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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uso da busca ativa de óbitos na avaliação do Sistema de Informações sobre Mortalidade em Minas Gerais, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use of active mortality research of death in the evaluation of the Mortality Information System in the State of Minas Gerais, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: this study aims to evaluate the Mortality Information System (MIS) data in the Northeastern region of the State of Minas Gerais, Brazil, investigating underreported deaths and associated factors, as well as the contribution of different sources of death information. METHODOLOGY: active mortality research was performed in 17 possible reporting sources to identify non-notified deaths occurred in 2007, in ten selected Municipalities in the Northeastern region of the State. RESULTS: it was identified an underreporting of 26.5% in 2007 in relation to the nominal list of MIS, available in the State of Minas Gerais in April 2008, and of 18.9% considering the final list of the Ministry of Health of Brazil; registry offices, healthcare facilities, and Family Health Strategy Teams were the mainly sources to identify non-notified deaths. CONCLUSION: active research for deaths in alternative sources should be used to improve reporting, increase coverage of reported deaths, and allow the use of MIS data for direct calculation of several health indicators.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Uso da busca ativa de &oacute;bitos  na avalia&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade em Minas Gerais, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Use of active mortality research of death in  the evaluation of the Mortality Information System in the State of Minas Gerais, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Carolina C&acirc;ndida da Cunha<sup>I</sup>; Deise Campos<sup>II</sup>; Elisabeth Barboza Fran&ccedil;a<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Col&eacute;gio T&eacute;cnico, Escola de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e Profissional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Ger&ecirc;ncia de Ensino e Pesquisa, Funda&ccedil;&atilde;o Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Grupo de Pesquisas em Epidemiologia e Avalia&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais,  Belo Horizonte-MG, Brasil.  Grupo de Pesquisas em Epidemiologia e Avalia&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais,  Belo Horizonte-MG, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>avaliar os dados do Sistema  de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) na macrorregi&atilde;o Nordeste do Estado de  Minas Gerais investigando a subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos e poss&iacute;veis fatores associados  e a contribui&ccedil;&atilde;o de diferentes fontes para a notifica&ccedil;&atilde;o.    <br> <b>METODOLOGIA: </b>realizou-se  busca ativa em 17 poss&iacute;veis fontes para a identifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos n&atilde;o  notificados ao SIM em 2007, em dez munic&iacute;pios selecionados da regi&atilde;o.    <br> <b>RESULTADOS: </b>verificou-se em 2007 uma subnotifica&ccedil;&atilde;o de 26,5% em rela&ccedil;&atilde;o ao banco do SIM  dispon&iacute;vel na Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Minas Gerais em abril de 2008, e  de 18,9% com rela&ccedil;&atilde;o ao banco final do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; cart&oacute;rios,  estabelecimentos de sa&uacute;de e equipes da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia foram as  fontes mais importantes para identifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos n&atilde;o notificados.    <br> </font><font size="2" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O: </b>a busca ativa de &oacute;bitos em fontes alternativas deve ser utilizada para  melhorar a notifica&ccedil;&atilde;o, aumentar a cobertura de &oacute;bitos e permitir o uso dos  dados do SIM para o c&aacute;lculo dos diversos indicadores de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>mortalidade;  sistemas de informa&ccedil;&otilde;es; sub-registro; estat&iacute;sticas vitais; atestado de &oacute;bito.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>this study aims to evaluate the Mortality Information System (MIS) data  in the Northeastern region of the State of Minas Gerais, Brazil, investigating  underreported deaths and associated factors, as well as the contribution of  different sources of death information.    <br> <b>METHODOLOGY: </b>active mortality  research was performed in 17 possible reporting sources to identify  non-notified deaths occurred in 2007, in ten selected Municipalities in the  Northeastern region of the State.    <br> <b>RESULTS: </b>it was identified an  underreporting of 26.5% in 2007   in relation to the nominal list of MIS, available in the  State of Minas Gerais in April 2008, and of 18.9% considering the final list of  the Ministry of Health of Brazil; registry offices, healthcare facilities, and  Family Health Strategy Teams were the mainly sources to identify non-notified  deaths.    <br> <b>CONCLUSION: </b>active research for deaths in alternative sources  should be used to improve reporting, increase coverage of reported deaths, and  allow the use of MIS data for direct calculation of several health indicators.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words: </b>mortality;  information systems; under-registration; vital statistics; death certificates.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o deve  se basear em informa&ccedil;&otilde;es oportunas e de qualidade para que sejam definidos  programas e pol&iacute;ticas adequadas ao combate das doen&ccedil;as e agravos priorit&aacute;rios.  Para se avaliar o impacto das doen&ccedil;as e agravos na popula&ccedil;&atilde;o, os dados de  mortalidade e, principalmente, as informa&ccedil;&otilde;es sobre as causas das mortes s&atilde;o as  mais utilizadas.<sup>1,2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No Brasil, a import&acirc;ncia do registro dos eventos vitais levou o  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de a criar, em 1975, o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre  Mortalidade (SIM), respons&aacute;vel por realizar coleta cont&iacute;nua de dados sobre  &oacute;bitos e suas causas, definindo um modelo-padr&atilde;o de Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito (DO),  &uacute;nico para todo o territ&oacute;rio nacional. A DO &eacute; o documento obrigat&oacute;rio para que  se fa&ccedil;a o registro do &oacute;bito nos cart&oacute;rios de Registro Civil, e assim, seja  lavrada a Certid&atilde;o de &Oacute;bito, para fins do sepultamento.