimento baseado em grau de risco, diminui&ccedil;&atilde;o    do tempo de espera e menor perman&ecirc;ncia no hospital. Previsto nos principais    hospitais de urg&ecirc;ncia do Pa&iacute;s, o Qualisus exigir&aacute; a readequa&ccedil;&atilde;o    tecnol&oacute;gica e dos processos de trabalho nessas unidades.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Pesquisas e avalia&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O <b>monitoramento </b>e a <b>avalia&ccedil;&atilde;o</b>    consistem em instrumentos para melhorar o desempenho dos programas sociais.    Essas atividades, entendidas como inst&acirc;ncias de aprendizagem que permitem    a reestrutura&ccedil;&atilde;o e melhoria desses programas,<sup>20</sup> contribuem para    o conhecimento da realidade local e o acompanhamento dos problemas existentes,    permitem a corre&ccedil;&atilde;o de rumos, refor&ccedil;am os &ecirc;xitos    e seus resultados e devem orientar tomadas de decis&atilde;o. &Eacute; desej&aacute;vel,    portanto, que seus procedimentos atendam a todos os programas e projetos, enquanto    processos formativos que colaboram no fortalecimento das capacidades dos indiv&iacute;duos,    das comunidades e das institui&ccedil;&otilde;es. Algumas iniciativas em curso    na &aacute;rea de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia abordam tanto iniciativas    de avalia&ccedil;&atilde;o e monitoramento quanto incentivos a pesquisas. Entre    elas, destacamos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1. Fomento &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de pesquisas estrat&eacute;gicas sobre o tema, a partir de uma coopera&ccedil;&atilde;o    entre o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia, com a sele&ccedil;&atilde;o de cerca de 40 projetos de pesquisa,    em que se investiram R$ 3 milh&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Parceria da SVS/MS com o Centro Latino-Americano    de Estudos de Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Jorge Careli, da Escola Nacional    de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Oswaldo Cruz, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Claves/ENSP/Fiocruz/MS),    para realizar estudo de avalia&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias em preven&ccedil;&atilde;o    de acidentes de tr&acirc;nsito em cinco capitais brasileiras (Belo Horizonte,    Curitiba, Goi&acirc;nia, S&atilde;o Paulo e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Constru&ccedil;&atilde;o de indicadores de    monitoramento da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o &agrave;s Viol&ecirc;ncias    e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, sendo conduzida pela Universidade    Federal do Rio Grande do Sul.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Parcerias em curso, a exemplo de uma pesquisa    sobre custos em acidentes de tr&acirc;nsito, sendo conduzida pelo Instituto    de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea/MPOG), vinculado ao Minist&eacute;rio    do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o, e um invent&aacute;rio das    experi&ecirc;ncias brasileiras de preven&ccedil;&atilde;o de agress&otilde;es    por arma de fogo em parceria com o Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas    para o Desenvolvimento (PNUD).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. O desafio da avalia&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias    da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncias e Promo&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de, al&eacute;m do registro das experi&ecirc;ncias dos 62 n&uacute;cleos    de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia financiados, que contribuiu    para sua difus&atilde;o.<sup>21</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Capacita&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A educa&ccedil;&atilde;o permanente em sa&uacute;de    &eacute; um dos desafios do SUS. Entre algumas das iniciativas em curso na SVS/MS,    est&aacute; a capacita&ccedil;&atilde;o de gestores e trabalhadores de sa&uacute;de    na an&aacute;lise de dados e vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias, mediante    curso de curta dura&ccedil;&atilde;o, para extra&ccedil;&atilde;o de indicadores    (TAB-DANT, aplicativo para extra&ccedil;&atilde;o de indicadores de doen&ccedil;as    e agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis) cursos de especializa&ccedil;&atilde;o    de longa dura&ccedil;&atilde;o em vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as e agravos    n&atilde;o transmiss&iacute;veis, cursos de vigil&acirc;ncia de les&otilde;es    adaptado de projeto do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos    Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA) e, em planejamento, o curso a dist&acirc;ncia    sobre preven&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncias em parceria com o Claves/ENSP/Fiocruz/MS.    