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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores associados à mortalidade neonatal precoce: análise de situação no nível local]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors Associated with Neonatal Mortality: Situation Analysis at the Local Level Enio Silva Soares]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Bahia Instituto de Saúde Coletiva Programa de Estudos em Gênero e Saúde]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study examined the factors that have exerted greater influence in the maintenance of Early Neonatal Infant Mortality, between the years of 2000 and 2005, in the Liberdade Health District. Data were collected from birth and death records and validated through linkage; for the identification of factors associated with mortality, univariate and bivariate analysis were taken. The early neonatal mortality rate was 24.22 deaths/1,000 live births. Bivariate analysis showed that the effects of variables - low education of the mother; gestational age up to 36 weeks; less than six prenatal visits; low birth weight; multiple pregnancy and vaginal delivery - were significant to mortality. Prenatal and post-natal care must be organized in order to prevent some of these factors and to reduce inequities due to social differences.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[sistemas de informação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font>    </p>       <p>&nbsp; </p>       <p><font size="4" face="Verdana"><b>Fatores associados &agrave;      mortalidade neonatal precoce: an&aacute;lise de situa&ccedil;&atilde;o no      n&iacute;vel local<sup><a href="#n">*</a></sup></b></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Factors Associated with Neonatal      Mortality: Situation Analysis at the Local Level Enio Silva Soares</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Enio Silva Soares<sup>I</sup>; Greice      Maria de Souza Menezes<sup>II</sup></b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Distrito Sanit&aacute;rio      Liberdade, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, Prefeitura Municipal de Salvador,      Salvador-BA, Brasil    <br>     </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Programa de Estudos em G&ecirc;nero      e Sa&uacute;de, Instituto de Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Federal da      Bahia, Salvador-BA, Brasil</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o      para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>   <hr size="1" noshade>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Este estudo analisou os fatores      que t&ecirc;m exercido maior influ&ecirc;ncia na manuten&ccedil;&atilde;o      da Mortalidade Infantil Neonatal Precoce,     entre os anos de 2000 e 2005, no Distrito Sanit&aacute;rio Liberdade, Salvador,      Bahia. Os dados foram coletados das declara&ccedil;&otilde;es     de nascimento e de &oacute;bito e validados atrav&eacute;s de <i>linkage</i>; para      a identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores associados &agrave; mortalidade,      foram     realizadas an&aacute;lises univariada e bivariada. A taxa de mortalidade neonatal      precoce foi de 24,22 &oacute;bitos por mil nascidos vivos.     A an&aacute;lise bivariada mostrou que caracter&iacute;sticas maternas como      baixa escolaridade, idade gestacional at&eacute; 36 semanas, relato     de realiza&ccedil;&atilde;o de menos de seis consultas de pr&eacute;-natal,      gesta&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla, parto vaginal, al&eacute;m do baixo      peso ao nascer do     rec&eacute;m-nascido estiveram associadas com a mortalidade neonatal precoce,      em n&iacute;veis de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. A assist&ecirc;ncia     pr&eacute;-natal e p&oacute;s-natal deve se organizar no Distrito para prevenir      alguns desses fatores e reduzir as iniquidades originadas     nas diferen&ccedil;as sociais.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> sistemas      de informa&ccedil;&atilde;o; mortalidade neonatal precoce; fatores de risco.</font></p>   <hr size="1" noshade>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> This study examined the factors      that have exerted greater influence in the maintenance of Early Neonatal Infant     Mortality, between the years of 2000 and 2005, in the Liberdade Health District.      Data were collected from birth and     death records and validated through linkage; for the identification of factors      associated with mortality, univariate and     bivariate analysis were taken. The early neonatal mortality rate was 24.22      deaths/1,000 live births. Bivariate analysis     showed that the effects of variables &#8211; low education of the mother;      gestational age up to 36 weeks; less than six prenatal     visits; low birth weight; multiple pregnancy and vaginal delivery &#8211;      were significant to mortality. Prenatal and post-natal     care must be organized in order to prevent some of these factors and to reduce      inequities due to social differences.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> information      systems; early neonatal mortality; risk factors.</font></p>   <hr size="1" noshade>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> A mortalidade infantil &eacute;      classicamente considerada     um dos melhores indicadores do n&iacute;vel de vida e bem     estar social de uma popula&ccedil;&atilde;o.<sup>1-3</sup> O Brasil ainda conta     com n&iacute;veis alarmantes e eticamente inaceit&aacute;veis de     mortalidade infantil, apesar das taxas decrescentes     nos &uacute;ltimos dez anos. Estudos t&ecirc;m demonstrado a import&acirc;ncia     de interven&ccedil;&otilde;es na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade     infantil em todo o pa&iacute;s, com destaque especial para as     a&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>3,4</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> A mortalidade nos primeiros dias      de vida expressa     a complexa conjun&ccedil;&atilde;o de fatores biol&oacute;gicos, socioecon&ocirc;micos     e assistenciais,<sup>5,6</sup> esses &uacute;ltimos relacionados     &agrave; aten&ccedil;&atilde;o &agrave; gestante e ao rec&eacute;m-nascido.