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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Panorama da assistência farmacêutica na saúde da família em município do interior do estado do Rio Grande do Sul]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Passo Fundo  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The cross sectional study involving fifteen units of the Family Health Program in a town in the countryside of Rio Grande do Sul State, Brazil, aimed to verify the pharmaceutical care scenario at primary care units. We have interviewed professionals responsible for medicine stock, out of which nine were nurses. In average each unit sees 600 patients per year. In ten units there were dentists. In seven units the supply of products was kept on a monthly basis and in six of them the volume of products was unable to meet the actual demand. Stock control was done in ten units. In eleven units a medical doctor distributes medicine for patients. In nine units there were controlled drugs. Products storage and conservation were in good conditions, meeting the specifications of the Brazilian National Key Medicine List (Rename). Special control products in stock and irregular drug supply suggest the need for pharmacists at those units.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Panorama da assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica    na sa&uacute;de da fam&iacute;lia em munic&iacute;pio do interior do estado    do Rio Grande do Sul</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Overview of pharmaceutical care at family    health units in a town in the countryside of Rio Grande do Sul state</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Isabel Machado Canabarro; Siomara Hahn</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo-RS,    Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo transversal descritivo envolvendo 15    Equipes da Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em um munic&iacute;pio do interior    do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, objetivou verificar o panorama da assist&ecirc;ncia    farmac&ecirc;utica. Foram entrevistados profissionais respons&aacute;veis pelos    medicamentos em estoque, dos quais nove eram enfermeiros e a m&eacute;dia de    atendimentos/unidade/ano foi de 600 pacientes. Em 10 unidades havia cirurgi&otilde;es-dentistas.    Em sete unidades o abastecimento de produtos era mensal e em seis destas a quantidade    n&atilde;o atendia a demanda. Havia registros de controle de estoque em 10 unidades.    Em 11 das equipes o m&eacute;dico distribu&iacute;a os medicamentos aos pacientes.    Havia medicamentos de controle especial em nove equipes. As unidades apresentaram    boas condi&ccedil;&otilde;es de armazenamento e conserva&ccedil;&atilde;o dos    produtos e correla&ccedil;&atilde;o com as especifica&ccedil;&otilde;es da Rela&ccedil;&atilde;o    Nacional de Medicamentos (Rename). Produtos de controle especial em estoque    e irregularidades no abastecimento de medicamentos sugerem a inclus&atilde;o    do farmac&ecirc;utico nestas unidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia;    assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica; medicamentos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> The cross sectional study involving fifteen    units of the Family Health Program in a town in the countryside of Rio   Grande do Sul State, Brazil, aimed to verify the pharmaceutical care scenario    at primary care units. We have interviewed   professionals responsible for medicine stock, out of which nine were nurses.    In average each unit sees 600 patients   per year. In ten units there were dentists. In seven units the supply of products    was kept on a monthly basis and in six   of them the volume of products was unable to meet the actual demand. Stock control    was done in ten units. In eleven   units a medical doctor distributes medicine for patients. In nine units there    were controlled drugs. Products storage and   conservation were in good conditions, meeting the specifications of the Brazilian    National Key Medicine List (Rename).   Special control products in stock and irregular drug supply suggest the need    for pharmacists at those units.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> Family Health; pharmaceutical    care; medicine.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Concebido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    em 1994, o   Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) deve ser compreendido   como uma estrat&eacute;gia para a reorienta&ccedil;&atilde;o do   antigo modelo assistencial a partir da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica,   caracterizado pelo enfoque assistencialista e desarticulador,   onde o indiv&iacute;duo era visto de forma descontextualizada   de sua realidade familiar e comunit&aacute;ria,   como um permanente receptor de benef&iacute;cios externos,   e n&atilde;o como um cidad&atilde;o com direitos resguardados   constitucionalmente.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este programa elege a fam&iacute;lia em seu    contexto social   como n&uacute;cleo b&aacute;sico de abordagem no atendimento &agrave;   sa&uacute;de, levando a compreens&atilde;o do indiv&iacute;duo de forma   plenamente universal, integral, equ&acirc;nime e cont&iacute;nua,   auxiliando a fam&iacute;lia a desenvolver suas potencialidades   individuais e coletivas.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O PSF &eacute; constitu&iacute;do por Equipes    de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia   (ESF) que s&atilde;o compostas por, no m&iacute;nimo, um m&eacute;dico   generalista ou m&eacute;dico de fam&iacute;lia, um enfermeiro, um   auxiliar de enfermagem e quatro a seis Agentes Comunit&aacute;rios   de Sa&uacute;de (ACS), os quais s&atilde;o respons&aacute;veis pela   aten&ccedil;&atilde;o integral e cont&iacute;nua de cerca de 800 fam&iacute;lias   (at&eacute; 4.500 pessoas), residentes em um territ&oacute;rio   geogr&aacute;fico delimitado.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre as atribui&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas    de uma equipe   destaca-se o conhecimento da realidade das fam&iacute;lias   com &ecirc;nfase em suas caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas,   psico-culturais, demogr&aacute;ficas e epidemiol&oacute;gicas; a   identifica&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de mais comuns e   das situa&ccedil;&otilde;es de risco &agrave; sa&uacute;de as quais a popula&ccedil;&atilde;o   est&aacute; exposta; a elabora&ccedil;&atilde;o, com a participa&ccedil;&atilde;o    da   comunidade, de um plano local para o enfrentamento   dos fatores de risco &agrave; sa&uacute;de; a realiza&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica e a atua&ccedil;&atilde;o no controle de doen&ccedil;as   transmiss&iacute;veis, doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas, relacionadas   ao trabalho e ao meio ambiente; a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de por    meio da educa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria e a participa&ccedil;&atilde;o   ativa nos Conselhos locais e no Conselho Municipal de   Sa&uacute;de, entre outras.