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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A mortalidade de idosos no Brasil: a questão das causas mal definidas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study of mortality of elderly persons according to underlying causes permits the understanding of their epidemiological profile; but there is a large proportion of ill-defined causes. The objective of this work is to describe the Brazilian elderly mortality according to ill-defined underlying causes. Data source was the System of Information on Mortality of the Ministry of Health. Among variables, the ill-defined underlying cause of death was the main one [Chapter XVIII, International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems - 10th Revision (ICD-10)]. There was a 35% decrease in the occurrence of them observing the elderly deaths, from 1996 to 2005. An increase on the ratios (ill-defined/all deaths) was detected in 2005 from the deaths of 60 to 69 years to the deaths of 80 and more years: 9.9% and 14.8%, respectively. Methodologies to diminish these proportions are suggested; however, the most relevant factor is an adequate report by the physicians of the actual causes of death - underlying, associated and complications - in the death certificates.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>A mortalidade de idosos no Brasil: a quest&atilde;o    das causas mal definidas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Brazilian mortality of elderly persons: the    question about ill-defined underlying causes of death</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Helena P. de Mello Jorge<sup>I</sup>; Ruy Laurenti<sup>I</sup>;    Maria Fernanda Lima-Costa<sup>II</sup>; Sabina L&eacute;a Davidson Gotlieb<sup>I</sup>; Alexandre Dias    Porto Chiavegatto Filho<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Epidemiologia, Faculdade de    Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP,    Brasil    <br>   <sup>II</sup>N&uacute;cleo de Estudos em Sa&uacute;de    P&uacute;blica e Envelhecimento, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Universidade    Federal de Minas Gerais &#8211; Centro Colaborador da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em Epidemiologia do Envelhecimento    e Sa&uacute;de do Idoso &#8211;, Belo Horizonte-MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>  P&oacute;s-graduando &#8211; Doutorado &#8211; do Departamento de Epidemiologia,    Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo,    S&atilde;o Paulo-SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O envelhecimento populacional &eacute; um fato    marcante da transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica. O estudo das causas    b&aacute;sicas em idosos permite visualizar seu perfil epidemiol&oacute;gico,    embora possa ser prejudicado pela alta propor&ccedil;&atilde;o de causas mal    definidas. O objetivo deste trabalho &eacute; descrever a mortalidade dos idosos    por essas causas no Brasil. A fonte dos dados foi o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Entre as vari&aacute;veis,    a principal modalidade foi a causa b&aacute;sica mal definida &#091;Cap&iacute;tulo    XVIII da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; D&eacute;cima Revis&atilde;o    (CID-10)&#093;. O decr&eacute;scimo desses &oacute;bitos em idosos foi de 35% entre    1996 e 2005. Considerando os &oacute;bitos de 60 a 69 anos e os de 80 e mais    anos, as propor&ccedil;&otilde;es de mal definidos aumentaram em 9,9% e 14,8%,    respectivamente, no ano de 2005. M&eacute;todos visando a sua diminui&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o sugeridos, salientando-se que o fato mais importante &eacute; o de    os m&eacute;dicos preencherem adequadamente as declara&ccedil;&otilde;es de    &oacute;bito &#8211; com as reais causas b&aacute;sicas, conseq&uuml;enciais    e terminais &#8211;, objetivo maior dos estudiosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> envelhecimento; causas    de morte; declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito; epidemiologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> The study of mortality of elderly persons according    to underlying causes permits the understanding of their epidemiological profile;    but there is a large proportion of ill-defined causes. The objective of this    work is to describe the Brazilian elderly mortality according to ill-defined    underlying causes. Data source was the System of Information on Mortality of    the Ministry of Health. Among variables, the ill-defined underlying cause of    death was the main one &#091;Chapter XVIII, International Statistical Classification    of Diseases and Related Health Problems &#8211; 10th Revision (ICD-10)&#093;. There    was a 35% decrease in the occurrence of them observing the elderly deaths, from    1996 to 2005. An increase on the ratios (ill-defined/all deaths) was detected    in 2005 from the deaths of 60 to 69 years to the deaths of 80 and more years:    9.9% and 14.8%, respectively. Methodologies to diminish these proportions are    suggested; however, the most relevant factor is an adequate report by the physicians    of the actual causes of death &#8211; underlying, associated and complications    &#8211; in the death certificates.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> aging; cause of death; death    certificate; epidemiology.