<sup>6,7</sup>      No Brasil,     na &uacute;ltima d&eacute;cada, observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o dos      &oacute;bitos     infantis, em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, particularmente     daqueles ocorridos no per&iacute;odo p&oacute;s-neonatal. Desse     modo, os &oacute;bitos neonatais passaram a ser o principal     componente da mortalidade infantil, atualmente respons&aacute;vel     por mais da metade dos &oacute;bitos no primeiro     ano de vida.<sup>8</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> No Estado da Bahia (BA), em 2004,      as taxas de     mortalidade infantil exibiam valores em torno de 30     &oacute;bitos para cada mil crian&ccedil;as nascidas vivas (nv),     estando em patamares muito acima dos aceit&aacute;veis pela     Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.<sup>9</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Em Salvador-BA, nos &uacute;ltimos      anos, a mortalidade     infantil sofreu uma redu&ccedil;&atilde;o gradativa, passando de     27/1.000 nv em 2000, para 21,8/1.000 nv em 2005,     isto &eacute;, um decr&eacute;scimo de 24%. Neste mesmo per&iacute;odo,     o componente neonatal precoce n&atilde;o acompanhou esta     tend&ecirc;ncia, com redu&ccedil;&atilde;o de apenas 9%, constituindo     assim um ponto cr&iacute;tico na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade em     crian&ccedil;as com menos de um ano.<sup>10-12</sup> Nessa capital, a     mortalidade infantil n&atilde;o se distribui de forma homog&ecirc;nea     nos 12 Distritos Sanit&aacute;rios. Acentuadas diferen&ccedil;as     socioecon&ocirc;micas e culturais, al&eacute;m das iniquidades de     acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de entre grupos e indiv&iacute;duos,     ou seja, desigualdades em sa&uacute;de, contribuem para     a heterogeneidade na distribui&ccedil;&atilde;o da mortalidade     infantil na cidade. Al&eacute;m de sistem&aacute;ticas e relevantes,     estas desigualdades s&atilde;o tamb&eacute;m evit&aacute;veis, injustas e     desnecess&aacute;rias.<sup>13</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Entre 2000 e 2005, o Distrito      Sanit&aacute;rio Liberdade     (DSL), que concentra grande contingente da popula&ccedil;&atilde;o     afrodescendente, apresentou a maior taxa de mortalidade     infantil da cidade, o mesmo ocorrendo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa      de mortalidade neonatal precoce (21,4/1.000, em     2005). Esta ultima situa&ccedil;&atilde;o contribui para a manuten&ccedil;&atilde;o     de elevados patamares do indicador na cidade. No     per&iacute;odo, n&atilde;o se observou uma redu&ccedil;&atilde;o dos valores      da     mortalidade infantil no DSL, mas uma oscila&ccedil;&atilde;o, com     a menor taxa registrada em 2002 (22/1.000 nv) e a     maior em 2005 (30/1.000 nv).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Para enfrentar o desafio da redu&ccedil;&atilde;o      da mortalidade     infantil e de seus componentes, o sistema de informa&ccedil;&atilde;o     &eacute; uma importante ferramenta para detec&ccedil;&atilde;o     dos fatores de risco. A disponibilidade de dados socioecon&ocirc;micos     e de sa&uacute;de, desagregados por distrito     sanit&aacute;rio, &eacute; essencial para identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas      de     risco e de grupos populacionais para os quais devem     ser priorizados cuidados de sa&uacute;de. As possibilidades     de utiliza&ccedil;&atilde;o dos Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de     em estudos epidemiol&oacute;gicos, em particular estudos     sobre a mortalidade infantil, dependem, em grande     medida, do grau de cobertura de dois Sistemas: Sistema     de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) e Sistema     de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Nascidos Vivos (Sinasc), na     &aacute;rea do estudo, bem como da qualidade dos dados     registrados.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Em Salvador, o SIM e Sinasc apresentavam      coberturas acima de 90 e 93%, respectivamente, no per&iacute;odo analisado.      A qualidade da informa&ccedil;&atilde;o desses sistemas no munic&iacute;pio      &eacute; considerada boa, ainda que se reconhe&ccedil;a a persist&ecirc;ncia      de problemas, como preenchimento incorreto e incompleto de alguns campos dos      formul&aacute;rios que os alimentam sem que, entretanto, isto comprometa a      an&aacute;lise dos seus dados.<sup>8</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho tem o objetivo      de estudar a mortalidade neonatal precoce no DSL, na capital baiana, e explorar      sua associa&ccedil;&atilde;o com fatores socioecon&ocirc;micos, reprodutivos      e assistenciais registrados no Sinasc e no SIM. Os resultados servir&atilde;o      de base para o enfrentamento da mortalidade neonatal precoce, subsidiando      o planejamento das a&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de      e favorecendo medidas intersetoriais na busca da redu&ccedil;&atilde;o deste      evento e das iniquidades, fruto das disparidades sociais.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O estudo foi realizado      no DSL, uma &aacute;rea pol&iacute;tico-administrativa do munic&iacute;pio     de Salvador com extens&atilde;o territorial de 6,4 km<sup>2</sup>, um dos     12 distritos  sanit&aacute;rios que s&atilde;o unidades de planejamento     e gest&atilde;o      local de sa&uacute;de. Trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o de natureza     explorat&oacute;ria, tendo sido analisados os dados de nascidos vivos e     de      &oacute;bitos infantis ocorridos no per&iacute;odo de 2000 a 2005, no DSL,     registrados no SIM e Sinasc.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizado um <i>linkage</i> entre      esses dois bancos de dados, utilizando-se o m&eacute;todo do relacionamento      probabil&iacute;stico de registros, a partir do conceito de escore limiar      proposto por Newcombe. Foram adotados os passos descritos por Camargo e Coeli,      utilizando-se o programa Reclink III.<sup>14</sup> Foram utilizadas as vari&aacute;veis:      data de nascimento; peso ao nascer; endere&ccedil;o de resid&ecirc;ncia da      m&atilde;e; nome da m&atilde;e; e data de nascimento, para facilitar a identifica&ccedil;&atilde;o      do par perfeito. Na presen&ccedil;a de discord&acirc;ncia no registro de uma      dessas vari&aacute;veis, optou-se pelo dado informado na Declara&ccedil;&atilde;o      de Nascido Vivo (DN), pois &eacute; reconhecida a melhor qualidade dos dados      do Sinasc.