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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adesão à vacina de influenza na área urbana de Aquidauana-MS coberta pelo Programa Saúde da Família]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>PR&Ecirc;MIO DE INCENTIVO AO    DESENVOLVIMENTO E &Agrave; APLICA&Ccedil;&Atilde;O DA EPIDEMIOLOGIA NO SUS 1&ordm;    LUGAR ESPECIALIZA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Ades&atilde;o &agrave; vacina de influenza    na &aacute;rea urbana de Aquidauana-MS coberta pelo Programa Sa&uacute;de da    Fam&iacute;lia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marta Dionina Mendon&ccedil;a dos Santos;    Luiza Helena de Oliveira Cazola (Orientadora)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Escola de Sa&uacute;de P&uacute;blica Dr. Jorge    David Nasser, Campo Grande-MS, Brasil. Universidade Federal de Mato Grosso do    Sul, Campo Grande-MS, Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2005),    por meio do &quot;Informe T&eacute;cnico da Campanha Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o    do Idoso&quot;, apresenta a influenza como uma das enfermidades infecciosas    que mais preocupam as autoridades sanit&aacute;rias no Brasil e no mundo. Ela    j&aacute; causou tr&ecirc;s pandemias, que levaram ao &oacute;bito mais de 50    milh&otilde;es de pessoas, geraram problemas sociais e grandes perdas econ&ocirc;micas:    a gripe espanhola (1918); a gripe asi&aacute;tica (1957); e a gripe de Hong    Kong (1968).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O &quot;Manual da Campanha de Vacina&ccedil;&atilde;o    do Idoso&quot; (Mato Grosso do Sul, 1999) afirma que a popula&ccedil;&atilde;o    maior de 60 anos de idade &eacute; um grupo que apresenta maior vulnerabilidade    &agrave;s doen&ccedil;as pulmonares agudas, como a gripe. Essa popula&ccedil;&atilde;o    tem um risco aumentado para as complica&ccedil;&otilde;es que podem suceder    a uma infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus influenza, principalmente as    pneumonias virais e bacterianas que ocasionam elevado n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares. Ainda de acordo com o Manual, a vacina&ccedil;&atilde;o melhora    a qualidade de vida dos idosos, tornando-se importante redutor de custos das    iniciativas com objetivo de diminuir a morbimortalidade e a taxa de interna&ccedil;&otilde;es    desse contingente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Munic&iacute;pio de Aquidauana, no Estado    de Mato Grosso do Sul (MS), alcan&ccedil;ou a meta proposta pelo Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de (70%), em quatro dos sete anos em que realizou a vacina&ccedil;&atilde;o    contra influenza; por&eacute;m, &eacute; ideal que essa   taxa se aproxime de 100%, j&aacute; que a vacina est&aacute; dispon&iacute;vel    nos servi&ccedil;os, para todos os indiv&iacute;duos da faixa et&aacute;ria   recomendada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Diante da import&acirc;ncia que a influenza    tem apresentado entre as doen&ccedil;as que ocorrem nessa popula&ccedil;&atilde;o,    pretendeu-se, com esta pesquisa, identificar, entre os idosos assistidos pelas    equipes do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) na zona urbana de Aquidauana-MS,    os fatores que influenciam na ades&atilde;o &agrave; vacina contra influenza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A escolha do tema deveu-se ao fato de a pesquisadora    atuar como coordenadora do Programa de Imuniza&ccedil;&atilde;o do   N&uacute;cleo Regional de Sa&uacute;de de Aquidauana-MS. O &oacute;rg&atilde;o    da Secretaria de Estado de Sa&uacute;de, durante a coordena&ccedil;&atilde;o   das campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o, observou que cerca de 30% da popula&ccedil;&atilde;o-alvo    n&atilde;o costuma se vacinar, a despeito   de o imunobiol&oacute;gico estar dispon&iacute;vel para 100% dos idosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Esta pesquisa procurou identificar fatores que    dificultavam a ades&atilde;o, que pudessem ser amenizados de forma a contribuir    para melhor uma cobertura vacinal da popula&ccedil;&atilde;o-alvo no Munic&iacute;pio    de Aquidauana-MS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Objetivo geral</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Identificar, entre a popula&ccedil;&atilde;o    maior de 60 anos de idade assistida pelas equipes do Programa Sa&uacute;de da    Fam&iacute;lia   na &aacute;rea urbana do Munic&iacute;pio de Aquidauana-MS, os fatores que influenciaram    na ades&atilde;o &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o contra   influenza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivos espec&iacute;ficos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> I. Caracterizar a popula&ccedil;&atilde;o segundo    sexo, idade e grau de escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> II. Identificar o conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vacina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> III. Caracterizar o acesso &agrave; vacina.