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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prêmio de incentivo ao desenvolvimento e à aplicação da epidemiologia no sus menção honrosa mestrado Vigilância de eventos adversos pós-vacina DPT e preditores de gravidade. Estado de São Paulo, 1984-2001]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="3" face="verdana"><strong>Pr&ecirc;mio de incentivo    ao desenvolvimento e &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da epidemiologia no sus    <br>   </strong><b>men&ccedil;&atilde;o honrosa</b></font> <font size="3" face="verdana"><b>mestrado</b></font><font size="2" face="verdana"></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Vigil&acirc;ncia de eventos adversos p&oacute;s-vacina    DPT e preditores de gravidade. Estado de S&atilde;o Paulo, 1984-2001</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Fabiana Ramos Martin de Freitas; Eliseu Alves    Waldman &#40Orientador)</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade    de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A vacina&ccedil;&atilde;o constitui a interven&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de P&uacute;blica com melhor desempenho em termos de custo-efetividade.    Por&eacute;m, como todas as tecnologias m&eacute;dicas, as vacinas n&atilde;o    s&atilde;o inteiramente livres de riscos e podem causar rea&ccedil;&otilde;es    indesej&aacute;veis. A maioria dos eventos adversos p&oacute;s-vacina&ccedil;&atilde;o    &#40EAPV&#41 n&atilde;o apresenta gravidade. Algumas vacinas amplamente utilizadas    pela popula&ccedil;&atilde;o, entretanto, t&ecirc;m sido associadas a raros,    por&eacute;m graves eventos adversos, que, por serem pouco freq&uuml;entes,    s&atilde;o identificados somente ap&oacute;s seu registro.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O fato de as vacinas serem aplicadas, geralmente,    em indiv&iacute;duos sadios induz tanto a popula&ccedil;&atilde;o como os profissionais    de sa&uacute;de a diminu&iacute;rem seu limiar de toler&acirc;ncia &agrave;    ocorr&ecirc;ncia de eventos adversos. Na d&eacute;cada de 60, por exemplo, v&aacute;rios    pa&iacute;ses suspenderam a vacina&ccedil;&atilde;o contra a var&iacute;ola,    antes mesmo da certifica&ccedil;&atilde;o de sua erradica&ccedil;&atilde;o;    mais recentemente, temos assistido &agrave; discuss&atilde;o de mudan&ccedil;as    da estrat&eacute;gia de imuniza&ccedil;&atilde;o contra poliomielite em virtude    da ocorr&ecirc;ncia de casos da doen&ccedil;a associados ao v&iacute;rus vacinal    atenuado. Acrescente-se o fato de que, &agrave; medida que as doen&ccedil;as    imunopreven&iacute;veis s&atilde;o controladas, existe a tend&ecirc;ncia de    se contraporem os riscos, a elas atribu&iacute;veis, aos da pr&oacute;pria vacina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O rigoroso monitoramento da seguran&ccedil;a    das vacinas &eacute; o principal instrumento para a manuten&ccedil;&atilde;o    da confian&ccedil;a e ades&atilde;o aos programas de imuniza&ccedil;&atilde;o,    evitando o ressurgimento de doen&ccedil;as j&aacute; controladas, como ocorreu    no passado, em v&aacute;rios pa&iacute;ses, com a coqueluche e, mais recentemente,    com a difteria. Justifica-se, assim, a necessidade de sistemas de vigil&acirc;ncia    de eventos adversos p&oacute;s-vacina com o objetivo de identificar, prontamente,    lotes reatog&ecirc;nicos, eventos adversos n&atilde;o conhecidos, assim como    oferecer subs&iacute;dios para a distin&ccedil;&atilde;o de preditores e grupos    de risco. A an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es obtidas por esses sistemas    tamb&eacute;m contribui para o aperfei&ccedil;oamento das estrat&eacute;gias    de vacina&ccedil;&atilde;o e do pr&oacute;prio sistema de vigil&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Preocupada com a seguran&ccedil;a das atividades    de vacina&ccedil;&atilde;o e com a manuten&ccedil;&atilde;o da confiabilidade    do programa de imuniza&ccedil;&atilde;o, a Secretaria de Estado da Sa&uacute;de    de S&atilde;o Paulo estabeleceu em 1984, de forma pioneira no Brasil, o sistema    de vigil&acirc;ncia passivo de eventos adversos p&oacute;s-vacina&ccedil;&atilde;o    &#40SVEAPV&#41, cuja finalidade &eacute; conhecer a magnitude do problema e    fundamentar, tecnicamente, medidas a serem tomadas diante de lotes de vacina    mais reatog&ecirc;nicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerou-se relevante o desenvolvimento de    um estudo a respeito de eventos adversos associados &agrave; vacina combinada    contra difteria, coqueluche e t&eacute;tano &#40DPT&#41 no Estado de S&atilde;o    Paulo, assim como a an&aacute;lise do desempenho do sistema de vigil&acirc;ncia    desses eventos, por duas raz&otilde;es principais: porque o Estado possui o    mais antigo sistema de vigil&acirc;ncia de eventos adversos p&oacute;s-vacina&ccedil;&atilde;o    do Pa&iacute;s; e, porque a vacina DPT, que faz parte do calend&aacute;rio b&aacute;sico    de imuniza&ccedil;&atilde;o, est&aacute; associada a grande parte das notifica&ccedil;&otilde;es    recebidas durante mais de 20 anos de exist&ecirc;ncia desse sistema de vigil&acirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Objetivos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">I. Descrever as principais caracter&iacute;sticas    dos eventos adversos associados &agrave; vacina tr&iacute;plice bacteriana &#40DPT&#41,    notificados no Estado de S&atilde;o Paulo entre 1984 e 2001.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">II. Desenvolver estudo explorat&oacute;rio de    preditores de formas graves desses eventos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">III. Descrever e avaliar o sistema de vigil&acirc;ncia    para eventos adversos p&oacute;s-vacina DPT desenvolvido pela Secretaria de    Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo durante o per&iacute;odo de 1984    a 2001, ou seja, desde a implanta&ccedil;&atilde;o do sistema at&eacute; a substitui&ccedil;&atilde;o    da vacina DPT pela vacina tetravalente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A &aacute;rea de abordagem deste estudo descritivo    de corte transversal compreende o Estado de S&atilde;o Paulo e focaliza a popula&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as at&eacute; 83 meses de idade que receberam pelo menos uma    dose de vacina DPT no Estado, entre 1984 e 2001.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados analisados foram os dispon&iacute;veis    na Divis&atilde;o de Imuniza&ccedil;&atilde;o do Centro de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica Professor Alexandre Vranjac &#40CVE&#41, da Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Consideraram-se duas defini&ccedil;&otilde;es    de caso: a vigente de 1984 a 1996; e outra, de 1997 a 2001. A primeira inclui    os EAPV-DPT apresentados nas 72 horas iniciais ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o,    independentemente da gravidade, em que quadros de encefalopatia foram considerados    at&eacute; sete dias ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o. A segunda defini&ccedil;&atilde;o    exclui os EAPV-DPT mais leves, como rea&ccedil;&otilde;es locais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados referentes ao per&iacute;odo de 1984    a 1998 encontravam-se armazenados em suporte eletr&ocirc;nico, pelo <i>software</i>    Epi Info, subdivididos em cinco bancos de dados distintos. Os dados de 1992    foram exclu&iacute;dos por estarem incompletos. De 1999 a 2001, os dados foram    armazenados por <i>software</i> desenvolvido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Todos os bancos originais foram convertidos para o <i>software</i> estat&iacute;stico    SPSS vers&atilde;o 8. Todas as vari&aacute;veis foram padronizadas; em seguida,    todos os dados foram integrados em um &uacute;nico banco.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Efetuou-se uma an&aacute;lise descritiva dos    EAPV-DPT e foram calculadas as taxas de notifica&ccedil;&atilde;o dos EAPV-DPT.    