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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre aleitamento materno e internações por doenças diarreicas nas crianças com menos de um ano de vida nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal, 2008]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: evaluate the relationship between breastfeeding and hospitalization due to diarrheal diseases among children under one year of life in Brazilian state capitals and the Federal District, in 2008. METHODOLOGY: this is an epidemiological ecological study that employ Brazilian secondary data ofhospitalization due to diarrheal diseases (outcome) andbreastfeedingprevalences (exposure); a binomial negative statisticalmodelhas been estimated [confidence interval (Cl) of 95%], adjusted by water supply, sanitation and analfabetism ofthe population. RESULTS: both exclusive breastfeeding (RT = 0.76; CI95%: 0.61-0.94) and breastfeeding in children from nine to twelve incomplete months of life (RT = 0.72; CI95%j 0.52-0.99) can reduce hospitalization rates due to diarrheal diseases among the population. CONCLUSION: the results suggest that breastfeeding is an important practice to reduce hospitalization mean taxes due to diarrheal diseases among children up to one year of age.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre aleitamento materno e interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as diarreicas nas crian&ccedil;as com menos  de um ano de vida nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal, 2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Relationship between breastfeeding  and hospitalization due to diarrheal diseases among children under one year of  life in Brazilian State Capitals and the Federal District, 2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Cristiano Siqueira Boccolini<sup>I</sup>; Patr&iacute;cia de Moraes Mello Boccolini<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o de Epidemiologia e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Escola  Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Rio de  Janeiro-RJ, Brasil. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e Defesa Civil, Prefeitura Municipal  do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    <br> <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva,  Instituto de Estudos em   Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio  de Janeiro-RJ, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre  aleitamento materno e interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as diarreicas em crian&ccedil;as com menos  de um ano de vida nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, em 2008.    <br> <b>METODOLOGIA: </b>trata-se de estudo epidemiol&oacute;gico ecol&oacute;gico que utiliza dados secund&aacute;rios  de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as diarr&eacute;icas (desfecho) e de preval&ecirc;ncia de aleitamento  materno (exposi&ccedil;&atilde;o); foi estimado modelo estat&iacute;stico binomial negativo  &#091;intervalo de confian&ccedil;a (IC) de 95%&#093;, ajustado por rede de abastecimento de  &aacute;gua e esgoto e analfabetismo da popula&ccedil;&atilde;o.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>tanto o  aleitamento materno exclusivo (raz&atilde;o de taxas = 0,76; IC<sub>95%</sub>:  0,61-0,94) quanto o aleitamento materno em crian&ccedil;as com nove a doze meses  incompletos de vida (raz&atilde;o de taxas = 0,72; IC<sub>95%</sub>: 0,52-0,99) podem  reduzir as taxas de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as diarreicas na popula&ccedil;&atilde;o estudada.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>os resultados sugerem que o aleitamento materno &eacute; uma pratica importante  para redu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da taxa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por doen&ccedil;as diarreicas na popula&ccedil;&atilde;o  de crian&ccedil;as com menos de um ano de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>aleitamento  materno; diarreia; hospitaliza&ccedil;&atilde;o; distribui&ccedil;&atilde;o de Poisson.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>evaluate the relationship between  breastfeeding and hospitalization due to diarrheal diseases among children  under one year of life in Brazilian state capitals and the Federal   District, in 2008.    <br> <b>METHODOLOGY: </b>this is an epidemiological  ecological study that employ Brazilian secondary data ofhospitalization due to  diarrheal diseases (outcome) andbreastfeedingprevalences (exposure); a  binomial negative statisticalmodelhas been estimated &#091;confidence interval (Cl)  of 95%&#093;, adjusted by water supply, sanitation and analfabetism ofthe  population.    <br>   <b>RESULTS: </b>both exclusive breastfeeding (RT = 0.76; CI<sub>95%</sub>:  0.61-0.94) and breastfeeding in children from nine to twelve incomplete months  of life (RT = 0.72; CI<sub>95%</sub>j 0.52-0.99) can reduce hospitalization  rates due to diarrheal diseases among the population.    <br>   <b>CONCLUSION: </b>the  results suggest that breastfeeding is an important practice to reduce  hospitalization mean taxes due to diarrheal diseases among children up to one  year of age.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key  words: </b>breastfeeding;  diahrrea; hospitalization; Poisson distribution.</font><font size="2" face="verdana"><i>&nbsp;</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em cidades de diversas regi&otilde;es do Brasil, observa-se uma tend&ecirc;ncia  ao decr&eacute;scimo da mortalidade por doen&ccedil;as diarreicas infecciosas. Esse  decr&eacute;scimo, contudo, n&atilde;o ocorre de forma igual em todas as regi&otilde;es,  apresentando diferen&ccedil;as significativas desse padr&atilde;o no Brasil. A  morbimortalidade por doen&ccedil;as diarreicas ainda &eacute; um importante problema de sa&uacute;de  p&uacute;blica. Respons&aacute;vel por cerca de 4 milh&otilde;es de mortes a cada ano nos pa&iacute;ses em  desenvolvimento, ela corresponde &agrave; segunda causa de interna&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as com  menos de um ano de idade no Estado do Rio de Janeiro.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A incid&ecirc;ncia da hospitaliza&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as diarreicas tamb&eacute;m t&ecirc;m  diminuido e pode estar relacionada &agrave; renda familiar, ao peso ao nascer, &agrave;  escolaridade materna e &agrave; melhoria no abastecimento de &aacute;gua e da rede de esgoto.<sup>4-6</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O aleitamento materno traz muitos benef&iacute;cios para as m&atilde;es  e seus beb&ecirc;s, incluindo a diminui&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as diarreicas e da  mortalidade infantil, o que contribui para o alcance de uma das metas dos  Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio.<sup>5,7,8-10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em consequ&ecirc;ncia da pol&iacute;tica nacional de aleitamento materno, a  preval&ecirc;ncia do aleitamento materno vem aumentando nas capitais brasileiras e no  Distrito Federal de forma significativa; principalmente, a preval&ecirc;ncia de  aleitamento materno exclusivo, embora haja disparidades entre as macrorregi&otilde;es  do pa&iacute;s.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tendo em vista as diferen&ccedil;as nos padr&otilde;es de aleitamento e de  doen&ccedil;as diarreicas existentes entre as capitais, e a import&acirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o da  morbimortalidade por causas evit&aacute;veis, torna-se fundamental o estudo da rela&ccedil;&atilde;o  entre aleitamento materno e interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as diarreicas em crian&ccedil;as com  menos de um ano de vida nas capitais brasileiras e no Distrito Federal.  Espera-se, assim, identificar e mensurar o efeito m&eacute;dio que as pr&aacute;ticas do aleitamento  materno observadas nas capitais dos Estados e no Distrito Federal possam ter  sobre as taxas m&eacute;dias de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar na popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com  menos de um ano de vida nessas cidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trata-se de estudo epidemiol&oacute;gico anal&iacute;tico ecol&oacute;gico, cuja  popula&ccedil;&atilde;o estudada foi a de crian&ccedil;as menores de um ano de idade residentes nas  capitais brasileiras e no Distrito Federal, no ano de 2008.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados utilizados foram secund&aacute;rios, oriundos do Departamento de  Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Datasus)<sup>12</sup> e da 'II Pesquisa  de Preval&ecirc;ncia de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito  Federal', de 2008.<sup>11,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foi inclu&iacute;do no estudo o total da popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as menores de  um ano residentes em cada capital e no Distrito Federal em 2008, obtido do  Departamento de Inform&aacute;tica do SUS (Datasus) e agregado por munic&iacute;pio.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram definidos como desfecho os casos de interna&ccedil;&otilde;es  hospitalares por doen&ccedil;as diarreicas e gastroenterites infecciosas de origem  presum&iacute;vel em 2008, registrados no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do SUS  (SIH/SUS) de acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e  Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de - D&eacute;cima Revis&atilde;o (CID-10), de crian&ccedil;as com menos  de um ano de vida, por local de resid&ecirc;ncia. O menor n&iacute;vel de agrega&ccedil;&atilde;o dessa  vari&aacute;vel foi individual, sem a identifica&ccedil;&atilde;o do sujeito. A capital do Acre (Rio  Branco-AC) n&atilde;o foi inclu&iacute;da por n&atilde;o possuir informa&ccedil;&otilde;es sobre o desfecho.