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A pesquisa foi realizada no Munic&iacute;pio    de Aquidauana-MS, na &aacute;rea urbana atendida pelo Programa Sa&uacute;de    da   Fam&iacute;lia, o qual, at&eacute; o m&ecirc;s de setembro de 2005, era composto    por cinco unidades, respons&aacute;veis por uma cobertura   de 46,35%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A partir dos dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (Siab), no m&ecirc;s de setembro de 2005,    conheceu-   se o n&uacute;mero de idosos (&gt;60 anos de idade) cadastrados por micro&aacute;rea,    sendo 802 homens e 853 mulheres:   total de 1.655, nas cinco unidades do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    no Munic&iacute;pio de Aquidauana-MS, distribu&iacute;dos   em 34 micro&aacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por&eacute;m, foram exclu&iacute;dos da pesquisa    os idosos de duas micro&aacute;reas sem cobertura de agente comunit&aacute;rio    de   sa&uacute;de e os que possuem resid&ecirc;ncia nas micro&aacute;reas e que,    no entanto, passam maior parte do tempo na zona   rural, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel contact&aacute;-los; e outros que completaram    60 anos ap&oacute;s a campanha em 2005. Assim,   resultaram 32 micro&aacute;reas de estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Os agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de    (ACS) dessas 32 micro&aacute;reas listaram os idosos nominalmente, assinalando   (S) para os que aceitaram a vacina em 2005 (896) e (N) para os que n&atilde;o    a aceitaram (408), totalizando 1.304   idosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Do total de 1.304 idosos, foi calculada uma    amostra de 297, com &iacute;ndice de confian&ccedil;a de 95% e margem de erro   de 0,5%, estratificada segundo a aceita&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o da vacina.    Os idosos pesquisados encontravam-se distribu&iacute;dos   proporcionalmente, em cada unidade. A partir do total de idosos listados, foi    calculada a porcentagem que eles   representam por unidade. Por exemplo: na Vila Pinheiro, os 157 idosos listados    representam 12,0% dos 1.304,   enquanto 79 (S) s&atilde;o iguais a 50,3% e 78 (N) s&atilde;o iguais a 49,7%    dos 157.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na amostra por unidade, observou-se a propor&ccedil;&atilde;o    que ela representa no total de idosos (1.304). Por exemplo:   na Vila Pinheiro, 19 idosos (aproxima&ccedil;&atilde;o) correspondem a 12,0%    do total da amostra (297), onde dez (S) s&atilde;o   iguais a 50,3% e nove (N) s&atilde;o iguais a 49,7% dos 19.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram sorteados os idosos que representaram    a amostra proporcional de cada unidade. Eles foram visitados   pelo agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de e convidados a preencher o formul&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi realizada pesquisa descritiva, com aplica&ccedil;&atilde;o    de question&aacute;rio &agrave; popula&ccedil;&atilde;o-alvo de abordagem quantitativa.   A consolida&ccedil;&atilde;o dos dados foi quantitativa, mediante codifica&ccedil;&atilde;o    e tabula&ccedil;&atilde;o: constru&ccedil;&atilde;o de tabelas, pelas quais   foi poss&iacute;vel conhecer e analisar os resultados e sugerir a&ccedil;&otilde;es    para ajudar a melhorar a ades&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o-alvo   &agrave; vacina de influenza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O presente projeto de pesquisa foi levado &agrave;    aprecia&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica de Pesquisa da Universidade    Federal de Mato Grosso do Sul. Foram respeitados todos os princ&iacute;pios    &eacute;ticos contidos na Resolu&ccedil;&atilde;o No 196/96, assegurando confiabilidade,    privacidade, anonimato e sigilo da identidade dos sujeitos da pesquisa e, ao    mesmo tempo, garantindo imparcialidade, impessoalidade e objetividade na condu&ccedil;&atilde;o    do estudo e na reda&ccedil;&atilde;o dos relat&oacute;rios t&eacute;cnicos.    Dessa forma, os participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido    e foi firmado o compromisso de retorno dos resultados da pesquisa &agrave; Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de de Aquidauana-MS e &agrave;s unidades do PSF na &aacute;rea    urbana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Segundo dados da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE, 2006), no Brasil, a popula&ccedil;&atilde;o   na faixa et&aacute;ria maior de 60 anos est&aacute; constitu&iacute;da de 45,0%    de indiv&iacute;duos do sexo masculino e 55,0% do sexo   feminino. Em Mato Grosso do Sul, entretanto, a distribui&ccedil;&atilde;o &eacute;    igual entre os sexos, ficando em 50,0% para cada   um. No Munic&iacute;pio de