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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução da mortalidade e dos anos potenciais e produtivos de vida perdidos por câncer de mama em mulheres no Rio Grande do Norte, entre 1988 e 2007]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Breast cancer mortality trends among women and years of potential life Lost in the State of Rio Grande do Norte, Brazil, from 1988 to 2007]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVES: to describe breast cancer mortality trends, to estimate potential years of life lost (PYLL) and potentially productive years of life lost (PPYLL). METHODOLOGY: a mortality time series comprising data on 20 to 70 year-old women who died from breast cancer and the Mortality Information System (MIS) were used as database; crude and standard international mortality rates, PYLL and PPYLL were calculated by year of occurrence. RESULTS: the risk of a woman dying from breast cancer increased during the period of analysis - the average adjusted mortality rate was 9.7 per 100,000 women - being higher for the age group of 50 to 59 years; PYLL and PPYLL were 20983.5 and 108535 per 100,000, respectively. CONCLUSION: results suggest the need for screening strategies and early diagnosis of breast cancer as priority actions related to women's health care.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="verdana"><a name="topo"></a>Evolu&ccedil;&atilde;o da mortalidade e dos anos  potenciais e produtivos de vida perdidos por c&acirc;ncer de mama em mulheres no Rio  Grande do Norte, entre 1988 e 2007</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <font size="3" face="verdana"><b>Breast cancer mortality trends among women and years of potential life  Lost in the State of Rio Grande do Norte,   Brazil, from  1988 to 2007</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Maria Suely Lopes  Correia Pereira<sup>I</sup></b></font><font size="2" face="verdana"><b>; Luiz Oscar Cardoso Ferreira</b></font><font size="2" face="verdana"><b><sup>II</sup>; Guinar Azevedo e Silva<sup>III</sup></b></font><font size="2" face="verdana"><b>; Paulo S&eacute;rgio Lucio<sup>IV</sup></b></font><sup></sup></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <sup>I</sup>Secretaria de Estado da Sa&uacute;de  P&uacute;blica do Rio Grande do Norte, Natal-RN, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Departamento de Medicina Social,  Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade de Pernambuco, Recife-PE, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <sup>III</sup>Instituto de Medicina Social,  Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    <br>     <sup>IV</sup>Departamento de Estat&iacute;stica, Centro  de Ci&ecirc;ncias Exatas e da Terra, Universidade Federal do Rio Grande do Norte,  Natal-RN, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVOS: </b>descrever a evolu&ccedil;&atilde;o da  mortalidade por c&acirc;ncer de mama e estimar os anos potenciais de vida perdidos  (APVP) e anos produtivos de vida perdidos (APrVP).    <br>   <b>METODOLOGIA: </b>usou-se  uma s&eacute;rie temporal sobre &oacute;bitos de mulheres entre 20 e 70 anos cuja causa  b&aacute;sica foi o c&acirc;ncer de mama; utilizou-se como fonte de dados o Sistema de  Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM); foram calculadas taxas de mortalidade  brutas e padronizadas pela popula&ccedil;&atilde;o mundial, APVP, APrVP e os seus respectivos  coeficientes, por ano de ocorr&ecirc;ncia.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>o risco de morrer por  c&acirc;ncer de mama cresceu ao longo do per&iacute;odo - taxa m&eacute;dia de mortalidade ajustada  de 9,7/100.000 mulheres -, sendo maior para a faixa de 50 a 59 anos de idade;  perderam-se, no per&iacute;odo estudado, 20.983,5 APVP e 10.853,5 APrVP.    <br> <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>os resultados apontam &agrave; necessidade de estrat&eacute;gias de rastreamento e diagn&oacute;stico  precoce de c&acirc;ncer de mama como cuidados indispens&aacute;veis &agrave;s mulheres.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">    <b>Palavras-chave: </b>c&acirc;ncer de mama;  coeficiente de mortalidade; indicadores de morbidade/mortalidade; anos  potenciais e produtivos de vida perdidos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVES: </b>to describe breast cancer mortality trends, to estimate potential years  of life lost (PYLL) and potentially productive years of life lost (PPYLL).    <br>   <b>METHODOLOGY: </b>a mortality time series comprising data on 20 to 70 year-old women who died  from breast cancer and the Mortality Information System (MIS) were used as  database; crude and standard international mortality rates, PYLL and PPYLL were  calculated by year of occurrence.    <br>   <b>RESULTS: </b>the risk of a woman dying  from breast cancer increased during the period of analysis - the average  adjusted mortality rate was 9.7 per 100,000 women - being higher for the age  group of 50 to 59 years; PYLL and PPYLL were 20983.5 and 108535 per 100,000, respectively.    <br>   <b>CONCLUSION:</b> results suggest the need for screening strategies and early  diagnosis of breast cancer as priority actions related to women's health care.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Key  words: </b>breast cancer; mortality rates; morbidity and  mortality indicators; potentially productive years oflife lost.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Transforma&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas t&ecirc;m ocorrido no Brasil e no  mundo, nos &uacute;ltimos 30 anos, em decorr&ecirc;ncia da crescente urbaniza&ccedil;&atilde;o e  industrializa&ccedil;&atilde;o. Um novo perfil demogr&aacute;fico e epidemiol&oacute;gico vem se  desenhando, com redu&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade por doen&ccedil;as infecciosas e  aumento expressivo da expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o, da incid&ecirc;ncia da  morbidade e da mortalidade por doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis,  destacando-se, entre estas, as neoplasias.<sup>1-6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As neoplasias configuram um grande problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica,  tanto nos pa&iacute;ses desenvolvidos como nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, pela sua  magnitude e pelo elevado custo no tratamento.<sup>7-10 </sup>Para o sexo feminino,  destacam-se os c&acirc;nceres de mama e de colo do &uacute;tero.<sup>10 </sup>O c&acirc;ncer de mama &eacute; o segundo mais comum no mundo e &eacute; o primeiro  entre as mulheres (cerca de um milh&atilde;o de casos novos por ano). Mais da metade  dos casos novos ocorrem em pa&iacute;ses desenvolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em 2005, de um total de 58 milh&otilde;es de mortes ocorridas no mundo, o  c&acirc;ncer foi respons&aacute;vel por 7,6 milh&otilde;es, o que representou 13% de todas as  mortes.<sup>11</sup> Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), no per&iacute;odo de 2001 a  2005, a taxa de mortalidade foi de 25.0/100 mil mulheres.<sup>4</sup> Na  Europa, o pa&iacute;s com maior incid&ecirc;ncia &eacute; a Holanda, com uma taxa ajustada, por  idade, de 90,2/100 mil. Na Am&eacute;rica do Norte, destacam-se os EUA, com uma taxa  de 86,9/100 mil. Taxas elevadas tamb&eacute;m s&atilde;o encontradas na Austr&aacute;lia, na Nova  Zel&acirc;ndia e no sul da Am&eacute;rica do Sul, especialmente no Uruguai e na Argentina.  As popula&ccedil;&otilde;es da &Aacute;frica e da &Aacute;sia, em sua maioria, apresentam baixos valores de  incid&ecirc;ncia.<sup>4,5,9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O c&acirc;ncer de mama foi respons&aacute;vel por mais de 15% dos &oacute;bitos de  mulheres ocorridos no Brasil entre 1999 e 2006, nas regi&otilde;es Sul e Sudeste, duas  vezes mais que nas demais regi&otilde;es do pa&iacute;s.<sup>6,11-13</sup> O Rio Grande do  Norte ocupou a 13<sup>a</sup> posi&ccedil;&atilde;o no total de &oacute;bitos por c&acirc;ncer de mama no  Brasil entre 1988 e 2007,<sup>14</sup> com 1.568 &oacute;bitos: 74% ocorreram na faixa  et&aacute;ria de 20 a 69 anos e 0,1% na faixa et&aacute;ria entre zero e 19 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No Brasil, estimou-se, para o ano de 2008 e tamb&eacute;m para o ano de  2009, cerca de 466.730 casos novos de c&acirc;ncer em cada um desses anos.<sup>10</sup>  Os casos novos de c&acirc;ncer de mama t&ecirc;m uma distribui&ccedil;&atilde;o bem heterog&ecirc;nea entre  Estados e capitais do pa&iacute;s. As regi&otilde;es Sul e Sudeste apresentam as maiores  taxas; as regi&otilde;es Norte e Nordeste mostram os menores   valores; e a regi&atilde;o Centro-oeste apresenta um padr&atilde;o intermedi&aacute;rio.<sup>10,12,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para o Rio Grande do Norte, em 2008, foram estimados 520 casos  novos de c&acirc;ncer de mama: 32,7 para cada 100 mil mulheres, por ano.