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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742010000300002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Denominadores para o cálculo de coberturas vacinais: um estudo das bases de dados para estimar a população menor de um ano de idade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to identify population estimates to provide more accurate vaccine coverage (VC) in children under one year old. METHODOLOGY: the spatial-ecological study evaluated VC in 2005 using either data of the Brazilian National Live Births Information System (Sinasc), or the estimate of the population <1 year of age of the Brazilian Institute for Geography and Statistics (IBGE). In the numerator we used the number of 3rd doses of DTP+HIB vaccine administered, provided by the National Immunization Program Information System (SI-API). VC estimates were compared according to population size and Pearson's Correlation Coefficient was estimated (R²). RESULTS: outlier values were obtained when using any of the population estimates, especially Sinasc, as well as data related to small towns (<100 live births/year). For those towns, estimates seem less precise. Person&#8217;s Correlation Coefficient (R²) between the number of live births and IBGE population estimate for municipalities with <100, 100-999 and &#8805; 1,000 live births were, respectively, 59.8%, 87.8% and >95%. CONCLUSION: Sinasc seems to be the best estimate for VC, considering its increasing coverage. Caution is highly recommended when using Sinasc data for small towns VC estimates. The adoption of changes in the SI-API will improve the quality of immunization data.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Denominadores para o c&aacute;lculo de coberturas    vacinais: um estudo das bases de dados para estimar a popula&ccedil;&atilde;o    menor de um ano de idade<sup><a href="#nota">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Denominators for vaccine coverage estimates:       a database study to estimate the population less than one year of age</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Antonia Maria da Silva Teixeira<sup>I</sup>; Eduardo    Luiz Andrade Mota<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Instituto de Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Federal da Bahia, Salvador-BA,    Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO:</b> identificar estimativas populacionais    que forne&ccedil;am coberturas vacinais (CV) mais acuradas em menores de um    ano de idade.    <br>   <b>METODOLOGIA:</b> este estudo ecol&oacute;gico-espacial avaliou CV em 2005    utilizando registros do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Nascidos Vivos    (Sinasc) ou estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia Estat&iacute;stica    (IBGE) como denominador. Comp&ocirc;s o numerador as terceiras doses da vacina    tetravalente (DTP+Hib) extra&iacute;das do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Avalia&ccedil;&atilde;o do Programa de Imuniza&ccedil;&otilde;es (SI-API).    Compararam-se CV por estratos e porte populacional calculando-se os coeficientes    de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson expressos em R<sup>2</sup>.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> observaram-se CV at&iacute;picas, mais elevadas utilizando-se    Sinasc e nos munic&iacute;pios de pequeno porte (&lt;100 Nascidos Vivos (NV)/ano).    Nestes, as estimativas populacionais parecem menos precisas. O R<sup>2</sup> entre o n&uacute;mero    de NV e popula&ccedil;&atilde;o estimada para munic&iacute;pios com &lt;100,    100-999 e &#8805 1.000 NV/ano foram, respectivamente, 59,8%, 87,8% e &gt;95%.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> os resultados sugerem que o Sinasc, indica-se como    melhor estimador das CV &lt;1 ano. Este achado deve ser interpretado com cautela    para munic&iacute;pios de pequeno porte. Incorpora&ccedil;&atilde;o de cr&iacute;tica    no SI-API promover&aacute; melhoria na qualidade dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> cobertura vacinal; nascidos   vivos; estimativa populacional; sistema de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE:</b> to identify population estimates    to provide more accurate vaccine coverage (VC) in children under one year old.    <br>   <b>METHODOLOGY:</b> the spatial-ecological study evaluated VC in 2005 using    either data of the Brazilian National Live Births Information System (<em>Sinasc</em>),    or the estimate of the population &lt;1 year of age of the Brazilian Institute    for Geography and Statistics (<em>IBGE</em>). In the numerator we used the number    of 3rd doses of DTP+HIB vaccine administered, provided by the National Immunization    Program Information System (SI-API). VC estimates were compared according to    population size and Pearson's Correlation Coefficient was estimated (R<sup>2</sup>).    <br>   <b>RESULTS:</b> outlier values were obtained when using any of the population    estimates, especially Sinasc, as well as data related to small towns (&lt;100    live births/year). For those towns, estimates seem less precise. Person&#8217;s    Correlation Coefficient (R<sup>2</sup>) between the number of live births and IBGE population    estimate for municipalities with &lt;100, 100-999 and &#8805 1,000 live births were,    respectively, 59.8%, 87.8% and &gt;95%.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> Sinasc seems to be the best estimate for VC, considering    its increasing coverage. Caution is highly recommended when using Sinasc data    for small towns VC estimates. The adoption of changes in the SI-API will improve    the quality of immunization data.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> vaccine coverage; live births; estimates population; information    system.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao avaliar um indicador deve-se sempre levar     em considera&ccedil;&atilde;o que este representa uma aproxima&ccedil;&atilde;o   daquilo que se pretende medir. Assim, estimar as   coberturas vacinais (CV) adequadamente depende de   qu&atilde;o pr&oacute;ximos da realidade est&atilde;o os dados necess&aacute;rios   ao c&aacute;lculo deste indicador. Informa&ccedil;&otilde;es precisas e   oportunas s&atilde;o importantes para subsidiar a vigil&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica no planejamento e avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es   com enfoque no risco. Denominadores superestimados   ou subestimados promovem distor&ccedil;&atilde;o nos resultados   levando a considerar como adequadas CV insuficientes   para obter prote&ccedil;&atilde;o coletiva e impedir a circula&ccedil;&atilde;o    do   agente etiol&oacute;gico.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cobertura vacinal pelo m&eacute;todo administrativo &eacute;   obtida pela divis&atilde;o entre o n&uacute;mero de doses aplicadas   de determinada vacina e a popula&ccedil;&atilde;o alvo multiplicada   por 100, que representa a propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o   alvo vacinada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No Brasil at&eacute; 2002 o denominador desse c&aacute;lculo   era a popula&ccedil;&atilde;o estimada pelo Instituto Brasileiro   de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). A partir de 2003,   fundamentando-se em uma an&aacute;lise comparativa da   popula&ccedil;&atilde;o projetada com base no censo e nos registros   do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Nascidos Vivos   (Sinasc) no per&iacute;odo de 1997 a 2001, a Secretaria de   Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS) adotou os registros desse   sistema como fonte de dados para o denominador nas   estimativas das CV em menores de um ano e de um   ano de idade em 15 Unidades Federadas (UF) e seus   respectivos munic&iacute;pios at&eacute; 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nestas UF a capta&ccedil;&atilde;o dos registros    de nascimentos pelo Sinasc em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas do    IBGE para menores de um ano foi &#8805 90%, &iacute;ndice adotado como crit&eacute;rio    de qualidade do Sinasc pela Rede Interagencial de Informa&ccedil;&atilde;o para    Sa&uacute;de (Ripsa).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma terceira alternativa para estimar esse indicador   &eacute; utilizar no denominador as estimativas de nascimentos obtidas pela    metodologia demogr&aacute;fica de Rela&ccedil;&atilde;o de   Coortes (RCoortes), considerada mais apropriada para   pequenas &aacute;reas, assim consideradas microrregi&otilde;es   ou munic&iacute;pios. Proposta por Duchesne em 1987, esta   metodologia leva em conta a evolu&ccedil;&atilde;o das coortes no   tempo utilizando dados por sexo e faixa et&aacute;ria entre dois   censos. Tem como pressuposto que as &aacute;reas menores   devem manter a mesma estrutura geopol&iacute;tica entre dois   censos. Os nascimentos s&atilde;o obtidos mediante a aplica&ccedil;&atilde;o   de um fator, o &Iacute;ndice Diferencial de Fecundidade   (IDF), quociente da rela&ccedil;&atilde;o crian&ccedil;a-mulher de cada   uma das &aacute;reas menores (microrregi&otilde;es ou munic&iacute;pios)   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s &aacute;reas maiores (estados).