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram consideradas como vari&aacute;veis explicativas, agregadas por  munic&iacute;pio: 1) propor&ccedil;&atilde;o de casas com rede geral de &aacute;gua canalizada em pelo  menos um domic&iacute;lio; 2) propor&ccedil;&atilde;o de casas com rede geral de esgoto ou pluvial  em pelo menos um c&ocirc;modo; 3) propor&ccedil;&atilde;o de pessoas alfabetizadas.<sup>12</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A propor&ccedil;&atilde;o de pessoas alfabetizadas foi considerada como uma  medida aproximada dos n&iacute;veis de pobreza da popula&ccedil;&atilde;o (vari&aacute;vel <i>proxy).</i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar da vari&aacute;vel 'pobreza' estar dispon&iacute;vel no Datasus (como  percentual de pobreza), para esta an&aacute;lise, decidiu-se manter somente o  percentual de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, pois ambas vari&aacute;veis possuem elevado grau de  correla&ccedil;&atilde;o (correla&ccedil;&atilde;o de Spearman: r=0,66; p&lt;0,001); ou seja, quanto maior  a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas alfabetizadas, menores as propor&ccedil;&otilde;es de pobreza. Isso  pode ser indicativo de colinearidade entre essas vari&aacute;veis, e gerar maior imprecis&atilde;o nas estimativas dos modelos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As vari&aacute;veis 'rede geral de &aacute;gua' e 'alfabetiza&ccedil;&atilde;o' foram obtidas  do censo demogr&aacute;fico realizado em 2000, enquanto as demais referem-se ao ano de  2008.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As informa&ccedil;&otilde;es referentes ao aleitamento materno entre crian&ccedil;as  com menos de um ano de vida foram obtidas a partir da publica&ccedil;&atilde;o da 'II  Pesquisa de Preval&ecirc;ncia de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e  Distrito Federal', realizada em 2008, tendo os munic&iacute;pios como menor n&iacute;vel de  agrega&ccedil;&atilde;o. Foram utilizadas as m&eacute;dias pontuais da preval&ecirc;ncia de aleitamento  materno exclusivo e da preval&ecirc;ncia de aleitamento materno em crian&ccedil;as com nove  a doze meses incompletos de vida, em cada cidade.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As taxas de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;a diarreica foram padronizadas por  100 crian&ccedil;as residentes com menos de um ano de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Inicialmente foi realizada an&aacute;lise univariada correlacionando o  desfecho com cada uma das vari&aacute;veis explicativas, mantendo para a modelagem  estat&iacute;stica aquelas que obtiveram um p-valor inferior a 0,20 (teste de Wald).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ap&oacute;s esta etapa, a independ&ecirc;ncia das vari&aacute;veis explicativas foi  testada em conjunto, calculando-se o fator de expans&atilde;o da vari&acirc;ncia <i>(variance inflation factor),</i> sendo  exclu&iacute;das da an&aacute;lise aquelas com colinearidade. A correla&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis  tamb&eacute;m foi calculada por meio da correla&ccedil;&atilde;o de Spearman, intervalo de confian&ccedil;a  de 95% (IC<sub>95%</sub>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em seguida, foram estimados os modelos de regress&atilde;o, levando-se  em conta um IC<sub>95%</sub> e assumindo-se a distribui&ccedil;&atilde;o log-linear (para os  modelos de Poisson e binomial negativo) ou de quase-verossimilhan&ccedil;a  (quase-Poisson). Em todos os modelos, foi utilizado o tamanho da popula&ccedil;&atilde;o (<i>offset</i>) para se obter as estimativas das  raz&otilde;es de taxas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Todos os modelos seguiram a mesma l&oacute;gica de constru&ccedil;&atilde;o:  inicialmente, todas as vari&aacute;veis foram estimadas em conjunto, sendo retiradas  do modelo, uma a uma, aquelas com p-valor superior a 0,05. Em seguida, as  vari&aacute;veis retiradas do modelo eram retornadas para se certificar de que n&atilde;o  possuiam signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Permaneceram no modelo apenas as que  possu&iacute;am signific&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Logo ap&oacute;s, retirou-se do modelo vari&aacute;vel por vari&aacute;vel, para se  observar como ficava o ajuste do modelo. Por &uacute;ltimo, foram testadas todas as  poss&iacute;veis intera&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis, permanecendo no modelo final as intera&ccedil;&otilde;es  estat&iacute;sticamente significantes e que melhoraram o ajuste do modelo (verificado  por an&aacute;lise de deviance).