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O r&aacute;pido envelhecimento populacional &eacute;    a mudan&ccedil;a demogr&aacute;fica mais marcante observada em pa&iacute;ses    em desenvolvimento, a partir da segunda metade do s&eacute;culo XX. Esse fen&ocirc;meno,    inicialmente observado em pa&iacute;ses mais desenvolvidos, assume, naqueles,    uma velocidade sem precedentes na hist&oacute;ria da humanidade. O Brasil n&atilde;o    foge a essa regra, destacando-se em tr&ecirc;s aspectos: o envelhecimento de    sua popula&ccedil;&atilde;o tem sido gradual e cont&iacute;nuo; o segmento idoso    &eacute; o que mais cresce no pa&iacute;s; e o n&uacute;mero absoluto de idosos    se apresenta com valores elevados, constituindo-se na sexta maior popula&ccedil;&atilde;o    idosa do mundo.<sup>1</sup> Tais caracter&iacute;sticas conduzem a importantes repercuss&otilde;es    na demanda aos servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Acompanhando a evolu&ccedil;&atilde;o temporal,    no Brasil,   nota-se que esse crescimento apresentou comportamento   interessante: em 1980, a propor&ccedil;&atilde;o de idosos   (definidos como adultos de 60 anos de idade e mais)   foi igual a 6,1% (7.204.517 habitantes); j&aacute; no Censo   de 1991, passaram a ser 10.722.705 idosos (7,3%);   e em 2000, o Censo mostrou uma propor&ccedil;&atilde;o de 8,6%   (14.536.029 idosos). A estimativa para 2005 foi de   16.907.782 idosos; ou seja, em 25 anos, esse estrato   mais do que dobrou seu tamanho.<sup>2,3</sup></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana">&Eacute; digno de nota que o aumento dessa popula&ccedil;&atilde;o   vem ocorrendo de forma mais acentuada no segmento   dos mais velhos. Entre os censos de 1991 e 2000, a   popula&ccedil;&atilde;o de 60 a 69 anos de idade aumentou 28%,   ao passo que, para os de 70 a 79 e 80 anos e mais, esse   crescimento foi de 42% e 62%, respectivamente.<sup>4,5</sup> &Eacute;   poss&iacute;vel verificar, outrossim, que a esperan&ccedil;a de vida   no pa&iacute;s elevou-se de 66,9 anos, em 1991, para 72,1   anos, em 2005, com maior sobrevida para as mulheres;   e que a vida m&eacute;dia aos 60 anos cresceu 20,9 anos no   per&iacute;odo.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Resultados da Pesquisa Nacional por Amostra    de   Domic&iacute;lios (PNAD), realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto   Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), mostram   tend&ecirc;ncias positivas nas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e no    uso   de servi&ccedil;os de sa&uacute;de pela popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira.   Entre 1998 e 2003, diminuiu a preval&ecirc;ncia dos que   haviam estado acamados, melhoraram a auto-avalia&ccedil;&atilde;o   da sa&uacute;de e a capacidade funcional e aumentou   o n&uacute;mero de consultas m&eacute;dicas.<sup>6</sup> O IBGE, na S&iacute;ntese   de Indicadores Sociais 2007,<sup>7</sup> mostra um Brasil com   melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida, embora de forma desigual para os dois    extremos et&aacute;rios, com mais avan&ccedil;os para   os idosos do que para crian&ccedil;as, adolescentes e jovens,   levando a crer que o pa&iacute;s consegue oferecer mais sa&uacute;de   aos mais velhos. Para dar conta dessas necessidades, as   autoridades sanit&aacute;rias precisam conhecer o real perfil   epidemiol&oacute;gico desse estrato populacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com a municipaliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de, os gestores municipais de sa&uacute;de v&ecirc;em-se na conting&ecirc;ncia    de atender a uma grande e crescente demanda de idosos, nos v&aacute;rios enfoques    de sa&uacute;de e bem-estar. Lima-Costa e colaboradores<sup>2</sup> comentam    que as informa&ccedil;&otilde;es sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o    idosa e suas demandas por servi&ccedil;os m&eacute;dicos e sociais s&atilde;o    fundamentais para o planejamento da assist&ecirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de; e que, apropriadamente, as atuais condi&ccedil;&otilde;es de    sa&uacute;de dessa popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pouco conhecidas no Brasil.    Estudos epidemiol&oacute;gicos de base populacional, que analisam idosos residentes    na comunidade, forneceriam essa informa&ccedil;&atilde;o; por&eacute;m, n&atilde;o    s&atilde;o muito comuns no pa&iacute;s. Entre eles, sobressaem-se os de Ramos,<sup>8</sup>    Veras,<sup>9</sup> Ramos e colaboradores,<sup>10,11</sup> Coelho Filho e Ramos,<sup>12</sup>    Lima-Costa e colaboradores<sup>13</sup> e Lebr&atilde;o e Duarte.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As estat&iacute;sticas de mortalidade s&atilde;o    as mais utilizadas,   mundialmente, enquanto fontes de dados para   a avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de como um todo ou em estratos   populacionais &#8211; como no presente caso, de idosos.   A propor&ccedil;&atilde;o de mortes de 60 anos de idade e mais,   entre os &oacute;bitos totais no Brasil, elevou-se de 52,6%,   em 1996, para 58,6%, em 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quando se usa a mortalidade por causas para    avaliar a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa, h&aacute; de se considerar    que essa avalia&ccedil;&atilde;o pode estar comprometida, caso exista uma elevada    propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por causas mal definidas. No pa&iacute;s,    a maior quantidade de &oacute;bitos mal definidos concentra-se na faixa de 60    de idade e mais; isto &eacute;, representa 67,2% das mortes por causas mal definidas,    segundo dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (SIM) referentes a 2005.