A&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o est&atilde;o sendo executadas    por institui&ccedil;&otilde;es parceiras, junto aos n&uacute;cleos da rede de    preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. Al&eacute;m de capacitar, diretamente,    gestores e trabalhadores da sa&uacute;de, &eacute; poss&iacute;vel considerar    como a&ccedil;&atilde;o formadora a inser&ccedil;&atilde;o do tema Viol&ecirc;ncia    no curr&iacute;culo de mat&eacute;rias ministradas pelas institui&ccedil;&otilde;es    de ensino e pesquisa. Para tanto, &eacute; necess&aacute;rio vencer o desafio    da articula&ccedil;&atilde;o inter e intra-institucional.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Preven&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncias</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Projeto de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito foi elaborado tendo como refer&ecirc;ncias te&oacute;ricas    as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de,<sup>22</sup>    o C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro<sup>23</sup> e a Pol&iacute;tica Nacional    de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias.<sup>13</sup>    O Projeto, que teve in&iacute;cio em 2002, executado em cinco capitais, expandiu-se    para outras 11 em 2006.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo conduzido pelo Claves/ENSP/Fiocruz/MS,    com avalia&ccedil;&atilde;o dessas experi&ecirc;ncias, apontou avan&ccedil;os    locais na articula&ccedil;&atilde;o intersetorial, a&ccedil;&otilde;es educativas,    interven&ccedil;&otilde;es na mobilidade urbana e, em algumas capitais, redu&ccedil;&atilde;o    das taxas de acidentes de tr&acirc;nsito.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro projeto fundamental consiste na estrutura&ccedil;&atilde;o    da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncias. Em maio de    2004, com o objetivo de implantar a Pol&iacute;tica de Redu&ccedil;&atilde;o    da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias no que concerne &agrave;    promo&ccedil;&atilde;o e ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos e ambientes    seguros e saud&aacute;veis, foi assinada a Portaria Ministerial n<sup>o</sup>    936, de 20 de maio de 2004, que define e estrutura o modelo da Rede Nacional    de Preven&ccedil;&atilde;o da Viol&ecirc;ncia e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de,    voltada &agrave; articula&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es das tr&ecirc;s    esferas de gest&atilde;o, institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o governamentais dedicadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia.    Essa rede tem os seguintes objetivos: (I) promover a articula&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o de conhecimento no desenvolvimento de pesquisas, formula&ccedil;&atilde;o    de indicadores, dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e pr&aacute;ticas    bem-sucedidas, criativas e inovadoras, nacionais, regionais e locais; (II) implantar    a troca de experi&ecirc;ncias de gest&atilde;o e formula&ccedil;&atilde;o de    pol&iacute;ticas p&uacute;blicas inter e intra-setoriais; (III) fomentar o interc&acirc;mbio    das pr&aacute;ticas de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave;s pessoas vivendo    situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e segmentos populacionais sob risco;    (IV) trocar experi&ecirc;ncias sobre formas de participa&ccedil;&atilde;o da    sociedade civil, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais e comunidades    no desenvolvimento do plano nas v&aacute;rias esferas de gest&atilde;o; e (V)    acompanhar o desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de nas v&aacute;rias    esferas de gest&atilde;o.