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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tendência temporal da mortalidade por câncer de cólon e reto em Santa Catarina no período entre 1980 a 2006]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to estimate the colon and rectal cancer (CRC) mortality time trends in the State of Santa Catarina between 1980 and 2006. Data were collected from the Brazilian Mortality Database and from the Brazilian Institute of Geography and Statistics. Prais-Winsten regression was used to calculate the annual increase or decrease in mortality rates for the State as a whole, its macro regions according to the age groups and gender. Mortality rates for CRC increased considering the State as a whole, as well as its geographic regions and adults and elderly of both genders. The highest mortality rates were observed in the capital city, Florianopolis, as well as in Planalto Serrano and Planalto Norte regions. The results showed that the higher the age the higher the mortality rate: the highest rate was found in elderly men (44.65/100,000) and the lowest rate was found in young women. The health surveillance system should be strengthened to generate information about incidence of cancer in order to allow the implementation of local policies to assure the control of the disease.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Tend&ecirc;ncia temporal da mortalidade por       c&acirc;ncer de c&oacute;lon e reto em Santa Catarina no per&iacute;odo entre 1980 a 2006<sup><a href="#nota">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Time trends in colon and rectal cancer mortality       in the State of Santa Catarina, Brazil between 1980 and 2006 </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ana Luiza Reis Vasques<sup>I</sup>; Marco Aur&eacute;lio Peres<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Diretoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, Prefeitura Municipal, Itaja&iacute;-SC, Brasil. Departamento   de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis-SC, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis-SC, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste estudo foi analisar a tend&ecirc;ncia temporal de mortalidade   por c&acirc;ncer de c&oacute;lon/reto (CCR) em Santa Catarina   entre 1980 e 2006. Foram utilizados dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es   sobre Mortalidade (SIM) e do Instituto Brasileiro de   Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) para o c&aacute;lculo dos coeficientes   e das varia&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias percentuais anuais de mortalidade   por   CCR para todo o per&iacute;odo, para o Estado e respectivas Macrorregi&otilde;es   segundo faixas et&aacute;rias e sexo utilizando-se regress&atilde;o   linear generalizada de Prais-Winsten. A mortalidade por CCR apresentou uma   tend&ecirc;ncia de aumento no Estado como um todo,   nas suas macrorregi&otilde;es, em ambos os sexos, nos adultos e idosos. Em   Florian&oacute;polis, Planalto Serrano e Planalto Norte foram   observados os maiores coeficientes. Verificou-se que a mortalidade apresentou   aumento com o avan&ccedil;ar da idade, alcan&ccedil;ando   os maiores coeficientes (44,65/100.000) em homens idosos. A vigil&acirc;ncia   em sa&uacute;de deve ser fortalecida para gerar informa&ccedil;&otilde;es   de incid&ecirc;ncia sobre c&acirc;ncer e permitir a institui&ccedil;&atilde;o   de pol&iacute;ticas locais espec&iacute;ficas e possibilitar o controle deste   agravo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> mortalidade; epidemiologia;     c&acirc;ncer de colon e   reto.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The aim of this study was to estimate the colon and rectal cancer (CRC) mortality   time trends in the State of Santa   Catarina between 1980 and 2006. Data were collected from the Brazilian Mortality   Database and from the Brazilian   Institute of Geography and Statistics. Prais-Winsten regression was used to   calculate the annual increase or decrease   in mortality rates for the State as a whole, its macro regions according to   the age groups and gender. Mortality rates for   CRC increased considering the State as a whole, as well as its geographic regions   and adults and elderly of both genders.   The highest mortality rates were observed in the capital city, Florianopolis,   as well as in Planalto Serrano and Planalto   Norte regions. The results showed that the higher the age the higher the mortality   rate: the highest rate was found in   elderly men (44.65/100,000) and the lowest rate was found in young women. The   health surveillance system should be   strengthened to generate information about incidence of cancer in order to   allow the implementation of local policies   to assure the control of the disease.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> mortality; epidemiology; colon and rectal cancer.