<sup>15</sup> Uma das explica&ccedil;&otilde;es    para a maior propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por causas mal definidas    &eacute; a dificuldade em se estabelecer a causa b&aacute;sica do &oacute;bito    nos idosos. Esta, provavelmente, &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia da presen&ccedil;a    de m&uacute;ltiplas doen&ccedil;as no idoso e da influ&ecirc;ncia da idade na    express&atilde;o cl&iacute;nica de sinais e sintomas para o diagn&oacute;stico    correto da causa b&aacute;sica do &oacute;bito.<sup>16,17</sup> Em 2000, o coeficiente    de mortalidade classificado como 'Sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica' aumentou    de 13,5 por 100.000 habitantes de 20 a 59 anos de idade para 109,7/100 mil hab.    de 60 a 69 anos, 297,4/100 mil hab. de 70 a 79 anos e 123,1/100 mil habitantes    de 80 anos de idade e mais. Os riscos relativos para as mortes sem assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica foram substancialmente maiores nas tr&ecirc;s faixas et&aacute;rias    idosas, comparativamente &agrave;quele associado com a mortalidade por todas    as causas, caracterizando um excesso de mortalidade.<sup>18</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Reduzir a propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos    por causas mal   definidas em idosos &eacute; importante porque permitir&aacute;   o estabelecimento de um perfil de mortalidade desse   estrato populacional muito mais pr&oacute;ximo da realidade;   e, tamb&eacute;m, a redu&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o de causas    mal   definidas para o pa&iacute;s como um todo, j&aacute; que a faixa   et&aacute;ria idosa concentra a maior parte dos &oacute;bitos sem   causa estabelecida, como j&aacute; foi mencionado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os objetivos deste trabalho s&atilde;o (i) descrever    a tend&ecirc;ncia, as faixas et&aacute;rias, a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica,    o local de ocorr&ecirc;ncia, o m&eacute;dico que atestou e as causas b&aacute;sicas    das mortes de idosos no Brasil, com &ecirc;nfase nas causas mal definidas, e    (ii) discutir poss&iacute;veis formas e metodologias que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o    dessas causas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A popula&ccedil;&atilde;o de estudo foi obtida    do banco de dados   do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade do   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#8211; SIM &#8211;, que apresenta os &oacute;bitos   do pa&iacute;s, de Estados e Munic&iacute;pios, segundo sexo, idade   e demais vari&aacute;veis constantes na declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito   (DO). Estudou-se, particularmente, a causa b&aacute;sica da   morte, com interesse especial nas causas mal definidas   (MD), contidas no Cap&iacute;tulo XVIII da Classifica&ccedil;&atilde;o   Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas   Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; D&eacute;cima Revis&atilde;o (CID-10)    &#8211;,   que incluem as 'Sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica'.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise foi feita de acordo com sexo,    idade, assist&ecirc;ncia   m&eacute;dica durante a doen&ccedil;a que levou &agrave; morte,   local de ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito e qualidade do m&eacute;dico   que forneceu a DO no per&iacute;odo de 1996 a 2005, al&eacute;m,   evidentemente, de um poss&iacute;vel detalhamento da causa   b&aacute;sica de morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo utilizou o banco de dados do SIM, sem    identifica&ccedil;&atilde;o nominal, de dom&iacute;nio p&uacute;blico, raz&atilde;o    pela qual n&atilde;o houve necessidade de submiss&atilde;o a um comit&ecirc;    de &eacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Tend&ecirc;ncia no per&iacute;odo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, as propor&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos    por causas MD mostram redu&ccedil;&otilde;es relevantes entre 1996 e 2005: de    15,1 para 10,4%, em todas as idades; e de 18,2 para 11,9%, em idosos de 60 anos    e mais. O decr&eacute;scimo dos &oacute;bitos por causas MD, para todas as idades,    foi de 31%, enquanto nos idosos, foi um pouco maior, de cerca de 35% (<a href="#fig1">Figura    1</a>). Verificam-se, no per&iacute;odo, decr&eacute;scimos maiores das mortes    por causas MD entre os &oacute;bitos gerais, de 137.039 para 104.455 (23,8%),    em compara&ccedil;&atilde;o com os &oacute;bitos dos idosos (de 86.893 para    70.240), com valor relativo igual a 19,2%. Nas Regi&otilde;es Sudeste, Sul e    Centro-Oeste, os valores s&atilde;o mais baixos, embora no Norte e no Nordeste,    a situa&ccedil;&atilde;o ainda seja muito preocupante, na medida em que os dados    evidenciam valores acima de 20%. No que tange &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    pelas unidades da Federa&ccedil;&atilde;o (UF), no ano 2000, 15 Estados apresentavam    propor&ccedil;&otilde;es equivalentes a 20% ou mais; em alguns deles, o valor    ultrapassava os 40%. Em 2005, observa-se que apenas sete UF (inclu&iacute;da    a Bahia) apresentavam essa propor&ccedil;&atilde;o entre 20 e 30% (<a href="#fig2">Figura    2</a>).