<sup>13,14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A compara&ccedil;&atilde;o entre os modelos n&atilde;o aninhados foi realizada por meio  do crit&eacute;rio de Akaike &#091;Akaike Information Criteria (AIC)&#093;.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para cada um dos modelos finais estimados (Poisson, binomial  negativo ou quase-Poisson), foram observados, graficamente, os res&iacute;duos  padronizados <i>(versus</i> preditores lineares), a normalidade dos res&iacute;duos, as observa&ccedil;&otilde;es  influentes (leverage) e a medida de afastamento do vetor de estimativas  provocado pela retirada da i&eacute;sima informa&ccedil;&atilde;o (dist&acirc;ncia de Cook).<sup>13,14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para avaliar a qualidade do ajuste dos modelos Poisson e binomial  negativo, foi utilizado o teste de qualidade de ajuste (<i>goodnes of fit</i>)<i>,</i> com distribui&ccedil;&atilde;o  do qui-quadrado, sob a hip&oacute;tese nula de que o modelo se encontra bem ajustado  (no n&iacute;vel de 5%).<sup>13</sup> O modelo quase-Poisson utiliza uma fun&ccedil;&atilde;o de  quase-verossimilhan&ccedil;a, o que n&atilde;o permite realizar teste de qualidade de ajuste.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A decis&atilde;o final sobre qual fun&ccedil;&atilde;o de liga&ccedil;&atilde;o seria utilizada para  explicar a associa&ccedil;&atilde;o entre o desfecho e as vari&aacute;veis explicativas foi baseada  tanto na an&aacute;lise de res&iacute;duos quanto no teste de ajuste dos modelos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a an&aacute;lise estat&iacute;stica, foi utilizado o programa R vers&atilde;o  2.9.2.<sup>15</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram consideradas para o estudo 598.235 crian&ccedil;as com menos de um  ano de vida, residentes em 25 capitais brasileiras e no Distrito Federal, em  2008. Os casos de interna&ccedil;&atilde;o por diarreia possuem distribui&ccedil;&atilde;o aparentemente  Poisson (<a href="#f1">Figura 1</a>), com m&eacute;dia de interna&ccedil;&otilde;es de 149,65 casos por capital  estudada (vari&acirc;ncia de 26.903,75). A taxa m&eacute;dia de interna&ccedil;&otilde;es por diarreia  entre as crian&ccedil;as com menos de um ano de vida foi de 0,77 interna&ccedil;&otilde;es por 100  crian&ccedil;as, sendo em m&eacute;dia 40% maior entre os meninos que entre as meninas dessa  faixa et&aacute;ria (p-valor&lt;0,05) (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="f1" id="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n1/1a03f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t1" id="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n1/1a03t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Houve intera&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre as vari&aacute;veis  'aleitamento materno exclusivo' e 'aleitamento materno em crian&ccedil;as com nove a  doze meses incompletos de vida': quanto maiores as diferen&ccedil;as entre essas  propor&ccedil;&otilde;es, observa-se discreto, por&eacute;m significativo aumento nas taxas de  interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as diarreicas (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n1/1a03t2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Todas as vari&aacute;veis explicativas foram significativas e  contempladas no modelo, com exce&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o de esgotamento sanit&aacute;rio, cuja  inclus&atilde;o no modelo n&atilde;o permitiu sua converg&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis explicativas, ambas apresentam correla&ccedil;&atilde;o  negativa, estatisticamente significativa, com o desfecho: o aumento de um ponto  percentual na propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as em aleitamento materno exclusivo reduz em  cerca de 28% a taxa m&eacute;dia de intera&ccedil;&atilde;o por diarreias esperada, ajustando por  propor&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lios com rede geral de &aacute;gua e propor&ccedil;&atilde;o de pessoas  alfabetizadas nas cidades. Efeito semelhante foi encontrado para o aumento de  um ponto percentual na preval&ecirc;ncia do aleitamento materno em crian&ccedil;as com nove  a doze meses incompletos de vida (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Houve intera&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre as vari&aacute;veis  'aleitamento materno exclusivo' e 'aleitamento materno em crian&ccedil;as com nove a  12 meses incompletos de vida': uma modifica o efeito da