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">At&eacute; novembro de 2004, a iniciativa de    constituir a Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncias encontrava-se    sob a Coordena&ccedil;&atilde;o da SAS/MS; a partir de ent&atilde;o, essa atribui&ccedil;&atilde;o    passou &agrave;s m&atilde;os da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as    e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, do Departamento de An&aacute;lise    de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de da SVS/MS. Essa medida teve por objetivo    potencializar a preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, mediante interven&ccedil;&otilde;es    e atividades de vigil&acirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antes, a a&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de no campo da preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia eram    desenvolvidas, internamente, por &aacute;reas espec&iacute;ficas, como a &aacute;rea    da Sa&uacute;de da Mulher, da Crian&ccedil;a e do Adolescente, a Vigil&acirc;ncia    Sanit&aacute;ria e a Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Doen&ccedil;as Sexualmente    Transmiss&iacute;veis e Aids, da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de    (CN-DST/AIDS/SVS/MS). O Projeto de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, da    ent&atilde;o Secretaria de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de (SPS/MS), tamb&eacute;m    desenvolveu a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia    entre adolescentes e deu in&iacute;cio ao Projeto de Redu&ccedil;&atilde;o da    Morbimortalidade por Acidentes de Tr&acirc;nsito, citado no primeiro par&aacute;grafo    deste item do texto. Ao ser criada em junho de 2003, a SVS/MS deu continuidade    aos trabalhos iniciados pela SPS/MS nessa &aacute;rea, com um trabalho de an&aacute;lise    da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de em acidentes e viol&ecirc;ncias. O    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tamb&eacute;m participou de a&ccedil;&otilde;es    em parcerias intersetoriais, como o Programa de Combate ao Abuso e &agrave;    Explora&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Adolescentes, criado e desenvolvido    pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, &oacute;rg&atilde;o integrante    da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De 2001 a 2003, apoiaram-se a&ccedil;&otilde;es    nos n&uacute;cleos de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia nos Estados    do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Amap&aacute;, Mato Grosso do Sul e Para&iacute;ba,    al&eacute;m de um n&uacute;cleo no Munic&iacute;pio de Recife. Diagn&oacute;stico    realizado pela SAS/MS sobre as atividades dos n&uacute;cleos de Macei&oacute;,    Recife e Rio de Janeiro mostrou que o enfrentamento das viol&ecirc;ncias nas    diferentes localidades seguiu caminhos distintos, mesmo porque a diversidade    regional do Pa&iacute;s impede a ado&ccedil;&atilde;o de um &uacute;nico modelo    de estrutura. Assim, cada Estado tra&ccedil;ou sua trajet&oacute;ria de acordo    com as especificidades locais. Criaram-se espa&ccedil;os p&uacute;blicos para    a discuss&atilde;o sobre a viol&ecirc;ncia e seu impacto na Sa&uacute;de, realizaram-se    semin&aacute;rios sobre o tema e os Munic&iacute;pios promoveram a&ccedil;&otilde;es    de articula&ccedil;&atilde;o com as inst&acirc;ncias internas do governo, abrindo    espa&ccedil;o para a manifesta&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o    efetiva da popula&ccedil;&atilde;o e criando novas alternativas de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A constitui&ccedil;&atilde;o da Rede priorizou    o trabalho com os Munic&iacute;pios onde j&aacute; se articulavam redes de aten&ccedil;&atilde;o    e prote&ccedil;&atilde;o a pessoas e popula&ccedil;&otilde;es vivendo situa&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia. Selecionaram-se os Munic&iacute;pios com mais de 100.000    habitantes e piores &iacute;ndices de mortalidade por homic&iacute;dios, acidentes    de transporte e suic&iacute;dios. Esse processo foi desenvolvido pelo MS em    parceria com o Claves/ENSP/Fiocruz/MS.<sup>25</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Estabelecido esse <i>ranking</i> e considerado    o or&ccedil;amento dispon&iacute;vel para 2004, foram contemplados 36 Munic&iacute;pios,    dois Estados, dez institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e duas organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o governamentais na composi&ccedil;&atilde;o da Rede. Dois n&uacute;cleos    estaduais (Mato Grosso do Sul e Para&iacute;ba), que haviam realizado conv&ecirc;nios    em 2003, incorporaram-se &agrave; nova proposta do MS. Tamb&eacute;m foram abertas    possibilidades de outros Munic&iacute;pios e institui&ccedil;&otilde;es agregarem-se    &agrave; id&eacute;ia e fazerem parte da Rede. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    investiu cerca de R$ 5 milh&otilde;es e, at&eacute; o momento da finaliza&ccedil;&atilde;o    deste relat&oacute;rio, a Rede estava constitu&iacute;da de 62 n&uacute;cleos,    distribu&iacute;dos nas cinco macrorregi&otilde;es nacionais (<a href="#fig1">Figura    1</a>), principalmente concentrados na Regi&atilde;o Sudeste e em &Aacute;reas    Metropolitanas de capitais. Desses N&uacute;cleos, 14 s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es    de ensino e pesquisa que, junto com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, t&ecirc;m    a miss&atilde;o de capacitar, apoiar, monitorar, avaliar e sistematizar experi&ecirc;ncias.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a05f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os recursos para sua implementa&ccedil;&atilde;o    foram repassados mediante conv&ecirc;nios. Pode-se identificar dois pontos comuns    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dificuldades enfrentadas pelos n&uacute;cleos:    todos tiveram problemas na gest&atilde;o dos recursos financeiros advindos de    conv&ecirc;nios, o que caracteriza defici&ecirc;ncia na qualifica&ccedil;&atilde;o    dos gestores para lidar com esse aspecto administrativo-financeiro; e n&atilde;o    contavam com pessoal qualificado para a abordagem do tema Viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>I Oficina Nacional da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o    de Viol&ecirc;ncias e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em junho de 2005, a SVS/MS realizou, em Bras&iacute;lia,    o I Semin&aacute;rio da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncias    e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, com os objetivos de: (I) fomentar    a constitui&ccedil;&atilde;o da Rede pelos n&uacute;cleos municipais, estaduais,    acad&ecirc;micos e n&atilde;o governamentais; e (II) elaborar estrat&eacute;gias    para o estabelecimento de parcerias nas demais a&ccedil;&otilde;es, envolvendo    as tr&ecirc;s esferas de governo. O encontro possibilitou, ainda: troca de experi&ecirc;ncias;    pacto do papel das institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa; e defini&ccedil;&atilde;o    dos mecanismos de comunica&ccedil;&atilde;o da Rede e principais aspectos do    monitoramento das atividades desenvolvidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse encontro, realizou-se uma oficina com os    n&uacute;cleos acad&ecirc;micos integrantes da Rede, da qual participaram: Escola    Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica (Claves/ENSP/Fiocruz/MS); Universidade    Federal de Pernambuco; Universidade Estadual de Pernambuco; Universidade Federal    do Rio de Janeiro; Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Escola de Sa&uacute;de    Publica do Cear&aacute;; Escola de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia de Sobral;    Universidade Federal do Amazonas; Universidade de Bras&iacute;lia; e Universidade    Federal do Mato Grosso do Sul. Em seguida &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o    da experi&ecirc;ncia de cada n&uacute;cleo, constatou-se a import&acirc;ncia    de sua participa&ccedil;&atilde;o no processo de implementa&ccedil;&atilde;o    da Rede. Pactuaram-se as seguintes atribui&ccedil;&otilde;es:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">1. Defini&ccedil;&atilde;o de metodologias de    capacita&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o de cursos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Apoio &agrave; sistematiza&ccedil;&atilde;o    de experi&ecirc;ncias locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Constru&ccedil;&atilde;o de um cadastro nacional    de experi&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Proposi&ccedil;&atilde;o de indicadores de    monitoramento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Defini&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias    para serem avaliadas <i>a posteriori</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Apoio &agrave; sistematiza&ccedil;&atilde;o    de experi&ecirc;ncias de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de integrantes da Rede.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m das atribui&ccedil;&otilde;es gerais,    as atribui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas estabelecidas para algumas dessas    institui&ccedil;&otilde;es foram: para a Universidade Federal do Rio Grande    do Sul, desenvolvimento de indicadores de monitoramento da Rede; e para a Universidade    Federal de Mato Grosso do Sul, desenvolvimento de espa&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o    eletr&ocirc;nica da Rede.