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A magnitude da mortalidade na popula&ccedil;&atilde;o tem sido  prioritariamente descrita por meio das taxas de mortalidade geral e de  mortalidade proporcional ou espec&iacute;fica.<sup>16</sup> Sob essa &oacute;tica, &eacute; pertinente  a observa&ccedil;&atilde;o feita por Gardner e Sanborn<sup>17</sup>  de que as taxas brutas e as espec&iacute;ficas de mortalidade  descrevem o quantitativo das mortes na popula&ccedil;&atilde;o mas falham em quantificar o  peso resultante dessas perdas para a sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse sentido, tem sido enfatizada a import&acirc;ncia da mortalidade  prematura como valor social da morte e a necessidade de operacionalizar a  medida e a an&aacute;lise do indicador 'anos potenciais de vida perdidos' (APVP), que  explicita o total de anos de vida em potencial perdidos a cada &oacute;bito.<sup>17,18</sup>  O indicador APVP tamb&eacute;m incorpora o crit&eacute;rio da vulnerabilidade, visto que, nos  mais jovens, os &oacute;bitos s&atilde;o mais f&aacute;ceis de ser evitados.<sup>19-21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os anos produtivos de vida perdidos (APrVP) por morte em idade  precoce ou numa etapa da vida de alta criatividade e produtividade n&atilde;o s&oacute; punem  o pr&oacute;prio indiv&iacute;duo e o grupo que lhe &eacute; pr&oacute;ximo, como tamb&eacute;m privam a  coletividade do potencial econ&ocirc;mico e intelectual do indiv&iacute;duo.<sup>22-26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A busca do conhecimento sobre o comportamento do c&acirc;ncer de mama no  Rio Grande do Norte pode oferecer informa&ccedil;&otilde;es importantes para o setor Sa&uacute;de,  no sentido de nortear as pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o e/ou de controle, tendo em  vista a assist&ecirc;ncia integral &agrave; sa&uacute;de da mulher.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O presente estudo tem como objetivo descrever a  mortalidade por c&acirc;ncer de mama em mulheres do Rio Grande do Norte, no per&iacute;odo de 1998 a 2007, e calcular o  impacto dessas mortes em termos de anos produtivos perdidos, no intuito de  contribuir com informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas para o planejamento e a avalia&ccedil;&atilde;o dos  programas de preven&ccedil;&atilde;o e controle do c&acirc;ncer e o gerenciamento dos servi&ccedil;os de  sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Este &eacute; um estudo de tend&ecirc;ncia temporal (1988-2007) dos  coeficientes de mortalidade e dos anos potenciais e produtivos de vida perdidos  por mortalidade atribu&iacute;da ao c&acirc;ncer de mama em mulheres na faixa et&aacute;ria de 20 a 70 anos, residentes no  Rio Grande do Norte.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O banco de dados foi extra&iacute;do do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre  Mortalidade (SIM), da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de P&uacute;blica do Rio Grande do  Norte. Foram selecionados, para o per&iacute;odo de 1988 a 1995, os &oacute;bitos  registrados nas estat&iacute;sticas oficiais como ocorridos por causa b&aacute;sica 'c&acirc;ncer  de mama', cujas formas est&atilde;o agrupadas no n&uacute;mero 174 da Classifica&ccedil;&atilde;o  Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de, 9<sup>a</sup>  revis&atilde;o (CID-9); e para o per&iacute;odo de 1996 a 2007, os &oacute;bitos registrados com a mesma  causa, no c&oacute;digo C50 da 10<sup>a</sup> revis&atilde;o da CID (CID-10). Os dados populacionais foram obtidos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Foram calculados os coeficientes de  mortalidade espec&iacute;ficos por faixa et&aacute;ria e realizados ajustamentos por idade,  tomando-se como base a popula&ccedil;&atilde;o-padr&atilde;o mundial para o per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a obten&ccedil;&atilde;o dos anos perdidos, foi feita a distribui&ccedil;&atilde;o  dos &oacute;bitos, agrupados de dez em dez anos, tendo sido adotado o limite superior  de 70 anos de idade para o APVP. A express&atilde;o matem&aacute;tica para o APVP foi a  seguinte:</font></p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v20n2/2a05f01.gif" border="0"></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na an&aacute;lise da tend&ecirc;ncia temporal dos coeficientes, foram  