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">A vari&aacute;vel dependente deste      estudo &eacute; o &oacute;bito neonatal precoce. As vari&aacute;veis independentes      foram classificadas em tr&ecirc;s sub-conjuntos: s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas      (idade, situa&ccedil;&atilde;o conjugal e grau de instru&ccedil;&atilde;o      da m&atilde;e); relacionadas &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o e ao parto (n&uacute;mero      de consultas no pr&eacute;-natal, idade gestacional, tipo de gravidez e tipo      de parto); e relacionadas ao rec&eacute;m-nascido (sexo, ra&ccedil;a/cor e      peso ao nascer). Foi ajustado o n&uacute;mero de consultas de pr&eacute;-natal      &agrave; idade gestacional atrav&eacute;s de um novo &iacute;ndice constru&iacute;do      pelos autores, baseado no calend&aacute;rio m&iacute;nimo recomendado pelo      Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Para o c&aacute;lculo da taxa      de mortalidade neonatal precoce utilizaram-se como numerador os &oacute;bitos      ocorridos do nascimento at&eacute; o sexto dia de vida e como denominador,      os nascidos vivos. Foi realizada an&aacute;lise uni e bivariada, sendo calculadas      as raz&otilde;es de mortalidade e seus respectivos intervalos de 95% de confian&ccedil;a.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es      &eacute;ticas</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As bases de dados foram cedidas      pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, e os pesquisadores submeteram o      projeto de pesquisa ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica do Instituto de Sa&uacute;de      Coletiva da Universidade Federal da Bahia, obtendo aprova&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Entre 2000 e 2005, segundo o      SIM, foram registrados 430 &oacute;bitos infantis no DSL, sendo 409 (95,11%)      no per&iacute;odo neonatal e 21 (4,88%) no p&oacute;s-neonatal. Entre as mortes      neonatais, 301 (73,59%) ocorreram no per&iacute;odo neonatal precoce e 108      (26,41%) no neonatal tardio. A taxa de mortalidade infantil neonatal precoce      (TMINP) para o DSL foi de 24,22 &oacute;bitos/1.000 nv.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Dos 301 &oacute;bitos neonatais      precoces, foi poss&iacute;vel identificar no Sinasc 218 (72,42%), sendo que      83 (27,5%) &oacute;bitos foram descartados da an&aacute;lise pela impossibilidade      de forma&ccedil;&atilde;o de pares verdadeiros no processo de <i>linkage</i>. Esta      perda ocorreu por duas raz&otilde;es: a primeira, provavelmente por sub-registro      no Sinasc, n&atilde;o tendo sido preenchida a DN para estes nascimentos; a      segunda, por problemas na qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, pois nesses      casos o nome da m&atilde;e n&atilde;o havia sido registrado, dado este importante      no processo de <i>linkage</i> adotado neste trabalho (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>       <p><a name="f1"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a07f1.gif" border="0"></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Analisando-se as caracter&iacute;sticas      maternas, observa-se que a maior parcela dos &oacute;bitos ocorreu entre      os rec&eacute;m-nascidos (RN) de mulheres entre 20 a 34 anos (66,51%). Chama       aten&ccedil;&atilde;o que embora um ter&ccedil;o (27,10%) dos &oacute;bitos        tenha ocorrido entre RN cujas m&atilde;es ainda eram adolescentes, foi        nesse  grupo que se identificou o maior risco de morte (23,19 &oacute;bitos/1.000         nv) (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Quanto ao estado civil materno, 56,90%         dos      &oacute;bitos foram entre RN de m&atilde;es solteiras e um ter&ccedil;o (30,70%)      entre aqueles de mulheres separadas ou vi&uacute;vas; as maiores taxas de       mortalidade tamb&eacute;m foram verificadas nesses grupos. Os RN de mulheres        solteiras apresentaram assim uma probabilidade de morrer duas vezes maior        quando comparados &agrave;queles de mulheres casadas (<a href="#t1">Tabela         1</a>).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t1"></a></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a07t1.gif" border="0"></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Sobre a escolaridade das m&atilde;es,      verifica-se que a propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos foi maior entre      RN de m&atilde;es com menor instru&ccedil;&atilde;o, sendo de apenas 10,62%      entre aqueles de mulheres com 12 ou mais anos de estudo. A maior taxa de mortalidade      neonatal precoce foi encontrada entre RN de m&atilde;es que declararam n&atilde;o      possuir qualquer ano de estudo (310,08/1.000 nv), valor 20 vezes maior do      que aquele do grupo de RN de m&atilde;es com maior escolaridade (<a href="#t1">Tabela      1</a>).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Ocorreu maior propor&ccedil;&atilde;o      de &oacute;bitos em RN cujas m&atilde;es tiveram gesta&ccedil;&atilde;o &uacute;nica      (89,45%), mas o risco de morrer foi 6,67 vezes maior entre crian&ccedil;as      de m&atilde;es com gesta&ccedil;&atilde;o gemelar ou tripla. Quanto &agrave;      dura&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o, foi registrado maior percentual      de &oacute;bitos entre RN prematuros, isto &eacute; de m&atilde;es que pariram      com 22 a 36 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o, mas o risco de morte foi maior      naqueles prematuros extremos, isto &eacute;, com menos de 22 semanas. Comparados      aos RN a termo, os grandes prematuros apresentaram chances muito maiores de      morrer antes de sete dias de vida (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Maior propor&ccedil;&atilde;o      de &oacute;bitos ocorreu em RN cujas m&atilde;es tiveram parto vaginal, tendo      a ces&aacute;rea aparentemente um comportamento de fator de prote&ccedil;&atilde;o,      uma vez que se observou menor taxa de mortalidade em RN de mulheres que tiveram      esse tipo de parto. A realiza&ccedil;&atilde;o