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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Idosos do Município do Recife, Estado de Pernambuco, Brasil: uma análise da morbimortalidade hospitalar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Elderly people of the Municipality of Recife, State of Pernambuco, Brasil: an analysis of morbimortality in hospitals]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Pernambuco de Ciências Médicas Departamento de Medicina Social]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article analyses the current morbidity and mortality situation (2005) of the elderly (60-year-old or more) in the Municipality of Recife, State of Pernambuco, Brazil. Data were obtained from the Hospitals Information System, of the Brazilian Health System (SIH/SUS). Elderly people, who represent 9.4% of the general population, were responsible for 19.2% of the hospitals admissions (AIH type I). The six main causes of the admission of the elderly were circulatory system diseases, followed by digestive system and respiratory system diseases, neoplasias and external causes, which together represented 68.1% of hospital morbidity causes. It was verified that the coefficient of hospital mortality of the elderly population was 3.3 times more than that of adults. Among women, the difference was even higher (five times). It was observed that the main causes for the morbidity among the elderly are passive to reduction through wide political promotion, prevention as well as opportune and adequate treatment of these illnesses.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[envelhecimento populacional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Idosos do Munic&iacute;pio do Recife, Estado    de Pernambuco, Brasil: uma an&aacute;lise da morbimortalidade hospitalar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Elderly people of the Municipality of Recife,    State of Pernambuco, Brasil: an analysis of morbimortality in hospitals</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Juliana Siqueira Santos; Maria Dilma de Alencar    Barros</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Departamento de Medicina Social, Faculdade de    Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade de Pernambuco, Recife-PE, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O artigo analisa o quadro atual (2005) de morbidade    e mortalidade hospitalar dos idosos (60 anos ou mais de idade) no Munic&iacute;pio    do Recife, Estado de Pernambuco, Brasil. Os dados foram obtidos a partir do    Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de    Sa&uacute;de (SIH/SUS). Os idosos, que representavam 9,4% da popula&ccedil;&atilde;o    geral, foram respons&aacute;veis por 19,2% das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    (AIH tipo I). As seis principais causas de interna&ccedil;&atilde;o em idosos    foram doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio, seguidas das doen&ccedil;as    do aparelho digestivo, doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio, neoplasias    e causas externas, que, juntas, representaram 68,1% das causas de morbidade    hospitalar. Verificou-se um coeficiente de mortalidade hospitalar da popula&ccedil;&atilde;o    idosa 3,3 vezes superior ao dos adultos. Entre as mulheres, essa diferen&ccedil;a    foi ainda maior (cinco vezes). Observou-se que as principais causas de morbidade    e mortalidade entre os idosos s&atilde;o pass&iacute;veis de redu&ccedil;&atilde;o,    mediante pol&iacute;ticas amplas de promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o    e tratamento oportuno e adequado dessas doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> envelhecimento populacional;    hospitaliza&ccedil;&atilde;o; indicadores de morbimortalidade. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This article analyses the current morbidity and    mortality situation (2005) of the elderly (60-year-old or more) in the Municipality    of Recife, State of Pernambuco, Brazil. Data were obtained from the Hospitals    Information System, of the Brazilian Health System (SIH/SUS). Elderly people,    who represent 9.4% of the general population, were responsible for 19.2% of    the hospitals admissions (AIH type I). The six main causes of the admission    of the elderly were circulatory system diseases, followed by digestive system    and respiratory system diseases, neoplasias and external causes, which together    represented 68.1% of hospital morbidity causes. It was verified that the coefficient    of hospital mortality of the elderly population was 3.3 times more than that    of adults. Among women, the difference was even higher (five times). It was    observed that the main causes for the morbidity among the elderly are passive    to reduction through wide political promotion, prevention as well as opportune    and adequate treatment of these illnesses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> ageing of population; hospitalization;    morbimortality indicators.