<sup>3,4</sup> O correto  preenchimento da DO permite a obten&ccedil;&atilde;o de dados importantes para a Sa&uacute;de  P&uacute;blica, como por exemplo, as causas do &oacute;bito, informa&ccedil;&otilde;es sobre as  caracter&iacute;sticas de pessoa, tempo e lugar, e da assist&ecirc;ncia prestada ao  indiv&iacute;duo. Os dados constantes na DO permitem a elabora&ccedil;&atilde;o de indicadores e  com eles a identifica&ccedil;&atilde;o de grupos de risco. Eles tamb&eacute;m possibilitam o  planejamento adequado e a implanta&ccedil;&atilde;o de programas de sa&uacute;de efetivos. Um de  seus objetivos &eacute; possibilitar a an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de de uma localidade,  mediante a produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre o &oacute;bito, para subsidiar a tomada de  decis&otilde;es considerando-se as condi&ccedil;&otilde;es de vida de sua popula&ccedil;&atilde;o.<sup>3,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A cobertura satisfat&oacute;ria do sistema, a agilidade na coleta de  informa&ccedil;&otilde;es confi&aacute;veis em todos os n&iacute;veis e o controle do fluxo dessas  informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os fundamentos  necess&aacute;rios para assegurar a validade dos indicadores  gerados pelo SIM. A subnotifica&ccedil;&atilde;o de eventos e a propor&ccedil;&atilde;o de causas mal  definidas de &oacute;bito superior a 10,0%, al&eacute;m do preenchimento incorreto ou  incompleto da DO, resultam em varia&ccedil;&otilde;es na qualidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre  mortalidade dispon&iacute;veis.<sup>1,6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Existe associa&ccedil;&atilde;o entre a qualidade deficiente dos registros de  &oacute;bitos, as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas  e de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es e o grau de desenvolvimento  regional.<sup>8</sup> O n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico condiciona a qualidade dos servi&ccedil;os  de sa&uacute;de oferecidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, inclusive a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre  &oacute;bitos coletadas pelos servi&ccedil;os.<sup>9</sup> Os problemas relacionados &agrave;  subnotifica&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos em geral - infantis em particular - refletem o grau  de desigualdade no acesso a determinados bens e servi&ccedil;os, n&atilde;o s&oacute; econ&ocirc;micos  como tamb&eacute;m sociais. Entre eles, os da Sa&uacute;de.<sup>10</sup> A cobertura dos  &oacute;bitos em crian&ccedil;as costuma ser inferior &agrave; dos &oacute;bitos em adultos, o que implica  mais restri&ccedil;&otilde;es para o uso dos dados sobre &oacute;bitos infantis.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o obstante os crescentes investimentos e melhorias  verificados no SIM, a subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos ainda &eacute; um problema  significativo, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil,<sup>9,11-12</sup>  onde o c&aacute;lculo das taxas de mortalidade infantil todavia &eacute; feito mediante  estimativas indiretas realizadas pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de  Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), a partir de dados de censos demogr&aacute;ficos ou de  pesquisas amostrais. Al&eacute;m das limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas inerentes ao uso dessas  estimativas, &eacute; reconhec&iacute;vel o desest&iacute;mulo de profissionais e gestores de sa&uacute;de  pela impossibilidade de monitorar adequadamente a diminui&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos na  inf&acirc;ncia.<sup>8,3,14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto, a busca ativa de &oacute;bitos tem sido utilizada para  identificar eventos n&atilde;o notificados ao sistema de sa&uacute;de, com o objetivo de  melhorar a cobertura dos dados do SIM. Frias e colaboradores,<sup>5</sup> tendo  por objeto munic&iacute;pios com precariedade de dados, analisaram a contribui&ccedil;&atilde;o das  principais fontes de notifica&ccedil;&atilde;o e destacaram a import&acirc;ncia dos  estabelecimentos de sa&uacute;de na recupera&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos hospitalares, das equipes da  Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no resgate de &oacute;bitos domiciliares, al&eacute;m de  cemit&eacute;rios e cart&oacute;rios de registro civil como fontes de potencial import&acirc;ncia  para a realiza&ccedil;&atilde;o de busca ativa de &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Estado de Minas Gerais, ainda existem problemas quanto &agrave;  notifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos e &agrave; propor&ccedil;&atilde;o de mortes por causas mal definidas. Fran&ccedil;a  e colaboradores<sup>15</sup> avaliaram as microrregi&otilde;es e munic&iacute;pios do Estado  no per&iacute;odo de 2000 a  2002 e observaram que, de maneira geral, localidades de menor porte  populacional apresentavam pior qualidade na informa&ccedil;&atilde;o. A maior parte das  microrregi&otilde;es com maiores defici&ecirc;ncias de informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos e  nascimentos pertencia &agrave;s macrorregi&otilde;es Norte, Noroeste e Nordeste do Estado. A  macrorregi&atilde;o Nordeste de Minas Gerais teve 40 de seus 63 munic&iacute;pios  classificados como 'prec&aacute;rios' do ponto de vista de qualidade da informa&ccedil;&atilde;o  oferecida pelo SIM. Estudo de campo realizado <i>a posteriori, </i>na mesma macrorregi&atilde;o, mediante aut&oacute;psia verbal para investiga&ccedil;&atilde;o  de causas de &oacute;bitos n&atilde;o notificados e &oacute;bitos com causas mal definidas  registrados no SIM em 2007, identificou subnotifica&ccedil;&atilde;o importante segundo  listagem de &oacute;bitos disponibilizada em abril de 2008.