</font></p>     <p><a name="fig1" id="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/4a04f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/4a04f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <b>Faixas et&aacute;rias</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ao se analisarem as freq&uuml;&ecirc;ncias das    mortes nos idosos por causas MD, de acordo com as idades, verifica-se que as    propor&ccedil;&otilde;es aumentam dos &oacute;bitos de 60 a 69 anos para os    de 80 anos e mais, variando entre 9,9 e 14,8%. De 1996 a 2005, os decr&eacute;scimos    foram de 28,8%, 39,3% e 37%, respectivamente para as mortes de 60 a 69, 70 a    79 anos e 80 anos e mais de idade (<a href="#tab1">Tabela 1</a>), com decl&iacute;nio    relativo menor entre os menos idosos.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/4a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Assist&ecirc;ncia m&eacute;dica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; vari&aacute;vel 'Assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica' e suas   modalidades, nota-se que, de 2000 a 2005, em mais   de 75% dos casos, havia sido preenchida a categoria   'Ignorada' ou nenhuma delas estava assinalada. Essa   constata&ccedil;&atilde;o revela o quanto h&aacute; por ser feito, todavia,   quando se objetiva declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito completas e   corretas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; relevante salientar que, em cerca de    8% das DO, havia-se preenchido que o falecido recebera assist&ecirc;ncia m&eacute;dica    na doen&ccedil;a que o levou &agrave; morte. Esse &eacute; um pren&uacute;ncio    de que a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o pode e deve ser melhorada, na    medida em que, havendo assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, a causa da morte n&atilde;o    pode ser mal definida (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/4a04t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Local do &oacute;bito</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Considerando-se o local de ocorr&ecirc;ncia    dos &oacute;bitos   MD dos idosos, destaca-se a categoria 'Domic&iacute;lio' em   propor&ccedil;&otilde;es superiores a 70%, chegando a 77% entre   1996 e 2005. Mortes ocorridas em 'Hospital' variaram   entre 15 e 23%, ao ser acrescida a categoria 'Outros   estabelecimentos de sa&uacute;de'. Quanto ao preenchimento   do local, &eacute; de se destacar que, nos &uacute;ltimos anos, a   aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o chegou a 2% das DO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados de 2005 mostram que em 16.513 &oacute;bitos    &#8211; 23,8% das mortes por causas MD em idosos &#8211;, a causa b&aacute;sica    poder-se-ia encontrar mais bem definida. Se os &oacute;bitos ocorreram em hospital,    algum tratamento foi ministrado e, portanto, a causa b&aacute;sica poderia,    ao menos, corresponder &agrave; hip&oacute;tese diagn&oacute;stica que os m&eacute;dicos    formularam em rela&ccedil;&atilde;o a esses pacientes (<a href="#tab3">Tabela    3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/4a04t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <b>M&eacute;dico atestante</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ao se considerar o conjunto de &oacute;bitos    por todas as causas, em 43,8% desse total, a DO encontrava-se assinada pelo    m&eacute;dico que tratou da pessoa que morreu (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).    Quando a causa era mal definida, essa propor&ccedil;&atilde;o decrescia para    15,2%; ressalte-se, contudo, que em 55,8% dos casos, nenhuma modalidade estava    preenchida.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/4a04t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Causas b&aacute;sicas da morte</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 2005, no Brasil, a propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos MD em idosos (11,9%) foi suplantada t&atilde;o-somente pelas    mortes cujas causas b&aacute;sicas eram doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    (36,5%), neoplasias (16%) e doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio (12,6%).    &Eacute; relevante, tamb&eacute;m, analisar a distribui&ccedil;&atilde;o dessas    mortes por causas MD, de acordo com categorias do Cap&iacute;tulo XVIII da CID-10,    pois o comportamento das mortes por senilidade, sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica    e demais causas, mostra aspectos interessantes (<a href="#tab5">Tabela 5</a>).    As mortes por senilidade foram pouco freq&uuml;entes em 2005 (3,8%), como em    anos anteriores (3% em 1996; 2,5% em 1999; e 2,8% em 2003). N&atilde;o obstante,    &eacute; mister ressaltar que, ao estudar esse grupo de causas segundo idade,    a propor&ccedil;&atilde;o aumenta dos idosos mais novos para os mais velhos.    A senilidade, por disposi&ccedil;&atilde;o da 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o da CID-10,<sup>19</sup>    n&atilde;o deve ser considerada como causa b&aacute;sica da morte, salvo quando    constitua o &uacute;nico diagn&oacute;stico informado pelo m&eacute;dico na    DO. Essa quest&atilde;o vem sendo discutida internacionalmente, entre os que    trabalham com mortalidade, haja vista que, para muitos, a senilidade pode ser    causa de morte.