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O envelhecimento populacional, um fen&ocirc;meno    iniciado nos pa&iacute;ses desenvolvidos, com a queda das taxas de mortalidade    e fecundidade e o conseq&uuml;ente aumento da expectativa de vida, &eacute;    hoje uma realidade mundial. No Brasil, assistiu-se, no final do s&eacute;culo    XX, a um verdadeiro incremento no n&uacute;mero de idosos, o que trouxe um forte    impacto sobre as demandas sociais, como as de educa&ccedil;&atilde;o e emprego,    sa&uacute;de e previd&ecirc;ncia social.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O envelhecimento populacional traz &agrave; tona    a discuss&atilde;o   do que &eacute; ser idoso. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial   da Sa&uacute;de (OMS) define pessoa idosa como aquela   de 60 anos de idade ou mais, para os pa&iacute;ses em desenvolvimento,   e de 65 anos ou mais, para os pa&iacute;ses   desenvolvidos.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Estado de Pernambuco, a expectativa de vida   ao nascer est&aacute; em torno de 67,52 anos, pouco abaixo   da m&eacute;dia da Regi&atilde;o Nordeste (69 anos), chegando a   71,08 anos para as mulheres.<sup>5</sup> O sistema de sa&uacute;de n&atilde;o   est&aacute; estruturado para atender a demanda crescente do   grupo populacional com mais de 60 anos de idade,   pois a defici&ecirc;ncia no atendimento ambulatorial e domiciliar   ainda leva muitos idosos a terem seu primeiro   atendimento em uma unidade hospitalar quando j&aacute;   se encontram em est&aacute;gios avan&ccedil;ados de doen&ccedil;a, aumentando   os custos e diminuindo as chances de um   melhor progn&oacute;stico.<sup>6</sup> Dessa forma, o envelhecimento   populacional produz impacto direto nesses servi&ccedil;os,   uma vez que os idosos apresentam mais problemas de   sa&uacute;de, gerando gastos elevados com sua aten&ccedil;&atilde;o sem   necessariamente alcan&ccedil;ar melhoria da qualidade de   vida e recupera&ccedil;&atilde;o de sua sa&uacute;de.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento acelerado da popula&ccedil;&atilde;o    idosa Brasileira traz uma preocupa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o    de novas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Faz-se necess&aacute;rio, portanto,    conhecer o perfil de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e de &oacute;bito desse grupo    et&aacute;rio para o planejamento das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de    que ser&aacute; alvo.<sup>7,8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema   &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH/SUS), criado em 1991 para   substituir o Sistema Nacional de Controle de Pagamentos   de Contas Hospitalares (SNCPCH), revela-se   um importante campo de investiga&ccedil;&atilde;o para an&aacute;lises   epidemiol&oacute;gicas. Por interm&eacute;dio dele, &eacute; poss&iacute;vel    a   elabora&ccedil;&atilde;o de indicadores &uacute;teis para a monitora&ccedil;&atilde;o   e avalia&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, da estrutura    dos </font><font size="2" face="Verdana">servi&ccedil;os e da pol&iacute;tica    m&eacute;dico-assistencial, propiciando   a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho de unidades, acompanhamento   de alguns n&uacute;meros absolutos, avalia&ccedil;&atilde;o da   cobertura da rede hospitalar e prioriza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es   de car&aacute;ter preventivo.<sup>8,9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SIH/SUS utiliza a autoriza&ccedil;&atilde;o    de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar   (AIH) como instrumento de coleta de dados,   classificada em dois tipos-modelos: AIH 1 (normal); e   AIH tipo 5 (de longa perman&ecirc;ncia). A AIH tipo 1 disp&otilde;e   de dados de identifica&ccedil;&atilde;o do paciente, de registro dos   procedimentos m&eacute;dicos e dos servi&ccedil;os de diagnose   e terapia a que o paciente foi submetido. A AIH 1   &eacute; indicada para a an&aacute;lise do perfil das interna&ccedil;&otilde;es   hospitalares.