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O c&acirc;ncer de c&oacute;lon   e reto (CCR) compreende os tumores malignos localizados no intestino grosso   formado pelo c&oacute;lon (situado no abdome) e pelo   reto e &acirc;nus (localizados na pelve e per&iacute;neo), &eacute; uma   doen&ccedil;a trat&aacute;vel e frequentemente cur&aacute;vel quando n&atilde;o   apresenta extens&atilde;o para outros &oacute;rg&atilde;os.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A etiologia do   c&acirc;ncer &eacute; complexa, v&aacute;rios fatores   est&atilde;o envolvidos na g&ecirc;nese da maioria das neoplasias   malignas. Diversos estudos t&ecirc;m evidenciado uma estreita   rela&ccedil;&atilde;o entre a predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica,   os fatores   ambientais e de estilo de vida e a carcinog&ecirc;nese do   c&acirc;ncer de c&oacute;lon. A manuten&ccedil;&atilde;o do peso corporal,   a   preven&ccedil;&atilde;o da obesidade e o incremento da atividade   f&iacute;sica t&ecirc;m sido mencionados como fatores de prote&ccedil;&atilde;o.   Idades mais avan&ccedil;adas, fumo, &aacute;lcool, tipo de trabalho   em alguns ramos industriais, em que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel   isolar as subst&acirc;ncias presentes em misturas nas v&aacute;rias   fases da produ&ccedil;&atilde;o ou geradas em alguma etapa espec&iacute;fica   do processo produtivo como, por exemplo, na   ind&uacute;stria de alum&iacute;nio, fabrica&ccedil;&atilde;o de couro, gaseifica&ccedil;&atilde;o   do carv&atilde;o, minera&ccedil;&atilde;o de hematita, fundi&ccedil;&atilde;o   de ferro   e a&ccedil;o, produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;lcool isoprop&iacute;lico,   auramina e   magenta, ind&uacute;stria de borracha e que utilizam misturas   de &aacute;cidos inorg&acirc;nicos fortes, ao lado do perfil de   consumo alimentar constitu&iacute;do de uma dieta pobre   em fibra e rica em gordura t&ecirc;m sido apontados como   fatores de risco.<sup>1,3-4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A incid&ecirc;ncia e mortalidade por CCR t&ecirc;m     apresentado, no mundo todo, uma tend&ecirc;ncia de aumento,   especialmente em pa&iacute;ses desenvolvidos e &aacute;reas urbanas   de pa&iacute;ses em desenvolvimento.<sup>2</sup> A sobrevida do CCR &eacute;   considerada boa se diagnosticada precocemente, com   uma m&eacute;dia global em cinco anos variando entre 40 e   50%, n&atilde;o sendo observadas grandes diferen&ccedil;as entre   pa&iacute;ses desenvolvidos e pa&iacute;ses em desenvolvimento.   Esse relativo bom progn&oacute;stico faz com que o CCR seja   o segundo tipo de c&acirc;ncer mais prevalente em todo o   mundo totalizando aproximadamente 2,4 milh&otilde;es de   pessoas vivas com esta neoplasia.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O c&acirc;ncer representa a segunda mais   importante causa de morte na popula&ccedil;&atilde;o brasileira, ap&oacute;s   as doen&ccedil;as   cardiovasculares.<sup>5</sup> A distribui&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica   do c&acirc;ncer no Brasil sugere uma transi&ccedil;&atilde;o em curso,   com o aumento entre os tipos de c&acirc;ncer normalmente   associados a n&iacute;veis socioecon&ocirc;micos mais altos (c&acirc;ncer   de mama, pr&oacute;stata e colo-retal) e, ao mesmo tempo,    a presen&ccedil;a de coeficientes de incid&ecirc;ncia elevados   de tumores geralmente relacionados com a pobreza   (c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero, p&ecirc;nis, est&ocirc;mago e cavidade   oral). Esta transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica certamente resulta   da exposi&ccedil;&atilde;o a diversos fatores de risco ambientais   relacionados ao processo de industrializa&ccedil;&atilde;o (agentes   qu&iacute;micos, f&iacute;sicos e biol&oacute;gicos) e de exposi&ccedil;&atilde;o   a outros   fatores relacionados &agrave;s desigualdades sociais.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, o c&oacute;lon   e o reto est&atilde;o entre as seis localiza&ccedil;&otilde;es   mais frequentes de neoplasia, em ambos os   sexos.<sup>7</sup> O Instituto Nacional de C&acirc;ncer estimou para   2008 o n&uacute;mero de casos novos de CCR para o Brasil   de 12.490 em homens e de 14.500 em mulheres.   Estes valores correspondem a um risco estimado de   13 casos novos a cada 100 mil homens e 15 para   cada 100 mil mulheres. A regi&atilde;o Sul apresenta os   maiores coeficientes de preval&ecirc;ncia deste tipo de   c&acirc;ncer, sendo 21 para 100 mil homens e 22 para 100   mil mulheres, enquanto as regi&otilde;es Norte e Nordeste   apresentam os menores coeficientes, entre 3 e 4 para   100 mil homens e de 4 a 6 para 100 mil mulheres,   respectivamente.