confeccionados, inicialmente, os diagramas de dispers&atilde;o entre os coeficientes  de mortalidade, os anos potenciais e os produtivos de vida perdidos, como os  anos de estudo, para a visualiza&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica que estaria  representando a rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis. A partir dessa observa&ccedil;&atilde;o, foram  estimados os modelos de regress&atilde;o polinomial. Foram testados os modelos de  regress&atilde;o linear simples, de segundo grau, de terceiro grau e exponencial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Observando-se a s&eacute;rie como um todo, detectou-se um comportamento  linear para as taxas de mortalidade, mesmo aplicando logaritmos. Contudo, ao  se dividirem os dados em duas partes - 1988 a 1998 e 1999 a 2007 -, foram obtidas  duas s&eacute;ries, as quais apresentaram um comportamento linear, optando-se, por  conseguinte, pela utiliza&ccedil;&atilde;o de dois modelos. A precis&atilde;o do modelo foi avaliada  pelo valor do coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o (R<sup>2</sup>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram utilizados o tabulador TABWIN vers&atilde;o 3.2, o TABNET, o Excel  e o SPSS vers&atilde;o 14.0.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">  <b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade  Estadual de Pernambuco, sob o n<sup>o</sup> 140/2008.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O risco de morte por c&acirc;ncer de mama cresceu ao longo do  per&iacute;odo estudado, observando-se uma taxa m&eacute;dia de mortalidade, ajustada para o  per&iacute;odo, de 9,7 por mil mulheres de 20 a 69 anos de idade, com valor m&iacute;nimo de 7,4  para o ano de 1999 e m&aacute;ximo de 13,8 para o ano de 2007. Apesar da oscila&ccedil;&atilde;o das taxas, foram  observados, nos &uacute;ltimos cinco anos, os valores mais elevados da s&eacute;rie. Nas  mulheres acima de 40 anos, observou-se, de forma geral, um incremento das taxas  com o passar dos anos. Nos primeiros anos da s&eacute;rie, foi observado maior risco  para as mulheres da faixa et&aacute;ria de 50 a 59 anos. A partir de 2000, aquelas de 60 a 69 anos passaram a  apresentar maior risco (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a05t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> No per&iacute;odo estudado, as mulheres com idade entre 20 e 69 anos  perderam 20.989 anos potenciais de vida, configurando uma m&eacute;dia anual de  1.049,5 anos   perdidos. No primeiro ano da s&eacute;rie (1988), foi observado um valor  de 1,4 CAPVP por 1.000 mulheres, e 2,0 CAPVP no &uacute;ltimo ano (2007), com uma  m&eacute;dia anual de 1,5 CAPVP, assinalando o menor risco para os anos de 1999 (1,0)  e 2001 (1,1) e o maior risco de perda de anos de vida para os anos de 2004 e  2007 (2,0). A faixa de 40 a  49 anos contribuiu com 39,4% (8.262)   dos APVP (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a05t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram perdidos, no in&iacute;cio do per&iacute;odo estudado, 10.853,5  anos produtivos. As mulheres entre 40   a 49 anos de idade foram as que mais contribu&iacute;ram para essa perda, com 46,3% (5.022,0) dos APrVP, variando  de 139,5 APrVP em 1988 e 2000 a 496,0 APrVP em 2004: uma m&eacute;dia de 251,1 APrVP. Na faixa  et&aacute;ria de 50 a 59 anos, correspondendo a uma varia&ccedil;&atilde;o percentual  relativa de 360% de APrVP entre o  primeiro e o &uacute;ltimo ano da s&eacute;rie, houve uma perda de 2.035 APrVP em sua  totalidade (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a05t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> No estudo de evolu&ccedil;&atilde;o  temporal da mortalidade, apresentou-se um aumento na tend&ecirc;ncia de crescimento, principalmente quando  a s&eacute;rie foi dividida em   dois per&iacute;odos: de 1988 a 1998; e de 1999 a 2007. No primeiro per&iacute;odo,  houve uma tend&ecirc;ncia crescente, com incremento m&eacute;dio de 0,174 e um valor  p&lt;0,057. No segundo per&iacute;odo, houve um incremento de 0,657, resultado  estatisticamente significante, e valor p&lt;0,002 (<a href="#f1">Figura 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a05f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para o primeiro per&iacute;odo da s&eacute;rie, o CAPVP tamb&eacute;m apresentou um aumento na  tend&ecirc;ncia de crescimento, com um incremento m&eacute;dio de 0,020. No segundo per&iacute;odo,  esse aumento foi mais