<sup>10,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho teve por objetivo caracterizar    as interna&ccedil;&otilde;es   e &oacute;bitos hospitalares, no &acirc;mbito do SUS, de   idosos (60 anos ou mais de idade) residentes na cidade   do Recife, Estado de Pernambuco, em 2005.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo de natureza descritiva.    Sua   popula&ccedil;&atilde;o-alvo foi composta por indiv&iacute;duos com 60   anos ou mais de idade, residentes na cidade do Recife,   capital do Estado de Pernambuco, que tiveram interna&ccedil;&atilde;o   hospitalar no &acirc;mbito do SUS, durante 2005.   Utilizou-se a defini&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da   Sa&uacute;de (OMS) para os pa&iacute;ses em desenvolvimento,<sup>4</sup>   tamb&eacute;m adotada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<sup>12</sup> que considera   idosos aqueles indiv&iacute;duos com 60 anos ou mais   de idade. Esta popula&ccedil;&atilde;o foi agrupada em tr&ecirc;s faixas   et&aacute;rias: 60 a 69; 70 a 79; e 80 anos e mais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o residente no Munic&iacute;pio    de Recife-PE   em 2005, usada para o c&aacute;lculo dos coeficientes, foi   disponibilizada pelo Departamento de Inform&aacute;tica do   SUS (Datasus).<sup>13</sup> Os dados de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar   foram obtidos do SIH/SUS. As vari&aacute;veis analisadas </font><font size="2" face="Verdana">foram:    sexo; idade; tipo de AIH; custo da interna&ccedil;&atilde;o;   diagn&oacute;stico principal, segundo cap&iacute;tulos da Classifica&ccedil;&atilde;o   Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas   Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; D&eacute;cima Revis&atilde;o (CID-10);   dias de perman&ecirc;ncia hospitalar; e &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram inclu&iacute;das apenas as AIH tipo 1,    emitidas no   in&iacute;cio da interna&ccedil;&atilde;o. As AIH tipo 5 foram utilizadas para   identificar o percentual que representam no conjunto   das interna&ccedil;&otilde;es. Para o diagn&oacute;stico principal, foram   utilizados todos os cap&iacute;tulos da CID-10; exclu&iacute;ram-se   apenas, do Cap&iacute;tulo XV, as interna&ccedil;&otilde;es por parto normal   e por ces&aacute;ria (c&oacute;digos 080 a 084.9), mantendo-se   as patologias relacionadas &agrave; gravidez e ao puerp&eacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As an&aacute;lises foram realizadas a partir    de n&uacute;meros absolutos, percentuais e alguns indicadores. A taxa de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar<sup>8</sup> foi calculada pela seguinte f&oacute;rmula:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a03aih.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O projeto deste estudo foi submetido e recebeu    a   aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade   de Pernambuco (UPE).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os idosos, que representavam 9,4% da popula&ccedil;&atilde;o    geral, foram respons&aacute;veis por 19,2% das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares,    quando analisada apenas a AIH tipo I (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). Do total    de 20.249 interna&ccedil;&otilde;es de idosos, incluindo todas as AIH, observou-se    predom&iacute;nio de AIH tipo I: 93,1%.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="#t1"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a03t1.gif" border="0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raz&atilde;o interna&ccedil;&otilde;es/popula&ccedil;&atilde;o    foi duas vezes maior para os idosos, em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo dos 20    aos 59 anos, aumentando gradualmente com o avan&ccedil;o da idade e apresentando-se    mais de duas vezes superior entre os idosos com 80 anos e mais, comparativamente    &agrave; daqueles entre 60 e 69 anos (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As seis principais causas de interna&ccedil;&atilde;o    em idosos, quando considerado o agrupamento de 60 anos ou mais de idade, foram    as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio, seguidas das doen&ccedil;as    do aparelho digestivo, doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio, neoplasias    e causas externas, que juntas, representaram 68,1% das causas de morbidade hospitalar.    