de sete ou mais consultas de      pr&eacute;-natal tamb&eacute;m se mostrou como fator de prote&ccedil;&atilde;o      para a mortalidade neonatal precoce. O risco de morte tem tend&ecirc;ncia      concordante, com claro efeito gradiente, pois quanto maior n&uacute;mero de      consultas menor foi o risco de morte. Comparando-se grupos extremos, constata-se      que os RN cujas m&atilde;es n&atilde;o fizeram pr&eacute;-natal ou apenas      uma a tr&ecirc;s consultas apresentaram cerca de quatro vezes o risco de morrer      do que aqueles cujas m&atilde;es fizeram o n&uacute;mero de consultas preconizadas      pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t2"></a></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a07t2.gif" border="0"></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Analisando-se caracter&iacute;sticas      do RN, registrou-se maior propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos em RN do      sexo masculino (64,70%); tamb&eacute;m entre eles se observou quase duas vezes      maior risco de morrer do que entre aqueles do sexo feminino. Quanto &agrave;      ra&ccedil;a/cor, verificou-se maior percentual de &oacute;bitos entre RN pardos      (78,44%), mas as maiores raz&otilde;es de mortalidade foram observadas entre      os RN ind&iacute;genas e pretos, sendo, respectivamente, 31,76 e 2,90 vezes      maior que entre os brancos. Sobre o peso ao nascer, verificou-se um maior      percentual de &oacute;bitos (78,44%) e maior risco de morrer entre os RN de      baixo peso, sendo 30 vezes mais elevado do que aquele registrado entre RN      que nasceram com peso normal (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t3"></a></font></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a07t3.gif" border="0"></font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Os determinantes da mortalidade      infantil s&atilde;o amplamente     estudados, no entanto, seu conhecimento tem     produzido pouco impacto na sua redu&ccedil;&atilde;o em diferentes     regi&otilde;es do Pa&iacute;s. As desigualdades sociais apontam a     necessidade de ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas visando &agrave; equidade     e universalidade da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. O monitoramento     da mortalidade infantil &eacute; de fundamental import&acirc;ncia,     principalmente em pa&iacute;ses como o Brasil, onde a magnitude     das desigualdades sociais &eacute; relevante.<sup>4</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> O Brasil &eacute; signat&aacute;rio      dos Objetivos de Desenvolvimento     do Mil&ecirc;nio (ODM), compromisso proposto &agrave;s     na&ccedil;&otilde;es pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de      no ano     2000 para reduzir em dois ter&ccedil;os, entre 1990 e 2015,     a mortalidade de crian&ccedil;as menores de cinco anos.<sup>8</sup>     Portanto, o alcance da meta proposta pelos ODM     depende essencialmente da redu&ccedil;&atilde;o do componente     neonatal precoce.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Segundo Gomes e Santo,<sup>10</sup> duas      estrat&eacute;gias b&aacute;sicas podem ser adotadas para redu&ccedil;&atilde;o      da mortalidade infantil: uma mais global que poderia ser chamada de &quot;pol&iacute;tico-econ&ocirc;mica&quot;,      e outra de car&aacute;ter mais t&eacute;cnico. A primeira seria desenvolvida      pelos governos ao priorizarem investimentos sociais para melhoria do bem estar      de amplas camadas da sociedade; e a segunda, mais espec&iacute;fica, por meio      da formula&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es      de sa&uacute;de ou de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica. No pa&iacute;s, a redu&ccedil;&atilde;o      da mortalidade neonatal &eacute; um grande desafio para os servi&ccedil;os      de sa&uacute;de, governo e sociedade, pelas altas taxas vigentes concentradas      nas regi&otilde;es e popula&ccedil;&otilde;es mais pobres.<sup>13,14</sup> A&ccedil;&otilde;es      extrassetoriais, mais particularmente de educa&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia      social, devem ser efetivadas e, no setor sa&uacute;de, considera-se priorit&aacute;rio      o investimento na reestrutura&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o &agrave;      gestante e ao rec&eacute;m-nascido, com articula&ccedil;&atilde;o entre as      a&ccedil;&otilde;es do pr&eacute;-natal na rede b&aacute;sica e a assist&ecirc;ncia      ao parto, no &acirc;mbito hospitalar.<sup>3,15</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> O Estado da Bahia em seu Plano      Estadual de Sa&uacute;de 2004-2007, intitulado &quot;Mais Sa&uacute;de com      Qualidade: Reduzindo Desigualdades&quot;, estabeleceu um compromisso de redu&ccedil;&atilde;o      das altas taxas de mortalidade infantil. Entretanto, as estrat&eacute;gias      elencadas neste Plano favoreciam, de forma global, a redu&ccedil;&atilde;o      do componente p&oacute;s-neonatal em detrimento das a&ccedil;&otilde;es voltadas      para a redu&ccedil;&atilde;o das mortes neonatais, estas &uacute;ltimas est&aacute;veis      desde a d&eacute;cada de 1990.<sup>7</sup></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> O munic&iacute;pio de Salvador      tem enfrentado dificuldades     na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade neonatal, uma vez que     a acentuada desigualdade social e o prec&aacute;rio acesso a servi&ccedil;os      de sa&uacute;de de qualidade v&ecirc;m contribuindo     para a manuten&ccedil;&atilde;o de um cen&aacute;rio desfavor&aacute;vel para     a redu&ccedil;&atilde;o das mortes infantis.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> No distrito estudado, os nascidos      vivos que foram     a &oacute;bito na primeira semana de vida, eram, na sua     maioria, do sexo masculino, prematuros, e com baixo     peso ao nascer. Eram filhos de m&atilde;es jovens, entre 20     a 34 anos, solteiras ou separadas (87,60%) e pouco     escolarizadas (58,75% tinha at&eacute; 8 anos de estudo).     Apenas 17,43% das m&atilde;es realizaram sete ou mais     consultas de pr&eacute;-natal.