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho tem por objetivo avaliar mais detalhadamente  os dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade na macrorregi&atilde;o Nordeste  de Minas Gerais, no ano de 2007, com o prop&oacute;sito de identificar as mortes n&atilde;o  notificadas segundo listagem definitiva dos &oacute;bitos registrados no SIM, os  poss&iacute;veis fatores associados a essa subnotifica&ccedil;&atilde;o e a contribui&ccedil;&atilde;o de  diferentes fontes de informa&ccedil;&atilde;o sobre &oacute;bitos na busca ativa dessas informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho &eacute; parte integrante da pesquisa 'Avalia&ccedil;&atilde;o do  Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade na macrorregi&atilde;o Nordeste de Minas  Gerais' (Projeto QualiSIS-3), do Grupo de Pesquisas em Epidemiologia e Avalia&ccedil;&atilde;o  em Sa&uacute;de (GPEAS), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas  Gerais (FM/UFMG).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A popula&ccedil;&atilde;o estimada para Minas Gerais em 2007 era de 19.479.262  habitantes residentes, distribu&iacute;dos entre os 853 munic&iacute;pios do Estado. A  macrorregi&atilde;o Nordeste de Minas Gerais apresentava, nesse mesmo ano, uma  popula&ccedil;&atilde;o de 881.529 habitantes (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a>, acessado em maio/2010).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A unidade amostral do estudo foi o &oacute;bito, para o qual pode ter  ocorrido emiss&atilde;o de DO ou n&atilde;o, e estar registrado no SIM ou n&atilde;o. A DO &eacute;  impressa como um conjunto de tr&ecirc;s vias coloridas autocopiativas em uma sequ&ecirc;ncia num&eacute;rica &uacute;nica. A  primeira via da DO dever&aacute; ser recolhida pelas Secretarias Municipais de Sa&uacute;de  (SMS) nas unidades notificantes,  como hospitais, cart&oacute;rios, estabelecimentos de sa&uacute;de e  m&eacute;dicos cadastrados que tenham prestado o atendimento fora dos estabelecimentos  de sa&uacute;de, Instituto M&eacute;dico Legal (IML) e servi&ccedil;os de verifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos  (SVO). Essa primeira via fica em posse do setor respons&aacute;vel pelo processamento  dos dados na inst&acirc;ncia municipal ou estadual. A segunda via da DO dever&aacute; ser  entregue &agrave; fam&iacute;lia para que seja realizado o registro do &oacute;bito no cart&oacute;rio de  Registro Civil, onde ficar&aacute; retida. A terceira via da DO deve permanecer  arquivada nas unidades notificantes. No caso de &oacute;bitos com assist&ecirc;ncia  m&eacute;dica fora do estabelecimento de sa&uacute;de, o m&eacute;dico respons&aacute;vel dever&aacute; levar a  terceira via &agrave; SMS para que seja arquivada. No caso de &oacute;bitos por causas  naturais em localidades sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica ou SVO, o respons&aacute;vel pelo  falecido, acompanhado de duas testemunhas, deve comparecer ao cart&oacute;rio de  Registro Civil onde a DO ser&aacute; preenchida. A primeira e a terceira vias ser&atilde;o  recolhidas e arquivadas na SMS. Nesse caso, a causa b&aacute;sica do &oacute;bito ser&aacute; considerada  desconhecida.<sup>3,17-18</sup> As DO recolhidas pelas SMS devem ser digitadas  e enviadas para as regionais de sa&uacute;de dos Estados, que fazem os consolidados de  suas &aacute;reas e os encaminham para as Secretarias de Estado da Sa&uacute;de (SES). Estas consolidam  os dados estaduais e os repassam ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A impress&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o e controle das DO &eacute; de responsabilidade  da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SVS/MS), que  poder&aacute; deleg&aacute;-la &agrave;s SES mediante pactua&ccedil;&atilde;o. Para os munic&iacute;pios, a distribui&ccedil;&atilde;o  fica a cargo das SES. As SMS  dever&atilde;o fornecer e controlar a utiliza&ccedil;&atilde;o de formul&aacute;rios  de DO para as unidades notificantes, as quais passar&atilde;o a ser respons&aacute;veis  solid&aacute;rias pelas DO recebidas.<sup>3,17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O modelo de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do SIM &eacute; formado por seis  componentes: a) notifica&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito, mediante emiss&atilde;o da DO com preenchimento  oportuno e completo - inclusive a declara&ccedil;&atilde;o das causas da morte -,  responsabilidade exclusiva do m&eacute;dico; b) coleta/capta&ccedil;&atilde;o das DO nas fontes notificantes, com avalia&ccedil;&atilde;o preliminar e coleta de dados adicionais se  necess&aacute;rio, de responsabilidade das SMS; c) busca ativa em fontes alternativas,  como cemit&eacute;rios, junto &agrave;s equipes da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) e  informantes-chave, tamb&eacute;m de responsabilidade das SMS; d) processamento dos  dados e an&aacute;lise de indicadores de cobertura e qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, de  responsabilidade das tr&ecirc;s esferas de governo; e) fluxo entre as esferas de  gest&atilde;o do SIM (municipal, estadual e federal); e f) divulga&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es  atrav&eacute;s de boletins e outros meios, de responsabilidade dos tr&ecirc;s n&iacute;veis de  gest&atilde;o do SUS, e disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos dados na internet pelo Departamento de Inform&aacute;tica  do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Datasus), de responsabilidade do Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de.<sup>5,17</sup> Cada uma dessas etapas deve ser padronizada, para que  sejam obtidos os melhores resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os &oacute;bitos ocorridos encontram-se naturalmente agrupados em  conglomerados, os munic&iacute;pios. No caso deste estudo, a popula&ccedil;&atilde;o residente na  macrorregi&atilde;o Nordeste do Estado distribui-se geograficamente, em 63 munic&iacute;pios:  49,2% com menos de 10.000 habitantes (estrato 1); 31,8% entre 10.000 e 19.999  (estrato 2); e 19,0% com 20.000 ou mais habitantes (estrato 3). Cada munic&iacute;pio  foi considerado um subconjunto com razo&aacute;vel homogeneidade, sob a &oacute;tica da  popula&ccedil;&atilde;o de interesse do estudo; ou seja, um conglomerado. O plano amostral  consistiu em selecionar uma amostra probabil&iacute;stica de dez munic&iacute;pios entre os 63 da  regi&atilde;o, n&uacute;mero considerado suficiente para selecionar ao menos 197 &oacute;bitos por  causas mal definidas, segundo proposta de estudo anterior.