Quando se analisam as faixas et&aacute;rias separadamente, verificam-se algumas    mudan&ccedil;as na ordem com que as interna&ccedil;&otilde;es &#8211; por essas    doen&ccedil;as &#8211; afetam cada uma delas. As interna&ccedil;&otilde;es por    doen&ccedil;as do aparelho digestivo ocuparam a segunda posi&ccedil;&atilde;o    entre os idosos; exceto nas pessoas com idade a partir de 80 anos, onde o grupo    das doen&ccedil;as respirat&oacute;rias sobressaiu-se como segunda causa de    morbidade hospitalar. As interna&ccedil;&otilde;es por causas externas passam    a ocupar a quarta posi&ccedil;&atilde;o entre esses registros na popula&ccedil;&atilde;o    idosa com 80 anos ou mais de idade, acima das neoplasias (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a03t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar    variou de forma   crescente, dos adultos para os idosos. Estes apresentaram   um coeficiente de interna&ccedil;&atilde;o mais de duas   vezes superior ao do grupo et&aacute;rio de 20 a 59 anos,   mostrando tend&ecirc;ncia crescente &agrave; medida que a idade   aumenta (dados n&atilde;o tabulados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os homens idosos apresentaram taxas de interna&ccedil;&otilde;es,   para todas as causas de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, maiores   que as mulheres; exceto para os transtornos mentais   e comportamentais, no grupo com 80 anos e mais   de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas de interna&ccedil;&otilde;es dos idosos,    de um modo geral, foram mais elevadas do que na popula&ccedil;&atilde;o com    20 a 59 anos de idade; as poucas exce&ccedil;&otilde;es ficaram por conta das    doen&ccedil;as do aparelho geniturin&aacute;rio nas mulheres, das causas externas    nos homens &#8211; ainda que de valor inferior &agrave; do grupo com idade a    partir de 80 anos &#8211; e dos transtornos mentais e comportamentais (em ambos    os sexos). Na maioria das causas, para as faixas et&aacute;rias de idosos, a    taxa de interna&ccedil;&atilde;o aumentou com o avan&ccedil;o da idade, seguindo    padr&atilde;o diferente apenas para as doen&ccedil;as do aparelho geniturin&aacute;rio    e neoplasias no sexo feminino e para os transtornos mentais e comportamentais    em ambos os sexos (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a03t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise do n&uacute;mero de dias de    interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por habitante/ano mostra que os idosos apresentam    um &iacute;ndice 2,4 vezes superior ao correspondente nos adultos: diferen&ccedil;a    de 2,7 entre os homens e de 2,2 entre as mulheres. Em todas as idades, os homens    apresentam &iacute;ndices mais elevados: a maior diferen&ccedil;a foi encontrada    na faixa de 70 a 79 anos; e a menor, entre os adultos (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a03t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de os adultos apresentarem<a name="t1"></a>    maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares (<a href="#tab1">Tabela    1</a>), as pessoas com 80 anos ou mais de idade s&atilde;o respons&aacute;veis    por um &iacute;ndice de gasto com hospitaliza&ccedil;&atilde;o cinco vezes maior,    aproximadamente. Essa diferen&ccedil;a de mais de tr&ecirc;s vezes entre idosos    e adultos cai para 2,5 quando se compara o grupo de 20 a 59 anos &agrave; faixa    et&aacute;ria de 60 a 69 anos; e aumenta para 3,4 em rela&ccedil;&atilde;o ao    &iacute;ndice do grupo de 70 a 79 anos. Entre os idosos, de qualquer faixa et&aacute;ria,    os homens apresentam, aproximadamente, gasto 1,7 vezes maior com hospitaliza&ccedil;&atilde;o    do que as mulheres, valor que cai para 1,2 vezes quando comparado ao gasto com    o grupo de adultos (<a href="#tab5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a03t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O coeficiente de mortalidade hospitalar (CMH)    nas faixas et&aacute;rias de idosos apresentou distribui&ccedil;&atilde;o semelhante    entre os sexos, aumentando com o avan&ccedil;o da idade. Verificou-se que o    CMH da popula&ccedil;&atilde;o idosa foi 3,3 vezes superior ao do mesmo coeficiente    para os adultos. Entre as mulheres essa diferen&ccedil;a foi ainda maior &#8211;    cinco vezes. J&aacute; entre os adultos, a mortalidade masculina mostrou-se    duas vezes superior &agrave; feminina (<a href="#tab6">Tabela 6</a>).