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> A TMINP do DSL (24,2 por mil      nascidos vivos) foi     superior &agrave; m&eacute;dia da capital baiana no mesmo per&iacute;odo,     de 15,45 por mil nascidos vivos e situa-se tamb&eacute;m     acima da registrada na maioria dos Distritos Sanit&aacute;rios     de Salvador. Este valor &eacute; considerado alarmante     quando comparado &agrave;s taxas dos outros estados da     federa&ccedil;&atilde;o.<sup>9</sup></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Os indicadores socioecon&ocirc;micos      s&atilde;o importantes     na an&aacute;lise dos determinantes da mortalidade infantil     neonatal precoce. Entretanto, nos bancos de dados de     nascidos vivos e &oacute;bitos, o indicador dispon&iacute;vel, <i>proxy</i>  da condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, &eacute; o numero de anos      de     estudo da m&atilde;e. Neste estudo, confirmou-se que os RN     de m&atilde;es sem instru&ccedil;&atilde;o ou com menos anos de estudo     apresentaram o risco de morte neonatal precoce mais     elevado. Dados para comparar as condi&ccedil;&otilde;es de vida     entre os distritos sanit&aacute;rios n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis      nos     bancos de dados analisados e &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o deste     estudo.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Os RN das mulheres que se declararam      solteiras,     vi&uacute;vas ou separadas apresentaram maiores risco de     morte, em concord&acirc;ncia com os estudos de Helena<sup>16</sup>     e Ara&uacute;jo.<sup>2</sup> Nestes autores, a associa&ccedil;&atilde;o esteve presente     tanto na an&aacute;lise univariada como ap&oacute;s a regress&atilde;o,     mas perdendo signific&acirc;ncia estat&iacute;stica ap&oacute;s o ajuste,     o que pode ser explicado em parte pela for&ccedil;a das     vari&aacute;veis biol&oacute;gicas. Para Martins,<sup>13</sup> o estado civil     da m&atilde;e n&atilde;o est&aacute; associado &agrave; mortalidade, na analise     multivariada. Talvez, as diferen&ccedil;as metodol&oacute;gicas     nos estudos acima possam ter contribuido para os     dierentes achados. Para alguns autores<sup>16,17</sup> a presen&ccedil;a     de companheiro materno tem sido relacionada     a uma menor mortalidade neonatal. A participa&ccedil;&atilde;o     do companheiro n&atilde;o s&oacute; possibilita um maior aporte     financeiro, como se reflete na aceita&ccedil;&atilde;o social da m&atilde;e     e do RN, trazendo mais apoio e est&iacute;mulo aos cuidados     necess&aacute;rios a ambos.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As faixas et&aacute;rias com as      altas taxas de fecundidade t&ecirc;m sido aquelas abaixo de 20 e acima de      34 anos. </font><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, encontrou-se      maior  risco de morte neonatal precoce apenas entre RN de gestantes abaixo      de 20  anos, assim como Bercini,<sup>3</sup> em pesquisa realizada no Sul      do Brasil. Esta posi&ccedil;&atilde;o      n&atilde;o est&aacute; bem definida entre os autores, devendo-se levar em      considera&ccedil;&atilde;o outros fatores, como os socioecon&ocirc;micos,       que podem ter maior influ&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos biol&oacute;gicos.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">A     insufici&ecirc;ncia de consultas de pr&eacute;-natal esteve fortemente     relacionada  ao &oacute;bito neonatal precoce, como constatado em pesquisas     pr&eacute;vias.<sup>2,6</sup> Embora outros aspectos relativos ao pr&eacute;-natal n&atilde;o tenham sido     abordados neste trabalho, como per&iacute;odo de in&iacute;cio das consultas     e qualidade da aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal recebida, a associa&ccedil;&atilde;o     entre maior mortalidade e n&uacute;mero de consultas refor&ccedil;a a     necessidade  de melhoria na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; gestante. O     n&uacute;mero maior      de consultas no pr&eacute;-natal como fator protetor para o &oacute;bito     neonatal,  indica a import&acirc;ncia dos cuidados durante a gesta&ccedil;&atilde;o,     assim, um acompanhamento gestacional mais ass&iacute;duo pode identificar     precocemente e prevenir ocorr&ecirc;ncias lesivas para o rec&eacute;m-nascido.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Neste estudo, a associa&ccedil;&atilde;o      entre a gravidez m&uacute;ltipla     e, sobretudo, tr&iacute;plice e a mortalidade neonatal esteve     presente. Embora o n&uacute;mero de eventos tenha sido     pequeno, este achado &eacute; plaus&iacute;vel e concordante com     outras investiga&ccedil;&otilde;es.<sup>17</sup> Os nascidos vivos de gravidez     m&uacute;ltipla apresentam uma alta incid&ecirc;ncia de baixo peso     ao nascer e prematuridade. Em muitos estudos<sup>2,3,6,7</sup>     constituem fatores de risco para o &oacute;bito neonatal precoce.     &Eacute; de fundamental import&acirc;ncia que as gestantes     com gesta&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla sejam identificadas precocemente     no pr&eacute;-natal e recebam aten&ccedil;&atilde;o especial durante     a gesta&ccedil;&atilde;o e o parto, com recursos de sa&uacute;de lhes sendo     ofertados, de modo a evitar que seus rec&eacute;m-nascidos     venham a falecer nos primeiros dias de vida.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> O tipo de parto tamb&eacute;m      esteve relacionado com a     mortalidade neonatal precoce, achado igualmente destacado     por Leal e Szwarcwald, avaliando a mortalidade     perinatal e neonatal precoce no munic&iacute;pio do Rio de     Janeiro.<sup>13</sup> A Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Ginecologia     e Obstetr&iacute;cia (FIGO) recomenda que a propor&ccedil;&atilde;o de     ces&aacute;reas n&atilde;o deva ultrapassar 20% e a Organiza&ccedil;&atilde;o     Mundial da Sa&uacute;de, 15% dos partos. Como visto, neste     estudo, a ces&aacute;rea representou 24,3% de todos os     partos, ou seja, um pouco acima do preconizado pela     FIGO.<sup>18</sup> O efeito protetor da cesariana pode estar relacionado a outros fatores,      tais como aten&ccedil;&atilde;o ao parto     de qualidade, acesso e n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico da m&atilde;e,     contudo, o Sinasc n&atilde;o permite este tipo de an&aacute;lise e     &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo. Outros tipos de estudo     relacionados &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de      talvez     elucidem esses resultados referentes &agrave; via de parto de     modo mais apropriado.