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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo de caso do processo de formulação da Política Nacional de Alimentação e Nutrição no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Case study of the formulation of the National Policy of Diet and Nutrition in Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: analyze the process of the formulation of the 'National Policy of Diet and Nutrition in Brazil (NPDN)' in the field of public actions turned to health protection andpromotion. METHODOLOGY: multicentric qualitative case study, based on the periodfrom 1998 to 2005; sixteen semi-structured interviews with key government and civil society actors were performed and different secondary information sources analyzed for reconstruction of process and mobility of the actors, and their motivation; for the analysis and construction of NPDN, a matrix with 5 categories was used - context, ideas, institutions, interest, andpolicy instruments. RESULTS: NPDN was formulated in a participatory manner involving several government sectors and organized society; the publication of the NPDN in 1999 revealed its political-institutional guidelines: stimulus to intersectoral actions, in view of universal access to food; assurance of the safety and quality of food and services rendered; monitoring of the diet and nutrition of the country; promotion of healthy diet practices and life styles; prevention and conrol of nutrition disorders and diseases related to diet and nutrition; development promotion of lines of investigation; human resource developing and training. CONCLUSION: the process of formulation of the 'National Policy of Diet and Nutrition' is a solid learning way, supported by the search democratic perfecting, with an important citizen participation and discussion with civil society.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana"><b><font size="4"><a name="topo"></a>Estudo de caso do processo de formula&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de  Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o no Brasil</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Case study of the formulation of the National  Policy of Diet and Nutrition in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Denise Bomtempo  Birche de Carvalho<sup>I</sup>; Deborah Carvalho Malta<sup>II</sup>; Elisabeth Carmen Duarte<sup>III</sup>; Luciana  Monteiro Vasconcelos Sardinha<sup>IV</sup>; Lenildo de Moura<sup>V</sup>; Otaliba Lib&acirc;nio de Morais  Neto<sup>VI</sup>; Ana Beatriz Vasconcelos<sup>VII</sup>; Anelise Rizzolo de Oliveira Pinheiro<sup>VIII</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Departamento de  Servi&ccedil;o Social, Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas, Universidade de Bras&iacute;lia,  Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral  de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de  Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF,  Brasil; Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <sup>III</sup>Faculdade de  Medicina, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>     <sup>IV</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral  de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de  Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF,  Brasil    <br>     <sup>V</sup>Departamento de  An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil     <br>     <sup>VI</sup>Departamento de  An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil. Universidade Federal de Goi&aacute;s, Goi&acirc;nia-GO, Brasil    <br>     <sup>VII</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral  da Pol&iacute;tica de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o, Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica,  Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>   <sup>VIII</sup>  Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade de  Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>analisar o processo de formula&ccedil;&atilde;o da 'Pol&iacute;tica Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e  Nutri&ccedil;&atilde;o (PNAN)' no campo das a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas voltadas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da  sa&uacute;de.    <br>     <b>METODOLOGIA: </b>trata-se de  estudo de caso qualitativo multic&ecirc;ntrico, tendo por base o per&iacute;odo de 1998 a 2005; foram realizadas 16 entrevistas  semi-estruturadas com atores-chave do governo e sociedade civil, e analisadas  diferentes fontes secund&aacute;rias de informa&ccedil;&atilde;o para reconstitui&ccedil;&atilde;o do processo, a  movimenta&ccedil;&atilde;o dos atores e suas motiva&ccedil;&otilde;es; para a an&aacute;lise da  constru&ccedil;&atilde;o da PNAN, utilizou-se uma matriz com cinco categorias - contexto,  ideias, institui&ccedil;&otilde;es, interesses e instrumentos de pol&iacute;tica.    <br>     <b>RESULTADOS: </b>a PNAN foi formulada de maneira  participativa, envolvendo diversos setores do governo e sociedade organizada; sua  publica&ccedil;&atilde;o, em 1999, destacou as seguintes diretrizes pol&iacute;tico-institucionais  - est&iacute;mulo  &agrave;s a&ccedil;&otilde;es intersetoriais, com vistas ao acesso universal aos alimentos; garantia da  seguran&ccedil;a e da qualidade dos alimentos e da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os;  monitoramento da situa&ccedil;&atilde;o alimentar e nutricional do pa&iacute;s; promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas  alimentares e estilos de vida saud&aacute;veis; preven&ccedil;&atilde;o e controle dos dist&uacute;rbios  nutricionais e de doen&ccedil;as associadas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o; promo&ccedil;&atilde;o do  desenvolvimento de linhas de investiga&ccedil;&atilde;o; e desenvolvimento e capacita&ccedil;&atilde;o de  recursos humanos.    <br>     <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>o processo de formula&ccedil;&atilde;o da 'Pol&iacute;tica  Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o' constituiu um s&oacute;lido aprendizado, amparado  na busca do aprimoramento democr&aacute;tico, da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na discuss&atilde;o com  a sociedade civil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>vigil&acirc;ncia nutricional; seguran&ccedil;a alimentar e nutricional; obesidade;  pol&iacute;tica de sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>analyze the process of the formulation of the 'National Policy of Diet  and Nutrition in Brazil  (NPDN)' in the field of public actions turned to health protection  andpromotion.    <br>     <b>METHODOLOGY: </b>multicentric qualitative case study, based on the periodfrom 1998 to 2005;  sixteen semi-structured interviews with key government and civil society actors  were performed and different secondary information sources analyzed for  reconstruction of process and mobility of the actors, and their motivation; for  the analysis and construction of NPDN, a matrix with 5 categories was used - context,  ideas, institutions, interest, andpolicy instruments.    <br>     <b>RESULTS: </b>NPDN was formulated in a participatory manner involving several  government sectors and organized society; the publication of the NPDN in 1999 revealed  its political-institutional guidelines: stimulus to intersectoral actions, in  view of universal access to food; assurance of the safety and quality of food  and services rendered; monitoring of the diet and nutrition of the country;  promotion of healthy diet practices and life styles; prevention and conrol of  nutrition disorders and diseases related to diet and nutrition; development  promotion of lines of investigation; human resource developing and training.    <br>     <b>CONCLUSION: </b>the process of formulation of the 'National Policy of Diet and  Nutrition' is a solid learning way, supported by the search democratic  perfecting, with an important citizen participation and discussion with civil  society.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Key words: </b>nutrition surveillance; food and nutrition assurance; obesity; health  policy. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A interven&ccedil;&atilde;o do  poder p&uacute;blico na realidade social &eacute; complexa. A formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e/ou  programas de governo &eacute; dependente da din&acirc;mica de intera&ccedil;&atilde;o entre os grupos pol&iacute;ticos no interior do Estado, e  deste com a sociedade organizada, resultando da&iacute; a necessidade de considerar o  peso pol&iacute;tico da a&ccedil;&atilde;o governamental, sobretudo quando o que se pretende  analisar &eacute; o processo de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas governamentais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o objetivo de contribuir com a  capacidade t&eacute;cnica para a an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas relacionadas &agrave;s  doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis  (DCNT) na regi&atilde;o das Am&eacute;ricas e Caribe, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) e  a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS), em parceria com o Centro Colaborador em DCNT da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da  Sa&uacute;de no Canad&aacute;, implantaram em 2004 o Observat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas para Preven&ccedil;&atilde;o das DCNT. O Observat&oacute;rio de  Politicas foi criado com o objetivo de sistematizar e analisar as informa&ccedil;&otilde;es  relacionadas com as pol&iacute;ticas que atuam nessa &aacute;rea, assim como difundir os  resultados de suas an&aacute;lises.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Visando propiciar  maior reflex&atilde;o sobre as politicas implantadas na regi&atilde;o das Am&eacute;ricas, foi  realizado estudo multic&ecirc;ntrico focalizando os processos de formula&ccedil;&atilde;o de  pol&iacute;ticas em DCNT em tr&ecirc;s pa&iacute;ses: Brasil, Costa Rica e Canad&aacute;.<sup>1</sup> O  tema eleito por esses pa&iacute;ses foi Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o, sendo definidos em  comum o foco das pesquisas, instrumentos e metodologias empregadas. No Brasil,  o estudo de caso foi coordenado pelo Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de e resultou na cria&ccedil;&atilde;o de um observat&oacute;rio de DCNT no Brasil que envolveu  pesquisadores de diversas institui&ccedil;&otilde;es governamentais e de ensino e pesquisa. O  presente estudo destaca os principais achados do estudo de caso brasileiro,  cujo relat&oacute;rio completo se encontra dispon&iacute;vel em publica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via.<sup>1</sup> O atual trabalho cumprir&aacute; a  fun&ccedil;&atilde;o da difus&atilde;o da pesquisa para um p&uacute;blico mais amplo, contribuindo para a  compreens&atilde;o do processo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O tema Alimenta&ccedil;&atilde;o e  Nutri&ccedil;&atilde;o entrou na agenda p&uacute;blica brasileira em v&aacute;rios momentos hist&oacute;ricos, com  suas peculiaridades pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas. Vasconcelos<sup>3</sup> enfatiza tr&ecirc;s per&iacute;odos-chave da constru&ccedil;&atilde;o da agenda p&uacute;blica  nessa &aacute;rea. O primeiro per&iacute;odo (1930-1963)  corresponde  &agrave; emerg&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas sociais relacionadas ao tema, com maior influencia  dos estudos de Josu&eacute; de Castro. O segundo momento (1964-1984) se refere &agrave;s tentativas de incorpora&ccedil;&atilde;o das  t&eacute;cnicas de planejamento nutricional e econ&ocirc;mico, conduzidas pelo Instituto Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (INAN). E o  terceiro per&iacute;odo (1985-2003) &eacute; vinculado &agrave;s lutas  pela redemocratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho aborda,  mais especificamente, o &uacute;ltimo per&iacute;odo. Descreve-se as ideias, valores e interesses presentes no processo de formula&ccedil;&atilde;o da  'Pol&iacute;tica Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o no Brasil (PNAN)', priorizando-se  as an&aacute;lises do per&iacute;odo entre 1998  e 2005.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste  trabalho &eacute; analisar o processo de formula&ccedil;&atilde;o da 'Pol&iacute;tica Nacional de  Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (PNAN)' no campo das a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas voltadas &agrave; prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, no per&iacute;odo de 1998 a 2005.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tratar-se de estudo de caso empregando-se a metodologia  qualitativa para analisar o processo de formula&ccedil;&atilde;o da 'Pol&iacute;tica Nacional de  Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o'. Para an&aacute;lise foram usados fontes de dados prim&aacute;rios e  secund&aacute;rios. Para os dados prim&aacute;rios, foram realizadas 16 entrevistas com  atores-chave, com roteiro semi-estruturado e quest&otilde;es sobre contextos sociais,  institucionais e pol&iacute;ticos que viabilizaram a formula&ccedil;&atilde;o da PNAN, assim como  sua inser&ccedil;&atilde;o na preven&ccedil;&atilde;o das DCNT e na agenda p&uacute;blica, problemas de sa&uacute;de coletiva e  alternativas de enfrentamento e solu&ccedil;&atilde;o dos problemas relativos a alimenta&ccedil;&atilde;o e  nutri&ccedil;&atilde;o, pelos atores governamentais e n&atilde;o governamentais.