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos de mortalidade t&ecirc;m sido bastante     utilizados   para descri&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de distribui&ccedil;&atilde;o   de   c&acirc;ncer, possibilitando a avalia&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias   e de   poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre os padr&otilde;es observados   e   fatores ambientais.<sup>7</sup> Devido &agrave; exist&ecirc;ncia de poucos   estudos sobre a mortalidade por c&acirc;ncer em Santa Catarina   e a hipot&eacute;tica exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as regionais, o   objetivo deste estudo foi analisar a tend&ecirc;ncia temporal   e a distribui&ccedil;&atilde;o espacial de mortalidade por CCR no estado no per&iacute;odo entre 1980 e 2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se um estudo descritivo,   no Estado de Santa Catarina e suas macrorregi&otilde;es. Os registros dos   &oacute;bitos por CCR foram obtidos no banco de dados do   Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) do   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, sendo calculada a s&eacute;rie hist&oacute;rica   da mortalidade dos residentes em Santa Catarina no   per&iacute;odo entre 1980 e 2006. Foram inclu&iacute;dos no estudo os &oacute;bitos   por CCR, no per&iacute;odo de 1980 a 1995,8 todos   aqueles codificados como 153 a 154, segundo Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional   de Doen&ccedil;as, 9<sup>a</sup> Revis&atilde;o (CID-9);<sup>9</sup>   e entre 1996 e 2006<sup>10</sup> todos aqueles codificados como   C18-C21, segundo a 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o (CID-10).<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o     residente do   estado e em suas macrorregi&otilde;es foram obtidas dos censos   populacionais de 1980, 1991 e 2000; recontagem   da popula&ccedil;&atilde;o de 1996 e estimativas populacionais do   Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) para os demais anos.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram calculados os coeficientes de mortalidade   anuais de Santa Catarina para 100.000 habitantes, de   cada macrorregi&atilde;o de resid&ecirc;ncia da pessoa falecida   (Extremo Oeste, Florian&oacute;polis, Meio Oeste, Nordeste,   Planalto Norte, Planalto Serrano, Sul e Vale do Itaja&iacute;),   por sexo (masculino ou feminino) e ciclo de vida   (crian&ccedil;as e adolescentes: menores de 20 anos; adultos:   de 20 a 59 anos; e idosos: de 60 anos ou mais) para   o per&iacute;odo mencionado. Os valores correspondentes &agrave; &quot;idade ignorada&quot; e &quot;sexo ignorado&quot; foram exclu&iacute;dos para os c&aacute;lculos dos coeficientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com os resultados dos coeficientes de mortalidade   por CCR em Santa Catarina e nas macrorregi&otilde;es, por   sexo e ciclo de vida, foram calculados as m&eacute;dias e   respectivo intervalo de confian&ccedil;a de 95% de todo o   per&iacute;odo para cada macrorregi&atilde;o e para o estado,   por meio do programa Microsoft Office Excel 2003.   Foram constru&iacute;dos mapas de Santa Catarina (por macrorregi&otilde;es)   dos coeficientes m&eacute;dios de mortalidade   por CCR em todo o per&iacute;odo utilizando-se os tercis da   distribui&ccedil;&atilde;o da mortalidade para cada faixa et&aacute;ria e   sexo usando o programa Tabwin 3.5. Para a an&aacute;lise de   tend&ecirc;ncia dos coeficientes de mortalidade por CCR foi   utilizado o m&eacute;todo de Prais-Winsten para regress&atilde;o   linear generalizada,<sup>13</sup> sendo classificadas em aumento,   redu&ccedil;&atilde;o ou estabilidade. O procedimento de Prais-Winsten para   regress&atilde;o linear generalizada permite a   estima&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros da regress&atilde;o com a corre&ccedil;&atilde;o   da autocorrela&ccedil;&atilde;o de primeira ordem. A medida da   varia&ccedil;&atilde;o anual dos coeficientes foi realizada por meio da seguinte f&oacute;rmula:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n2/2a02for1.gif" border="0" ></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o c&aacute;lculo dos respectivos Intervalos    de confian&ccedil;a:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n2/2a02for2.gif" border="0" ></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram consideradas est&aacute;veis as tend&ecirc;ncias    cujo coeficiente de regress&atilde;o n&atilde;o foi diferente de zero (p&lt;0,05).    Al&eacute;m disso, foram quantificados os coeficientes de varia&ccedil;&otilde;es    anuais em porcentagem. Esta an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada    usando o programa Stata 9. Como todas as an&aacute;lises foram estratificadas    por sexo, idade e regi&atilde;o geogr&aacute;fica n&atilde;o houve necessidade    da realiza&ccedil;&atilde;o de padroniza&ccedil;&atilde;o dos coeficientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> No per&iacute;odo entre 1980 e 2006 foram registrados   5.154 &oacute;bitos por CCR em Santa Catarina, sendo 2.484 em   homens (47,7%), 2.665 em mulheres (51,7%) e cinco   (0,6%) em pessoas sem informa&ccedil;&atilde;o sobre o sexo. Em   m&eacute;dia, a raz&atilde;o de &oacute;bitos entre os sexos foi de um &oacute;bito   entre as mulheres para cada &oacute;bito entre os homens.