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; consenso na literatura      a prematuridade como um     fator de risco para a mortalidade neonatal precoce.<sup>1,9</sup>     Neste estudo, n&atilde;o foi diferente, embora tenha sido     constatado tamb&eacute;m um risco de morte elevado entre     RN de mulheres com gesta&ccedil;&atilde;o acima de 42 semanas.     N&atilde;o foi poss&iacute;vel afastar que parte dos &oacute;bitos neonatais     de grandes prematuros se tratasse de fato de abortos,     registrados incorretamente por profissionais. Diante     das defini&ccedil;&otilde;es vigentes que podem dar margem a confus&otilde;es,     o rec&eacute;m-nascido que nasce com algum sinal     de vida &eacute; considerado nascido-vivo, independente da     idade gestacional, enquanto que o aborto relaciona-se     com o produto de at&eacute; 22 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o.<sup>19</sup> Ainda     que neste estudo, tenham sido selecionados apenas os     RN que foram a &oacute;bito e que tinham tamb&eacute;m uma DN,     sup&otilde;e-se que um n&uacute;mero desconhecido desses &oacute;bitos     possa corresponder a abortos.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> O sexo do rec&eacute;m-nascido      mostrou associa&ccedil;&atilde;o com     o &oacute;bito neonatal neste estudo, igualmente ao observado     por Araujo e colaboradores<sup>2</sup> e por Menezes e colaboradores,<sup>20</sup> que encontraram risco aumentado para     os rec&eacute;m-nascidos do sexo masculino. Segundo os     autores acima, a explica&ccedil;&atilde;o de menor mortalidade no     sexo feminino seria o amadurecimento mais precoce     do pulm&atilde;o fetal no sexo feminino com diminui&ccedil;&atilde;o de     problemas respirat&oacute;rios, que est&atilde;o entre as principais     causas de &oacute;bito neonatal.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Na literatura,<sup>6,7</sup> o baixo peso      ao nascer das crian&ccedil;as est&aacute; intrinsecamente associado &agrave;      mortalidade neonatal precoce, tal como encontrado na presente investiga&ccedil;&atilde;o.      Para Moraes,<sup>17</sup> os RN com baixo peso est&atilde;o mais vulner&aacute;veis a      problemas de imaturidade pulmonar e transtornos metab&oacute;licos, podendo      causar ou agravar alguns eventos que os acometem, aumentando o risco para      a mortalidade. Chama aten&ccedil;&atilde;o, todavia, que um quinto (21,6%)      dos &oacute;bitos neonatais precoces tenha ocorrido em crian&ccedil;as com      peso acima de 2.500 gramas. Como teoricamente n&atilde;o deveriam acontecer      &oacute;bitos em crian&ccedil;as que nascem com peso normal, provavelmente      podem ter existido patologias associadas que tenham contribu&iacute;do para      o desfecho letal.</font><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m, &eacute;      poss&iacute;vel que a situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica da m&atilde;e      se reflita no acesso a diferentes condi&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o      &agrave; sa&uacute;de, particularmente durante a gravidez, o parto e o per&iacute;odo      neonatal. Os bancos de dados do SIM e Sinasc n&atilde;o disponibilizam dados      que permitam o conhecimento dessa situa&ccedil;&atilde;o, necessitando uma      coleta de dados dos prontu&aacute;rios. Este achado merece investiga&ccedil;&atilde;o      posterior.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Os fatores relacionados &agrave;      mortalidade neonatal     precoce, identificados no presente estudo, foram na     sua maioria caracter&iacute;sticas reprodutivas maternas e     assistenciais e os achados convergem para aqueles     de investiga&ccedil;&otilde;es locais realizadas em outras regi&otilde;es     do pa&iacute;s.<sup>6-8</sup> As a&ccedil;&otilde;es voltadas para alterar essa situa&ccedil;&atilde;o     devem ser desenvolvidas em distintos n&iacute;veis, envolvendo     as tr&ecirc;s esferas do governo e a sociedade, com o     objetivo primeiro de evitar o nascimento em situa&ccedil;&atilde;o     de risco e, na sua ocorr&ecirc;ncia, de oferecer um suporte     adequado visando &agrave; sobrevida do neonato e da m&atilde;e,     sem sequelas danosas.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Esfor&ccedil;os devem ser empreendidos      para garantir     ampla cobertura de a&ccedil;&otilde;es que se estenda a todo ciclo     grav&iacute;dico-puerperal no DSL, oportunizando para todas     as mulheres interven&ccedil;&otilde;es qualificadas no pr&eacute;-natal,     durante o trabalho de parto e no parto e na assist&ecirc;ncia     ao rec&eacute;m-nascido. &Eacute; eticamente inaceit&aacute;vel a     ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bitos potencialmente evit&aacute;veis como     detectados neste estudo. Faz-se necess&aacute;ria tamb&eacute;m a     amplia&ccedil;&atilde;o da oferta de servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o      b&aacute;sica no     DSL. Se considerarmos a Portaria GM/MS n<sup>o</sup> 648/2006     que estabelece, entre outros itens, a rela&ccedil;&atilde;o entre o     n&uacute;mero de habitantes e a quantidade de postos de     sa&uacute;de &#8211; uma unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de para cada trinta     mil habitantes<sup>21</sup> seriam necess&aacute;rias, ent&atilde;o, mais duas unidades      b&aacute;sicas de sa&uacute;de no DSL. Em 2006, o distrito     contava com quatro unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de para     uma popula&ccedil;&atilde;o de 174.747 habitantes.<sup>22</sup> Do mesmo     modo, &eacute; fundamental a amplia&ccedil;&atilde;o de leitos neonatais     de alta complexidade que apresentam um d&eacute;ficit significante     na cidade.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Os equipamentos de sa&uacute;de      de alta complexidade, presentes no DSL, fazem parte de uma rede desorganizada      e desarticulada e incapaz de assegurar uma m&iacute;nima cobertura tanto dos      residentes deste distrito sanit&aacute;rio quanto da popula&ccedil;&atilde;o      do munic&iacute;pio, nos per&iacute;odos analisados, conforme preconizado      pela Portaria MS n<sup>o</sup> 1101/2002,<sup>23</sup> a qual estabelece coberturas assistenciais      m&iacute;nimas com base populacional.