outra. Nessa intera&ccedil;&atilde;o,  observou-se discreto, por&eacute;m significativo aumento nas taxas de interna&ccedil;&atilde;o por  diarreias &agrave; medida que aumentavam as diferen&ccedil;as entre as preval&ecirc;ncias (<a href="#t2">Tabela  2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ao se comparar os modelos Poisson, binomial negativo e  quase-Poisson, verificou-se que os res&iacute;duos dos modelos Poisson e quase-Poisson eram semelhantes, como tamb&eacute;m  apresentavam distribui&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos aparentemente piores que o modelo  binomial negativo. Sendo assim, a decis&atilde;o final sobre qual modelo seria  utilizado deu-se por meio do teste de qualidade de ajuste do modelo, que  concluiu ser o binomial negativo o que melhor ajustou os dados (p=0,12), quando  comparado ao Poisson (p&lt;0,001).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O modelo binomial negativo apresentou res&iacute;duos adequados (<a href="#f2">Figura  2</a>), com apenas uma observa&ccedil;&atilde;o influente relativa &agrave; cidade de Porto Velho-RO,  indicado com o n&uacute;mero 1 no gr&aacute;fico de Leverage da <a href="#f2">Figura 2</a>.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n1/1a03f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Tanto a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as em aleitamento materno exclusivo  quanto a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as amamentadas entre os nove e doze meses  observadas nos munic&iacute;pios est&atilde;o relacionadas a menores taxas de interna&ccedil;&atilde;o por  doen&ccedil;as diarreicas em hospitais financiados pelo SUS, o que, mais uma vez,  evidencia o papel dessa pr&aacute;tica para a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil e o  alcance da quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar de a taxa de mortalidade infantil ter decrescido nas  &uacute;ltimas d&eacute;cadas, ainda se trata de um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica,  sendo que o grupo de doen&ccedil;as diarreicas, pneumonias e desnutri&ccedil;&atilde;o ainda possuem  representatividade como componentes da mortalidade infantil.<sup>1,16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A redu&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as diarreicas associada ao  aleitamento materno foi encontrada em estudos observacionais. Os mecanismos  relacionados &agrave; essa redu&ccedil;&atilde;o devem-se, possivelmente, ao fato de o leite humano  ser fonte de diversos compostos imunol&oacute;gicos, incluindo anticorpos, citocinas  e c&eacute;lulas imunol&oacute;gicas, cuja composi&ccedil;&atilde;o se modifica durante todo o per&iacute;odo de  aleitamento materno, para atender as necessidades das crian&ccedil;as; bem como de prebi&oacute;ticos,  que promovem a coloniza&ccedil;&atilde;o intestinal das crian&ccedil;as por mesobact&eacute;rias e protegem  o sistema digest&oacute;rio de infec&ccedil;&otilde;es por bact&eacute;rias pat&oacute;genas.<sup>5,8,17-19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O leite humano tamb&eacute;m &eacute; fonte de oligossacar&iacute;deos e glicanas, que  favorecem o crescimento intestinal de <i>Bifidobacterium  biffidum,</i> protegendo a mucosa contra agentes  infecciosos, e atenuam os processos inflamat&oacute;rios intestinais, al&eacute;m de impedir a fixa&ccedil;&atilde;o de agentes  patog&ecirc;nicos.<sup>20-22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outra importante fonte de prote&ccedil;&atilde;o presente no leite humano &eacute; a  prote&iacute;na IgA-secret&oacute;ria, um componente imunol&oacute;gico que protege as crian&ccedil;as  amamentadas contra gastroenterites. Um estudo encontrou prote&iacute;nas intactas de  IgA-secret&oacute;ria nas fezes de beb&ecirc;s, o que indica que essa prote&iacute;na recobre todo  o trato gastrointestinal.<sup>23,24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Uma das quest&otilde;es a ser investigada &eacute; a intera&ccedil;&atilde;o entre os padr&otilde;es  de aleitamento materno encontrados no presente estudo: uma vari&aacute;vel interfere  no efeito da outra. Ou seja: neste estudo, o aleitamento materno exclusivo  mostrou-se t&atilde;o importante quanto o aleitamento materno ao final do primeiro  ano de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Um outro achado foi a diferen&ccedil;a nos padr&otilde;es de interna&ccedil;&atilde;o entre  meninos e meninas: a taxa de intera&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o masculina foi maior que na  popula&ccedil;&atilde;o feminina, padr&atilde;o semelhante ao encontrado em outro estudo. Essa  diferen&ccedil;a pode estar relacionada aos padr&otilde;es de aleitamento materno exclusivo e  aleitamento materno: uma recente pesquisa verificou que o aleitamento materno  &eacute; mais prevalente entre as meninas,o que pode proporcionar maior prote&ccedil;&atilde;o para  elas.