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A distribui&ccedil;&atilde;o espacial das m&eacute;dias     dos coeficientes   de mortalidade por CCR de 1980 a 2006, segundo   faixa et&aacute;ria e sexo, podem ser visualizadas na <a href="#f1">Figura   1</a>.   Verifica-se que a mortalidade por este tipo de c&acirc;ncer   aumentou com o aumento da idade, alcan&ccedil;ando os   maiores coeficientes (44,65 por 100.000) em homens   com idade igual ou superior a 60 anos. De uma   maneira geral, as macrorregi&otilde;es que apresentaram   os maiores coeficientes foram Florian&oacute;polis, Planalto   Serrano, Planalto Norte, Nordeste e Meio Oeste.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n2/2a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O aumento da mortalidade por CCR foi estatisticamente   significante para o estado como um todo e   em todas as macrorregi&otilde;es. O Planalto Serrano foi a   macrorregi&atilde;o onde ocorreu o maior aumento anual de   mortalidade por este tipo de c&acirc;ncer (5,04%). Noventa   por cento (R2 ajustado) da varia&ccedil;&atilde;o da mortalidade   por CCR no per&iacute;odo &eacute; explicada pela varia&ccedil;&atilde;o do   tempo (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n2/2a02t1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre os homens e mulheres (<a href="#t1">Tabela       1</a>), observa-se   uma tend&ecirc;ncia de aumento na mortalidade por   CCR estatisticamente significante em n&iacute;vel estadual   representando um acr&eacute;scimo de 3,10% ao ano (IC<sub>95%</sub>:   2,18-4,04) e de 3,54% (IC<sub>95%</sub>: 3,04-4,04), respectivamente.   As macrorregi&otilde;es que apresentaram os   maiores aumentos anuais entre os homens foram o   Planalto Norte (4,96%), Florian&oacute;polis (3,85%) e Meio   Oeste (3,67%) e entre as mulheres o Planalto Serrano   (12,87%), o Vale do Itaja&iacute; (5,11%) e Florian&oacute;polis (4,28%). Houve   uma estabilidade dos coeficientes   no Nordeste e Planalto Serrano entre os homens e no   Meio Oeste entre as mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria,     n&atilde;o foi poss&iacute;vel   analisar   a varia&ccedil;&atilde;o anual de mortalidade por CCR nos jovens,   devido &agrave; grande quantidade de coeficientes com valor zero (14 anos no per&iacute;odo estudado). Entre as mulheres e os homens adultos (<a href="#t2">Tabela 2</a>), observou-se uma tend&ecirc;ncia de aumento na mortalidade por CCR estatisticamente significante no estado: 2,49% (IC<sub>95%</sub>: 1,39-3,60) e 3,74% (IC<sub>95%</sub>: 2,81-4,67), respectivamente. Houve uma estabilidade na maioria das macrorregi&otilde;es no sexo masculino, exceto no Planalto Serrano e Vale do Itaja&iacute;, onde houve um aumento anual estatisticamente significante. Para o sexo feminino, houve uma tend&ecirc;ncia de aumento anual, estatisticamente significante, em algumas macrorregi&otilde;es, como Florian&oacute;polis, Meio Oeste, Sul e Vale do Itaja&iacute;.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n2/2a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#t3">Tabela 3</a> mostra os coeficientes de mortalidade   por CCR entre os idosos. Entre os homens houve uma   tend&ecirc;ncia de aumento no estado como um todo (1,88%   ao ano; IC<sub>95%</sub>: 0,95-2,82) em Florian&oacute;polis, no Sul,   no Meio Oeste e no Vale do Itaja&iacute;. Entre as mulheres,   tamb&eacute;m, houve uma tend&ecirc;ncia de aumento no estado   (1,77% ao ano; IC<sub>95%</sub>: 1,20-2,33) e em Florian&oacute;polis   (2,22% ao ano; IC<sub>95%</sub>: 0,43-4,04), no Planalto Serrano   (35,82% ao ano; IC<sub>95%</sub>: 7,72-71,25) e no Vale do   Itaja&iacute; (4,66% ao ano; IC<sub>95%</sub>: 2,38-6,99). Nas demais macrorregi&otilde;es houve estabilidade.</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n2/2a02t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana"> Os dados de mortalidade s&atilde;o extra&iacute;dos     das declara&ccedil;&otilde;es   de &oacute;bito e, portanto, podem apresentar   limita&ccedil;&otilde;es quantitativas como sub-registro de &oacute;bitos   e defici&ecirc;ncias no fluxo de declara&ccedil;&otilde;es, e limita&ccedil;&otilde;es   qualitativas como informa&ccedil;&otilde;es incorretas e erros no   processamento na causa b&aacute;sica da morte. Entretanto,   as informa&ccedil;&otilde;es sobre a mortalidade por c&acirc;ncer apresentam   melhor qualidade, devido &agrave; pr&oacute;pria natureza   da doen&ccedil;a e seu car&aacute;ter cr&ocirc;nico que, geralmente,   requer tratamento hospitalar, com maior quantidade   de interna&ccedil;&otilde;es e exames complementares. No Brasil,   a cobertura do SIM e a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o   variam conforme as diferentes regi&otilde;es e Unidades   da Federa&ccedil;&atilde;o, sendo reconhecido que as estat&iacute;sticas   vitais em Santa Catarina s&atilde;o de boa qualidade.