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">O Sinasc e o SIM, ambos gerenciados      pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, integram os Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es      em Sa&uacute;de de abrang&ecirc;ncia nacional e possibilitam an&aacute;lises      comparativas entre diversos estados, munic&iacute;pios, regi&otilde;es e distritos.      A utiliza&ccedil;&atilde;o desses Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o para      analisar a mortalidade infantil neonatal precoce no DSL se mostrou muito &uacute;til,      apesar das perdas no <i>linkage</i> dos bancos de dados devido &agrave;s falhas no      preenchimento dos formul&aacute;rios que alimentam estes Sistemas &#8211;      Declara&ccedil;&otilde;es de &Oacute;bito e de Nascido Vivo &#8211;, a exemplo      do nome da m&atilde;e. Isto tamb&eacute;m eliminou a possibilidade de verifica&ccedil;&atilde;o      de todos os &oacute;bitos ocorridos no per&iacute;odo estudado. &Eacute; poss&iacute;vel      que os casos perdidos correspondam a m&atilde;es e RN em situa&ccedil;&otilde;es      adversas relacionadas ao momento de registro de dados. Embora essa seja uma      limita&ccedil;&atilde;o do estudo, n&atilde;o invalidou os seus resultados.      Desse modo, &eacute; relevante o aperfei&ccedil;oamento da qualidade do preenchimento      desses formul&aacute;rios, uma vez que geram informa&ccedil;&otilde;es fundamentais      para elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> O presente estudo utilizou as      bases de dados do     SIM e do Sinasc, de f&aacute;cil acesso e alto potencial de     informa&ccedil;&atilde;o para o conhecimento da situa&ccedil;&atilde;o de      sa&uacute;de de popula&ccedil;&otilde;es. O uso da t&eacute;cnica de <i>linkage</i>  entre esses   bancos mostrou-se bastante &uacute;til, igualmente, o processo     facilitado gra&ccedil;as &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do <i>software</i> Reclink      III.     As bases de dados estudadas permitiram a adequada     investiga&ccedil;&atilde;o dos fatores mais fortemente relacionados     &agrave; mortalidade infantil neonatal precoce, mostrando     a relev&acirc;ncia desses sistemas de informa&ccedil;&otilde;es para o     estudo de problemas de sa&uacute;de. As taxas de cobertura     dos sistemas analisados permitiram a produ&ccedil;&atilde;o de     dados que representam a realidade local.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados apresentados no      presente trabalho     evidenciam a necessidade de rever o acesso aos     servi&ccedil;os de sa&uacute;de no DSL, assim como a qualidade da     assist&ecirc;ncia no pr&eacute;-natal, mas tamb&eacute;m as condi&ccedil;&otilde;es     de assist&ecirc;ncia ao parto e dos cuidados imediatos     ap&oacute;s o nascimento. A forte associa&ccedil;&atilde;o da mortalidade     neonatal precoce com a baixa instru&ccedil;&atilde;o materna indica     que as gestantes com menor escolaridade devem     ser alvo de aten&ccedil;&atilde;o especial nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,     independente de qualquer outra caracter&iacute;stica que     possam apresentar.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> Conclu&iacute;-se ser importante      estimular a utiliza&ccedil;&atilde;o     dos dados gerados pelos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es de     base epidemiol&oacute;gica no planejamento das a&ccedil;&otilde;es de     sa&uacute;de e a sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de     para o correto preenchimento dos documentos que os     alimentam, no caso espec&iacute;fico a Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito     e Declara&ccedil;&atilde;o de Nascido Vivo.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana"> A redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade      neonatal precoce est&aacute; ligada ao reconhecimento da sua import&acirc;ncia      pelos gestores do sistema de sa&uacute;de. Conferir visibilidade a esta situa&ccedil;&atilde;o      &eacute; tarefa primeira para a tomada de decis&otilde;es.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">As caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas      maternas, reprodutivas, assistenciais e do rec&eacute;m-nascido s&atilde;o      importantes indicadores que podem ser utilizados como condi&ccedil;&otilde;es      de alerta para monitoramento deste componente da mortalidade infantil.</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Andrade SM, Soares DA, Matsuo      T,     Souza RKTS, Mathias TAFM, Iwakura MLH,     et al. Condi&ccedil;&otilde;es de vida e mortalidade     infantil no estado do Paran&aacute;, Brasil,     1997-2001. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica     2006;22(1):181-189.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Ara&uacute;jo BF, Bozzeti MC,      Tanaka ACA.     Mortalidade neonatal precoce no munic&iacute;pio     de Caxias do Sul: um Estudo de Coorte.     Jornal de Pediatria 2000;76(3):200-206.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Bercini IO. Mortalidade neonatal      de     residentes em localidade urbana da Regi&atilde;o Sul do Brasil. Revista de      Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994;     28(1):38-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Silva LMV, Paim JS, Costa      MCN. Desigualdades na     mortalidade, espa&ccedil;o e estratos sociais. Revista de     Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;33(2):187-197.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Duarte CMRD. Qualidade de      vida e indicadores de     sa&uacute;de: aspectos da mortalidade infantil no estado do     Rio de Janeiro e suas regi&otilde;es. Cadernos de Sa&uacute;de     P&uacute;blica 1992;8(4):414-427.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Duarte JLMB, Mendon&ccedil;a      GAS. Compara&ccedil;&atilde;o da     mortalidade neonatal em rec&eacute;m-nascidos de muito     baixo peso ao nascimento, em maternidades do     munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de     Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005;21(5):1141-1447.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Drumond EF, Machado CJ, Fran&ccedil;a      E. &Oacute;bitos neonatais     precoces: an&aacute;lise de causas m&uacute;ltiplas de morte pelo     m&eacute;todo Grade of Membership. Cadernos de Sa&uacute;de     P&uacute;blica 2007;23(1):157-166.