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A escolha da PNAN  como unidade de an&aacute;lise para estudo de caso brasileiro deveu-se aos seguintes  motivos: a) diretriz do Governo Federal,  de car&aacute;ter multissetorial, de  responsabilidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; b) coer&ecirc;ncia com objetivos nacionais relativos &agrave;  preven&ccedil;&atilde;o de DCNT; e tamb&eacute;m, por se tratar de c) uma pol&iacute;tica de abrang&ecirc;ncia  nacional, envolvendo um dos principais fatores de prote&ccedil;&atilde;o das DCNT (alimenta&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os intrumentos  utilizados na pesquisa foram comuns  aos tr&ecirc;s  pa&iacute;ses do estudo multic&ecirc;ntrico (Canad&aacute;, Brasil, e Costa Rica),<sup>2</sup>  pr&eacute;-testado e validado no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para as entrevistas,  semi-estruturadas, foram usados os seguintes crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o dos  entrevistados: a) indica&ccedil;&atilde;o dos participantes do observat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas sobre DCNT; b)  gestores p&uacute;blicos que participaram do processo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN em v&aacute;rios setores da pol&iacute;tica p&uacute;blica; c)  especialistas e acad&ecirc;micos da &aacute;rea de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o; e d)  especialistas com experi&ecirc;ncia comprovada na formula&ccedil;&atilde;o de programas e a&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o e  nutri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As seguintes institui&ccedil;&otilde;es tiveram informantes-chave:  Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral  da Pol&iacute;tica de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (CGPAN) do Minist&eacute;rio  da Sa&uacute;de (MS), Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis  (CGDANT) da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS)/MS, Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea)/Secretaria de Assuntos Estrat&eacute;gicos da Presid&ecirc;ncia da Republica, Funda&ccedil;&atilde;o  Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz)/MS, Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT),  Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca (ENSP)/Fiocruz/MS, Universidade  Federal de Pernambuco (UFPe), Universidade Federal  da Bahia (UFBa) e Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Tamb&eacute;m foram entrevistados um t&eacute;cnico da  Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS/Genebra) e um informante da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira  de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o e Direitos Humanos (ABRANDH). Foi feita a transcri&ccedil;&atilde;o  das entrevistas gravadas, guardando a unidade das narra&ccedil;&otilde;es e preservando o  contexto no qual o discurso foi produzido. A an&aacute;lise das entrevistas foi  realizada em etapas, segundo o m&eacute;todo da 'An&aacute;lise de conte&uacute;do' desenvolvido por  Bardin.<sup>4</sup> Trata-se de um conjunto de  t&eacute;cnicas de an&aacute;lise de comunica&ccedil;&atilde;o visando obter o significado dos conte&uacute;dos  enunciados pelos entrevistados, em suas entrelinhas, seus ditos e n&atilde;o ditos, ou  seja, os significados manifestos e latentes, a partir de material qualitativo.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O per&iacute;odo de 1998 a 2005 foi adotado como marco temporal  para a pesquisa, por ser o per&iacute;odo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN e da organiza&ccedil;&atilde;o da  &aacute;rea t&eacute;cnica competente no Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram realizados os  seguintes procedimentos de an&aacute;lise das entrevistas: a) transcri&ccedil;&atilde;o completa das  entrevistas gravadas, objetivando a pr&eacute;-an&aacute;lise do  conte&uacute;do; e b) constitui&ccedil;&atilde;o do corpo discursivo, que objetiva resguardar o contexto  e a unidade das entrevistas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a an&aacute;lise da  constru&ccedil;&atilde;o da PNAN, utilizou-se uma matriz com cinco categorias interligadas - contexto, ideias, institui&ccedil;&otilde;es,  interesses e instrumentos de pol&iacute;tica -<sup>6</sup> com o objetivo de responder &agrave;s  seguintes perguntas: Como as ideias e valores de diversos atores do Estado, da sociedade  e do mercado foram incorporados no texto da PNAN? Como as ideias foram  constru&iacute;das? Seriam constru&ccedil;&otilde;es sociais da realidade sobre os problemas e as  solu&ccedil;&otilde;es relativos &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o no Brasil? Afinal, como se deu esse  processo? Como os atores  negociaram, concertaram, persuadiram, argumentaram no campo das ideias e  valores?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os dados secund&aacute;rios foram coletados por meio de legisla&ccedil;&atilde;o em vigor no Brasil que regulamenta  a&ccedil;&otilde;es e programas (Decretos Presidenciais, Portarias), entre outros documentos  governamentais: planos, boletins, relat&oacute;rios expedidos; publica&ccedil;&otilde;es de  organismos internacionais; artigos de jornais de circula&ccedil;&atilde;o nacional;  discursos, pareceres; atas de reuni&otilde;es interministeriais e intraministeriais,  grupos de trabalho e mem&oacute;rias de eventos realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para an&aacute;lise dos  dados secund&aacute;rios, foram respondidos  os seguintes  t&oacute;picos: a) institui&ccedil;&otilde;es governamentais  e n&atilde;o  governamentais que influenciaram; b) ideias e valores presentes; e c)  interesses e conflitos inseridos no processo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo obteve  aprova&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (CONEP)/Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de, segundo o Parecer n<sup>o</sup> 449/2006,  por se  tratar de pesquisa institucional financiada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A PNAN foi aprovada pela Portaria Ministerial n<sup>o</sup> 710/1999, como parte integrante  da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de, inserindo-se no contexto da Seguran&ccedil;a Alimentar  e Nutricional (SAN).<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No &acirc;mbito  institucional, a &aacute;rea gestora da Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o possu&iacute;a elementos  indispens&aacute;veis para a formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica: a) relev&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,  relativa &agrave; transi&ccedil;&atilde;o nutricional; b) conjuntura favor&aacute;vel de reorganiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea  da Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o dentro do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (recursos humanos,  t&eacute;cnicos, or&ccedil;amento); e c) press&atilde;o pol&iacute;tica de atores do Estado e da sociedade civil para a redefini&ccedil;&atilde;o  das a&ccedil;&otilde;es do governo em  alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o alcance de  seus prop&oacute;sitos, a PNAN definiu as seguintes diretrizes pol&iacute;tico-institucionais:<sup>7</sup> est&iacute;mulo &agrave;s a&ccedil;&otilde;es intersetoriais, com  vistas ao acesso universal aos alimentos; garantia da seguran&ccedil;a e da qualidade  dos alimentos e da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os nesse contexto; monitoramento da situa&ccedil;&atilde;o alimentar  e nutricional do pa&iacute;s; promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas alimentares e estilos de vida  saud&aacute;veis; preven&ccedil;&atilde;o e controle dos dist&uacute;rbios nutricionais e de doen&ccedil;as  