<sup>3,14,15 </sup></font><font size="2" face="Verdana">Observou-se   no per&iacute;odo de estudo uma importante   redu&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos com causas   mal   definidas no Estado de Santa Catarina, de 20,92%   em 1980 para 9,07% em 2006. Estes resultados podem,   de alguma forma, superestimar o aumento dos   coeficientes de mortalidade por CCR sendo de dif&iacute;cil   mensura&ccedil;&atilde;o direta a real varia&ccedil;&atilde;o dos coeficientes   devido &agrave; melhoria dos registros de &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outra cr&iacute;tica ao uso dessa fonte de informa&ccedil;&atilde;o     diz   respeito ao fato de que mudan&ccedil;as na assist&ecirc;ncia m&eacute;dica   podem aumentar o tempo de sobrevida e, consequentemente,   diminuir temporariamente a mortalidade,   mesmo sem redu&ccedil;&atilde;o na incid&ecirc;ncia. Entre as vantagens relacionadas   ao uso dos dados de mortalidade est&atilde;o   a disponibilidade para um per&iacute;odo de tempo mais   longo, a maior estabilidade quanto &agrave; qualidade e &agrave;   abrang&ecirc;ncia de &aacute;reas geogr&aacute;ficas maiores.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, os coeficientes de mortalidade por CCR   apresentaram um acr&eacute;scimo com varia&ccedil;&atilde;o percentual   relativa de 65% em homens e 61% em mulheres no   per&iacute;odo de 1978 a 1998.<sup>16</sup> Neves e colaboradores<sup>7</sup> observaram   uma tend&ecirc;ncia de aumento dos coeficientes   de mortalidade por CCR, de 1980 a 1997, em todas as   regi&otilde;es brasileiras resultado similar ao verificado em v&aacute;rios pa&iacute;ses do mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desenvolvimento de c&acirc;ncer resulta da intera&ccedil;&atilde;o   entre fatores end&oacute;genos e ambientais. O fator de   risco mais importante para esse tipo de c&acirc;ncer &eacute; a   hist&oacute;ria familiar de CCR, a predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica   ao   desenvolvimento de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas do intestino   (como as poliposes adenomatosas), assim como uma   dieta com base em gorduras animais, baixa ingest&atilde;o   de frutas, vegetais e cereais, e ainda o consumo excessivo   de &aacute;lcool e o tabagismo.<sup>17-19</sup> Acredita-se que   cerca de 35% dos diversos tipos de c&acirc;ncer ocorrem   em raz&atilde;o de dietas inadequadas e que a adequa&ccedil;&atilde;o   poderia prevenir de tr&ecirc;s a quatro milh&otilde;es de casos   novos de c&acirc;nceres a cada ano. A pr&aacute;tica de atividade   f&iacute;sica regular est&aacute; associada a um baixo risco de desenvolvimento   do CCR; al&eacute;m disso, a idade tamb&eacute;m &eacute; considerada um fator de risco, uma vez que tanto a incid&ecirc;ncia como a mortalidade aumentam proporcionalmente &agrave; idade.<sup>17-20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A idade &eacute; um dos fatores de risco mais     importantes   no desenvolvimento do CCR. A maior incid&ecirc;ncia ocorre   na faixa et&aacute;ria entre 50 e 70 anos, mas as possibilidades   de desenvolvimento j&aacute; aumentam a partir dos   40 anos.<sup>21</sup> Nos Estados Unidos, a incid&ecirc;ncia dessas   neoplasias &eacute; seis vezes maior entre pessoas com 65   ou mais anos, em compara&ccedil;&atilde;o com aquelas entre 40   e 64 anos de idade.<sup>7</sup> Os riscos de morrer por c&acirc;ncer   aumentam com a idade, pois os mais idosos acumulam,   por um per&iacute;odo de tempo mais longo, experi&ecirc;ncias   potencialmente carcinog&ecirc;nicas, capazes de produzir disfun&ccedil;&atilde;o celular e multiplica&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns autores atribuem maior sobrevida a pacientes   mais jovens, provavelmente pela maior frequ&ecirc;ncia   de doen&ccedil;a localizada nestes casos. No entanto, h&aacute;   grande discord&acirc;ncia na literatura sobre a influ&ecirc;ncia   da idade no progn&oacute;stico, sendo que muitos autores   acreditam que as condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas do paciente que alteram a mortalidade. A sobrevida de cinco anos em idosos gira em torno de 52,4 a 56%; em pacientes com menos de 40 anos em 72,7% e entre 40 e 60 anos em 62,3%.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao sexo, a maior sobrevida t&ecirc;m     sido relatada   nas mulheres, sendo que aquelas que nunca   engravidaram parecem ter sobrevida semelhante &agrave;   dos homens. Como poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es para a diferen&ccedil;a   entre sexos foram relacionadas n&atilde;o somente   causas hormonais como tamb&eacute;m anat&ocirc;micas (pelve   mais estreita no homem, promovendo maio rela&ccedil;&atilde;o   com &oacute;rg&atilde;os vizinhos e dificultando a extirpa&ccedil;&atilde;o   do tumor).