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para avaliar a subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos na macrorregi&atilde;o, seriam  necess&aacute;rios 454 &oacute;bitos totais na amostra, de acordo com os seguintes  par&acirc;metros: a) p=0,29 (propor&ccedil;&atilde;o de subnotifica&ccedil;&atilde;o esperada, considerando-se  uma estimativa de 71,0% de cobertura (baseada em m&eacute;todos indiretos) em 2007-2009,  na regi&atilde;o; b) precis&atilde;o de 5,0%; c) efeito do desenho de 1,5; e d) erro alfa de  5,0% (intervalo de confian&ccedil;a de 95%: IC<sub>95%</sub>). Para a busca ativa, os dez  munic&iacute;pios foram sorteados seguindo uma amostragem aleat&oacute;ria simples dentro de  cada um dos tr&ecirc;s grupamentos de munic&iacute;pios classificados segundo o porte populacional,  garantindo a mesma propor&ccedil;&atilde;o de munic&iacute;pios de cada grupamento na popula&ccedil;&atilde;o e na  amostra. Os munic&iacute;pios sorteados para o estudo foram: Campan&aacute;rio, Frei Gaspar,  Felisburgo, Serra dos Aimor&eacute;s e Machacalis no estrato 1; Comercinho, &Aacute;guas  Vermelhas e Virgem da Lapa no estrato 2; e Itaobim e Jequitinhonha no estrato  3.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a coleta de dados, inicialmente foi realizado estudo piloto  em um dos munic&iacute;pios sorteados da amostra, para verificar adequa&ccedil;&atilde;o do  formul&aacute;rio de coleta de dados e da log&iacute;stica de campo. Como n&atilde;o houve  necessidade de altera&ccedil;&atilde;o no formul&aacute;rio, os dados coletados foram posteriormente  incorporados na an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A coleta de dados foi realizada no per&iacute;odo de maio a agosto de  2008. Utilizou-se formul&aacute;rio padronizado com o objetivo de identificar todos os  &oacute;bitos de residentes nos munic&iacute;pios selecionados, ocorridos no per&iacute;odo de 1<sup>&deg;</sup>  de janeiro a 31 de dezembro de 2007, inclusive de DO emitidas e n&atilde;o informadas  ao SIM e &oacute;bitos ocorridos que n&atilde;o geraram as respectivas DO. Foram coletados os  seguintes dados: vari&aacute;veis de identifica&ccedil;&atilde;o do caso, da fonte notificante e do munic&iacute;pio, do local de ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito e se foi ou n&atilde;o  emitida uma DO.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As fontes de busca ativa foram: cart&oacute;rios (arquivo de DO e livro  de registro de &oacute;bitos); prefeituras (arquivo de DO do munic&iacute;pio e &oacute;rg&atilde;os  ligados &agrave; prefeitura); cemit&eacute;rios (livros de registro, guias de sepultamento);  estabelecimentos de sa&uacute;de &#91;prontu&aacute;rio hospitalar, livro de registro de DO do  hospital e do Posto M&eacute;dico Legal (PML), arquivo de DO do hospital e do PML&#93;; e  ESF &#91;fichas, livros de registro e prontu&aacute;rios da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e  comunica&ccedil;&atilde;o verbal do agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de (ACS)&#93;. Essas m&uacute;ltiplas  fontes foram consultadas com o bjetivo de encontrar o maior n&uacute;mero de &oacute;bitos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos detectada no estudo foi  analisada levando-se em considera&ccedil;&atilde;o dois crit&eacute;rios. Segundo o crit&eacute;rio 1, foi  utilizado o banco de dados do SIM obtido junto &agrave; SES/MG em abril de 2008,  procedimento necess&aacute;rio para a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho de campo (SIM/SES/MG).  Al&eacute;m disso, no ano em que o trabalho de campo foi realizado, estava em vigor a  Portaria n<sup>&deg;</sup> 20 do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, de 03 de outubro de 2003,<sup>19</sup> estabelecendo que o prazo para remessa ao  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de dos dados estaduais do ano anterior encerrar-se-ia em 10 de  janeiro de 2008. Segundo o crit&eacute;rio 2, utilizou-se o banco de dados do SIM  finalizado em mar&ccedil;o de 2009 e obtido junto &agrave; SVS/MS em maio de 2010, ou seja, o  banco com os dados definitivos sobre &oacute;bitos (SIM/MS). Esse segundo crit&eacute;rio levou  em considera&ccedil;&atilde;o a Portaria n<sup>&deg;</sup> 116, de 11 de fevereiro de 2009,<sup>17</sup> que revogou a Portaria n<sup>&deg;</sup> 20 e estabeleceu  novos prazos para a remessa dos dados. De acordo com a nova Portaria em vigor,  os dados devem ser divulgados em car&aacute;ter definitivo at&eacute; 30 de dezembro do ano  subsequente ao da ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito; portanto, no caso deste estudo, at&eacute; 30  de dezembro de 2008.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As notifica&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos levantadas por busca ativa foram  emparelhadas com a listagem de &oacute;bitos do SIM/ SES/MG e com a listagem  do SIM/MS por vari&aacute;veis-chave, como nome, data de nascimento, data do &oacute;bito,  idade ao &oacute;bito, nome da m&atilde;e e endere&ccedil;o. Por meio desse procedimento, foram  identificados os &oacute;bitos n&atilde;o notificados ao SIM/SES/MG e ao SIM/MS. O c&aacute;lculo da  propor&ccedil;&atilde;o de subnotifica&ccedil;&atilde;o foi feito dividindo-se o n&uacute;mero de &oacute;bitos n&atilde;o  notificados ao SIM (SES/MG ou MS), encontrados na busca ativa, pela soma dos &oacute;bitos  notificados (SES/MG ou MS) e n&atilde;o notificados localizados na busca ativa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Realizou-se an&aacute;lise descritiva dos dados, c&aacute;lculo da cobertura do  SIM e identifica&ccedil;&atilde;o das principais fontes de informa&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos na busca  ativa. A avalia&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o entre a subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos ao SIM/SES/MG e ao SIM/MS e  poss&iacute;veis vari&aacute;veis preditoras foi realizada pelo teste do qui-quadrado. O  n&iacute;vel de signific&acirc;ncia utilizado foi de 0,05. Para processamento e an&aacute;lise dos dados,  utilizou-se o programa Epi Info 3.5.3.</font></p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da  Universidade Federal de Minas Gerais (COEP), conforme o Parecer ETIC n<sup>&deg;</sup> 341/06.