</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/4a04t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As freq&uuml;&ecirc;ncias dos &oacute;bitos    'Sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica' (SAM), a partir de 1996, reduziram-se    continuamente. Assim, de 59.237 casos em 1996, passaram a 35.329 &oacute;bitos    em 2005, ocasionando redu&ccedil;&atilde;o na propor&ccedil;&atilde;o SAM/total    de &oacute;bitos de 60 anos e mais de idade (cerca de 50%). A an&aacute;lise    desses casos segundo local da ocorr&ecirc;ncia da morte permite observar que,    das mortes em domic&iacute;lio, 65% foram consideradas SAM, enquanto dos falecimentos    em estabelecimentos de sa&uacute;de, apenas 7,3% assim se apresentaram.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados de mortalidade    de idosos   segundo causa b&aacute;sica permitiria visualizar o perfil   epidemiol&oacute;gico desse estrato populacional; entretanto,   seu conjunto encontra-se bastante prejudicado,   em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de grande propor&ccedil;&atilde;o    de mal   definidos. Para Britton,<sup>16</sup> conforme j&aacute; salientado, a   elevada propor&ccedil;&atilde;o de causas mal definidas pode decorrer   da maior dificuldade em selecionar a verdadeira   causa b&aacute;sica da morte dos idosos. Ao envelhecerem,   eles passam a apresentar, concomitantemente, v&aacute;rias   morbidades cr&ocirc;nico-degenerativas, como neoplasias,   hipertens&atilde;o, diabetes e outras doen&ccedil;as do aparelho   circulat&oacute;rio, da&iacute; a decis&atilde;o sobre a real causa b&aacute;sica   tornar-se bem mais complexa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ainda que, no Brasil, essa propor&ccedil;&atilde;o    entre os &oacute;bitos   de idosos venha decrescendo &#8211; de 1996 a 2005 &#8211;, o   valor de 11,9% em 2005 pode ser considerado alto, a   despeito de sua redu&ccedil;&atilde;o ter sido superior &agrave; dos &oacute;bitos   MD em todas as idades. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o estaria   na grande maioria (cerca de 70%) dos &oacute;bitos de idosos   ter ocorrido em domic&iacute;lio; por&eacute;m, quando se deseja   analisar esse fato em conjunto com o de ter tido ou   n&atilde;o assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel,    em raz&atilde;o   da elevada propor&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o 'Ignorada'.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O conhecimento da distribui&ccedil;&atilde;o    das mortes segundo   a vari&aacute;vel 'Assist&ecirc;ncia m&eacute;dica' e suas modalidades   &#8211; 'Sim'; 'N&atilde;o'; e 'Ignorada'    &#8211; poderia trazer   explica&ccedil;&otilde;es interessantes ao tema, na depend&ecirc;ncia do   preenchimento do item 45 da DO. &Eacute; de se ressaltar,   todavia, que a Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito continua sendo   muito mal preenchida, a ponto de suscitar d&uacute;vidas   sobre sua informa&ccedil;&atilde;o representar qualquer subs&iacute;dio   para uma an&aacute;lise adequada e precisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> H&aacute; de se referir que nem todos os m&eacute;dicos    t&ecirc;m o mesmo entendimento do que seja 'Assist&ecirc;ncia m&eacute;dica'.    Para muitos deles, trata-se da &quot;assist&ecirc;ncia m&eacute;dica no momento    da morte&quot; e n&atilde;o da men&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o    'Sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica na doen&ccedil;a que levou &agrave; morte',    conforme preconiza o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de na pr&oacute;pria DO.<sup>20</sup>    N&atilde;o haver assist&ecirc;ncia m&eacute;dica no momento da morte, para esses    m&eacute;dicos, poderia equivaler a &quot;Sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica&quot;,    mesmo que tenha havido hospitaliza&ccedil;&atilde;o anterior, com presta&ccedil;&atilde;o    de toda assist&ecirc;ncia poss&iacute;vel. Apesar desse erro de interpreta&ccedil;&atilde;o    do profissional respons&aacute;vel pelo preenchimento da DO, a propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos com a anota&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o houve assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica vem decrescendo entre os &oacute;bitos de 60 anos de idade e mais    no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, admitir que os &oacute;bitos classificados    como 'Sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica' (c&oacute;digo R98 da CID-10) reflitam    a falta de acesso dos idosos aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pode significar    a exist&ecirc;ncia de discrimina&ccedil;&atilde;o na assist&ecirc;ncia prestada    ao idoso, ao menos no momento do &oacute;bito.<sup>20</sup> E esse fato poder-se-ia    confirmar, t&atilde;o-somente, mediante investiga&ccedil;&atilde;o que inclu&iacute;sse    visita domicili&aacute;ria &agrave; fam&iacute;lia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A experi&ecirc;ncia dos que trabalham com resultados   de investiga&ccedil;&otilde;es e empregam v&aacute;rias metodologias   para avaliar a qualidade dos dados mostra que a   grande maioria das mortes por causas MD deve-se &agrave;   maneira equivocada com que o m&eacute;dico preenche a   DO. &Agrave;s vezes, casos muito bem diagnosticados (e com   diagn&oacute;sticos bem definidos) s&atilde;o declarados usando-se   termos vagos ou mal definidos, tais como &quot;parada card&iacute;aca&quot;,   &quot;insufici&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplos &oacute;rg&atilde;os&quot;, &quot;fal&ecirc;ncia   