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,      Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es para a Sa&uacute;de. Indicadores      de Dados B&aacute;sicos - IDB 2006 &#91;Internet&#93;. Bras&iacute;lia: RIPSA;      2007 &#91;acesso 2007 nov.&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2007/c01.htm" target="_blank">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2007/c01.htm</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Gomes JO, Santo AH. Mortalidade      infantil em     munic&iacute;pio da regi&atilde;o centro-oeste paulista,     Brasil, 1990 a 1992. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica     1997;31(4):330-341.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Leal MC, Szwarcwald CL. Evolu&ccedil;&atilde;o      da mortalidade     neonatal no estado do Rio de Janeiro, Brasil (1979     1993): an&aacute;lise por causa segundo grupo de idade e     resid&ecirc;ncia. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1996;     12:243-252.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Leal MC, Szwarcwald CL. Caracter&iacute;sticas      da     mortalidade neonatal no estado do Rio de Janeiro na     d&eacute;cada de 80: uma vis&atilde;o espa&ccedil;o-temporal. Revista de     Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;31:457-465.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Leal MC, Szwarcwald CL. An&aacute;lise      espacial da     mortalidade neonatal precoce no munic&iacute;pio do Rio     de Janeiro, 1995-1996. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica     2001;17(5):1199-1210.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Martins FE, Vel&aacute;squez-Mel&eacute;ndez        G. Determinantes     da mortalidade neonatal a partir de uma coorte de     nascidos-vivos, Montes Claros, Minas Gerais, 1997-1999. Revista Brasileira       de Sa&uacute;de Materno Infantil     2004;4(4):405-412.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Camargo Jr KR, Coeli CM. Manual      RecLink III.     Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2001;192(2):2-13.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Minist&eacute;rio     da Sa&uacute;de. Agenda de compromissos para     a sa&uacute;de integral da crian&ccedil;a e redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade     infantil. Bras&iacute;lia: MS; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 16. Helena ETS, Sousa CA, Silva      CA. Fatores de risco para     a mortalidade neonatal em Blumenau, Santa Catarina:       <i>linkage</i> entre bancos de dados. Revista Brasileira de     Sa&uacute;de Materno Infantil 2005;5(2):209-217.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Morais Neto OL, Barros MBA.      Fatores de risco para     a mortalidade neonatal e p&oacute;s-neonatal na Regi&atilde;o     Centro-Oeste do Brasil: linkage entre bancos de dados     de nascidos vivos e &oacute;bitos infantis. Cadernos de Sa&uacute;de     P&uacute;blica 2000;16(2):477-485.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 18. Organizacion Panamericana      de la Salud. Las     condiciones de salud en las Am&eacute;ricas. Washington     DC: OPS; 1990.</font><p><font size="2" face="Verdana"> 19. Laurenty R, Mello Jorge MHP.      O atestado de &oacute;bito.     5<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Centro Colaborador da OMS para     a Fam&iacute;lia de Classifica&ccedil;&otilde;es, Centro Brasileiro de     Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as; 2004.</font></p>       <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 20. Menezes AMB, Barros FC, Victora      CG, Tomasi E,     Halpern R, Oliveira ALB. Fatores de risco para     mortalidade perinatal em Pelotas, RS, 1993. Revista     de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;32(3):209-216.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Brasil. Minist&eacute;rio      da Sa&uacute;de. Portaria n. 648, de 28 de     mar&ccedil;o de 2006. Aprova a Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o     B&aacute;sica. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p.71-76,      29     mar. 2006. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Secretaria da Sa&uacute;de      do Estado da Bahia. Diretoria de Informa&ccedil;&atilde;o a Sa&uacute;de &#91;Internet&#93;.      Salvador: SES &#91;acesso 2007 set., para informa&ccedil;&otilde;es sobre dados      demogr&aacute;ficos&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.ba.gov.br/dis/" target="_blank">http://www.saude.ba.gov.br/dis</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 23. Brasil. Minist&eacute;rio      da Sa&uacute;de. Portaria n. 1.101, de     12 de junho de 2002. Estabelece os par&acirc;metros de     cobertura assistencial no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de     Sa&uacute;de - SUS. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,      p. 36,     13 jun. 2002. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o      para correspond&ecirc;ncia:    <br>     </b></font><font size="2" face="Verdana">Segunda Mandch&uacute;ria,    <br>     08 Edif&iacute;cio Ana Bolena,     <br>     aixa D&aacute;gua, Salvador-BA, Brasil.    <br>     CEP: 40320-350    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <i>E-mail</i>:<a href="mailto:eniosoarez@uol.com.br">eniosoarez@uol.com.br</a></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 28/10/2008    <br>     Aprovado em 30/09/2009</font></p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp; </p>        <p><font size="2" face="Verdana"> <font size="3"><sup><a name="n"></a><a href="#topo">*</a></sup></font>Estudo    desenvolvido como parte dos requisitos para a conclus&atilde;o do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o    em An&aacute;lise de Dados Secund&aacute;rios em Epidemiologia, realizado pelo    Instituto de Sa&uacute;de Coletiva (ISC/UFBA) em parceria com a Secretaria de    Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e o Instituto    de Estudos em Sa&uacute;de Coletiva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro,    com apoio da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Salvador, Bahia.</font></p>      ]]></body><back>
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