Os eventos foram classificados como graves e n&atilde;o-graves. Para a an&aacute;lise    explorat&oacute;ria de preditores de eventos adversos graves, analisaram-se    os dados relativos ao per&iacute;odo de vig&ecirc;ncia da primeira defini&ccedil;&atilde;o    de caso, por incluir os casos leves. Para a an&aacute;lise bivariada e multivariada,    tomou-se como vari&aacute;vel dependente aquela que expressa a gravidade do    evento, e como vari&aacute;veis independentes: sexo; idade; intervalo de tempo    entre a aplica&ccedil;&atilde;o da vacina e o in&iacute;cio da rea&ccedil;&atilde;o    adversa; dose aplicada; n&uacute;mero de casos de EAPV-DPT notificados por lote;    e antecedentes neurol&oacute;gicos pessoais e familiares. A exist&ecirc;ncia    de associa&ccedil;&atilde;o entre formas graves de EAPV-DPT e as exposi&ccedil;&otilde;es    de interesse foi investigada pelas estimativas, n&atilde;o ajustadas e ajustadas,    da <i>odds ratio</i> &#40OR&#41, com os respectivos intervalos de confian&ccedil;a    de 95%, mediante regress&atilde;o log&iacute;stica n&atilde;o condicional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A descri&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o    do sistema foram efetuadas segundo metodologia proposta pelos Centers for Disease    Control and Prevention, dos Estados Unidos da Am&eacute;rica &#40CDC&#47EUA&#41,    que prev&ecirc;, inicialmente, a avalia&ccedil;&atilde;o da magnitude do agravo    como problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica e a descri&ccedil;&atilde;o dos    componentes do sistema. Em seguida, analisaram-se indicadores qualitativos e    quantitativos de desempenho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc;    de &Eacute;tica da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade    de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De 1984 a 2001, aplicaram-se 54.204.325 doses    de vacina DPT no Estado de S&atilde;o Paulo, com a notifica&ccedil;&atilde;o    de 10.051 EAPV-DPT, correspondentes a 6.266 casos &#8211; em m&eacute;dia, 1,6    EAPV-DPT por caso notificado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em todo o per&iacute;odo de interesse, analisando-se    os casos para os quais havia a respectiva informa&ccedil;&atilde;o, 29,5% (1.661/5.632)    deles foram internados, houve contra-indica&ccedil;&atilde;o das doses subseq&uuml;entes    de vacina DPT em 68,2% (1.154/1.691) e, em 97,4% (3.166/3.250), observou-se    evolu&ccedil;&atilde;o para a cura sem seq&uuml;elas. N&atilde;o se confirmaram    &oacute;bitos associados &agrave; vacina DPT.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na vig&ecirc;ncia da primeira defini&ccedil;&atilde;o    de caso (1984-1996), 32,0% (1.246/3.887), 21,6% (767/3.547), 67,9% (1.136/1.673)    e 97,4% (3.143/3.236) dos casos notificados foram classificados, respectivamente,    como graves, submetidos a tratamento hospitalar, contra-indicados para as doses    subseq&uuml;entes de vacina DPT e evolu&iacute;dos para a cura sem seq&uuml;elas.    Na vig&ecirc;ncia da segunda defini&ccedil;&atilde;o (1997-2001), essas propor&ccedil;&otilde;es    atingiram 88,0% (2.094/2.379) de formas graves e 42,9% (894/2.085) de hospitalizados.    Para o segundo per&iacute;odo, n&atilde;o se encontram dispon&iacute;veis informa&ccedil;&otilde;es    referentes &agrave; conduta e &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Cerca de 75,0% dos casos notificados tiveram    in&iacute;cio nas primeiras seis horas ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o    da vacina. Os EAPV-DPT mais notificados no per&iacute;odo do estudo foram: febre    abaixo de 39,5<sup>o</sup>C; epis&oacute;dio hipot&ocirc;nico-hiporresponsivo &#40EHH&#41; rea&ccedil;&atilde;o    local; e convuls&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O modelo final da an&aacute;lise, por meio da    regress&atilde;o log&iacute;stica multivariada, mostrou como exposi&ccedil;&otilde;es    associadas &agrave; gravidade do evento, independentemente: intervalo de tempo    inferior a uma hora entre a aplica&ccedil;&atilde;o da vacina e o evento (OR&#61    2,1; IC95%:1,6-2,9; p&lt;0,0001) primeira dose aplicada (OR&#61 5,8; IC95%:1,6-20,8;    p&lt;0,0001&#41; antecedentes neurol&oacute;gicos pessoais &#40OR&#61 2,2; IC95%:    1,1-4,8; p&lt;0,0001&#41; e antecedentes neurol&oacute;gicos familiares &#40OR&#61    5,3; IC95%: 2, 9-9,7; p&lt;0,0001&#41.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&otilde;es, recomenda&ccedil;&otilde;es    e impacto potencial dos resultados em Sa&uacute;de P&uacute;blica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Durante o per&iacute;odo de interesse, identificaram-se    6.266 casos de EAPV-DPT, dos quais 29,5% (1.662/5.643) foram internados, houve    contra-indica&ccedil;&atilde;o das doses subseq&uuml;entes de vacina DPT para    68,2% (1.159/1.699) e 97,4% (3.175/3.261) evolu&iacute;ram para a cura sem seq&uuml;elas.    