<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A decis&atilde;o de usar o Sinasc como denominador para   o c&aacute;lculo das CV deveu-se ao fato de se considerar as   estimativas populacionais do IBGE superestimadas,   pois baseiam-se em tend&ecirc;ncias demogr&aacute;ficas obtidas   de situa&ccedil;&otilde;es passadas e n&atilde;o incorporam na velocidade   necess&aacute;ria, fen&ocirc;menos importantes como a queda da   fecundidade, especialmente em popula&ccedil;&otilde;es onde esta   declina de modo mais acentuado. Entretanto, admite-se   que o Sinasc, embora ampliando progressivamente a   capacidade de captar nascimentos, ainda apresenta   sub-registro quando comparado &agrave;s estimativas de   nascimentos do IBGE.<sup>4</sup> Esses aspectos enviesam as   estimativas de CV requerendo uma avalia&ccedil;&atilde;o criteriosa   das bases de dados utilizadas no denominador para o   c&aacute;lculo desse indicador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sob o aspecto de gest&atilde;o, isto se tornou mais importante   em fun&ccedil;&atilde;o da descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es   de Epidemiologia e Controle de Doen&ccedil;as quando as   Secretarias Estaduais e Municipais de Sa&uacute;de passaram   a assumir responsabilidades compartilhadas com o   MS, conforme Portaria Ministerial N<sup>o</sup> 1.172/04, estabelecendo   responsabilidades nas tr&ecirc;s esferas de gest&atilde;o   do SUS para a Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (VS).<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com isto foram definidas diretrizes para a Uni&atilde;o,   Estados e Munic&iacute;pios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s a&ccedil;&otilde;es    de VS e   definiram-se metas pactuadas nos instrumentos de   Programa&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es Priorit&aacute;rias de Vigil&acirc;ncia    em   Sa&uacute;de (PAVS), do Projeto Vigisus II e do Pacto pela   Sa&uacute;de, regulamentados pela Portaria Ministerial No   91/2007.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Metas n&atilde;o cumpridas podem comprometer a transfer&ecirc;ncia   de recursos federais da VS para esferas de gest&atilde;o   estadual e municipal. Esse problema &eacute; tamb&eacute;m um   dos determinantes da import&acirc;ncia com que se reveste   a adequada escolha do denominador para o c&aacute;lculo das CV. Portanto, neste    estudo compararam-se CV estimadas   utilizando-se diferentes bases populacionais no   denominador, na perspectiva de identificar qual a mais   adequada para estimar esse indicador e contribuir com   o Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&atilde;o (PNI) na avalia&ccedil;&atilde;o   e planejamento das a&ccedil;&otilde;es de vacina&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Metodologia</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo descritivo ecol&oacute;gico-espacial,   comparando tr&ecirc;s bases populacionais como denominadores   para estimar a CV em menores de um ano de   idade. Foram utilizados dados do ano 2005 em rela&ccedil;&atilde;o   &agrave; estimativa populacional do IBGE para menores de   um ano, para a qual o Departamento de Inform&aacute;tica do   Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Datasus) aplicou a distribui&ccedil;&atilde;o   por faixa et&aacute;ria e sexo com base no Censo 2000, e   nesse estudo, denominada Datasus/IBGE; os registros   de nascidos vivos captados pelo Sinasc e a estimativa   de nascimentos RCoortes. Esta &uacute;ltima popula&ccedil;&atilde;o foi   projetada por meio do <i>software</i> &quot;peqAr&quot; desenvolvido   pelo IBGE fornecida ao Departamento de An&aacute;lise de   Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de (Dasis)/SVS e disponibilizadas para   este estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Comp&ocirc;s o numerador o n&uacute;mero de terceiras doses   da vacina DTP+Hib registradas no SI-API. Esta vacina   comp&otilde;e o calend&aacute;rio de vacina&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a    e tem   efeito protetor contra a difteria, t&eacute;tano, coqueluche   e infec&ccedil;&otilde;es por hem&oacute;filo influenza tipo B. Agrega   condi&ccedil;&otilde;es no esquema e via de administra&ccedil;&atilde;o &#8211;    tr&ecirc;s   doses injet&aacute;veis, recomendada simultaneamente com   outras vacinas de esquema semelhante &#8211; que demanda   maior esfor&ccedil;o na organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os para   completar o esquema vacinal e por isso, &eacute; considerada   indicadora da situa&ccedil;&atilde;o das demais CV em menores de   um ano.<sup>7</sup> Al&eacute;m disso, &eacute; a vacina que comp&otilde;e o elenco   de indicadores nos pactos de gest&atilde;o do Sistema &Uacute;nico   de Sa&uacute;de (SUS), raz&otilde;es da escolha como refer&ecirc;ncia   neste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o de estudo compreendeu     os habitantes (alvo) das 27 UF e dos 5.564 munic&iacute;pios. Destaque-se   que as estimativas de nascimentos RCoortes foram   disponibilizadas somente para 939 munic&iacute;pios pertencentes   aos estados do Amazonas (AM), Rio Grande   do Norte (RN), Santa Catarina (SC) e Bahia (BA). No   contexto das UF, utilizaram-se taxas de fecundidade e   taxas l&iacute;quidas de migra&ccedil;&atilde;o com o prop&oacute;sito de observar   a correla&ccedil;&atilde;o destas com a cobertura do Sinasc. A primeira representa    o n&uacute;mero m&eacute;dio de filhos por   mulher ao final do seu per&iacute;odo reprodutivo e a segunda   representa o quociente entre o saldo migrat&oacute;rio   em determinado per&iacute;odo e a popula&ccedil;&atilde;o do meio do   per&iacute;odo vezes mil. Ambas oriundas de estimativas do   IBGE.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados do estudo s&atilde;o de natureza secund&aacute;ria,   institucionais, de dom&iacute;nio p&uacute;blico (exceto as estimativas   RCoortes), disponibilizados no s&iacute;tio eletr&ocirc;nico   <a href="http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php" target="_blank">http//:www.datasus.gov.br</a> do MS, sem identifica&ccedil;&atilde;o   de indiv&iacute;duos ou institui&ccedil;&otilde;es, utilizados para fins   desse estudo, dispensando desta forma submeter ao   conselho de &eacute;tica em pesquisa. O n&uacute;mero de doses da   vacina DTP+Hib e de NV comp&otilde;em a base de dados   do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Avalia&ccedil;&atilde;o do Programa   de Imuniza&ccedil;&atilde;o (SI-API), disponibilizados pela Coordena&ccedil;&atilde;o   Geral do Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es   (CGPNI) e Dasis da SVS/MS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para cada denominador utilizou-se no numerador   o n&uacute;mero de terceiras doses da vacina DTP+Hib e   estimou-se a CV por munic&iacute;pio e UF comparando-se   os resultados. Tomando-se como base os registros do   Sinasc do ano estudado (2005), definiram-se quatro   estratos da popula&ccedil;&atilde;o compondo tr&ecirc;s categorias de   porte populacional alvo: &lt;100 e entre 100 a 999   NV - pequeno porte; 1.000 a 9.999 NV - m&eacute;dio porte;   &#8805 10.000 NV - grande porte e entre tr&ecirc;s estratos de   coberturas vacinais &lt;90%; 90% e 110% e &gt;110%.   Para compor esses estratos de CV estabeleceu-se um   intervalo de 10% acima e abaixo da meta de 100% da   popula&ccedil;&atilde;o alvo definida para a vacina&ccedil;&atilde;o (&lt;1    ano).   Assumiu-se ent&atilde;o, que este intervalo contemplaria   varia&ccedil;&otilde;es decorrentes de erros de registros de doses,   mobilidade populacional, vacinados em servi&ccedil;os   privados n&atilde;o cadastrados no SI-API, migra&ccedil;&atilde;o, entre   outras condi&ccedil;&otilde;es que alterariam o numerador e/ou   o denominador, condi&ccedil;&otilde;es essas n&atilde;o detectadas pelo   sistema (SI-API).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerou-se como CV adequadas aquelas que   calculadas com as tres bases de dados em an&aacute;lise   no denominador, compreendessem a intersec&ccedil;&atilde;o   no intervalo de 90% a 110%. As CV &lt;90% e &gt;110%   constitu&iacute;ram-se no objeto principal da an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisou-se CV por estratos de coberturas e de    porte populacional dos munic&iacute;pios, considerando a raz&atilde;o de nascidos    vivos captados pelo Sinasc (cobertura do Sinasc) calculada para UF e munic&iacute;pios.    Para a UF essa raz&atilde;o baseou-se na estimativa de nascimentos feita pelo    IBGE adotada pela Ripsa como fonte v&aacute;lida de nascimentos (padr&atilde;o    ouro). Para os munic&iacute;pios, por falta de um padr&atilde;o-ouro para compara&ccedil;&atilde;o,    utilizou-se a raz&atilde;o (%) entre o n&uacute;mero de NV registrados no Sinasc    e as estimativas de menores de um ano do Datasus/ IBGE. Da mesma forma, obteve-se    a raz&atilde;o entre os nascidos vivos registrados no Sinasc e as estimativas    de nascimentos RCoortes denominando-se Raz&atilde;o Sinasc/ Datasus/IBGE e Raz&atilde;o    Sinasc/RCoortes nesta ordem. Adotou-se como ideal a raz&atilde;o &#8805 90%    dos nascidos vivos captados em rela&ccedil;&atilde;o ao estimado. Procedeu-se    a an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis utilizando-se os <em>softwares</em>    Microsoft Excel<sup>&reg;</sup> 2003, Tabwin 33.0 (Tabnet/Datasus/MS) e o pacote    estat&iacute;stico STATA vers&atilde;o 9 <em>Intercooled</em> <em>Stata</em>.    