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Neste novo contexto da aten&ccedil;&atilde;o      b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de,   as unidades do PSF tamb&eacute;m se tornaram pontos de   distribui&ccedil;&atilde;o de medicamentos, embora que de forma   escassa e seletiva, como uma consequ&ecirc;ncia l&oacute;gica do   processo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, a fim de facilitar    o acesso   da popula&ccedil;&atilde;o aos medicamentos essenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em vista esta   pr&aacute;tica de distribui&ccedil;&atilde;o de medicamentos   em unidades do PSF, surge a necessidade   de se garantir maior controle sanit&aacute;rio na aquisi&ccedil;&atilde;o,   no armazenamento, na conserva&ccedil;&atilde;o e na distribui&ccedil;&atilde;o   destes medicamentos, com base na Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 328,   de 22 de julho de 1999, que disp&otilde;e sobre as boas   pr&aacute;ticas de dispensa&ccedil;&atilde;o para farm&aacute;cia e drogaria   e   assegura que o profissional farmac&ecirc;utico seja o respons&aacute;vel   pela supervis&atilde;o do conjunto de processos   que caracteriza a assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 2001 foi aprovada pela Comiss&atilde;o Intergestores   Tripartite e pelo Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS)   a Pol&iacute;tica Nacional de Medicamentos (PNM), com   o prop&oacute;sito de garantir a seguran&ccedil;a, a efic&aacute;cia e a   qualidade dos medicamentos, a promo&ccedil;&atilde;o do uso   racional e o acesso da popula&ccedil;&atilde;o aos medicamentos   considerados essenciais.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Segundo esta pol&iacute;tica, a Assist&ecirc;ncia    Farmac&ecirc;utica   consiste em um grupo de atividades voltadas para a   conserva&ccedil;&atilde;o, o controle de qualidade, a seguran&ccedil;a e   a efic&aacute;cia dos medicamentos, bem como para o acompanhamento   e avalia&ccedil;&atilde;o de sua utiliza&ccedil;&atilde;o, obten&ccedil;&atilde;o    e   difus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de educa&ccedil;&atilde;o    permanente   dos profissionais de sa&uacute;de, assegurando o uso racional   destes produtos.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, a PNM tem como uma de suas    diretrizes   a ado&ccedil;&atilde;o da Rela&ccedil;&atilde;o Nacional de Medicamentos Essenciais   (Rename), introduzida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial   de Sa&uacute;de (OMS) nos anos 70, visando orientar o uso   de produtos seguros, eficazes e com possibilidade de   solucionar uma grande porcentagem dos problemas de   sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e, dentre as suas prioridades,   uma &eacute; a revis&atilde;o permanente desta Rela&ccedil;&atilde;o.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Conforme a Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 338, de    6 de maio de   2004, que aprova a Pol&iacute;tica Nacional de Assist&ecirc;ncia   Farmac&ecirc;utica (PNAF) como parte integrante da Pol&iacute;tica   Nacional de Sa&uacute;de (PNS), a Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica   trata de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o,   prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, tendo o    medicamento como insumo essencial e visando o acesso e   seu uso racional.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o inciso IV do artigo 1<sup>o</sup> desta    Resolu&ccedil;&atilde;o,   as a&ccedil;&otilde;es de Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica envolvem   aquelas referentes &agrave; Aten&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica onde a   intera&ccedil;&atilde;o direta do farmac&ecirc;utico com o usu&aacute;rio de   medicamentos visa uma farmacoterapia racional e a   obten&ccedil;&atilde;o de resultados voltados para a melhoria da   qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A PNAF engloba diversos eixos estrat&eacute;gicos,    entre   os quais se destacam a manuten&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de   Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de;   a utiliza&ccedil;&atilde;o da Rename, atualizada periodicamente,   como instrumento racionalizador das a&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito   da Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica; e a promo&ccedil;&atilde;o do uso   racional de medicamentos por meio de a&ccedil;&otilde;es que disciplinem   a prescri&ccedil;&atilde;o, a dispensa&ccedil;&atilde;o e o consumo.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dessa forma, o farmac&ecirc;utico colaborar&aacute;    com a   implementa&ccedil;&atilde;o da Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica no Sistema   &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), devendo incorporar-se   &agrave;s ESF no exerc&iacute;cio de sua fun&ccedil;&atilde;o na aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica,   que consiste em resolver de maneira sistematizada   todos os problemas relacionados com medicamentos   que possam surgir no transcorrer do tratamento do   paciente, em especial naqueles portadores de doen&ccedil;as   cr&ocirc;nicas, como a Hipertens&atilde;o Arterial Sist&ecirc;mica (HAS)   e o Diabetes.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Sendo o PSF a estrat&eacute;gia de aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de vigente,   por&eacute;m em constru&ccedil;&atilde;o, a Portaria n<sup>o</sup> 648, de 28 de   mar&ccedil;o de 2006, aprova a Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o   B&aacute;sica, estabelecendo a revis&atilde;o de diretrizes e normas   para a organiza&ccedil;&atilde;o do Programa, transformando-o   em Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (SF) de abrang&ecirc;ncia   nacional.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dessa forma, cabe aos profissionais que comp&otilde;em   as ESF analisar a efici&ecirc;ncia desta estrat&eacute;gia enquanto   distribuidora de medicamentos, mediante a revis&atilde;o   do conjunto de processos que engloba a Assist&ecirc;ncia   Farmac&ecirc;utica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Conforme o exposto, esta pesquisa teve por objetivo   verificar o panorama da assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica prestada   aos usu&aacute;rios assistidos pela SF em um munic&iacute;pio   do interior do Estado do Rio Grande do Sul (RS),   especificamente em rela&ccedil;&atilde;o aos processos de aquisi&ccedil;&atilde;o,   armazenamento, conserva&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o dos   medicamentos considerados essenciais, servindo para   o acompanhamento e revis&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas   destinadas a estes produtos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi realizado um estudo transversal descritivo    em   um munic&iacute;pio do interior do Estado do Rio Grande do   Sul, em setembro de 2006.