</font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a03t6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s causas que    levaram os idosos a &oacute;bito, observa-se a import&acirc;ncia das doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio, das doen&ccedil;as respirat&oacute;rias e das    </font><font size="2" face="Verdana">doen&ccedil;as do aparelho digestivo. Somando-as,    obt&ecirc;m-se 67,2% das causas de &oacute;bitos hospitalares (dados n&atilde;o    tabulados).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SIH/SUS apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es,    como por   exemplo: o fato de o sistema n&atilde;o ser universal e assistir   apenas a parcela da popula&ccedil;&atilde;o dependente do SUS; a   possibilidade de emiss&atilde;o de mais de uma AIH para o   mesmo indiv&iacute;duo (fracionamento de longas interna&ccedil;&otilde;es,   transfer&ecirc;ncias de hospitais ou reinterna&ccedil;&otilde;es);   e ainda, a estrutura&ccedil;&atilde;o do sistema que remunera os   servi&ccedil;os hospitalares e privilegia a l&oacute;gica financeira   em detrimento da epidemiol&oacute;gica, podendo, assim,   comprometer a fidedignidade e a validade das informa&ccedil;&otilde;es.   <sup>8,10</sup> Apesar dessas limita&ccedil;&otilde;es, estudos como   este fazem-se necess&aacute;rios porque permitem delinear   o padr&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o idosa    no   &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, bem como os   custos correspondentes, podendo representar uma   aproxima&ccedil;&atilde;o das altas taxas de cobertura e do perfil   da popula&ccedil;&atilde;o geral atendida pelo SUS.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos apontam 5% do total de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    como percentual esperado para a AIH em interna&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia.<sup>1,8,15,18,19</sup>    O presente trabalho, ao considerar todas as idades, encontrou 10,4% de AIH tipo    5, o dobro do identificado em outros estudos, aproximando-se daquela propor&ccedil;&atilde;o    apenas quando se observou o segmento et&aacute;rio a partir dos 70 anos (4,4%)    (dados n&atilde;o apresentados).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Acredita-se que esse percentual foi maior no    Recife-PE em raz&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de vida    da popula&ccedil;&atilde;o dessa regi&atilde;o. Os demais estudos consultados    referem-se aos dados dispon&iacute;veis para o Brasil, n&atilde;o demonstrando    as varia&ccedil;&otilde;es inter-regionais. O n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    mais baixo ainda apresenta um agravante para o sistema: os mais jovens migram    para outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, em busca de emprego, fragilizando    ainda mais a rede de suporte familiar e implicando cuidados prolongados para    os mais idosos da mesma condi&ccedil;&atilde;o.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior raz&atilde;o interna&ccedil;&atilde;o/habitante    verificada nos idosos &eacute; compat&iacute;vel com os c&aacute;lculos de outros    estudos desenvolvidos no Brasil, bem como com os realizados entre a popula&ccedil;&atilde;o    norte-americana em 2000, evidenciando, dessa forma, uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o    desses servi&ccedil;os pela popula&ccedil;&atilde;o idosa.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&uacute;mero de AIH para mulheres foi um pouco   maior, corroborando o encontrado por outros estudiosos.   O grupo feminino utiliza mais os servi&ccedil;os de   sa&uacute;de, pela maior capacidade de autopercep&ccedil;&atilde;o de   seu estado de sa&uacute;de.<sup>10,20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando considerados os agravos segundo os grandes    grupos da CID-10, as tr&ecirc;s principais causas de morbidade hospitalar em    idosos s&atilde;o as doen&ccedil;as dos aparelhos circulat&oacute;rio, do aparelho    digestivo e do respirat&oacute;rio. Distribui&ccedil;&atilde;o semelhante foi    encontrada em outros trabalhos, para o Brasil e para o sul do pa&iacute;s, </font><font size="2" face="Verdana">com    diferen&ccedil;as apenas na ordem das doen&ccedil;as respirat&oacute;rias e    digestivas, que ent&atilde;o ocupavam o segundo e o terceiro lugares, respectivamente.