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em fevereiro de 2006, uma nova oficina reuniu    as institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas participantes da oficina de junho    de 2005, em que se integraram novos n&uacute;cleos &agrave; Rede: Centro de    Estudos, Pesquisa e Documenta&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Sa&uacute;de    P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo; Faculdade de Medicina de    Ribeir&atilde;o Preto, tamb&eacute;m da Universidade de S&atilde;o Paulo; e    Universidade Federal de Minas Gerais. Essa oficina reafirmou os compromissos    pactuados anteriormente, al&eacute;m de definir novos objetivos, a saber: (I)    fomentar projetos de extens&atilde;o e ensino sobre o tema Viol&ecirc;ncia nas    universidades; (II) apoiar a sistematiza&ccedil;&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o    de experi&ecirc;ncias de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de pelos integrantes da Rede; e (III) organizar cursos por n&uacute;cleos    selecionados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estabeleceram-se, de comum acordo, objetivos    espec&iacute;ficos para cada n&uacute;cleo. Definiu-se uma organiza&ccedil;&atilde;o    interna em que os n&uacute;cleos acad&ecirc;micos permaneceram respons&aacute;veis    pelo acompanhamento de determinados n&uacute;cleos da Rede, contemplando, preferencialmente,    a proximidade regional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra importante conclus&atilde;o do encontro    foi a de que a efici&ecirc;ncia de um processo em rede est&aacute; relacionada,    diretamente, &agrave; qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o entre os participantes.    Sendo assim, previu-se a inclus&atilde;o de todas as formas poss&iacute;veis    de troca de informa&ccedil;&otilde;es entre os n&uacute;cleos &#8211; comunica&ccedil;&atilde;o    via Internet; comunica&ccedil;&atilde;o horizontal; troca de experi&ecirc;ncias    em encontros anuais, nacionais e regionais &#8211;, incentivando-se o contato,    por telefone ou <i>e-mail</i>, entre os coordenadores dos n&uacute;cleos, as    institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Desafios e conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o muitos os desafios &agrave; inser&ccedil;&atilde;o    do tema Viol&ecirc;ncia no contexto da Sa&uacute;de, sua institucionaliza&ccedil;&atilde;o    e sustentabilidade. Um primeiro desafio consiste na cria&ccedil;&atilde;o e    posta em pr&aacute;tica de planos nacionais de preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as    e agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis, inclusive de preven&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia no n&iacute;vel local, articulado com as diferentes &aacute;reas    e experi&ecirc;ncias existentes. Outro desafio consiste na amplia&ccedil;&atilde;o    da capacidade da vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias, seja pela melhoria das    bases de dados e implanta&ccedil;&atilde;o da coleta de dados sobre viol&ecirc;ncia    (servi&ccedil;os sentinela), seja pela amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade    de an&aacute;lise dos dados existentes. Outra quest&atilde;o consiste na defini&ccedil;&atilde;o    de prioridades e apoio a pesquisas sobre as causas, conseq&uuml;&ecirc;ncias,    custos e atividades de preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de tamb&eacute;m lida com muitos desafios: incorpora&ccedil;&atilde;o    efetiva da preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia na aten&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria; fortalecimento das respostas assistenciais de sa&uacute;de    &agrave;s v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia em seu aspecto biopsicossocial;    atendimento &agrave;s urg&ecirc;ncias; e articula&ccedil;&atilde;o de parcerias    na busca de respostas integradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A iniciativa do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    de fomento da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncias e    Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de significa um importante passo no avan&ccedil;o    da abordagem do tema. As redes t&ecirc;m um grande potencial de inova&ccedil;&atilde;o,    