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O munic&iacute;pio, localizado na regi&atilde;o    noroeste do   estado, apresentava uma &aacute;rea territorial equivalente   a 759,4 km<sup>2</sup> e uma popula&ccedil;&atilde;o de 188.303 habitantes   (2006), dos quais 83,41% eram alfabetizados   (1991-2000). Quanto ao saneamento b&aacute;sico, cerca   de 156.000 moradores possu&iacute;am abastecimento de   &aacute;gua por meio de rede geral canalizada (2000) e em   torno de 47.000 habitantes dispunham de rede geral   de esgoto ou pluvial n&atilde;o-discriminada (2000). Al&eacute;m   disso, aproximadamente 160.000 residentes usufru&iacute;am   da coleta de lixo por meio de servi&ccedil;o de limpeza   municipal (2000).<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o ao sistema p&uacute;blico    de sa&uacute;de, o munic&iacute;pio   disponibilizava 15 unidades da ESF, um Posto   de Sa&uacute;de e uma Farm&aacute;cia P&uacute;blica (2007),<sup>8</sup> al&eacute;m de   um Centro de Assist&ecirc;ncia Psico-Social (CAPS), cinco   Centros de Atendimento Integrado &agrave; Sa&uacute;de (CAIS),   um Centro de Sa&uacute;de, um Centro de Especialidades,   um Posto de Atendimento M&eacute;dico (PAM), um Servi&ccedil;o   de Planejamento Familiar, um Centro de Depend&ecirc;ncia   Qu&iacute;mica, um Centro de Doen&ccedil;as Sexualmente   Transmiss&iacute;veis DST/aids e um Centro de Tuberculose   e Hansen&iacute;ase, entre outros.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, os medicamentos fornecidos    pelo   sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de eram distribu&iacute;dos tanto na   Farm&aacute;cia P&uacute;blica quanto nas unidades da SF, nos CAIS,   no CAPS e nos Centros como DST/aids e Tuberculose   e Hansen&iacute;ase, por meio de prescri&ccedil;&otilde;es aviadas pelos   m&eacute;dicos dispon&iacute;veis na rede p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Tendo em vista o objetivo do estudo, analisou-se   somente o contexto dos medicamentos distribu&iacute;dos   nas unidades pelas ESF.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para tanto, foi entrevistado um profissional    por   ESF, que se apresentava como respons&aacute;vel pelos medicamentos   em estoque e/ou distribui&ccedil;&atilde;o na unidade,   totalizando ent&atilde;o 15 entrevistados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m destes, o farmac&ecirc;utico respons&aacute;vel    pelo Posto   de Atendimento M&eacute;dico (PAM), por meio do qual   eram repassados os medicamentos para as unidades,   tamb&eacute;m foi entrevistado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os profissionais das ESF, assim como o farmac&ecirc;utico   do PAM, foram contatados por meio de uma conversa   informal por telefone, na qual se estabeleceu uma data para a entrevista. Na    data marcada, a pesquisadora   deslocou-se at&eacute; a unidade para a apresenta&ccedil;&atilde;o dos   objetivos do estudo, esclarecimento da metodologia da   pesquisa, aplica&ccedil;&atilde;o do Termo de Consentimento Livre   e Esclarecido e realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados foram coletados por meio de entrevista   baseada em ficha estruturada, contendo perguntas   abertas e fechadas aos profissionais das equipes e   perguntas abertas ao farmac&ecirc;utico do PAM, referentes   aos processos de compra e distribui&ccedil;&atilde;o de medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com o objetivo de caracterizar a equipe e os      processos   de aquisi&ccedil;&atilde;o, armazenamento, conserva&ccedil;&atilde;o e   distribui&ccedil;&atilde;o de medicamentos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o,    as vari&aacute;veis   pesquisadas inclu&iacute;ram: categoria do profissional entrevistado   (enfermeiro, m&eacute;dico); constitui&ccedil;&atilde;o da equipe   (equipe m&iacute;nima ou ampliada pela presen&ccedil;a de profissionais como   farmac&ecirc;uticos, cirurgi&otilde;es-dentistas, fisioterapeutas);    n&uacute;mero total de pacientes atendidos   na unidade por m&ecirc;s; frequ&ecirc;ncia de recebimento de   medicamentos; quantidade de medicamentos recebida;   orienta&ccedil;&atilde;o ao paciente; registro de controle de estoque;   condi&ccedil;&otilde;es de armazenamento dos medicamentos   em rela&ccedil;&atilde;o a fatores ambientais e a infra-estrutura das   unidades (alvenaria, madeira).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s a entrevista, a rela&ccedil;&atilde;o    dos medicamentos   estocados nas unidades foi transcrita para a ficha e   classificada conforme a Rename publicada em 2002,<sup>10</sup>   por grupo terap&ecirc;utico e/ou anat&ocirc;mico, como mostra   a <a href="#f1">Figura 1</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a04f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Embora a Rename de 2006 j&aacute; tivesse sido    aprovada   por meio da Portaria n<sup>o</sup> 2.745, de 13 de outubro de   2006,<sup>11</sup> neste estudo utilizou-se ainda a Rename de   2002, pois os dados foram coletados em setembro   de 2006, quando a vers&atilde;o antiga da Rela&ccedil;&atilde;o ainda   estava em vigor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram armazenados e analisados no conjunto   de programas <i>Statistical Package for the Social   Sciences</i> (SPSS) na vers&atilde;o 10.0, para a obten&ccedil;&atilde;o de   medidas estat&iacute;sticas descritivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A pesquisa respeitou todos os preceitos &eacute;ticos    da   Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de,<sup>12</sup>   tendo sido aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa da   Universidade de Passo Fundo sob o n<sup>o</sup> 092/2006 e pela   Secretaria de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio em estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As entrevistas foram realizadas pela pesquisadora,   ap&oacute;s ter explicado os objetivos do estudo aos entrevistados   e aplicado o Termo de Consentimento Livre e   Esclarecido. Todos os profissionais concordaram em   participar da entrevista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As identidades dos profissionais, bem como a    identifica&ccedil;&atilde;o das unidades envolvidas no estudo, foram preservadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dos 15 profissionais entrevistados, nove eram    enfermeiros   e o restante da amostragem era composto por   t&eacute;cnicos de enfermagem (2), m&eacute;dicos (2), secret&aacute;rios   (1) e digitadores (1). A m&eacute;dia de pacientes atendidos   por unidade/m&ecirc;s foi de 600 (desvio-padr&atilde;o=   754,69).