associadas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o; promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de linhas de  investiga&ccedil;&atilde;o; e desenvolvimento e capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A seguir, s&atilde;o  descritos os tr&ecirc;s eixos anal&iacute;ticos do processo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Institui&ccedil;&otilde;es  governamentais e n&atilde;o governamentais que influenciaram o processo de formula&ccedil;&atilde;o  da PNAN</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O processo de  elabora&ccedil;&atilde;o da PNAN iniciou-se no &acirc;mbito do  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, locus do Estado, espa&ccedil;o concreto em que suas diretrizes pol&iacute;ticas foram constru&iacute;das, debatidas e  negociadas entre gestores de pol&iacute;ticas governamentais, atores da sociedade  civil e do mercado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O ponto de partida  para a elabora&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica foi um documento com elementos de evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que argumentava a  necessidade de formula&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica, elaborado por um grupo de especialistas,  ex-integrantes do INAN. Conforme  Majone,<sup>8</sup> a pol&iacute;tica p&uacute;blica &eacute; feita de palavras. Em forma escrita ou  oral, a argumenta&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial em todas as etapas de seu processo de  formula&ccedil;&atilde;o.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Havia consenso no  grupo de trabalho: era necess&aacute;rio desenhar uma pol&iacute;tica com contornos  intersetoriais, embora coordenada pelo setor Sa&uacute;de, explicitando a  responsabilidade de cada executor da pol&iacute;tica, seja ou n&atilde;o integrante do  Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No processo intersetorial de discuss&atilde;o, participaram os Minist&eacute;rios da Agricultura, da Educa&ccedil;&atilde;o, da Reforma  Agr&aacute;ria, do Planejamento e Or&ccedil;amento, das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, da Ci&ecirc;ncia e  Tecnologia, do Trabalho e Emprego. No SUS, especificamente, houve a  participa&ccedil;&atilde;o dos gestores nacionais de sa&uacute;de por meio do Conselho Nacional de  Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de (Conass) e do Conselho Nacional de Secret&aacute;rios Municipais de Sa&uacute;de (Conasems).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Contribu&iacute;ram com evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas na formula&ccedil;&atilde;o da PNAN os Centros  Colaboradores do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de na &aacute;rea de Nutri&ccedil;&atilde;o, alocados em  universidades &#091;Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPr), Universidade Federal de  Goi&aacute;s (UFG), Universidade Federal do Par&aacute; (UFPa), Universidade Federal da Bahia  (UFBa), Instituto de Medicina Integral de Pernambuco (IMIP) e Escola Nacional  de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca (ENSP)/Fiocruz), Universidade Estadual de  Campinas (Unicamp), Universidade  Federal de  Pelotas (UFPel) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPe). O processo tamb&eacute;m  contou com a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil, com as entidades Solo Brasileiro  de Seguran&ccedil;a Alimentar (SBSA), Instituto Brasileiro e An&aacute;lises Sociais e  Econ&ocirc;micas (Ibase), Instituto Superior de Ensino e Pesquisa (Inesp), Instituto  Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Pastoral da Crian&ccedil;a, Conselho  Federal de Nutricionistas (CFN), Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Nutri&ccedil;&atilde;o (Asbran) e Associa&ccedil;&atilde;o para Educa&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o Empresarial  (ABAI). Os parceiros  internacionais, Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de - OPAS - e Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de - OMS -, deram seu apoio f&iacute;sico e  financeiro &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o das oficinas de trabalho. O processo, segundo um  informante da presente pesquisa, contou com a &quot;participa&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios  momentos da discuss&atilde;o, seja em reuni&otilde;es f&iacute;sicas ou por interm&eacute;dio da internet  na circula&ccedil;&atilde;o de documentos&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s a elabora&ccedil;&atilde;o do documento b&aacute;sico, este foi submetido &agrave; consulta dos  estados da Federa&ccedil;&atilde;o, por meio das Coordena&ccedil;&otilde;es Estaduais de Alimenta&ccedil;&atilde;o e  Nutri&ccedil;&atilde;o e da sociedade civil organizada representada em F&oacute;rum de discuss&atilde;o da  OPAS. Sobre os atores da sociedade civil, os informantes ressaltaram a import&acirc;ncia do trabalho de  consulta ao F&oacute;rum Brasileiro de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional (FBSAN), com  ampla representa&ccedil;&atilde;o da sociedade, inclusive remanescentes da 'A&ccedil;&atilde;o da Cidadania Contra a Fome e a Mis&eacute;ria' (1992-1994). Um dos entrevistados  afirma que &quot;o <i>processo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN foi bastante inclusivo,  consultivo, ao mesmo tempo em que tent&aacute;vamos reconhecer os programas,  extinguindo umas a&ccedil;&otilde;es e melhorando  outras</i>&quot;<i>. </i>Sem d&uacute;vida, essa amplia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o contribuiu  para a sustentabilidade do processo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por&eacute;m, ao mesmo tempo  em que significava um avan&ccedil;o no campo da concep&ccedil;&atilde;o, das ideias e valores, o  grupo redator da PNAN n&atilde;o tinha clareza de como proceder para incorporar essa  nova terminologia na agenda governamental, ou seja, a alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o como  direito humano. Como ilustra um informante-chave, &quot;como lidar com isso, um  campo novo, inclusive ainda o &eacute;, o que isso significa conceitualmente em  termos de discurso, mas o que significa em termos program&aacute;ticos, t&iacute;nhamos pouca  ideia&quot;. Necess&aacute;rio se fez que os t&eacute;cnicos demandassem a &aacute;rea de Direitos  Humanos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, para releitura do texto sob a &oacute;tica do  direito humano &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na esfera  institucional, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de criou a Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e  Nutri&ccedil;&atilde;o (CGPAN), que organizou uma &aacute;rea espec&iacute;fica de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o. Esta  processou as implica&ccedil;&otilde;es da compreens&atilde;o do &quot;direito humano &agrave;  alimenta&ccedil;&atilde;o&quot; a partir das seguintes indaga&ccedil;&otilde;es: O que significa esse novo  discurso? Trata-se de mais uma ret&oacute;rica  ou ele tem consist&ecirc;ncia program&aacute;tica?