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O total de &oacute;bitos encontrados, por meio do SIM/SES/MG e ap&oacute;s busca ativa nos dez  munic&iacute;pios sorteados para o estudo, foi de 778. Destes,  206 (26,5%) n&atilde;o haviam sido notificados ao SIM/SES/MG at&eacute; abril de 2008. A aus&ecirc;ncia de  notifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos ao SIM/SES/MG variou de 52,8%, em munic&iacute;pio  pertencente ao estrato 2, a  15,7% em munic&iacute;pio do estrato 3 (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a02t1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">De acordo com o banco de dados definitivo do SIM/MS e  considerando os &oacute;bitos detectados na busca ativa, foram encontrados 788 &oacute;bitos  nos munic&iacute;pios estudados, ou seja, dez &oacute;bitos a mais do que aqueles encontrados  no SIM/SES/MG e por busca ativa. Os dez &oacute;bitos n&atilde;o notificados ao SIM/SES/MG  ocorreram em hospitais ou estabelecimentos de sa&uacute;de de outros </font><font size="2" face="verdana">Estados. Nesse banco de dados definitivo, permaneceram n&atilde;o  notificados 149 &oacute;bitos (18,9%). De acordo com esse segundo crit&eacute;rio, a  subnotifica&ccedil;&atilde;o variou de 28,4%, em munic&iacute;pio do estrato 3, a 6,2% em munic&iacute;pio do  estrato 1. No total, houve uma diminui&ccedil;&atilde;o percentual da subnotifica&ccedil;&atilde;o de  28,7%, quando foram comparados os dois bancos de dados. Em apenas um munic&iacute;pio,  pertencente ao estrato 1, n&atilde;o houve redu&ccedil;&atilde;o da subnotifica&ccedil;&atilde;o (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sobre os 206 &oacute;bitos n&atilde;o notificados ao SIM/SES/MG, em 41,3%  deles (n=85) a DO n&atilde;o foi localizada em qualquer das fontes de busca ativa.  Dois munic&iacute;pios pertencentes ao estrato 2 foram os que apresentaram a maior  propor&ccedil;&atilde;o de DO n&atilde;o localizadas na busca ativa aos &oacute;bitos subnotificados. Em  rela&ccedil;&atilde;o ao banco do SIM/MS, houve um aumento do percentual de DO n&atilde;o  localizadas (51,0%) relativas aos &oacute;bitos subnotificados. Nesse caso, os  munic&iacute;pios com maior propor&ccedil;&atilde;o de DO n&atilde;o localizadas pertenciam ao estrato 1  (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2" id="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta a an&aacute;lise descritiva de vari&aacute;veis referentes  aos &oacute;bitos n&atilde;o notificados ao SIM (SES/MG e MS). Em ambos os bancos de dados, a maior propor&ccedil;&atilde;o  de &oacute;bitos n&atilde;o notificados ocorreu em indiv&iacute;duos do sexo masculino que residiam  em munic&iacute;pios pertencentes ao estrato 3 e que possu&iacute;am 65 anos de idade ou  mais. A propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos subnotificados de indiv&iacute;duos entre 20 e 49 anos  tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o: 26,0%, aproximadamente. Em rela&ccedil;&atilde;o ao local de  ocorr&ecirc;ncia, a maior propor&ccedil;&atilde;o foi de &oacute;bitos para os quais n&atilde;o havia informa&ccedil;&atilde;o  sobre essa vari&aacute;vel: 65,0% no SIM/SES/MG e 81,9% no SIM/MS.</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a02t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Analisando-se o n&uacute;mero de fontes de busca ativa em que os &oacute;bitos  foram encontrados, ao se comparar SIM/SES/MG e SIM/MS, &eacute; mister destacar um  aumento percentual dos &oacute;bitos encontrados em apenas uma fonte, demonstrando que  esses &oacute;bitos s&atilde;o mais dif&iacute;ceis de serem recuperados. Por&eacute;m, cerca de 55,0% dos  &oacute;bitos subnotificados poderiam ter sido localizados em duas a quatro fontes de  notifica&ccedil;&atilde;o, tanto no banco SIM/SES/MG como no banco SIM/MS. Em rela&ccedil;&atilde;o aos  &oacute;bitos sem emiss&atilde;o da DO, em 47,0% dos casos, aproximadamente, havia o registro  desses &oacute;bitos em duas a quatro fontes de informa&ccedil;&atilde;o (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a02t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante destacar a grande propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos n&atilde;o notificados  ao SIM (SES/MG e MS) e que foram encontrados nos cart&oacute;rios (arquivos de DO e livros  de registro). Outras importantes fontes foram as prefeituras (arquivo de DO da  SMS e setores ligados &agrave; prefeitura), com contribui&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 40,0%  em ambos os bancos; e as equipes da ESF, com 40,8% no banco SIM/SES/MG e 24,8%  no SIM/MS (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a02t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos &oacute;bitos cujas DO n&atilde;o foram localizadas, em mais de  20,0% dos casos havia a informa&ccedil;&atilde;o nos cart&oacute;rios, e em 20,0%, aproximadamente,  havia o registro do &oacute;bito nas prefeituras do munic&iacute;pio. Por&eacute;m, a principal  fonte de informa&ccedil;&atilde;o sobre os &oacute;bitos cujas DO n&atilde;o foram encontradas foram as  equipes da ESF, que possibilitaram conhecer 35,5% dos &oacute;bitos n&atilde;o notificados em  ambos os bancos de dados (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A maior propor&ccedil;&atilde;o de subnotifica&ccedil;&atilde;o ao SIM/SES/MG ocorreu nos  dois &uacute;ltimos meses do ano, com 36,3% de casos subnotificados, seguido do  bimestre julho-agosto com um total de 18,9%. No caso da subnotifica&ccedil;&atilde;o de  &oacute;bitos ao SIM/MS, os bimestres novembro-dezembro (27,7%) e julho-agosto (24,3%)  permaneceram como os que apresentaram maior percentual de subnotifica&ccedil;&atilde;o,  embora com valores inferiores aos do SIM/SES/MG (<a href="#t6">Tabela 6</a>).</font></p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v20n3/3a02t6.