<sup>3,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os estudos ecol&oacute;gicos apresentam a vantagem de avaliar o efeito  m&eacute;dio de uma interven&ccedil;&atilde;o ou exposi&ccedil;&atilde;o sobre determinado desfecho na popula&ccedil;&atilde;o  estudada e devem ser interpretados de forma diferente dos encontrados em  estudos individuais, desde que sejam levados em considera&ccedil;&atilde;o os potenciais  erros e confundimentos existentes. S&atilde;o estudos relativamente pouco custosos, de  r&aacute;pida execu&ccedil;&atilde;o. Ademais, no Brasil, a utiliza&ccedil;&atilde;o de dados secund&aacute;rios gerados  pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de deve ser incentivada para realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o  cont&iacute;nua dos impactos que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de exercem sobre a  popula&ccedil;&atilde;o.<sup>25,26</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Pelo fato de as vari&aacute;veis 'rede geral de &aacute;gua' e 'analfabetismo'  se referirem ao ano 2000, a  diferen&ccedil;a de oito anos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais vari&aacute;veis pode causar algum vi&eacute;s  nas estimativas pontuais dessas vari&aacute;veis (pois os &iacute;ndices atualizados para  2008 podem ser diferentes dos apurados em 2000), que deve ser interpretado  levando-se em conta essa restri&ccedil;&atilde;o. Pode-se, entretanto, pressupor que as  diferen&ccedil;as entre as capitais estudadas tenham se mantido. Assim, decidiu-se  manter essas vari&aacute;veis para melhor ajustar o efeito do aleitamento materno  sobre o desfecho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar disso, os resultados encontrados s&atilde;o  coerentes com o de outros estudos, em que tanto a qualidade da rede de  distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua quanto a pobreza se encontram relacionadas &agrave; morbidade  infantil por doen&ccedil;as diarreicas. Neste estudo, a preval&ecirc;ncia de analfabetismo  foi considerada como uma vari&aacute;vel que pode estar relacionada &agrave; pobreza (vari&aacute;vel <i>proxy</i>).<sup>4,6,27</sup> Outra limita&ccedil;&atilde;o  do estudo &eacute; o fato de n&atilde;o poder distinguir as reinterna&ccedil;&otilde;es, o que pode gerar  vi&eacute;s nas estimativas. Em 1996, no Estado do Rio de Janeiro, foi constatado que,  do total de interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as diarreicas infecciosas em menores de um ano  registradas no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Hospitalar do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, 3,9%  eram de reinterna&ccedil;&otilde;es. O SIH/SUS &eacute; comumente utilizado em publica&ccedil;&otilde;es  acad&ecirc;micas coerentes e consistentes com os conhecimentos vigentes, devendo-se,  contudo, levar em conta pontos negativos, como a utiliza&ccedil;&atilde;o de planos de sa&uacute;de  privados por cerca de um quarto da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e a possibilidade de  fraudes no sistema.<sup>4,28,29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O presente estudo procurou demonstrar o quanto as diferen&ccedil;as dos  padr&otilde;es de aleitamento materno entre as capitais podem influenciar nos padr&otilde;es  de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por doen&ccedil;as diarreicas de crian&ccedil;as com menos de um ano  de vida. Nesse sentido, estima-se que o recente aumento da preval&ecirc;ncia de  aleitamento materno no Brasil possa ter resultado em vidas salvas, aumento da  expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o dos gastos em sa&uacute;de p&uacute;blica no  Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; professora Taynana C&eacute;sar Sim&otilde;es e ao monitor da disciplina e  doutorando da institui&ccedil;&atilde;o, Daniel da Cruz Bezerra, respons&aacute;veis pela disciplina  'Modelos Lineares Generalizados', do programa de Doutorado em Epidemiologia em Sa&uacute;de P&uacute;blica da  Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz,  pela tutoria no desenvolvimento da metodologia durante a disciplina.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Sergio JV, Ponce de Leon AC. Analysis of mortality from diarrheic  diseases in under-five children in Brazilian cities with more than 150,000  inhabitants. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009;25(5):1093-1102.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. World Health Organization. Medical  education: teaching medical students about diarrhoeal diseases. Geneva: World Health Organization; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Bittencourt AS, Leal MC, Santos MO. Hospitaliza&ccedil;&otilde;es por diarreia infecciosa no Estado do Rio de Janeiro. Cadernos  de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002;18(3):747-754.