</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A CGPAN decidiu pela  escolha do tema da Anemia como primeiro exemplo para a materializa&ccedil;&atilde;o do  conceito de direito humano &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o. Como fazer para que os programas de  combate &agrave; anemia ferropriva pudessem contribuir para a realiza&ccedil;&atilde;o desse  direito? O Direito implicaria deveres dos v&aacute;rios atores. Estes deveriam ser pactuados com  prazos definidos, indicadores estabelecidos, divulga&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o e  mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade, aloca&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e ma teriais, elabora&ccedil;&atilde;o  de protocolo de resultados, entre outros aspectos. O pacto foi devidamente  firmado em documento oficial.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Com a aprova&ccedil;&atilde;o da  PNAN, desencadeou-se um processo permanente de capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos  envolvidos em atividades de planejamento, monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o, de forma  descentralizada como preconiza a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e o SUS; ou seja, &quot;<i>capacitamos todos os estados (da  Federa&ccedil;&atilde;o) em um processo interessante, depois os estados fizeram os seus planos  de capacita&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios, treinaram todos os munic&iacute;pios</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O processo de  capacita&ccedil;&atilde;o baseou-se na reconstru&ccedil;&atilde;o de dois conceitos:  seguran&ccedil;a alimentar nutricional e direito humano &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o. A metodologia de aprendizagem usada  foi a constru&ccedil;&atilde;o dos conceitos &agrave; luz das experi&ecirc;ncias pessoais e o resultado  foi que &quot;<i>come&ccedil;avam a perceber  que eram capazes de fazer alguma coisa para modificar aquela realidade</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao longo das &uacute;ltimas  d&eacute;cadas, as a&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de nesse campo  mudaram de escopo, evolu&iacute;ram da distribui&ccedil;&atilde;o de leite para crian&ccedil;as e  gestantes, realizada &agrave; &eacute;poca pelo extinto INAN, para o Programa Bolsa  Alimenta&ccedil;&atilde;o em 2001 e, em 2004, o Bolsa Fam&iacute;lia. Este  &uacute;ltimo, mais inclusivo e agregador de outras a&ccedil;&otilde;es intersetoriais, foi e  permanece sendo conduzido pelo Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O processo de  elabora&ccedil;&atilde;o da PNAN, na argumenta&ccedil;&atilde;o  de um  entrevistado, foi inclusivo, participativo e s&oacute;lido, tanto que essa pol&iacute;tica  permanece at&eacute; os dias atuais como pol&iacute;tica oficial do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de: &quot;<i>porque uma pol&iacute;tica, ela tem que  ter uma vida mais longa</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ideias e valores  presentes no processo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como a extin&ccedil;&atilde;o do  INAN em 1997, em fun&ccedil;&atilde;o de  den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o, os t&eacute;cnicos e a maioria das fun&ccedil;&otilde;es do &oacute;rg&atilde;o extinto,  passam para o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Entretanto o grupo t&eacute;cnico de nutricionistas  mant&eacute;m uma s&eacute;rie de apoios externos, por meio do Conselho Nacional de  Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o, e forte apoio de Universidades, conseguindo se  rearticular internamente no aparelho de estado, dentro do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que criou a  Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o, respons&aacute;vel pelo tema, mas tamb&eacute;m  em outras estruturas do governo. Uma das maneiras de manter a articula&ccedil;&atilde;o foi a  formula&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica na &aacute;rea de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o. Para tanto, foram  articulados apoios externos que envolveram institui&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, o Conselho  Federal de Nutricionistas e algumas organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, como o Fundo  das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef) e a OMS, &quot;os atores mais relevantes da  implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o&quot; segundo a  percep&ccedil;&atilde;o de um informante-chave.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A constru&ccedil;&atilde;o da  Pol&iacute;tica baseou-se em evid&ecirc;ncias  cient&iacute;ficas sobre o perfil alimentar e nutricional no Brasil &agrave; &eacute;poca. Por um  lado, existiam alguns estudos multic&ecirc;ntricos, dados sobre a avalia&ccedil;&atilde;o do  programa do leite e quest&otilde;es sobre a necessidade de se criar o Sistema de  Vigil&acirc;ncia Alimentar e Nutricional (Sisvan). Como enfatizou um informante-chave, &quot;era como uma colcha de retalhos,  costurando diversas quest&otilde;es tem&aacute;ticas,  conceituais,  estrat&eacute;gicas que eram fundamentais para se ter o pr&oacute;prio escopo da pol&iacute;tica&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No campo das ideias e  valores que influenciaram a formula&ccedil;&atilde;o da PNAN, cita-se a extin&ccedil;&atilde;o do Conselho  de Seguran&ccedil;a Alimentar, em 1994,  e a cria&ccedil;&atilde;o  do Programa 'Comunidade Solid&aacute;ria', propositado a articular programas e a&ccedil;&otilde;es  de governo com a sociedade civil. Ademais, o  Governo Brasileiro apresentou um documento na reuni&atilde;o da C&uacute;pula Mundial para a  Alimenta&ccedil;&atilde;o, em Roma, 1996, levantando pontos  sobre seguran&ccedil;a alimentar e nutricional. O documento brasileiro defendia que os alimentos deveriam ter qualidade, respeitar  nossa diversidade cultural, social e econ&ocirc;mica, al&eacute;m de serem ambientalmente sustent&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses elementos  influenciaram a formula&ccedil;&atilde;o da PNAN e a defini&ccedil;&atilde;o das suas diretrizes, a saber: a) est&iacute;mulo  &agrave;s a&ccedil;&otilde;es intersetoriais, com vistas ao acesso universal aos alimentos; b)  garantia da seguran&ccedil;a e da qualidade dos alimentos e da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os  neste contexto; c) monitoramento  da situa&ccedil;&atilde;o alimentar e nutricional; d)  promo&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas alimentares e estilos de vida saud&aacute;veis; e) preven&ccedil;&atilde;o e  controle dos dist&uacute;rbios nutricionais e das doen&ccedil;as associadas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e  nutri&ccedil;&atilde;o; f) promo&ccedil;&atilde;o de linhas de investiga&ccedil;&atilde;o; e g) desenvolvimento e  capacita&ccedil;&atilde;o de recursos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os atores destacaram que muitas das a&ccedil;&otilde;es propostas pela PNAN dependeriam  do engajamento de outras esferas de governo e n&atilde;o apenas instaladas no Minist&eacute;rio  da Sa&uacute;de. Exemplos de a&ccedil;&otilde;es de natureza tipicamente intersetorial seriam a  regulamenta&ccedil;&atilde;o da rotulagem nutricional dos alimentos, a restri&ccedil;&atilde;o da  publicidade de alimentos n&atilde;o saud&aacute;veis, a regulamenta&ccedil;&atilde;o da quantidade m&aacute;xima de sal nos alimentos  industrializados, a promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel nas escolas e nos  ambientes de trabalho, o incentivo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de frutas e hortali&ccedil;as, pol&iacute;ticas  fiscais diferenciadas para a taxa&ccedil;&atilde;o de alimentos mais e menos saud&aacute;veis,  medidas de planejamento urbano para o est&iacute;mulo da atividade f&iacute;sica, campanhas  de esclarecimento usando os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa, entre outras.