Aquidauana-MS, especificamente, o sexo masculino    representa 49,8%, enquanto o feminino   constitui 50,2% dessa faixa et&aacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Na caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    pesquisada segundo sexo, a amostra segue o mesmo padr&atilde;o dos dados do   IBGE, com maior concentra&ccedil;&atilde;o no sexo feminino (59,3%) e menor    no sexo masculino (40,7%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    maior de 60 anos de idade nas faixas et&aacute;rias, segundo o IBGE, apresenta    maior   concentra&ccedil;&atilde;o de idosos com 60 a 69 anos: 56,4% no Brasil, 58,8%    em Mato Grosso do Sul e 54,0% em Aquidauana-   MS, caracter&iacute;stica mantida na amostra pesquisada (57,6%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A caracteriza&ccedil;&atilde;o por n&iacute;vel    de escolaridade, em todas as unidades, concentra o maior n&uacute;mero de idosos    entre   nenhuma escolaridade (22,2%) e n&iacute;vel fundamental (68,1%), dados que,    somados, colocam 90,3% dos idosos   pesquisados na condi&ccedil;&atilde;o de baixo n&iacute;vel de escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o da vacina    na amostra pesquisada, foram encontrados 63,9% que aceitaram a vacina em 2005    e 36,1% que n&atilde;o a aceitaram. Este dado mostra que a cobertura da vacina    de influenza nas &aacute;reas atendidas pelo PSF na &aacute;rea urbana do Munic&iacute;pio    de Aquidauana-MS &eacute; menor que a proposta pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (70,0%). Portanto, 36,1% das pessoas da popula&ccedil;&atilde;o pesquisada ficaram    desprotegidas para a influenza, no referido ano. Em rela&ccedil;&atilde;o aos    motivos de aceita&ccedil;&atilde;o, 75,0% dos idosos responderam que aceitam    porque a vacina previne contra a gripe, 8,4% disseram que a vacina &eacute;    boa, 6,8% disseram ter tomado porque algu&eacute;m os influenciou, restando    outro grupo que citou outros motivos diversos, como: 'O m&eacute;dico mandou';    '&Eacute; direito do idoso'; '&Eacute; importante'; e 'Para ter sa&uacute;de'.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como motivo para n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o    da vacina, o 'N&atilde;o querer' foi a explica&ccedil;&atilde;o mais citada    (23,3%), seguida do 'Medo de tomar a vacina' (22,4%), do 'N&atilde;o precisa'    (14,0%), do 'N&atilde;o sabia' (5,6%) e de outros motivos, dos quais 4,6% disseram    n&atilde;o terem tomado a vacina porque 'Ela mata'. Lembre-se a reflex&atilde;o    de Brum e colaboradores (2004). Segundo eles, a implanta&ccedil;&atilde;o da    vacina gerou a id&eacute;ia de que o governo pretendia matar os idosos para    n&atilde;o pagar aposentadoria, possivelmente &eacute; verdadeira na &aacute;rea    pesquisada. Se forem considerados os que mencionaram o medo sem especific&aacute;-lo,    o n&uacute;mero dos que pensam que a vacina mata pode ser ainda maior. Tamb&eacute;m    apareceram outros motivos de n&atilde;o-ades&atilde;o: possibilidade de pegar    gripe ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o; medo; e desinteresse dos idosos,    por acharem que n&atilde;o ficam gripados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quando questionados sobre o recebimento de orienta&ccedil;&atilde;o    sobre a vacina, 88,5% da popula&ccedil;&atilde;o responderam   afirmativamente, o que se considera um &iacute;ndice de orienta&ccedil;&atilde;o    satisfat&oacute;rio, embora possa ser melhorado com a   intensifica&ccedil;&atilde;o do trabalho das equipes das unidades de sa&uacute;de.    Ao distribuir a popula&ccedil;&atilde;o pesquisada segundo fonte   de orienta&ccedil;&atilde;o, o ACS aparece como o maior orientador em todas    as unidades, seguido dos outros profissionais da   unidade, como o m&eacute;dico e o vacinador. Outras fontes de orienta&ccedil;&atilde;o,    como familiares, vizinhos e amigos, tamb&eacute;m   foram mencionadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao conhecimento da    campanha de vacina&ccedil;&atilde;o, 97,3% disseram que souberam e citaram os    meios   de comunica&ccedil;&atilde;o pelos quais tomaram conhecimento, sendo que freq&uuml;entemente,    mais de um instrumento foi   citado pelo mesmo indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O ACS aparece como o meio de divulga&ccedil;&atilde;o    mais citado (206), seguido da televis&atilde;o (176), do r&aacute;dio (149)    e dos profissionais da unidade de sa&uacute;de (95). Os menos citados foram    faixas de rua (quatro), cartazes (24) e carro de propaganda (40). Um grupo (38)    tamb&eacute;m citou outros agentes divulgadores: familiares, vizinhos e amigos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A distribui&ccedil;&atilde;o dos idosos segundo    local onde tomaram a &uacute;ltima dose de vacina apresentou, em todas as unidades    pesquisadas, maior freq&uuml;&ecirc;ncia de idosos que tomaram na unidade local    (121 idosos: 40,7%); contudo, um grupo procurou outra unidade, sendo mais significativo    o do Guanandy (20) e o da Trindade (15), perfazendo o total de 43 idosos (14,4%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; dificuldade de acesso, ela foi    alegada por apenas 5,4% dos 297 entrevistados; destes, 2,7% n&atilde;o citaram    que tipo de dificuldade tiveram, 0,7% citaram a dist&acirc;ncia e, na Vila Quarenta,    1,4%, citaram a falta de vacina. Essas revela&ccedil;&otilde;es tornam poss&iacute;vel    concluir que, apesar de a vacina ser facilmente acess&iacute;vel, ainda 36,1%    deixaram de tom&aacute;-la.