Para cada porte populacional foram constru&iacute;dos gr&aacute;ficos de dispers&atilde;o    e calculado o Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson expresso em    R<sup>2</sup> e equa&ccedil;&atilde;o da linha de tend&ecirc;ncia linear correspondente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Resultados</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No ano de 2005, nas 27 UF o Sinasc captou   3.035.096 nascidos vivos. O IBGE estimou 3.296.890   nascimentos e com base na popula&ccedil;&atilde;o total do IBGE,   o Datasus estimou 3.500.554 &lt;1 ano de idade. A diferen&ccedil;a   entre as bases de dados do Datasus/IBGE em   rela&ccedil;&atilde;o ao Sinasc foi de 465.458 habitantes a mais   para a primeira (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n3/3a02t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nos estados da BA, RN, SC e AM, foram estimados   pela metodologia RCoortes 527.385 nascimentos e   525.358 &lt;1 ano pelo Datasus/IBGE. Nestas UF foram   captados 441.467 NV pelo Sinasc correspondendo   respectivamente a 83,7% e 84,0% de cada uma das   proje&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raz&atilde;o Sinasc/IBGE no pa&iacute;s foi 92,1%, n&atilde;o homog&ecirc;nea.   Variou nas UF entre 76,0% (AL) e 105,9%   (AC). Foi superior a 90% em 15 UF (55,5%) e em tr&ecirc;s   UF &#8211; RR; AL e BA foi &lt; 80% (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Neste mesmo   ano, neste grupo de idade, foram registradas 3.108.250   terceiras doses da vacina DTP + Hib (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n3/3a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#t2">Tabela 2</a> mostra que a CV m&eacute;dia nacional da   vacina DTP+Hib foi de 102,4% estimada utilizando-se   o Sinasc e 88,8% com estimativas populacionais do   Datasus/IBGE, representando uma diferen&ccedil;a de 13,6%   nos resultados. Estimando-a com os registros do Sinasc   foram observados valores extremos no Distrito Federal   (DF) (86,4%) e no Par&aacute; (PA) (115,1%). Em 17 (62,9%) UF essas coberturas vacinais foram superiores a 100% com mediana de 102,0%. Ressalte-se que no AC e no DF ficaram abaixo de 90%. Estimadas com as proje&ccedil;&otilde;es do Datasus/IBGE ficariam abaixo de 90% em 14 (51,0%) UF com valores extremos de 78,0% no AM a 99,9% no Mato Grosso (MT) e mediana de 89,6%. Calculadas com as estimativas RCoortes nas quatro UF a varia&ccedil;&atilde;o de CV seria de 83,1% na BA a 94,8% em SC e mediana de 87,8%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Houve diferen&ccedil;as percentuais importantes nas CV   das UF comparando-se os resultados obtidos com cada   base de dados no denominador. Tratando-se das bases   de dados do Datasus/IBGE e Sinasc essas diferen&ccedil;as   variaram desde 2,0% no DF a 19,2% no Rio Grande do   Sul (RS), ressaltando-se que foi superior a 10% em 19   (70,3%) UF. Ficariam mais baixas se calculadas com   as estimativas do Datasus/IBGE. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s proje&ccedil;&otilde;es   RCoortes e Sinasc observou-se uma diferen&ccedil;a   maior na BA (24,4%), seguindo-se pelo RN (11,8%),   SC (7,0%) e AM (5,4%). Nestas duas &uacute;ltimas UF as   CV estimadas com RCoortes ficariam mais elevadas   quando comparadas com as estimativas do Datasus/   IBGE. Seriam equivalentes no RN, na ordem 85,2% e   85,3% e mais baixas na BA. Nesta UF pelas proje&ccedil;&otilde;es   do Datasus/IBGE em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; RCoortes a diferen&ccedil;a de CV seria de 6,4% (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos aplicando-se cada denominador   no c&aacute;lculo desse indicador (CV) para os munic&iacute;pios   refletem a sua heterogeneidade. Observaram-se   CV d&iacute;spares &lt;50% e &gt;110% com m&aacute;ximos de 567,6%;   374,0% e 220,7% e m&iacute;nimos de 39,33%, 45,5% e   26,0% na sequ&ecirc;ncia com as bases Sinasc, Datasus/ IBGE e RCoortes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisando-se a distribui&ccedil;&atilde;o do total de munic&iacute;pios   nos estratos de CV com as diferentes bases   populacionais e porte populacional, observaram-se,   diverg&ecirc;ncias importantes de acordo com a base de   dados utilizada no denominador. Estimando-as com o   Sinasc, no estrato de CV &gt;110% seriam enquadrados   46,7% (n=2.596) dos munic&iacute;pios. Aplicando-se a base   populacional do Datasus/IBGE declinaria para 1.075   munic&iacute;pios (19,3%) do total e para 21,6% (n=203)   dos 939 munic&iacute;pios com estimativas de nascimentos RCoortes dispon&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observando-se essas CV por porte populacional    verificou-se que valores &gt;110% foram mais frequentes nos munic&iacute;pios    de pequeno porte populacional (&lt;100NV e &#8805 100 NV a &lt;1.000NV) utilizando-se    as estimativas de nascimentos RCoortes e Sinasc no denominador, representariam    respectivamente 58,5% e 56,8% dos munic&iacute;pios (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n3/3a02t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao se empregar a base de dados do Datasus/IBGE   haveria predomin&acirc;ncia de munic&iacute;pios distribuidos no   estrato de CV &lt;90% (n=2.421; 43,5%) e em maior   propor&ccedil;&atilde;o (48,6% e 53,8%) nas categorias de m&eacute;dio   e grande porte populacional. E de modo semelhante,   se fossem estimadas com a base RCoortes seriam   enquadrados nesse estrato de CV (&lt;90%) 428 munic&iacute;pios (45,6%) e destes 365 (57,5%) de pequeno porte populacional antes referidos 16 (26,7%) e dos munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para os 5.563 munic&iacute;pios, somente 26 (0,46%)   s&atilde;o considerados pelos crit&eacute;rios adotados nesse estudo   como de grande porte populacional ( &#8805 10.000   NV). Quatro (15,3%) desses munic&iacute;pios ficariam   com CV&lt;90% utilizando-se no denominador os registros   do Sinasc, elevando-se para quatorze (53,8%)   utilizando-se as estimativas populacionais do IBGE/ Datasus. Se estimadas com a base RCoortes somente tr&ecirc;s dos 939 munic&iacute;pios se enquadrariam neste porte populacional e apenas um ficaria com CV &lt;90%. Isto mostra a variabilidade dos resultados das CV de acordo com a escolha do denominador, ressaltando-se que haveria deslocamento de munic&iacute;pios para outros estratos de CV na medida em que se utilizasse um ou outro denominador.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Selecionando-se os munic&iacute;pios com coberturas    vacinais adequadas, assim definidas aquelas entre ( &#8805 90% &#8804 110%) para o    conjunto de denominadores estudados foram enquadrados nesta interse&ccedil;&atilde;o    apenas 841 (15%) munic&iacute;pios aplicando-se Sinasc e IBGE/ Datasus. Estimadas    com a base do Datasus/IBGE neste mesmo intervalo de CV e com raz&atilde;o Sinasc    inadequada &lt;90%), estariam 20% (n=1.100) dos munic&iacute;pios. Naqueles    939 munic&iacute;pios para os quais foi disponibilizada a estimativa de nascimentos    RCoortes s&oacute; houve intersec&ccedil;&atilde;o de coberturas vacinais nesse    intervalo em 66 (7%) munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destacamos o percentual de munic&iacute;pios com raz&atilde;o   Sinasc/Datasus/IBGE abaixo 90% nos estados do RS   (74,2%) e SC (73,7%), considerando que no contexto   destas UF a capta&ccedil;&atilde;o de NV pelo Sinasc vem ao longo dos anos atingindo valores pr&oacute;ximos dos 100% do estimado pelo IBGE. Nos 2.040 munic&iacute;pios onde a raz&atilde;o Sinasc/IBGE foi &#8805 90%, em 314 (15,4%) as CV foram &lt;90% e em 759 (37,2%) &gt;110% (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n3/3a02t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando-se somente as quatro UF com estimativas   de nascimentos RCoortes observou-se que   estas coberturas ficariam muito pr&oacute;ximas quando   comparadas com as estimativas do Datasus/IBGE.   Utilizando-se as estimativas do Datasus/IBGE a CV   m&eacute;dia ficaria em 86,2% e com a base RCoortes ficaria   em 85,9% e seria 102,6% quando estimada com   o Sinasc. A diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas   do Datasus/IBGE ficaria em 12%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para cada uma das quatro UF constatou-se que   as CV s&atilde;o mais elevadas utilizando-se os registros do   Sinasc. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas RCoortes foi superior   em cerca de 7% em SC e 5% no AM. Foi para a   BA onde se verificou a maior diferen&ccedil;a, o equivalente   a 14%. Nesta UF, o Sinasc teve baixa capta&ccedil;&atilde;o de   nascimentos (77,3%) e isto se refletiu nas CV estimadas   com essa base de dados. Ficariam acima de   110% em 216 (51,79%) dos 417 munic&iacute;pios &lt;90%   em 41 munic&iacute;pios. Estimadas com a base RCoortes   ficariam &gt;110% em 19 munic&iacute;pios e &lt;90% em 263 munic&iacute;pios, o equivalente a 63,06% dos munic&iacute;pios daquela UF. Ressalte-se que o total de nascimentos estimados RCoortes na Bahia foi superior em 7,7% da popula&ccedil;&atilde;o de menores de um ano de idade estimada pelo Datasus/IBGE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Sinasc, base de refer&ecirc;ncia para defini&ccedil;&atilde;o    do porte populacional de munic&iacute;pios neste estudo, reflete a predomin&acirc;ncia    de munic&iacute;pios de pequeno porte populacional no pa&iacute;s. O maior percentual    de munic&iacute;pios (n=3.203, 57,6%) registrou entre 100 e 999 nascimentos.    Estas bases de dados se aproximaram no total de crian&ccedil;as nas categorias    de munic&iacute;pios entre 1.000 e 9.999 &ge; &#8805 10.000 crian&ccedil;as,    medidas atrav&eacute;s do Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson    (R2)=99,5%. Constatou-se diferen&ccedil;a importante em munic&iacute;pios com    &lt;100 NV (R2=59,8%) (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n3/3a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o total dos 5.564 munic&iacute;pios a correla&ccedil;&atilde;o de   Person encontrada entre as bases de dados do Sinasc e Datasus/IBGE foi elevado (R2= 99,5%), bem como para o total dos 939 munic&iacute;pios com estimativas RCoortes. Nestes munic&iacute;pios, calculado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s bases do Sinasc e Datasus/IBGE e Sinasc e RCoortes o R2 foi respectivamente 99,2% e 96,7%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, esta medida n&atilde;o apresentou    o mesmo comportamento quando calculada considerando-se o porte populacional.    Naqueles munic&iacute;pios com &lt;100 NV e 100 a 999 NV os c&aacute;lculos    de R2 foram da ordem 59,8% e 87,7% em rela&ccedil;&atilde;o ao total de munic&iacute;pios    (5.564). Para os mesmos portes populacionais nos munic&iacute;pios da BA, AM,    RN e SC com as estimativas Rcoortes, os R2 foram respectivamente 47,4 e 85,3%.    &Eacute; importante ressaltar que nos munic&iacute;pios de porte populacional    &#8805 1.000 NV estes coeficientes foram superiores a 95% utilizando-se qualquer    das bases de dados, mostrando que as estimativas populacionais t&ecirc;m correla&ccedil;&atilde;o    mais forte quanto maior o porte populacional dos muncipios (<a href="#f1">Figura    1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destaque-se que calculados os Coeficientes de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson para UF levando-se em conta as taxas l&iacute;quidas de migra&ccedil;&atilde;o e as taxas de fecundidades em rela&ccedil;&atilde;o aos registros do Sinasc, encontrou-se uma baixa correla&ccedil;&atilde;o R2=2,0% e R2=24,8% respectivamente, demonstrando aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre esses fen&ocirc;menos demogr&aacute;ficos no contexto das UF.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raz&atilde;o de nascimentos Sinasc em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas   populacionais Datasus/IBGE ficou abaixo de &lt;90%   em 3.524 munic&iacute;pios (63,3%), ressaltando-se que foi   &lt;80% em 2.181 (39,2%) munic&iacute;pios detalhados por   UF mais adiante. Mostrou-se heterog&ecirc;nea e com valores   extremos aberrantes com varia&ccedil;&otilde;es de 17,1 a 624,4%.   Em 1.026 (18,4%) munic&iacute;pios distribu&iacute;dos nas 26 UF,   o Sinasc captou mais nascimentos do que foi estimado   para &lt;1 ano pelo Datasus/IBGE. Estes resultados,   conforme foi visto, se refletem nas coberturas vacinais calculadas com as diferentes bases populacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tomando-se como exemplo os 3.524 munic&iacute;pios    antes referidos verificou-se que as CV estimadas com a base de dados Datasus/    IBGE seriam &lt;90% em 2.108 (59,8%) munic&iacute;pios e somente em 316 (8,96%)    munic&iacute;pios ficariam &gt;110%. A situa&ccedil;&atilde;o se inverteria    se essas CV fossem estimadas com o Sinasc. Seriam &lt;90% em 280 munic&iacute;pios    (7,90%) e &gt;110% em 1.845 (52,35%) munic&iacute;pios. Destacar-se-iam com    baixas CV em seus munic&iacute;pios as UF do Amazonas com 62,9% (n=39 munic&iacute;pios);    RS (60,3%, n= 299 munic&iacute;pios), SC (52,6% n=154 munic&iacute;pios), SP    (43,5%, n=280 munic&iacute;pios) e MG (43,4% n=371 munic&iacute;pios) quando    estimadas com dados do Datasus/IBGE. Ressalte-se que nestas UF, exceto em MG,    o Sinasc teve capta&ccedil;&atilde;o de nascimentos &#8805 90% no ano de 2005, exceto    MG que captou 85% do estimado (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas UF do AM, RN, SC e BA a raz&atilde;o Sinasc/RCoortes    foi igual a 83,6% para o conjunto dos 939 munic&iacute;pios, sendo ideal (&#8805    90%) em somente 30% (n=281) destes. Em rela&ccedil;&atilde;o ao Datasus/IBGE    foi igual a 84,0% e inadequada (&lt;90%) em 637 (67,8%). Registre-se que no    conjunto dos 939 munic&iacute;pios foram estimadas pouco mais de 525 mil crian&ccedil;as    por cada metodologia de estimativas - Datasus/IBGE e de nascimentos RCoortes    &ndash; o segundo representou 100,4% do primeiro enquanto o Sinasc captou somente    441.467 nascimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No AM, o Sinasc registrou 95,7% dos NV estimados   pelo IBGE e adotados como fonte v&aacute;lida de nascimentos   pela Ripsa. Isso equivale a 94,1% dos nascimentos   estimados pela metodologia RCoortes e 84,6% dos   menores de um ano de idade estimados pelo Datasus/   IBGE. O Sinasc captou menos de 90% de NV em 45   (72,5%) munic&iacute;pios quando comparado com as proje&ccedil;&otilde;es   de nascimentos RCoortes e em 48 munic&iacute;pios   (77,4%) se comparado pelas estimativas de menores de um ano de idade do Datasus/IBGE.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na BA o Sinasc captou somente 77,3% dos nascimentos   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s proje&ccedil;&otilde;es RCoortes; 78,3%   em   rela&ccedil;&atilde;o as estimativas de nascimentos do IBGE e 83,2%   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas de menores de um ano de   idade Datasus/IBGE. Cerca de 82,0% dos munic&iacute;pios   (341) captaram menos de 90% dos nascimentos   estimados pela metodologia RCoortes ficando abaixo   de 80% em 260 munic&iacute;pios (62,0%). Calculando-se   essa raz&atilde;o com as estimativas de menores de um ano   de idade do Datasus/IBGE verificou-se que foi &lt;90% em 279 munic&iacute;pios (66,9%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Estado de SC encontrou-se a raz&atilde;o Sinasc/RCoortes   e Sinasc/IBGE de 93,1% e Sinasc/IBGE de 97,4%   demonstrando um bom desempenho na capta&ccedil;&atilde;o dos   nascimentos. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas do Datasus/ IBGE a raz&atilde;o foi de 84,6%. No RN ficaram abaixo de 90%, destacando-se a consist&ecirc;ncia nos resultados. Na mesma ordem, obtiveram-se as raz&otilde;es de nascimentos de 87,9% (Sinasc/Rcoortes), 88% (Sinasc/IBGE) e 87,8% (Sinasc/Datasus/IBGE).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na medida em que avan&ccedil;am os programas de elimina&ccedil;&atilde;o   e controle de doen&ccedil;as imunopreven&iacute;veis e novas   vacinas e grupos populacionais s&atilde;o acrescidos ao PNI,   aumenta a necessidade de se dispor de indicadores de   CV precisos para subsidiar o planejamento das a&ccedil;&otilde;es   de imuniza&ccedil;&otilde;es. Neste estudo foram comparadas   CV utilizando tr&ecirc;s bases de dados no denominador   observando-se varia&ccedil;&otilde;es importantes nessas estimativas.   Essas varia&ccedil;&otilde;es foram mais acentuadas em   munic&iacute;pios pequenos. Admite-se que nestes, as estimativas   populacionais, em especial para proje&ccedil;&atilde;o de   menores de um ano de idade s&atilde;o menos precisas, e,   possivelmente a capacidade de capta&ccedil;&atilde;o dos registros   de nascimentos &eacute; menor em fun&ccedil;&atilde;o das limita&ccedil;&otilde;es   do acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma parcela importante de munic&iacute;pios apresentou   resultados discrepantes de CV quando comparadas   com os diferentes denominadores, o que reflete que   este n&atilde;o &eacute; um problema exclusivo da escolha adequada   do denominador. Observou-se que estimadas   com o Sinasc as CV foram mais elevadas e onde este   sistema de informa&ccedil;&atilde;o teve baixa cobertura, as taxas   de fecundidade foram mais altas e as taxas de migra&ccedil;&atilde;o   negativas. Estimadas com a base do Datasus/   IBGE mostraram-se mais baixas comparando-se com   as outras bases. As taxas l&iacute;quidas de migra&ccedil;&atilde;o foram   negativas em 12 UF, sendo oito da regi&atilde;o Nordeste.   