atuam de maneira diferenciada &agrave; de institui&ccedil;&otilde;es isoladas    e n&atilde;o sup&otilde;em, necessariamente, um centro hier&aacute;rquico e    uma organiza&ccedil;&atilde;o vertical; s&atilde;o definidas pela multiplicidade    quantitativa e qualitativa dos elos entre seus diferentes membros, orientadas    por uma l&oacute;gica associativa. Dessa forma, elas se mant&ecirc;m din&acirc;micas,    sempre abertas &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o de novos grupos, interesses    e pessoas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A a&ccedil;&atilde;o de preven&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia faz-se de forma integrada e articulada entre diversas &aacute;reas    e um conjunto das pol&iacute;ticas sociais, seja com a Educa&ccedil;&atilde;o,    a Secretaria Especial de Direitos das Mulheres, a Justi&ccedil;a, a Assist&ecirc;ncia    Social, os Conselhos Tutelares, as universidades e outros parceiros, promovendo    a eq&uuml;idade social e de g&ecirc;nero. No esteio dessa articula&ccedil;&atilde;o,    &eacute; fundamental o apoio permanente &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o e    maior interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es para a preven&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia, bem como a busca de respostas pr&aacute;ticas que considerem    as pol&iacute;ticas internacionais de controle de tr&aacute;fico de armas, drogas    e seres humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A multiplicidade dos fatores determinantes dos    desafios envolvidos implica, de parte do setor Sa&uacute;de, a defini&ccedil;&atilde;o    de prioridades e um posicionamento, mais al&eacute;m do papel de contagem e    tratamento das v&iacute;timas, de articula&ccedil;&atilde;o e formula&ccedil;&atilde;o    de interven&ccedil;&otilde;es &agrave; altura de sua responsabilidade diante    dessa quest&atilde;o contempor&acirc;nea. Parafraseando Nelson Mandela, &quot;Devemos    fazer frente &agrave;s ra&iacute;zes da viol&ecirc;ncia. S&oacute; assim transformaremos    o legado do s&eacute;culo passado, de lastro oneroso em experi&ecirc;ncia ensinada&quot;.<sup>1</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos t&eacute;cnicos da Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral    de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Suely Andrade    e Valter Costa, pelas sugest&otilde;es apresentadas ao texto deste relat&oacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Relat&oacute;rio Mundial Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de. Genebra: OMS; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Minayo MCS, Souza ER. Viol&ecirc;ncia e sa&uacute;de    como um campo interdisciplinar e de a&ccedil;&atilde;o coletiva. Hist&oacute;ria,    Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de &#8211; Manguinhos 1998;4:513-531.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Adorno S. Socioeconomic exclusions and urban    violence. Sociologias 2002;8:84-135.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Minayo MCS, Souza ER, Malaquias JV, Reis AC,    Santos NC, Veiga JPC, Silva CFR, Fonseca IG. An&aacute;lise da morbidade hospitalar    por les&otilde;es e envenenamentos no Brasil em 2000. In: Minayo MCS, Souza    ER, organizadores. Viol&ecirc;ncia sob o olhar da sa&uacute;de. A infrapol&iacute;tica    da contemporaneidade brasileira. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    An&aacute;lise da tend&ecirc;ncia da morte violenta. In: Sa&uacute;de Brasil,    2005. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Assis SG. Estudo s&oacute;cio-epidemiol&oacute;gico    sobre viol&ecirc;ncia em escolares em Caxias &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica;    1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Acosta F, Barker G. Homens, viol&ecirc;ncia    de g&ecirc;nero e sa&uacute;de sexual e reprodutiva: um estudo sobre homens    no Rio de Janeiro/Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Promundo; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Debert GG. A fam&iacute;lia e as novas pol&iacute;ticas    sociais no contexto brasileiro. In: Dossi&ecirc; comportamentos familiares.    Interse&ccedil;&otilde;es: Revista de Estudos Interdisciplinares 2001;2:71-92.