significativo, com incremento m&eacute;dio de 0,116, R<sup>2</sup>=0,734 e um valor p&lt;0,001 (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a05f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> A tend&ecirc;ncia de crescimento nos APrVP foi evidenciada com um incremento de 0,003 no primeiro per&iacute;odo. No segundo per&iacute;odo, a tend&ecirc;ncia de crescimento ficou mais evidente, com uma signific&acirc;ncia estat&iacute;stica de p&lt;0,007, um incremento m&eacute;dio de 0,057 e R<sup>2</sup>=0,617 (<a href="#f3">Figura 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n2/2a05f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="verdana"> Discuss&atilde;o</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As an&aacute;lises aqui realizadas sobre o comportamento do c&acirc;ncer de mama no Rio Grande do Norte mostram que risco de morte por essa causa cresceu no per&iacute;odo estudado, passando de 8,0/100 mil mulheres em 1988 para 13,8/100 mil mulheres em 2007, correspondendo a um aumento de 72,5% na mortalidade entre o primeiro e o &uacute;ltimo ano da s&eacute;rie. A tend&ecirc;ncia de crescimento tamb&eacute;m  foi evidenciada no Brasil, de 9,76 para 12,64/100 mil mulheres; e no Nordeste,  de 4,78/100 mil para 9,59/100 mil, no mesmo per&iacute;odo.<sup>12,17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O aumento do crescimento m&eacute;dio anual da tend&ecirc;ncia da mortalidade  no primeiro per&iacute;odo, de 0,17 para 0,65 no segundo per&iacute;odo, mostra a necessidade  de ado&ccedil;&atilde;o de medidas mais imediatas e eficazes, como forma de diminuir o  n&uacute;mero de &oacute;bitos por c&acirc;ncer de mama no Estado. Estudos t&ecirc;m demonstrado que as  medidas adotadas para o diagn&oacute;stico precoce, conscientiza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e  melhor preparo dos profissionais de sa&uacute;de contribuem, de forma significativa,  para uma redu&ccedil;&atilde;o nas taxas de mortalidade por essa causa.<sup>3,4,12,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Analisando-se a mortalidade por c&acirc;ncer segundo faixa et&aacute;ria no Rio  Grande do Norte, percebeu-se que o padr&atilde;o estava em conson&acirc;ncia com o apontado  pela literatura.<sup>4</sup> Observou-se que o risco &eacute; mais elevado entre  mulheres com idade igual ou superior a 40 anos, mais precisamente na faixa  et&aacute;ria de 60 a  69 anos.<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estudos comprovam que nos EUA, a partir de 1990, com um incremento  no diagn&oacute;stico precoce e tratamento com maior efic&aacute;cia, o n&uacute;mero de &oacute;bitos em  mulheres abaixo de 50 anos, diminuiu 3,2% a cada ano; na faixa et&aacute;ria acima de  50 anos, o n&uacute;mero de &oacute;bitos caiu em 2,0%.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O diagn&oacute;stico na fase inicial, al&eacute;m de reduzir a mortalidade pelo  c&acirc;ncer, aumenta a chance da doen&ccedil;a ainda n&atilde;o ter invadido linfonodos axilares,  melhora o progn&oacute;stico<sup>28</sup> e possibilita a indica&ccedil;&atilde;o de tratamentos  menos agressivos e menores sequelas f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas para a paciente.<sup>1,6,8,9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Complementarmente &agrave;s taxas de mortalidade, houve uma perda  de 20.983,5 de APVP para o per&iacute;odo estudado, apresentando uma m&eacute;dia de 1.049,2  APVP por cada ano de estudo - um aumento consider&aacute;vel, acima da m&eacute;dia nos  &uacute;ltimos seis anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Embora o estudo n&atilde;o tenha calculado os anos perdidos para mulheres  com 70 anos de idade ou mais, verificou-se um grande volume de &oacute;bitos nesse  grupo et&aacute;rio, o que refor&ccedil;a a condi&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;stico feito tardiamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O emprego de indicadores para a avalia&ccedil;&atilde;o de causas de morte  prematura est&aacute; relacionado, de forma impl&iacute;cita, com o objetivo da Sa&uacute;de  P&uacute;blica, que &eacute; a preven&ccedil;&atilde;o de danos &agrave; sa&uacute;de; no caso da mortalidade, a preven&ccedil;&atilde;o  se traduz em a&ccedil;&otilde;es tendentes a postergar a morte, dado ser esse um evento  inevit&aacute;vel. Contudo,   a interpreta&ccedil;&atilde;o do indicador APVP, j&aacute; referenciado, est&aacute;  relacionada com a redu&ccedil;&atilde;o da quantidade de vida potencial que ocasiona o &oacute;bito  e deve nos alertar para a necessidade urgente de preven&ccedil;&atilde;o dessas mortes,  definindo prioridades.