<sup>1,8,14,21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diferentemente do encontrado por outros trabalhos,    as neoplasias e as causas externas surgiram como importantes causas de interna&ccedil;&atilde;o:    quarta e quinta coloca&ccedil;&otilde;es nessa lista, respectivamente. No estudo    de Lima-Costa e colaboradores,<sup>1</sup> para o Brasil, esses dois grupos de causas aparecem    como sexta e nona causas de hospitaliza&ccedil;&atilde;o entre idosos. J&aacute;    no estudo de Loyola Filho e colaboradores,<sup>8</sup> tamb&eacute;m para o Brasil, </font><font size="2" face="Verdana">as    neoplasias s&oacute; aparecem como s&eacute;tima causa de interna&ccedil;&atilde;o.    E um trabalho mais recente, de Martin e colaboradores,<sup>21</sup> ao analisar dados de    uma cidade do sul do Brasil, encontrou resultados semelhantes aos observados    por este estudo. Segundo esses autores, as neoplasias, as doen&ccedil;as do    aparelho geniturin&aacute;rio e as les&otilde;es, envenenamentos e algumas outras    conseq&uuml;&ecirc;ncias de causas externas aparecem como quarta, quinta e sexta    causas, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Importante aspecto levantado por este trabalho    &eacute; o   maior n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es dos homens por causas   externas, nas idades de 60 a 69 anos, o que poderia ser   explicado pela perpetua&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o freq&uuml;ente nos   homens mais jovens. A partir dos 70 anos, entretanto,   as interna&ccedil;&otilde;es de mulheres passam a ser maioria por   essa causa, com &ecirc;nfase na faixa et&aacute;ria dos 80 anos e   mais, em que essa propor&ccedil;&atilde;o atinge 60,7% das interna&ccedil;&otilde;es   por causas externas. Acredita-se que, entre as   mulheres, predominam as interna&ccedil;&otilde;es decorrentes da   osteoporose &#8211; por quedas e fraturas &#8211;, que acometem   o sexo feminino com maior freq&uuml;&ecirc;ncia. Estudo desenvolvido   no sul do pa&iacute;s verificou que predominam,   nos homens idosos, as conseq&uuml;&ecirc;ncias da viol&ecirc;ncia,   especialmente de tr&acirc;nsito; nas mulheres, s&atilde;o mais   freq&uuml;entes as quedas.<sup>14,16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra importante observa&ccedil;&atilde;o diz    respeito &agrave;s doen&ccedil;as   infecciosas e &agrave;s parasit&aacute;rias, que s&oacute; aparecem   como s&eacute;tima causa de interna&ccedil;&atilde;o na idade de 60 anos   ou mais; e como quarta causa de &oacute;bitos em pacientes   internados. Esse grupo de doen&ccedil;as foi referido por   outros autores<sup>1,8</sup> como a quarta causa de hospitaliza&ccedil;&atilde;o   entre idosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O padr&atilde;o de morbidade hospitalar dos idosos    difere do encontrado para o grupo de 20 a 59 anos de idade, no qual prevaleceram    as causas relacionadas &agrave; gravidez, parto e puerp&eacute;rio e as causas    externas &#8211; cada uma como principal causa nos sexos feminino e masculino,    respectivamente &#8211;, seguidas das doen&ccedil;as dos aparelhos digestivo,    circulat&oacute;rio e geniturin&aacute;rio &#8211; achado semelhante ao encontrado    por Loyola Filho e colaboradores<sup>8</sup> para o Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar,    o &iacute;ndice de hospitaliza&ccedil;&atilde;o   e o &iacute;ndice de custo de hospitaliza&ccedil;&otilde;es   se apresentam conforme o encontrado por outros   autores. S&atilde;o mais elevados para a popula&ccedil;&atilde;o da faixa   et&aacute;ria de 60 anos ou mais e aumentam progressivamente,   a partir dessa idade.<sup>1,10</sup> A taxa de interna&ccedil;&atilde;o   hospitalar no estrato a partir dos 60 anos foi mais de </font><font size="2" face="Verdana">duas    vezes superior &agrave; verificada para o grupo de 20   a 59 anos, resultado tamb&eacute;m encontrado por Loyola   Filho e colaboradores.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de interna&ccedil;&atilde;o por causas    externas foi superior nos homens mais jovens (20 a 59 anos de idade), embora    nas idades a partir de 80 anos voltasse a subir. As doen&ccedil;as mentais foram    menos expressivas entre os mais velhos, em ambos os sexos, e as doen&ccedil;as    digestivas apresentaram taxas maiores, diferentemente do encontrado para o Brasil    por Loyola Filho e colaboradores.<sup>8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O &iacute;ndice de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    observado para 2005, de 1,2 dias de interna&ccedil;&atilde;o consumidos por    habitante na faixa de 60 anos ou mais de idade, foi semelhante ao estimado pela    Portaria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que coordena a Pol&iacute;tica    de Sa&uacute;de do Idoso<sup>12</sup> no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observou-se, pelo c&aacute;lculo do &iacute;ndice    de gasto com hospitaliza&ccedil;&atilde;o, maior consumo de recursos por parte    da popula&ccedil;&atilde;o idosa, fato j&aacute; verificado em outros estudos    que enfatizam essa tend&ecirc;ncia mundial.