de m&uacute;ltiplos &oacute;rg&atilde;os&quot;, &quot;parada cardiorrespirat&oacute;ria&quot;,   &quot;coma&quot; e outros similares, os quais, por for&ccedil;a de   regras de codifica&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o classificados no Cap&iacute;tulo   XVIII da CID-10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Esse fato, associado aos resultados deste trabalho   (mais de 20% das mortes de idosos por causas MD   ocorreram em hospital ou outro estabelecimento de   sa&uacute;de; 15% das DO foram assinadas pelo m&eacute;dico que   tratou do falecido), levam &agrave; id&eacute;ia de que o investimento   na melhoria da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o da causa da   morte pode e deve se voltar para esses casos pautados   pela imprecis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O conhecimento mais pr&oacute;ximo da realidade    quanto   &agrave;s causas de morte de idosos no Brasil, com o objetivo de avaliar adequadamente    o perfil epidemiol&oacute;gico   desse grupo et&aacute;rio, deve se valer de outros m&eacute;todos,   mais completos, e n&atilde;o somente utilizar a DO. Aqui se   apresentam algumas metodologias poss&iacute;veis de serem   adotadas, visando esclarecer as causas mal definidas   em idosos. Al&eacute;m de permitir vislumbrar um panorama   mais real sobre a sa&uacute;de desse estrato populacional, as   sugest&otilde;es a seguir contribuiriam para a diminui&ccedil;&atilde;o   da propor&ccedil;&atilde;o das causas mal definidas em geral,   que, atualmente, conforme j&aacute; foi mencionado neste   relato, representa praticamente 70% do total dessas   mortes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Sugest&otilde;es visando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o    das causas mal definidas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &Eacute; importante repetir que, entre as mortes    por   causas mal definidas, est&atilde;o inclu&iacute;dos tanto os casos   que tiveram assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e para os quais n&atilde;o   foi poss&iacute;vel determinar a causa b&aacute;sica da morte &#8211; ou   o m&eacute;dico simplesmente preencheu a DO de forma   equivocada, registrando um sinal ou sintoma e n&atilde;o a   causa b&aacute;sica que levou &agrave; morte &#8211;, quanto aqueles em   que a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica inexistiu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Redistribui&ccedil;&atilde;o das mortes por    causas mal definidas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em &aacute;reas onde a propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos por causas   mal definidas &eacute; elevada, alguns pesquisadores t&ecirc;m   proposto, como poss&iacute;vel forma de tentar sanar o   problema, a redistribui&ccedil;&atilde;o desses casos.<sup>21</sup> Essa metodologia   adota a distribui&ccedil;&atilde;o proporcional real com   que ocorrem os &oacute;bitos bem definidos, em cada um dos   cap&iacute;tulos da CID-10, segundo idades. Esse processo,   aparentemente adequado, vem sendo discutido e   questionado, cada vez mais, e julgado insatisfat&oacute;rio. A   cr&iacute;tica &agrave; redistribui&ccedil;&atilde;o baseia-se, principalmente,    nos   pressupostos do m&eacute;todo, a saber:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - a redistribui&ccedil;&atilde;o das mortes    mal definidas exclui as   causas externas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - o Cap&iacute;tulo XVIII da CID-10 (causas    mal definidas)   apresentaria freq&uuml;&ecirc;ncia zero; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - a redistribui&ccedil;&atilde;o, baseando-se    na propor&ccedil;&atilde;o de cada   Cap&iacute;tulo da CID-10 entre as causas bem definidas,   tem-se mostrado, segundo pesquisas de campo, n&atilde;o   totalmente correta.<sup>20</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Para os autores deste relato, sua utiliza&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o &eacute; recomendada   e sim a promo&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es visando   ao esclarecimento das reais causas de morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Relacionamento entre bancos de dados (SIM    <i>versus</i> SIH/SUS)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH/SUS) disponibiliza um grande banco    de dados sobre as interna&ccedil;&otilde;es hospitalares pagas pelo SUS. Sua    cobertura tem sido estimada em cerca de 80% das interna&ccedil;&otilde;es no    Brasil, verificando-se valores mais altos nas Regi&otilde;es Norte e Nordeste.<sup>3</sup>    Relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o idosa, alguns autores t&ecirc;m    mostrado que o risco de hospitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; acentuadamente    mais alto entre idosos, comparativamente aos jovens. Esses mesmos autores mostram,    contudo, que as interna&ccedil;&otilde;es nas quais o diagn&oacute;stico principal    &eacute; apenas um sinal ou sintoma mal definido ocorrem em n&uacute;mero muito    pequeno.