<sup>17</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As diferen&ccedil;as regionais dos coeficientes     de mortalidade   por CCR t&ecirc;m sido ressaltadas por diferentes   autores, que apontam a contribui&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos   culturais e alimentares, diferen&ccedil;as de estilo de vida   e socioecon&ocirc;micas, al&eacute;m do acesso aos servi&ccedil;os de   sa&uacute;de, a qualidade do atendimento hospitalar e dos   servi&ccedil;os de preven&ccedil;&atilde;o.<sup>7</sup> Reis<sup>22</sup> observou que nas &aacute;reas   de S&atilde;o Paulo com melhores condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas,   os coeficientes de mortalidade por CCR foram mais   elevados em ambos os sexos e em quase todas as faixas et&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Santa Catarina, os munic&iacute;pios com     piores   condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas concentram-se na regi&atilde;o   central e noroeste.<sup>23</sup> Neste estudo, as macrorregi&otilde;es   que apresentaram os maiores coeficientes de mortalidade   por CCR s&atilde;o as que possuem um expressivo   n&uacute;mero de munic&iacute;pios com padr&atilde;o alto de &Iacute;ndice   de   Desenvolvimento Humano.<sup>23</sup> Tamb&eacute;m pode-se observar   que, em geral, as regi&otilde;es com os menores coeficientes   apresentam algumas caracter&iacute;sticas semelhantes, como   a pouca urbaniza&ccedil;&atilde;o e atividade econ&ocirc;mica usualmente   de origem rural,<sup>24</sup> fatores que influenciam o estilo de vida e os h&aacute;bitos alimentares da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, a Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Oncol&oacute;gica   (PNAO) &ndash; Promo&ccedil;&atilde;o, Preven&ccedil;&atilde;o, Diagn&oacute;stico,   Tratamento, Reabilita&ccedil;&atilde;o e Cuidados Paliativos foi   institu&iacute;da por meio da Portaria Gabinete do Ministro   n<sup>o</sup> 2.439 de 2005. Em Santa Catarina, foi criada a Lei   Estadual n<sup>o</sup>12.989 que autoriza o poder executivo   a instituir o Sistema Estadual de Registro de C&acirc;ncer   (Siscan) e torna obrigat&oacute;ria a notifica&ccedil;&atilde;o ao Siscan de   todo e qualquer caso confirmado de tumor maligno   em cidad&atilde;os residentes no estado.<sup>25</sup> Em 31 de maio   de 2007, foi aprovada na Comiss&atilde;o Intergestores   Bipartite (CIB) a configura&ccedil;&atilde;o da Rede de Assist&ecirc;ncia de   Alta Complexidade em Oncologia de Santa Catarina   determinando as Unidades de Assist&ecirc;ncia de Alta   Complexidade (Unacon) por macrorregi&atilde;o do Estado   a popula&ccedil;&atilde;o de cobertura.<sup>26,27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A PNAO destaca a vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de     e o desenvolvimento   de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o que possa   oferecer ao gestor subs&iacute;dios para tomada de decis&atilde;o no   processo de planejamento, avalia&ccedil;&atilde;o e controle, al&eacute;m   de promover a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es para   a   sociedade. Excetuando-se o estado de S&atilde;o Paulo, ainda   n&atilde;o se disp&otilde;e de informa&ccedil;&otilde;es consolidadas, sejam   municipais, sejam estaduais ou nacionais, sobre as   caracter&iacute;sticas dos casos de c&acirc;ncer cadastrados pelos registros hospitalares.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Boing e colaboradores,<sup>29</sup> entre   as neoplasias que mais interna&ccedil;&otilde;es ocasionaram no   Brasil, de 2002 a 2004, est&atilde;o o CCR com uma m&eacute;dia   anual de 27.875 interna&ccedil;&otilde;es, uma m&eacute;dia de 8,1 dias   de perman&ecirc;ncia e com um gasto m&eacute;dio anual de R$ 32.252.290,60 em interna&ccedil;&otilde;es pagas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A alta incid&ecirc;ncia do CCR e a diferen&ccedil;a     nos resultados   do tratamento de acordo com o est&aacute;gio da doen&ccedil;a justificam   o investimento em diagn&oacute;stico precoce e no seu   rastreamento em popula&ccedil;&atilde;o considerada de risco para   a doen&ccedil;a.<sup>2</sup> No Brasil existem defici&ecirc;ncias para realizar   exames de rastreamento para o c&acirc;ncer do c&oacute;lon/reto, seja por fatores financeiros ou desinforma&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos.<sup>30</sup> Mesmo em pa&iacute;ses com recursos abundantes, como os Estados Unidos, encontram-se dificuldades na realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica por exames endosc&oacute;picos em pacientes com presen&ccedil;a de sangue oculto nas fezes, impossibilitando a implanta&ccedil;&atilde;o de rastreamento populacional.