<sup>1,12,19,21</sup> O custo da    hospitaliza&ccedil;&atilde;o por habitante nas idades de 60 anos e mais, verificado    por estes autores, foi mais de duas vezes superior ao encontrado nos fundamentos    da Pol&iacute;tica de Sa&uacute;de do Idoso, de abrang&ecirc;ncia nacional.<sup>12</sup>    Ademais, segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<sup>12</sup> os recursos    gastos com essas interna&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o revertidos    em benef&iacute;cio dessa popula&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o recebe abordagem    adequada nos hospitais e tampouco &eacute; objeto de triagens para fins de reabilita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando se confronta o custo da interna&ccedil;&atilde;o    com o tamanho da popula&ccedil;&atilde;o, observa-se que, para o conjunto da    popula&ccedil;&atilde;o idosa &#8211; 9,4% da popula&ccedil;&atilde;o </font><font size="2" face="Verdana">do    Recife-PE &#8211;, foram consumidos 26,1% do total gasto com hospitaliza&ccedil;&otilde;es    no Munic&iacute;pio: uma raz&atilde;o de custos de 2,8. O valor &eacute; semelhante    ao encontrado por outros autores ao analisarem idosos Brasileiros.<sup>1,19,21</sup> Isso    demonstra que a assist&ecirc;ncia hospitalar ao idoso demanda mais recursos    materiais, humanos e financeiros quando comparada &agrave; oferecida &agrave;    popula&ccedil;&atilde;o mais jovem, que apresenta uma raz&atilde;o de gastos    de 0,89. Essa diferen&ccedil;a no consumo dos recursos &eacute; verificada tanto    nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de dos pa&iacute;ses desenvolvidos quanto nos    dos pa&iacute;ses em desenvolvimento,<sup>21</sup> haja vista os idosos apresentarem, em    sua maioria, doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas que exigem maior complexidade tecnol&oacute;gica    e a aten&ccedil;&atilde;o de especialistas. Al&eacute;m disso, a capacidade    reduzida de resist&ecirc;ncia do organismo do idoso gera um maior tempo de perman&ecirc;ncia,    podendo levar, inclusive, a outras complica&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diversos estudos t&ecirc;m demonstrado a import&acirc;ncia   do grupo das doen&ccedil;as respirat&oacute;rias nas interna&ccedil;&otilde;es   e &oacute;bitos hospitalares.<sup>1,10,19,22</sup> A gripe (influenza) e a   pneumonia, por exemplo, ainda acometem os idosos   de forma expressiva e aparecem como segunda causa   de interna&ccedil;&atilde;o no Recife-PE, em 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O coeficiente de mortalidade hospitalar verificado    para as idades mais avan&ccedil;adas foi maior porque, provavelmente, os idosos    s&atilde;o portadores de m&uacute;ltiplas patologias cr&ocirc;nicas, que exigem    cuidados mais prolongados e aumentam a mortalidade nessa popula&ccedil;&atilde;o.    A taxa de mortalidade hospitalar t&ecirc;m sido utilizada como indicador da    qualidade da assist&ecirc;ncia em pa&iacute;ses desenvolvidos. No Brasil, entretanto,    o uso do SIH/SUS como </font><font size="2" face="Verdana">fonte de informa&ccedil;&otilde;es    epidemiol&oacute;gicas ainda &eacute; bastante incipiente, impossibilitando    que, pelo monitoramento do padr&atilde;o esperado para cada unidade hospitalar,    sejam evitados &oacute;bitos em um grande n&uacute;mero de idosos hospitalizados.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de n&atilde;o ser poss&iacute;vel estabelecer    rela&ccedil;&atilde;o   direta entre as causas da hospitaliza&ccedil;&atilde;o e do &oacute;bito,   verificam-se algumas similaridades entre elas, como   a import&acirc;ncia das doen&ccedil;as dos aparelhos circulat&oacute;rio,   respirat&oacute;rio e digestivo na morbidade e na mortalidade   hospitalar dos idosos no Recife-PE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fica evidente, entre essas conclus&otilde;es,    a possibilidade   de uso do SIH/SUS &#8211; a despeito de suas limita&ccedil;&otilde;es,   reconhecidas por este relato &#8211; para an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o   de morbimortalidade hospitalar na popula&ccedil;&atilde;o idosa.   