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o da    equipe, dez unidades   apresentavam equipes ampliadas pela presen&ccedil;a de   cirurgi&otilde;es-dentistas, os quais estavam vinculados &agrave;   SF por meio de uma cooperativa, pois o munic&iacute;pio   n&atilde;o possu&iacute;a o programa de Sa&uacute;de Bucal incorporado   &agrave; SF. No entanto, nenhuma equipe contava com um   profissional farmac&ecirc;utico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia    de abastecimento de medicamentos,   sete unidades recebiam medicamentos   mensalmente; sete irregularmente, ou seja, ora recebiam   medicamentos mensalmente ora a cada 15 dias;   e uma recebia os produtos a cada 15 dias, sendo que   13 dos entrevistados afirmaram que a quantidade de   medicamentos recebida em qualquer frequ&ecirc;ncia n&atilde;o   atendia &agrave; demanda. Os medicamentos distribu&iacute;dos   nas unidades da SF eram adquiridos, em sua maioria,   por meio de solicita&ccedil;&atilde;o ao PAM, que contava com um   profissional farmac&ecirc;utico na equipe.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O PAM, por sua vez, obtinha os produtos por   processos de licita&ccedil;&atilde;o para compra de medicamentos promovidos    pela Prefeitura do munic&iacute;pio em   estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O farmac&ecirc;utico do PAM, era ent&atilde;o    um dos profissionais   respons&aacute;veis pela an&aacute;lise desses processos,   bem como pelo armazenamento e dispensa&ccedil;&atilde;o dos   medicamentos neste estabelecimento, al&eacute;m do repasse   &agrave;s unidades da ESF e aos demais locais de dispensa&ccedil;&atilde;o,   como os CAIS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Segundo o entrevistado, a quantidade de medicamentos   e a frequ&ecirc;ncia de repasse destes a todos   os centros de distribui&ccedil;&atilde;o que faziam parte da rede   p&uacute;blica de sa&uacute;de eram realizados conforme a demanda   sinalizada pelos profissionais de cada unidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m dos medicamentos distribu&iacute;dos    pelo PAM,   tamb&eacute;m foram encontradas nas unidades amostras   gratuitas de medicamentos de diversos laborat&oacute;rios   farmac&ecirc;uticos, obtidas por meio de representantes   comerciais que visitavam regularmente as unidades,   bem como medicamentos obtidos por meio de doa&ccedil;&otilde;es   de pacientes e entidades n&atilde;o-governamentais, muitos   dos quais apresentavam a embalagem violada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em nove unidades o enfermeiro era o profissional   respons&aacute;vel pelo estoque de medicamentos; entretanto,   em 11 equipes era o m&eacute;dico quem distribu&iacute;a os medicamentos   aos pacientes, orientando-os em todos casos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os medicamentos obtidos por meio   do PAM e por meio de doa&ccedil;&otilde;es eram armazenados em pequenos   arm&aacute;rios de alvenaria, localizados na sala de enfermagem,   onde tamb&eacute;m eram realizados procedimentos   como orienta&ccedil;&atilde;o do uso de medicamentos, verifica&ccedil;&atilde;o   de press&atilde;o arterial e curativos. J&aacute; os medicamentos   provenientes de amostras gratuitas de laborat&oacute;rios   farmac&ecirc;uticos eram armazenados em arm&aacute;rios localizados   na sala de consulta m&eacute;dica, aos quais somente   o m&eacute;dico tinha acesso. J&aacute; as vacinas, os soros e as   imunoglobulinas eram armazenados sob refrigera&ccedil;&atilde;o,   em uma sala espec&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram encontrados medicamentos de controle especial   em estoque, como ansiol&iacute;ticos e antidepressivos,   em nove unidades, n&atilde;o havendo local espec&iacute;fico para   o armazenamento desses produtos, como arm&aacute;rios   com fechadura, em sete delas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de    controle de estoque de medicamentos,   dez entrevistados afirmaram possuir algum   registro de movimenta&ccedil;&atilde;o de estoque, por&eacute;m apenas   tr&ecirc;s deles apresentaram estes registros &agrave; entrevistadora,   ainda assim referentes somente ao recebimento   dos produtos, ou seja, referentes &agrave;s &quot;entradas&quot;, n&atilde;o    havendo descri&ccedil;&atilde;o das &quot;sa&iacute;das&quot; dos medicamentos   das unidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    de armazenamento e   conserva&ccedil;&atilde;o dos medicamentos nas unidades, a entrevistadora   fez uma an&aacute;lise observacional, na qual foram   levantados alguns pontos fundamentais, destacando-se   a aus&ecirc;ncia de organiza&ccedil;&atilde;o na disposi&ccedil;&atilde;o dos    produtos   nos arm&aacute;rios e gavetas em nove unidades; a inexist&ecirc;ncia   de extintores de inc&ecirc;ndio em 11 estabelecimentos;   a presen&ccedil;a de medicamentos de controle especial em   estoque em nove unidades; e a falta de local espec&iacute;fico   para armazenar estes produtos em sete destas, conforme   mostra a <a href="#t1">Tabela   1</a>.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o dos medicamentos em estoque    nas unidades transcrita na ficha de coleta de dados foi comparada &agrave; Rename    de 2002, de acordo com o grupo terap&ecirc;utico e/ou anat&ocirc;mico ao qual    pertencia, como mostra a <a href="#t2">Tabela 2</a>, onde se observa o abastecimento de nutrientes,    de agentes diagn&oacute;sticos e de vacinas, soros e imunoglobulinas nas 15    unidades, em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; completa aus&ecirc;ncia de medicamentos    para os &oacute;rg&atilde;os dos sentidos, como solu&ccedil;&otilde;es otol&oacute;gicas    e oft&aacute;lmicas, bem como ant&iacute;dotos para intoxica&ccedil;&otilde;es    ex&oacute;genas.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a04t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, s&atilde;o escassos os estudos que    avaliam a   situa&ccedil;&atilde;o da SF referente &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de    armazenamento   e conserva&ccedil;&atilde;o dos medicamentos, bem como   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s listas de medicamentos essenciais   dispon&iacute;veis, possivelmente em raz&atilde;o de esta estrat&eacute;gia   ser relativamente nova.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Portanto, os resultados obtidos nesta pesquisa   visaram apresentar um panorama destas condi&ccedil;&otilde;es   nas unidades da SF em um munic&iacute;pio do interior do   Rio Grande do Sul.