Entretanto os Coeficientes de Correla&ccedil;&atilde;o de Pearson   em rela&ccedil;&atilde;o a essas vari&aacute;veis mostraram-se fracamente   associados (&lt;3,0%). Possivelmente os resultados   dessas CV devem-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de acesso ao servi&ccedil;o e qualidade da informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera-se que o n&uacute;mero de nascimentos    registrado no Sinasc, onde este sistema tem uma boa capta&ccedil;&atilde;o dos    nascimentos (&#8805 90%), &eacute; um bom estimador da popula&ccedil;&atilde;o de menores    de um ano de idade,<sup>4</sup> sendo um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    de grande utilidade na constru&ccedil;&atilde;o de indicadores de sa&uacute;de    infantil. Considera-se ainda que desde a sua implanta&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio    da d&eacute;cada de 1990, o Sinasc teve uma boa ades&atilde;o por parte dos    profissionais de sa&uacute;de, percebido pela sensibilidade em captar nascimentos    quando comparado ao sistema dos registros civis do IBGE.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O registro de nascidos vivos nos &uacute;ltimos anos nesse   sistema (Sinasc) vem declinando progressivamente.   Dados dispon&iacute;veis no sitio eletr&ocirc;nico do Datasus   mostram uma queda de aproximadamente 200 mil   nascimentos nesse per&iacute;odo, declinando de 3,2 milh&otilde;es   NV (2000) para cerca de 3,0 milh&otilde;es NV (2005). Se   comparado com as estimativas populacionais pode sugerir queda nas coberturas do Sinasc.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo recente que avaliou coberturas desse   sistema (capta&ccedil;&atilde;o dos nascidos vivos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s   estimativas) em dois munic&iacute;pios do Pernambuco no   nordeste brasileiro, os autores chamam a aten&ccedil;&atilde;o   para a necessidade de se buscar outros par&acirc;metros   de avalia&ccedil;&atilde;o dessa cobertura, e para a possibilidade   de avalia&ccedil;&atilde;o incorreta dessa cobertura tomando como base as estimativas demogr&aacute;ficas.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Registro Civil, embora com descenso no sub-registro   nos &uacute;ltimos anos, deixou de captar 16,4%   dos nascimentos em 2004. As UF do AM, PA e Maranh&atilde;o   (MA) apresentaram os maiores percentuais de   sub-registro, enquanto o DF, S&atilde;o Paulo (SP) e Mato   Grosso do Sul apresentaram os menores percentuais.   Este sistema &eacute; alimentado pelos registros produzidos   nos cart&oacute;rios, documento legal para o exerc&iacute;cio da   cidadania.<sup>11</sup> Tem como objetivo principal a contagem   do n&uacute;mero de nascimentos obtido por informa&ccedil;&atilde;o verbal,   sem obrigatoriedade de apresenta&ccedil;&atilde;o de nenhum documento comprobat&oacute;rio para que este se efetue.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma das diferen&ccedil;as do registro civil em rela&ccedil;&atilde;o ao   Sinasc &eacute; que este &uacute;ltimo se prop&otilde;e a fornecer dados   para a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica sobre as condi&ccedil;&otilde;es   de sa&uacute;de da m&atilde;e e da crian&ccedil;a permitindo avalia&ccedil;&atilde;o   detalhada e espacialmente desagregada no n&iacute;vel municipal.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No ano de 2005 a base de dados do Sinasc, de   um modo geral, foi inferior &agrave; base das estimativas   populacionais para menores de um ano de idade do   Datasus/IBGE e de nascimentos RCoortes. Isto justifica   as CV mais aproximadas utilizando essas estimativas   populacionais no denominador e mais elevadas quando calculadas com o Sinasc.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destaque-se que em 1.026 munic&iacute;pios o n&uacute;mero de   NV captados pelo Sinasc foi maior do que as estimativas   apontaram para esse grupo populacional. Com   efeito, n&atilde;o se esperaria igualdade com as proje&ccedil;&otilde;es populacionais, t&atilde;o pouco grandes discrep&acirc;ncias. O Sinasc &eacute; uma base de dados constitu&iacute;da por eventos reais. Nos &uacute;ltimos anos avan&ccedil;ou na capacidade de captar os nascimentos, &eacute; considerado um sistema mais sens&iacute;vel em detectar mais precocemente as mudan&ccedil;as ocorridas em alguns fen&ocirc;menos demogr&aacute;ficos como a queda da natalidade e fecundidade.<sup>4,9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos levados acerca desse tema (coberturas    vacinais <em>versus</em> denominadores) ainda que escassos demonstram as discrep&acirc;ncias    entre essas bases populacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma an&aacute;lise comparativa entre CV estimadas com   dados do IBGE e Sinasc feita para o munic&iacute;pio de Alegrete-   RS, mostrou uma diferen&ccedil;a superior a 20% nas   coberturas para cada vacina do esquema da crian&ccedil;a,   sendo mais elevadas quando estimadas com o Sinasc.   Os autores atribuem esse resultado a uma acentuada   queda da natalidade naquele munic&iacute;pio. Justificam que   o rigor na avalia&ccedil;&atilde;o e a import&acirc;ncia dada ao sistema   pelas secretarias de sa&uacute;de do munic&iacute;pio e do estado, a   elevada capta&ccedil;&atilde;o dos nascimentos no estado (pr&oacute;ximo   de 100% do estimado pelo IBGE), refor&ccedil;ado pelo fato   de ser um dado real e n&atilde;o uma estimativa, levou-os a   considerar o Sinasc como denominador mais fidedigno para estimar as CV do munic&iacute;pio.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalte-se que o Sinasc registra os NV do ano     calend&aacute;rio,   excluindo da sua base crian&ccedil;as que nasceram   no ano anterior e que ainda s&atilde;o alvos da vacina&ccedil;&atilde;o   porque s&atilde;o menores de um ano de idade. A cobertura   do sistema &eacute; influenciada pelo n&iacute;vel de organiza&ccedil;&atilde;o   dos   servi&ccedil;os e n&atilde;o incorpora um fen&ocirc;meno demogr&aacute;fico   importante para o c&aacute;lculo da cobertura vacinal como   o da mortalidade infantil, fatos significativos especialmente nos pequenos munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As estimativas populacionais do IBGE e aquelas    projetadas pelo Datasus com dados preliminares do IBGE, s&atilde;o feitas tomando    como ponto de refer&ecirc;ncia a popula&ccedil;&atilde;o do dia 1 de julho.<sup>14</sup>    S&atilde;o elaboradas com metodologias baseadas em tend&ecirc;ncias demogr&aacute;ficas    passadas e acredita-se que a precis&atilde;o diminua quanto mais se distancia    do ano censit&aacute;rio e que isto resulta em sobrenumera&ccedil;&atilde;o    nas estimativas, particularmente dos menores de um ano de idade, enquanto o    Sinasc &eacute; um sistema mais sens&iacute;vel para detectar as transforma&ccedil;&otilde;es    demogr&aacute;ficas em curso na popula&ccedil;&atilde;o brasileira, como a queda    da natalidade e fecundidade.<sup>4,9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A proje&ccedil;&atilde;o de nascimentos RCoortes    segue a l&oacute;gica demogr&aacute;fica de proje&ccedil;&otilde;es e resulta    de metodologia que se prop&otilde;e mais adequada para pequenas &aacute;reas    (microrregi&otilde;es ou munic&iacute;pios). A diferen&ccedil;a b&aacute;sica    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas do Datasus/IBGE &eacute; que    aquela trata de estimativas de nascimentos e esta de estimativas de menores    de um ano de idade. Provavelmente, esta &eacute; uma raz&atilde;o para a maior    aproxima&ccedil;&atilde;o dos nascimentos projetados em rela&ccedil;&atilde;o    ao total de menores de um ano de idade estimado pelo Datasus/IBGE. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro fato que deve ser considerado &eacute;    que as taxas de crescimento anual se comportam diferentes nos estados e munic&iacute;pios.    Para o pa&iacute;s, no per&iacute;odo de 1991 a 2000, foi igual a 1,6%, enquanto    nos estados do Amap&aacute; (AP), Roraima (RR) e Mato Grosso (MT) foram superiores    a 3%. Houve perda populacional em munic&iacute;pios da regi&atilde;o sul, no    extremo norte do RS, oeste de SC e parte central do Paran&aacute; (PR) e nos    estados de Minas Gerais (MG), Bahia (BA), Para&iacute;ba (PB) e Piau&iacute;    (PI).<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Rio Grande do Norte, levando-se em conta     os dados do Censo do ano 2000, constatou-se uma subenumera&ccedil;&atilde;o   de nascimentos em pelo menos 54,2%   (90) dos munic&iacute;pios dos 166 munic&iacute;pios existentes &agrave;   &eacute;poca. Naqueles foram captados menos de 80% dos   nascimentos, enquanto para outros a cobertura chegou   a 112%.<sup>16</sup> Isto ocorreu possivelmente pela estrutura dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de para a aten&ccedil;&atilde;o ao parto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em MG, an&aacute;lise equivalente para o mesmo    ano, revelou uma cobertura do Sinasc no estado de 88%.