N&atilde;o se confirmaram &oacute;bitos associados &agrave; vacina DPT.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na vig&ecirc;ncia da primeira defini&ccedil;&atilde;o    de caso (1984-1996), 32,0% (1.247) 3.898 dos EAPV-DPT foram classificados como    graves, enquanto na vig&ecirc;ncia da segunda (1997-2001), 88,0% deles (2.094/2.380)    obtiveram essa classifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na vig&ecirc;ncia da primeira defini&ccedil;&atilde;o    de caso (1984-1996), as taxas de casos notificados de rea&ccedil;&atilde;o local,    EHH e convuls&atilde;o foram de, respectivamente, 2,8, 1,6 e 1,3 por 100.000    doses aplicadas. Por sua vez, na vig&ecirc;ncia da segunda defini&ccedil;&atilde;o    de caso (1997-2001), as taxas de casos notificados de EHH e convuls&atilde;o    foram de 7,9 e 4,0 por 100.000 doses aplicadas, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Mostraram-se associadas &agrave; gravidade do    evento, independentemente das demais vari&aacute;veis: intervalo de tempo inferior    a uma hora entre a aplica&ccedil;&atilde;o da vacina e o evento &#40OR&#61 2,1&#41; primeira    dose aplicada &#40OR&#61 5,8&#41; e antecedentes neurol&oacute;gicos pessoais &#40OR&#61 2,2&#41    e familiares &#40OR&#61 5,3&#41.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O SVEAPV-DPT &eacute; um sistema passivo que    tem, como principais objetivos, identificar e confirmar eventos adversos p&oacute;s-vacina&ccedil;&atilde;o    (EAPV), conhecidos ou n&atilde;o, elaborar recomenda&ccedil;&otilde;es de condutas    e reconhecer lotes mais reatog&ecirc;nicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O SVEAPV &eacute; simples e flex&iacute;vel.    Sua sensibilidade &eacute; baixa, por&eacute;m &uacute;til para a descri&ccedil;&atilde;o    de diferentes tipos de EAPV e sua evolu&ccedil;&atilde;o, oferecendo dados indicativos    de sua magnitude, assim como subs&iacute;dios para a decis&atilde;o a ser tomada    diante de lotes mais reatog&ecirc;nicos; e para investiga&ccedil;&otilde;es    complementares, relativas &agrave; causalidade e preditores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O SVEAPV-DPT &eacute; capaz de detectar e investigar    excessos de notifica&ccedil;&atilde;o de EAPV-DPT em rela&ccedil;&atilde;o ao    esperado e subsidiar a atualiza&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de normas    referentes &agrave; seguran&ccedil;a do uso de vacinas no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A integralidade das informa&ccedil;&otilde;es    das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o &eacute; elevada e a oportunidade das    notifica&ccedil;&otilde;es &eacute; boa: 74% delas, aproximadamente, acontecem    at&eacute; o d&eacute;cimo dia p&oacute;s-vacina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">&Eacute; recomend&aacute;vel a inclus&atilde;o,    na pauta de discuss&otilde;es das revis&otilde;es peri&oacute;dicas do calend&aacute;rio    b&aacute;sico de imuniza&ccedil;&otilde;es, da ado&ccedil;&atilde;o da vacina    DPT de c&eacute;lula inteira pela acelular.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os sistemas passivos de VEAPV, a despeito de    suas limita&ccedil;&otilde;es, constituem o principal instrumento para estudar    a seguran&ccedil;a de vacinas no per&iacute;odo p&oacute;s-licen&ccedil;a, sendo,    entretanto, recomend&aacute;vel a incorpora&ccedil;&atilde;o de novas metodologias,    entre elas a de Munic&iacute;pios e unidades sentinelas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O cont&iacute;nuo aperfei&ccedil;oamento do SVEAPV,    sua avalia&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica, incorpora&ccedil;&atilde;o de    novas metodologias e interface melhor definida com a &aacute;rea regulat&oacute;ria    e com os grandes produtores nacionais de vacinas garantir&atilde;o a manuten&ccedil;&atilde;o    de grau apreci&aacute;vel de seguran&ccedil;a ao Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&atilde;o    (PNI).</font></p>      ]]></body>
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