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por meio deste estudo, observou-se que sete    unidades   recebiam medicamentos mensalmente, sendo   que em seis destas a quantidade recebida n&atilde;o atendia   &agrave; elevada demanda de 600 pacientes/unidade/m&ecirc;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Embora a solicita&ccedil;&atilde;o de medicamentos    ao PAM   fosse realizada conforme a necessidade de estoque   de produtos levantada pelos profissionais respons&aacute;veis   pelos medicamentos em cada unidade, a quantidade   recebida n&atilde;o atendia &agrave; demanda solicitada,   evidenciando a problem&aacute;tica quest&atilde;o do acesso aos   medicamentos essenciais no Brasil. Al&eacute;m disso, havia morosidade nos processos    de licita&ccedil;&atilde;o para compra   de medicamentos na rede p&uacute;blica, o que frequentemente   atrasava o abastecimento de todos os postos de   distribui&ccedil;&atilde;o existentes no munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os medicamentos frequentemente representam   as interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas de maior rela&ccedil;&atilde;o    custo-efetividade,   quando prescritos e administrados de   forma racional. Por outro lado, na quest&atilde;o do acesso   a medicamentos, &eacute; desproporcional a rela&ccedil;&atilde;o entre o   consumo de medicamentos e a distribui&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica,   onde 80% dos medicamentos s&atilde;o consumidos por   18% da popula&ccedil;&atilde;o que vive em pa&iacute;ses desenvolvidos na Am&eacute;rica    do Norte, na Europa e no Jap&atilde;o, por   exemplo.<sup>13</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    de Sa&uacute;de   (OMS), medicamentos essenciais s&atilde;o aqueles   imprescind&iacute;veis, que s&atilde;o b&aacute;sicos, indispens&aacute;veis   acess&iacute;veis a todo o momento, para todo o segmento   da sociedade, devendo estar dispon&iacute;veis no sistema   de sa&uacute;de, em quantidade apropriada e com qualidade   assegurada.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dessa forma, uma administra&ccedil;&atilde;o    eficaz do estoque   de medicamentos torna-se fundamental no que tange   ao acesso a eles, pois eleva sua oferta, uma vez que previne perdas de produtos    por vencimento dos prazos   de validade, por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entretanto, identificou-se em nove unidades    que o   enfermeiro era o respons&aacute;vel pelo controle de estoque   de medicamentos, al&eacute;m de todas as atribui&ccedil;&otilde;es   inerentes &agrave; sua profiss&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Tal atividade requer tempo e profissional habilitado,   em fun&ccedil;&atilde;o da complexidade que envolve os processos   de armazenamento, que devem ser adequados a cada   forma farmac&ecirc;utica (comprimidos, pomadas, solu&ccedil;&otilde;es   orais, entre outras), e que podem interferir na estabilidade   f&iacute;sico-qu&iacute;mica dos produtos, comprometendo   sua efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, a aus&ecirc;ncia de registros    de controle de   estoque de medicamentos ou a exist&ecirc;ncia de registros   incompletos poderiam dificultar a distribui&ccedil;&atilde;o dos   produtos conforme a demanda de cada unidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Conforme a PNM, o consumo de medicamentos   envolve diferentes aspectos, entre eles aqueles inerentes   ao perfil epidemiol&oacute;gico do Brasil, que apresenta   doen&ccedil;as t&iacute;picas de pa&iacute;ses em desenvolvimento e   agravos caracter&iacute;sticos de pa&iacute;ses desenvolvidos, como   a preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas, o   que implica o aumento consider&aacute;vel da demanda por   medicamentos de uso cont&iacute;nuo.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por esse motivo, muitos medicamentos poderiam      ter   sido transferidos de uma unidade para outra conforme   a necessidade da popula&ccedil;&atilde;o atendida em cada local,   tendo em vista as caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas diferenciadas   entre as regi&otilde;es do munic&iacute;pio, evitando, assim,   o descarte de muitos produtos por vencimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra quest&atilde;o que envolve   o controle de estoque de medicamentos compreende a disposi&ccedil;&atilde;o   dos produtos nos locais de armazenamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A inexist&ecirc;ncia de organiza&ccedil;&atilde;o    dos medicamentos   estocados nos arm&aacute;rios e gavetas de algumas unidades   (9) poderia dificultar a localiza&ccedil;&atilde;o dos produtos,   induzir a erros de distribui&ccedil;&atilde;o e retardar o tempo de   entrega do medicamento ao paciente e a orienta&ccedil;&atilde;o   sobre seu uso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A presen&ccedil;a de n&atilde;o-conformidades    nos processos   de controle de estoque e distribui&ccedil;&atilde;o de medicamentos   nas unidades da SF revelou as consequ&ecirc;ncias da   aus&ecirc;ncia de um profissional especializado para tais   fun&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A inser&ccedil;&atilde;o do farmac&ecirc;utico    como profissional   da sa&uacute;de p&uacute;blica &eacute; essencial na garantia do acesso   e uso racional dos medicamentos, bem como para a qualifica&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o para garantir a assist&ecirc;ncia   farmac&ecirc;utica.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica &eacute;    um processo din&acirc;mico   e multidisciplinar, que deve ocorrer por meio de a&ccedil;&otilde;es   que visam o acesso, a qualidade e o uso racional de   medicamentos, garantindo a sustentabilidade do sistema   p&uacute;blico. Para tanto, faz-se necess&aacute;ria a presen&ccedil;a de   profissionais especializados e qualificados.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; exist&ecirc;ncia de medicamentos    de controle   especial em estoque (9) e a aus&ecirc;ncia de local espec&iacute;fico   para o armazenamento desses produtos (7),   observou-se irregularidades em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Portaria n<sup>o</sup>   344, de 12 de maio de 1998, que aprova o regulamento   t&eacute;cnico sobre subst&acirc;ncias e medicamentos sujeitos a   controle especial. Conforme o artigo 2<sup>o</sup> desta Portaria,   &eacute; obrigat&oacute;ria a obten&ccedil;&atilde;o de Autoriza&ccedil;&atilde;o    Especial   concedida pela ent&atilde;o Secretaria de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria   do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de para a distribui&ccedil;&atilde;o desses   medicamentos, bem como a presen&ccedil;a do profissional   farmac&ecirc;utico como respons&aacute;vel t&eacute;cnico legal, de   acordo com o artigo 3<sup>o</sup>.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Segundo o item 6.1 da Resolu&ccedil;&atilde;o      n<sup>o</sup> 328, de 22 de   julho de 1999, o farmac&ecirc;utico &eacute; o profissional respons&aacute;vel   pela supervis&atilde;o da dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos   e que possui conhecimento cient&iacute;fico espec&iacute;fico para   tal atividade, n&atilde;o subestimando qualquer outro profissional da &aacute;rea   da sa&uacute;de, que tamb&eacute;m possui suas   atribui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas e intransfer&iacute;veis.