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Segundo um  entrevistado, houve um impasse na formula&ccedil;&atilde;o da PNAN: pretendia-se uma pol&iacute;tica  de seguran&ccedil;a alimentar intersetorial que abarcasse toda a dimens&atilde;o da seguran&ccedil;a  alimentar, desde a produ&ccedil;&atilde;o at&eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica do alimento; ou uma  pol&iacute;tica setorial (da Sa&uacute;de), inserida em uma pol&iacute;tica mais ampla de seguran&ccedil;a  alimentar?</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A decis&atilde;o foi pelo  recorte setorial da Sa&uacute;de, n&atilde;o s&oacute; para que compusesse a Pol&iacute;tica Nacional de  Sa&uacute;de como tamb&eacute;m porque a agenda da Sa&uacute;de, no campo da seguran&ccedil;a alimentar,  todavia era fr&aacute;gil, inacabada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Conselho Nacional  de Sa&uacute;de foi um ator-chave na necessidade de argumenta&ccedil;&atilde;o em torno da ideia da  intersetorialidade, de um lado, e da amplitude da ideia da seguran&ccedil;a alimentar  de outro. Desse debate e da for&ccedil;a argumentativa dos especialistas, nasceu a  primeira diretriz da PNAN: a necessidade de a&ccedil;&otilde;es intersetoriais para garantia  da alimenta&ccedil;&atilde;o humana como dever do Estado - portanto, pol&iacute;tica p&uacute;blica - e direito de  cidadania.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na opini&atilde;o de outro  informante-chave, uma ideia n&atilde;o contemplada na PNAN e que precisa ser equacionada no Brasil &eacute; o  relacionamento do setor p&uacute;blico com o privado, pois o papel da ind&uacute;stria de  alimentos &eacute; relevante no pa&iacute;s. N&atilde;o s&oacute; no campo da Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o mas em  outros setores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, verifica-se a dificuldade dos gestores p&uacute;blicos em lidar com a iniciativa privada, haja  vista que &quot;<i>a tend&ecirc;ncia &eacute; recuar e n&atilde;o querer muito di&aacute;logo porque se tem medo de  conflito de interesses, ainda mais em um momento de crise como a que estamos  vivendo. Isso &eacute; uma coisa que a pol&iacute;tica n&atilde;o aborda e temos que dar conta disso  em algum momento</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as diretrizes  priorit&aacute;rias da PNAN, a preven&ccedil;&atilde;o e controle dos dist&uacute;rbios nutricionais e das  doen&ccedil;as associadas &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o, inicialmente, apresentavam  destaque para a desnutri&ccedil;&atilde;o; posteriormente,  esse  componente foi ampliado, a partir da publica&ccedil;&atilde;o dos resultados da Pesquisa de  Or&ccedil;amento Familiar (POF 2003), que demonstraram que  o Brasil possu&iacute;a 40,0% da popula&ccedil;&atilde;o adulta  com excesso de peso, refor&ccedil;ando-se, a partir da&iacute;, a import&acirc;ncia da 'Estrat&eacute;gia  Global em   Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel, Atividade F&iacute;sica e Sa&uacute;de'.<sup>10,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No plano das ideias,  os entrevistados enfatizaram que a PNAN deveria ser aprimorada no que concerne  &agrave; preven&ccedil;&atilde;o das DCNT, &quot;<i>porque  a obesidade est&aacute; ganhando, cada vez mais for&ccedil;a</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Interesses e  conflitos presentes no processo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os formuladores de  pol&iacute;ticas recebem informa&ccedil;&otilde;es  individuais,  express&atilde;o das opini&otilde;es pessoais (ativistas), ou a opini&atilde;o coletiva, comum de  grupos de indiv&iacute;duos.<sup>12</sup> Por exemplo, grupos de interesse representam  associa&ccedil;&otilde;es profissionais (m&eacute;dicos, enfermeiros, professores), cidad&atilde;os ou setores industriais.  Juntamente com ag&ecirc;ncias governamentais, essas v&aacute;rias partes interessadas formam  comunidades de interesse pr&oacute;ximas a campos espec&iacute;ficos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas  (da Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o, Agricultura). Dentro dessas comunidades, pequenos  agrupamentos de partes interessadas interagem para tratar de quest&otilde;es  espec&iacute;ficas dessas pol&iacute;ticas, como por exemplo, a publica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es  nutritivas em r&oacute;tulos de alimentos ou atividades f&iacute;sicas nas escolas.<sup>12</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Quando se fala de  pol&iacute;tica p&uacute;blica, remete-se  n&atilde;o s&oacute; &agrave; perspectiva do Estado em a&ccedil;&atilde;o, seus programas e atividades com objetivos expl&iacute;citos,  traduzidos em dispositivos pol&iacute;tico-administrativos coordenados,<sup>13</sup>  bem como &agrave;s a&ccedil;&otilde;es ou omiss&otilde;es do mesmo  Estado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demandas da sociedade.<sup>14-16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para se entender os  processos de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, devemos compreender as caracter&iacute;sticas  dos atores, suas institui&ccedil;&otilde;es, os  pap&eacute;is que desempenham, as autoridades que representam, como se relacionam e  controlam uns aos outros<sup>17</sup> e, sobretudo, que interesses, ideias e institui&ccedil;&otilde;es defendem. Sabemos que os atores envolvidos e  interessados no processo de formula&ccedil;&atilde;o de uma determinada pol&iacute;tica p&uacute;blica n&atilde;o  coincidem plenamente sobre os problemas,  as  alternativas de solu&ccedil;&atilde;o e, especialmente, a solu&ccedil;&atilde;o a ser escolhida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Aqui, interessa  analisar os processos cognitivos de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas - como paradigmas, ideias e  referenciais. Segundo a concep&ccedil;&atilde;o de Yves Surel e Pierre Muller,<sup>13</sup> trata-se de uma abordagem que  estabelece a import&acirc;ncia das din&acirc;micas de constru&ccedil;&atilde;o social da realidade na  determina&ccedil;&atilde;o de quadros e de pr&aacute;ticas socialmente leg&iacute;timas, em uma dada  conjuntura.