<sup>22</sup> Em face disso, &eacute; poss&iacute;vel imaginar que o    relacionamento (<i>linkage</i>) entre os bancos do SIM (considerando-se apenas    os &oacute;bitos hospitalares) e do SIH/SUS (interna&ccedil;&otilde;es cujo    tipo de sa&iacute;da tenha sido &oacute;bito) poder&aacute; trazer contribui&ccedil;&atilde;o    importante se o mesmo indiv&iacute;duo for localizado em ambos os bancos. S&atilde;o    vari&aacute;veis relevantes para constituir o par: data e local da morte; sexo;    e idade do paciente. Se a pessoa que faleceu tiver interna&ccedil;&atilde;o    anterior, cujo tipo de sa&iacute;da tenha sido 'Alta' e cujo &oacute;bito tenha    ocorrido <i>a posteriori</i> em domic&iacute;lio, &eacute; necess&aacute;rio    ter cautela no cruzamento proposto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Secretaria de Estado de Sa&uacute;de e Defesa    Civil do   Rio de Janeiro iniciou estudo-piloto nesse sentido,   apoiado no aplicativo RECLINK, para estabelecer alguns   procedimentos metodol&oacute;gicos relevantes. De igual forma,   as Secretarias Municipais de Sa&uacute;de de Cuiab&aacute;, no   Estado do Mato Grosso, e de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, no   Estado de S&atilde;o Paulo, executar&atilde;o tal pesquisa. Limita&ccedil;&atilde;o   importante refere-se ao fato de o banco do SIH/SUS   abranger apenas os casos pagos pelo SUS, ficando de   fora os falecidos em hospitais com pagamento particular   ou via conv&ecirc;nio. Trata-se de metodologia poss&iacute;vel   de ser adotada, sem qualquer &ocirc;nus adicional, pelos   pr&oacute;prios servi&ccedil;os locais de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Contato com o m&eacute;dico que assinou a    DO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &Eacute; a metodologia que vem sendo usada pela    Prefeitura   da Cidade de S&atilde;o Paulo-SP no Programa de Aprimoramento   das Informa&ccedil;&otilde;es em Mortalidade (PROAIM).<sup>20</sup>   A rapidez com que o servi&ccedil;o toma conhecimento do   &oacute;bito permite o desencadear de a&ccedil;&otilde;es imediatas: por   exemplo, contato &#8211; via carta padronizada &#8211; com os   m&eacute;dicos que assinaram as DO. Procedimento an&aacute;logo &eacute; adotado    pela Secretaria de Estado da Sa&uacute;de do Mato   Grosso do Sul. A Prefeitura da Cidade de S&atilde;o Paulo e   o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul tamb&eacute;m   est&atilde;o envolvidos em projetos-piloto que objetivam   mensurar o ganho de informa&ccedil;&atilde;o relativamente aos   &oacute;bitos de idosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>An&aacute;lise do prontu&aacute;rio hospitalar</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para os &oacute;bitos hospitalares n&atilde;o-SUS    (ou aqueles   para os quais, embora ocorridos no &acirc;mbito do SUS,   o relacionamento entre os bancos de dados do SIM e   do SIH/SUS n&atilde;o se mostrou exitoso/eficiente), pode-se   sugerir uma visita peri&oacute;dica aos hospitais, a ser feita   por profissional ligado &agrave; ger&ecirc;ncia local do SIM, para   investiga&ccedil;&atilde;o da causa. &Eacute; importante, nesses casos, a   elabora&ccedil;&atilde;o de uma ficha de coleta de dados. Com base   nessa ficha, preenchida durante a investiga&ccedil;&atilde;o, a DO   original pode ser alterada no Sistema. Aqui, a colabora&ccedil;&atilde;o   de um m&eacute;dico do servi&ccedil;o &eacute; absolutamente fundamental,   no sentido de interpretar os dados coletados do   prontu&aacute;rio e elaborar uma nova DO p&oacute;s-investiga&ccedil;&atilde;o.   Conforme j&aacute; salientado em outra publica&ccedil;&atilde;o,<sup>20</sup> a DO   oficial n&atilde;o deve, sob hip&oacute;tese alguma, ser rasurada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Investiga&ccedil;&atilde;o com visita domicili&aacute;ria    e an&aacute;lise de prontu&aacute;rios dos servi&ccedil;os onde o falecido foi    atendido</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Trata-se da metodologia desenvolvida na d&eacute;cada   de 1960, por Puffer.<sup>23,24</sup> Constitui-se, evidentemente,   na forma mais completa de recuperar a hist&oacute;ria do   paciente no que tange &agrave; doen&ccedil;a que levou &agrave; morte.   &Eacute; bastante demorada e onerosa, na medida em que   exige pessoal especializado e treinado para fazer visitas   domicili&aacute;rias e a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, decidir sobre a   causa da morte, codificar os formul&aacute;rios e avaliar as   diferen&ccedil;as pr&eacute; e p&oacute;s-investiga&ccedil;&atilde;o. Sabendo-se    que os   servi&ccedil;os de sa&uacute;de encontram dificuldades de disponibilidade   de recursos humanos, esse m&eacute;todo deve ser   usado somente em casos extremos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os dados aqui apresentados mostram experi&ecirc;ncias   exitosas dos gestores do SIM, no intuito de fazer com   que decres&ccedil;a o n&uacute;mero de mortes com causa b&aacute;sica   mal definida. N&atilde;o se pode esquecer, entretanto, o papel   de um Servi&ccedil;o de Verifica&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bitos &#8211; SVO    &#8211; na elucida&ccedil;&atilde;o   dessas causas. Atualmente, h&aacute; um movimento   no sentido da cria&ccedil;&atilde;o desses SVO por se acreditar na   contribui&ccedil;&atilde;o relevante desses servi&ccedil;os ao processo de   esclarecimento de causas mal definidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os m&eacute;todos aqui apresentados, embora   mostrem-se eficientes, somente devem ser usados   enquanto n&atilde;o se lograr que os m&eacute;dicos preencham   adequadamente as DO, disponibilizando os dados   corretos pertinentes a cada paciente: as causas b&aacute;sicas,   conseq&uuml;&ecirc;ncias e terminais da morte, objetivo maior   dessa informa&ccedil;&atilde;o. Esses profissionais s&atilde;o os respons&aacute;veis,   primeiramente, por toda a informa&ccedil;&atilde;o gerada   a partir das DO. S&atilde;o eles, portanto, que devem ser   sensibilizados para valorizar a import&acirc;ncia do correto   preenchimento da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito e educados   quanto &agrave; maneira correta de faz&ecirc;-lo.