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, s&atilde;o inerentes ao profissional    farmac&ecirc;utico   as seguintes atribui&ccedil;&otilde;es, conforme item 6.2 da   Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 328: estabelecer crit&eacute;rios e supervisionar   o processo de aquisi&ccedil;&atilde;o de medicamentos e demais   produtos; assegurar condi&ccedil;&otilde;es adequadas de conserva&ccedil;&atilde;o   e dispensa&ccedil;&atilde;o dos produtos; manter a guarda dos   produtos sujeitos a controle especial de acordo com a   legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica; prestar assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica   necess&aacute;ria ao consumidor; promover treinamento inicial e cont&iacute;nuo    dos funcion&aacute;rios para a adequa&ccedil;&atilde;o   da execu&ccedil;&atilde;o de suas atividades, entre outras.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 11 equipes pesquisadas era o m&eacute;dico    quem   distribu&iacute;a os medicamentos aos pacientes e os orientava   sobre sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Entretanto, neste estudo   n&atilde;o foi realizada nenhuma investiga&ccedil;&atilde;o quanto ao   tipo e/ou qualidade e efic&aacute;cia da orienta&ccedil;&atilde;o prestada   aos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o das    equipes no munic&iacute;pio, o   cirurgi&atilde;o-dentista estava atuando em dez unidades,   embora n&atilde;o desempenhasse atividades no n&iacute;vel de   sa&uacute;de preventiva, as quais poderiam ser desenvolvidas   tamb&eacute;m pelo profissional farmac&ecirc;utico, principalmente   no &acirc;mbito do uso racional de medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A aus&ecirc;ncia de extintores de inc&ecirc;ndio    na maioria das   unidades (11) tornou-se preocupante, considerando   que algumas das instala&ccedil;&otilde;es eram estabelecimentos de   alvenaria na parte externa, mas que apresentavam divis&oacute;rias   e revestimentos de madeira internamente, o que   poderia acarretar acidentes de grandes propor&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por meio dessa an&aacute;lise, percebeu-se que    os medicamentos   estocados nas unidades, procedentes, em   grande parte, do PAM, mas tamb&eacute;m de doa&ccedil;&otilde;es de   pacientes, de laborat&oacute;rios farmac&ecirc;uticos e de entidades   n&atilde;o-governamentais, atendiam &agrave; Rename de 2002 em   suas principais especialidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Considerando o exposto, percebeu-se que a grande   problem&aacute;tica era a quest&atilde;o do acesso da popula&ccedil;&atilde;o   aos medicamentos, evidenciada pelo desabastecimento   peri&oacute;dico dos produtos essenciais, muitas vezes   obrigando a popula&ccedil;&atilde;o a busc&aacute;-los fora do territ&oacute;rio   delimitado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Este desabastecimento tamb&eacute;m era consequ&ecirc;ncia   da inefic&aacute;cia no controle de estoque de medicamentos   decorrente da aus&ecirc;ncia de profissional especializado   e qualificado para desempenhar tal atividade, como   o farmac&ecirc;utico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Conforme o Departamento de Assist&ecirc;ncia    Farmac&ecirc;utica   e Insumos Estrat&eacute;gicos (DAF/SCTIE/MS), que possui   como foco de trabalho a qualifica&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia   farmac&ecirc;utica no SUS, qualificar um servi&ccedil;o de sa&uacute;de   compreende, entre outros aspectos, disponibilizar   profissionais habilitados e capacitados para gerenciar   servi&ccedil;os e pessoas, baseados em crit&eacute;rios cient&iacute;ficos e   &eacute;ticos, a fim de consolidar os princ&iacute;pios do SUS.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Portanto, a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional,    sobretudo   do farmac&ecirc;utico, &eacute; fundamental para a estrutura&ccedil;&atilde;o   de todos os processos que envolvem a assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica. Esta    qualifica&ccedil;&atilde;o implica mudan&ccedil;as que   se estendem desde a forma&ccedil;&atilde;o do profissional para   atender as necessidades b&aacute;sicas do Pa&iacute;s e do SUS at&eacute; a   oferta de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o direcionados para   a demanda da rede p&uacute;blica de sa&uacute;de.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, em dezembro de 2007 foi aprovada    a   Portaria GM n<sup>o</sup> 3.237, ampliando os valores m&iacute;nimos   aplicados para a aquisi&ccedil;&atilde;o de medicamentos do Elenco   de Refer&ecirc;ncia, baseados na Rename de 2006, nas tr&ecirc;s   esferas do governo.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Esta Portaria tamb&eacute;m define, de maneira    inovadora,   a aquisi&ccedil;&atilde;o de medicamentos fitoter&aacute;picos e homeop&aacute;ticos   por meio dos mesmos recursos tripartite,   demonstrando o compromisso dos gestores com a   Pol&iacute;tica Nacional de Plantas Medicinais e Fitoter&aacute;picos   e a Pol&iacute;tica Nacional de Pr&aacute;ticas Integrativas e Complementares,   bem como a integra&ccedil;&atilde;o dos medicamentos   b&aacute;sicos da Sa&uacute;de Mental no Elenco de Refer&ecirc;ncia.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ainda, em de 24 de janeiro de 2008, foi publicada   a Portaria n<sup>o</sup> 154, criando os N&uacute;cleos de Apoio &agrave;   Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (NASF), com a finalidade de ampliar   a abrang&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    &agrave; sa&uacute;de,   apoiando a inser&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    na   rede de servi&ccedil;os.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os NASF s&atilde;o constitu&iacute;dos por equipes    multidisciplinares   que atuam em parceria com os profissionais   das ESF. Esta parceria prev&ecirc; a revis&atilde;o da pr&aacute;tica do   encaminhamento baseada nos processos de refer&ecirc;ncia   e contra-refer&ecirc;ncia, buscando a plena integralidade do   cuidado f&iacute;sico e mental dos usu&aacute;rios do SUS.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante ressaltar que os NASF n&atilde;o    representam   a &quot;porta de entrada&quot; dos usu&aacute;rios na rede p&uacute;blica    de   sa&uacute;de; eles apenas constituem uma rede de apoio &agrave;s   ESF, tendo como eixo a gest&atilde;o acompanhada e o apoio   &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o do cuidado.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os NASF s&atilde;o classificados em duas modalidades:   NASF 1 e NASF 2. Os NASF 1 dever&atilde;o ser compostos   por, no m&iacute;nimo, cinco profissionais de n&iacute;vel superior   de ocupa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-coincidentes. J&aacute; o NASF 2 dever&aacute;   ser composto por, no m&iacute;nimo, tr&ecirc;s profissionais de   n&iacute;vel superior, tamb&eacute;m n&atilde;o-coincidentes. Em ambos   o farmac&ecirc;utico deveria fazer parte da equipe.