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nesse contexto,  ideias representam informa&ccedil;&otilde;es que os formuladores de pol&iacute;ticas utilizam para  reconhecer um problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica e decidir a melhor maneira de agir. Os valores pessoais constituem importante fonte  de informa&ccedil;&otilde;es na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Na &aacute;rea da Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, pesquisas  recentes, no Canad&aacute; e nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, sugerem que as convic&ccedil;&otilde;es  pessoais dos legisladores sobre o papel do governo na promo&ccedil;&atilde;o de comportamentos saud&aacute;veis s&atilde;o um fator significativo de  influ&ecirc;ncia em seu apoio &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o de controle do tabaco, em particular, e a  pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de em geral.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As ideias e valores perpassam a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. As  pol&iacute;ticas p&uacute;blicas definem n&atilde;o s&oacute; o discurso governamental mas, principalmente,  sua pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o. A formula&ccedil;&atilde;o da  'Pol&iacute;tica Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o' processou-se de forma bastante participativa.  N&atilde;o por acaso, os profissionais que trabalhavam na &aacute;rea tomaram a pol&iacute;tica como  marco regulat&oacute;rio - nos planos pol&iacute;tico, t&eacute;cnico e &eacute;tico - e estrat&eacute;gia de  atua&ccedil;&atilde;o na operacionaliza&ccedil;&atilde;o de suas diretrizes.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A realiza&ccedil;&atilde;o de  entrevistas com atores governamentais e n&atilde;o governamentais envolvidos nas etapas de forma&ccedil;&atilde;o  da agenda p&uacute;blica e na formula&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es/programas permitiu a reconstitui&ccedil;&atilde;o  do processo, bem como as  motiva&ccedil;&otilde;es e interesses visando &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram destacadas  algumas a&ccedil;&otilde;es importantes na articula&ccedil;&atilde;o com o setor privado/ind&uacute;strias de alimentos, como a implementa&ccedil;&atilde;o  de medidas relativas ao enriquecimento e/ou corre&ccedil;&atilde;o dos alimentos - a obrigatoriedade de  adicionar iodo no sal para consumo  da  popula&ccedil;&atilde;o, por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ressalta-se que a PNAN, &quot;avan&ccedil;ada e moderna&quot; para um dos atores-chave, foi  assumida como pol&iacute;tica de governo, inclusive na busca da operacionaliza&ccedil;&atilde;o de  suas diretrizes, caso dos programas 'Bolsa Alimenta&ccedil;&atilde;o'  (2001-2003) e 'Bolsa  Fam&iacute;lia' (2004 at&eacute; os dias atuais).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um m&eacute;rito da PNAN foi  a implanta&ccedil;&atilde;o do Sisvan - resultado de uma de suas diretrizes - com o prop&oacute;sito de  reunir informa&ccedil;&otilde;es que subsidiem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a melhoria das  condi&ccedil;&otilde;es nutricionais da popula&ccedil;&atilde;o  e a  manuten&ccedil;&atilde;o de um eixo de converg&ecirc;ncia setorial importante na Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; &eacute;poca da formula&ccedil;&atilde;o  da PNAN, os marcos regulat&oacute;rios sobre produ&ccedil;&atilde;o, comercializa&ccedil;&atilde;o, estoque,  rotulagem de alimentos, subs&iacute;dios &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e controle da  propaganda nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o eram incipientes. Com o advento da  globaliza&ccedil;&atilde;o, os brasileiros, cada vez mais, aderiam &agrave; dieta ocidentalizada,  produtora de dist&uacute;rbios nutricionais - por exemplo, o excesso de peso. Um  avan&ccedil;o significativo foi a coloca&ccedil;&atilde;o do tema na agenda, no sentido da  formula&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica, no campo da alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o, com um  marco regulat&oacute;rio (Portaria Ministerial).<sup>7</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No processo de  implementa&ccedil;&atilde;o da PNAN - que n&atilde;o constituiu o objeto central da atual  investiga&ccedil;&atilde;o -, foram tomadas importantes medidas por outros &oacute;rg&atilde;os do  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, como a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa), destacando-se a rotulagem de alimentos.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 1998, quando da aprova&ccedil;&atilde;o  da PNAN, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a seguran&ccedil;a alimentar e as a&ccedil;&otilde;es de combate &agrave;  desnutri&ccedil;&atilde;o eram muito presentes no Estado Brasileiro. Estudos, como a Pesquisa  Nacional de Demografia e Sa&uacute;de de 1996, em 2003, a Pesquisa de  Or&ccedil;amento Familiar (POF) de 2002<sup>10</sup> e a Pesquisa de Fatores de Risco em Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas em 2002-2003 (da Secretaria de  Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de e do Instituto Nacional do C&acirc;ncer)<sup>21</sup> mostraram  o crescimento do sobrepeso e da obesidade no pa&iacute;s e a necessidade de se  investir em preven&ccedil;&atilde;o de DCNT,<sup>22</sup> alterando o marco  t&eacute;cnico-cient&iacute;fico inicial do processo de constitui&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica  Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o - PNAN - no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A experi&ecirc;ncia  acumulada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de na constru&ccedil;&atilde;o da PNAN foi importante,  durante o processo de discuss&atilde;o internacional com a OMS, Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es  Unidas para Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura (FAO) e Unicef sobre a proposi&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o  da 'Estrat&eacute;gia Global em Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel, Atividade F&iacute;sica e Sa&uacute;de'.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o e a vigil&acirc;ncia de DCNT devem trabalhar de forma  integrada na implanta&ccedil;&atilde;o da Estrat&eacute;gia Global e, por fim, da Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de  enquanto prioridade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Ao contr&aacute;rio de alguns pensamentos  recorrentes, a alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o sempre fez parte da agenda p&uacute;blica do  pa&iacute;s, embora variasse o n&iacute;vel de prioridade ou a capacidade dos governos darem  conta de toda a complexidade inerente &agrave; quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O processo de formula&ccedil;&atilde;o da PNAN constituiu-se em um s&oacute;lido aprendizado,  amparado pela busca do aprimoramento democr&aacute;tico, importante participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; e ampla  discuss&atilde;o com a sociedade civil. Foi tamb&eacute;m o desencadeador da formula&ccedil;&atilde;o de  outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no &acirc;mbito do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia  em Sa&uacute;de.   