Os resultados aqui apresentados mostram as principais   causas de morbidade entre os idosos, causas estas   que podem ser reduzidas com a ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas   amplas de promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e tratamento oportuno   e adequado para essas doen&ccedil;as. Elas podem e   devem servir de subs&iacute;dio &agrave; formula&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o   de a&ccedil;&otilde;es capazes de trazer mudan&ccedil;as favor&aacute;veis &agrave;    vida   dos idosos e ao SUS, como sistema respons&aacute;vel por seu   atendimento, entre outras compet&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se, outrossim, a necessidade de mudan&ccedil;a   do modelo atual de assist&ecirc;ncia para alternativas mais   eficientes, que minorem as interna&ccedil;&otilde;es e incluam   avalia&ccedil;&otilde;es adequadas da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de,    com   abordagem epidemiol&oacute;gica dos fatores de risco, planejamento   e consecu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es intersetoriais focadas   na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Lima-Costa MFF, Guerra HL, Barreto SM, Guimar&atilde;es    RM. Diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o    idosa Brasileira: um estudo da mortalidade e das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    p&uacute;blicas. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000;9:23-41.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Redes Estaduais de Aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; Sa&uacute;de do Idoso: guia operacional e portarias relacionadas &#91;monografia    na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: MS; 2002 &#91;acesso 1<sup>o</sup> out. 2006&#93;.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bvsms2.saude.gov.br/php/index.php">http://www.ministerio.saude.bvs.br/html/pt/pub_assunto/saude_idoso.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Pereira RS, Curioni CC, Veras R. Perfil demogr&aacute;fico    da popula&ccedil;&atilde;o idosa no Brasil e no Rio de Janeiro </font><font size="2" face="Verdana">em    2002. Textos Envelhecimento &#091;base de dados na Internet&#093; 2003. &#091;acesso 12 jul.    2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unati.uerj.br/">http//www.unati.uerj.br/tse/scielo</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de. Envelhecimento ativo: uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de. Bras&iacute;lia:    OPAS; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Indicadores sociodemogr&aacute;ficos prospectivos para o Brasil 1991-2030 &#091;base    de dados na Internet&#093;. Rio de Janeiro: IBGE; 2006 &#091;acesso 10 dez. 2006&#093;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/publicacao_UNFPA.pdf">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/publicacao_UNFPA.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Louren&ccedil;o RA, Martins CSF, Sanches MAS,    Veras RP.   Assist&ecirc;ncia ambulatorial geri&aacute;trica: hierarquiza&ccedil;&atilde;o    da   demanda. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005;39(2):   311-318.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Coelho Filho JM, Ramos LR. Epidemiologia do    envelhecimento no Nordeste do Brasil: resultados de inqu&eacute;rito domiciliar.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;33(5):445-453.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Loyola Filho AI, Matos DL, Giatti L, Afradique    ME, Peixoto SV, Lima-Costa MF. Causas de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    entre idosos Brasileiros no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.    Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2004;13(4):229-238.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Carvalho DM. Grandes sistemas nacionais de   informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: revis&atilde;o e discuss&atilde;o    da situa&ccedil;&atilde;o   atual. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1997;4:7-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Meneghell SN, Armani TB, Rosa RS, Carvalho    L.   Interna&ccedil;&otilde;es hospitalares no Rio Grande do Sul.   Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1997;6(2):49-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Lessa FJD, Mendes ACG, Farias SF, S&aacute;    DA, Duarte PO,   Melo Filho DA. Novas metodologias para vigil&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica: uso do sistema de informa&ccedil;&otilde;es   hospitalares &#8211; SIH/SUS. 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