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre as a&ccedil;&otilde;es de responsabilidade      de todos os profissionais que comp&otilde;em os NASF a serem desenvolvidas   em conjunto com as ESF, destacam-se a identifica&ccedil;&atilde;o,   em conjunto com a comunidade, das a&ccedil;&otilde;es a serem   tomadas em cada uma das &aacute;reas cobertas; a atua&ccedil;&atilde;o   integrada e planejada nos casos de interna&ccedil;&atilde;o domiciliar; o acompanhamento    dos usu&aacute;rios do SUS e a humaniza&ccedil;&atilde;o   da aten&ccedil;&atilde;o; o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es que   integrem outras &aacute;reas sociais como cultura, educa&ccedil;&atilde;o   e lazer; e a avalia&ccedil;&atilde;o, em conjunto com os Conselhos   de Sa&uacute;de, do desenvolvimento e da implanta&ccedil;&atilde;o das   a&ccedil;&otilde;es e a medida do seu impacto sobre a situa&ccedil;&atilde;o    de   sa&uacute;de da comunidade.<sup>18</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na tentativa de assegurar a qualidade dos medicamentos   por meio das boas pr&aacute;ticas de aquisi&ccedil;&atilde;o,   armazenamento, conserva&ccedil;&atilde;o e dispensa&ccedil;&atilde;o,<sup>20</sup> considerando   que dispensa&ccedil;&atilde;o consiste no ato profissional   farmac&ecirc;utico de proporcionar um ou mais medicamentos   a um paciente,<sup>21</sup> reconhece-se a necessidade de   incorporar o farmac&ecirc;utico na SF e que este profissional   conhe&ccedil;a as condi&ccedil;&otilde;es de vida e de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o   adstrita ao seu local de trabalho.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Apesar de existirem diversas barreiras a serem    ultrapassadas,   como as defici&ecirc;ncias na forma&ccedil;&atilde;o excessivamente   tecnicista e a pr&aacute;tica profissional desconectada   das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de e de medicamentos,   o profissional farmac&ecirc;utico dever&aacute; estar inserido nas   equipes da SF conforme a proposta do Conselho Federal   de Farm&aacute;cia de Estrutura&ccedil;&atilde;o da Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica   na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica de Sa&uacute;de.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, o farmac&ecirc;utico poder&aacute;    implantar um   programa de Aten&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica que consiste no   acompanhamento da farmacoterapia de cada paciente   vinculado &agrave; SF, colaborando para a melhoria da qualidade   de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A OMS reconhece o farmac&ecirc;utico enquanto    dispensador   de aten&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, salientando que os benef&iacute;cios   da Aten&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica devem ser direcionados   ao paciente e &agrave; comunidade por meio de a&ccedil;&otilde;es de   promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A participa&ccedil;&atilde;o ativa do farmac&ecirc;utico    na assist&ecirc;ncia ao paciente, na dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos    e no seguimento do tratamento farmacoterap&ecirc;utico s&atilde;o pr&aacute;ticas    que cooperam com os demais profissionais da sa&uacute;de, uma vez que colaboram    para a redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade relacionada aos medicamentos.<sup>21</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A todos os profissionais das ESF do munic&iacute;pio    em   estudo, pela dedica&ccedil;&atilde;o e interesse, sem os quais a   concretiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho n&atilde;o teria sido poss&iacute;vel   e &agrave; Professora Mestre Siomara Hahn, pela not&aacute;vel   contribui&ccedil;&atilde;o intelectual.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria    de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de.   A implanta&ccedil;&atilde;o da Unidade de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.   Bras&iacute;lia: MS; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Andrade LOM. A estrat&eacute;gia Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia. In:   Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ. Medicina   ambulatorial: condutas de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria baseadas   em evid&ecirc;ncias. Porto Alegre: Artmed; 2004. p. 88&#8211;99.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Brasil. Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia    Sanit&aacute;ria.   Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 328, de 22 de julho de 1999. Disp&otilde;e   sobre requisitos exigidos para a dispensa&ccedil;&atilde;o de   produtos de interesse &agrave; sa&uacute;de em farm&aacute;cias e   drogarias &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,   p. 14, 26 jul. 1999. Se&ccedil;&atilde;o 1 &#091;acessado em 2006,   para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em:   <a href="http://anvisa.gov.br/legis/resol/328_99.htm" target="_blank">http://anvisa.gov.br/legis/resol/328_99.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria    de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de.   Pol&iacute;tica Nacional de Medicamentos 2001. Bras&iacute;lia:   MS; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 338, de   6 de maio de 2004. Aprova a Pol&iacute;tica Nacional de   Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,    Bras&iacute;lia, p. 52, 20 maio 2004. Se&ccedil;&atilde;o 1   &#091;acessado em 2008, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005   a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/resol_cns338.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/resol_cns338.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Conselho Federal de Farm&aacute;cia. Proposta      de   estrutura&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica na aten&ccedil;&atilde;o   b&aacute;sica de sa&uacute;de com a inser&ccedil;&atilde;o do farmac&ecirc;utico   &#091;Internet&#093;. Bras&iacute;lia: CFF &#091;acessado em 2006, para   informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cff.org.br" target="_blank">http://www.cff.org.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.      Portaria n<sup>o</sup> 648,   de 28 de mar&ccedil;o de 2006. Aprova a Pol&iacute;tica Nacional   de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio   Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 71, 29 mar. 2006. Se&ccedil;&atilde;o   1   &#091;acessado em 2006, para informa&ccedil;&otilde;es de 2000 a   2007&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2004.saude.gov.br/dab/legislacao.php" target="_blank">http://dtr2004.saude.gov.br/dab/legislacao</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Datasus.    