Observat&oacute;rio de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis: o caso do Brasil:  Pol&iacute;tica de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (PNAN), 1999- 2005. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006 &#091;acessado em 20 fev. 2009&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/brazil_case_study_por_v5.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/brazil_case_study_por_v5.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Vogel E, Burt S, Church J.  Stakeholder Convergence on Nutrition Policy: A Cross-Case Comparison of Case  Studies in Costa Rica, Brazil and Canada. Faculty of  Health Sciences, University of Ontario Institute   of Technology. Department  of Political Science, University   of Waterloo. Centre for  Health Promotion Studies, University   of Alberta. Canad&aacute;; 2007 &#091;acessado em 8 Jan. 2008&#093;.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cpsa-acsp.ca/papers-2007/Burt.pdf" target="_blank">http://www.cpsa-acsp.ca/papers-2007/Burt.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Vasconcelos FAG. Combate a fome: uma analise hist&oacute;rica de Vargas e  Lula. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2005; 18(4):439-457.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Bardin L. An&aacute;lise de  conte&uacute;do. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70; 1979.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Minayo MCS. O desafio  do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. S&atilde;o Paulo:  Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Clottey C. Estrutura e  metodologia para analisar iniciativas de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas integradas  relativas &aacute; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. Centro Colaborador da OMS sobre  pol&iacute;ticas integradas relativas &aacute; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. Canad&aacute;;   2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica  Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o. 2<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2003. (S&eacute;rie B. Textos B&aacute;sicos de Sa&uacute;de).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Majone G. Evidencia, argumentaci&oacute;n y persuasi&oacute;n en  la formulaci&oacute;n de pol&iacute;ticas. M&eacute;xico: Fondo de Cultura Econ&oacute;mica; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Paes-Sousa R, Vaitsman J. S&iacute;ntese das  pesquisas de avalia&ccedil;&atilde;o  de programas sociais do MDS. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio do Desenvolvimento  Social e Combate a Fome;  2007. 132 p. (Cadernos de Estudos: Desenvolvimento Social em Debate; vol. 5).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Pesquisa de Or&ccedil;amentos Familiares. POF 2002-2003. Rio de Janeiro:  Instituto Brasileiro de  Geografia e Estat&iacute;stica; 2004 &#091;acessado em 19 fev.  2008. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=278" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=278</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. World Health Organization. Global  strategy on diet, physical activity and health. Geneva: World Health Organization; 2004 &#091;cited  21 Feb. 2008&#093;. Available from <a href="http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA57/A57_R17-en.pdf" target="_blank">http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA57/A57_R17-en.pdf</a> </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Atkinson MM, Coleman WD. Policy Networks,  Policy Communities and the Problems of Governance. Governance. 1992; 5(2):154-180.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Muller P, Surel Y. L'analyse des politiques  publiques. Paris:  Editions Montchrestien; 1998. 156 p.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. O'Donnel G, Schmitter P. Transitions from Authoritarian Rule. Baltimore; London: The Johns Hopkins   University Press; 1986.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. O'Donnel G. El Estado burocr&aacute;tico-autorit&aacute;rio triunfos, derrotas y crisis.  Buenos Aires: Belgrand; 1982.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16 Lavis JN, Farrant  MS, Stoddart GL. 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Bras&iacute;lia: Ag&ecirc;ncia Nacional de  Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria; 2009 &#091;acessado em 30 jul. 2009&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.anvisa.gov.br/ALIMENTOS/legis/especifica/rotuali.htm" target="_blank">http://www.anvisa.gov.br/ALIMENTOS/legis/especifica/rotuali.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de C&acirc;ncer. Inqu&eacute;rito  domiciliar sobre comportamentos de risco e morbidade referida de doen&ccedil;as e  agravos n&atilde;o transmiss&iacute;veis: Brasil, 15 capitais e Distrito Federal, 2002-2003.  Rio de Janeiro: Instituto Nacional de C&acirc;ncer; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Malta DC,  Cez&aacute;rio AC, Moura L, Morais Neto OL, Silva J&uacute;nior JB. A constru&ccedil;&atilde;o da  vigil&acirc;ncia e preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis no contexto do Sistema  &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. 2006; 15(3):47-65.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b>Endere&ccedil;o para  correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,  Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de  Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis,    <br>   SAF SUL, Trecho 2, Lotes 5/6, Bloco F, Torre 1,    <br>   Edif&iacute;cio Premium,  T&eacute;rreo, Sala 14,    <br>   Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    <br>   CEP:70070-600    <br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:cgdant@saude.gov.br">cgdant@saude.gov.br</a> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 19/01/2011    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aprovado em 16/12/2011 </font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dSecretaria de Vigilância em Saúde</collab>
<source><![CDATA[Observatório de doenças crônicas não transmissíveis: o caso do Brasil: Política de Alimentação e Nutrição (PNAN), 1999- 2005]]></source>
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<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde]]></publisher-name>
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<source><![CDATA[Stakeholder Convergence on Nutrition Policy: A Cross-Case Comparison of Case Studies in Costa Rica, Brazil and Canada. Faculty of Health Sciences, University of Ontario Institute of Technology. Department of Political Science, University of Waterloo. Centre for Health Promotion Studies, University of Alberta]]></source>
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<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
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