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram observadas associa&ccedil;&otilde;es significativas, no teste do  qui-quadrado (p&lt;0,05), entre a ocorr&ecirc;ncia de subnotifica&ccedil;&atilde;o e as seguintes  vari&aacute;veis: faixa et&aacute;ria, causa mal definida e m&ecirc;s do &oacute;bito, para ambos os  bancos de dados. O porte populacional do munic&iacute;pio tamb&eacute;m se associou  significativamente, no caso do banco SIM/SES/MG, e com n&iacute;vel no limiar de signific&acirc;ncia no banco de  dados do SIM/MS (<a href="#t6">Tabela 6</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"> <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sistemas de informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade de boa qualidade,  confi&aacute;veis e com boa cobertura de &oacute;bitos, s&atilde;o fundamentais para a constru&ccedil;&atilde;o de  importantes indicadores epidemiol&oacute;gicos que possibilitem o planejamento e  programa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es efetivas para a melhoria da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A esfera municipal tem papel decisivo na elabora&ccedil;&atilde;o de  diagn&oacute;sticos para que sejam feitos o planejamento adequado e programadas a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de locais efetivas. Isso s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel se o munic&iacute;pio  possuir sistemas de informa&ccedil;&otilde;es acess&iacute;veis e confi&aacute;veis, e se essas informa&ccedil;&otilde;es  estiverem dispon&iacute;veis no momento oportuno. A subnotifica&ccedil;&atilde;o dos eventos vitais  - nesse caso, dos &oacute;bitos - compromete o uso adequado dos dados provenientes dos  sistemas de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados encontrados no presente estudo apontam para um  percentual de subnotifica&ccedil;&atilde;o preocupante segundo os dois crit&eacute;rios analisados.  Mesmo levando-se em considera&ccedil;&atilde;o o crit&eacute;rio 2, no qual o prazo para envio dos  dados, a consolida&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o maiores, a subnotifica&ccedil;&atilde;o  de &oacute;bitos foi de 18,9% nos munic&iacute;pios estudados. Esses achados refor&ccedil;am as  influ&ecirc;ncias das desigualdades socioecon&ocirc;micas e de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de na  macrorregi&atilde;o Nordeste de Minas Gerais, onde em alguns dos munic&iacute;pios estudados  verificou-se aus&ecirc;ncia de notifica&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos da ordem de 30,0%.  Desconhecem-se as caracter&iacute;sticas da pessoa que faleceu, como sexo, idade,  estado civil e outras, se houve assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e a causa b&aacute;sica da morte,  dificultando a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores confi&aacute;veis para esses munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O maior percentual de subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos encontrado em  novembro e dezembro sugere atrasos na coleta e processamento dos dados e/ou  atraso na busca ativa em fontes alternativas, referentemente aos &oacute;bitos  ocorridos nesses meses. Esse fato pode ser comprovado pela diminui&ccedil;&atilde;o  percentual da subnotifica&ccedil;&atilde;o nesse per&iacute;odo do ano, quando considerado o  crit&eacute;rio 2 em rela&ccedil;&atilde;o ao 1. Os problemas relacionados &agrave; coleta das DO parecem  estar relacionados &agrave; fragilidade das atividades de busca ativa nas diversas  fontes de notifica&ccedil;&atilde;o. Limita&ccedil;&otilde;es no processamento de dados devem-se,  possivelmente, a dificuldades na transfer&ecirc;ncia de dados do munic&iacute;pio para o  Estado ou sobrecarga de trabalho, em que o processamento dos &oacute;bitos passa a um  segundo plano, conforme j&aacute; foi observado.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O local de ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito nos casos subnotificados chama a aten&ccedil;&atilde;o por dois  motivos. O primeiro deles &eacute; a elevada propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos sem informa&ccedil;&atilde;o sobre  o local de ocorr&ecirc;ncia, percentual que aumenta do crit&eacute;rio  1 para o crit&eacute;rio 2. Esse fato dificulta a an&aacute;lise sobre a assist&ecirc;ncia prestada  ao indiv&iacute;duo no momento do &oacute;bito. O segundo motivo &eacute; que 18,4% dos &oacute;bitos n&atilde;o  notificados ao SIM/SES/MG e 12,1% dos n&atilde;o notificados ao SIM/MS ocorreram em  hospitais</font> <font size="2" face="verdana">ou estabelecimentos de sa&uacute;de. Mais grave ainda &eacute; que, no caso de  alguns &oacute;bitos ocorridos em hospitais, a DO n&atilde;o foi emitida. Segundo Frias e  colaboradores,<sup>20</sup> isso demonstra a precariedade da integra&ccedil;&atilde;o entre o  SIM e o hospital. A unidade hospitalar, fonte oficial para coleta de  informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos, conta com elevado potencial para melhoria do SIM. A  subnotifica&ccedil;&atilde;o desses eventos &eacute; demonstrativa do n&iacute;vel de organiza&ccedil;&atilde;o e da  qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, e, nesses casos, uma evid&ecirc;ncia da precariedade  dessa assist&ecirc;ncia prestada.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo constatou que os &oacute;bitos de homens s&atilde;o mais  subnotificados que os das mulheres, fato tamb&eacute;m observado por Fa&ccedil;anha e  colaboradores.<sup>14</sup> Quanto ao tamanho dos munic&iacute;pios, o maior  percentual de subnotifica&ccedil;&otilde;es ocorreu naqueles pertencentes ao estrato 2, de  tamanho populacional m&eacute;dio. A rela&ccedil;&atilde;o esperada entre maior subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos  e munic&iacute;pios de menor porte populacional n&atilde;o foi observada aqui, diferindo da  bibliografia encontrada. Em estudo realizado por Andrade e colaboradores<sup>12</sup>  sobre dados de nascimentos e &oacute;bitos registrados nos bancos do Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de, os autores argumentam que a an&aacute;lise dos dados deve levar em  considera&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do tamanho populacional, a rela&ccedil;&atilde;o urbano-rural. Nos munic&iacute;pios estudados, chama a aten&ccedil;&atilde;o a exist&ecirc;ncia de fazendas  isoladas e estradas n&atilde;o pavimentadas, muitas vezes um fator determinante para o  acesso da popula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A busca ativa de &oacute;bitos tem sido realizada por alguns  pesquisadores com o objetivo de identificar eventos n&atilde;o notificados ao SIM,  avaliar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos, estimar a cobertura desses  eventos e identificar as principais fontes de busca ativa para os &oacute;bitos.<sup>5,20</sup>  No presente estudo, a busca ativa em fontes alternativas mostrou grande  potencial para o aprimoramento do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade:  mais de 50,0% dos &oacute;bitos subnotificados poderiam ser encontrados caso a busca  fosse realizada em pelo menos duas fontes de informa&ccedil;&atilde;o. Ademais, a busca ativa  foi fundamental na localiza&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos para os quais a DO n&atilde;o foi emitida. &Eacute;  preocupante constatar que os &oacute;bitos localizados em apenas uma fonte tornam-se  mais dif&iacute;ceis de serem recuperados. Surpreende que, nesses casos,  aproximadamente 40,0% dos &oacute;bitos possuam seu &uacute;nico registro no cart&oacute;rio  (arquivos de DO ou livros de registro).