Banco de Dados do   Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de &#091;Internet&#093;. Bras&iacute;lia: MS   &#091;acessado em 2008, para informa&ccedil;&otilde;es de 2000 a   2007&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.datasus.gov.br" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Prefeitura Municipal de Passo Fundo. Unidades    de   Sa&uacute;de &#091;Internet&#093;. Passo Fundo: a prefeitura &#091;acessado   em 2008, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;.   Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pmpf.rs.gov.br/pagina_interna.php?t=35&c=2&p=181&a=3&pm=158" target="_blank">http://www.pmpf.rs.gov.br/pagina_interna.php?t=35&amp;c=2&amp;p=181&amp;a=3&amp;pm=158</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria n<sup>o</sup> 1.587, de   3 de setembro de 2002 Aprova a revis&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o   nacional de medicamentos essenciais: Rename   &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p.   72, 5 set. 2002. Se&ccedil;&atilde;o 1 &#091;acessado em 2006, para   informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.anvisa.gov.br/legis/portarias/1587_02.htm" target="_blank">http://www.anvisa.gov.br/legis/portarias/1587_02.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.      Portaria n<sup>o</sup> 2.475, de 13   de outubro de 2006. Aprova a 4a edi&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o   nacional de medicamentos essenciais: Remane   &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,   p. 26, 18 out. 2006. Se&ccedil;&atilde;o 1 &#091;acessado em 2006, para   informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,      Conselho Nacional de   Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 196, de 10 de outubro de   1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras   de pesquisa envolvendo seres humanos &#091;Internet&#093;.   Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 21086, 16 out.   1996. Se&ccedil;&atilde;o 1 &#091;acessado em 2006, para informa&ccedil;&otilde;es   de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/1996/Reso196.doc" target="_blank">http://conselho.sa&uacute;de.gov.br/comiss&atilde;o/conep/resolu&ccedil;&atilde;o.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Oliveira MA, Bermudez JAZ, Os&oacute;rio-de-Castro    CGS. Assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica e acesso a medicamentos. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica &#091;Internet&#093;. 2008 &#091;acessado 9 maio 2009&#093;;24(6):1457-1458.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008000600028&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-311X2008000600    028&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria      de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Informes t&eacute;cnicos institucionais:       Pol&iacute;tica Nacional de Medicamentos. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    &#091;Internet&#093;. 2000 &#091;acessado em 2009, para informa&ccedil;&otilde;es   de 2005 a  2006&#093;;34(2):206-209. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102000000200018&lng=es&nrm=van" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-89102000000200018&amp;lng=es&amp;nrm=van</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    Secretaria de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. Portaria n<sup>o</sup> 344, de 12    de maio de 1998. Aprova o regulamento t&eacute;cnico sobre subst&acirc;ncias    e medicamentos sujeitos a controle especial &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 3, 15 maio 1998. Se&ccedil;&atilde;o 1    &#091;acessado em 2006, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://anvisa.gov.br/legis/portarias/344_98.htm" target="_blank">http://anvisa.gov.br/legis/portarias/344_98.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Leite SN, Nascimento JM, Costa LH, Barbano    DAB. I F&oacute;rum Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica: o    farmac&ecirc;utico que o Brasil necessita. Interface (Botucatu) &#091;Internet&#093;.    2008 &#091;acessado em 2009, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;;12(25).    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832008000200025&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-32832008000200025&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria n<sup>o</sup> 3.237, de 24 de dezembro de 2007. Aprova as normas de execu&ccedil;&atilde;o    e de financiamento da assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica na aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica em sa&uacute;de &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,    Bras&iacute;lia, p. 16, 26 dez. 2007. Se&ccedil;&atilde;o 1 &#091;acessado em 2008,    para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2004.saude.gov.br/dab/docs/legislacao/portaria_gm_3237_2008.pdf" target="_blank">http://dtr2004.saude.gov.br/dab/docs/legislacao/portaria_gm_3237_2008.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 18. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria n<sup>o</sup> 154, de 24 de janeiro de 2008. Cria os n&uacute;cleos de apoio    &agrave; sa&uacute;de da fam&iacute;lia NASF &#091;Internet&#093;. Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 47, 25 jan. 2008. Se&ccedil;&atilde;o 1    &#091;acessado em 2008, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://w3.datasus.gov.br/siasih/arquivos/portarias/PT_SAS_154_18-03-2008.pdf" target="_blank">http://w3.datasus.gov.br/siasih/arquivos/portarias/PT_SAS_154_18-03-2008.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 19. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Departamento    de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. N&uacute;cleo de Apoio &agrave; Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia &#091;Internet&#093;. Bras&iacute;lia: MS &#091;acessado em 2009, para informa&ccedil;&otilde;es    de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2004.saude.gov.br/dab/nasf.php" target="_blank">http://dtr2004.saude.gov.br/dab/nasf.php</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 20. Marin N, organizador. Assist&ecirc;ncia    farmac&ecirc;utica para   gerentes municipais. Rio de Janeiro: OPAS; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Angonesi D, Sevalho G. Aten&ccedil;&atilde;o    farmac&ecirc;utica: fundamenta&ccedil;&atilde;o conceitual e cr&iacute;tica    para um modelo brasileiro. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva &#091;Internet&#093;.    2008 &#091;acessado em 2009, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.abrasco.org.br/cienciaesaudecoletiva/artigos/artigo_int.php?id_artigo=2884" target="_blank">http://www.abrasco.org.    br/cienciaesaudecoletiva/artigos/artigo_int.php?id_artigo=2884</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Jaramillo NM, Ivama AM, Macedo BS, Carlos    IC, Noblat L, Gomes CAP, et al. Relat&oacute;rio da oficina de trabalho: aten&ccedil;&atilde;o    farmac&ecirc;utica no Brasil &#8211; Trilhando caminhos &#091;Internet&#093;. Fortaleza:    OPAS; 2001 &#091;acessado em 2006, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005 a 2006&#093;.    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