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conclui-se que o CCR representa um importante   problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica em Santa Catarina, apresentando   uma tend&ecirc;ncia de aumento estatisticamente   significante de mortalidade no Estado e nas suas   Macrorregi&otilde;es de 1980 a 2006. Nos idosos do sexo   masculino e nas macrorregi&otilde;es de Florian&oacute;polis,   Planalto Serrano, Planalto Norte, Nordeste e Meio   Oeste foram observados os maiores coeficientes de mortalidade por este tipo de c&acirc;ncer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verifica-se que recentes e gradativas pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas est&atilde;o sendo implantadas para a aten&ccedil;&atilde;o   oncol&oacute;gica. Por&eacute;m, a vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de deve ser   fortalecida para gerar informa&ccedil;&otilde;es de incid&ecirc;ncia sobre   c&acirc;ncer e seus fatores de risco e, assim, permitir a   institui&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas locais espec&iacute;ficas e possibilitar   o controle deste agravo. O tratamento e a reabilita&ccedil;&atilde;o   est&atilde;o cada vez mais fortalecidos, entretanto, a preven&ccedil;&atilde;o   e o diagn&oacute;stico precoce precisam ser mais concretizados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de,   Instituto Nacional de C&acirc;ncer. Estimativas 2008:   incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave;   Sa&uacute;de, Instituto Nacional do C&acirc;ncer; Sociedade   Brasileira de Coloproctologia; Col&eacute;gio Brasileiro de   Cirurgi&otilde;es; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Colite Ulcerativa   e Doen&ccedil;a de Crohn; Col&eacute;gio Brasileiro de Cirurgia   Digestiva; Sociedade Brasileira de Endoscopia   Digestiva, et al. Falando sobre c&acirc;ncer do intestino.   Rio de Janeiro: INCA; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Neves FJ. Mortalidade por c&acirc;ncer de     c&oacute;lon     e reto e   perfil de consumo alimentar em capitais brasileiras   &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ):   Fiocruz; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Ribeiro FSN, W&uuml;nsch Filho V. Retrospective   assessment of occupational exposure to carcinogens: an epidemiological approach     and application   to health surveillance. Cadernos de Sa&uacute;de   P&uacute;blica &#91;Internet&#93;. 2004 ago &#91;acesso em 3 nov   2008&#93;;20(4):881-890.</font><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia     em   Sa&uacute;de. Sa&uacute;de Brasil 2007: uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o   sa&uacute;de &ndash; Perfil de mortalidade do brasileiro. Bras&iacute;lia:   MS; 2008.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Guerra MR, Gallo CVM, Azevedo G, Mendon&ccedil;a     S.   Risco de c&acirc;ncer no Brasil: tend&ecirc;ncias e estudos   epidemiol&oacute;gicos mais recentes. Revista Brasileira de   Cancerologia 2005;51(3):227-234.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Neves FJ, Mattos IE, Koifman RJ. Mortalidade por   c&acirc;ncer de c&oacute;lon e reto nas capitais brasileiras no   per&iacute;odo 1980-1997. Arquivos de Gastroenterologia   2005;42(1):63-70.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sistema     de Informa&ccedil;&otilde;es   sobre   Mortalidade &#91;Internet&#93;. Bras&iacute;lia: MS; 2008 &#91;acesso em 7   out 2008&#93;. Dispon&iacute;vel   em: <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/obtsc.def" target="_blank">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/obtsc.def</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Classifica&ccedil;&atilde;o   Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as. 9<sup>a</sup> Revis&atilde;o.   S&atilde;o   Paulo: Centro Brasileiro de Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as   em Portugu&ecirc;s; 1985.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Secretaria do Estado da Sa&uacute;de de     Santa Catarina.   Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade &#91;Internet&#93;.   Florian&oacute;polis: SES; 2008 &#91;acesso em 23 out 2008&#93;.   Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.sc.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim96.def" target="_blank">http://www.saude.sc.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim96.def</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Classifica&ccedil;&atilde;o   Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas   Relacionados &agrave; Sa&uacute;de. 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o. S&atilde;o Paulo:   Centro   Colaborador da OMS para a Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as   em Portugu&ecirc;s; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica   &#91;Internet&#93;. Bras&iacute;lia: IBGE; 2008 &#91;acesso em 31 ago   2008&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Antunes JL, Waldman EA. Trends and spatial   distribution of deaths of children aged 12-60 months   in S&atilde;o Paulo, Brazil, 1980-98. Bulletin of the World   Health Organization 2002;80(5):391-398.