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O cart&oacute;rio mostrou-se uma importante fonte notificante de &oacute;bitos ao SIM. O fato de aproximadamente 50% dos &oacute;bitos subnotificados terem suas DO encontradas nos arquivos de DO e livros de registro dos cart&oacute;rios aponta para uma  falha na busca ativa pelas SMS. Mostrou-se fundamental a procura de &oacute;bitos no livro de  registro: aproximadamente 24,0% dos &oacute;bitos subnotificados cuja DO n&atilde;o foi localizada puderam ser recuperados por esse meio. Esses &oacute;bitos foram registrados em cart&oacute;rio sem que a DO fosse  emitida, seja pelo estabelecimento de sa&uacute;de que prestou assist&ecirc;ncia ao indiv&iacute;duo, seja pelo cart&oacute;rio que n&atilde;o exigiu o documento ou n&atilde;o preencheu a declara&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica. A incerteza quanto ao preenchimento da DO por parte do cart&oacute;rio, por ocasi&atilde;o da emiss&atilde;o da Certid&atilde;o de &Oacute;bito, torna necess&aacute;ria a procura pelo &oacute;bito nos livros de registro, como j&aacute; foi verificado.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, com os  agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de, os ACS, mostrou-se fonte relevante para  busca de &oacute;bitos nos munic&iacute;pios estudados. Diariamente em contato com a popula&ccedil;&atilde;o, os ACS s&atilde;o o elo entre  as equipes de sa&uacute;de e a comunidade. Por acompanharem de perto a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o importante  fonte de recupera&ccedil;&atilde;o no  caso de &oacute;bitos domiciliares  sem assist&ecirc;ncia m&eacute;dica. A maior valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho desses profissionais, seu acesso e conhecimento da sa&uacute;de da  popula&ccedil;&atilde;o permitem ao munic&iacute;pio identificar um n&uacute;mero significativo de &oacute;bitos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os &oacute;bitos subnotificados e recuperados por meio de busca ativa nos  estabelecimentos de sa&uacute;de tamb&eacute;m representaram propor&ccedil;&atilde;o significativa.  Observa-se, entretanto, grande diminui&ccedil;&atilde;o percentual dos &oacute;bitos nessa fonte ao  se comparar os dados do SIM/SES/MG e do SIM/MS. Esse fato refor&ccedil;a a concep&ccedil;&atilde;o  de fragilidade e demora da busca ativa nas fontes de informa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; citada:  somando-se os &oacute;bitos subnotificados localizados nos cart&oacute;rios e em  estabelecimentos de sa&uacute;de, percebe-se um alto percentual de subnotifica&ccedil;&atilde;o de  &oacute;bitos nas fontes oficiais de informa&ccedil;&atilde;o para o SIM, o que aponta para uma  importante falha de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade nos munic&iacute;pios  estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Vale ressaltar que &eacute; essencial que se realize a busca ativa de  &oacute;bitos em diversas fontes de informa&ccedil;&atilde;o, deixando de lado o h&aacute;bito de realizar  busca ativa apenas nos cart&oacute;rios e hospitais, como &agrave;s vezes &eacute; feito em muitos  munic&iacute;pios brasileiros. Este estudo demonstrou que a busca nas demais fontes  alternativas contribui, fortemente, para a notifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos ao SIM, conforme  verificado tamb&eacute;m em outras investiga&ccedil;&otilde;es.<sup>5,20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; necess&aacute;rio um trabalho junto aos profissionais m&eacute;dicos, desde  sua forma&ccedil;&atilde;o, pela valoriza&ccedil;&atilde;o da DO como importante instrumento na gest&atilde;o da  Sa&uacute;de e na gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da comunidade, e  n&atilde;o apenas como uma exig&ecirc;ncia burocr&aacute;tica para que se fa&ccedil;a o sepultamento. O  cumprimento do fluxo institucional cart&oacute;rio-SES e hospital-SES deve ser  refor&ccedil;ado como foi definido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>18 </sup>Problemas na  gera&ccedil;&atilde;o dos dados mostram a necessidade de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o dos  profissionais dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de para que as DO n&atilde;o deixem de ser recolhidas  e digitadas corretamente, em tempo oportuno, e garantam a notifica&ccedil;&atilde;o dos  &oacute;bitos. Frias e colaboradores<sup>20</sup> prop&otilde;em o estabelecimento de  rotinas pr&oacute;prias do munic&iacute;pio para a coleta e distribui&ccedil;&atilde;o das DO, alimenta&ccedil;&atilde;o  e retroalimenta&ccedil;&atilde;o dos dados entre SMS e SES e monitoramento da consist&ecirc;ncia  desses dados. Principalmente, a popula&ccedil;&atilde;o deve ter mais e melhor acesso aos  bens e servi&ccedil;os do Estado, entre os quais se incluem servi&ccedil;os de sa&uacute;de de  qualidade, no momento de sua necessidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A impossibilidade de realizar busca ativa em locais onde n&atilde;o havia  cobertura da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia ou dos ACS, al&eacute;m da dificuldade de  transporte e acesso - especialmente na zona rural -, constituiu importante  limita&ccedil;&atilde;o deste estudo, haja vista esperar-se uma maior subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos  nesses locais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A busca ativa de &oacute;bitos em fontes alternativas, ao melhorar a notifica&ccedil;&atilde;o,  aumentar a cobertura e permitir o uso dos dados do SIM para o c&aacute;lculo direto  dos diversos indicadores, possibilita a tomada de decis&otilde;es adequadas porque  baseadas em mais correta avalia&ccedil;&atilde;o da real situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o do  munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Minas Gerais  (FAPEMIG), pelo apoio financeiro (Processo EDT n<sup>&deg;</sup> 3.292/06).