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Centro de Refer&ecirc;ncia, Estudos e A&ccedil;&otilde;es    sobre Crian&ccedil;as e Adolescentes. Pesquisa sobre Tr&aacute;fico de Mulheres,    Crian&ccedil;as e Adolescentes para fins de explora&ccedil;&atilde;o sexual    comercial no Brasil &#8211; Relat&oacute;rio Nacional. Bras&iacute;lia: Cecria;    2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Deslandes SF. Fr&aacute;geis deuses: profissionais    da emerg&ecirc;ncia entre os danos da viol&ecirc;ncia e a recria&ccedil;&atilde;o    da vida. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Junqueira LAP, Inojosa RM. Desenvolvimento    social e intersetorialidade: a cidade solid&aacute;ria. S&atilde;o Paulo: Fundap;    1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Junqueira LAP. A gest&atilde;o intersetorial    das pol&iacute;ticas sociais e o terceiro setor. Sa&uacute;de e Sociedade 2004;13:25-36.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria GM n<sup>o</sup> 737, de 16 de maio de 2001. Disp&otilde;e sobre a    Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes    e Viol&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,    18 maio 2001. Se&ccedil;&atilde;o 1e.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    An&aacute;lise de s&eacute;rie temporal da mortalidade por acidentes por transporte    terrestre no Brasil e Regi&otilde;es, 1981 a 2001. In: Sa&uacute;de Brasil 2004.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004a.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Inqu&eacute;rito domiciliar sobre comportamento    de risco e morbidade referida de doen&ccedil;as e agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis:    Brasil, 15 capitais e Distrito Federal, 2002-2003. Rio de Janeiro: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de; 2004b.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Projeto do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Sentinelas de Viol&ecirc;ncia.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica    Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s Urg&ecirc;ncias. 2<sup>a</sup> ed. ampl. Bras&iacute;lia:    MS; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2007.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004c.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria GM n<sup>o</sup> 936, de 19 de maio de 2004. Disp&otilde;e sobre a estrutura&ccedil;&atilde;o    da Rede Nacional de Preven&ccedil;&atilde;o da Viol&ecirc;ncia e Promo&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de e a implanta&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    de n&uacute;cleos de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia em Estados    e Munic&iacute;pios. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o n<sup>o</sup> 96, Bras&iacute;lia,    20 maio 2004d. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Sulbrandt J. Avalia&ccedil;&atilde;o dos    programas sociais:   uma perspectiva cr&iacute;tica dos modelos usuais.   In: Kliksberg B, organizador. Pobreza:   uma quest&atilde;o inadi&aacute;vel. Bras&iacute;lia:   Enap; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    A   vigil&acirc;ncia, o controle e a preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as   cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis: DCNT no contexto   do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de Brasileiro. v. 1.   Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005b.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Peden MM, Krug E, Mohan D, et al. Five-year    WHO strategy on road traffic injury prevention. Geneva: World Health Organization;    2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro    e Legisla&ccedil;&atilde;o Complementar. Bras&iacute;lia: Departamento Nacional    de Tr&acirc;nsito; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Souza ER, Minayo MCS, coordenadores.   Avalia&ccedil;&atilde;o do Projeto de Preven&ccedil;&atilde;o de Acidentes   de Tr&acirc;nsito em cinco capitais. Bras&iacute;lia:   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Ranking da viol&ecirc;ncia por Munic&iacute;pios.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2003.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </b></font><font size="2" face="Verdana">Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de,    <br>   Esplanada dos Minist&eacute;rios,    <br>   Bloco G, Edif&iacute;cio-sede, 1<sup>o</sup> Andar, Sala 142,    <br>   Bras&iacute;lia-DF.    <br>   CEP: 70058-900    <br>   Email:<a href="mailto:deborah.malta@saude.gov.br">deborah.malta@saude.gov.br</a>;    <a href="mailto:cgdant@saude.gov.br">cgdant@saude.gov.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organização Mundial da Saúde</collab>
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