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&otilde;es, recomenda&ccedil;&otilde;es    e impacto potencial dos resultados em Sa&uacute;de P&uacute;blica </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa, que foi aplicada buscando identificar    fatores que influenciam na ades&atilde;o dos idosos &agrave; vacina da   influenza, chegou &agrave;s seguintes conclus&otilde;es, de acordo com os objetivos    propostos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Na caracteriza&ccedil;&atilde;o segundo sexo,    a popula&ccedil;&atilde;o pesquisada est&aacute; distribu&iacute;da com maior    concentra&ccedil;&atilde;o feminina em   tr&ecirc;s das cinco unidades pesquisadas. Quanto &agrave; faixa et&aacute;ria,    a que det&eacute;m maior n&uacute;mero &eacute; a dos 65 aos 70 anos   (35,4%). Quanto ao n&iacute;vel de escolaridade, a maior concentra&ccedil;&atilde;o    dos idosos pesquisados apresenta nenhuma   escolaridade e ensino fundamental incompleto, caracterizando baixa escolaridade,    um fator que dificulta a   compreens&atilde;o da import&acirc;ncia da vacina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Na identifica&ccedil;&atilde;o do conhecimento    da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vacina contra gripe,    100,0% disseram que   sabiam de sua exist&ecirc;ncia. Contudo, entre 60,0 e 88,8% por unidade &#8211;    no total de 49,2% &#8211; n&atilde;o possui cart&atilde;o   de vacinas, apesar de apenas 31,6% destes declararem que n&atilde;o a aceitam,    assim distribu&iacute;dos entre 30,8 e   47,4% nas unidades pesquisadas. Foram mencionados motivos v&aacute;rios para    a n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o, sendo o medo o   mais freq&uuml;ente, certamente relacionado com o baixo n&iacute;vel de escolaridade    e a dificuldade de entendimento   do risco/benef&iacute;cio da vacina. Por sua vez, os que aceitam, entre 52,6    e 69,2% &#8211; no total de 63,9% &#8211; citam a   preven&ccedil;&atilde;o como principal motivo de aceita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Outro fator importante demonstrado pelo estudo    sobre o conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    vacina &eacute;   o trabalho do ACS. O agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de aparece como    a principal fonte de orienta&ccedil;&atilde;o e meio de   divulga&ccedil;&atilde;o. Esta constata&ccedil;&atilde;o permite concluir que    o crescimento do n&uacute;mero de idosos que aceitam a vacina,   a cada ano, deve-se &agrave; hist&oacute;ria da implanta&ccedil;&atilde;o das    unidades do PSF no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Quanto aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o    usados para divulgar a vacina&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do agente comunit&aacute;rio    de sa&uacute;de,   a televis&atilde;o e o r&aacute;dio s&atilde;o meios importantes; j&aacute;    os cartazes e faixas de rua, apesar de usados com freq&uuml;&ecirc;ncia,   n&atilde;o produzem sobre o idoso o efeito direto desejado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - A caracteriza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave;    vacina mostrou que ela est&aacute; dispon&iacute;vel e de f&aacute;cil acesso    para quase toda a popula&ccedil;&atilde;o   pesquisada. Foram citados poucos fatores de dificuldade de acesso, por um pequeno    n&uacute;mero de idosos.   Isso, entretanto, n&atilde;o garantiu a cobertura desejada de pelos menos 70%    da popula&ccedil;&atilde;o, meta do Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Diante das conclus&otilde;es supracitadas, justificam-se    as seguintes sugest&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Orienta&ccedil;&atilde;o do agente comunit&aacute;rio    de sa&uacute;de, para saber argumentar contra os motivos mencionados de n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o,    refor&ccedil;ando o trabalho que j&aacute; &eacute; feito, j&aacute; percebido    no crescimento da aceita&ccedil;&atilde;o da vacina ano a ano.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> - Orienta&ccedil;&atilde;o da equipe do PSF    para o controle de cobertura vacinal por unidade, possibilitando a busca dos   ausentes na vacina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Aumento da cobertura de Programa Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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