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao DASIS/SVS/MS e a Vera Regina Bar&ecirc;a <i>(in memo-rium), </i>pelo  acesso ao banco de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade do  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; Rosangela Loschi Ana Maria Nogales e Eliane  Drumond, pelas sugest&otilde;es na an&aacute;lise dos dados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">E &agrave; Secretaria de  Estado de Sa&uacute;de de Minas Gerais, por seu imprescind&iacute;vel apoio na coleta de  dados. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Mathers CD, Fat DM, Inoue M, Rao  C, Lopez AD. Counting the dead and what they died from: an assessment of the  global status of cause of death data. Bulletin of the World Health  Organization. 2005; 82(3):171-177.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Organization Panamericana de la Salud. Sobre la estimaci&oacute;n de tasas de mortalidad para pa&iacute;ses de la Region de l&atilde;s Am&eacute;ricas.  Bolet&iacute;n Epidemiol&oacute;gico. 2003; 24(4):1-5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia  em Sa&uacute;de. Guia  de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Brasil. Lei n<sup>&deg;</sup> 6.015, de 31 de dezembro de 1973. Disp&otilde;e sobre os registros p&uacute;blicos e d&aacute;  outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 31 dez. 1973. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Frias PG, Pereira PMH, Andrade CLT,  Szwarcwald CL. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade: estudo de caso em  munic&iacute;pios com precariedade dos dados. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24(10):2257-2266. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Laurenti R, Jorge MHPM, Lebr&atilde;o ML, Gotlieb  SLD, Almeida MF. Estat&iacute;sticas Vitais: contando os nascimentos e as mortes.  Revista Brasileira de Epidemiologia. 2005; 8(2):108 -110.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Pedrosa LDCO, Sarinho SW, Ordonha MAR. &Oacute;bitos  neonatais: por que e como informar? Revista Brasileira de Sa&uacute;de Materno  Infantil. 2005; 5(4):411-418.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Paes NA. Avalia&ccedil;&atilde;o da cobertura dos registros  de &oacute;bitos dos Estados brasileiros em 2000. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005;  39(6):882-890.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Franca E, Abreu DMX, Rao C, Lopez AD. Evaluation  of cause-of-death statistics for Brazil, 2002-2004. International journal of epidemiology. 2008; 37(4):891-901.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. An&aacute;lise dos  Resultados: estat&iacute;sticas do registro civil. Rio de Janeiro: IBGE; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Paes NA. Qualidade das estat&iacute;sticas de &oacute;bitos por causas  desconhecidas dos Estados brasileiros. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007;  41(3):436-445.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Andrade CLT, Szwarcwald CL. Desigualdades s&oacute;cio-espaciais da  adequa&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es de nascimentos e &oacute;bitos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,  Brasil, 2000 - 2002. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007; 23(5):1207-1216.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es para a  Sa&uacute;de. Base de dados dos Indicadores e dados b&aacute;sicos para a sa&uacute;de &#91;acessado em  17 set. 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.datasus.gov.br/idb" target="_blank">www.datasus.gov.br/idb</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Fa&ccedil;anha MC, Pinheiro AC, Fauth S, Lima AWD, Silva VLP, Justino MWS, et al. Busca  ativa de &oacute;bitos em cemit&eacute;rios da Regi&atilde;o Metropolitana de Fortaleza, 1999 a 2000. Epidemiologia e Servi&ccedil;os  de Sa&uacute;de. 2003; 12(3):131-136.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Fran&ccedil;a E, Abreu D, Campos D, Rausch MC. Avalia&ccedil;&atilde;o da  qualidade da informa&ccedil;&atilde;o sobre mortalidade infantil em Minas Gerais, em  2000-2002: utiliza&ccedil;&atilde;o de uma metodologia simplificada. Revista M&eacute;dica de Minas  Gerais. 2006; 16 Supl 2:S28-35.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Campos D, Fran&ccedil;a E, Loschi RH, Souza MFM. Uso da aut&oacute;psia verbal na investiga&ccedil;&atilde;o de  &oacute;bitos com causa mal definida em Minas Gerais, Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2010; 26(6):1221-1233.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Portaria n<sup>&deg;</sup>116, de 11 de fevereiro de 2009. Regulamenta a coleta  de dados, fluxo e periodicidade de envio das informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos e  nascidos vivos para os Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de sob gest&atilde;o da Secretaria  de Vigil&acirc;ncia em   Sa&uacute;de. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 12 fevereiro 2009.  Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Manual de Procedimento do Sistema de  Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Portaria n<sup>&deg;</sup>20, de 3 de outubro de 2003. Regulamenta a coleta de  dados, fluxo e periodicidade de envio   das informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos e nascidos vivos para os Sistemas de  Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de - SIM e Sinasc. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p. 71, 9  de outubro 2003. Se&ccedil;&atilde;o I.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Frias PG, Vidal  SA, Pereira PMH, Lira PIC, Vanderlei LC. Avalia&ccedil;&atilde;o da  notifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos infantis ao Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade: um  estudo de caso. Revista Brasileira de Sa&uacute;de Materno Infantil. 2005; 5 Supl  1:S43-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Rattner D. A epidemiologia na  avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade: uma proposta. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1996; 12 Suppl 2:S21-32.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b>Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Av. Alfredo Balena, 190, 10<sup>&deg;</sup> andar,    <br>   Santa Efig&ecirc;nia, Belo Horizonte-MG, Brasil.    <br>   CEP: 30130-100    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:efranca@medicina.ufmg.br">efranca@medicina.ufmg.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 05/08/2010    <br>     Aprovado em 15/07/2011</font></p>      ]]></body><back>
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