<sup>17</sup> Este &uacute;ltimo    trabalho n&atilde;o faz refer&ecirc;ncia &agrave;s coberturas municipais, mas    ressalta que o sistema de um modo geral oferece indicadores valiosos sobre a    sa&uacute;de materna e infantil, e do ponto de vista da cobertura estaria pr&oacute;ximo    do ideal (&#8805 90%) o que possibilitaria a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores    fidedignos para este grupo. No que tange ao desempenho em registrar os nascimentos    estimados (cobertura), pode-se considerar que tem uma boa cobertura no contexto    das UF, levando-se em conta o par&acirc;metro &#8805 90%, pois somente tr&ecirc;s    UF no ano estudado captaram menos de 80% dos nascimentos estimados pelo IBGE    - Roraima, Alagoas e Bahia - no entanto, ainda carece de melhorias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabe-se que existem diferenciais importantes     na cobertura dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de no   pa&iacute;s, em parte atribu&iacute;dos &agrave; qualidade e capacidade dos   servi&ccedil;os de sa&uacute;de em captar esses registros. Sobre o   Sinasc, em que pese ainda ocorrer sub-registro, &eacute; um   sistema que amplia progressivamente o seu desempenho   em captar nascimentos. A maioria dos estados das regi&otilde;es sul e sudeste tem boa cobertura segundo o crit&eacute;rio de qualidade recomendado pela Ripsa para a fonte v&aacute;lida do n&uacute;mero de nascimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Particularmente na regi&atilde;o sul, identificou-se uma   importante queda no n&uacute;mero de nascimentos notificados   em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo de 1995 a 2001, atingindo   um decr&eacute;scimo de 12%.4 Esse fen&ocirc;meno possivelmente   se intensificou nos &uacute;ltimos anos e se reflete nas baixas   coberturas vacinais observadas em parte dos munic&iacute;pios   dessa regi&atilde;o, em especial no Rio Grande do   Sul. Considerando que a base de dados do Sinasc tem   uma defasagem m&eacute;dia de dois anos, pode n&atilde;o refletir fielmente a queda da fecundidade naquele estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante registrar que o crescimento relativo da   popula&ccedil;&atilde;o brasileira demonstra desacelera&ccedil;&otilde;es desde   a d&eacute;cada de 1970 do s&eacute;culo passado tendo como uma   das causas a queda da natalidade, que declinou de 23,4   em 1991 para 20,6 por mil habitantes em 2004, com diferenciais nas regi&otilde;es geogr&aacute;ficas.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na regi&atilde;o Nordeste, encontrou-se uma cobertura   do Sinasc de 79,1% em rela&ccedil;&atilde;o aos nascimentos do   Censo 2000. O Rio Grande do Norte, Pernambuco e   Sergipe formaram o grupo de UF com maior n&iacute;vel de   cobertura, pr&oacute;ximo de 90%, e valores abaixo da m&eacute;dia   regional foram encontrados no MA, 60%, AL 72%, e   BA 78,4%.<sup>19</sup> Comparadas com a cobertura do ano de   2005, verificou-se crescimento no MA (90,6%) e AL (76,0%), na BA notou-se uma discreta queda (77,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o que a SVS/MS faz acerca do desempenho   na capta&ccedil;&atilde;o de nascimentos pelo Sistema de   Informa&ccedil;&atilde;o Sinasc (cobertura do Sinasc) no pa&iacute;s &eacute;   que este &eacute; crescente. A referida avalia&ccedil;&atilde;o baseia-se   em estimativas demogr&aacute;ficas com metodologias diferentes,   sendo uma de natureza longitudinal, com   base em tend&ecirc;ncias passadas da fecundidade, gerando   estimativas de nascimentos a partir de 1991 at&eacute; 2030,   e outra de natureza transversal, verificando as coortes   de nascimentos em cada momento. A m&eacute;dia de crescimento   nacional em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo de 2000 a 2004   foi de 87,4% pela estimativa longitudinal e 90,5% pela   estimativa transversal.<sup>20</sup> Para o ano de 2005 avalia-se   que o Sinasc captou 92% dos nascimentos estimados pelo IBGE.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave;s CV, a literatura registra uma   ampla variedade de estudos, grande parte comparando   dados administrativos com inqu&eacute;ritos (coberturas reais).   Sobre denominadores adequados para o c&aacute;lculo,   os estudos s&atilde;o escassos, em que pese a import&acirc;ncia dessa problem&aacute;tica no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prop&oacute;sito, estudo realizado no RS sobre metodologia   de avalia&ccedil;&atilde;o de CV diferente da cl&aacute;ssica adotada   pelo PNI, os autores, ao abordarem sobre o uso do   Sinasc, apontam o fato de a base ser formada pelos   nascidos vivos que sobrevivem aos primeiros meses   de vida. Destacam o fato dos esquemas de vacina&ccedil;&atilde;o   para a maioria das vacinas se iniciarem no segundo   m&ecirc;s de vida e crian&ccedil;as nascidas nos &uacute;ltimos meses do   ano ser&atilde;o vacinadas no ano seguinte, e nos primeiros   meses, se chegarem aos servi&ccedil;os na &eacute;poca indicada   para vacinar. Assim, os menores de tr&ecirc;s meses de idade   que se vacinam no in&iacute;cio do ano calend&aacute;rio pertencem,   em sua maioria, &agrave; coorte de rec&eacute;m-nascidos do ano   anterior. Com base neste fato, os autores alertam para   a necessidade de precis&atilde;o sobre a coorte de nascidos vivos e seu seguimento.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse mesmo estado (RS), uma an&aacute;lise comparativa    dos dados administrativos e de um inqu&eacute;rito de cobertura vacinal feita    para uma unidade de sa&uacute;de da periferia da zona norte no munic&iacute;pio    de Porto Alegre mostrou diferen&ccedil;as de CV nas duas fontes. Essas diferen&ccedil;as    foram atribu&iacute;das em parte, ao denominador que se baseava em estimativas    irreais e, em outra parte, pela mobilidade da popula&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;prio    munic&iacute;pio. Constataram que 12% das crian&ccedil;as iniciaram o esquema    vacinal em um servi&ccedil;o e conclu&iacute;ram em outros e 16% foram vacinadas    em outros servi&ccedil;os, o que para os autores estes percentuais podem representar    a migra&ccedil;&atilde;o.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m de erros pr&oacute;prios das estimativas populacionais   subestimando ou superestimando a popula&ccedil;&atilde;o   alvo que comp&otilde;e o denominador, outros s&atilde;o acrescidos   e comprometem o conhecimento da real cobertura   vacinal e que est&atilde;o relacionados ao numerador.   Ressalte-se a forma como ele &eacute; constitu&iacute;do: n&uacute;mero   de doses aplicadas e n&atilde;o crian&ccedil;a vacinada, registro   por local de ocorr&ecirc;ncia da vacina&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o da proced&ecirc;ncia   do vacinado. A qualidade deste componente se   constitui de fundamental import&acirc;ncia na composi&ccedil;&atilde;o desse indicador.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dentre as limita&ccedil;&otilde;es do SI-API para o c&aacute;lculo das   CV citam-se, entre outros: a contagem dos frascos   utilizados como total de doses aplicadas, incorre&ccedil;&atilde;o   nos registros de doses, desconhecimento da parcela   da popula&ccedil;&atilde;o que utiliza servi&ccedil;os privados n&atilde;o   cadastrados   no SI-API.<sup>24</sup> Somam-se a estes problemas,   o desconhecimento sobre a magnitude da mobilidade   da popula&ccedil;&atilde;o e migra&ccedil;&atilde;o entre munic&iacute;pios, estados, pa&iacute;s e at&eacute; entre fronteiras internacionais, fornecer relat&oacute;rio que permita conhecer a evas&atilde;o do usu&aacute;rio do Programa de Imuniza&ccedil;&otilde;es mas n&atilde;o o identifica, impedindo a busca ativa do mesmo, contar doses utilizadas, n&atilde;o necessariamente pessoas vacinadas, fatos que levam a inconsist&ecirc;ncias nos dados registrados que s&atilde;o de dif&iacute;cil detec&ccedil;&atilde;o no sistema, no modo como atualmente captam os dados sobre vacina&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Tudo isso influencia nos resultados das CV tornando-as pouco confi&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O SI-API &eacute; um sistema com abrang&ecirc;ncia nacional,   descentralizado para 100% das salas de vacinas e informatizado   em cerca de 5.300 munic&iacute;pios. Integra o   elenco de sistemas de informa&ccedil;&otilde;es com fluxo e prazo   definidos pela Portaria MS N<sup>o</sup> 1.172/04 revogada recentemente   pela Portaria 3.252/2009. &Eacute; alimentado   compulsoriamente tendo como instrumento de coleta   de dados o Boletim Di&aacute;rio de Doses Aplicadas. Este &eacute;   um instrumento sujeito a uma s&eacute;rie de erros que levam   a superestimar ou subestimar as coberturas vacinais   pela forma como o registro &eacute; feito: de modo manual   em um formul&aacute;rio contendo campos numerados. No   caso espec&iacute;fico da vacina DTP+Hib s&atilde;o 140 campos   que, uma vez marcados, seja com um X ou um tra&ccedil;o,   ou equivalente, cada campo corresponde a uma dose   do imunobiol&oacute;gico aplicada na faixa et&aacute;ria e dose   correspondente do esquema (primeira; segunda ou terceira dose).