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto ao objeto espec&iacute;fico dos &oacute;bitos    dos idosos, esses procedimentos permitir&atilde;o a elabora&ccedil;&atilde;o    de um panorama mais real de sua mortalidade, trazendo, sem d&uacute;vida alguma,    subs&iacute;dio necess&aacute;rio &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas pertinentes e, conseq&uuml;entemente, mais eficazes na melhoria    de sua sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. World Health Organization. Population aging:    a public   health challenge. 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Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Lima-Costa MF; Loyola Filho AI; Matos DL.    Tend&ecirc;ncias   nas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e usos de servi&ccedil;os de sa&uacute;de   entre idosos brasileiros: um estudo baseado na   Pesquisa Nacional por Amostras de Domic&iacute;lio (1998,   2003). Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2007;23:2467-   2478.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    S&iacute;ntese   dos indicadores sociais. Rio de Janeiro: IBGE; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Ramos LR. Growing old in S&atilde;o Paulo,    Brazil: assessment of health status and social support of elderly people from    different socio-economic strata living in the community &#091;PhD thesis&#093;. London    (UK): University of London; 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Veras R. A survey of the health of elderly    people in Rio de Janeiro, Brazil &#091;PhD thesis&#093;. London (UK): University of    London; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Ramos LR, Rosa TE, Oliveira ZM, Medina MC,    Santos   FR. Perfil do idoso em &aacute;rea metropolitana na Regi&atilde;o   Sudeste do Brasil: resultado de inqu&eacute;rito domiciliar.   Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993;27:87-94.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Ramos LR, Toniolo J, Cendoroglo MS, et al.    Two years   follow-up study of elderly residents in S&atilde;o Paulo,   Brazil: methodology and preliminary results. Revista   de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32:397-407.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Coelho Filho JM, Ramos LR. Epidemiologia    do   envelhecimento no inqu&eacute;rito domiciliar. 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Dispon&iacute;vel em: <a href="http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php?area=359A1B0C0D0E0F359G3H0I1Jd1L2M0N&VInclude=../site/texto.php" target="_blank">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe/sim/cnv/obtuf.def</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Britton M. Diagnostic errors discovered at    autopsy.   Acta Medica Scandinavica 1974;196:203-210.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Battle RM, Pathak D, Hule CG, Key CR, Vanatta    PR, Hill RB, Anderson RE. Factors influencing discrepancies between pr&eacute;morten    and postmorten diagnosis. Journal of the American Medical Association 1987;258:339-344.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Lima-Costa MFF, Peixoto SW, Giatti L. Tend&ecirc;ncias    da   mortalidade entre idosos brasileiros (1980-2004).   Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2004;13(4):217-   228.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Classifica&ccedil;&atilde;o   Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas   Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o    Paulo:   Editora da Universidade de S&atilde;o Paulo; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Laurenti R, Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD.    O Sistema   de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade: passado, presente   e futuro. S&atilde;o Paulo: CBCD; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Organizaci&oacute;n Panamericana de la Salud.    Bolet&iacute;n   Epidemiol&oacute;gico 2003;24(4).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Loyola Filho AI, Matos DL, Giatti L, Afradique    ME,   Peixoto SV, Lima-Costa MF. Causas de interna&ccedil;&otilde;es   hospitalares entre idosos brasileiros no Sistema   &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de   2004;13(4):229-238.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Puffer RR, Griffith GW. Caracter&iacute;sticas    da mortalidade   urbana. Washington DC: PAHO; 1968.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Puffer RR, Serrano CV. Investigaci&oacute;n    de la mortalidad   en la ni&ntilde;ez. Washington DC: PAHO; 1973.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Universidade de S&atilde;o Paulo,    <br>   Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    <br>   Departamento de Epidemiologia,    <br>   Av. Dr. Arnaldo, 715,    <br>   S&atilde;o Paulo-SP, Brasil.    <br>   CEP: 01246-904    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:mhpjorge@usp.br">mhpjorge@usp.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 31/12/2007    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aprovado em 19/05/2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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