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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prêmio rede de formação de recursos humanos em vigilância em saúde Estudo sobre os efeitos de uma intervenção para a melhoria da notificação da causa básica de óbitos]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Pr&ecirc;mio rede de forma&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos em vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Estudo sobre os efeitos de uma interven&ccedil;&atilde;o    para a melhoria da notifica&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica de &oacute;bitos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>In&aacute;cio Pereira Lima<sup>I</sup>; Eduardo Luiz Andrade    Mota<sup>II</sup> &#8211; Orientador</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Secretaria Estadual da Sa&uacute;de    do Piau&iacute;, Teresina-PI, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Instituto de Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Federal da Bahia,    Salvador-BA, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As interven&ccedil;&otilde;es realizadas para    a melhoria da notifica&ccedil;&atilde;o e da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o    sobre &oacute;bitos e conseq&uuml;ente aperfei&ccedil;oamento do sistema de    informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade t&ecirc;m se constitu&iacute;do    em medidas comuns dos gestores, em todos os n&iacute;veis do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de, o SUS. No Estado do Piau&iacute;, &eacute; hist&oacute;rica    a alta propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos registrados no grupo 'Sinais,    sintomas e achados cl&iacute;nicos e laboratoriais anormais', mais conhecidos    sob a denomina&ccedil;&atilde;o de '&Oacute;bitos por causa mal definida' (OPCMD).    A Secretaria Estadual da Sa&uacute;de do Piau&iacute; (SES/PI) resolveu intervir    na quest&atilde;o e editou uma Nota T&eacute;cnica normatizadora e uma ficha    de investiga&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por causa mal definida para inclus&atilde;o    nas rotinas das Secretarias Municipais de Sa&uacute;de do Estado a partir do    ano de 2006. Com o prop&oacute;sito de conhecer os efeitos dessa interven&ccedil;&atilde;o,    realizou-se um estudo ecol&oacute;gico retrospectivo para avaliar o impacto    da implanta&ccedil;&atilde;o da Nota T&eacute;cnica e da ficha de investiga&ccedil;&atilde;o    de OPCMD no perfil da mortalidade por grupos de causas no Piau&iacute;. Utilizaram-se    dados secund&aacute;rios armazenados no banco de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM) da SES/PI. A s&eacute;rie temporal de OPCMD foi analisada    a partir do c&aacute;lculo do coeficiente de inclina&ccedil;&atilde;o de reta    relativa &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o cronol&oacute;gica dos dados nos    anos-calend&aacute;rios de 2000 a 2006. Os efeitos da interven&ccedil;&atilde;o    para a redu&ccedil;&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o de OPCMD foram analisados    comparando-se os achados nos anos de 2005 e 2006, bem como a vertente espacial,    desagregando-se os dados at&eacute; o n&iacute;vel de Microrregi&atilde;o de    Sa&uacute;de do Estado. Em seguida, os Munic&iacute;pios foram classificados    em tr&ecirc;s categorias: (1) Munic&iacute;pios com propor&ccedil;&atilde;o    de OPCMD at&eacute; 6%; (2) Munic&iacute;pios com resultados entre 6 e 20%;    e finalmente, (3) Munic&iacute;pios com resultados acima de 20% para a propor&ccedil;&atilde;o.    J&aacute; o impacto da interven&ccedil;&atilde;o na recodifica&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos mal definidos para os demais grupos da Classifica&ccedil;&atilde;o    Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas relacionados    &agrave; Sa&uacute;de &#8211; CID-10 &#8211; foi analisado apenas para 2006,    considerando-se os &oacute;bitos registrados naquele grupo de causa antes e    ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o. No per&iacute;odo do estudo, foram    notificados 92.617 &oacute;bitos n&atilde;o fetais residentes no Estado do Piau&iacute;,    armazenados no banco de dados do SIM da SES/PI. Tratando-se do ano de 2006,    o banco das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos (DO), na data da an&aacute;lise    dos dados, n&atilde;o se encontrava encerrado pelo Departamento de Inform&aacute;tica    do SUS (Datasus), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; por&eacute;m, foi considerado    pela Secretaria Estadual da Sa&uacute;de do Piau&iacute; como praticamente conclu&iacute;do    (cerca de 98% de taxa de recebimento). Esse percentual corresponde a 13.951    &oacute;bitos, dos quais 1.408 notificados como causa mal definida. Destes,    566 foram investigados, 198 n&atilde;o foram investigados e 644 n&atilde;o dispuseram    da informa&ccedil;&atilde;o &#8211; nas DO &#8211; de haverem sido ou n&atilde;o    investigados. Como resultado da investiga&ccedil;&atilde;o, 178 &oacute;bitos    permaneceram mal definidos e 388 &oacute;bitos foram recodificados e redistribu&iacute;dos    em 17 dos 21 grupos de causa. A partir da interven&ccedil;&atilde;o, em janeiro    de 2006, observou-se acentuada redu&ccedil;&atilde;o na mortalidade proporcional    por causa mal definida, de 22,3% em 2005 para 7,3% em 2006 &#8211; varia&ccedil;&atilde;o    percentual negativa de 67,3%. Para a distribui&ccedil;&atilde;o espacial da    mortalidade proporcional por causa mal definida nos anos de 2005 e 2006, procederam-se    dois n&iacute;veis de desagrega&ccedil;&atilde;o: das 11 Microrregi&otilde;es    de Sa&uacute;de do Piau&iacute; que formaram o primeiro n&iacute;vel, cinco    conseguiram reduzir a propor&ccedil;&atilde;o de OPCMD para menos de 10%, enquanto    seis Microrregi&otilde;es configuraram-se como principais agregados a persistir    com propor&ccedil;&atilde;o de OPCMD considerada elevada, por se manter acima    de 10%. O segundo n&iacute;vel de desagrega&ccedil;&atilde;o foi formado por    tr&ecirc;s grupos de Munic&iacute;pios: o primeiro grupo, de 104 (46,7%) Munic&iacute;pios    com propor&ccedil;&atilde;o de OPCMD at&eacute; 6%; o segundo grupo, de 87 (39%)    Munic&iacute;pios que apresentaram propor&ccedil;&atilde;o entre 6 e 20%; e    o terceiro grupo, constitu&iacute;do de 32 (14,3) Munic&iacute;pios que apresentaram    resultados superiores a 20% para aquela propor&ccedil;&atilde;o. Os resultados    deste estudo permitem concluir que a interven&ccedil;&atilde;o adotada pelo    gestor do SUS impactou positivamente na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade    proporcional por causa mal definida no Estado, tanto de forma direta como indireta.    De forma direta, ao esclarecer a causa e a conseq&uuml;ente mudan&ccedil;a de    grupo para 68,5% das DO investigadas. O impacto indireto confirma-se a partir    do ano de 2006, pela defini&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica de &oacute;bito    logo na emiss&atilde;o da DO, sem necessidade de investiga&ccedil;&atilde;o,    ao reduzir a freq&uuml;&ecirc;ncia de &oacute;bitos mal definidos de 3.141 em    2005 para 1.408 em 2006. Tal medida de interven&ccedil;&atilde;o despertou a    aten&ccedil;&atilde;o de gestores e profissionais de sa&uacute;de dos Munic&iacute;pios    do Estado do Piau&iacute;, dedicados ao enfrentamento do problema. A soma desses    esfor&ccedil;os conseguiu melhorar tanto a notifica&ccedil;&atilde;o como a    qualidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bito no n&iacute;vel local.</font></p>      ]]></body>
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