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os APrVP tamb&eacute;m apontaram uma situa&ccedil;&atilde;o preocupante, onde ficou  evidenciada uma perda significativa de &oacute;bitos em mulheres todavia em idade  produtiva, de certa forma apresentando um impacto socioecon&ocirc;mico, conforme refer&ecirc;ncia de estudo realizado no Recife, capital de  Pernambuco, no per&iacute;odo de 2000   a 2002, onde o c&acirc;ncer de mama foi a segunda causa  (22,82%) entre as neoplasias, na distribui&ccedil;&atilde;o dos aux&iacute;lios-doen&ccedil;a.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Deve-se, contudo, salientar que poss&iacute;veis distor&ccedil;&otilde;es em an&aacute;lises  que utilizam s&eacute;ries hist&oacute;ricas no Brasil<sup>19</sup> decorrem de diagn&oacute;sticos  da causa b&aacute;sica assinalados pelo m&eacute;dico ou outro respons&aacute;vel pelo preenchimento  nas declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito e podem, ademais, estar sujeitas a erros na sele&ccedil;&atilde;o  da causa b&aacute;sica da morte ou na digita&ccedil;&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito procedida no  n&iacute;vel central do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao per&iacute;odo estudado, n&atilde;o foram analisados os fatores  que poderiam contribuir para a eleva&ccedil;&atilde;o do risco de morte, nem as oscila&ccedil;&otilde;es  durante os anos da pesquisa. Deve-se considerar, entretanto, que o sub-registro  e subnotifica&ccedil;&atilde;o, falhas no preenchimento das declara&ccedil;&otilde;es sobre as causas  relacionadas ao evento, altera&ccedil;&otilde;es no modelo de Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito (1996,   2005 e 2007)<sup>19</sup> e altera&ccedil;&atilde;o no SIM (1996, 2004 e   2007)<sup>19</sup> podem ter influenciado na magnitude da  mortalidade no Rio Grande do Norte.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Inqu&eacute;rito domiciliar realizado pelo Instituto Nacional do  C&acirc;ncer (INCA), em parceria com a Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio  da Sa&uacute;de, mostrou que, para as 18 localidades brasileiras analisadas (17  capitais e Distrito Federal), a cobertura autorreferida de realiza&ccedil;&atilde;o de  mamografia variou de 39,8 a  81,2% entre mulheres de 50 a  69 anos de idade, nos &uacute;ltimos dois anos. O percentual de realiza&ccedil;&atilde;o desse exame  pelo SUS, contudo, variou de 17   a 54% na mesma faixa et&aacute;ria. Em Natal, capital do Rio  Grande do Norte, 40% das mamografias foram realizadas pela rede SUS e 60,0% pala  rede n&atilde;o-SUS.29 Esses percentuais demonstram um n&uacute;mero razo&aacute;vel de  mulheres que fizeram mamografia conforme o preconizado pelo Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de; por&eacute;m a tend&ecirc;ncia na mortalidade observada no Rio Grande do Norte &eacute; de  ascens&atilde;o. Torna-se imprescind&iacute;vel avaliar o que acontece ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o desse exame de rastreamento e entender se as mulheres  que, eventualmente, possuem o diagn&oacute;stico inicial de neoplasia de mama t&ecirc;m  acesso ao tratamento e seguimento  adequado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os resultados apontados por este estudo real&ccedil;am que o  risco de morte por c&acirc;ncer de mama no Rio Grande do Norte acarreta perdas  sociais significativas. Faz-se necess&aacute;rio, assim, que os gestores de sa&uacute;de  encarem o c&acirc;ncer de mama como um problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica, implementando todas  as estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e controle para a doen&ccedil;a, que demandam o fortalecimento das a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; sa&uacute;de integral da mulher com  a inclus&atilde;o do diagn&oacute;stico precoce do c&acirc;ncer de mama nas unidades b&aacute;sicas de  sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Agradecimentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">&Agrave; Secretaria de Estado da Sa&uacute;de P&uacute;blica do Rio Grande do  Norte (Sesap/RN), especialmente &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Promo&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de e &agrave;  Subcoordenadoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, pelo apoio e fornecimento dos  dados para a concretiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Carvalho JAM, Garcia RA. O envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o brasileira: um enfoque  demogr&aacute;fico. Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2003; 19(3):725-733.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Barreto ML, Carmo EH. Padr&otilde;es de adoecimento e de morte da popula&ccedil;&atilde;o brasileira:  os renovados desafios para o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de  Coletiva 2007; 12:1779-1790.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Parkin DM, Whelan SL, Ferlay J, Teppo L, Thomas DB, editors. Cancer Incidence in Five  Continents. Lyon: IARC Sci Publications; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. American Cancer Society. Cancer  facts &amp; figures 2007. Atlanta:  American Cancer Society; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Levi F, Bosetti C, Lucchini F,  Negri E, La Vecchia C.  Monitoring the decrease in breast cancer mortality in Europe. European journal  of cancer prevention 2005; 14(6):497-502.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Bray F, McCarron P, Parkin DM. The  changing global patterns of female breast cancer incidence and mortality.  Breast Cancer Research 2004; 6(6): 229-239.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. World Health Organization. Global action  against cancer: updated version. Geneva: WHO; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. W&uuml;nsch Filho V, Moncau JE. Mortalidade por c&acirc;ncer no Brasil  1980-1995: padr&otilde;es regionais e tend&ecirc;ncias temporais. Revista da Associa&ccedil;&atilde;o  M&eacute;dica Brasileira   2002; 48(3):250-257.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Mendon&ccedil;a GAS. C&acirc;ncer na popula&ccedil;&atilde;o feminina brasileira. Revista  Sa&uacute;de P&uacute;blica &#91;Internet&#93;. 1993; 27(1):68-75 &#91;acessado em 27 jan. 2009&#93;.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/pdf/rsp/v27n1/11.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rsp/v27n1/11.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 10 Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de C&acirc;ncer.  Estimativa 2008: incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer no Brasil. Rio de Janeiro: Inca; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de C&acirc;ncer. Estimativa da  incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer no Brasil. Rio de Janeiro: Inca; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 12. Paulinelli RR, Freitas  Junior R, Curado MP, Souza AAE. A situa&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de mama em Goi&aacute;s, no  Brasil   e no mundo: tend&ecirc;ncias atuais para a incid&ecirc;ncia e a mortalidade.  Revista Brasileira Sa&uacute;de Materno Infantil 2003; 3(1):17-24.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de. Rede Interagencial de  Informa&ccedil;&otilde;es para a Sa&uacute;de. Fontes de Informa&ccedil;&atilde;o: indicadores b&aacute;sicos para a  sa&uacute;de no Brasil - conceitos e aplica&ccedil;&otilde;es. Bras&iacute;lia: OPAS; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 14. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Atlas de  mortalidade por c&acirc;ncer no Brasil &#91;Internet&#93;. &#91;Acessado durante o ano de 2008,  para informa&ccedil;&otilde;es de 1988 a  2007&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://mortalidade.inca.gov.br/Mortalidade/prepararModelo04.action" target="_blank">http://mortalidade.inca.gov.br/prepararModelo04.action</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. C&acirc;ncer no  Brasil: dados dos registros de base populacional. Rio de Janeiro: Inca; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 16. Brito C. Avalia&ccedil;&atilde;o do tratamento &agrave; paciente com c&acirc;ncer de mama nas  unidades oncol&oacute;gicas do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de no Estado do Rio de Janeiro  &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Escola Nacional de Sa&uacute;de  P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 17. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Coordena&ccedil;&atilde;o de  Preven&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia do C&acirc;ncer. Atlas de mortalidade por c&acirc;ncer no Brasil  1979-1999. Rio de Janeiro: Inca; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Malta DC, Cezario AC, Moura L, Morais Neto OL, Silva Junior JB. A constru&ccedil;&atilde;o  da vigil&acirc;ncia e preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis no contexto  do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2006;  15(3):47-65.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Laurenti R, Jorge MHP, Gotlieb SLD. A confiabilidade dos dados de  mortalidade e morbidade por doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o-transmiss&iacute;veis. Ci&ecirc;ncia &amp;  Sa&uacute;de Coletiva 2004; 9(4):909-920.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20. Moura AAG, Carvalho EF, Silva NJC. Repercuss&atilde;o das doen&ccedil;as  cr&ocirc;nicas n&atilde;o-transmiss&iacute;veis na concess&atilde;o de benef&iacute;cios pela previd&ecirc;ncia social.  Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de   Coletiva 2007; 12(6):1661-1672.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 21. Centers for Disease Control and  Prevention. Annual smoking-attributable mortality, years of potential life  lost, and economic costs - United States, 1995-1999. MMWR 2002; 51(14):300-303.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 22. Romeder JM, McWhinnie JR. Anos de vida potencial perdidos entre  las edades de 1 y 70 anos: un indicador de mortalidad prematura para la planificacion de la salud. In: Buck C, organizador.  El desafio de la  epidemiologia, problemas y lecturas seleccionadas. Washington,  D.C.: OPAS; 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 23. Santana VS, Ara&uacute;jo Filho JB, Silva M, Albuquerque OPR, Barbosa BA,  Nobre LCC, et al. Mortalidade, anos potenciais de vida perdidos e incid&ecirc;ncia de  acidentes de trabalho na Bahia, Brasil. Caderno Sa&uacute;de P&uacute;blica   2007; 23(11):2643-2652.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 24. Lessa I. Tend&ecirc;ncia dos anos produtivos de vida perdidos por  mortalidade precoce por doen&ccedil;a arterial coronariana. Arquivos Brasileiros de   Cardiologia 2002; 79(6):611-622.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 25. Arnold MW, Silva MA, Falbo Neto GH, Haimenis RP. Anos potenciais  de vida perdidos por mulheres em idade f&eacute;rtil na cidade do Recife, Pernambuco,  v&iacute;timas de morte por homic&iacute;dio nos anos de 2001 e 2002. Revista Brasileira  Sa&uacute;de Materno Infantil 2007;   7(1):23-28.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 26. Derossi SA, Paim JS, Aquino E, Silva LMV. Evolu&ccedil;&atilde;o da mortalidade  e anos potenciais de vida perdidos por c&acirc;ncer c&eacute;rvico-uterino em Salvador (BA),  1979-1997. Revista Brasileira de Cancerologia 2001; 47(2): 163-170.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 27. Wiesner C. Determinantes psicol&oacute;gicos, cl&iacute;nicos y sociales del  diagn&oacute;stico temprano del c&aacute;ncer de mama en Bogot&aacute;, Colombia. Revista Colombiana  de   Cancerologia 2007; 11(1):13-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 28. Mendon&ccedil;a GAS, Silva AM, Caula WM. Caracter&iacute;sticas tumorais e  sobrevida de cinco anos em pacientes com c&acirc;ncer de mama admitidas no Instituto  Nacional de C&acirc;ncer, Rio de Janeiro, Brasil. Caderno de Sa&uacute;de   P&uacute;blica 2004; 20(5):1232-1239.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 29. Minist&eacute;rio do Planejamento Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o. Instituto  Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Estimativas populacionais 1980-2010:  Brasil, regi&otilde;es geogr&aacute;ficas e unidades da federa&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro:    IBGE; 2004.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Secretaria de  Estado da Sa&uacute;de P&uacute;blica    <br>   do Rio Grande do Norte,    <br>   Coordena&ccedil;&atilde;o de Promo&ccedil;&atilde;o &agrave;  Sa&uacute;de,    <br>   Subcoordenadoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    <br>   Av. Marechal Deodoro da Fonseca, 730, 5<sup>o</sup> Andar,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Cidade  Alta, Natal-RN, Brasil.    <br>   CEP:59025-600    <br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:suely.correia@gmail.com">suely.correia@gmail.com</a> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Recebido em  27/10/2009    <br> Aprovado em 20/04/2010</font></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
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