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Matijasevich A, Cesar JA, Santos IS, Barros AJD, Dode MASO, Barros  FC, et al. Interna&ccedil;&otilde;es hospitalares durante a inf&acirc;ncia em tr&ecirc;s estudos de base  populacional no sul do Brasil: tend&ecirc;ncias e diferenciais. Cadernos de Sa&uacute;de  P&uacute;blica. 2008;24 Supl 3:S437-443.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Benicio MHD'A, Monteiro CA. Tend&ecirc;ncia secular da doen&ccedil;a diarreica  na inf&acirc;ncia na cidade de S&atilde;o Paulo (1984-1996). Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2000;34(6 Supl):83-90.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Gross R, Schell B, Molina MCB,  Le&atilde;o MAC, Strack U. The impact of improvement of water  supply and sanitation facilities on diarrhea and intestinal parasites: a  Brazilian experience with children in two low-income urban communities. Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1989;23(3):214-220.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Giugliani ERJ. Aleitamento materno na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Jornal de  Pediatria (Rio de Janeiro). 2000;76 Supl    3:S238-252.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Vieira GO, Silva LR, Vieira TO. Alimenta&ccedil;&atilde;o infantil e morbidade  por diarreia. Jornal de Pediatria (Rio de    Janeiro). 2003;79(5):449-454.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Escuder MML, Ven&acirc;ncio SY, Pereira JCR. Estimativa de impacto da  amamenta&ccedil;&atilde;o sobre a mortalidade infantil.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003;37(3):319-325.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. PNUD Brasil. Objetivos de desenvolvimento do mil&ecirc;nio. &#091;acessado em  1 jun. 2010&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.pnud.org.br/odm/" target="_blank">http://www.pnud.org.br/odm/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento  de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas. II Pesquisa de Preval&ecirc;ncia de  Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. &#091;acessado durante o ano  de 2010, para informa&ccedil;&otilde;es de 2000 e 2008&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.datasus.gov.br/" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a> </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Rodr&iacute;guez G. Generalized Linear Models. Notas &#091;acessado em 1 maio  2010&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://data.princeton.edu/wws509/notes/" target="_blank">http://data.princeton.edu/wws509/notes/</a> </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Fox J. An R and S-Plus Companion  to Applied Regression. California:  Sage Publications; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. R Foundation. The R Foundation for  Statistical Computing &#091;internet&#093;. &#091;acessado em 1  maio. 2010&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.r-project.org/" target="_blank">http://www.r-project.org</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Caldeira AP, Fran&ccedil;a E, Perp&eacute;tuo IHO, Goulart EMA. Evolu&ccedil;&atilde;o da  mortalidade infantil por causas evit&aacute;veis, Belo Horizonte, 1984-1998. Revista  de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005;39(1):67-74.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Paramasivam K, Michie C, Opara E, Jewell AP. Human breast milk immunology: a  review. International Journal of Fertility and Women's Medicine. 2006;51(5):208-217.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Goldman AS, Garza C, Nichols BL, Goldblum RM.   Immunologic factors in human milk  during the first year of lactation. The Journal of  Pediatrics. 1982;100(4):563-567.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Novak FR, Almeida JAG, Vieira GO, Luciana, MB. Colostro humano:  fonte natural de probi&oacute;ticos? 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Rio de  Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica; 2000.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Escola Nacional de Sa&uacute;de  P&uacute;blica,    <br> Departamento de Epidemiologia e    <br> M&eacute;todos Quantitativos em Sa&uacute;de.    <br> Rua Leopoldo  Bulh&otilde;es, 1480, 8<sup>o</sup> andar, sala 806,    <br> Manguinhos, Rio de Janeiro-RJ, Brasil.    <br> CEP:21041-210    <br> <i>E-mail:</i><a href="mailto:cristianoboccolini@yahoo.com.br">cristianoboccolini@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 18/02/2010    <br> Aprovado em 15/10/2010</font></p>      ]]></body><back>
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