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, o fato da informa&ccedil;&atilde;o ser amplamente   descentralizada permite facilmente identificar   a tend&ecirc;ncia dos registros; realizar estudos para subsidiar   uma an&aacute;lise qualitativa e o direcionamento das   a&ccedil;&otilde;es; comparar a popula&ccedil;&atilde;o alvo com popula&ccedil;&otilde;es   de   outros sistemas de informa&ccedil;&otilde;es, como por exemplo o   Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica   (SIAB) em   &aacute;reas cobertas com as estrat&eacute;gias do Programa Agentes   Comunit&aacute;rios e de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e, indiretamente,   avaliar o desempenho na capta&ccedil;&atilde;o do Sinasc, especialmente no munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A queda de fecundidade amplamente divulgada,   observada com mais intensidade nos estados do sul   e sudeste do pa&iacute;s, captada no Sinasc mais precocemente,   comparando-se &agrave;s proje&ccedil;&otilde;es de nascimentos   e estimativas de menores de um ano de idade pelo   IBGE, al&eacute;m de baixa capta&ccedil;&atilde;o de NV (&lt;90%) no Sinasc   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s estimativas populacionais em parcela   significativa dos munic&iacute;pios, indicam a necessidade de se refletir sobre quais estimativas de CV est&atilde;o sendo disponibilizadas. E ainda, quanto essas estimativas est&atilde;o aproximadas da realidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disso, aponta os desafios a superar para o   alcance da homogeneidade de CV, sobretudo considerando   os pequenos munic&iacute;pios. No entanto, as incertezas   sobre a real cobertura e qualidade do Sinasc,   mais uma vez refor&ccedil;ando o papel que tem os munic&iacute;pios   com pequenas popula&ccedil;&otilde;es no contexto geral,   aparentemente n&atilde;o conferem inferioridade ao sistema   quando comparadas &agrave;s estimativas populacionais, uma vez que nestes as estimativas parecem menos precisas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A investiga&ccedil;&atilde;o realizada indicou que, para munic&iacute;pios   de grande porte populacional, a partir de 1.000   NV/ano, qualquer das bases estudadas seria igualmente   adequada para estimar as CV neste grupo de idade.   Nestes munic&iacute;pios est&aacute; concentrada a propor&ccedil;&atilde;o   de   62,5% dos nascidos vivos em 2005. As estimativas de   nascimentos RCoortes s&atilde;o equivalentes, ou pr&oacute;ximas   &agrave;s estimativas de menores de um ano de idade IBGE   no contexto das UF. Entretanto, n&atilde;o s&atilde;o igualmente   compar&aacute;veis quando se utiliza as estimativas de menores   de um ano de idade feitas pelo Datasus a partir da   popula&ccedil;&atilde;o geral estimada IBGE para os munic&iacute;pios. &Eacute;   poss&iacute;vel que as diferen&ccedil;as encontradas nessas estimativas   reflitam uma margem de erro (n&atilde;o mensurada   neste estudo) ao estimar a raz&atilde;o do Sinasc (cobertura)   nos munic&iacute;pios tendo como refer&ecirc;ncia as estimativas   populacionais do Datasus/IBGE e estimativas de nascimentos RCoortes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o do Sinasc no pa&iacute;s ampliou as oportunidades   de pesquisa com base populacional sobre   nascimentos vivos, no entanto, deve-se ter como um   ponto priorit&aacute;rio buscar cobertura e fidedignidade   das informa&ccedil;&otilde;es como meio de fornecer indicadores   confi&aacute;veis quando se utilizam estes dados no denominador.   Os estudos realizados acerca da cobertura do   Sinasc apontam para a ocorr&ecirc;ncia de sub-registro desse   sistema de informa&ccedil;&atilde;o, mas reconhecem o seu aperfei&ccedil;oamento   e import&acirc;ncia para vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica na constru&ccedil;&atilde;o de indicadores de sa&uacute;de infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; salutar, com base nessas observa&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es   de outros estudos que, para melhor gest&atilde;o do   SI-API, incorporem-se mudan&ccedil;as na forma de coleta   da informa&ccedil;&atilde;o sobre doses aplicadas e da pessoa   vacinada: um sistema com registro nominal e por   proced&ecirc;ncia;<sup>25,26</sup> desencadear uma avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa   da situa&ccedil;&atilde;o integrada com a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica,   iniciando-se pelos munic&iacute;pios menos populosos e cobertos pela estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia; buscar maior integra&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de informa&ccedil;&atilde;o e imuniza&ccedil;&otilde;es em todas as esferas de gest&atilde;o do SUS, para promover o monitoramento dos dados de coberturas vacinais e do Sinasc nos munic&iacute;pios, particularmente naqueles onde os resultados s&atilde;o at&iacute;picos. Coberturas vacinais abaixo de 50% e acima de 110% devem se constituir "eventos sentinelas" para avaliar erro de registro de doses aplicadas, subcobertura ou sobrenumera&ccedil;&atilde;o de nascimentos nos estados e munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Enquanto n&atilde;o for modificada a forma de registro da   vacina&ccedil;&atilde;o no SI-API, devem ser incorporadas cr&iacute;ticas   sobre a qualidade dos dados e, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o   ao numerador, que permitam chegar ao registro das   doses efetivamente aplicadas, mas que estabele&ccedil;am   mecanismos de controle, especialmente um "alerta"   que permita uma avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, pelo menos no momento   da digita&ccedil;&atilde;o dos dados, em rela&ccedil;&atilde;o aos valores at&iacute;picos j&aacute; citados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conclui-se que o Sinasc representa, com base   no exposto, a melhor fonte dispon&iacute;vel para estimar   as coberturas vacinais nos menores de um ano, e   certamente, nos menores de cinco anos de idade.   Ressalte-se a necessidade de monitoramento da sua   cobertura para a melhoria na constru&ccedil;&atilde;o desse e de   outros indicadores que o utilizem como denominador   no c&aacute;lculo. Recomenda-se cautela nos munic&iacute;pios com   popula&ccedil;&atilde;o alvo &lt;1.000 crian&ccedil;as e mais especificamente   &lt;100 crian&ccedil;as, onde a vulnerabilidade na capta&ccedil;&atilde;o dos nascimentos pareceu mais acentuada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As estimativas de nascimentos RCoortes podem     ser utilizadas nesses casos como popula&ccedil;&atilde;o alternativa   para estimar as coberturas vacinais nessa faixa et&aacute;ria,   mas, sobretudo devem ser base de monitoramento do   desempenho do Sinasc em captar os nascimentos no   &acirc;mbito dos munic&iacute;pios para sua valida&ccedil;&atilde;o (ou n&atilde;o)   como proje&ccedil;&atilde;o de nascimentos. Por serem baseadas   em metodologias aplic&aacute;veis neste contexto geogr&aacute;fico   (munic&iacute;pio) devem ser dotadas de maior precis&atilde;o   quando comparadas &agrave;s estimativas populacionais do Datasus/IBGE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m do mais, as proje&ccedil;&otilde;es     RCoortes s&atilde;o feitas   tomando   como base dois censos quinquenais adaptando-se   para tempos anuais. Isto certamente reduz o erro   nas estimativas pelo encurtamento no tempo, uma vez   que utiliza indicadores demogr&aacute;ficos mais atualizados   e adequados &agrave; din&acirc;mica populacional, como por exemplo, a fecundidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#f2">Figura 2</a> apresenta o algoritmo de passos e     decis&otilde;es   metodol&oacute;gicas conduzidos e que aportam as conclus&otilde;es deste estudo.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n3/3a02f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, deve-se considerar que a din&acirc;mica   dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, por conseguinte a cobertura e   qualidade das informa&ccedil;&otilde;es dos distintos sistemas de   informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de, est&atilde;o intrinsecamente ligadas   &agrave; gest&atilde;o, o que requer monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dessas informa&ccedil;&otilde;es na perspectiva de fornecer indicadores de sa&uacute;de mais confi&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Agradecimentos</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Agradecimentos &agrave; Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de   pela oportunidade e ao apoio dados pelos colegas da CGPNI, por Jo&atilde;o Greg&oacute;rio Junior e Expedito Luna.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Refer&ecirc;ncias</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Moraes JC, Ribeiro MCSA, Sim&otilde;es O,     Castro PCC, Barradas RB. Cobertura vacinal no primeiro ano   de vida em quatro cidades do Estado de S&atilde;o Paulo,   Brasil. Revista Panamericana de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;8(5):332-341.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Jardim MLT. Metodologias de Estimativas e   Proje&ccedil;&otilde;es Populacionais para &Aacute;reas Menores:   a experi&ecirc;ncia do Rio Grande do Sul. &#91;Internet&#93;.   &#91;acessado 26 jun 2007&#93;. Dispon&iacute;vel em:   <a href="http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf./2000/Todos/pdf" target="_blank">http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf./2000/Todos/pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Borges AS, Marques SM, Brito LPG, Silva VRL,   Jannuzzi PM. Proje&ccedil;&otilde;es populacionais no Brasil:   subs&iacute;dios para o seu aprimoramento &#91;Internet&#93;.   &#91;acessado 29 dez 2007&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2006/docspdf/ABEP2006_901.pdf" target="_blank">http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2006/docspdf/ABEP2006_901.pdf</a>/</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia   em Sa&uacute;de. Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o   de Sa&uacute;de. Utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados do Sistema de   Informa&ccedil;&atilde;o de Nascidos Vivos como denominadores   para o c&aacute;lculo das coberturas vacinais. Nota T&eacute;cnica.   Bras&iacute;lia; 2003. Mimeografado.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Brasil. Portaria n<sup>o</sup> 1.172 de 15 de junho     de 2004. Regulamenta a NOB SUS 01/96 no que se refere   &agrave;s compet&ecirc;ncias da Uni&atilde;o, Estados, Munic&iacute;pios e   Distrito Federal, na &aacute;rea de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,   define a sistem&aacute;tica de financiamento e d&aacute; outras   provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia,   p. 58, 17 jun. 2004. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Brasil. Portaria N<sup>o</sup> 91/GM de 10   de Janeiro de 2007. Regulamenta a unifica&ccedil;&atilde;o do processo de pactua&ccedil;&atilde;o   de indicadores e estabelece os indicadores do Pacto   pela Sa&uacute;de a serem pactuados por Munic&iacute;pios,   Estados e Distrito Federal. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,   Bras&iacute;lia, p. 33, 16 de jan. 2007. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Duarte EC,   Schineider MC, Paes-Sousa R, Ramalho WM, Sardinha LMV, Silva Junior JB, et   al. Epidemiologia das desigualdades em sa&uacute;de no Brasil:   um estudo explorat&oacute;rio. Bras&iacute;lia: OPAS, 2002. 123p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Oliveira   JC. Indicadores Sociodemogr&aacute;ficos.   Prospectivos para o Brasil 1991-2030. Projeto UNFPA/BRASIL (BRA/02/PO2) - S&atilde;o   Paulo: Arbeit Factory Editora e Comunica&ccedil;&atilde;o; Rio de Janeiro:   IBGE; 2006. 131 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD, Andrade SM.     Avalia&ccedil;&atilde;o   do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Sobre Nascidos Vivos e o   Uso de seus dados em Epidemiologia e Estat&iacute;sticas de Sa&uacute;de. Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993;27(Supl):1-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Frias   PG, Pereira PMH, Vidal AS, Lira PIC. Avalia&ccedil;&atilde;o   da cobertura do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Sobre   Nascidos Vivos e a contribui&ccedil;&atilde;o das fontes potenciais   de notifica&ccedil;&atilde;o do nascimento em dois Munic&iacute;pios de   Pernambuco, Brasil. Revista Epidemiologia e Servi&ccedil;os   de Sa&uacute;de 2007;16(2):93-101.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Crespo DC, Bastos AA, Cavalcanti WA.   A Pesquisa do Registro Civil: condicionantes do sub-registro de   nascimentos e perspectivas de melhorias da cobertura   &#91;Internet&#93;. &#91;acessado em 26 jun 2007&#93;. Dispon&iacute;vel   em: <a href="http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro%202006/docs.pdf/ABEP2006_581.pdf" target="_blank">http://www.abep.nepo.unicamp.br/ encontro   2006/docs. pdf / ABEP2006_581.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Barbosa LM. Avalia&ccedil;&atilde;o da   qualidade do Sinasc: n&iacute;veis   e padr&otilde;es de fecundidade no Nordeste. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o   de Mestrado&#93;. Minas Gerais: Universidade Federal de   Minas Gerais; 1999.   </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Vilarino MAM, Acosta LMW. An&aacute;lise     das Coberturas Vacinais de Porto Alegre dos &uacute;ltimos 6 anos e sua   implica&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de publica. Boletim Epidemiol&oacute;gico   2005;7(25).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Popula&ccedil;&atilde;o Residente.   Origem dos dados. Notas t&eacute;cnicas. &#91;acessado em 20 fev 2007   para dados de 2005&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=02">http://tabnet.   datasus.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Tend&ecirc;ncias demogr&aacute;ficas: uma an&aacute;lise dos resultados da amostra    sobre o censo 2000 &#91;Internet&#93;. &#91;acessado em 20 fev 2007&#93;. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/sinopse_preliminar/Censo2000sinopse.pdf">http://www.ibge.gov.    br/home/ estat&iacute;stica/popula&ccedil;&atilde;o/sinopse preliminar/ Censo2000    sinopse.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Barbosa LM, Freire FHM. O Sinasc como fonte     de informa&ccedil;&atilde;o sobre fecundidade no Rio Grande do   Norte. In: Anais do 10<sup>o</sup> Encontro Nacional de Estudos   Populacionais; 2000; Caxambu, MG, Brasil:   ABEP; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Souza LM. Avalia&ccedil;&atilde;o do Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Nascidos Vivos - Sinasc, Minas Gerais e Mesorregi&otilde;es,    2000. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Belo Horizonte: Universidade    Federal de Minas Gerais; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Instituto Brasileiro de Geografia   e Estat&iacute;stica. S&iacute;ntese   de Indicadores Sociais de 2005 &#91;Internet&#93;. Dispon&iacute;vel   em: <a href="http://www.ibge.gov.br">http://www.ibge.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Barbosa LM. Avalia&ccedil;&atilde;o da     qualidade das informa&ccedil;&otilde;es   sobre fecundidade provenientes do Sinasc no   Nordeste, 2000. Revista Brasileira de Estudos de   Popula&ccedil;&atilde;o &#91;Internet&#93;. 2005 &#91;acessado em 20 fev   2007&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/rev_inf/vol22_n1_2005/vol22_n1_2005_9artigo_p141a158.pdf." target="_blank">http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/rev_inf/vol22_n1_2005/vol22_n1_2005_9artigo_p141a158.pdf.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria   de Vigil&acirc;ncia em   Sa&uacute;de. Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o em   Sa&uacute;de. Mortalidade Infantil no Brasil: determinantes   e desigualdade. Cobertura do Sinasc. Bras&iacute;lia; 2006.   620 p. (S&eacute;rie Sa&uacute;de Brasil 2006).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Souza. MFM. Avalia&ccedil;&atilde;o   das Informa&ccedil;&otilde;es sobre   Nascidos Vivos (Sinasc). Evolu&ccedil;&atilde;o Brasil e Nordeste.   Painel: O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Nascidos   Vivos, o Registro Civil e o Programa de Vacina&ccedil;&atilde;o.   Oficina sobre estimativas de nascimentos e &oacute;bitos   para a regi&atilde;o Nordeste do Brasil. Natal: UFRN; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Porto MR, Rosa   RS. Cobertura vacinal no Rio Grande do Sul: novos instrumentos de busca de   informa&ccedil;&otilde;es   para ampliar a a&ccedil;&atilde;o gerencial. Revista do Hospital de   Cl&iacute;nicas de Porto Alegre 2005;1(2):1-36.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Miranda AS. Avalia&ccedil;&atilde;o da cobertura     vacinal do esquema b&aacute;sico para o primeiro ano de vida. Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica 1995;29(3):208-214.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Moraes JC, Ribeiro   MCSA, Sim&otilde;es O, Castro PCC,   Barradas RB. Qual &eacute; a cobertura vacinal real?   Revista Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2003;12(3):147-153.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Comiss&atilde;o de Monitoramento e Avalia&ccedil;&atilde;o   do conjunto de a&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em o Sistema Nacional de   Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio da 1<sup>a</sup> Reuni&atilde;o   realizada nos dias 4 e 5 de setembro de 2006.   Bras&iacute;lia; 2006. Mimeografado.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em   Sa&uacute;de. Homogeneidade de coberturas vacinais. In:   Anais da 2<sup>a</sup> Expoepi: Mostra de Experi&ecirc;ncias Bemsucedidas   em Epidemiologia, Preven&ccedil;&atilde;o e Controle de   Doen&ccedil;as; 2003; Bras&iacute;lia, Brasil. Bras&iacute;lia; 2003.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    <br>   Secret&aacute;ria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral do Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es,    <br>   Setor Comercial, Quadra 4, Bloco A,    <br>   Edif&iacute;cio Principal, 4 andar,    <br>   Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    <br>   CEP:70304-000    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:antonia.teixeira@saude.go.br">antonia.teixeira@saude.go.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 29/09/2009    <br>   Aprovado em 20/04/2010</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Este      estudo &eacute; parte integrante da disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado      profissionalizante  realizado pelo ISC/UFBA com apoio da Secretaria de Vigil&acirc;ncia      em Sa&uacute;de/MS.</font></p>      ]]></body><back>
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