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Hallal ALC, Gotlieb SLD, Latorre MRDO.     Evolu&ccedil;&atilde;o   da mortalidade por neoplasias malignas no Rio   Grande do Sul, 1979-1995. Revista Brasileira de   Epidemiologia 2001;4(3):168-177.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. 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Contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; campanha   nacional   de conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre o c&acirc;ncer do intestino grosso &ndash; A quest&atilde;o da preven&ccedil;&atilde;o e do diagn&oacute;stico   precoce.   Revista Brasileira de Coloproctologia 2003;   23(1):32-40.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 19. Haas P, Anton A, Francisco A. C&acirc;ncer     colo retal   no Brasil: consumo de gr&atilde;os integrais como preven&ccedil;&atilde;o.   Revista Brasileira de An&aacute;lises Cl&iacute;nicas   2007;39(3):231-235.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 20. Carvalho T, N&oacute;brega ACL, Lazzoli     JK, Magni JRT,   Rezende L, Drummond FA, et al. Posi&ccedil;&atilde;o oficial   da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte:   atividade f&iacute;sica e sa&uacute;de. Revista Brasileira Medicina   do Esporte 1996;2(4):79-81.</font><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Bas&iacute;lio P, Fonseca LMB. Detec&ccedil;&atilde;o     de linfonodo   sentinela no c&acirc;ncer colorretal &ndash; import&acirc;ncia,   t&eacute;cnicas e resultados. Arquivos de Gastroenterologia   2006;43(3):163-167.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Reis DO. Diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;micas     na mortalidade   por neoplasias malignas no Munic&iacute;pio de S&atilde;o   Paulo &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo (SP):   Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 23. Silva OMP, Panhoca L. A contribui&ccedil;&atilde;o     da   vulnerabilidade na determina&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de   desenvolvimento humano: estudando o estado   de Santa Catarina. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva   2007;12(5):1209-1219.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 24. Vargas DB, Vargas TAV, Theis IM. 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Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,   80, 9 dez 2005. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 27. Estado de Santa Catarina. Secretaria do Estado   da Sa&uacute;de. Comiss&atilde;o Intergestores Bipartite.   Oncologia. Delibera&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 005/CIB/07, de 30/03/   Republicada - Aprova as altera&ccedil;&otilde;es em anexo da   nomenclatura e o delineamento do Plano para a   Organiza&ccedil;&atilde;o da Rede Estadual de Aten&ccedil;&atilde;o em Alta   Complexidade de Oncologia em Santa Catarina.   Florian&oacute;polis, 31 de maio de 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 28. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Ci&ecirc;ncia     e   Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos. Integra&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es   dos registros de c&acirc;ncer brasileiros.   Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2007;41(5):865-868.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 29. Boing AF, Vargas SAL, Boing AC. A carga das   neoplasias no Brasil: mortalidade e morbidade   hospitalar entre 2002-2004. Revista da Associa&ccedil;&atilde;o   M&eacute;dica Brasileira 2007;53(4):317-322.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Bonardi RA, Sartor MC, Baldin J&uacute;nior     A, Nicolleli   GM, Duda JR, Olandoski M. Hist&oacute;ria familial e   c&acirc;ncer colorretal em idade precoce: deve-se   indicar colectomia estendida? Revista Brasileira de Coloproctologia 2006;26(3):244-248.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Diretoria     de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    <br>   Secretaria Municipal de Sa&uacute;de,    <br> Rua Leodeg&aacute;rio Pedro da Silva, 300,    <br> Imaru&iacute;, Itaja&iacute;-SC,   Brasil.    <br>   CEP:88305-620    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:epi.sms@itajai.sc.gov.br">epi.sms@itajai.sc.gov.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 03/06/2009    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Aprovado em 09/12/2009</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Este artigo &eacute; produto da monografia     de conclus&atilde;o do Curso   de Especializa&ccedil;&atilde;o em Epidemiologia do Departamento de Sa&uacute;de   P&uacute;blica da Universidade Federal de Santa Catarina em conv&ecirc;nio com a Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Santa Catarina.</font></p>      ]]></body><back>
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